sexta-feira, 6 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE JUNHO DE 2025 (Atos 1.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE JUNHO DE 2025
A PROMESSA DE RECEBER PODER POR MEIO DO ESPÍRITO

Atos 1.8 “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”


“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós,”

Apesar de Cristo já haver soprado sobre os discípulos o Espírito Santo: “Recebei o Espírito Santo” (João 20:22), Ele ainda não havia sido derramado.  João explica isso no seu evangelho:  Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (João 7:38,39). O próprio Cristo havia dito: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16:7).

O Espírito Santo desceria sobre eles com poder. Fato que se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo capacitou os discípulos a falar novas línguas. Isso também é chamado por Lucas de revestimento de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).

Os discípulos de Cristo, após receberem a promessa, saíram ousadamente a pregar a Palavra de Deus (Atos 4.13). Antes, eram tímidos e temerosos, porém, após o revestimento de poder, passaram a proclamar audaciosamente o Evangelho de Cristo e a realizar sinais, milagres e maravilhas (Atos 2.14-40; Atos 3.1-10).


“... e ser-me-eis testemunhas,”

O poder que recebemos do Espírito Santo tem como finalidade capacitar-nos para sermos testemunhas em todo o mundo. 

Quando Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam suas ‘testemunhas’, o pensamento não é tanto que seriam seus representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua ressurreição a fim de que pregassem o seu evangelho: ”Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos,  E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém “ (Lucas 24:46,47).

Pedro quando inclui Matias no apostolado em lugar de Judas Iscariotes disse: “É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição” (Atos 1:21,22).

O fato de ser testemunha indica a veracidade dos fatos. Quando a mulher samaritana deu testemunho das palavras de Cristo, os homens daquela cidade o procuraram e creram “E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (João 4:42)

 

 “... tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”

Jerusalém era a cidade local daqueles que estavam ouvindo a Jesus. Judéia era a região maior em que eles estavam. Samaria era uma região vizinha. E os confins da terra representavam o mundo todo. Quanto Jesus fala que eles deviam ser testemunhas tanto em Jerusalém como em Judéia e Samaria, e até os confins da terra, Ele mostra que isto deve acontecer simultaneamente. Ou seja, devemos fazer missões em nossa cidade, em nosso estado, nos estados vizinhos (nosso país), mas também no mundo todo.

Esta é a nossa missão. Sermos testemunhas de Jesus onde for possível. Que no o Espírito Santo possamos cumprir a nossa missão, testemunhando de Jesus em todos os lugares, seja indo e testemunhando pessoalmente, seja orando pelos missionários, seja contribuindo com aqueles que se dispõe a ir.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

PALMA, A. D. O Batismo no Espírito Santo e Com Fogo:Os Fundamentos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 2002.

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas:Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.

https://www.batistapioneira.edu.br/e-sereis-minhas-testemunhas/

 

João 21.24

 

João 21.24 “Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.”

 

“Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; “

Aqui temos uma afirmação direta de que o discípulo amado é o verdadeiro autor do evangelho. O versículo 20 estabeleceu que esse discípulo era o discípulo amado citado em todo o livro. O versículo 24, então, deve ser lido no contexto dos versículos 20 a 23. Apesar que as palavras as escreveu não signifiquem que sua mão conduziu a pena, assim como os termos de João 19.19 não querem dizer que Pilatos redigiu pessoalmente a placa que foi presa à cruz.

O termo destas coisas não pode ser limitado à narrativa do capítulo 21; na verdade, já que o capítulo 21 serve de epílogo, a expressão deve referir-se aos capítulos anteriores a este. O versículo, portanto, afirma que quem confirma a veracidade deste evangelho é alguém que teve contato estreito com tudo o que ele descreve.

As palavras de 1 João 1.3: “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros", aplicam-se tanto ao evangelho como à carta a que servem de introdução. De fato, como Dorothy Sayers costumava lembrar, “dos quatro evangelhos, o de João é o único que afirma ser o relato direto de uma testemunha ocular” - acrescentando: “ E qualquer pessoa acostumada a manusear documentos com criatividade percebe que a evidência interna confirma esta afirmação”.

 

 “... e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. ”

Não podemos ter certeza sobre quem foram as pessoas que acrescentam o testemunho delas: “e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro”. Deve se referir a um grupo de discípulos com quem o Apóstolo amado se relacionava intimamente. Como, porém, sabiam que seu testemunho era verdadeiro?

Não porque tivessem presenciado os eventos que ele descreve. Estas pessoas estão, sim, dando expressão ao testemunho interior do Espírito Santo. O Espírito que elas, assim como João, tinham recebido, fez surgir dentro delas a certeza de que seu testemunho era verdadeiro; o testemunho começara a demonstrar sua validade na experiência pessoal delas, e por isso sabiam que ele era genuíno.

No mesmo sentido, hoje, muitos leitores do evangelho, ao estudarem o relato do evangelista, são levados a dizer por experiência própria: “Sabemos que este testemunho é verdadeiro". Isto porque este relato ainda penetra em nós com a qualidade da autenticação própria da verdade eterna. Aquele de quem este testemunho é dado é a revelação de Deus em vida humana que, quando recebido, é Deus habitando em nós e nós em Deus.

Essa convicção do Espírito é a mesma que tiveram os discípulos que caminhavam a Emaus: “E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24.32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202206_05.pdf

João 20.8

 

João 20.8 “Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. “

 

“Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, ”

Simão Pedro e esse outro discípulo haviam corrido ao sepulcro de Jesus após Maria Madalena dizer que levaram o corpo de Jesus (v.1). O fato de o testemunho dela não receber tanto destaque (como o de Pedro) na pregação primitiva, está ligado à pouca importância que a palavra de uma mulher tinha em público, então eles correram para conferir do que se tratava.

Esse outro discípulo chegou primeiro do que Pedro ao sepulcro, mas por provavelmente ser mais novo do que Simão Pedro não entrou diretamente, mas esperou que Pedro entrasse. Acredita-se que esse discípulo é o próprio escritor desse evangelho, João, pois nunca se referia a si diretamente. Ele costumava-se se identificar como o discípulo a quem Jesus amava.

 
“... e viu, e creu. “

Quando esse discípulo viu no chão os lençóis que enrolaram Jesus e o lenço enrolado num lugar a parte creu. A palavra traduzida por “lenço” (soudarion) é um estrangeirismo procedente do latim (sudarium) e identifica uma peça de pano usada normalmente para enxugar o suor (Lucas 19.20, Atos 19.12).

Ele creu porque ele usou seu olho da fé e conseguir ver mais longe do que Pedro vira. Em bora fosse Pedro o primeiro a entrar no sepulcro, foi João o primeiro a realmente crer. Enquanto Pedro pensava sobre o que significaria aquilo, raiou em João a fé na ressurreição, assim como foi ele o primeiro a reconhecer o Cristo ressurreto na praia do mar da Galileia.

Em termos gerais, é verdade que “os primeiros cristãos creram na ressurreição de Cristo não por não encontrarem seu corpo morto, mas porque acharam um Cristo vivo”. Mas houve uma exceção; o discípulo amado creu em sua ressurreição antes de vê-lo novamente vivo - na verdade não porque visse o túmulo vazio mas porque a posição dos lençóis repentinamente esclareceu-lhe a verdade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE JUNHO DE 2025 (Gálatas 5.16-17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
 5 DE JUNHO DE 2025
O ESPÍRITO SANTO MOLDA EM NÓS O CARÁTER DE CRISTO

Gálatas 5.16-17 "Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis”.


"Digo, porém"

Continua as ideias já iniciadas no capítulo desenvolvendo-as em um novo sentido, explicando-as e, sobretudo, sobrepujando-as.


"Andai em Espírito,”.

Ou viver no espírito. O tempo verbal (presente) indica uma ação habitual, no sentido geral de “conduta de uma pessoa, ou seja, da realização de sua vida, é um termo que quase só Paulo e João utilizam”. Viver pelo Espírito é ser guiado no Espírito ou deixar-se guiar pelo Espírito. Espírito é o que possibilita ao homem tal comportamento ou sua causa. Assim, a expressão representa o fundamento e modo do comportamento. Precisamente este proceder tem a consequência e a promessa de que, se assim fizerem, não irão satisfazer as obras da carne.


“... e não cumprireis a concupiscência da carne."

A palavra grega traduzida aqui por  concupiscência, significa desejos por algo, a intenção etc. A palavra carne a determina como uma concupiscência egoísta. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito. Entretanto, de onde Paulo tira sua confiança de que uma vida dirigida pelo Espírito se torna impossível o ceder às paixões da carne? No fato de que o Espírito e a carne, que tem em suas mãos respectivamente a direção de nossa vida, perseguem tendências opostas e que se excluem mutuamente. Assim, o Espírito tem todo o poder de destruir a carne.

No nosso contexto se fala da carne com estranha neutralidade e objetividade como se ela fosse um poder personificado. Paulo fala da carne, e pensa em nossa carne; nosso corpo humano, tal e como existimos; “segundo a qual” caminhamos. Pensa-se na carne, portanto, que é a medida e a norma do nosso agir e pensar. Esse poder carnal tem seus próprios desejos, com os quais tenta desviar a pessoa de sua conduta normal, que deve ser vivida segundo o Espírito (cf. Rm 8.3,6-8; 9.8; G1 5.13,19). Esse poder da carne está em constante luta contra outro, que é o Espírito.

 

Gálatas 5.17 "Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis”. 


A luta explícita da carne contra o espírito representa os conflitos internos entre a natureza pecaminosa (velho homem) e a nova natureza produzida na regeneração (Novo nascimento): “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5). O apostolo Paulo expressa sua própria luta a igreja de Roma: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço” (Romanos 7:14,15).

Os que estão na carne, ou vivem segundo a carne “não podem agradar a Deus “ (Romanos 8.8). Porque eles vivem manifestando as obras da carne que são: “...adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas...” (Gálatas 5:19-21). Segundo esse texto os que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Os que vivem na carne também não são capazes de discernir a vontade de Deus, pois, seus propósitos se discernem espiritualmente: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).

Aquele que atenta para o Espírito conseguem então discernir a vontade de Deus, afinal seu Espírito está dentro de nós e através da renovação do entendimento nos ajuda a pensar como Cristo: “Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Coríntios 2:16).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/6/2023

Fontes:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

SOARES, Germano. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

 

quarta-feira, 4 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE JUNHO DE 2025 (Romanos 8:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
4 DE JUNHO DE 2025
A CAPACIDADE VIVIFICANTE DO ESPÍRITO SANTO

Romanos 8:9 “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. ”

 

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. “

Paulo aplica aos seus leitores, em termos pessoais, as verdades que vinha expondo em termos gerais. No verso 8 ele vinha usando a terceira pessoa do plural: “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (v.8), agora nesse verso ele muda para a segunda pessoa, dirigindo-se diretamente aos seus leitores. Ele diz: Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós“. 

Por causa da obra de Cristo por nós e da ação do Espírito em nós, fomos feitos morada de Deus, templos do Espírito Santo. Ele habita em nós. Aquele que nem os céus dos céus podem conter agora habita em nós, vasos frágeis de barro. Somos a casa de Deus, o templo da sua habitação.

O que identifica o verdadeiro cristão é a habitação do Espírito Santo.  O Espírito Santo deve fazer uma diferença visível na vida do verdadeiro cristão. Se não for assim possivelmente o Espírito não habitará nele.

Ser habitado pelo pecado (Romanos 7.17, 20) é a porção natural que cabe a todos os filhos de Adão; o privilégio dos filhos de Deus é que, já que neles habita o Espírito, ele é que vai combater e subjugar o domínio do pecado. Como Jesus prometeu, "ele vive com vocês e estará em vocês" (João 14.17).

 

“Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.”

Por outro lado, se não temos em nós o Espírito de Cristo, definitivamente não pertencemos a Cristo: "Se um homem não possui o Espírito de Cristo, não é cristão" (NEB). Visto que somente o Espírito coloca os homens em viva relação com Cristo, não pode haver tal relação com Cristo independentemente do Espírito.

Wesley escreveu: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo habitando-o e governando-o. Esse tal não é dele - Ele não é membro de Cristo, não é cristão; não está no estado de salvação. É uma clara e expressa declaração, que não admite exceção. Quem tem ouvidos, ouça!” (Mateus 11.15).

George Tipps chama “o Espírito de Cristo” de batimento cardíaco do cristão, observando que, para averiguar se um paciente está morto ou vivo, um médico primeiramente verifica o pulso e o batimento cardíaco. Da mesma forma, diz Tipps sem o Espírito de Cristo, um indivíduo está morto espiritualmente!

É digno de nota que nesse verso o "Espírito de Deus" é também chamado de "o Espírito de Cristo" e que ter o Espírito de Cristo em nós (9b) é ter Cristo em nós (10a). O objetivo disso não é confundir as pessoas da Trindade, identificando o Pai com o Filho ou o Filho com o Espírito. É, isto sim, enfatizar que, embora eles sejam eternamente distintos em sua maneira pessoal de ser, compartilham também da mesma essência divina e da mesma vontade. Por isso são inseparáveis. Aquilo que o Pai faz, ele o faz através do Filho, e o que o Filho faz, ele o faz por meio do Espírito. Na verdade, onde quer que um esteja, ali estarão também os outros dois.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

 Wesley, John. Romanos notas explicativas; tradução Duncan Alexander Reily - São Paulo: Cedro 2000.

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_08.pdf


João 20.26

 

João 20.26 “E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! ” 

 

“E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé.”

Os oito dias incluem o primeiro e o último; era o primeiro dia de uma nova semana. Os dias da festa dos pães sem fermento tinham passado, e provavelmente os discípulos estavam se preparando para voltar para a Galiléia, mas tiveram este segundo encontro antes de partir.

Sem dúvida, os outros, desta vez, estavam cheios de expectativa, mas Tomé, por não ter participado da experiência deles na semana anterior, mantinha um comportamento cético: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei” (João 20:25).

Tomé foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Na Bíblia, Tomé também era chamado de Dídimo (João 11:16; 20:24), que é o equivalente grego do nome hebraico Tomé, ambos significando "gêmeo". No evangelho de João ele desempenha um papel mais individual. Ele apareceu na história da ressurreição de Lázaro (11.16) e na conversa no cenáculo (14.5) como seguidor leal, mas um pouco pessimista, de Jesus.

A razão pela qual Tomé não estava presente com os discípulos na reunião no dia da ressurreição não foi revelada; dado seu pessimismo, sua ausência poderia ter sido por desânimo. Talvez ele fosse o tipo de indivíduo que prefere lidar com a dor sozinho, em vez de na companhia de outros.

 

“Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! ”

A aparição de Jesus e sua saudação diante deles são registradas quase da mesma maneira que da outra vez (v.19). Essa segunda vez que Jesus apareceu aos discípulos foi acima de tudo para favorecer Tomé, que  estivera ausente quando Jesus apareceu no dia de sua ressurreição (20:19–23).

Nesse dia, os discípulos, ainda em Jerusalém, estavam mais uma vez reunidos (provavelmente na mesma sala) a portas trancadas, presumivelmente “com medo dos judeus” (20:19). Tal como aconteceu no primeiro aparecimento de Jesus aos discípulos juntos, ele apareceu repentinamente no meio deles e os saudou como antes: “Paz seja convosco”.

Embora as portas estivessem trancadas, veio Jesus e pôs-se no meio deles. Nem aqui nem em nenhum outro versículo da Bíblia se explica como Jesus entrou naquela sala. Provavelmente, devemos presumir que Jesus não precisou destrancar as portas; ele apareceu de repente e se colocou no meio deles. Tudo indica que, da mesma forma que o corpo ressuscitado de Jesus traspassou os lençóis do sepultamento, ele traspassou as portas trancadas. O corpo do Senhor já não estava sujeito às limitações terrenas de um corpo físico. De acordo com Lucas 24:37, o aparecimento repentino de Jesus assustou os discípulos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202206_01.pdf

João 19:16

 

JJoão 19:16 “Então, conseqüentemente entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus, e o levaram. “

 

“Então, conseqüentemente entregou-lho, para que fosse crucificado.”

João relata que Pilatos procurava algum meio para soltar Jesus. Todavia os judeus clamavam, dizendo: ”Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César” (v.12).  Assim, todos os esforços de Pilatos para soltar Jesus falharam. A multidão gritara: “Crucifica-o”. Os principais sacerdotes reconheceram César como seu único rei. Pilatos temia que, se soltasse Jesus, os judeus o acusariam de deslealdade a César. Ele não estava interessado no destino de um perturbador da ordem chamado “Jesus”.

Após esse episódio Pilatos conseqüentemente entrega Jesus para que fosse crucificado. Nem João nem os outros escritores dos Relatos do Evangelho registraram que Pilatos pronunciou uma sentença formal, mas ela está implícita no termo traduzido por “entregou-lho”.

Shepard sobre isso comenta: “Tendo constatado que [sua opinião] não prevalecera, Pilatos tomou uma bacia de água nas mãos perante a multidão e disse: ‘Sou inocente do sangue deste justo; façam isto vocês’. Mas Pilatos não poderia fugir do seu senso de responsabilidade... Pilatos tinha consciência de que era um assassino.”

 

“E tomaram a Jesus, e o levaram.”

O texto não informa claramente a quem Pilatos “entregou” Jesus. Fica subentendido que foi para os líderes judeus mencionados em 19:15. Porém os que tomaram Jesus são os soldados romanos encarregados de servirem de carrascos nesta ocasião (19:23), afinal os judeus não tinham autorização para crucificar ninguém.

Lucas 23:25 esclarece que Pilatos “entregou [Jesus] à vontade deles”. Os judeus tencionavam matar Jesus desde os fatos registrados no capítulo 5; por fim, visando satisfazê-los, Pilatos entregou Jesus à vontade deles. Sendo assim, Jesus foi entregue tal como os judeus pediram, e os soldados romanos o crucificaram.

Mais tarde, Pedro diria em Atos 2:23: “sendo este [Jesus] entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós [os judeus] o matastes, crucificando-o por mãos de [romanos] iníquos”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202205_03.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200803_11.pdf

terça-feira, 3 de junho de 2025

Texto Áureo Lição 10: A promessa do Espírito. João 20.22

TEXTO ÁUREO

“ E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” (João 20.22)

Lição 10 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE JUNHO DE 2025 (1 Coríntios 6.18-19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
3 DE JUNHO DE 2025
O ESPÍRITO SANTO HABITA EM NÓS E NOS PURIFICA

1 Coríntios 6.18-19 “Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 


“Fugi da prostituição. “

Por causa da constante tentação da imoralidade sexual, Paulo faz mais do que apresentar razões contra a prostituição. Ele nos ordena que fujamos dela. Usando um imperativo que se aproxima do desespero, o apóstolo insistiu: Fugi [vós] da prostituição. Temos uma ilustração desta reação na vida de José. Ele considerou melhor sofrer na prisão do que entregar-se às tentações da esposa de Potifar e pecar Contra Deus (Genesis 39-7-9).O termo grego usado no Novo Testamento porneia, dá origem às palavras na língua portuguesa: pornô, pornografia etc., mas, possui um sentido muito mais amplo. Significa qualquer tipo de ato sexual considerado pecaminoso, incluindo adultério, prostituição, impureza ou “imoralidade sexual”[NVI] e fornicação[ACRF]. Na verdade, porneia classifica as palavras prostituição e fornicação como sinônimas. No contexto evangélico o termo fornicação passou a ser entendido como a prática não aceita e reprovável do sexo antes do casamento realizada por pessoas solteiras e Prostituição como a prática não aceita de sexo fora do casamento. Contudo, nesse versículo, Paulo usa o termo com os sentidos de “fornicação” e “prostituição”, considerando como prática pecaminosa e extremamente maléfica para a vida cristã. Certamente não são a única maneira de um indivíduo ser imoral; mas Paulo a considerou peculiarmente destrutiva. A fornicação é um pecado singular no sentido de que encarcera o corpo humano.


“Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; ...”

Todo pecado, isto é, qualquer outro pecado, todo ato externo de pecado, é fora do corpo. Os estudiosos concordam que a próxima declaração de Paulo é uma das mais difíceis de se interpretar. O Comentário Bíblico Pentecostal apresenta algumas explicações:

1)        Comparativamente, pecados sexuais são mais graves que outros pecados.

2)        Outros pecados contra o corpo envolvem frequentemente algo que vem de fora do corpo, mas o pecado sexual vem do interior da pessoa.

3)        A primeira parte da sentença é um “slogan” de alguns cristãos coríntios que, em sua arrogância espiritual, sentiam que a categoria de pecado não se aplicava a eles. “Todo pecado que o homem comete é fora do corpo”. Isto se baseia na ideia de que a palavra “corpo” representa o ser por inteiro, a “personalidade”, o mais íntimo do ser; assim sendo, qualquer coisa que seja classificada como pecado não se aplica a este.

4)        Paulo está escrevendo de um modo geral, “livremente”, e não como filósofo moral (Barrett, 150). Barrett cita João Calvino: “Estes outros pecados não deixam a mesma mancha imunda no corpo, como faz a fornicação”.

5)        O “caráter especial” da imoralidade sexual é que o homem remove seu corpo, o templo do Espírito Santo que é “para o Senhor”, da união com Cristo, tomando-o um membro do corpo da mulher (Fee, 262).

 As duas últimas opções parecem apresentar alguns problemas. Porém, não importa como Paulo seja compreendido neste assunto, o ponto principal é óbvio: o corpo é sagrado e é tão valorizado por Deus que Ele o ressuscitará. Esse pecado está intitulado de uma forma peculiar de impureza, poluição, porque nenhum pecado tem tanta torpeza externa em si, especialmente em um cristão.


“...; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. ” 

Mais do que um mero ato, a imoralidade sexual requer o envolvimento do indivíduo como um todo. Uma seção de um documento judaico do terceiro século a.C., identificado como “O Testamento de Simeão, segundo filho de Jacó e Lia”, admoesta: “Guardai-vos da promiscuidade sexual porque a fornicação é a mãe de todos os males; ela separa os homens de Deus e os conduz a Belial”. A prostituição não é apenas detestável a Deus, mas trata-se de um pecado contra o próprio corpo, que Paulo há pouco dissera que é “para o Senhor” (1 Coríntios 6.13). Além disso, o corpo do crente é “o ” templo do Espírito Santo, que nele habita, que é o dom de Deus para nós, porque recebemos o seu Espírito. Pois o Espírito Santo veio habitar, estar não só conosco, mas em nós (João 14.16,17, KJV). Pelo fato de nossos corpos serem seu templo e porque Jesus pagou o preço total de nossa redenção ao derramar seu sangue precioso na cruz do Calvário, pertencemos a Deus (cf. 1 Pedro 1.18,19- “Resgatados [...] com o precioso sangue de Cristo”; Apocalipse 5.9). Só pode haver uma conclusão: Devemos, temos de honrar a Deus com nosso corpo.


“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus,”

Anteriormente, Paulo havia incentivado a unidade da igreja lembrando os cristãos coríntios que eles eram, todos juntos, santuário de Deus: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Coríntios 3:16). O apóstolo não fez distinção entre “santuário de Deus” e santuário do Espírito Santo. As duas expressões são intercambiáveis.

A habitação é uma confirmação de que os crentes estão saturados da presença e do poder do agente que habita. Seja a habitação da fé (2 Timóteo 1:5), de Deus (2 Coríntios 6:16), do Espírito (Romanos 8:11), da Palavra (Colossenses 3:16) ou de Cristo (Colossenses 1:17), está implícito o sentido dessa influência difusa.

O Espírito Santo veio não somente habitar em nós, mas estar em nós: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós (João 14.17). 

O templo literal, segundo sabemos era lugar de santidade, reverência, adoração, consagração, contrição, arrependimento, altar, sacrifício, fogo contínuo, glória e presença de Deus. Assim deve ser a Igreja do Deus vivo.

No contexto atual, o apóstolo estava escrevendo a respeito do corpo literal do indivíduo. Ele estava mostrando que o corpo de uma pessoa não deve ser unido fisicamente com o de uma prostituta.

 

“... e que não sois de vós mesmos?”

Pelo fato de nossos corpos serem seu templo e porque Jesus pagou o preço total de nossa redenção ao derramar seu sangue precioso na cruz do Calvário, pertencemos a Deus (1 Pedro 1.18,19- “Resgatados [...] com o precioso sangue de Cristo”. Só pode haver uma conclusão: Devemos, temos de honrar a Deus com nosso corpo.

A habitação do Espírito é a marca divina de posse ou propriedade. Tanto a igreja coletivamente como o crente individual podem ser chamados “santuário [templo] de Deus” ou “santuário [templo] do Espírito”. Em ambos os casos, o apóstolo julgou ser impensável uma pessoa na qual a Divindade habita unir-se a uma prostituta.

A prostituição não é apenas detestável a Deus, mas trata-se de um pecado contra o próprio corpo, que Paulo há pouco dissera que é “para o Senhor” (1 Coríntios 6.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/7/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

HORTON, I e II Coríntios – Os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

Os Testamentos dos Doze Patriarcas, “O testamento de Simeão, o segundo filho de Jacó”.

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf.

GILBERTO, Antonio. Mensagens, estudos e explanações em I Córintios. Rio de Janeiro. CPAD, 2009.