quinta-feira, 10 de julho de 2025

Atos 4.32

   

Atos 4.32 “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns ”.

 

“E era um o coração e a alma da multidão dos que criam,”

Lucas acabara de relatar que, em resposta às suas orações, os cristãos ficaram novamente "cheios do Espírito Santo" (v. 31). O resultado imediato foi que com intrepidez "anunciavam a palavra de Deus". Desse modo, ignoraram a proibição do Sinédrio, sendo o seu testemunho caracterizado por intrepidez e poder. Lucas, agora mostra que a plenitude do Espírito se manifesta tanto nos atos como nas palavras, tanto no serviço como no testemunho, tanto no amor pela família como na proclamação ao mundo.

A multidão dos que creram, começa ele em 4:32 como em 2:44, formava um grupo muito unido. Eles estavam juntos (2:44) quando se dedicavam à comunhão (2:42) e tinham um só coração e alma (4:32). Essa era a solidariedade de amor fundamental que os crentes gozavam, e a comunhão econômica era apenas uma expressão da união de seus corações e almas.

Esse ideal moveu Paulo a escrever aos gentios de Corinto e Filipos para que agissem como a igreja de Jerusalém: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10);  Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa” (Filipenses 2.2).

 

“... e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.”

Os crentes, movidos por amor cristão, vendiam seus imóveis espontaneamente. Faziam isto para distribuírem a importância apurada conforme a necessidade de cada um. Eles "tinham tudo em com um"; ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía.

Deus prometera a Israel: “para que entre ti não haja pobre”, mas havia uma condição: “se apenas... cuidares em cumprir todos estes mandamentos que hoje te ordeno” (Deuteronômio 15:4, 5). Israel fracassou em cumprir a exigência, então o povo deixou de receber a promessa. Finalmente, na Israel espiritual, o povo de Deus dedicou-se em fazer a Sua vontade. Por isso lemos as maravilhosas palavras: “nenhum necessitado havia entre eles” ! Essa condição ideal tem sido o objetivo de inúmeras sociedades há anos. Onde existe pobreza, o mundo invariavelmente diz: “Precisamos é de mais programas de governo”. Lucas sugeriria: “Precisamos é ter mais o espírito de Cristo!”

A luz da afirmação posterior de Pedro a Ananias de que a sua propriedade lhe pertencia (Lucas 5:4), não podemos atribuir a essas palavras o sentido de que os crentes tivessem literalmente renunciado à propriedade privada, para o bem comum. Ou seja, não podemos dizer que a igreja de Jerusalém , por ser cheia do Espírito, apresenta um modelo obrigatório — um tipo de "comunismo" cristão primitivo — o qual Deus deseja que todas as comunidades cheias do Espírito copiem.

Adolf Pohl diz que aqui não se ensaiava um novo modelo social nem se definia um novo “conceito de propriedade”. William Barclay é claro nesse ponto: “A sociedade chega a ser verdadeiramente cristã não quando a lei nos obriga a repartir, mas quando o coração nos move a fazê-lo”.

Talvez a frase mais importante seja que ninguém considerava suas as propriedades. Embora de fato e de direito continuassem possuindo seus próprios bens, no coração e na alma cultivavam uma atitude tão radical que consideravam que suas posses estavam à disposição para ajudar os irmãos necessitados.

Tendo retratado a solidariedade de amor gozada pela igreja de Jerusalém, Lucas fornece ao leitor posteriormente dois exemplos contrastantes: Barnabé, cuja generosidade e sinceridade cumpriu o ideal narrado (4:36­ 37); e Ananias e Safira, cuja ganância e hipocrisia o contradisseram (5:1.).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

POHL, Adolf. Atos dos Apóstolos. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2002.

BARCLAY, William. Hechos de los Apóstoles. Editorial. Editorial CLIE, 1974.

PEARLMAN, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE JULHO DE 2025 (Atos 2.38-39)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE JULHO DE 2025
ARREPENDIMENTO, BATISMOS E O DOM DO ESPÍRITO SANTO

Atos 2.38-39 “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. ”


Após Pedro pregar seu primeiro sermão pentecostal na festa de Pentecoste, a multidão que o ouviu perguntaram a respeito do caminho a seguir: “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? ” (Atos 2.37).

As palavras de Pedro foram como flechas. Atravessaram a casca dura do preconceito judaico, a ponto de os ouvintes serem feridos de remorsos pela ideia de terem assassinado seu Messias. O incidente aponta para o dia em que a nação inteira lamentará por causa daquele a quem traspassaram (Zacarias 12.10).

Queriam saber como seriam perdoados por tão grande pecado. Como seriam aceitos no Reino do Messias. Tal pergunta é o primeiro passo para a conversão.


“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, “

O verbo “arrepender-se” é a tradução de uma palavra grega composta que significa literalmente “mudar de ideia ou atitude em relação a”; aplicado ao ser humano, geralmente quer dizer “mudar de ideia em relação ao pecado” — decidir parar de pecar e viver um tipo de vida diferente!

No texto o arrependimento pode ser explicado nos seguintes termos: “Vocês mataram o Messias, no entanto, Deus derrotou os seus propósitos ao ressuscitá-lo. O que vocês fizeram realmente ajudou a cumprir o plano dele. Vocês, porém, fizeram isso por ódio: seu pecado é patente e permanece. Arrependam-se enquanto a misericórdia divina lhes é oferecida. Logo, Cristo virá como Juiz. Tornem-se seus amigos a fim de que sua vinda lhes seja motivo de alegria, não de condenação”.

Arrependimento é uma santa tristeza pelo pecado, seguida pelo abandono deste. E uma total reviravolta feita pela pessoa que descobriu estar andando pelo caminho errado. É um ato da vontade mediante o qual a pessoa, sob convicção, altera totalmente sua atitude para com Deus e com o pecado. Cumpre assim a ordem do profeta: “Criai em vós um coração novo e um espírito novo...” (Ezequiel 18.31).


“... e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, ”

“Batizado em nome de Jesus Cristo”. Não há conflito com a fórmula trinitariana: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”(Mateus 28.19). Não se declara aqui que Atos 2.38 é uma fórmula de batismo. É apenas uma declaração da fonte de autoridade para o batismo do crente. Quem é batizado em nome de Jesus segue sua liderança. Por seu intermédio passa da antiga para uma nova vida de retidão, em obediência ao mandamento do Pai e por meio do Espírito Santo.

À primeira vista, estas palavras ensinam que o batismo na água é, de certa forma, essencial ao perdão dos pecados. No entanto, a remissão dos pecados está sendo mencionada em conexão com o arrependimento e não apenas com o batismo na água.

A maneira oriental de falar muitas vezes coloca o símbolo antes da experiência ou outra coisa simbolizada. Desta forma o ouvinte ocidental tem a impressão de que é o símbolo ou a coisa simbolizada que produz a experiência (Atos 22.16).

O que Pedro queria dizer era: “Arrependei-vos, e recebereis a remissão dos vossos pecados, e, como testemunho público disto, deveis ser batizados na água”.

Que o perdão dos pecados, dado por Deus, ocorre separadamente do batismo na água se comprova em Atos 10.44-48, pois os convidados de Cornélio após se arrependerem foram selados com o Dom do Espírito. E que nenhum poder existe inerente na água é demonstrado em Atos 8.13.21,22, Simão após ser batizado tinha que se arrepender:“Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade”. Naturalmente, isto não diminui a importância do batismo na água. Como um rito estabelecido por ordem divina exige assim a nossa obediência.

Por que a fé não é mencionada como condição prévia do batismo? A fé é entendida nas palavras: “em nome de Jesus Cristo". O batismo na água é uma expressão exterior da fé nele.


“... e recebereis o dom do Espírito Santo. ”

A purificação do pecado é seguida pelo revestimento do poder. "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo...” O livro de Atos indica que estas são experiências distintas, embora possam ser recebidas simultaneamente (cf. At 19.4-7; 10.44).

Na época do Antigo Testamento, o Espírito era concedido a indivíduos especialmente escolhidos: profetas, reis e sacerdotes. Agora o dom é para “toda a carne”.

Pedro ensina que a promessa é universal.Sendo assim, eles não deviam pensar que a dádiva do Pentecoste era apenas para apóstolos, ou para os cento e vinte discípulos que tinham aguardado a vinda do Espírito por dez dias, ou para um grupo de elite, ou apenas para aquela nação ou geração. Deus não colocou esse tipo de limitação em sua oferta e dádiva. Pelo contrário: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39. Se Pedro tivesse explicado a salvação do ponto de vista humano, teria dito: “Para quantos aceitarem a chamada divina à salvação”.

Num só dia foram acrescentados 3000 aos 120 membros originais da primeira igreja - um acréscimo de 2500 por cento ־ a divina adição e multiplicação: “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”.

 

“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, ”

O fenômeno do Pentecoste é o cumprimento da promessa de Deus Pai para a sua igreja, feito ainda na antiga aliança pelo profeta Joel, onde ele diz: “ E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões e também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias derramarei o meu Espírito “.

Na época do Antigo Testamento, o Espírito era concedido a indivíduos especialmente escolhidos: profetas, reis e sacerdotes. Agora o dom do Espírito é para “toda a carne”. Pedro ensina que a promessa é universal.

É para qualquer pessoa presente, pois “a promessa diz respeito a vós”. Para todos os judeus. Todos aqueles que buscam essa promessa recebem de graça: “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (João 7.37-39).

A promessa é para todas as próximas gerações “vossos filhos”, ou seja, aos descendentes dos judeus convertidos. Promessas semelhantes ocorrem em Isaías 44: 3: “Derramarei meu Espírito sobre a tua descendência e minhas bênçãos sobre a tua descendência”; e em Isaías 59:21 : “O meu Espírito que está sobre ti e as minhas palavras que eu coloquei na tua boca não se apartarão da tua boca, nem da boca da tua semente, nem da boca da tua boca, Semente da semente, diz o Senhor, de agora em diante e para sempre. ” É uma promessa para os pais que as bênçãos de Deus não se limitam a eles, mas também se estendam à sua posteridade.

 

“...e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. ”

A promessa inclui também a “todos os que estão longe”, ou seja, diretamente os judeus que habitavam em outras terras. Os que foram espalhados em outras nações. Pedro até o momento desse sermão não tinha entendido que o evangelho também deveria ser pregado aos gentios (Romanos 10:12, Romanos 10: 14-20) . Os gentios são algumas vezes claramente indicados pela expressão “longe” de Efésios 2:13 , Efésios 2:17 ; e eles são representados como tendo sido trazidos para “perto” pelo sangue de Cristo. A frase é igualmente aplicável àqueles que estiveram longe de Deus por seus pecados e suas más afeições. Para eles também a promessa é estendida se eles voltarem.

 

E ainda a promessa é “a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”, ou seja, aqueles que não ouviram o evangelho e por isso não acetaram a fé. Esses cristãos do futuro, nós, e as próximas gerações somos alcançados por essa promessa. Jesus já orava por nós:  Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crêr em mim".

E nós temos muitos exemplos bíblicos de Batismo no Espírito Santo após o Pentecostes. Na casa de Cornélio (Atos 11.13-15); os crentes em Samaria (Atos 8.14- 17); Saulo (Atos 9.17); os discípulos de Éfeso (Atos 19.1-7), esse fato aconteceu após vinte e cinco anos depois do derramamento do Espírito Santo em Pentecostes. Desde o evento em Atos dos apóstolos nunca mais o Espírito Santo abandonou a igreja do SENHOR,

Não há restrição de tempo — de geração em geração; não há restrição social— de jovem a velho, de mulher a homem e de escravos a pessoas livres (vs. 17,18); não há restrição geográfica — de Jerusalém até aos confins da terra (Atos 1.8). Deus deseja que todo o seu povo tenha a mesma experiência que os discípulos receberam no Dia de Pentecostes. O cumprimento da promessa do Espírito, dada no Antigo Testamento, não se exaure no Livro de Atos, mas permanece uma bênção presente e universal na história e na presente era. Temos muitos fatos históricos:

Tertuliano (160- 220 d.C) “ foi o primeiro a identificar um rito separado do Batismo que marcava o recebimento do Espírito Santo. Evidências do Espírito Santo na Alemanha e Grã-Bretanha “Pietismo", Metodismo Wesleyanos, Movimento de Santidade nos Séculos XIX e XX na América do Norte. No Brasil no dia 9 de junho de 1911, a irmã Celina Albuquerque recebeu o Batismo no Espírito Santo com evidência de falar em línguas estranhas. Poderíamos citar inúmeros eventos, mas podemos afirmar historicamente que os dons não cessaram.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro. CPAD, 2020.

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

https://versiculoscomentados.com.br/estudos-biblicos/estudo-de-atos-2-39-comentado-e-explicado/

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.


quarta-feira, 9 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 09 DE JULHO DE 2025 (Atos 2.42)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
09 DE JULHO DE 2025
OS PILARES DA IGREJA CRISTÃ

Atos 2.42 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”


A igreja primitiva (120 irmãos) agora acrescentada de quase 3000 almas. Foi e é um exemplo para a igreja do século 21, eis aqui alguns dos motivos:


“E perseveravam na doutrina dos apóstolos,



Paulo afirma que os crentes em Cristo estão “edificados sobre o fundamento dos apóstolos” (Efésios 2.20), que é o mesmo que “doutrina dos apóstolos”, pois a eles foi dada a missão de Lançar as bases doutrinárias da Igreja de Cristo.

Essas duas expressões fazem referência ao ensino dos apóstolos e não aos apóstolos em si, ou seja, a Igreja não está fundamentada nestes homens, mas na doutrina que receberam de Cristo e repassaram à Igreja do Senhor. Essa doutrina foi concluída pelos apóstolos.

Paulo, ao discorrer sobre o mistério do corpo de Cristo, fala de uma só fé (Efésios 4.5) que deve ser preservada zelosamente pelos santos (Judas v.3): “[...] pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 1:3)

A validade do que eles ensinaram está no fato de que “Jesus Cristo é a principal pedra de esquina”, ou seja, o Senhor é a base e o sustento de toda doutrina ensinada pelos apóstolos. Sem Cristo, esses ensinos não existiriam ou não teriam valor nenhum, pois Cristo é o insubstituível.

A unidade doutrinária conduz a uma comunhão perfeita. Nela não há lugar para heresias nem apostasias. Isto significa que não pode haver genuína comunhão cristã com dois ou três pensamentos teológicos díspares e contrastantes. As seitas aparecem quando um indivíduo, ou grupo, apresenta uma doutrina contrária aos profetas e apóstolos de Nosso Senhor.

Nestes últimos dias, muitos aparecerão em nosso meio dissimulando suas inverdades doutrinárias, com o único intuito de destruir a comunhão dos santos (2 Tessalonicenses 2.3; 2 Pedro 2.1).

 

“[...] e na comunhão,”

A palavra grega para comunhão é koinonia e significa “ter em comum”, às vezes traduzida por “participar” ou “cooperar”. Ela traz a idéia de cooperação e relacionamento espiritual entre os santos.

O Dicionário Teológico, CPAD define comunhão como o “vínculo de unidade fraternal mantida pelo Espírito Santo e que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Jesus Cristo”

A comunhão que trata as Escrituras resulta da salvação que desfrutamos em Cristo: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor” (1 Coríntios 1.9).  É a comunhão do e no Espírito Santo (Filipenses 2.1); é a comunhão da fé (Filemom v.6), e a comunhão dos crentes uns com os outros e com Cristo: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo”(1 João 1:3)

A comunhão da Igreja Primitiva era completa. Reuniam-se em oração e súplica, mas também se reuniram para socorrer os mais necessitados.

 

“[...] e no partir do pão,”

Os crentes primitivos mantinham uma comunhão tão intensa entre si que se reuniam com alegria e singeleza de coração para celebrar a Santa Ceia. Era o seu “partir do pão”.

Mais adiante, notaremos que a igreja primitiva reunia-se todo primeiro dia da semana para participar da ceia do Senhor. Evidentemente, essa prática começou imediatamente, e esses bebês em Cristo perseveraram em participar fielmente da comunhão todo primeiro dia da semana.

Eles em Cristo e Cristo em cada um deles. Pode haver comunhão mais plena? Não era simplesmente uma cerimônia; era um memorial “fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11:24) uma festa na qual lembravam a morte e ressurreição de Jesus — a expressão mais sublime do amor divino.

Voltemos a participar, ou melhor, a celebrar a Santa Ceia como a reunião mais importante e solene da Igreja. Todas as vezes que nos congregamos com essa finalidade, lembramo-nos de que Cristo morreu e ressuscitou e certificamo-nos de que, em breve, virá Ele arrebatar-nos.

 

“[...] e nas orações.”


Informa-nos Lucas, também, que a comunhão da igreja Primitiva tinha como base a oração. A igreja começou numa atmosfera de oração e assim permaneceu. Isto significa que as reuniões de clamor e intercessão eram-lhes freqüentes e poderosas.

Haja vista que, certa ocasião, a força da oração daqueles santos chegou a abalar a estrutura do prédio em que estavam reunidos “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (Atos 4.31).

Sem oração, a comunhão da Igreja perde a sua força e influência. Sua igreja é uma comunidade de clamor e intercessão? Ela ainda move o coração de Deus? É hora de clamar!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/01/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-01-04.htm

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2007/2007-01-11.htm

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200109_08.pdf

terça-feira, 8 de julho de 2025

Romanos 5.5

 

Romanos  5.5 “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

 

“E a esperança não traz confusão,”

A NVI e a KJA dizem: “não nos decepciona”; a AS21 (Almeida Século 21) também usa termo semelhante: “não causa decepção”. “Decepciona” vem de uma palavra grega que significa “envergonhar” que possui  a mesma raiz que a palavra traduzida por “não me envergonho” em Romanos 1:16: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”.

Nossa esperança jamais nos deixará desconcertados; nunca nos desapontará. É desconcertante quando dizemos aos outros que esperamos e ansiamos conseguir uma coisa e depois não conseguimos, mas a esperança de Romanos 5 não é assim. O que Deus prometeu acontecerá. Nessa esperança descansou Sara, mulher de Abraão: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido” (Hebreus 11:11). Nossa esperança no Senhor não nos decepciona porque o Senhor não nos decepcionará.

 

“... porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

A esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração. Esta é a primeira menção do amor de Deus em Romanos. A carta de Paulo falou sobre tudo que Deus generosamente fez por nós, mas agora ela revela por que Deus fez tudo isso: porque Ele nos ama.

A palavra para “amor” aqui é agape: o amor incondicional, o amor que procura o melhor para o objeto amado. Esse amor foi “derramado em nosso coração”. Quando ele diz que o amor de Deus está  “Derramado”, ele enfatiza que Deus não é mesquinho com o Seu amor. Paulo usou “a metáfora vívida de uma carga d’água sobre um campo ressecado”. Hugo McCord faz um comentário bem-humorado a respeito: “Quando Deus derramou o Seu amor, Ele usou um balde enorme!”.

Esse amor “foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado”. O Espírito Santo foi mencionado antes e rapidamente na carta (1:4; 2:29), mas esta é a primeira referência à obra do Espírito nas vidas dos cristãos. O Espírito entra na vida de uma pessoa quando ela é justificada, quando se converte a Cristo. “O Espírito Santo... é outorgado [dado] a todos os crentes — na hora de sua regeneração”, e confirmado publicamente no ato do batismo: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200812_01.pdf

Romanos 8:11

 

Romanos 8:11 “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”

 

“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós,”

O destino final de nosso corpo não é a morte, mas a ressurreição. Nossos corpos ainda não foram redimidos, mas o serão, e nós aguardamos com ansiedade este evento. Paulo escreveu que “aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória” (Filipenses 3:20b,21a).

Mas como podemos estar tão certos dele? É por causa da natureza do Espírito que habita em nós. Ele não é apenas "o Espírito de vida", mas é também o Espírito de ressurreição. Pois ele é o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos. Ou seja, sabendo que o Espírito desse Deus habita em nós, esse mesmo Espírito que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal.

 

“... aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”

Conseqüentemente o Deus cujo Espírito ele é, a saber, aquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, também dará vida a nossos corpos mortais, e isso ele fará por meio do seu Espírito que já habita em nós. John R. W. Stott comentou que “ressurreição implica transformação; significa que os nossos corpos se reerguerão e serão transformados em um novo e glorioso veículo de nossa personalidade, libertados de toda fragilidade, doença, dor, decomposição e morte”.

Paulo disse que Deus vivificará nossos corpos mortais, “vivificar” significa mais do que simplesmente ser ressurreto dos mortos. Os corpos tanto dos bons como dos maus sairão dos túmulos na segunda vinda de Cristo (João 5:28, 29). Em Romanos 8:11 “vivificar” refere-se a dar “vida” em sua plenitude: estar na presença de Deus. Os fiéis ganharão corpos que poderão comparecer diante de Deus — corpos que podem e irão, viver na gloriosa presença divina para sempre. Nossos “corpos mortais” serão então “imortalizados”.

Como se pode ver, Paulo alude sem o menor constrangimento às três pessoas da Trindade: o Pai que ressuscita, o Filho ressuscitado e o Espírito da ressurreição. E tem mais: a ressurreição de Cristo é o penhor e o padrão da nossa ressurreição. O mesmo Espírito que o ressuscitou haverá de nos ressuscitar. O mesmo Espírito que dá vida ao nosso espírito também haverá de dar vida a nossos corpos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_08.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/05/romanos-89.html

Atos 13:9

 

Atos 13:9 “Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele,”

 

“Todavia Saulo, que também se chama Paulo,”

Paulo é o nome romano de Saulo. Saulo significa “desejado”, enquanto Paulo significa pequeno. Segundo Matthew Henry um dos anciões o chama: Homo tricubitalis, pois, Paulo media somente um metro e trinta e sete centímetros de altura. Não é incomum afirmarem que Deus mudou o nome de Saulo para Paulo, porém a afirmativa é equivocada. Esse equívoco, até comum, é induzido por precedentes bíblicos no AT e NT: Abrão para Abraão, Sarai para Sara, Jacó para Israel, Simão para Pedro e Levi para Mateus.

Todavia Saulo também tinha o nome de Paulo, nome que possuía por ser romano de nascimento: “E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim. E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento ” (Atos 22:27,28).

Paulo apelou para sua cidadania mais de uma vez. Em Filipos após ser açoitado e preso: “Açoitaram-nos publicamente e, sem sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora. E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e eles temeram, ouvindo que eram romanos” (Atos 16:37,38) e também em Cesáreia perante Festo apelou para ser julgado por César, imperador Romano: “Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes ” (Atos 25:10).

 

“... e fixando os olhos nele,”

Saulo fixou os olhos em Barjesus, que significa “filho de Josué”. Mais tarde, ele é chamado Elimas, que, segundo Lucas, significa “mágico” quando pregava em Pafos, a sede do governo da ilha de Chipre. Paulo estava acompanhado de Barnabé e João Marcos. Elimas após observar que o proconsul Sergio Paulo procurava ouvir a palavra de Deus tentou afastá-lo da fé. O mágico formava parte do séquito do governador romano da ilha, que aqui é corretamente chamado procônsul.

O mágico, temeroso de perder a sua posição, fez tudo quanto podia para opor-se àquilo que os pregadores diziam. Sua oposição aberta ao evangelho levou Paulo a adotar uma atuação forte contra ele. Chamou-o, não de “filho de Jesus”, mas de filho do diabo, homem cheio de engano e malícia, que impedia os caminhos de Deus e pronunciou o julgamento divino sobre ele, na forma de uma crise de cegueira.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/1-corintios-11.html

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Texto Áureo Lição 02: A Igreja de Jerusalém: Um Morelo a ser seguido. At...

 TEXTO ÁUREO

Atos 2.42 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” 

Lição 2 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 08 DE JULHO DE 2025 (Atos 2.38)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
08 DE JULHO DE 2025
A NECESSIDADE DA CONVERSÃO ESPIRITUAL

Atos 2.38 “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. ”


Após Pedro pregar seu primeiro sermão pentecostal na festa de Pentecoste, a multidão que o ouviu perguntaram a respeito do caminho a seguir: “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? ” (Atos 2.37).

As palavras de Pedro foram como flechas. A travessaram a casca dura do preconceito judaico, a ponto de os ouvintes serem feridos de remorsos pela ideia de terem assassinado seu Messias. O incidente aponta para o dia em que a nação inteira lamentará por causa daquele a quem traspassaram (Zacarias 12.10).

Queriam saber como seriam perdoados por tão grande pecado. Como seriam aceitos no Reino do Messias. Tal pergunta é o primeiro passo para a conversão.


“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, “

O verbo “arrepender-se” é a tradução de uma palavra grega composta que significa literalmente “mudar de ideia ou atitude em relação a”; aplicado ao ser humano, geralmente quer dizer “mudar de ideia em relação ao pecado” — decidir parar de pecar e viver um tipo de vida diferente!

No texto o arrependimento pode ser explicado nos seguintes termos: “Vocês mataram o Messias, no entanto, Deus derrotou os seus propósitos ao ressuscitá-lo. O que vocês fizeram realmente ajudou a cumprir o plano dele. Vocês, porém, fizeram isso por ódio: seu pecado é patente e permanece. Arrependam-se enquanto a misericórdia divina lhes é oferecida. Logo, Cristo virá como Juiz. Tornem-se seus amigos a fim de que sua vinda lhes seja motivo de alegria, não de condenação”.

Arrependimento é uma santa tristeza pelo pecado, seguida pelo abandono deste. E uma total reviravolta feita pela pessoa que descobriu estar andando pelo caminho errado. É um ato da vontade mediante o qual a pessoa, sob convicção, altera totalmente sua atitude para com Deus e com o pecado. Cumpre assim a ordem do profeta: “Criai em vós um coração novo e um espírito novo...” (Ezequiel 18.31).


“... e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, ”

“Batizado em nome de Jesus Cristo”. Não há conflito com a fórmula trinitariana: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”(Mateus 28.19). Não se declara aqui que Atos 2.38 é uma fórmula de batismo. É apenas uma declaração da fonte de autoridade para o batismo do crente. Quem é batizado em nome de Jesus segue sua liderança. Por seu intermédio passa da antiga para uma nova vida de retidão, em obediência ao mandamento do Pai e por meio do Espírito Santo.

À primeira vista, estas palavras ensinam que o batismo na água é, de certa forma, essencial ao perdão dos pecados. No entanto, a remissão dos pecados está sendo mencionada em conexão com o arrependimento e não apenas com o batismo na água.

A maneira oriental de falar muitas vezes coloca o símbolo antes da experiência ou outra coisa simbolizada. Desta forma o ouvinte ocidental tem a impressão de que é o símbolo ou a coisa simbolizada que produz a experiência (Atos 22.16).

O que Pedro queria dizer era: “Arrependei-vos, e recebereis a remissão dos vossos pecados, e, como testemunho público disto, deveis ser batizados na água”.

Que o perdão dos pecados, dado por Deus, ocorre separadamente do batismo na água se comprova em Atos 10.44-48, pois os convidados de Cornélio após se arrependerem foram selados com o Dom do Espírito. E que nenhum poder existe inerente na água é demonstrado em Atos 8.13.21,22, Simão após ser batizado tinha que se arrepender:“Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade”. Naturalmente, isto não diminui a importância do batismo na água. Como um rito estabelecido por ordem divina exige assim a nossa obediência.

Por que a fé não é mencionada como condição prévia do batismo? A fé é entendida nas palavras: “em nome de Jesus Cristo". O batismo na água é uma expressão exterior da fé nele.


“... e recebereis o dom do Espírito Santo. ”

A purificação do pecado é seguida pelo revestimento do poder. "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo...” O livro de Atos indica que estas são experiências distintas, embora possam ser recebidas simultaneamente (cf. At 19.4-7; 10.44).

Na época do Antigo Testamento, o Espírito era concedido a indivíduos especialmente escolhidos: profetas, reis e sacerdotes. Agora o dom é para “toda a carne”.

Pedro ensina que a promessa é universal.Sendo assim, eles não deviam pensar que a dádiva do Pentecoste era apenas para apóstolos, ou para os cento e vinte discípulos que tinham aguardado a vinda do Espírito por dez dias, ou para um grupo de elite, ou apenas para aquela nação ou geração. Deus não colocou esse tipo de limitação em sua oferta e dádiva. Pelo contrário: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39. Se Pedro tivesse explicado a salvação do ponto de vista humano, teria dito: “Para quantos aceitarem a chamada divina à salvação”.

Num só dia foram acrescentados 3000 aos 120 membros originais da primeira igreja - um acréscimo de 2500 por cento ־ a divina adição e multiplicação: “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2023

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 


segunda-feira, 7 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 07 DE JULHO DE 2025 (Atos 1.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
07 DE JULHO DE 2025
ESPERANDO EM ORAÇÃO

Atos 1.14 “Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos. “

 

“Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, “

O verbo traduzido por perseveravam significa estar "ocupado" ou ser "persistente" em toda atividade. Lucas o emprega mais tarde em relação aos novos convertidos que "perseveraram na doutrina dos apóstolos" (2:42) e aos apóstolos que resolveram dar prioridade à oração e à pregação (6:4). Aqui ele o emprega em relação à perseverança na oração, como Paulo o faz diversas vezes.

A palavra para "unanimemente" é uma das palavras preferidas de Lucas, ele emprega dez vezes e que ocorre apenas uma vez em todo o resto do Novo Testamento. Essa "unanimidade" era mais do que uma atividade conjunta, envolvendo uma concordância pelo que estavam orando. Eles oravam com uma mente ou um propósito: “Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa“ (Filipenses 2:2).

Os perseveravam unanimemente em oração e súplicas eram os onze apóstolos: “Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago” (v.13). A exceção é somente de Judas Iscariotes que havia se matado após trair Jesus: “Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse” (João 17:12).

 

“... com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos. “

Os apóstolos não perseveram sozinhos, mas estavam acompanhados com as mulheres. Muitas mulheres estiveram envolvidas com o ministério terreno de Jesus, algumas o serviam com suas fazendas: “E aconteceu, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele,E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens” (Lucas 8:1-3). Além dessas podemos citar também: Salomé e Maria, mãe de Tiago que havia testemunhado o túmulo vazio (Marcos 16.1).

Mais proeminente entre as mulheres Lucas destaca Maria mãe de Jesus, cujo papel singular no nascimento de Jesus ele descreveu com detalhes nos dois primeiros capítulos do seu Evangelho. João destaca sobre ela o fato dela induzir o primeiro milagre de Cristo nas bodas de Caná da Galiléia e a destaca na cruz por Jesus passar a ele próprio a responsabilidade de cuidar dela depois de sua morte: “E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa” (João 19:27).

E por fim os irmãos de Jesus. Eles eram pelo menos 4 homens e duas mulheres: “Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs?” (Mateus 13:55,56). Eles não haviam crido em Cristo durante o seu ministério: “Pois nem seus irmãos criam nele” (João 7:5),

Mas agora, talvez devido a uma aparição particular a um deles, Tiago, após a ressurreição estão alistados entre os crentes. Tiago se tornaria posteriormente Bispo da igreja em Jerusalém. Segundo Paulo, Tiago era uma das colunas da Igreja, junto com Pedro e João (Gálatas 2.9).

O autor da Epístola Universal de Judas é identificado como o irmão de Tiago, identificado como o Tiago, bispo de Jerusalém. Assim, o Judas autor da epístola seria o mesmo mencionado em Mateus como irmão do Senhor. A família de Jesus, portanto, estava entre aqueles que passaram a fazer parte da igreja.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.