quarta-feira, 11 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE JUNHO DE 2025 (1 Pedro 2.9)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE JUNHO DE 2025
O MINISTÉRIO SACERDOTAL DOS SALVOS EM CRISTO

1 Pedro 2.9 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. ”


Logo após dizer que os desobedientes tropeçam em Cristo: “a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina” (1 Pedro 2:7) Pedro acrescentou: “Vós, porém” para afirmar que eles eram totalmente diferentes. Para esclarecer isso o apóstolo usou quatro metáforas para descrever a condição dos cristãos.

Essas metáforas faziam parte da promessa feita por Deus a Israel no Sinai. Se tivessem ouvido sua voz e guardado sua aliança estas coisas seriam verdades para eles: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êxodo 19:5,6).

Mas, devido a sua desobediência, estas relações e ministérios nunca chegaram a ser cumpridos na íntegra. Fez-se necessária a Nova Aliança para conduzir judeus e gentios a um novo corpo. As metáforas são:


“Mas vós sois a geração eleita,”

Assim como Deus escolheu Israel dentre as nações para ser seu povo exclusivo: “A esse povo que formei para mim” (Isaías 43:21), Deus também escolheu pessoas de entre todas as nações para formar sua igreja: “Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus” (1 Coríntios 1:24).

O Senhor não escolheu Israel porque era um grande povo, mas porque o amava (Deuteronômio 7.7,8). Assim também, Deus nos escolheu com base em seu amor e em sua graça. Jesus foi categórico: ”Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós” (João 15.16).

Pedro vê os crentes como o corpo de Cristo, a igreja. Somos uma raça escolhida por Deus dentre todos os povos da terra. Mueller diz que os cristãos formam uma nova raça, diferente tanto de judeus como de gentios. E por isso são uma geração eleita; todos formam uma família, um tipo e espécie de povo distinto do mundo comum, de outro espírito, princípios e prática, que nunca poderiam ser se não fossem escolhidos em Cristo para serem assim, e santificados pelo Espírito.


“... o sacerdócio real, ”

Sob a Lei, somente algumas pessoas eram separadas como sacerdotes. A massa do povo, que não era descendente de Arão, não tomava parte no ministério do templo.

Mas sob a graça, todos os crentes fazem parte do sacerdócio. O cristão não precisa de ninguém, somente de Jesus, para lhe dar acesso ao Santo dos santos, à presença de Deus: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hebreus 10.19,20).

Estando numa relação pessoal com Cristo, Ele fez de nós sacerdócio santo, capazes de oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus através de seu sacrifício maior: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12.1).

A Igreja, pois, não é um mero clube social. Nela, chegamos juntos para o louvor. Os salmos, hinos, pregações, línguas e interpretações, dons e revelação, devem ser ministrados de forma sacerdotal, visando sempre a edificação (construção) do corpo (1 Coríntios 14.26; Efésios 4.15,16; 5.19,20; Colossenses 3.16,17).


“... a nação santa, ”

Pedro retrata o povo de Deus como uma nação santa, o que significa que seus cidadãos foram separados para servir a Deus. Deus nos escolheu para a salvação mediante a santificação e para a santificação. “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Efésios 1:4)

Portanto, ser parte de uma “nação santa” é um chamado para vivermos uma vida de santidade e consagração a Deus. Isso envolve viver de acordo com os padrões de Deus, refletindo Sua natureza e se separando do pecado e do mundo. Como membros dessa nação, somos desafiados a buscar continuamente a transformação por meio do poder do Espírito Santo..


“... o povo adquirido, ”

A idéia de ser “povo adquirido” está ligada à nossa redenção. Em Efésios 1:7, lemos: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.” Isso significa que fomos resgatados do poder do pecado e da condenação pela graça de Deus. Jesus nos comprou para que pudéssemos ser livres da escravidão do pecado.

Quando olhamos para a cruz, vemos o preço incrivelmente alto que Deus pagou por nós. Romanos 5:8 nos lembra: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” Deus nos amou tanto que estava disposto a sacrificar Seu Filho para nos resgatar. Essa é a profundidade do Seu amor por nós, Seu povo adquirido.

Portanto, ser “o povo adquirido” é uma expressão do imenso amor de Deus por nós. Somos preciosos aos Seus olhos, redimidos pelo preço do sangue de Cristo.

Nós temos um dono, nós somos propriedade do próprio Deus, somos um bem precioso para Ele, fomos comprados pelo sangue de Jesus Cristo.  Assim como Deus não divide sua glória com ninguém, também não nos reparte com ninguém. Somos dele, só dele. O nosso valor não é devido a quem nós somos, mas a quem Deus é.


 “... para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. ”

Depois de descrever os privilégios e atributos da igreja, Pedro fala sobre a missão da igreja. Fomos salvos pela graça para uma sublime missão.

A palavra grega aretes, “virtudes”, era um termo amplamente difundido na época e muito importante na concepção ética e religiosa do helenismo. Estão em vista as grandes obras de Deus na história do seu povo. A redenção humana, o perdão de pecados e a vida eterna – tudo que envolve ser cristão. Também estão em foco aqui as virtudes de Deus, como poder, glória, sabedoria, graça, misericórdia, amor e santidade.

Por meio de sua conduta, os cristãos devem testemunhar que são filhos da luz, e não das trevas: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16)

Somos embaixadores dos atributos de Deus e de seus gloriosos feitos. Não podemos calar nossa voz. Não podemos guardar para nós essa mensagem. Precisamos proclamar em alto e bom som quem é Deus e o que ele fez por nós em Cristo Jesus.

Reforçando esse pensamento, William Barclay esclarece que a missão do cristão é contar aos outros o que Deus tem feito por sua alma. Por meio da própria vida e das próprias palavras, o cristão é uma testemunha do que Deus tem feito por ele, pela mediação de Cristo Jesus.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2023

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_04.pdf

HORTON, Stanley. I e II Pedro – a razão da nossa esperança. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

https://veredasdoide.com/1-pedro-2-9-mas-vos-sois-a-geracao-eleita-o-sacerdocio-real-a-nacao-santa-o-povo-adquirido/#google_vignette

Lopes, Hernandes Dias.  1 Pedro: com os pés no vale e o coração no céu. São Paulo: Hagnos, 2012 .

 

terça-feira, 10 de junho de 2025

Texto Áureo Lição 11: A intercessão de Jesus pelos discípulos. João 17.3

TEXTO ÁUREO

“E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17.3)

Lição 11 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE JUNHO DE 2025 (Hebreus 4.15-16)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE JUNHO DE 2025
O SUMO-SACERDÓCIO DE JESUS DIANTE DO PAI

Hebreus 4.15-16 “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

 

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas;

A imagem aqui é extraída do sistema sacerdotal no qual o sacerdote intercedia pelas fraquezas do povo. Na seção posterior de Hebreus 5.1-10, o autor sacro apresenta de forma detalhada uma discussão sobre as atribuições e qualificações do sacerdócio. A intenção dele é mostrar que o sacerdócio de Jesus superou o sacerdócio arônico e a ordem levítica em grandeza e qualificação. Os sacerdotes humanos eram cobertos de fraquezas e defeitos e, por isso, pouco podiam fazer pelos homens. Todavia, Jesus, como Sumo Sacerdote, era de uma ordem superior e perfeita e, por conta disso, capaz de condoer-se e socorrer os que a Ele recorrem

A palavra compadecer ou socorrer é muito expressiva significa “correr em atendimento a um grito”. O crente clama a Deus pedindo socorro, e Deus atende “correndo para nos socorrer! ” Portanto, clamemos por socorro na hora da necessidade, esperando que nos atenda!

A capacidade que Cristo tem para nos socorrer é devido não somente à sua divindade como Filho de Deus, mas também à sua humanidade, pela qual obteve a condição de condoer-se de nós. Afinal, Cristo compartilhou as demais “fraquezas” da nossa carne, pelo que sentiu cansaço, fome, sede e necessidade de habitação, entre outras e triunfou para quem nos espelhemo-nos nele: “Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos” (Hebreus 12.3).

Jesus ao mesmo tempo que é humano é divino. Ele é o perfeito Sumo Sacerdote que representa o homem perante Deus e é o Filho de Deus que representa Deus perante o homem. Essa condição especial o torna apto para ser o nosso único mediador: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2:5).

 

“... porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. “

Mesmo com a natureza divina, Jesus “em tudo foi tentado”, diz a palavra de Deus. Só conhece o que é tentação quem já passou por ela. As tentações de Jesus não partiam do seu íntimo, como ocorre com o homem natural. Tiago disse que “cada um é tentado pelos desejos que estão dentro de si” (Tiago 1:14). Elas foram provações e provocações externas advindas do tentador e de seus agentes.

Richard S. Taylor observa oportunamente que Jesus não foi tentado em todas as particularidades ou em cada situação possível. Por exemplo, Ele não foi tentado como marido, ou pai, ou dono de uma propriedade, ou empregador, ou soldado porque não exerceu nenhuma dessas funções.

Mas Jesus foi tentado nas três áreas básicas da suscetibilidade humana: corpo, alma e espírito. Dessa forma, Jesus conhecia a tentação no campo do apetite do corpo, no campo dos relacionamentos humanos e no campo dos relacionamentos espirituais. O Eu, os outros e Deus: É exatamente nessas áreas onde ocorre o campo de batalha de todo cristão.

Para nós é muito significativo saber que Jesus, como homem foi tentado em todas as coisas, “mas sem pecado”. A Bíblia assegura: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5.21). Diante disso compreendemos que ele pode nos socorrer nas nossas fraquezas: “Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hebreus 2.18).

 

“Cheguemos, pois,”

Compreendendo bem o papel do Sumo Sacerdote, podemos nos aproximar do Pai através dEle com regularidade, zelo e intrepidez. A palavra grega traduzida por “cheguemos” ou “acheguemo-nos” (proserchomai) está associada aos sacerdotes que tinham permissão para se aproximar de Deus num culto de adoração. Esse privilégio estende-se agora a todos os cristãos.

Só o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos do templo. Os sacerdotes não contaminados podiam entrar no Santo Lugar. Homens judeus devotos e purificados tinham permissão para entrar nos pátios externos. Fora do Pátio dos Judeus ficava o Pátio dos Gentios e um pouco além, o Pátio das Mulheres. Jesus removeu todos esses muros.

Temos permissão para “nos achegar” ao Pai, até o Seu altar: “E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (Hebreus 10:22). Entramos na presença de Deus, achegando-nos ao próprio Deus em oração. Ele é acessível a nós a qualquer hora.

Quando um israelita era tentado, ele não podia correr até o sumo sacerdote em busca de ajuda; e, com certeza, não podia entrar no Santo dos Santos para buscar a ajuda de Deus. Os crentes em Jesus Cristo, porém, podem recorrer ao Sumo Sacerdote a qualquer hora, em qualquer circunstância e encontrar a ajuda de que precisam.


“com confiança ao trono da graça,”

Além disso, não temos que nos aproximar de Deus do modo como os pagãos se aproximavam de suas divindades, com medo e tremendo. Nem mesmo os judeus ousavam orar: “Pai nosso que está no céu” (Mateus 6:9). Não havia essa relação com o supremo Deus no Antigo Testamento. Hoje, como cristãos, podemos nos aproximar dEle “confiadamente”, sabendo que o Filho entende e provê acesso ao trono da graça, onde Ele está à direita de Seu Pai e tem a atenção dEle. Evidentemente, se nos apresentássemos a Deus por nossos próprios méritos, não seríamos ouvidos.

O “trono da graça” era outra expressão judaica para “o trono de Deus”. Era típico dos judeus evitarem pronunciar o nome de Deus, visando não mencioná-lo em vão. “Trono” aqui é um eufemismo para o próprio Deus. Ele é chamado de “Deus de toda a graça” (1 Pedro 5:10). Este é um título apropriado para Ele porque a essência de Sua natureza é misericórdia.

O trono da graça foi transformado de tribunal, em trono de misericórdia, porque o sangue de Jesus foi nele "aspergido". O simbolismo foi extraído da arca da aliança no Tabernáculo e do Dia da Expiação (Lv. 16). Chegar-se ao trono de Deus e à sua presença real “seria aterrorizante se sua característica principal não fosse a graça, isto é, o lugar onde o favor gratuito de Deus é distribuído.

Que consolo esta verdade tremenda nos traz! O trono de Deus é o lugar onde se procura e se acha auxílio. Quando nos aproximamos do trono, como fez nosso Salvador em tantas ocasiões, participamos um pouco de Sua glória.


“... para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

Em Sua presença encontramos socorro em tempos de necessidade. Saber da natureza misericordiosa de Deus nos permite aproximar dEle com intrepidez em oração, falando abertamente com nosso Pai celestial. Porque Cristo, nosso sumo sacerdote, que se encontra junto ao trono de Deus, supre todas as nossas necessidades.

No trono recebemos uma ajuda tripla em nossa hora de tribulação ou tentação: “misericórdia”, “graça” e “ajuda” oportuna de Deus. A “misericórdia” se relaciona ao perdão e ao amor de Deus que se tornaram possíveis pelo sacrifício de seu Filho; a “graça” envolve um desejo e poder dados por Deus ao nosso ser interior, nos ca­pacitando para sermos vitoriosos sobre a tentação e nas tribulações da vida; e a graça de Deus, disponível para “nos ajudar em nosso tempo de necessidade”, é um a ajuda apropriada e oportuna.

Esse tempo oportuno se refere ao tempo de nossa vocação: “Todos esperam de ti, que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno” (Salmos 104.27). Segundo a passagem de Isaías 49.8, Paulo aplica à pregação do evangelho: “Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” (2 Coríntios 6.2).



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/05/2024



FONTES:

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201404_02.pdf

Warren W. Wiersbe, Comentário Bíblico Wiersbe. Estudo Expositivo da Epístola aos Hebreus. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Calvin’s Commentaries: Commentary on the epistle of Paul the apostle to the Hebrews by John Calvin. Edição baseada na tradução inglesa de James Anderson, publicada por Baker Book House, Grand Rapids, MI, uSA, 1998.

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

BOYD, Frank M. Comentário Bíblico Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996. 

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

GONÇALVES, José. A supremacia de Cristo Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Lições Bíblicas 2001 - 3 Trimestre - Hebreus - Elinaldo Renovato de Lima

 

segunda-feira, 9 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 9 DE JUNHO DE 2025 (João 17.3-4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
9 DE JUNHO DE 2025
UMA ORAÇÃO QUE REVELOU O CORAÇÃO DO PAI

João 17.3-4 “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer."

 

“E a vida eterna é esta:”

Quando as Escrituras falam em vida como galardão da justiça, isto significa algo muito mais importante do que a continuada existência, porque até os ímpios existirão, mas no inferno. A vida verdadeira significa viver em comunhão com Deus, uma comunhão que a morte não poderá interromper ou destruir.

Para muitas pessoas, a idéia de meramente existir para sempre é terrível. Realmente, viver para sempre, sem Deus, é a vida no inferno. Viver para sempre em comunhão com Deus, entretanto, é a bem-aventurança sem fim; é o Céu; é a vida eterna. A comunhão consciente com Deus, já aqui na terra, por si só é um a garantia e um antegozo da vida eterna: “E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá” (João 11.26).

A vida eterna diz respeito primariamente à alma, e passa a pertencer à pessoa do momento da conversão cm diante. Agora mesmo, nós, que somos filhos de Deus, temos a vida eterna; na vinda do Senhor, teremos imortalidade.

 

 “... que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

A vida física é resultado do contato vital com o ambiente físico; com o dano de algum órgão vital, rompe-se tal contato, e segue-se a morte. A vida eterna provém do contato com o ambiente espiritual. Noutras palavras, decorre da comunhão com Deus e com Cristo.

A vida eterna, então, consiste no conhecimento de Deus. Já que tal conhecimento é concedido pelo revelador que Deus enviou (Jesus Cristo), e na verdade é personificado nele, o conhecimento do revelador é a mesma coisa que o conhecimento do Deus que é revelado. Este conhecimento também não é uma simples questão de compreensão intelectual; ele envolve um relacionamento pessoal.

O Pai e o Filho se conhecem em amor mútuo, e através do conhecimento de Deus as pessoas são admitidas ao mistério deste amor divino, amando a Deus, sendo amadas por ele e, em resposta, amando umas às outras. Esta é a base da unidade pela qual Jesus ora nos versículos 20-23: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;. Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.”

 

"Eu glorifiquei-te na terra,"

O objetivo de Jesus ao passar pela terra foi glorificar a Deus. Isso acontece quando realizamos a sua vontade. Deus é glorificado quando manifestamos frutos de arrependimento mediante a boas obras: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5.16), quando isso acontece até os gentios glorificam a Deus: "E para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia" (Romanos 15.9). Deus é glorificado quando concordamos na terra: "Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 15.6). Deus é glorificado quando sofremos por causa da justiça: "Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte" (1 Pedro 4.16).

Jesus havia manifestado as obras de Deus. Quando estava a caminho de Emaús ouviu o testemunho de um dos seus discípulos que não o houvera reconhecido: "És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo" (Lucas 24.18-19).

Demonstrou misericórdia a uma mulher siro-fenícia na questão da sua filha atormentada. Após isso: "a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel" (Mateus 15.31). Pregou sobre acordo entre irmãos: "Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus" (Mateus 18.19).

E padeceu por causa da justiça: "pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados" (1 Pedro 2.21-24).


"... tendo consumado a obra que me deste a fazer."

Aqui Jesus disse que havia completado a missão para a qual Deus o enviara: Mais do que nunca, o fato de Jesus se fazer carne revelou a natureza do próprio Deus. Este foi o seu propósito ao vir à terra. Ele anunciou  que tinha vindo para fazer a vontade daquele que o enviara e para realizar a obra do Pai:  "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra" (João 4.34).

A obra que o Pai lhe havia confiado tinha como foco a cruz, como revelou Jesus na primeira vez em que anunciou que era chegada a sua hora: "É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado" (João 12.23)

Embora Jesus falasse como se a sua obra na terra já tivesse sido consumada, morrer na cruz era o único ato de obediência que lhe faltava realizar. Um dia antes de fazer seu sacrifício, ao se consagrar para isso em oração, ele antecipou a conclusão da obra da cruz. O fato de falar disso como se já o tivesse consumado mostra seu total comprometimento com a maior obra que Deus lhe confiara.

No outro dia a hora nona ele gritaria na cruz: "Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (João 19.30)


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_04.pdf

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

domingo, 8 de junho de 2025

Lição 11: A intercessão de Jesus pelos discípulos - 2° Trimestre de 2025

TEXTO ÁUREO

“E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17.3)

 

“E a vida eterna é esta:”

Quando as Escrituras falam em vida como galardão da justiça, isto significa algo muito mais importante do que a continuada existência, porque até os ímpios existirão, mas no inferno. A vida verdadeira significa viver em comunhão com Deus, uma comunhão que a morte não poderá interromper ou destruir.

Para muitas pessoas, a idéia de meramente existir para sempre é terrível. Realmente, viver para sempre, sem Deus, é a vida no inferno. Viver para sempre em comunhão com Deus, entretanto, é a bem-aventurança sem fim; é o Céu; é a vida eterna. A comunhão consciente com Deus, já aqui na terra, por si só é um a garantia e um antegozo da vida eterna: “E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá” (João 11.26).

A vida eterna diz respeito primariamente à alma, e passa a pertencer à pessoa do momento da conversão cm diante. Agora mesmo, nós, que somos filhos de Deus, temos a vida eterna; na vinda do Senhor, teremos imortalidade.

 

 “... que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

A vida física é resultado do contato vital com o ambiente físico; com o dano de algum órgão vital, rompe-se tal contato, e segue-se a morte. A vida eterna provém do contato com o ambiente espiritual. Noutras palavras, decorre da comunhão com Deus e com Cristo.

A vida eterna, então, consiste no conhecimento de Deus. Já que tal conhecimento é concedido pelo revelador que Deus enviou (Jesus Cristo), e na verdade é personificado nele, o conhecimento do revelador é a mesma coisa que o conhecimento do Deus que é revelado. Este conhecimento também não é uma simples questão de compreensão intelectual; ele envolve um relacionamento pessoal.

O Pai e o Filho se conhecem em amor mútuo, e através do conhecimento de Deus as pessoas são admitidas ao mistério deste amor divino, amando a Deus, sendo amadas por ele e, em resposta, amando umas às outras. Esta é a base da unidade pela qual Jesus ora nos versículos 20-23: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;. Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.”

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

João 20.16

 

João 20.16 “Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer dizer: Mestre.”

 

“Disse-lhe Jesus: Maria!”

Maria Madalena havia sido abordada pelo Cristo ressurreto, mas não o conheceu. Ela estava confusa após ver dois anjos assentados no túmulo e em prantos por acreditar que haviam roubado o corpo do seu Senhor.

Jesus sem ser reconhecido por ela lhe perguntou: “Mulher, por que choras? Quem buscas?” (v.15). Jesus havia sido enterrado no sepulcro novo que ficava em um horto. Quando ela foi questionada acreditou que quem falava com ela era o hortelão ou jardineiro. Então o questiona por estar ali se havia sido ele que removeu o corpo de Jesus.

Então Jesus pronunciou o seu nome familiar, com o mesmo tom de voz e ênfase já conhecidos a ela (João 10.3,14).

 

 Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer dizer: Mestre.”

A pergunta gentil do simpático estranho não foi suficiente para que ela o reconhecesse, mas quando ele a chamou pelo nome a situação mudou. Sua prostração desapareceu imediatamente; diante dela estava algo muito melhor do que ela sonhara ser possível. Em vez do cadáver que ela esperara recuperar, ela se viu de repente, face a face com Senhor vivo.

A palavra com que ela o saudou provavelmente era a mesma que sempre usou para dirigir-se a ele. Rabôni era uma forma aramaica mais enfática e talvez mais honrosa que o simples “rabino”. Esse era o mais alto dos títulos que os judeus davam a um mestre , significa “ Meu grande Mestre ” , e raríssimas vezes falado em público. Bartimeu usou esse titulo para chamar a atenção de Jesus: “Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: "Que queres que te faça? Rabôni, respondeu-lhe o cego, que eu veja!” (Marcos 10.51 VC).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.


Lucas 24:47

 

Lucas 24:47 “E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. “

 

“E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, “

A ressurreição de Cristo possibilitou a mensagem de arrependimento e perdão, e impôs aos seus seguidores que pregassem o Evangelho ao mundo inteiro. Arrependimento para remissão de pecados eram a doutrina enfatizada na pregação do Pentecoste: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

Arrependimento é uma santa tristeza pelo pecado, seguida pelo abandono deste. E uma total reviravolta feita pela pessoa que descobriu estar andando pelo caminho errado. É um ato da vontade mediante o qual a pessoa, sob convicção, altera totalmente sua atitude para com Deus e com o pecado. Cumpre assim a ordem do profeta: “Criai em vós um coração novo e um espírito novo...” (Ezequiel 18.31).

Na antiga nação de Israel, a remissão era um instrumento para controlar a escravidão e a dívida pessoal (Deuteronômio 15.1-3,9; 31,10). Em todo sétimo ano o escravo deveria ser liberto (Êxodo 21.2). Semelhantemente, no sétimo ano o devedor deveria ser liberto, e a dívida não deveria ser cobrada (Deuteronômio 15.2). Todos poderiam ser remidores, porém eram as pessoas mais ricas que mais exerciam esse direito de remir tanto escravos como dívidas.

Essa remissão foi realizada pelo nosso Grande Deus e Salvador Jesus Cristo “o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tito 2.14).

 

“... em todas as nações, começando por Jerusalém. “

O universalismo deste Evangelista ressalta-se na sua referência a todas as nações. Não é um perdão mesquinho, disponível para algumas almas piedosas e nacionalistas, mas, sim, para todos os homens: “Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente” (Tito 2:11,12).

O Evangelho tinha de ser pregado a partir de Jerusalém, porque era primeiramente para os judeus, e era natural que os discípulos começassem onde viviam. Nossa “Jerusalém” é o lar, a fábrica, a igreja local, nossa própria cidade. Os que testificam com sucesso em “Jerusalém” terão sucesso “até aos confins da terra”. Os que fracassam em seu lugar de origem provavelmente fracassarão quando chegarem “aos confins da terra”.

Outro motivo para começar em Jerusalém seria a promessa do pai que sobre eles desceriam: “E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes” (Atos 1:4). Depois disso eles seriam revestidos de poder para cumprir cabalmente a comissão não apenas em Jerusalém: “Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1:8).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/atos-24.html

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/03/salmo-497.html

1 Coríntios 15:8

 

1 Coríntios 15:8 “E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um nascido fora de tempo.”

 

“E por derradeiro de todos me apareceu também a mim,”

Paulo coloca a visão que tivera no caminho de Damasco no mesmo nível das outras aparições da ressurreição. Ele cita algumas pessoas que viram Jesus ressuscitado. Segundo sua ordem o primeiro foi Cefas (Pedro), depois os doze, depois mais de quinhentos irmãos, depois por Tiago e afirma que por derradeiro apareceu também a ele. A frase “Também a mim” é expressada com certa ênfase,  querendo dizer “até mesmo a Paulo, o principal dos pecadores, Cristo apareceu”.

A aparição de Cristo ressurreto a Paulo foi descrita por Lucas no capítulo 9 de Atos dos Apóstolos. Essa experiência também era contada por Paulo sempre que havia possibilidade. Paulo após sua prisão defendeu-se dos seus acusadores em Jerusalém contando sua experiência (Atos 22.6-11). Paulo também relatou esse fato ao Rei Agripa em Cesáreia Marítima (Atos 26.13-16). E aqui aos membros da igreja de Corinto que diziam que não havia ressurreição.

O fato de Jesus ter aparecido a Paulo “por derradeiro de todos” significa que Paulo foi o último a ser testemunha em primeira mão da ressurreição de Jesus e, portanto, o último a ser comissionado por Jesus como apóstolo. Como testemunhas diretas e mensageiros do Senhor ressurreto, eles puseram o fundamento da Igreja de Jesus Cristo, um fundamento que nunca pode ser acrescentado ou alterado (Efésios 2.20). Assim, estes apóstolos não podem ter sucessores”.

 

“... como a um nascido fora de tempo.”

Paulo pensa em si como o último da fila dos que viram o Senhor. Um “nascido fora de tempo”, isso pode significar, “um nascimento prematuro”, “um aborto”. A palavra “abortivo” pode indicar a sua violenta e antinatural entrada no colégio apostólico, pois ela é empregada como uma expressão injuriosa.

Talvez tivesse sido arremessada a Paulo por seus opositores. Ele não era um homem formoso (2 Coríntios 10:10), e eles podem ter combinado um insulto à sua aparência pessoal com uma crítica à sua doutrina, dizendo que, “muito longe de ter nascido de novo, Paulo era um aborto” (Barclay).

Porque ele foi o último dos apóstolos a ver Cristo ressuscitado, alguns desafiaram sua autoridade apostólica (1 Coríntios 9-3; 2 Coríntios 11.4- 6,13). Ele teve cuidado em declarar repetidas vezes que o seu apostolado não era “da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai” (Gálatas 1.1). E isso é evidente na maioria das suas epístolas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.


sábado, 7 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 7 DE JUNHO DE 2025 (Atos 2.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
7 DE JUNHO DE 2025
O MARAVILHOSO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO

Atos 2.4 “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ”


“E todos foram cheios do Espírito Santo...”  

Quem são esses todos? Quase 120 pessoas (Atos 1:15). Esses quase 120 permaneceram no mesmo lugar, em Jerusalém (Atos 2:1), obedecendo a ordem de Jesus para aguardarem a Promessa do Pai de Serem batizados com o Espírito Santo (Atos 1:4). Essa promessa do Pai diz respeito a promessa que Deus o fez a Abraão de todas as nações serem benditas nele: “Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito “ (Gálatas 3:14). O fato de todos terem recebidos a promessa demonstra o que Pedro afirma na casa de Cornélio:  Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo “ (Atos 10:34,35). Afinal o próprio Jesus durante o último dia da festa dos tabernáculos: "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado. ” (João 7:38,39). Importante ressaltar a diferença do termo “ser cheio do Espírito Santo” Na teologia de Lucas e do Apóstolo Paulo, segundo o contexto de Lucas ser cheio do Espírito Santo sempre está associado ao dom de línguas, enquanto para Paulo uma vida cheia do Espírito refere-se a evidenciar o fruto do espírito: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18).


“...e começaram a falar em outras línguas, ”. 

Notemos alguns fatos importantes sobre o falar em línguas. O que produz esta manifestação? O impacto do Espírito de Deus sobre a alma humana. É tão direto e com tanto poder, que a pessoa fica extasiada, falando de modo sobrenatural. Isto pelo fato de a mente ficar totalmente controlada pelo Espírito. Para os discípulos, era evidência de estarem controlados pelo poder do Espírito prometido por Cristo. Quando a pessoa fala uma língua que nunca aprendeu, pode ter a certeza de que algum poder sobrenatural assumiu o controle sobre ela. Alguns argumentam que a manifestação do falar em línguas limitou-se à época dos apóstolos. Aconteceu para ajudá-los a estabelecer o Cristianismo, uma novidade naquela época. Não existe, no entanto, limites à continuidade dessa manifestação no Novo Testamento. Mesmo no quarto século depois de Cristo, Agostinho, o notável teólogo do Cristianismo, escreveu: “Ainda fazemos como fizeram os apóstolos, quando impuseram as mãos sobre os samaritanos, invocando sobre eles o Espírito mediante a imposição das mãos. Espera-se por parte dos convertidos que falem em novas línguas. ” Ireneu (115-202 d.C.), notável líder da Igreja, era discípulo de Policarpo, que por sua vez foi discípulo do apóstolo João. Ireneu escreveu: “Temos em nossas igrejas muitos irmãos que possuem dons espirituais e que. por meio do Espírito, falam toda sorte de línguas” . A Enciclopédia Britânica declara que a glossolalia (o falar em línguas) “ocorreu em reavivamentos cristãos durante todas as eras; por exemplo, entre os frades mendicantes do século XIII, entre os jansenistas e os primeiros quaquers, entre os convertidos de Wesley e Whitefield, entre os protestantes perseguidos de Cevennes, e entre os irvingitas”. Podemos multiplicar as referências, demonstrando que o falar em línguas, por meios sobrenaturais, tem ocorrido em toda a história da Igreja. (Nota: O falar em línguas nem sempre é em língua conhecida. Ver 1 Coríntios 14.2.)


“...conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ”

Cremos e ensinamos que o Espírito Santo é uma pessoa. Sua personalidade está presente em toda a Bíblia de maneira abundante e inconfundível e tem sido crença da Igreja desde o princípio. A Bíblia revela todos os elementos constitutivos da personalidade do Espírito Santo, como intelecto, emoção e vontade, em 1 Coríntios 12:11 está escrito: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer“. Esse versículo nos revela que o Espírito Santo possui vontade, nos indicando sua personalidadecomo quer “ Essa vontade nunca contradiz as outras pessoas da Trindade, pois possuem uma mesma natureza e essência. O Espírito Santo relaciona-se com os crentes de maneira pessoal, pois somente uma pessoa poderia agir como mestre, consolador, santificador e guia. Cremos e declaramos que o Espírito Santo ensina, fala, guia em toda a verdade, julga, ama, contende, convida e intercede. Ele é Deus, Ele é pessoal. Até por isso os cristãos são batizados também em seu nome: "batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28.19).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/03/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

SOARES, Esequias. Declaração de Fé das Assembleias de Deus.Rio de Janeiro: CPAD, 2017.