segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Isaías 11:10

Isaías 11:10 “E acontecerá naquele dia que a raiz de Jessé, a qual estará posta por estandarte dos povos, será buscada pelos gentios; e o lugar do seu repouso será glorioso.”

 

“E acontecerá naquele dia que a raiz de Jessé, a qual estará posta por estandarte dos povos,“

Esse “Dia” diz respeito ao Reino de Cristo implantado no mundo, o Reino Milenial. Quando enfim os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos (Mateus 5.6). O dia em que o ”Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Daniel 2:44). O dia que se cumprirá a oração do Pai nosso: “Venha o teu Reino” (Mateus 6.10).

A “raiz de Jessé” diz respeito ao Messias que não só descende Jessé, pai de Davi, mas que é a real fonte da linhagem davídica (Salmo 110.1). Jessé teve oito filhos, e duas filhas (1 Samuel 17.12). Jessé viveu em Belém, e obtinha seu sustento do pastoreio de ovelhas e da criação de cabras. A posição humilde de sua família é aludida pelo epíteto injurioso “filho de Jessé” dado a Davi por aqueles que não gostavam dele (1 Samuel 20.27,30; 22.7; 25.10; 2 Samuel 20.1). As expressões “brotará um rebento do tronco de Jessé” e “raiz de Jessé” aqui e em Isaías 11.1, indicam o passado insignificante e humilde da linhagem real de Davi, posteriormente tomaram-se símbolos de messianismo.

Davi quer dizer “Amado”. Dessa forma, quando a voz do Pai vinda do céu identificou a Jesus como o seu “Filho amado” (Mateus 3.17), Ele estava insinuando que Jesus é o seu segundo Davi, o cumprimento do que Davi representava. Isaías já tinha profetizado que o Filho reinaria no trono de Davi (Isaías 9.7). Agora ele deixa claro que o Filho seria também um descendente de Davi.

Ele se levantará como um estandarte ou bandeira quer dizer que Ele será a garantia de vitória e aquele ao redor de quem as nações se reunirão. “Pendão” (“bandeira”, NVI, KJV; “estandarte”, ARA) é a mesma palavra usada no nome de Deus em Exodo 17 .15: “O SENHOR é a minha Bandeira”. Esta é outra indicação do Velho Testamento de que o Rei messiânico não será um homem comum, mas será um ser divino.

 

 “... será buscada pelos gentios; e o lugar do seu repouso será glorioso.”

Quando a casa de Davi tiver recuperado a sua glória na pessoa do Messias, as nações buscarão o favor e a orientação dEle. O seu lugar de descanso, a sua casa, a Sião milenial, será gloriosa. Israel ocupará posição especial dentro do reino de Deus por causa do pacto abraâmico (Gênesis 15.18-21; 17.7,8; 22.17,18), do pacto davídico (2 Samuel 7.16) e do Novo Pacto (Jeremias 31.33,34). Mas os habitantes de outras nações também se beneficiarão com o reino de Deus.

O próprio Jesus deixou claro o ponto de que muita gente de fora de Israel fará parte do reino de Deus (Lucas 13.29). Deus prometeu a Abraão que, através de sua linhagem, todos os povos da terra seriam abençoados (Gênesis 12.3). Esse ensino dispensacional de que Israel tem um lugar especial dentro do programa de Deus, por causa das promessas divinas feitas a Abraão, não exclui os gentios de também terem um lugar especial.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE AGOSTO DE 2025 (Mateus 10:16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE AGOSTO DE 2025
VIVENDO EM UM MUNDO HOSTIL

Mateus 10:16 “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.”

 

“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; “

Jesus sempre suportou as perseguições, por mais desagradáveis que fossem, Ele ajustava-se a elas. Ele era realista no trato com seus discípulos e os advertiu sobre as dificuldades futuras. Mais do que preveni-los, deu-lhes instruções sobre como enfrentar a perseguição.  Plummer comenta: "Esta não é a maneira que o mundo tem de ganhar partidários." O mundo sempre oferece rosas, um caminho de rosas, comodidade e seguranças, junto com o cumprimento de todas as ambições mundanas. Jesus oferece dificuldades, e até a morte e mesmo assim se multiplicam seus seguidores.

Barclay comenta que a história demonstra que Jesus tinha razão em motivá-los assim. Pois, no mais íntimo, os seres humanos apreciam o chamado à aventura. Depois do sítio de Roma, Garibaldi dirigiu a seguinte proclama a seus partidários: "Soldados: Todos os nossos esforços contra forças superiores foram inúteis. Não tenho nada a lhes oferecer a não ser fome e sede, dificuldades e morte; mas chamo a todos os que amem a pátria a unir-se comigo" – e foram por ele centenas de soldados. Depois da derrota de Dunquerque, Churchill ofereceu aos ingleses, "sangue, suor e lágrimas", foi suficiente.

“Ovelhas” são os animais mais dependentes. Sem defesas naturais, elas entram em desespero e facilmente se amedrontam. “Lobos” eram os piores inimigos das ovelhas na Palestina. Jesus não estava falando de animais aqui; Ele estava simplesmente usando-os como ilustrações de como as pessoas às vezes se comportam. Seus apóstolos eram as ovelhas, e seus inimigos eram os lobos.

Wilkins salientou: “Jesus inverte a metáfora. Antes disso os discípulos deveriam ir até as ovelhas (Mateus 9:36; 10:6), mas agora eles é que eram as ovelhas andando entre lobos”. Os doze estavam sendo enviados a um mundo de predadores (Mateus 7:15; João 10:10, 12; Atos 20:29). Seriam caçados como presas por todos os inimigos de Cristo.

 

“... portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.”

Por isso Jesus admoestou-os: “Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas”. Talvez esses dizeres fossem de um provérbio. Na literatura rabínica, um adágio semelhante é atribuído a Deus. Falando dos israelitas, Deus teria dito: “Diante de mim, eles são inocentes como pombas, mas para as nações são astutos como serpentes”.

As pombas, possivelmente desde o tempo de Noé, são vistas como símbolo de paz, inocência e pureza. Elas também são criaturas muito indefesas e são presas fáceis para predadores. “Serpentes”, desde a antiguidade, são conhecidas por sua astúcia e sabedoria (Gênesis 3:1); muitas delas são venenosas e extremamente perigosas.

Os discípulos de Jesus precisam de toda a sabedoria proverbialmente atribuída às serpentes, porém a astúcia para fraudar e enganar devem ser substituídas pela inocência inofensiva e gentil atribuída às pombas. "Sozinha, a prudência da serpente é mera astúcia, e a simplicidade da pomba pouco mais que fraqueza; mas combinadas, a prudência da serpente salvaria da exposição desnecessária ao perigo; a simplicidade da pomba, dos expedientes pecaminosos de escapar dele".

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_04.pdf

 

domingo, 24 de agosto de 2025

LIÇÃO 9: UMA IGREJA QUE SE ARRISCA - 3 TRIMESTRE DE 2025.


TEXTO ÁUREO

Atos 7.55 “Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus. "


“Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, “ 

Ele, Estevão foi comissionado para ser diácono pela igreja primitiva a fim de dar mais atenção a distribuição da assistência social para as viúvas gregas que se sentiam desprezadas, assegurando que não houvesse injustiça na sua alocação entre os destinatários helenistas e hebreus. Parece que todos os varões que foram escolhidos com ele eram gregos (Atos 6.1-6), percebemos isso por seus nomes. Mas não foi como diácono que Estêvão deixou sua marca na história da igreja primitiva, mas como um inflexível apologista do cristianismo. É evidente que ele percebia mais claramente do que muitos - incluindo até mesmo alguns dos apóstolos - o quanto a nova fé introduzida pelo Senhor Jesus contrariava a tradição judaica e o culto do templo. Ele transmitiu as suas convicções de forma a levantar uma veemente oposição entre os judeus helenistas de Jerusalém. O livro de Atos apresenta o apresenta em caráter especial entre os sete diáconos: Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo (Atos 6:5). Por perseverar em se encher dos Espírito Santo ele tem visões durante seu debate apologético no templo.


“...fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; “ 

Quando seus opositores se enfurecem a ponto de ranger os dentes e tapam os ouvidos agiam como seus pais que sempre resistiram ao Espírito Santo. Estevão olha para os céus que lhe manifesta a glória de Deus (Salmo 19.1). Ele comtempla Cristo assim como Caifás ouviu ele dizer: Vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu (Mateus 26.64,65). O que Estêvão viu literalmente, podemos ver espiritualmente em qualquer tempo - nosso Sumo Sacerdote que entrou no Santo dos Santos de uma vez para sempre. Desta maneira, os penitentes e sobrecarregados podem achar misericórdia e graça para suas necessidades espirituais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/2/2023

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

 

sábado, 23 de agosto de 2025

Atos 10:48

Atos 10:48 “E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.”

 

“E mandou que fossem batizados em nome do Senhor.”

Após ser feliz em seu argumento e conclusão:” Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo?” (v.47). O Apostolo Pedro manda que todos os gentios da casa de Cornélio fossem batizados. Pois os gentios após crerem foram batizados com o Espírito Santo, e imediatamente deveriam também batizados com água e integrados à igreja.

Todo aquele que crê deve integrar-se à igreja de Deus por meio da pública profissão de fé e do batismo. Jesus disse: “Quem crer e for batizado será salvo” (Marcos 16.16). O eunuco etíope após ouvir o sermão de Filipe perguntou:  Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” (Atos 8.36-37)

O batismo é o selo de que alguém pertence à igreja de Cristo Jesus. Todos na casa de Cornélio ansiavam de coração por esse lacre evidente e público. Por meio do batismo, os crentes passam publicamente a pertencer a Jesus, e Jesus passa a pertencer a eles. Não se pode negar o sinal aos que receberam o dom do Espírito Santo. Esses a quem Deus concedeu graciosamente o concerto têm o direito claro aos selos do concerto.

 

“Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.”

Os ouvintes reconheceram a palavra de Pedro e a obra de Deus quando expressaram o desejo de se beneficiarem mais pelo ministério de Pedro. Eles não podiam forçá-lo a fixar residência entre eles. Eles sabiam que ele tinha trabalho a fazer em outros lugares, e que, naquele momento, ele era aguardado em Jerusalém.

Mesmo assim, eles não queriam que ele fosse embora imediatamente, mas imploraram com instância que ele ficasse por certo tempo entre eles, para que ele os ensinasse mais coisas do que respeita ao Reino de Deus. Pedro ficou feliz em consentir , afinal Jesus disse que, após ouvirem o Evangelho e serem batizadas, as pessoas deveriam aprender tudo o que Ele ordenara (Mateus 28:19, 20).

Mas havia mais nessa estadia do que ensinamento extensivo. A comunhão entre judeus e gentios era ainda tênue; precisava ser fortalecida. Pedro dera um grande passo entrando na casa de Cornélio. Agora, por vários dias, ele hospedou-se nessa casa — e até comeu o que os gentios comiam (Atos 11:3). As barreiras entre judeus e gentios estavam finalmente caindo!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200112_07.pdf

Atos 10.47

Atos 10.47 “Respondeu, então, Pedro: Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo?”.

 

“Respondeu, então, Pedro:”

O apostolo Pedro estava pregando a Cornélio e a todos os seus convidados. Isso ele fez de maneira relutante (v.28), tanto que só desceu a casa de Cornélio acompanhado com outros judeus de Jope que testemunharam o convite inesperado (v.23). Para a surpresa de Pedro e dos judeus que com ele estavam “caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra” (v.44).

E isso foi percebido porque eles os ouviram falar línguas como havia acontecido com os judeus no dia de pentecostes: “E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios” (Atos 10:45). Diante desse sinal o apóstolo Pedro pergunta aos judeus de Jope que o haviam acompanhado:

 

“Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo? ”

O argumento de Pedro foi irrecusável. As palavras “como nós": E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio (Atos 11.15), forçaram os crentes judeus à seguinte conclusão: no que dizia respeito à salvação eterna, Deus não fazia diferença entre judeus e gentios. E se Deus já dera as boas-vindas aos gentios, derramando o seu Espírito neles, só faltava a igreja fazer o mesmo.

Visto que os gentios já tinham sido batizados no Espírito Santo, seguia-se que eram elegíveis para serem batizados na água. Assim, Pedro postulou sua pergunta aos cristãos judeus que o acompanharam, como representantes da igreja. O argumento de Pedro não levantou objeção alguma, e, assim, Pedro mandou que os convertidos fossem batizados (v.48).

O comum era a pessoa crer, ser batizada na água e depois receber o Espírito Santo (Atos 8.14,15; 19.1-6). No caso de Cornélio, porém, a conversão e o recebimento do Espírito foram simultâneos. A explicação é que, se os gentios somente cressem e recebessem o perdão de Deus, os crentes judeus não teriam crido no testemunho deles. E não lhes concederiam o batismo. Não havia, no entanto, como negar a prova do falar em outras línguas. O “porquê” comprova a conexão inabalável entre o receber o Espírito Santo e o falar em outras línguas para os crentes primitivos.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/06/atos-1046.html

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE AGOSTO DE 2025 (Provérbios 13.10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE AGOSTO DE 2025
O VALOR DE SÁBIOS CONSELHOS NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS 

Provérbios 13.10 “Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.”

 

Da soberba só provém a contenda,”

A palavra que se traduz como “soberba” vem de uma raiz que sugere o ferver até subir, e se aplica à arrogância daqueles que exigem ter tudo conforme a sua vontade, e que não querem ser “empurrados para cá e para lá”, que não se deixam convencer, pois acreditam que estão sempre com a razão. A atitude do homem que diz “Eu sei tudo” naturalmente o leva a entrar em conflito com outras pessoas. Ele ama e promove as contendas. Ele se sente encantado quando está brigando. E não aceita conselhos da parte de outros. Os insensatos, na sua altivez, estão sempre criando contendas. O pecado do orgulho é atacado com freqüência no livro de Provérbios (11.2; 16.5,18,19; 18.12; 21.24; 25.14; 26.12; 27.2; 30.13). O orgulho é abominação para Deus (Provérbios 15.25; 16.5; 21.4).

 A soberba torna o homem impaciente na contradição de suas opiniões ou de seus desejos, impaciente com a competição e a rivalidade, impaciente pelo desprezo, ou qualquer coisa que pareça indiferença, e impaciente com concessões, por causa de um convencimento de certo direito e verdade de sua parte; e conseqüentemente surgem contendas entre parentes e vizinhos, contendas em estados e reinos, em igrejas e sociedades cristãs. Os homens se vingarão, não perdoarão, porque são soberbos.

Por natureza, o homem que não conhece a Deus é arrogante. A arrogância é uma marca distintiva da natureza humana não regenerada. Na história bíblica há o registro de vários acontecimentos em que a arrogância, a prepotência e a presunção estão presentes na vida de homens sem Deus. Exemplos: Faraó (Êxodo 5.1-9); Golias (1 Samuel 17.42-49); Senaqueribe (2 Crônicas 32.9-20); Nabucodonosor (Daniel 4.29-37) e Herodes Agripa (Atos 12.20-23).

 

“... mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.”

Em contraste, o homem verdadeiramente sábio e devidamente instruído na lei aceita facilmente a instrução e assim cresce em sabedoria. Seus professores lhe dizem o que deve e o que não deve fazer e mantêm abertas as suas avenidas de aprendizado: “Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em doutrina” (Provérbios 9:9). A Prudência e o conhecimento dos conselhos são a âncora onde se pode firmar qualquer vida. Os simples e prudentes são os seus filhos, e para os quais não há arrogância nem soberba, porque todos nos sentimos diminuídos ante o infinito saber de Deus.

Alguns homens já são “sábios demais" em si mesmos e, assim sendo, repelem a instrução por sua arrogância. Mas o homem bom sabe que ainda há muita coisa para aprender, e faz da vida diária uma oportunidade de aprender ainda mais. A humildade é exaltada no livro de Provérbios, como uma das virtudes do homem bom (Provérbios 15.33; 16.19; 22.4). Os verdadeiros sábios são humildes, pois reconhecem em sua cultura o quanto lhes falta ainda para conhecer, e, mesmo que vivessem séculos, não esgotariam os tesouros da Sabedoria, porque ela é Deus.

Os que são humildes e pacíficos são sábios e bem aconselhados. Os que pedem conselhos, e os aceitam, que consultam suas próprias consciências, suas Bíblias, seus ministros, seus amigos, e não fazem nada de uma forma impensada são sábios, tanto em outras situações como nesta, porque se humilham, se curvam e cedem, para preservar a tranqüilidade e evitar contendas: “A sabedoria, porém, lá do alto é primeiramente pura; depois pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” (Tiago 3.17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios — princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

KIDNER, Derek. Provérbios Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica. Mundo Cristão

GONÇALVES, José. Sábios Conselhos para um viver vitorioso - Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2013

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

 

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE AGOSTO DE 2025 (Gálatas 5.13)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

22 DE AGOSTO DE 2025
SERVINDO UNS AOS OUTROS PARA PREVENIR OS CONFLITOS 

Gálatas 5.13 “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.”

 

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne,”

“Porque” introduz a razão do que foi dito no versículo anterior: “Eu quereria que fossem cortados aqueles que vos andam inquietando” (Gálatas 5:12), no qual o apóstolo desejou uma maldição para os judaizantes que estavam tentando desviar os gálatas da nova liberdade em Cristo para a velha escravidão da lei. Nesse verso temos um chamado, uma advertência e um mandamento.

O chamado. Fomos chamados para a liberdade, e não para a escravidão do pecado. A liberdade cristã não é uma licença para pecar, mas o poder para viver em novidade de vida. A liberdade cristã é a liberdade do pecado e não liberdade para pecar. A liberdade cristã não é licenciosidade, mas deleite na santidade. A licenciosidade desenfreada não é liberdade alguma; é outra forma mais terrível de servidão, uma escravidão aos desejos de nossa natureza caída. Jesus disse que aquele que pratica o pecado é escravo do pecado (João 8.34). Paulo disse que o homem antes da sua conversão é escravo de toda a sorte de paixões e prazeres (Tito 3.3). Muitos defendem a liberdade do amor livre, a prática irrestrita do aborto, o uso indiscriminado das drogas e o homossexualismo. Isso, porém, não é liberdade; é escravidão do pecado.

A advertência. “Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne”. Calvino destaca que, após exortar os gálatas a não permitirem nenhum impedimento de sua liberdade (Gálatas 5.1), Paulo agora lhes recomenda que sejam moderados em usá-la. A palavra grega aphorme, traduzida por “ocasião à carne”, era usada no contexto militar em referência a um lugar do qual se faz um ataque, se lança uma ofensiva. Portanto, significa um lugar vantajoso e também uma oportunidade ou pretexto. Assim, a nossa liberdade em Cristo não deve ser usada como um pretexto para a autoindulgência. Nessa mesma linha, Donald Guthrie explica que a palavra aphorme é um vocábulo militar para “base de operações”. Dessa forma, a carne é representada como um oportunista, sempre pronto a aproveitar-se de qualquer oportunidade.

Já houve na Epístola a menção do conflito entre o Espírito e a carne. Mas, por que pensar na “carne” como sendo o principal inimigo da Liberdade? Por que não a “lei”, ou até mesmo o “pecado”, como em Romanos 7:8? Questiona Lopes. A escolha da palavra “carne” é significante, pois resume o motivo que impele o homem natural, a tendência moral do homem que não é movido pelo Espírito.

 

“... mas servi-vos uns aos outros pelo amor.”

O mandamento. Devemos servir uns aos outros pelo Amor. Calvino declara que o método para impedir a liberdade de irromper em abuso imoderado e licencioso é regulá-la pelo amor. Quem ama não explora, mas serve o próximo. Somos livres para amar e servir. O amor não pratica o mal contra o próximo. O amor verdadeiro deve ser mútuo e não pode colocar seus próprios interesses em primeiro lugar.

Não podemos usar o próximo como se fosse uma coisa para nos servir; temos de respeitá-lo como pessoa e nos dedicar a servi-lo. Pelo amor temos de nos tornar douleuete, “escravos” uns dos outros, não um senhor com uma porção de escravos, mas um pobre escravo com uma porção de senhores, sacrificando o nosso bem pelo bem dos outros, e não o bem deles pelo nosso. A liberdade cristã é serviço, não egoísmo. John Stott diz: “Somos livres em nosso relacionamento com Deus, mas escravos em nosso relacionamento com os outros”.

A idéia do serviço cheio de amor como característica da liberdade em Cristo jamais esteve totalmente ausente da Igreja Crista, mas em muitos períodos da sua história a evidência nesse sentido tem sido fraca. Este princípio é uma lição tão válida para nossa própria era quanto o foi para o primeiro século.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

GUTHRIE, Gálatas: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. — São Paulo: Hagnos, 2011. 

 STOTT, John. A mensagem de gálatas. São Paulo: ABU, 2000.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201806_05.pdf

 

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Atos 8:12

Atos 8:12 “Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo,”

Antes de Filipe chegar à cidade, ela se encontrava sob uma influência muito diferente. Certo homem, chamado Simão... praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, e até da circunvizinhança da cidade, não só com sua mágica (v. 11), mas também com suas afirmações extravagantes (v. 9). Pois insinuava ser ele grande vulto ou "alguém importante" (BJ). E todos, cidadãos proeminentes e pessoas comuns, ao que parece um grupo ingênuo, realmente afirmavam: este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder (v. 10). Agora, porém, em Samaria, Simão é desafiado por Filipe; não apenas porque os milagres de Filipe concorriam com a sua mágica; mas especialmente porque Simão também creu em Filipe quando evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo.

Filipe pregou sobre o reino de Deus. Esta é a primeira vez que vemos o termo “reino” desde o capítulo 1 de Atos. O termo “reino de Deus” literalmente refere-se ao “governo de Deus”, quer na terra quer no céu (Tiago 2:5). Desde o estabelecimento da igreja no capítulo 2, lemos muito sobre a “igreja” (Atos  5:11; 8:1, 3), mas pouco sobre o reino. Filipe usou o termo “reino” sabiamente aos Samaritanos porque os samaritanos esperavam um Messias que estabeleceria um reino (João 4:25).

Nem sempre o Reino de Deus diz respeito à Igreja na Bíblia, mas neste contexto, a ênfase de Filipe era sem dúvida a igreja. Afinal, não se pode “pregar Cristo” totalmente sem pregar a respeito da igreja, pois Cristo é o construtor da igreja (Mateus 16:18), Cristo morreu pela igreja (Atos 20:28), Cristo é o cabeça da igreja (Efésios 1:22, 23) e Cristo é o sustentador e salvador da igreja (Efésios 5:23– 25).

Filipe “anunciou a Cristo” aos samaritanos, sem dúvida, ele pregou as grandes verdades a respeito de Cristo que outros pregadores inspirados pregaram: o fato de Jesus ter cumprido as profecias (2:16; 8:35), os detalhes de Sua vida e de Seus milagres (2:22; 10:38), Sua morte na cruz por todos (2:23; 8:32; 10:39), Sua ressurreição dos mortos (2:32; 10:40), Sua ascensão à direita de Deus e Seu reinado nos céus (2:30–36) e Sua volta prometida (10:42).

Trata-se de uma combinação interessante de temas (Reino e Cristo), o que mostra como a igreja primitiva via a mensagem de Cristo continuada na sua própria mensagem, mas, ao mesmo tempo, falava mais e mais acerca do meio através do qual o poder real de Deus estava sendo manifestado na época dela, a saber: através do poderoso nome de Jesus.

 

“...se batizavam, tanto homens como mulheres.”

Os samaritanos creram no evangelho, em outras palavras, se converteram, pois iam sendo batizados, assim homens como mulheres. Quando Filipe “pregou Cristo” aos samaritanos, ele pregou sobre a necessidade do batismo. Para os cristãos o batismo é uma ordenança divina, ou seja, uma ordem direta do Salvador. Sendo ela uma ordem se espera que todos os que aceitarem a fé sejam batizados em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28:19), a fim de que sejam salvos da condenação do mundo. Pedro diz em seu sermão: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados” (Atos 2:38).

Jesus foi batizado (Mateus 3:13–17). Ele ordenou o batismo (Mateus 28:19; Marcos 16:16). O batismo é a semelhança da Sua morte, sepultamento e ressurreição (Romanos 6:3–6). Somos batizados em Cristo (Gálatas 3:26, 27). Para você e eu “pregarmos Cristo” totalmente, a necessidade do batismo deve fazer parte da nossa mensagem. Se “anunciar a Cristo” não incluísse o batismo, os samaritanos nunca teriam sido batizados.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_06.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/mateus-2819.html

Atos 5:29

Atos 5:29 “Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram:”

Os apóstolos haviam desobedecido às autoridades constituídas. As ordens do Sinédrio, pretendiam domesticar a consciência dos apóstolos: “Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem” (Atos 5:28).

Pedro e os outros assumiram a culpa pelas acusações: Eles eram culpados de testemunhar a Jesus, e eram culpados de acusar o Sinédrio pela morte de Jesus. De fato, não hesitaram em dizer ao Sinédrio: “...a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro” (v. 30)! A resposta dos apóstolos assumiu a forma de um pequeno sermão, pois eles ainda não estavam preocupados em se defenderem, mas em exaltar o nome de Cristo e, fazendo isso, criaram o princípio da desobediência civil e eclesiástica.

Durante o julgamento anterior, Pedro e João declararam indiretamente suas prioridades: “Se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus” (4:19). Agora, Pedro e os demais falavam diretamente: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.”

 

“Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.”

Como regra geral, devemos obedecer às leis da terra em que vivemos. Um problema existente em todo o mundo é a falta de respeito pelas autoridades. Nos tempos do Antigo Testamento, quando “cada um fazia o que achava mais reto” (Juízes 21:25), sobrevinha o caos.

Precisamos obedecer ao governo civil, não porque o governo esteja sempre certo ou porque seja sempre bom. Obedecemos às leis da terra não porque concordemos com tudo ou porque façam sentido; mas, sim, porque esta é a vontade de Deus. Paulo disse que o governo civil é “de Deus” e que os funcionários civis estão agindo como “ministros de Deus” (Romanos 13:1, 4). Pedro disse: “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor... Porque assim é  vontade de Deus”(1 Pedro 2:13, 15).

Porém aqui é uma exceção à regra, quando a lei humana entra em conflito diretamente com a lei de Deus. Em Atos 4 e 5, o conflito estava claro. Os homens diziam: “Não preguem no nome de Cristo”; Deus dizia: “Preguem no nome de Cristo”.

Quando o conflito é óbvio, quem está comprometido em fazer a vontade de Deus não tem escolha. Não podemos perguntar: “O que é mais conveniente?”, “O que é mais comum?”, ou: “O que é mais seguro?”. Nossa pergunta deve ser: “O que é certo?” — e devemos agir em conformidade com isto. Se, você estiver convencido com todo o coração de que determinada lei é contrária à vontade de Deus, mantenha sua posição — mas esteja preparado para pagar o preço. Pedro e dos demais apóstolos ameaçados de açoitamento, responderam: “Importa obedecer a Deus”. E ameaçados de morte, não hesitaram: “Importa obedecer a Deus

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_08.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_07.pdf