quarta-feira, 23 de abril de 2025
Texto Áureo Lição 04: Jesus. O Pão da Vida. João 6.48
TEXTO ÁUREO
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE ABRIL DE 2025 (João 6:52)
João 6:52 “Disputavam, pois, os judeus
entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? ”
“Disputavam, pois, os judeus entre si, ”
O
ensino de Jesus, especialmente o verso 51, provocou uma discussão entre os
judeus. A discussão que se levantou entre os membros da congregação foi
acalorada e tumultuada. João diz que eles “disputavam” ou “lutavam entre si” (Atos
7:26). Eles não estavam zangados um com o outro, mas com Jesus por causa da
declaração que acabara de fazer. Eles sabiam que Jesus não estava sendo
literal; não pensaram que ele estivesse falando seriamente de canibalismo. Mas
este era o sentido natural das suas palavras.
Para
eles era uma maneira ofensiva de falar mesmo em termos figurados, era
escandaloso (1 Coríntios 1:23). E se ele estava mesmo falando figuradamente,
não conseguiam entender qual era o sentido figurado das suas palavras.
“...
dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? ”
Defendendo
variados pontos de vista, pois, uns davam uma interpretação, outros davam outra
provavelmente disseram com desdém: Como pode este dar-nos a comer a sua própria
carne?
Será
que é forçado ver nesta discussão uma antecipação das controvérsias perenes nas
quais os cristãos se envolveram em relação ao significado das palavras do
Senhor: “ Isto é o meu corpo, que é dado por vós” (1 Coríntios 11.24)?
A
igreja católica até hoje prega a doutrina da Transubstanciação que afirma a
mudança da substância do pão e do vinho na substância do Corpo e sangue de
Jesus Cristo no ato da consagração. Sendo literal assim, os crentes seriam
então canibais? E quanto ao sangue, seremos “vampiros”? Os judeus eram
proibidos de comer carne com sangue, pois Deus escolheu o sangue para expiação
dos pecados: "A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não
comereis" (Genesis 9.4).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar
do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo
Cristão, 1987.
terça-feira, 22 de abril de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE ABRIL DE 2025 (João 6.41)
João 6.41 “Murmuravam, pois, dele os
judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu.”
“Murmuravam, pois, dele os judeus, ”
Os
oponentes de Jesus são frequentemente identificados como judeus. Embora a
expressão “os judeus” geralmente signifique as autoridades religiosas em
Jerusalém (João 5:18), a referência aqui é à congregação da sinagoga em
Cafarnaum ou a seus líderes. O versículo 59 diz que Jesus falou essas coisas na
sinagoga, embora não saibamos exatamente quando ele mudou de local.
Assim
como seus pais reclamaram no deserto: “Quem
nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça;
e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. Mas
agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos
olhos” (Números 11:4-6), esses judeus murmuravam ao ouvirem as palavras de
Jesus. Em Jerusalém, os judeus da Judéia se queixaram quando Jesus se igualou a
Deus (João 5:18), e, agora, esses judeus galileus também se queixaram – não
tanto porque Jesus afirmou ser “pão”, mas porque ele disse: “Eu sou o pão
que desceu do céu”.
“... porque
dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. ”
Essa
autodeclaração fazia de Jesus não só um profeta semelhante a Moisés, mas um
profeta muito maior do que Moisés. Os judeus simplesmente não podiam aceitar
essa alegação. Em Jerusalém, ele era um visitante, mas na Galileia ele era um
cidadão; isto que chocou seus ouvintes.
Como
um homem, cuja família todos conheciam bem, podia dizer uma coisa destas? Como
ele poderia fornecer e até ser o alimento da imortalidade? Como ele poderia ser
o elo de ligação entre céu e terra. Em outras palavras, estavam dizendo: “Nós
sabemos quem são seus pais, então que direito ele tem de dizer que é do céu?”
Os judeus pensavam que sabiam quem era Jesus, mas desconheciam sua verdadeira
identidade: “E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós
conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu?” (v.42).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar
do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
segunda-feira, 21 de abril de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE ABRIL DE 2025 (João 6.30)
JESUS É A REVELAÇÃO DO PÃO DO CÉU
João 6.30 “Disseram-lhe, pois: Que sinal,
pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu? ”
“Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes
tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? ”
Com
toda probabilidade, a multidão estava começando a entender que Jesus com suas palavras
estava alegando ser o Messias; por esse motivo, pediram-lhe um sinal como prova
dessa alegação. Os judeus, através de toda a sua história, sempre tiveram a
tendência de procurar um sinal sobrenatural, desejando alguma irresistível
prova que despertaria neles a fé invencível, assim como o grego sempre
procurava o raciocínio irrefutável: “Porque os judeus pedem sinal, e os
gregos buscam sabedoria” (1 Coríntios 1.22).
Quando
Moisés se apresentou ao povo como libertador apresentou os sinais que Deus lhe
dera “E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor visitava aos filhos de
Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram” (Êxodo 4.31). Com
a notável multiplicação dos pães e peixes eles já haviam especulado que Jesus
poderia ser “o profeta” semelhante a Moisés: “Vendo, pois, aqueles homens o
milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o Profeta que
devia vir ao mundo” (João 6:14)
Embora
tivessem visto a multiplicação dos pães, eles queriam um sinal ainda mais
espetacular, menosprezando o milagre operado por Jesus e dando a entender que,
se Jesus quisesse que eles o seguissem como sendo maior do que Moisés, teria de
fazer algo comparável ao milagre de alimentar um a nação inteira durante 40
anos, considerado o maior milagre da história dos judeus, o qual o Messias
deveria repetir (v.31).
“Que operas tu?”
No
entanto Jesus entendeu que para esses incrédulos nenhum sinal seria suficiente.
Eles os havia repreendido: “Na verdade, na verdade vos digo que me buscais,
não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes” (João
6:26). E por isso negou um novo sinal.
Jesus
prometeu que os sinais seguiriam aos que nele cressem. Os sinais servem para
levar o povo a glorificar a Deus e não para os convence-los sobre Deus. Jesus
negou apresentar sinal à Herodes na sua audiência com ele (Lucas 23.8). Fariseus
e saduceus também haviam lhe pedido sinal e Ele respondeu: “Uma geração má e
adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta
Jonas” (Mateus 16:4). Está implícito que para crer, Deus nos deixou as Escrituras
e não os sinais.
Quando
o homem rico pediu que Lázaro voltasse dos mortos para converter sua família.
Recebeu de Abraão a seguinte resposta: “Eles têm Moisés e os profetas: que
os ouçam” (Lucas 16,29). A resposta de Abraão refere-se à Revelação especial
de Deus, as Escrituras. Moisés morreu, os profetas também. Jesus se referiu as
escrituras de Lei, Profetas e Salmos (Lucas 24.44). Moisés e os profetas é uma
forma resumida a ser referir a elas.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar
do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf
PEARMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de
Janeiro: CPAD.
domingo, 20 de abril de 2025
Lição 04: Jesus. O Pão da Vida - 2 Trimestre de 2025.
TEXTO ÁUREO
“Eu sou o pão da vida. ” (João 6.48)
“Eu sou o pão da vida. ”
Nosso Senhor quando diz “Eu sou” confirma a sua identidade divina. Há, pelo menos, sete declarações somente no Evangelho de João que autenticam essa identidade divina: 1) “Eu sou o pão da vida” (6.35,48,51); 2) “Eu sou a luz do mundo” (8.12; 9.5); 3) “Eu sou a porta das ovelhas” (10.7,9); 4) “Eu sou o Bom Pastor” (10.11,14); 5) “Eu sou a ressurreição e a vida” (11.25); 6) “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (14.6); 7) “Eu sou a videira verdadeira” (15.1,5).
Ele repete a declaração registrada em João 6:35: “Eu sou o pão da vida”, mas nesse contexto (v.47 a v.50) ele dá uma explicação mais completa acerca disso. Aqueles que comeram o maná no deserto, chamado pelos judeus “o pão do céu, cereal do céu ou pão dos anjos” (Salmo 78.24s)” morreram (v.49). Ao contrário disso, quem come (se apropria crendo) o verdadeiro pão que desce do céu não perecerá (v.50), mas usufruirá da vida eterna (v.47). Embora os que obedecem a Cristo não escapem da morte física (a menos que estejam vivos na volta do Senhor), escaparão da morte espiritual porque a vida espiritual é a conseqüência de ir a Jesus.
Um pão pode ter mais de um sabor. Pode ter mais de uma forma. Pode ser feito com diversos ingredientes. Pode ser barato ou caro. Pode ser mais leve ou mais pesado. Mas sua função mais importante é saciar a fome. É para isso que eles são feitos. Jesus promete saciar a necessidade humana no que concerne às questões da vida e à relação com Deus, ao perdão. A fome que temos de Deus é saciada em Cristo Jesus. Ele não é só o pão vivo em contraste com o alimento perecível, ele é o pão que dá vida, que liberta do poder da morte os que o recebem
As coisas boas desta terra não passam de sombras das realidades eternas. A água natural, que satisfaz a sede do corpo, é apenas um a leve sugestão de Cristo, a Agua Viva, que satisfaz a sede da alma. A videira é fonte de vida e fruição para seus ramos, Cristo, a videira verdadeira é fonte de vida aos seus discípulos. Da mesma forma o pão natural que alimenta o corpo não passa de um imperfeito símbolo de Cristo, o verdadeiro Pão que alimenta a alma.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
sábado, 19 de abril de 2025
João 7.6
João 7.6 “Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda
não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto. ”
“Disse-lhes, pois, Jesus: ”
Os
irmãos de Jesus sabendo da proximidade da festa dos tabernáculos insistiram que
Jesus deixasse a Galileia e fosse para a Judéia. A melhor maneira de entender
“seus irmãos” é que se tratavam dos filhos de José e Maria; nada no Evangelho
sugere o contrário. Marcos 6:3 (Mateus 13:55, 56) menciona quatro filhos –
Tiago, José, Judas e Simão – e menciona “irmãs” (plural). Incluindo Jesus eram
ao todo, pelo menos, sete os filhos de José e Maria.
Eles
viam nessa festa uma oportunidade para Jesus ser fazer mais conhecido. Para os
irmãos parece inacreditável que alguém que tinha certeza de ser o Messias
evitasse intencionalmente a publicidade. Ninguém que deseja ser um personagem
público permanece na obscuridade de um lugarejo do interior, como Jesus.
Todas
as pessoas importantes em Israel, em casa ou fora de casa, provavelmente poderiam
ser encontradas em Jerusalém durante as grandes celebrações da colheita e da
família. Indo a Jerusalém, Jesus realmente se mostraria ao mundo no sentido
mais amplo; Jerusalém é o lugar onde ele precisa “ser levantado", para que
todos sem distinção sejam atraídos a ele.
Embora
os judeus em geral cressem que a vinda do Messias seria, de alguma forma,
notória, Jesus rejeitou a notoriedade. A natureza do desafio dos irmãos de
Jesus é semelhante ao conselho do diabo para Jesus se atirar do pináculo do templo
(Mateus 4:5, 6). Jesus então respondeu:
“Ainda não é chegado o meu tempo, mas o
vosso tempo sempre está pronto. ”
Por
causa da incredulidade de seus irmãos, Jesus explicou o motivo que o fez
recusar o conselho deles de subir à festa. Assim como Jesus dissera a sua mãe
em Caná da Galiléia: “Ainda não é chegada a minha hora" (João 2.4),
ele dá uma resposta semelhante a seus irmãos.
Jesus,
que veio para fazer a vontade do Pai, tomou suas decisões com base no
cronograma de Deus. Por esse motivo, Jesus só iria à festa no tempo adequado
determinado pelo Pai. Quando chegasse a hora ele iria a Jerusalém para “manifestar-se
ao mundo”.
Em
contrapartida a si mesmo ele acrescentou: “o vosso tempo está sempre presente”.
A situação dos irmãos de Jesus era bem diferente da dele. Embora, assim como
todos os demais homens judeus, tivessem o dever de comparecer à festa, o dia
exato em que chegariam tinha pouca relevância; qualquer hora era oportuna, mas
não era assim com Jesus.
William
Barclay disse que “chegar com multidões já reunidas e expectantes
proporcionarias uma oportunidade muito melhor do que chegar logo no início da
festa. Jesus não subiria a Jerusalém “Até que o Pai me mostre sua vontade”
Até lá o tempo de Jesus ainda não estaria cumprido.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar
do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_03.pdf
BARCLAY, William. The Gospel of John - Tradução: Carlos
Biagini.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo
Cristão, 1987.
João 6.41
João 6.41 “Murmuravam, pois, dele os
judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu.”
“Murmuravam, pois, dele os judeus, ”
Os
oponentes de Jesus são frequentemente identificados como judeus. Embora a
expressão “os judeus” geralmente signifique as autoridades religiosas em
Jerusalém (João 5:18), a referência aqui é à congregação da sinagoga em
Cafarnaum ou a seus líderes. O versículo 59 diz que Jesus falou essas coisas na
sinagoga, embora não saibamos exatamente quando ele mudou de local.
Assim
como seus pais reclamaram no deserto: “Quem
nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça;
e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. Mas
agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos
olhos” (Números 11:4-6), esses judeus murmuravam ao ouvirem as palavras de
Jesus. Em Jerusalém, os judeus da Judéia se queixaram quando Jesus se igualou a
Deus (João 5:18), e, agora, esses judeus galileus também se queixaram – não
tanto porque Jesus afirmou ser “pão”, mas porque ele disse: “Eu sou o pão
que desceu do céu”.
“... porque
dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. ”
Essa
autodeclaração fazia de Jesus não só um profeta semelhante a Moisés, mas um
profeta muito maior do que Moisés. Os judeus simplesmente não podiam aceitar
essa alegação. Em Jerusalém, ele era um visitante, mas na Galileia ele era um
cidadão; isto que chocou seus ouvintes.
Como
um homem, cuja família todos conheciam bem, podia dizer uma coisa destas? Como
ele poderia fornecer e até ser o alimento da imortalidade? Como ele poderia ser
o elo de ligação entre céu e terra. Em outras palavras, estavam dizendo: “Nós
sabemos quem são seus pais, então que direito ele tem de dizer que é do céu?”
Os judeus pensavam que sabiam quem era Jesus, mas desconheciam sua verdadeira
identidade: “E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós
conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu?” (v.42).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar
do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
João 6.30
João 6.30 “Disseram-lhe, pois: Que sinal,
pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu? ”
“Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes
tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? ”
Com
toda probabilidade, a multidão estava começando a entender que Jesus com suas palavras
estava alegando ser o Messias; por esse motivo, pediram-lhe um sinal como prova
dessa alegação. Os judeus, através de toda a sua história, sempre tiveram a
tendência de procurar um sinal sobrenatural, desejando alguma irresistível
prova que despertaria neles a fé invencível, assim como o grego sempre
procurava o raciocínio irrefutável: “Porque os judeus pedem sinal, e os
gregos buscam sabedoria” (1 Coríntios 1.22).
Quando
Moisés se apresentou ao povo como libertador apresentou os sinais que Deus lhe
dera “E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor visitava aos filhos de
Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram” (Êxodo 4.31). Com
a notável multiplicação dos pães e peixes eles já haviam especulado que Jesus
poderia ser “o profeta” semelhante a Moisés: “Vendo, pois, aqueles homens o
milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o Profeta que
devia vir ao mundo” (João 6:14)
Embora
tivessem visto a multiplicação dos pães, eles queriam um sinal ainda mais
espetacular, menosprezando o milagre operado por Jesus e dando a entender que,
se Jesus quisesse que eles o seguissem como sendo maior do que Moisés, teria de
fazer algo comparável ao milagre de alimentar um a nação inteira durante 40
anos, considerado o maior milagre da história dos judeus, o qual o Messias
deveria repetir (v.31).
“Que operas tu?”
No
entanto Jesus entendeu que para esses incrédulos nenhum sinal seria suficiente.
Eles os havia repreendido: “Na verdade, na verdade vos digo que me buscais,
não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes” (João
6:26). E por isso negou um novo sinal.
Jesus
prometeu que os sinais seguiriam aos que nele cressem. Os sinais servem para
levar o povo a glorificar a Deus e não para os convence-los sobre Deus. Jesus
negou apresentar sinal à Herodes na sua audiência com ele (Lucas 23.8). Fariseus
e saduceus também haviam lhe pedido sinal e Ele respondeu: “Uma geração má e
adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta
Jonas” (Mateus 16:4). Está implícito que para crer, Deus nos deixou as Escrituras
e não os sinais.
Quando
o homem rico pediu que Lázaro voltasse dos mortos para converter sua família.
Recebeu de Abraão a seguinte resposta: “Eles têm Moisés e os profetas: que
os ouçam” (Lucas 16,29). A resposta de Abraão refere-se à Revelação especial
de Deus, as Escrituras. Moisés morreu, os profetas também. Jesus se referiu as
escrituras de Lei, Profetas e Salmos (Lucas 24.44). Moisés e os profetas é uma
forma resumida a ser referir a elas.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar
do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf
PEARMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de
Janeiro: CPAD.
João 6:52
João 6:52 “Disputavam, pois, os judeus
entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? ”
“Disputavam, pois, os judeus entre si, ”
O
ensino de Jesus, especialmente o verso 51, provocou uma discussão entre os
judeus. A discussão que se levantou entre os membros da congregação foi
acalorada e tumultuada. João diz que eles “disputavam” ou “lutavam entre si” (Atos
7:26). Eles não estavam zangados um com o outro, mas com Jesus por causa da
declaração que acabara de fazer. Eles sabiam que Jesus não estava sendo
literal; não pensaram que ele estivesse falando seriamente de canibalismo. Mas
este era o sentido natural das suas palavras.
Para
eles era uma maneira ofensiva de falar mesmo em termos figurados, era
escandaloso (1 Coríntios 1:23). E se ele estava mesmo falando figuradamente,
não conseguiam entender qual era o sentido figurado das suas palavras.
“...
dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? ”
Defendendo
variados pontos de vista, pois, uns davam uma interpretação, outros davam outra
provavelmente disseram com desdém: Como pode este dar-nos a comer a sua própria
carne?
Será
que é forçado ver nesta discussão uma antecipação das controvérsias perenes nas
quais os cristãos se envolveram em relação ao significado das palavras do
Senhor: “ Isto é o meu corpo, que é dado por vós” (1 Coríntios 11.24)?
A
igreja católica até hoje prega a doutrina da Transubstanciação que afirma a
mudança da substância do pão e do vinho na substância do Corpo e sangue de
Jesus Cristo no ato da consagração. Sendo literal assim, os crentes seriam
então canibais? E quanto ao sangue, seremos “vampiros”? Os judeus eram
proibidos de comer carne com sangue, pois Deus escolheu o sangue para expiação
dos pecados: "A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não
comereis" (Genesis 9.4).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar
do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo
Cristão, 1987.



