quinta-feira, 21 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE AGOSTO DE 2025 (2 Timóteo 2.24)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE AGOSTO DE 2025
GENTILEZA, PACIÊNCIA E HABILIDADES PARA EVITAR OS CONFLITOS 

2 Timóteo 2.24 “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;”

 

“E ao servo do Senhor não convém contender,”

No contexto das epistolas pastorais, via de rega, a expressão: “servo do Senhor” é mais aplicada aos ministros da Palavra, ou aos líderes das igrejas. Doulos é a palavra grega comumente usada para um “escravo”, mas a maioria das traduções optou pelo termo “servo”. Doulos é aquele que, seu “único compromisso é com o Senhor”. Não há chamado maior do que ser um servo do Senhor: “Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme a palavra do Senhor” (Deuteronômio 34:5).

O servo de Deus é um indivíduo que é chamado para edificar vidas em vez de contender. A contenda abre feridas, em vez de cicatrizá-las. Concordo, porém, com Stott quando ele diz que Paulo não está aqui proibindo todo tipo de controvérsia. Quando a verdade do evangelho estava sendo cruelmente atacada, o próprio Paulo se tornou um ardoroso apologista (Gálatas 2.11-14) e ordenou que Timóteo fizesse o mesmo (1 Timóteo 6.12). Porém, a combinação de especulações não bíblicas com polêmicas despidas de amor tem causado grandes danos à causa de Cristo.

Não raro, nas igrejas, aparecem irmãos, que possuem cursos de Teologia, ou de outras áreas acadêmicas, os quais levantam argumentos pessoais contra doutrinas já consagradas ou estabelecidas ao longo dos anos nas igre­jas cristãs. Nada temos contra esses cursos, pois, pela graça de Deus, possuímos alguns deles, que muito têm enriquecido nosso ministério de ensino. Mas referimo-nos a ensinadores presunçosos, que procuram angariar simpatia de grupos de crentes para si, a fim de formarem uma facção dissidente no meio dos irmãos.

Esses quanto confrontados pela liderança local, tornam-se opositores velados ou declarados, e, muitas vezes, conseguem fazer dissensões ou divisões. Tais “doutores” andam na contramão do Salmo 133, que diz que é “bom e suave que os irmãos vivam em união”. Discordar de algo que merece reparos é natural, mas provocar dissensão e contenda não é coerente com o amor cristão.

Diante desses fatos, Paulo exorta a Timóteo a evitar tais contendas e litígios, envolvendo a doutrina, e as provocações dos contendores que surgem no meio da igreja local. Conselho sábio, de um pastor experiente, culto e bem firmado na sã doutrina cristã, a um jovem obreiro, que ainda teria muito o que aprender, ao longo dos anos de seu ministério.

 

“... mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;”

Paulo apresentou uma descrição abrangente do servo do Senhor, detalhando como um pregador deve interagir com a irmandade, especialmente com os que se opõem a ele e com os que estão cometendo erros.

Aquele que serve ao Senhor deve ser manso para com todos. Diz provérbios: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15.1). Outras traduções preferiram as palavras “brando” ou “amável”. Essa palavra grega é “usada freqüentemente pelos escritores para caracterizar a atitude de uma ama com crianças irritadiças ou de um professor com alunos refratários, ou para aludir a pais em relação aos seus filhos”. O servo do Senhor deve ser “afável, de fácil diálogo, de conduta acessível, não irritável, [nem] intolerante, [nem] sarcástico, nem burlesco, nem mesmo para com os que o prejudicam”.

A passagem instrui a ser “manso para com todos”. Não é uma ordem simples; é mais fácil ser brando ou amável com algumas pessoas do que com outras. No entanto, devemos ser amáveis com quem gostamos e com quem não gostamos. Devemos ser amáveis com os amigos e com os inimigos. Devemos ser amáveis com as pessoas próximas a nós e com os estranhos. “Ser amável para com todos” (NVI).

O próximo requisito é uma repetição de uma das qualificações dos presbíteros: aptos para instruir. Se um homem não sabe instruir ou ensinar, ele não deve ficar à frente de uma classe ou no púlpito. Essa habilidade é um resultado natural de um obreiro que aprendeu a manejar bem a palavra da verdade: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15).

Paulo citou a seguir “sofredor” ou “paciente”. O texto original contém uma palavra composta, que significa “suportar pacientemente". Refere-se a “suportar o mal sem ressentimento”, sendo “paciente” e “tolerante”. Essa é outra ordenança mais fácil de ser dita do que obedecida. Quando injustiçados, queremos atacar, ferir os outros como eles nos feriram; mas Paulo instruiu a sermos “pacientes” quando injustiçados.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_02.pdf

 

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

LIÇÃO 8: UMA IGREJA QUE ENFRENTA OS SEUS PROBLEMAS - 3 TRIMESTRE DE 2025.

TEXTO ÁUREO

“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” (Atos 6.3)

Lição 8 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE AGOSTO DE 2025 (Mateus 5.9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE AGOSTO DE 2025
PACIFICANDO TODOS OS TIPOS DE CONFLITOS

Mateus 5.9 “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”

 

 “Bem-aventurados “

Consulte comentário introdutório de Robert Stein sobre as bem-aventuranças de (Mateus 5.3)

 

“... os pacificadores, ”

Os que possuem as qualificações mencionadas nas primeiras seis bem-aventuranças hão de exercer influência de paz entre os homens e promover a reconciliação destes com o seu Deus: “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5.20).

O termo grego por trás de pacificadores só aparece no Novo Testamento. Lewis disse que a palavra “descreve uma atitude que é contrária à do murmurador, o intrometido, o tumultuador, o mexeriqueiro e o causador de danos”.

Os seguidores de Jesus devem fazer mais do que apenas pensar e conversar sobre paz. O Senhor convidou seus discípulos a levarem paz aonde ela não existe.  Esta bem-aventurança não oferece uma promessa aos que simplesmente evitam conflitos. A verdadeira felicidade coroa aqueles que enfrentam suas diferenças e as vencem.  Barclay observou este aspecto da pacificação: O que esta bem-aventurança requer não é a aceitação passiva de coisas porque temos medo de problemas decorrentes de alguma ação, mas o enfrentamento ativo de coisas e a promoção da paz, mesmo quando o caminho da paz passa por lutas.

Sua vida e trabalho será semente de paz. O escritor aos hebreus exorta a igreja a seguir a paz com todos (Hebreus 12.14), como Paulo também solicita a se possível for enquanto estiver em nós ter paz com todos os homens (Romanos 12:18). Paz é uma das modalidades do Fruto do Espírito. Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança, (Gálatas 5:22) então ela também é procedente do Espírito Santo.

Paulo escreve na epístola aos romanos que nós quando justificados pela fé temos paz com Deus. Jesus nos deixou a paz diferente da paz do mundo (João 14:27). Sua paz deve ser por nós transmitida.

 

“... porque eles serão chamados filhos de Deus; ”

Deus é o supremo Pacificador, tendo sacrificado Seu Filho unigênito a fim de  atrair a humanidade de volta a um relacionamento  com  Ele  (Romanos  5:1–11;  Efésios  2:11–22).  Ele é “o Deus de paz” (Filipenses 4:9; 1 Tessalonicenses 5:23).

Os pacificadores “serão chamados filhos de Deus” porque partilham da natureza de Deus. Eles receberão a aprovação divina, e sentirão, pelo testemunho do Espírito, que são filhos de Deus: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” Romanos 8.16), porque verdadeiramente ouvem o seu Filho unigênito: “E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho; a ele ouvi” (Lucas 9.35).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

https://textoaureoebd.blogspot.com/search?q=pacificadores

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_05.pdf

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

 

 

terça-feira, 19 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE AGOSTO DE 2025 (1 Coríntios 6:5)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE AGOSTO DE 2025
RESOLVENDO CONFLITOS NA ESFERA DA IGREJA

1 Coríntios 6:5 “Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?”

 

“Para vos envergonhar o digo.”

O apóstolo achou irônico os coríntios agirem como se fossem incapazes de emitir sábios julgamentos quando surgiam conflitos entre irmãos. No caso dos partidos e facções, eles haviam demonstrado uma exacerbada opinião com base na própria sabedoria: “Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos” (1 Coríntios 3:18-20).

Onde foi parar essa sabedoria presunçosa? Por que ela tinha sido tão abundante nas discussões filosóficas, mas tão escassa na questão prática de resolver disputas? O apóstolo esperava que exercessem sabedoria no que diz respeito à vida da igreja.

Entre os dons espirituais que Paulo viu naqueles crentes estava o bom julgamento que poderia guiá-los quando surgissem disputas. Alguns, evidentemente, tinham o dom de “governo” ou de administração: “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1 Coríntios 12:28). Esse termo sugere a capacidade de conduzir, tal como um piloto de navio dirige uma embarcação num curso seguro.

A recusa de quem possuía esse dom em aceitar tal responsabilidade punha em dúvida a sua fé. Irmãos sábios não deveriam hesitar em emitir julgamentos quando a igreja precisasse deles. Se a igreja carecia de homens sábios ou se recusava seguir os que eram sábios para guiar, isso era uma vergonha.

 

“Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?”

Paulo queria que os irmãos sábios da igreja não se omitissem em arbitrar as diferenças entre eles. Afinal, um dia, os crentes cristãos tomarão parte no governo do mundo (Mateus 19-28; 2 Timóteo 2.12; Apocalipse 22.5). O apóstolo Paulo havia perguntado: “Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? (v.2).

Em comparação com esta grande responsabilidade, as questões que os crentes estavam levando perante os juízes pagãos eram “triviais”. Com certeza, os crentes já deviam ser competentes para julgar tais casos. Paulo reforça este pensamento declarando que nós também “havemos de julgar os anjos” (v.3). Isso deve nos fazer sentir ainda mais competentes para julgar as coisas da vida cotidiana.

Pois, levar os problemas internos da igreja para os tribunais de fora da igreja é um fraco testemunho do evangelho. O lugar de tratar dos assuntos domésticos é em casa. Paulo então pergunta: “Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante os incrédulos?” (v.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos, 2008

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE AGOSTO DE 2025 (Atos 6.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE AGOSTO DE 2025
IDENTIFICANDO A NATUREZA DOS CONFLITOS

Atos 6.1 “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.

 

“Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos,”

A igreja, mesmo perseguida pelas autoridades, crescia cada vez mais rapidamente. Essa igreja iniciou com o número de 120 irmãos segundo o testemunho de Lucas (Atos 1.15). Após o primeiro sermão pentecostal pregado por Pedro agregaram-se quase 3000 almas (Atos 2.41). Após a cura do coxo da porta formosa Lucas escreve que o número dos que creram chegou a quase cinco mil. Após a morte de Ananias e sua esposa Safira: “a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais” (Atos 5.14).

Por um lado, sim, multiplicou-se o número dos discípulos. Por outro, a excitação do crescimento da igreja foi abafada por uma lamentável "queixa expressa em murmuração".

 

“... houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus,”

Havia dois grupos na igreja de Jerusalém, um chamado helenista e o outro hebreu. Normalmente, supõe-se que o fator que diferenciava um grupo do outro era uma mistura de geografia e língua. Ou seja, os helenistas vinham da dispersão, tinham se estabelecido na Palestina e falavam grego, enquanto que os hebreus eram nativos da Palestina e falavam o aramaico. Mas essa explicação pode ser imprecisa. Já que Paulo se chamou de hebreu, apesar de ter vindo de Tarso e falar grego, a distinção deve estar na cultura, e não apenas na origem e língua.

O primeiro de judeus helenistas murmurava contra os hebreus porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Nada indica que esse esquecimento fosse proposital ("as viúvas hebréias estavam recebendo um tratamento preferencial"); a causa provável era uma falha na administração ou supervisão.

O verbo empregado para murmuração é o mesmo empregado na Septuaginta para expressar a "murmuração" dos israelitas contra Moisés, e é evidente que os membros da igreja de Jerusalém estavam murmurando contra os apóstolos, que recebiam o dinheiro das contribuições (Atos 4:35, 37). Esperava-se, portanto, que o distribuíssem eqüitativamente. Todavia tal murmuração não é adequada para um cristão.

 

“... porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.

Uma mulher viúva no AT, ao que parece, ficava desprotegida e seu único amparo era dos filhos e dos parentes mais próximos. Deus afirma que se a viúva for oprimida socialmente, ele sairá em defesa dela e também do órfão (Êxodo 22.22-24).

Deus se apresenta como o protetor das viúvas, dos órfãos e dos peregrinos e estrangeiros: "que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes" (Deuteronômio 10.18; SaImos 146.9). Tiago escreve que um sinal da verdadeira religião é amparo as viúvas: “A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tiago 1.27).

Paulo também se preocupava com a questão das viúvas e com a grande demanda orientou Timóteo a priorizar as viúvas que realmente são viúvas. Não que haja viúvas falsas, mas que sempre há viúvas que podem ser amparadas por sua própria família: “Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas. Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus” (1 Timóteo 5.3-4).

Por elas não serem em sua maioria capazes de ganhar o próprio sustento e não possuir parentes que as sustentassem, a igreja assumiu essa responsabilidade, fazendo-se a distribuição diária de comida entre elas. Mas, com a falta de organização, as viúvas do grupo de língua grega foram negligenciadas pelos judeus, de língua hebraica, que eram a maioria. Humanamente falando, havia ali uma base para um futuro rompimento entre os grupos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/05/2024

FONTES:

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

 

domingo, 17 de agosto de 2025

LIÇÃO 8: UMA IGREJA QUE ENFRENTA OS SEUS PROBLEMAS - 3 TRIMESTRE DE 2025.

TEXTO ÁUREO

“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” (Atos 6.3)




A igreja, mesmo perseguida pelas autoridades, crescia cada vez mais rapidamente. No entanto, o crescimento trouxe um problema com possibilidade de sérias consequências: “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano” (Atos 6:1).

A igreja cuidava dos seus pobres, especialmente das viúvas. Uma viúva naqueles dias não tinha as oportunidades de emprego e sustento oferecidas pela sociedade moderna. Com a falta de organização, as viúvas do grupo de língua grega foram negligenciadas pelos judeus, de língua hebraica, que eram a maioria.



“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria,


Os apóstolos perceberam a dificuldade e reuniram a comunidade. Explicaram que os deveres espirituais não lhes deixavam tempo para o cuidado material da igreja: “E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas” (Atos 6:2).

Não há aqui nenhuma sugestão de que os apóstolos considerassem a obra social inferior à obra pastoral, ou de que a achasse pouco digna para eles. Era apenas uma questão de chamado. Eles não podiam ser desviados de sua tarefa prioritária. Assim, fizeram uma sugestão à igreja: A igreja entendeu o plano dos apóstolos, pois ele agradou a toda a comunidade “E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.” (Atos 6.5).


"Boa reputação" 

Significa que deveriam ser respeitados por todos os segmentos da comunidade (especialmente a comunidade cristã). Era essencial que tivessem boas reputações, pois representariam Jesus e Sua igreja enquanto cumprissem a tarefa. Ninguém deveria receber uma responsabilidade de destaque na igreja, se sua vida não é como deveria ser


Os diáconos devem ser pessoas honradas, dignas, corretas e íntegras. Não pode haver “língua dobre” neles, isto é, a sua palavra deve ser sim, sim e não, não. A ganância por dinheiro tem de passar longe da sua vida, pois sua função é exatamente a de executar trabalhos administrativos da igreja local, como auxiliar nas tarefas do culto e acompanhar as viúvas e os pobres da Igreja do Senhor (1 Timóteo 3:8).


"Cheios do Espírito Santo" 

Eles têm de ser ‘cheios do Espírito Santo’. Em vez de ser meros bons administradores ou gerentes de recursos, esta qualificação lhes exige que sejam capacitados pelo Espírito na ordem dos discípulos no Dia de Pentecostes. Quer dizer, eles devem ter o poder de uma fé que faz milagres: “E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (Atos 6:8)

Essa qualificação indicava que o indivíduo havia ganhado certa maturidade espiritual e que permitissem que o Espírito controlasse suas vidas. 


"Cheios de sabedoria," 

Complementar aos atos de poder está o discurso inspirado pelo Espírito. Os diáconos têm de ser poderosos em obras e palavras. Como pessoas competentes e maduras que são inspiradas pelo Espírito, elas têm de ter bom senso prático e serem capazes de lidar com delicados problemas de propriedade.

Esse ministério inclui negócios empresariais e a distribuição de ajuda para os necessitados, mas também deve ser espiritual e carismático. Eles devem exercer quaisquer dons espirituais que Deus lhes concedeu. Após aconselhar Faraó sobre os sete anos de seca, José ouviu Faraó disser essas palavras: “E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? “ (Gênesis 41:38)



”[...] aos quais constituamos sobre este importante negócio.”

Em razão do crescente número de conversos, os apóstolos não mais tiveram condições de atender devidamente às demandas sociais da Igreja (Atos 4.4; 6.1). Era necessário organizar um ministério cotidiano.

O trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um “importante negócio”. Por isso houveram-se eles com brevidade na escolha dos melhores homens para exercê-lo. Na Igreja de Cristo, o socorro aos necessitados também deve ser visto como prioridade.

Havendo incumbido os diáconos de zelar pelo socorro aos pobres, a Igreja Primitiva demonstra ser possível exercer o serviço cristão em sua plenitude. Em sua despensa havia tanto o pão que desce do céu como o pão que brota da terra.

Que exemplo às igrejas de hoje! A ordem do Senhor não será esquecida: “Dai-Ihes, vós mesmos, de comer” (Mateus 14.16).
Em sua Primeira Epístola a Timóteo, Paulo destaca a importância desse ministério: “Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” (1 Timóteo 3.13).




DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/01/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.


STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1: Mateus a Atos. 4 ed., RJ: CPAD

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2014/2014-02-12.htm

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_02.pdf

 

sábado, 16 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE AGOSTO DE 2025 (Atos 12.5)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE AGOSTO DE 2025
PERSEVERANDO EM ORAÇÃO EM MEIO À PERSEGUIÇÃO

Atos 12.5 “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”

 

“Pedro, pois, era guardado na prisão;”

O rei Agripa I sentiu-se popular devido ao seu suposto zelo pela religião israelita quando executou Tiago, irmão de João. Encorajado por esta popularidade, resolveu executar o apóstolo mais destacado: Pedro: “E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos asmos. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa”.

Pedro foi guardado por 16 soldados que se revezavam em grupos de quatro, durante as quatro vigílias da noite. As precauções exageradas foram tomadas devido a Pedro já ter escapado da prisão em outra ocasião: “Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora” (Atos 5.19).

 

“... mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”

A igreja ficou abalada pela natureza repentina, ativa e vigorosa desta nova perseguição. Humanamente falando, nada podia fazer. Os membros se sentiam indefesos e sem saída. Perderam Tiago, e Pedro aguardava execução. Não sabiam qual seria o próximo golpe contra eles. Os cristãos não viam solução.

Contudo, os cristãos tinham o recurso dos que não podem ajudar a si mesmos: a oração. “Mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”. O recurso da oração sempre está disponível. As vezes é a última possibilidade, mas é a melhor. E lamentável que muitos, em situações difíceis, reservem a oração como último recurso. Depois de tentarem todas as demais saídas.

A oração era “contínua". O texto não declara se todos oravam durante todo o tempo. Ou se organizaram uma “corrente de oração”, em que as pessoas entravam e saiam cedendo lugar a outras. Certamente havia um culto contínuo de oração. Quando Jesus contou ao seus discípulos a parábola do juiz íniquio estava ensinado-os sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer (Lucas 18:1-8). A igreja intercedia continuamente pela soltura dele, mas sabia como se devia orar ao seu Senhor:“Contudo, não se faça a nossa vontade, e, sim, a Tua” (Lucas 22:42).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE AGOSTO DE 2025 (Atos 16.25)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE AGOSTO DE 2025
ADORANDO A DEUS MESMO EM PERSEGUIÇÃO

Atos 16.25 “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

 

“E, perto da meia-noite,”

Não havia sono para os missionários naquela noite, por causa da dor, e da sua posição desconfortável. Eles haviam levados muitos açoites (v.23). E o carcereiro que recebeu ordens para “guardar [Paulo e Silas] com toda a segurança” se mostrou muito zeloso “lhes prendeu os pés no tronco” (v. 24b). A vítima ficava sentada no chão, suas pernas eram afastadas ao máximo uma da outra, a seguir, os pés eram presos no tronco. O tronco nos pés não era só um aparato para constranger; era também um instrumento de tortura. O que quer que o carcereiro tenha aprendido no exército não incluía bondade.

Paulo e Silas sentaram-se na escuridão opressiva; com os pés presos, começaram a sentir cãibras nas pernas, incapazes sequer de inclinar-se para trás por causa dos cortes profundos e sangrentos nas costas (v. 33). No meio do seu sofrimento, no entanto, revelaram a sua confiança em Deus, bem como a sua alegria nEle, enquanto oravam e cantavam louvores a Deus.

 

“Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

Estes dois pregadores estavam na prisão, mas a prisão não estava neles! Não oravam apenas, o que seria natural com as costas ensangüentadas: “Está aflito alguém entre vós? Ore”, mas também cantavam louvores a Deus! “Está alguém alegre? cante louvores(Tiago 5.13). A fé cristã revela sua nobreza de caráter quando triunfa sobre as circunstâncias. E as pessoas se regozijam numa situação que provocaria gemidos nos menos espirituais. Estes homens estavam servindo ao Deus “que dá salmos entre a noite” (Jó 35.10; Atos 5.40,41).

É bem possível que estivessem num estado de enlevo espiritual que os fez insensíveis aos sofrimentos.  Os relatos da Igreja Primitiva descrevem mártires tão conscientes da presença de Cristo que parecem insensíveis às torturas. Vemos isso na execução do primeiro mártir Estêvão, em Atos 7.55,56.

Lucas observou que os outros prisioneiros “escutavam” (v. 25b). Os demais prisioneiros, sem dúvida, costumavam ouvir gritos e xingamentos do cárcere interno, mas louvores, orações e cânticos se constituíam em novidade para eles!

Marshal em seu comentário escreveu que temos aqui um retrato concreto de “gloriar-se no meio da tribulação” (Romanos 5:3; Tiago 1:2) um ideal cristão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_01.pdf