terça-feira, 19 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE AGOSTO DE 2025 (1 Coríntios 6:5)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE AGOSTO DE 2025
RESOLVENDO CONFLITOS NA ESFERA DA IGREJA

1 Coríntios 6:5 “Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?”

 

“Para vos envergonhar o digo.”

O apóstolo achou irônico os coríntios agirem como se fossem incapazes de emitir sábios julgamentos quando surgiam conflitos entre irmãos. No caso dos partidos e facções, eles haviam demonstrado uma exacerbada opinião com base na própria sabedoria: “Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos” (1 Coríntios 3:18-20).

Onde foi parar essa sabedoria presunçosa? Por que ela tinha sido tão abundante nas discussões filosóficas, mas tão escassa na questão prática de resolver disputas? O apóstolo esperava que exercessem sabedoria no que diz respeito à vida da igreja.

Entre os dons espirituais que Paulo viu naqueles crentes estava o bom julgamento que poderia guiá-los quando surgissem disputas. Alguns, evidentemente, tinham o dom de “governo” ou de administração: “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1 Coríntios 12:28). Esse termo sugere a capacidade de conduzir, tal como um piloto de navio dirige uma embarcação num curso seguro.

A recusa de quem possuía esse dom em aceitar tal responsabilidade punha em dúvida a sua fé. Irmãos sábios não deveriam hesitar em emitir julgamentos quando a igreja precisasse deles. Se a igreja carecia de homens sábios ou se recusava seguir os que eram sábios para guiar, isso era uma vergonha.

 

“Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?”

Paulo queria que os irmãos sábios da igreja não se omitissem em arbitrar as diferenças entre eles. Afinal, um dia, os crentes cristãos tomarão parte no governo do mundo (Mateus 19-28; 2 Timóteo 2.12; Apocalipse 22.5). O apóstolo Paulo havia perguntado: “Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? (v.2).

Em comparação com esta grande responsabilidade, as questões que os crentes estavam levando perante os juízes pagãos eram “triviais”. Com certeza, os crentes já deviam ser competentes para julgar tais casos. Paulo reforça este pensamento declarando que nós também “havemos de julgar os anjos” (v.3). Isso deve nos fazer sentir ainda mais competentes para julgar as coisas da vida cotidiana.

Pois, levar os problemas internos da igreja para os tribunais de fora da igreja é um fraco testemunho do evangelho. O lugar de tratar dos assuntos domésticos é em casa. Paulo então pergunta: “Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante os incrédulos?” (v.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos, 2008

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE AGOSTO DE 2025 (Atos 6.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE AGOSTO DE 2025
IDENTIFICANDO A NATUREZA DOS CONFLITOS

Atos 6.1 “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.

 

“Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos,”

A igreja, mesmo perseguida pelas autoridades, crescia cada vez mais rapidamente. Essa igreja iniciou com o número de 120 irmãos segundo o testemunho de Lucas (Atos 1.15). Após o primeiro sermão pentecostal pregado por Pedro agregaram-se quase 3000 almas (Atos 2.41). Após a cura do coxo da porta formosa Lucas escreve que o número dos que creram chegou a quase cinco mil. Após a morte de Ananias e sua esposa Safira: “a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais” (Atos 5.14).

Por um lado, sim, multiplicou-se o número dos discípulos. Por outro, a excitação do crescimento da igreja foi abafada por uma lamentável "queixa expressa em murmuração".

 

“... houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus,”

Havia dois grupos na igreja de Jerusalém, um chamado helenista e o outro hebreu. Normalmente, supõe-se que o fator que diferenciava um grupo do outro era uma mistura de geografia e língua. Ou seja, os helenistas vinham da dispersão, tinham se estabelecido na Palestina e falavam grego, enquanto que os hebreus eram nativos da Palestina e falavam o aramaico. Mas essa explicação pode ser imprecisa. Já que Paulo se chamou de hebreu, apesar de ter vindo de Tarso e falar grego, a distinção deve estar na cultura, e não apenas na origem e língua.

O primeiro de judeus helenistas murmurava contra os hebreus porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Nada indica que esse esquecimento fosse proposital ("as viúvas hebréias estavam recebendo um tratamento preferencial"); a causa provável era uma falha na administração ou supervisão.

O verbo empregado para murmuração é o mesmo empregado na Septuaginta para expressar a "murmuração" dos israelitas contra Moisés, e é evidente que os membros da igreja de Jerusalém estavam murmurando contra os apóstolos, que recebiam o dinheiro das contribuições (Atos 4:35, 37). Esperava-se, portanto, que o distribuíssem eqüitativamente. Todavia tal murmuração não é adequada para um cristão.

 

“... porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.

Uma mulher viúva no AT, ao que parece, ficava desprotegida e seu único amparo era dos filhos e dos parentes mais próximos. Deus afirma que se a viúva for oprimida socialmente, ele sairá em defesa dela e também do órfão (Êxodo 22.22-24).

Deus se apresenta como o protetor das viúvas, dos órfãos e dos peregrinos e estrangeiros: "que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes" (Deuteronômio 10.18; SaImos 146.9). Tiago escreve que um sinal da verdadeira religião é amparo as viúvas: “A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tiago 1.27).

Paulo também se preocupava com a questão das viúvas e com a grande demanda orientou Timóteo a priorizar as viúvas que realmente são viúvas. Não que haja viúvas falsas, mas que sempre há viúvas que podem ser amparadas por sua própria família: “Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas. Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus” (1 Timóteo 5.3-4).

Por elas não serem em sua maioria capazes de ganhar o próprio sustento e não possuir parentes que as sustentassem, a igreja assumiu essa responsabilidade, fazendo-se a distribuição diária de comida entre elas. Mas, com a falta de organização, as viúvas do grupo de língua grega foram negligenciadas pelos judeus, de língua hebraica, que eram a maioria. Humanamente falando, havia ali uma base para um futuro rompimento entre os grupos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/05/2024

FONTES:

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

 

domingo, 17 de agosto de 2025

LIÇÃO 8: UMA IGREJA QUE ENFRENTA OS SEUS PROBLEMAS - 3 TRIMESTRE DE 2025.

TEXTO ÁUREO

“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” (Atos 6.3)




A igreja, mesmo perseguida pelas autoridades, crescia cada vez mais rapidamente. No entanto, o crescimento trouxe um problema com possibilidade de sérias consequências: “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano” (Atos 6:1).

A igreja cuidava dos seus pobres, especialmente das viúvas. Uma viúva naqueles dias não tinha as oportunidades de emprego e sustento oferecidas pela sociedade moderna. Com a falta de organização, as viúvas do grupo de língua grega foram negligenciadas pelos judeus, de língua hebraica, que eram a maioria.



“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria,


Os apóstolos perceberam a dificuldade e reuniram a comunidade. Explicaram que os deveres espirituais não lhes deixavam tempo para o cuidado material da igreja: “E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas” (Atos 6:2).

Não há aqui nenhuma sugestão de que os apóstolos considerassem a obra social inferior à obra pastoral, ou de que a achasse pouco digna para eles. Era apenas uma questão de chamado. Eles não podiam ser desviados de sua tarefa prioritária. Assim, fizeram uma sugestão à igreja: A igreja entendeu o plano dos apóstolos, pois ele agradou a toda a comunidade “E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.” (Atos 6.5).


"Boa reputação" 

Significa que deveriam ser respeitados por todos os segmentos da comunidade (especialmente a comunidade cristã). Era essencial que tivessem boas reputações, pois representariam Jesus e Sua igreja enquanto cumprissem a tarefa. Ninguém deveria receber uma responsabilidade de destaque na igreja, se sua vida não é como deveria ser


Os diáconos devem ser pessoas honradas, dignas, corretas e íntegras. Não pode haver “língua dobre” neles, isto é, a sua palavra deve ser sim, sim e não, não. A ganância por dinheiro tem de passar longe da sua vida, pois sua função é exatamente a de executar trabalhos administrativos da igreja local, como auxiliar nas tarefas do culto e acompanhar as viúvas e os pobres da Igreja do Senhor (1 Timóteo 3:8).


"Cheios do Espírito Santo" 

Eles têm de ser ‘cheios do Espírito Santo’. Em vez de ser meros bons administradores ou gerentes de recursos, esta qualificação lhes exige que sejam capacitados pelo Espírito na ordem dos discípulos no Dia de Pentecostes. Quer dizer, eles devem ter o poder de uma fé que faz milagres: “E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (Atos 6:8)

Essa qualificação indicava que o indivíduo havia ganhado certa maturidade espiritual e que permitissem que o Espírito controlasse suas vidas. 


"Cheios de sabedoria," 

Complementar aos atos de poder está o discurso inspirado pelo Espírito. Os diáconos têm de ser poderosos em obras e palavras. Como pessoas competentes e maduras que são inspiradas pelo Espírito, elas têm de ter bom senso prático e serem capazes de lidar com delicados problemas de propriedade.

Esse ministério inclui negócios empresariais e a distribuição de ajuda para os necessitados, mas também deve ser espiritual e carismático. Eles devem exercer quaisquer dons espirituais que Deus lhes concedeu. Após aconselhar Faraó sobre os sete anos de seca, José ouviu Faraó disser essas palavras: “E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? “ (Gênesis 41:38)



”[...] aos quais constituamos sobre este importante negócio.”

Em razão do crescente número de conversos, os apóstolos não mais tiveram condições de atender devidamente às demandas sociais da Igreja (Atos 4.4; 6.1). Era necessário organizar um ministério cotidiano.

O trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um “importante negócio”. Por isso houveram-se eles com brevidade na escolha dos melhores homens para exercê-lo. Na Igreja de Cristo, o socorro aos necessitados também deve ser visto como prioridade.

Havendo incumbido os diáconos de zelar pelo socorro aos pobres, a Igreja Primitiva demonstra ser possível exercer o serviço cristão em sua plenitude. Em sua despensa havia tanto o pão que desce do céu como o pão que brota da terra.

Que exemplo às igrejas de hoje! A ordem do Senhor não será esquecida: “Dai-Ihes, vós mesmos, de comer” (Mateus 14.16).
Em sua Primeira Epístola a Timóteo, Paulo destaca a importância desse ministério: “Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” (1 Timóteo 3.13).




DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/01/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.


STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1: Mateus a Atos. 4 ed., RJ: CPAD

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2014/2014-02-12.htm

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_02.pdf

 

sábado, 16 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE AGOSTO DE 2025 (Atos 12.5)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE AGOSTO DE 2025
PERSEVERANDO EM ORAÇÃO EM MEIO À PERSEGUIÇÃO

Atos 12.5 “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”

 

“Pedro, pois, era guardado na prisão;”

O rei Agripa I sentiu-se popular devido ao seu suposto zelo pela religião israelita quando executou Tiago, irmão de João. Encorajado por esta popularidade, resolveu executar o apóstolo mais destacado: Pedro: “E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos asmos. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa”.

Pedro foi guardado por 16 soldados que se revezavam em grupos de quatro, durante as quatro vigílias da noite. As precauções exageradas foram tomadas devido a Pedro já ter escapado da prisão em outra ocasião: “Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora” (Atos 5.19).

 

“... mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”

A igreja ficou abalada pela natureza repentina, ativa e vigorosa desta nova perseguição. Humanamente falando, nada podia fazer. Os membros se sentiam indefesos e sem saída. Perderam Tiago, e Pedro aguardava execução. Não sabiam qual seria o próximo golpe contra eles. Os cristãos não viam solução.

Contudo, os cristãos tinham o recurso dos que não podem ajudar a si mesmos: a oração. “Mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”. O recurso da oração sempre está disponível. As vezes é a última possibilidade, mas é a melhor. E lamentável que muitos, em situações difíceis, reservem a oração como último recurso. Depois de tentarem todas as demais saídas.

A oração era “contínua". O texto não declara se todos oravam durante todo o tempo. Ou se organizaram uma “corrente de oração”, em que as pessoas entravam e saiam cedendo lugar a outras. Certamente havia um culto contínuo de oração. Quando Jesus contou ao seus discípulos a parábola do juiz íniquio estava ensinado-os sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer (Lucas 18:1-8). A igreja intercedia continuamente pela soltura dele, mas sabia como se devia orar ao seu Senhor:“Contudo, não se faça a nossa vontade, e, sim, a Tua” (Lucas 22:42).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE AGOSTO DE 2025 (Atos 16.25)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE AGOSTO DE 2025
ADORANDO A DEUS MESMO EM PERSEGUIÇÃO

Atos 16.25 “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

 

“E, perto da meia-noite,”

Não havia sono para os missionários naquela noite, por causa da dor, e da sua posição desconfortável. Eles haviam levados muitos açoites (v.23). E o carcereiro que recebeu ordens para “guardar [Paulo e Silas] com toda a segurança” se mostrou muito zeloso “lhes prendeu os pés no tronco” (v. 24b). A vítima ficava sentada no chão, suas pernas eram afastadas ao máximo uma da outra, a seguir, os pés eram presos no tronco. O tronco nos pés não era só um aparato para constranger; era também um instrumento de tortura. O que quer que o carcereiro tenha aprendido no exército não incluía bondade.

Paulo e Silas sentaram-se na escuridão opressiva; com os pés presos, começaram a sentir cãibras nas pernas, incapazes sequer de inclinar-se para trás por causa dos cortes profundos e sangrentos nas costas (v. 33). No meio do seu sofrimento, no entanto, revelaram a sua confiança em Deus, bem como a sua alegria nEle, enquanto oravam e cantavam louvores a Deus.

 

“Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

Estes dois pregadores estavam na prisão, mas a prisão não estava neles! Não oravam apenas, o que seria natural com as costas ensangüentadas: “Está aflito alguém entre vós? Ore”, mas também cantavam louvores a Deus! “Está alguém alegre? cante louvores(Tiago 5.13). A fé cristã revela sua nobreza de caráter quando triunfa sobre as circunstâncias. E as pessoas se regozijam numa situação que provocaria gemidos nos menos espirituais. Estes homens estavam servindo ao Deus “que dá salmos entre a noite” (Jó 35.10; Atos 5.40,41).

É bem possível que estivessem num estado de enlevo espiritual que os fez insensíveis aos sofrimentos.  Os relatos da Igreja Primitiva descrevem mártires tão conscientes da presença de Cristo que parecem insensíveis às torturas. Vemos isso na execução do primeiro mártir Estêvão, em Atos 7.55,56.

Lucas observou que os outros prisioneiros “escutavam” (v. 25b). Os demais prisioneiros, sem dúvida, costumavam ouvir gritos e xingamentos do cárcere interno, mas louvores, orações e cânticos se constituíam em novidade para eles!

Marshal em seu comentário escreveu que temos aqui um retrato concreto de “gloriar-se no meio da tribulação” (Romanos 5:3; Tiago 1:2) um ideal cristão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_01.pdf

 

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE AGOSTO DE 2025 (Atos 4:13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE AGOSTO DE 2025
MANTENDO A OUSADIA CRISTÃ

Atos 4:13 “Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos, maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.”

 

“Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos,”

Pedro e João foram detidos a tarde pelo capitão do templo que atuou em nome dos sacerdotes saduceus após serem usados para curar o coxo da porta formosa. No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas para ouvirem Pedro e João e perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto? (v.7).

Pedro cheio do Espírito Santo lhes respondeu: “Principais do povo, e vós, anciãos de Israel” (v.8) [... ] “Seja conhecido de vós todos [... ] que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:10-12).

Após se surpreenderem com a coragem que aqueles homens lhes falaram, sendo eles autoridades. Se surpreenderem ainda mais, quando descobriram que eram “sem letras e indoutos”.  “Iletrados e incultos” significava que os apóstolos não tinham recebido o ensino formal (especificamente, o treinamento de um rabino) e não ocupavam posições formais . Nos círculos religiosos reconhecidos, Pedro e João não eram ninguém! Como podiam falar com tal autoridade e convicção? Como podiam deixar setenta e um homens instruídos sem ter o que dizer?

 

“... maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.”

Após se maravilharem eles reconheceram que aqueles homens haviam estado com Jesus. Essas palavras não significam que anteriormente eles não sabiam quem eram Pedro e João, nem sugerem que o Sinédrio estava reconhecendo pela primeira vez que esses homens tinham sido discípulos de Jesus.

O que houve foi que, de repente, o Sinédrio reconheceu como Pedro e João podiam falar com aquela intrepidez e convicção. Os dois homens puderam falar daquela forma porque “haviam estado com Jesus”! O Sinédrio viu “o que a convivência com Jesus havia feito neles!” (v. 13; Bíblia Viva). Memórias dolorosas devem ter vindo à tona, quando os membros do Sinédrio recordaram as batalhas verbais com Jesus no passado. Jesus também não tivera um treinamento formal (João 7:15); apesar disso, toda vez que eles travavam uma batalha teológica com Ele, saíam perdendo.

Quando Satanás nos dificulta as coisas, fica logo evidente se “estivemos ou não com Jesus”. Se todos os nossos pensamentos são egocêntricos, não absorvemos o Espírito dEle. Se o medo domina nossas mentes, não aprendemos o que Ele quis dizer com: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim” (João 14:1, 2). Quando estamos cientes de que o Espírito de Deus está conosco 11 , e se estamos comprometidos com Jesus como os apóstolos estavam, então, nós também podemos resistir ao diabo com coragem e confiança (Tiago 4:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_04.pdf

 

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Atos 8.4

Atos 8.4 “Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”.

 

“Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”

Esse versículo nos leva de volta aos cristãos que foram dispersos. A palavra traduzida por dispersos é o termo usado para indicar “sementeira, semeadura, espalhar sementes. Warren Wiersbe acrescenta que a perseguição faz com a igreja aquilo que o vento faz com a semente, espalhando-a e aumentando a colheita. Os cristãos em Jerusalém eram as sementes de Deus, e a perseguição foi usada por Deus para plantá-los em novo solo, a fim de que dessem frutos. Daí nasceu o provérbio: “O sangue dos mártires é a sementeira da igreja”.

Gamaliel, o professor de Paulo, lembrou ao sinédrio anteriormente o efeito da dispersão sobre os seguidores de Teudas e Judas, galileu: “Porque, antes destes dias, se levantou Teudas, insinuando ser ele alguma coisa, ao qual se agregaram cerca de quatrocentos homens; mas ele foi morto, e todos quantos lhe prestavam obediência se dispersaram e deram em nada. Depois desse, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo; também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos” (Atos 5.36,37).

A dispersão dissipou os seguidores tanto de Teudas como de Judas, mas não foi capaz de dissipar os seguidores de Cristo. Entenda o motivo nas próprias palavras de Gamaliel: “E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la [...]” (Atos 5:38-39).

Esses cristãos perderam tudo que possuíam: casas, rebanhos, bens, tudo exceto o pouco que podiam carregar nas costas. Eles fugiram a pé pelas estradas da Palestina com medo do perseguidor Saulo. Mas ao passarem por outros viajantes, eram objeto de curiosidade. As pessoas indagavam: “O que aconteceu? Ao invés deles murmurarem que deixaram tudo para trás eles preferiam anunciavam a palavra de Deus. A palavra grega equivalente a “anunciando” significa “evangelizar”, contar as boas novas!

Esses cristãos perseguidos não saíram dizendo: “Vejam só para onde está indo este mundo! ”, mas, sim: “Vejam Aquele que veio ao mundo! ”.  Eles aprenderam com o exemplo de Estêvão: seus inimigos podiam ferir sua carne, mas não seu espírito; podiam abreviar suas vidas, mas não sua influência; podiam tomar suas casas, mas não seu lar celestial (João 14:1–3); podiam roubar seus bens, mas não seus tesouros (Mateus 6:20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

GONZALES, Justo. História ilustrada do cristianismo vol I- A era dos mártires até A era dos sonhos frustrados. São Paulo: Vida Nova, 2019.

WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo. Geográfica, Vol. 6. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_05.pdf

Atos 8:1

Atos 8:1 “E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e de Samaria, exceto os apóstolos.”

 

“E também Saulo consentiu na morte dele.

Com a morte de Estevão um vento forte de perseguição soprou sobre a igreja. Mas a perseguição é como o vento em relação à semente: apenas a espalha.  Do ponto de vista humano, aquele foi um dia tenebroso para os crentes, mas do ponto de vista de Deus foi o começo de uma grande revolução espiritual, quando a igreja alargou suas fronteiras em direção aos confins da terra.

Estevão é considerado o primeiro mártir do cristianismo e Saulo tem uma participação crucial na sua morte. Ele teve culpa, pois era uma autoridade do Sinédrio e tinha o poder de impedir aquele massacre.  A bíblia diz que foi ele guardou as vestes dos que apedrejaram Estevão (Atos 7.58) e consentiu assim na sua morte. Ao sublinhar o nome de Saulo, o escritor Lucas prepara os leitores para a maravilha da sua posterior transformação (Atos 9:1-31).

 

“E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém;”

Após o martírio de Estevão: “fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém”. A comissão, todavia foi cumprida através da perseguição. A perseguição não é um acidente de percurso, mas uma agenda. Mesmo quando a igreja é perseguida, Deus continua no controle. A perseguição nunca destruiu a igreja; ao contrário, alargou suas fronteiras. Uma igreja que se espalha para além de sua zona de conforto impacta o mundo.

Bengel afirmou que o vento aumenta a chama. Assim como a perseguição não labora contra a igreja, mas a seu favor. Deus transforma o agente da perseguição em parceiro da missão. Para Marshall, a dispersão levou ao mais significativo avanço na missão da igreja. Pode-se dizer que a perseguição foi necessária para levá-los a cumprir o mandamento dado em Atos 1.8: “e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.”

 

“... e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e de Samaria,”

A perseguição acarretou grande dispersão. Esta primeira dispersão dos cristãos teve lugar "nas terras de Judéia e Samaria". Acerca das igrejas na Judéia, temos algumas notícias em Atos 9:32-42, onde lemos a respeito das visitas de Pedro aos cristãos de Lida, Jope e da região de Sarona, terras estas que se encontravam entre Judéia e Samaria. Aqui o foco que se segue é do testemunho da obra de Filipe em Samaria, a conversão de Simão, o mago, e a chegada posterior de Pedro e João em Samaria.

Calvino diz corretamente que, pela maravilhosa providência de Deus, a dispersão dos fiéis levou muitos à unidade da fé. Assim, o Senhor trouxe luz das trevas e vida da morte.

 

“... exceto os apóstolos.”

Não sabemos por que os apóstolos não foram dispersos como os outros cristãos. Talvez Saulo e seus capangas tenham deixado os apóstolos em paz, temendo seu poder e presumindo que não constituiriam uma ameaça, se não tivessem seguidores.

Talvez os apóstolos preferiram ficar em Jerusalém, independentemente do risco — para ministrar a quaisquer cristãos que tivessem escapado de Saulo , e para ministrar aos encarcerados. Calvino de que os apóstolos não fugiram de Jerusalém, porque é dever de um bom pastor dar a própria vida em defesa das ovelhas quando elas são atacadas por um lobo.

Justo Gonzales escreveu que os membros do concílio e o sumo sacerdote nessa ocasião se preocupavam mais pelos cristãos "gregos" do que pelos "hebreus". É posteriormente, no capítulo doze de Atos, que a perseguição desaba contra os apóstolos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

GONZALES, Justo. História ilustrada do cristianismo vol I- A era dos mártires até A era dos sonhos frustrados. São Paulo: Vida Nova, 2019.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_05.pdf