sexta-feira, 13 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE JUNHO DE 2025 (Salmos 133:1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE JUNHO DE 2025
A VIDA EM UNIDADE NA IGREJA DE DEUS

Salmos 133:1 “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. “

 

Oh!

No texto em inglês temos o termo “Veja!”. É uma maravilha raramente vista, por isto vejam! Ela pode ser vista, pois é a característica de santos verdadeiros - por isto não deixem de examiná-la! Ela é digna de admiração; façam uma pausa e observem! Isto irá motivá-los à imitação, por isto observem bem! Deus olha para isto com aprovação, por isto considerem com atenção.

 

“Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. “

Ninguém pode expressar o caráter extremamente excelente de tal condição; e assim o salmista usa a palavra “quão” duas vezes - Quão bom! Quão suave! A combinação dos dois adjetivos “bom” e “suave” é mais notável do que a conjunção de dois astros de primeira grandeza: pois que uma coisa seja “boa”, é bom; mas que também seja suave, é melhor.

Todos os homens amam as coisas suaves, ou agradáveis, mas frequentemente acontece que o prazer é maligno; mas aqui a condição é tão boa quanto é agradável, tão agradável quanto é boa, pois o mesmo “quão” é colocado antes de cada adjetivo.

Nem sempre é prudente que irmãos segundo a carne habitem juntos , pois a experiência ensina que é melhor que vivam um pouco separados, pois é vergonhoso que habitem juntos em desunião. É muito melhor que vivam separados e em paz, como Abraão e Ló, do que habitem juntos, com inveja, como os irmãos de José. Quando os irmãos conseguem e realmente vivem juntos em união, a sua comunhão é digna de ser contemplada e cantada em santo salmo.

Como irmãos em espírito, eles devem habitar juntos na comunhão da igreja e nesta comunhão uma questão essencial é a união. Nós podemos dispensar a uniformidade se tivermos união. Unidade de vida, verdade e caminho; unidade em Cristo Jesus. Unidade de objeto e espírito - nós devemos ter estas coisas, ou as nossas congregações serão sinagogas de contendas e não igrejas de Cristo.

Quanto mais íntima a união, melhor, pois haverá mais do que é bom e suave. Uma vez que somos seres imperfeitos, um pouco do que é mau e desagradável sempre irá invadir; mas isto será prontamente neutralizado e facilmente rejeitado pelo verdadeiro amor dos santos, se este realmente existir.

A união cristã é boa em si mesma, boa para nós mesmos, boa para os irmãos, boa para os novos convertidos, boa para o mundo exterior. Uma igreja unida durante anos, em fervoroso serviço ao Senhor, é um poço de bondade e alegria para todos aqueles que habitam ao seu redor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

SPURGEON, Charles. Os tesouros de Davi – Volume 3. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

 

quinta-feira, 12 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE JUNHO DE 2025 (Efésios 5:1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE JUNHO DE 2025
IMITANDO A DEUS À LUZ DO MINISTÉRIO DO SENHOR JESUS

Efésios 5:1 “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; ”

 

“Sede, pois, imitadores de Deus, “

Este caráter mimético e imitativo, do cristianismo é um conceito extraído da cultura helênica e, depois, ressignificado por Paulo, pois a imitação entre os gregos e romanos tinha uma natureza limitada. Tal natureza da pode ser exemplificada pelo uso obrigatório de máscaras nas encenações teatrais no mundo antigo.

O imitador, é o ator que, de maneira representativa, finge ser quem ele não é. Dessa forma, o imitador, que também pode ser denominado no contexto helênico de “impostor”, é alguém que, diante da coletividade, simula uma performance social alheia a sua, um padrão comportamental alternativo ao que, de fato, ele advoga; enfim, ele utiliza-se de máscaras para esconder quem, de fato, ele é.

Para Paulo, entretanto, a natureza mimética do discipulado tem uma finalidade completamente diferente. Quando ele diz: "Sede imitadores de Deus" está apontando para o caráter moral e espiritual de Deus como Pai amado. Devemos imitar a Deus em sua natureza moral, isto é, em sua santidade, que deve influir em nossas atitudes para com Deus, para com os nossos semelhantes e para com nós mesmos. Por nosso próprio esforço, somos incapazes de imitar a Deus, mas com a ajuda do Espírito Santo, poderemos imitar a Deus Pai.

O conceito de sermos “imitadores de Deus” é um ideal do Antigo Testamento, embora não haja nele menção do vocábulo “imitação”. Deus mandou Moisés dizer ao Seu povo no Antigo Testamento: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Levítico 19:2b). Esta era uma ordem para que imitassem a Deus. No Novo Testamento, Jesus disse: “Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai” (Lucas 6:36). Jesus também ensinou: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48).

Para Paulo, não existe uma separação entre o Evangelho que proclama e a sua própria vida, ele se oferece como paradigma a seguir para os Tessalonicenses. Como ele próprio imita a Cristo: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (1 Coríntios 11:1).

 

“... como filhos amados; ”

Os cristãos, como “filhos amados” de Deus, devem tornar-se parecidos com Deus. A aceitação espontânea ao amor de Deus, que é seu Filho Jesus, tornou possível para nós a posição de filhos de Deus. Somos filhos amados porque fomos gerados pelo grande amor do Pai celestial. Anteriormente nesta carta, Paulo retratou os cristãos como filhos adotados pela família de Deus (Efésios 1:5).

Aqui ele diz que devemos assumir essa semelhança de parentesco nos tornando como o nosso amado Pai. É natural que os filhos tenham as características dos pais, e assim também ocorre na esfera espiritual. Como "novas criaturas" e feitos "filhos de Deus", devemos compartilhar da sua natureza e dos seus atributos morais e espirituais (Mateus 5.44,48; 1 Pedro 2.21).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/search?q=imitadores

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201307_10.pdf

 

Atos 10:46

 

Atos 10:46 “Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.”

 

“Porque os ouviam falar línguas, "

O apostolo Pedro estava pregando a Cornélio e a todos os seus convidados. Isso ele fez de maneira relutante (v.28), tanto que só desceu a casa de Cornélio acompanhado com outros judeus de Jope que testemunharam o convite inesperado (v.23). Para a surpresa de Pedro e dos judeus que com ele estavam “caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra” (v.44). E isso foi percebido porque eles os ouviram falar línguas como havia acontecido com os judeus no dia de pentecostes. Mais tarde essa manifestação que faz os líderes judaicos glorificarem a Deus e reconhecerem que “até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida” (Atos 11.18).

Pedro admitiu esse entendimento perante o concílio: “E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio. E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo” (Atos 11:15-16). Por isso Pedro posteriormente mandou que eles fossem batizados, pois entendeu que não deveria negar que fossem batizados por água àqueles a quem o Senhor já havia batizado com seu Espírito Santo.

 

“... e magnificar a Deus.”

Além de falar “outras” línguas eles magnificavam a Deus. Embora o significado original da palavra grega traduzida como “magnificar” seja "tornar grande", aqui ela significa "declarar que alguém é grande" ou "exaltar a grandeza de alguém". Essa palavra é usada para exaltação do nome ou atributos de Deus (Gênesis 19:19 ; 2 Samuel 7:26 ; Salmos 35:27 ; 40:16 ; 70:4 ; Lucas 1:46); da palavra de Deus (Salmos 138:2); ou de Cristo (Atos 19:17 ;. Filipenses 1:20).

No dia de Pentecoste as línguas não foram um sinal vazio, mas o anunciação das “grandezas de Deus” em línguas para eles desconhecidas (Atos 2:11), aqui, é ainda mais notável, pois os oradores por serem gentios estavam menos familiarizados com as canções de louvor do Antigo Testamento.

Seja qual for a nossa origem, raça, etnia ou credo, Deus nos acolhe de braços abertos. Ele não faz distinção entre gentios e judeus, e nos oferece o dom da salvação. Como disse Pedro: “Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (Atos 10:35). Tiago concluiu que o designo de Deus era ressuscitar Cristo, o tabernáculo de Davi, “para que o restante dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas” (Atos 15:17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2025

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Atos 2:1

 

Atos 2:1“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; “

 

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, “

O nome “Pentecoste” deriva da palavra grega “cinquenta” por ser realizada 50 dias após a Páscoa (Levítico 23.15-21). Essa festa religiosa do Antigo Testamento era conhecida também como festas das semanas (Shavuot). Além de Festa das Semanas, era chamada de Festa da Colheita (Êxodo 23:16) — (porque celebrava o fim do ciclo do cultivo da cevada) e a Festa da Sega, dos primeiros frutos (Êxodo 23:16; Números 28:26). Esta festa judaica celebra a entrega da Torá a Moisés no Monte Sinai, cinquenta dias após o início da Páscoa.

No sábado, após a noite de Páscoa, os sacerdotes colhiam o molho de cevada, previamente selecionado. Eram as primícias da colheita, que deviam ser oferecidas ao Senhor. Quarenta e nove dias eram contados após o oferecimento do molho movido diante do Senhor. E no qüinquagésimo dia - o Pentecoste - eram movidos diante de Deus dois pães. Os primeiros feitos da ceifa de trigo. Não se podia preparar e comer nenhum pão antes de oferecer os dois primeiros a Deus. Isto mostrava que se aceitava sua soberania sobre o mundo. Depois, outros pães podiam ser assados e comidos.

O Pentecoste foi a evidência da glorificação de Cristo. A descida do Espírito era como um “telegrama” sobrenatural, informando a chegada de Cristo à mão direita de Deus. Também testemunhava que o sacrifício de Cristo fora aceito no Céu. Havia chegado a hora de proclamar sua obra consumada.

 

“... estavam todos concordemente no mesmo lugar; “

O horário era por volta das nove da manhã (terceira hora do dia). O lugar era o cenáculo (Atos 1.13) duma casa particular, local regular para a observância de festas religiosas, tais como a Páscoa. Embora esses judeus provavelmente freqüentassem as reuniões de culto três vezes por dia no Templo (Lucas 24.53) estavam no cenáculo onde “perseveravam unânimes em oração” aguardado a promessa do pai.

Segundo o historiador Lucas cento e vinte crentes que louvavam e bendiziam ao Senhor reunidos (Atos 1.15). Os mais ilustres reunidos ali eram os onze discípulos: “Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago, Maria mãe de Jesus, e seus irmãos” (Atos 1.13-14).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2025

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

Joel 2:31

 

Joel 2:31 “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.”


“O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue,”

A profecia escatológica do profeta Joel é mencionada pelo Apóstolo Pedro em seu primeiro sermão pentecostal na cidade de Jerusalém durante a Festa de Pentecoste (Festa das Semanas). Pedro frisa o derramar dos Espírito, mas cita toda a profecia que possui camadas em seu cumprimento.

A terminologia usada por Joel em relação ao sol e à lua é usada por todo o Antigo Testamento para se falar de ocasiões “em que Deus agiria de um modo especial para abençoar ou amaldiçoar” (Isaías 13:6, 10, 11; Ezequiel 32:2, 7, 8; Amós 5:18, 20). Provavelmente o sol não se apagará; e a lua não se transformará em sangue; mas mediante tais termos devemos entender acontecimentos cósmicos terríveis acontecerão.

Isso nos faz relembrar das pragas do Egito e da negação do sol em brilhar sobre a morte de Jesus, mas algo ainda mais radical do que isso deve estar em pauta. E inútil tentarmos ser específicos aqui, com interpretações naturais ou sobrenaturais das palavras.

 

“... antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.”

O dia de Pentecoste inaugurou a era dos “últimos dias”. O apóstolo Pedro cita as palavras de Joel com alteração “E acontecerá depois destes dias” de Joel, alterado para “E acontecerá nos últimos dias”. Pedro considera que a profecia de Joel se aplica aos últimos dias, e declara que seus ouvintes agora estão vivendo nos últimos dias. Já começou o ato final da salvação divina.

Esses sinais de acontecimentos cósmicos ocorrerão posteriormente ao derramar do Espírito que iniciou naqueles dias e “antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor”.

A expressão "dia do Senhor" e outras equivalentes, como “aquele dia”, é uma expressão comum nas escrituras sagradas, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, e refere-se a um período de tempo em que Deus manifesta o seu poder e julgamento. No Antigo Testamento, a expressão é usada para indicar a vinda do julgamento divino sobre nações e povos, muitas vezes associada a catástrofes e punições (Amós 5.18-20; Isaías 13.6,9; Obadias 15).

No Novo Testamento, o termo é utilizado para descrever a volta de Cristo em julgamento e para o estabelecimento do reino eterno. O “Dia do Senhor” não é um “dia” de 24 horas, mas um longo período em que serão derramados os juízos divinos sobre os ímpios da Terra. A Bíblia se refere a ele como um dos mais terríveis diante dos acontecimentos aos que ficarem. Mas para os salvos será o encontro com o seu Senhor e Salvador, um evento de grande celebração (1 Pedro 4.13). Para estes, Jesus voltará do mesmo modo que partiu, ou seja, descerá dos céus (Atos 1.11).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2025

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200109_06.pdf

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

Atos 2:20

 

Atos 2:20 “ O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; “

 

“O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue,”

A profecia escatológica do profeta Joel é mencionada pelo Apóstolo Pedro em seu primeiro sermão pentecostal na cidade de Jerusalém durante a Festa de Pentecoste (Festa das Semanas). Pedro frisa o derramar dos Espírito, mas cita toda a profecia que possui camadas em seu cumprimento.

A terminologia usada por Joel em relação ao sol e à lua é usada por todo o Antigo Testamento para se falar de ocasiões “em que Deus agiria de um modo especial para abençoar ou amaldiçoar” (Isaías 13:6, 10, 11; Ezequiel 32:2, 7, 8; Amós 5:18, 20). Provavelmente o sol não se apagará; e a lua não se transformará em sangue; mas mediante tais termos devemos entender acontecimentos cósmicos terríveis acontecerão.

Isso nos faz relembrar das pragas do Egito e da negação do sol em brilhar sobre a morte de Jesus, mas algo ainda mais radical do que isso deve estar em pauta. E inútil tentarmos ser específicos aqui, com interpretações naturais ou sobrenaturais das palavras.

 

“... antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; “

O dia de Pentecoste inaugurou a era dos “últimos dias”. O apóstolo Pedro cita as palavras de Joel com alteração “E acontecerá depois destes dias” de Joel, alterado para “E acontecerá nos últimos dias”. Pedro considera que a profecia de Joel se aplica aos últimos dias, e declara que seus ouvintes agora estão vivendo nos últimos dias. Já começou o ato final da salvação divina.

Esses sinais de acontecimentos cósmicos ocorrerão posteriormente ao derramar do Espírito que iniciou naqueles dias e “antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor”.

A expressão "dia do Senhor" e outras equivalentes, como “aquele dia”, é uma expressão comum nas escrituras sagradas, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, e refere-se a um período de tempo em que Deus manifesta o seu poder e julgamento. No Antigo Testamento, a expressão é usada para indicar a vinda do julgamento divino sobre nações e povos, muitas vezes associada a catástrofes e punições (Amós 5.18-20; Isaías 13.6,9; Obadias 15).

No Novo Testamento, o termo é utilizado para descrever a volta de Cristo em julgamento e para o estabelecimento do reino eterno. O “Dia do Senhor” não é um “dia” de 24 horas, mas um longo período em que serão derramados os juízos divinos sobre os ímpios da Terra. A Bíblia se refere a ele como um dos mais terríveis diante dos acontecimentos aos que ficarem. Mas para os salvos será o encontro com o seu Senhor e Salvador, um evento de grande celebração (1 Pedro 4.13). Para estes, Jesus voltará do mesmo modo que partiu, ou seja, descerá dos céus (Atos 1.11).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2025

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200109_06.pdf

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE JUNHO DE 2025 (1 Pedro 2.9)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE JUNHO DE 2025
O MINISTÉRIO SACERDOTAL DOS SALVOS EM CRISTO

1 Pedro 2.9 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. ”


Logo após dizer que os desobedientes tropeçam em Cristo: “a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina” (1 Pedro 2:7) Pedro acrescentou: “Vós, porém” para afirmar que eles eram totalmente diferentes. Para esclarecer isso o apóstolo usou quatro metáforas para descrever a condição dos cristãos.

Essas metáforas faziam parte da promessa feita por Deus a Israel no Sinai. Se tivessem ouvido sua voz e guardado sua aliança estas coisas seriam verdades para eles: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êxodo 19:5,6).

Mas, devido a sua desobediência, estas relações e ministérios nunca chegaram a ser cumpridos na íntegra. Fez-se necessária a Nova Aliança para conduzir judeus e gentios a um novo corpo. As metáforas são:


“Mas vós sois a geração eleita,”

Assim como Deus escolheu Israel dentre as nações para ser seu povo exclusivo: “A esse povo que formei para mim” (Isaías 43:21), Deus também escolheu pessoas de entre todas as nações para formar sua igreja: “Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus” (1 Coríntios 1:24).

O Senhor não escolheu Israel porque era um grande povo, mas porque o amava (Deuteronômio 7.7,8). Assim também, Deus nos escolheu com base em seu amor e em sua graça. Jesus foi categórico: ”Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós” (João 15.16).

Pedro vê os crentes como o corpo de Cristo, a igreja. Somos uma raça escolhida por Deus dentre todos os povos da terra. Mueller diz que os cristãos formam uma nova raça, diferente tanto de judeus como de gentios. E por isso são uma geração eleita; todos formam uma família, um tipo e espécie de povo distinto do mundo comum, de outro espírito, princípios e prática, que nunca poderiam ser se não fossem escolhidos em Cristo para serem assim, e santificados pelo Espírito.


“... o sacerdócio real, ”

Sob a Lei, somente algumas pessoas eram separadas como sacerdotes. A massa do povo, que não era descendente de Arão, não tomava parte no ministério do templo.

Mas sob a graça, todos os crentes fazem parte do sacerdócio. O cristão não precisa de ninguém, somente de Jesus, para lhe dar acesso ao Santo dos santos, à presença de Deus: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hebreus 10.19,20).

Estando numa relação pessoal com Cristo, Ele fez de nós sacerdócio santo, capazes de oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus através de seu sacrifício maior: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12.1).

A Igreja, pois, não é um mero clube social. Nela, chegamos juntos para o louvor. Os salmos, hinos, pregações, línguas e interpretações, dons e revelação, devem ser ministrados de forma sacerdotal, visando sempre a edificação (construção) do corpo (1 Coríntios 14.26; Efésios 4.15,16; 5.19,20; Colossenses 3.16,17).


“... a nação santa, ”

Pedro retrata o povo de Deus como uma nação santa, o que significa que seus cidadãos foram separados para servir a Deus. Deus nos escolheu para a salvação mediante a santificação e para a santificação. “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Efésios 1:4)

Portanto, ser parte de uma “nação santa” é um chamado para vivermos uma vida de santidade e consagração a Deus. Isso envolve viver de acordo com os padrões de Deus, refletindo Sua natureza e se separando do pecado e do mundo. Como membros dessa nação, somos desafiados a buscar continuamente a transformação por meio do poder do Espírito Santo..


“... o povo adquirido, ”

A idéia de ser “povo adquirido” está ligada à nossa redenção. Em Efésios 1:7, lemos: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.” Isso significa que fomos resgatados do poder do pecado e da condenação pela graça de Deus. Jesus nos comprou para que pudéssemos ser livres da escravidão do pecado.

Quando olhamos para a cruz, vemos o preço incrivelmente alto que Deus pagou por nós. Romanos 5:8 nos lembra: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” Deus nos amou tanto que estava disposto a sacrificar Seu Filho para nos resgatar. Essa é a profundidade do Seu amor por nós, Seu povo adquirido.

Portanto, ser “o povo adquirido” é uma expressão do imenso amor de Deus por nós. Somos preciosos aos Seus olhos, redimidos pelo preço do sangue de Cristo.

Nós temos um dono, nós somos propriedade do próprio Deus, somos um bem precioso para Ele, fomos comprados pelo sangue de Jesus Cristo.  Assim como Deus não divide sua glória com ninguém, também não nos reparte com ninguém. Somos dele, só dele. O nosso valor não é devido a quem nós somos, mas a quem Deus é.


 “... para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. ”

Depois de descrever os privilégios e atributos da igreja, Pedro fala sobre a missão da igreja. Fomos salvos pela graça para uma sublime missão.

A palavra grega aretes, “virtudes”, era um termo amplamente difundido na época e muito importante na concepção ética e religiosa do helenismo. Estão em vista as grandes obras de Deus na história do seu povo. A redenção humana, o perdão de pecados e a vida eterna – tudo que envolve ser cristão. Também estão em foco aqui as virtudes de Deus, como poder, glória, sabedoria, graça, misericórdia, amor e santidade.

Por meio de sua conduta, os cristãos devem testemunhar que são filhos da luz, e não das trevas: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16)

Somos embaixadores dos atributos de Deus e de seus gloriosos feitos. Não podemos calar nossa voz. Não podemos guardar para nós essa mensagem. Precisamos proclamar em alto e bom som quem é Deus e o que ele fez por nós em Cristo Jesus.

Reforçando esse pensamento, William Barclay esclarece que a missão do cristão é contar aos outros o que Deus tem feito por sua alma. Por meio da própria vida e das próprias palavras, o cristão é uma testemunha do que Deus tem feito por ele, pela mediação de Cristo Jesus.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2023

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_04.pdf

HORTON, Stanley. I e II Pedro – a razão da nossa esperança. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

https://veredasdoide.com/1-pedro-2-9-mas-vos-sois-a-geracao-eleita-o-sacerdocio-real-a-nacao-santa-o-povo-adquirido/#google_vignette

Lopes, Hernandes Dias.  1 Pedro: com os pés no vale e o coração no céu. São Paulo: Hagnos, 2012 .

 

terça-feira, 10 de junho de 2025

Texto Áureo Lição 11: A intercessão de Jesus pelos discípulos. João 17.3

TEXTO ÁUREO

“E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17.3)

Lição 11 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE JUNHO DE 2025 (Hebreus 4.15-16)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE JUNHO DE 2025
O SUMO-SACERDÓCIO DE JESUS DIANTE DO PAI

Hebreus 4.15-16 “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

 

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas;

A imagem aqui é extraída do sistema sacerdotal no qual o sacerdote intercedia pelas fraquezas do povo. Na seção posterior de Hebreus 5.1-10, o autor sacro apresenta de forma detalhada uma discussão sobre as atribuições e qualificações do sacerdócio. A intenção dele é mostrar que o sacerdócio de Jesus superou o sacerdócio arônico e a ordem levítica em grandeza e qualificação. Os sacerdotes humanos eram cobertos de fraquezas e defeitos e, por isso, pouco podiam fazer pelos homens. Todavia, Jesus, como Sumo Sacerdote, era de uma ordem superior e perfeita e, por conta disso, capaz de condoer-se e socorrer os que a Ele recorrem

A palavra compadecer ou socorrer é muito expressiva significa “correr em atendimento a um grito”. O crente clama a Deus pedindo socorro, e Deus atende “correndo para nos socorrer! ” Portanto, clamemos por socorro na hora da necessidade, esperando que nos atenda!

A capacidade que Cristo tem para nos socorrer é devido não somente à sua divindade como Filho de Deus, mas também à sua humanidade, pela qual obteve a condição de condoer-se de nós. Afinal, Cristo compartilhou as demais “fraquezas” da nossa carne, pelo que sentiu cansaço, fome, sede e necessidade de habitação, entre outras e triunfou para quem nos espelhemo-nos nele: “Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos” (Hebreus 12.3).

Jesus ao mesmo tempo que é humano é divino. Ele é o perfeito Sumo Sacerdote que representa o homem perante Deus e é o Filho de Deus que representa Deus perante o homem. Essa condição especial o torna apto para ser o nosso único mediador: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2:5).

 

“... porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. “

Mesmo com a natureza divina, Jesus “em tudo foi tentado”, diz a palavra de Deus. Só conhece o que é tentação quem já passou por ela. As tentações de Jesus não partiam do seu íntimo, como ocorre com o homem natural. Tiago disse que “cada um é tentado pelos desejos que estão dentro de si” (Tiago 1:14). Elas foram provações e provocações externas advindas do tentador e de seus agentes.

Richard S. Taylor observa oportunamente que Jesus não foi tentado em todas as particularidades ou em cada situação possível. Por exemplo, Ele não foi tentado como marido, ou pai, ou dono de uma propriedade, ou empregador, ou soldado porque não exerceu nenhuma dessas funções.

Mas Jesus foi tentado nas três áreas básicas da suscetibilidade humana: corpo, alma e espírito. Dessa forma, Jesus conhecia a tentação no campo do apetite do corpo, no campo dos relacionamentos humanos e no campo dos relacionamentos espirituais. O Eu, os outros e Deus: É exatamente nessas áreas onde ocorre o campo de batalha de todo cristão.

Para nós é muito significativo saber que Jesus, como homem foi tentado em todas as coisas, “mas sem pecado”. A Bíblia assegura: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5.21). Diante disso compreendemos que ele pode nos socorrer nas nossas fraquezas: “Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hebreus 2.18).

 

“Cheguemos, pois,”

Compreendendo bem o papel do Sumo Sacerdote, podemos nos aproximar do Pai através dEle com regularidade, zelo e intrepidez. A palavra grega traduzida por “cheguemos” ou “acheguemo-nos” (proserchomai) está associada aos sacerdotes que tinham permissão para se aproximar de Deus num culto de adoração. Esse privilégio estende-se agora a todos os cristãos.

Só o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos do templo. Os sacerdotes não contaminados podiam entrar no Santo Lugar. Homens judeus devotos e purificados tinham permissão para entrar nos pátios externos. Fora do Pátio dos Judeus ficava o Pátio dos Gentios e um pouco além, o Pátio das Mulheres. Jesus removeu todos esses muros.

Temos permissão para “nos achegar” ao Pai, até o Seu altar: “E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (Hebreus 10:22). Entramos na presença de Deus, achegando-nos ao próprio Deus em oração. Ele é acessível a nós a qualquer hora.

Quando um israelita era tentado, ele não podia correr até o sumo sacerdote em busca de ajuda; e, com certeza, não podia entrar no Santo dos Santos para buscar a ajuda de Deus. Os crentes em Jesus Cristo, porém, podem recorrer ao Sumo Sacerdote a qualquer hora, em qualquer circunstância e encontrar a ajuda de que precisam.


“com confiança ao trono da graça,”

Além disso, não temos que nos aproximar de Deus do modo como os pagãos se aproximavam de suas divindades, com medo e tremendo. Nem mesmo os judeus ousavam orar: “Pai nosso que está no céu” (Mateus 6:9). Não havia essa relação com o supremo Deus no Antigo Testamento. Hoje, como cristãos, podemos nos aproximar dEle “confiadamente”, sabendo que o Filho entende e provê acesso ao trono da graça, onde Ele está à direita de Seu Pai e tem a atenção dEle. Evidentemente, se nos apresentássemos a Deus por nossos próprios méritos, não seríamos ouvidos.

O “trono da graça” era outra expressão judaica para “o trono de Deus”. Era típico dos judeus evitarem pronunciar o nome de Deus, visando não mencioná-lo em vão. “Trono” aqui é um eufemismo para o próprio Deus. Ele é chamado de “Deus de toda a graça” (1 Pedro 5:10). Este é um título apropriado para Ele porque a essência de Sua natureza é misericórdia.

O trono da graça foi transformado de tribunal, em trono de misericórdia, porque o sangue de Jesus foi nele "aspergido". O simbolismo foi extraído da arca da aliança no Tabernáculo e do Dia da Expiação (Lv. 16). Chegar-se ao trono de Deus e à sua presença real “seria aterrorizante se sua característica principal não fosse a graça, isto é, o lugar onde o favor gratuito de Deus é distribuído.

Que consolo esta verdade tremenda nos traz! O trono de Deus é o lugar onde se procura e se acha auxílio. Quando nos aproximamos do trono, como fez nosso Salvador em tantas ocasiões, participamos um pouco de Sua glória.


“... para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

Em Sua presença encontramos socorro em tempos de necessidade. Saber da natureza misericordiosa de Deus nos permite aproximar dEle com intrepidez em oração, falando abertamente com nosso Pai celestial. Porque Cristo, nosso sumo sacerdote, que se encontra junto ao trono de Deus, supre todas as nossas necessidades.

No trono recebemos uma ajuda tripla em nossa hora de tribulação ou tentação: “misericórdia”, “graça” e “ajuda” oportuna de Deus. A “misericórdia” se relaciona ao perdão e ao amor de Deus que se tornaram possíveis pelo sacrifício de seu Filho; a “graça” envolve um desejo e poder dados por Deus ao nosso ser interior, nos ca­pacitando para sermos vitoriosos sobre a tentação e nas tribulações da vida; e a graça de Deus, disponível para “nos ajudar em nosso tempo de necessidade”, é um a ajuda apropriada e oportuna.

Esse tempo oportuno se refere ao tempo de nossa vocação: “Todos esperam de ti, que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno” (Salmos 104.27). Segundo a passagem de Isaías 49.8, Paulo aplica à pregação do evangelho: “Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” (2 Coríntios 6.2).



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/05/2024



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Lições Bíblicas 2001 - 3 Trimestre - Hebreus - Elinaldo Renovato de Lima