sábado, 4 de janeiro de 2025

Genesis 1.1


 

“No princípio”

O relato da criação se abre com a palavra “bereshith” que tem a ver com o princípio da atividade criativa de Deus. A obra da criação não foi feita na eternidade. A eternidade é um atributo exclusivo de Deus: “Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno” (1 Timóteo 6.16). O Criador é sempiterno; a criação, temporal. Ao contrário dos gregos que acreditavam na eternidade da matéria, os hebreus crêem que tudo quanto existe no tempo, foi criado pelo Eterno: “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hebreus 11.3).

Sendo o tempo a duração relativa das coisas, gera-nos a noção de presente, passado e futuro: um período contínuo no qual se sucedem os eventos. Deus, porém, é o que é. Ele não está sujeito a qualquer sucessão de dias ou séculos. Presente, passado e futuro são-lhe a mesma coisa: “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite” (Salmos 90.4). Logo, somente o Eterno poderia criar o tempo. E aqui o tempo é criado.

 

“... criou Deus o céu”

O termo hebraico para Criou (bará) é um verbo que só aceita Deus como seu sujeito no Antigo Testamento; ele sempre descreve um ato criativo de Deus, e não do homem. Sempre significa trazer algo novo à existência, seja sem uma matéria pré-existente (Isaías 43:15, 16; 65:18; Jeremias 31:32).

O termo (Elohim) equivalente a Deus não se trata realmente de um nome pessoal como “Iavé” ou “El Shadai”. Elohim é o plural de Eloah, podendo ser traduzido por “deuses". Segundo Champlin Neste caso o plural é um aumentativo de exaltação, frisando a majestade de Deus e não a idéia de pluralidade de pessoas. Para ele extrair um sentido trinitário é cristianizar demais o texto visto que a Trindade só foi formulada no século II d.C.

Já para Fausset a escolha Elohim por Moisés revela de maneira implicita a Trindade, uma doutrina claramente revelado em outras partes, a saber, que se Deus é um, há uma pluralidade de pessoas na Divindade - Pai, Filho e Espírito Santo, que estavam engajados na obra criadora (Provérbios 8:27 e João 1:3 João 1:10 , Efésios 3:9 , Hebreus 1:2 , Jó 26:13).

Tendo já estabelecido o tempo Deus cria agora o espaço. Ele cria sua própria morada como vislumbramos.  Apesar, dEle não precisa de habitação alguma, pois nem o céu dos céus pode contê-lo: “Mas verdadeiramente habitará Deus com os homens na terra? Eis que o céu e o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que tenho edificado? ” (2 Crônicas 6.18).

Todavia, o Rei do universo delimita um lugar, para nele situar a sua corte. Embora não ocupe a nossa dimensão, a região celeste tem de ser vista como realidade dentro do nosso tempo. Para lá são levadas as almas dos que dormem em Cristo: “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram” (Apocalipse 6.9). Em breve, nós estaremos ali com o Senhor.

Já criados os céus, o Senhor chama os anjos à existência. Assim o salmista descreve a ação divina: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles” (Salmos 33.6). Os seres angelicais também foram criados pelo sopro divino, exatamente como o Senhor procederia com o homem (Genesis 2.7).

O espaço não é sinônimo de vácuo. O Senhor o criou, a fim de conter a sua obra que, embora vastíssima, é finita. Logo, o espaço também é finito: “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hebreus 11.3).

O Criador não se acha limitado quer pelo tempo, quer pelo espaço; a criação, sim. Até os mesmos anjos acham-se condicionados temporal e espacialmente, pois não podem estar em dois lugares ao mesmo tempo.

 

“... e a terra. “

Deus criou a Terra, e pô-la exatamente naquela coordenada espacial, onde se encontra até ao dia de hoje. Nosso planeta, já delimitado pelo tempo e pelo espaço.

Quanto ao método usado por Deus na criação da Terra, há diferença de opinião da parte de dedicados servos de Deus. Há alguém que interpreta Genesis 1.1 como sendo apenas uma declaração preliminar que antecede a narrativa da criação e que registra a maneira de transformar um mundo sem forma, num belo estado de "cosmos", que se teria realizado através de sete longos períodos chamados "dias".

Há outros eruditos que são de opinião que Genesis 1.1 refere-se à criação original do sistema solar no longínquo passado, em estado de perfeição; e que Genesis 1.2 seria uma referência a uma calamidade que sofreu a terra tornada um "caos"; e que a narrativa detalhada que se segue é a descrição dum período de "reconstrução", de seis dias, no qual a terra foi restaurada à sua original ordem de beleza e harmonia.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

ANDRADE, Claudionor. O começo de todas as coisas – estudos no livro de Genesis. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_02.pdf

OLSON, N. Lawrence. O Plano Divino Atraves Dos Seculos. Olson. Rio de Janeiro: CPAD, 1981.

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

Romanos 8.3


FRomanos 8.3 “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; “

 

“Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, “

A lei era incapaz de libertar Paulo da lei do pecado e da morte. Por quê? Porque estava “enferma pela carne”. Paulo não estava dizendo que a lei em si era fraca, pois ela fora dada por Deus. A matéria, porém, com a qual a lei tinha de operar — a carne — era fraca. A humanidade carnal, ou seja, as pessoas dependentes de seus próprios recursos não conseguiam guardar a lei com perfeição. Por causa dessa enfermidade, ou fraqueza, a lei era incapaz de libertar a humanidade.

Ou seja, a lei era limitada pela “carne”. Isto quer dizer que havia algo de errado com a lei? Não. Dave Miller questionou: “Você sai e dá um chute no seu carro porque ele não pode voar? Claro que não. Ele não foi projetado para voar. A lei de Moisés nunca foi projetada para remover pecados. Ela foi projetada para revelar o pecado”.

 

“Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; “

O que era impossível à lei, isso fez Deus. Era impossível à lei libertar as pessoas por causa da carne; Deus libertou as pessoas usando a carne enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado”. Deus “obteve a vitória sobre o pecado no próprio domínio em que ela parecia imperar sem contestação: ‘na carne’.

Aqui há uma referência à encarnação de Cristo: Deus mandou “o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa” (v. 3b). A palavra traduzida por “semelhança” (homoioma) vem de “igual” ou “mesmo” (homo).

Deus não enviou meramente o Seu Filho ao mundo; Ele enviou-O “no tocante ao pecado”, ou
seja, “como oferta pelo pecado”. A expressão “oferta pelo pecado” evoca os animais mortos em sacrifício na época do Antigo Testamento. “A morte do animal sacrificado simbolizava
a seriedade do pecado, assim como indicava a disposição de Deus em repassar o castigo pela transgressão da lei a outro.

O que Deus simbolizou com um animal inocente, Ele cumpriu com o sangue inocente do Seu Filho”. Era “impossível que o sangue de touros e de bodes removesse pecados” (Hebreus 10:4); mas o que era impossível a sangue de animais fazer, o sacrifício de Cristo que valeu por todas as vezes fez (Hebreus 10:10).

Charles Spurgeon alegrava-se com isto: “Deus encontrou um meio de condenar o pecado sem me condenar! ”. Essa é a “provisão divina”. Como é maravilhoso que Deus “não poupou o Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou” (Romanos 8:32)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_06.pdf

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

Dave Miller, sermão apresentado no programa televisivo Truth in Love, Fort Worth, Texas, 2 de fevereiro de 2002.

Romanos 1.3


FRomanos 1.3 “Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, ”

 

“Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, ”

Esse versículo (v.3) e o 4 incluem uma das principais declarações das Escrituras a respeito de Cristo. Primeiramente, Paulo disse aos romanos que Jesus, “segundo a carne, veio da descendência de Davi”.

No que se refere ao lado humano de Cristo, Ele era um descendente do rei Davi (Mateus 1:1), tendo nascido de Maria, uma descendente direta de Davi (Lucas 1:27). Jesus, portanto, era completamente humano. Ao mesmo tempo, Ele era completamente Deus. Ele “foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos” (v. 4a). O contraste dos versículos 3 e 4 é óbvio: no que tange à carne, Jesus era descendente de Davi; mas no que tange ao Seu espírito, Ele era o Filho de Deus.

Usa-se "carne" para designar descendência ou relação humana natural que Cristo é descendente de Davi "segundo a carne". Em 4:1 Abraão é chamado "nosso pai segundo a carne" (i. e., antepassado dos que são judeus de nascimento), enquanto que espiritualmente é o pai de todos os que crêem (Romanos 4:11, 16). Seus descendentes por reprodução física são "filhos da carne", em contraste com "os filhos da promessa" (Romanos 9:8). Os judeus de nascimento são "compatriotas" de Paulo "segundo a carne" (Romanos 9:3), ou simplesmente sua "carne" (Romanos 11:14).

O qual, segundo a carne, veio ("nasceu", RV) da descendência de Davi (da "semente" de Davi). É evidente que a descendência davídica de Jesus fazia parte do conteúdo da pregação e da confissão dos cristãos primitivos. Jesus não parece ter insistido muito nisso, mas não recusou a designação de "Filho de Davi" quando Lhe foi aplicada, por exemplo, pelo cego Bartimeu (Marcos 10:47).

Barclay escreveu: Paulo fala de um Jesus que era real e verdadeiramente homem. Um dos maiores pensadores da Igreja primitiva o resumiu quando disse de Jesus: "Ele se fez o que nós somos, para nos fazer o que Ele é." Paulo pregava a respeito de alguém que não era uma figura legendária de uma história imaginária, que não era um semideus, metade Deus e metade homem. Ele pregava de alguém que era real e verdadeiramente um com os homens que veio para salvar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200809_02.pdf

barclay

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

Lição 1 - Lições Bíblicas Adultos - 1º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE JANEIRO DE 2025 (Hebreus 6.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
4 DE JANEIRO DE 2025
NUNCA DEIXAR DE OBSERVAR OS FUNDAMENTOS DA FÉ CRISTÃ

Hebreus 6.1 “Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, ”

 

Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição,

O autor de Hebreus havia repreendido os leitores por terem que aprender de novo o básico: “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento” (5:12), seus leitores poderiam esperar que ele lhes ensinasse essas coisas mais uma vez.  Em vez disso, ele falou acerca da necessidade do progresso na fé cristã. Afinal, nenhum mestre chegaria a nenhuma parte se cada vez que começa a ensinar tivesse que começar de novo com as verdades básicas do ensino.

A “base” ou a “fundamento” é essencial para a capacidade de qualquer edifício, mas passar todo o tempo lançando uma base seria imprudente. Alguns se atêm tanto aos princípios elementares do evangelho discutindo-os, que perdem os princípios mais elevados contidos na Palavra de Deus (Mateus 23:23).

Entenda-se que isto não é dizer que os elementos básicos do evangelho não devem ser regularmente ensinados e pregados, pois os cristãos a cada nova geração enfrentam o perigo do desvio, se não estiverem bem fundamentados na verdade.

O autor de Hebreus diz então que seus fiéis devem progredir no que ele chama teleiotes. Esta palavra foi traduzida por perfeição, mas em grego teleios — que é o adjetivo — e suas palavras derivadas têm um significado técnico especial.

Pitágoras dividia a seus estudantes em joi manthanontes — os aprendizes — e joi teleíoi — os amadurecidos. Teleiotes não implica um conhecimento e uma perfeição completos, mas sim certa maturidade na fé cristã. O caminho da perfeição deve ser percorrido por aqueles que são sequiosos pelas verdades divinas.

Visto que ninguém senão os “maduros” (v.14) estão aptos a receber e entender as coisas
mais profundas de Cristo era urgente que esses cristãos se deixassem ser conduzidos até a maturidade. Os cristãos conformados acham que tudo já está muito bom; mas aqueles que têm sede de Deus e das verdades que a sabedoria de Deus encerra querem ir sempre adiante, até chegar “a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4.13).

 

“... não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, ”

Não se consegue a maturidade cristã retornando aos padrões dos primeiros estágios da instrução cristã. Para que o edifício espiritual seja concluído é mister ir além dos alicerces - o arrependimento das obras mortas pela fé em Deus!

O arrependimento das obras mortas. A vida cristã começa com o arrependimento; e o arrependimento (metanoia) é literalmente uma mudança de mente. Uma nova atitude para com Deus, os homens, a vida e o eu. Portanto, o arrependimento é a base, o primeiro legislador da vida cristã. Ele estava entre as primeiras coisas pregadas aos que tinham formação judaica em preparação para a vinda do reino (Marcos 1:4, 14, 15; Atos 2:38; 3:19; 5:31). O verdadeiro arrependimento envolve contrição pelo fato de nossos pecados terem ofendido a Deus, juntamente com uma conscientização de que seremos eternamente condenados, se não mudarmos (Lucas 13:3; Atos 17:30-31).

A expressão “obras mortas” não se refere somente a “pecados”, mas sim a todas às obras destituídas do elemento vida, procedente da fé no Deus vivo: "Tudo que não provém de fé é pecado" (Romanos 14:23). Todas as obras do homem em si, à parte de Deus, são “obras mortas”. Kistemaker acreditava que essa mortificação se refere à “purificação de nossa consciência de atos que levam à morte”, incluindo todos os pecados do passado. O pecador precisa deixar todas essas obras quando se converte a Cristo. O sentido de obras mortas então deve ser o mesmo de Hebreus 9.14, que é o de uma consciência limpa e que é alcançada através do arrependimento.

O segundo item básico desta lista é “fé em Deus”. Todas as várias partes do Novo Testamento testificam da necessidade da fé em qualquer abordagem a Deus: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6). Aqui, o significado deve ser a resposta da fé à provisão de Deus. Os hebreus já criam em Deus, mas precisavam se arrepender perante Ele e depois crer em Jesus. Esta epístola apresenta a fé como uma força dinâmica que tem sua ênfase na confiança e na obediência. O caráter desta fé ativa é revelado no capítulo 11.

Tanto o arrependimento quanto a fé eram partes vitais da pregação aos judeus, mas o arrependimento geralmente era mencionado em primeiro lugar (Marcos 1:14, 15; Atos 20:21).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201404_06.pdf

Barclay, William. The Letter to The Hebrews (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

SILVA, Severino Pedro. Epístola aos Hebreus – as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

BOYD, Frank M. Comentário Bíblico Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996. 

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Bibliografia Sugerida - 1° Trimestre de 2025.

Apresentação da Revista - 1° Trimestre de 2025.

Texto Áureo Lição 1: Quando as Heresias Ameaçam a Unidade da Igreja. Heb...

TEXTO ÁUREO

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.”
(Judas 3)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE JANEIRO DE 2025 (Tito 3.10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
3 DE JANEIRO DE 2025
NÃO INSISTIR COM O HEREGE CONTUMAZ

Tito 3.10 “Ao homem hereje, depois de uma e outra admoestação, evita-o,”

 

Ao homem hereje,”

Paulo resumiu a maneira como se deve tratar o herege, ou seja, aquele que, rejeitando a verdadeira fé, julga-se mais sábio e conhecedor do que os demais cristãos. Esses são arrogantes, presunçosos, e se acham “donos da verdade”. O apóstolo demonstra que é perda de tempo ficar discutindo ou argumentando com quem apóstata da fé e se afasta da sã doutrina de Cristo. Os hereges produziam enormes contendas, lançando uns contra outros, provocando desunião e intrigas entre os próprios crentes.

Ele é incisivo e direto quanto ao trato com o herege. A palavra no grego que expressa tal pessoa é hairetikos, que algumas versões chegam a traduzir, simplesmente, por “heréticos” palavra naquele tempo não tinha ainda esse significado. Hairesis significava uma seita, partido ou escola de pensamento e é aplicada no livro de Atos aos saduceus, fariseus e cristãos.

Hairetikos, entretanto, significava faccioso, partidário, aquele que funda ou crê numa heresia, herege, aquele que causa divisões, cismático, seguidor de doutrina falsa.

 

“... depois de uma e outra admoestação, evita-o,”

Os irmãos devem “admoestar” o membro faccioso uma primeira e uma segunda vez: “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão;  Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano” (Mateus 18:15–17). Se essas tentativas não produzirem nenhuma mudança para o bem, os cristãos fiéis devem “rejeitá-lo”.

Ou seja, devemos evitar o espírito faccioso e nos recusar a nos juntarmos a qualquer pessoa ou tendência partidária que divida o corpo do Senhor comprado com o Seu sangue: "E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles" (Romanos 16.17).

Por que essa atitude ousada e decisiva seria tomada contra um membro do corpo do Senhor? Depois de todos os esforços para mudar a mente e o comportamento deste e a sua insistente recusa a entender, tal pessoa está “pervertida” (v.11). E demonstra assim, por si mesma que está condenada.

A conduta e a recusa em mudar o tornam responsável pela própria condenação. É uma situação lamentável, mas, se aquele que deveria seguir as pegadas de Cristo (1 Pedro 2:21–25) persiste nesse padrão, deve ser rejeitado: “Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu”;Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe (2 Tessalonicenses 3:6, 14).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200401_08.pdf


RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo: ABU Editora, 2004. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 2 DE JANEIRO DE 2025 (Tito 1.9)


 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
2 DE JANEIRO DE 2025
ADMOESTANDO COM A SÃ DOUTRINA PARA CONVENCER OS CONTRADIZENTES

Tito 1.9 “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes. ”

 

“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, “

O presbítero tem de se apegar firmemente à fiel palavra, da maneira como foi ensinada. Essa palavra é caracterizada de dois modos. Primeiramente, porque ela é fiel (pistos). E confiável por ser verdadeira e é verdadeira por ser a palavra de Deus, que nunca mente: “a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos” (v. 2).

Em segundo lugar, ela é literalmente “conforme a doutrina (didakê), ou seja, é segundo "o ensino” dos apóstolos: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Efésios 2.20). Isso constituía um conjunto de instruções bem definidas, que em romano Paulo se refere como sendo “a forma de ensino que lhes foi transmitida” e “o ensino que vocês têm recebido”; mas nas Pastorais, alternadamente, Paulo designa como ensino (v. 9; 2.1), “fé” (v. 13), “verdade” (v. 14) e “depósito”. Judas se referia a Doutrina como “a fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas v.3).

 

“...para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes. ”

A esse ensino apostólico, confiável, os candidatos ao presbitério têm que se apegar firmemente e nunca dele se afastar. Por quê? Porque dele precisarão fazer uso em seu ministério de ensino. E que forma o seu ensino terá? Terá dois aspectos complementares, ou seja, admoestar (encorajar) e convencer (refutar).

Encorajar é o aspecto positivo do ensino. Os presbíteros trabalharão certamente com almas carentes — deverão consolar uma, admoestar outra, encher de alegria outra, fortalecer mais esta e instruir aquela — e fazer tudo isso abrindo a Palavra de Deus diante delas.

O aspecto negativo é convencer (Refutar) não é apenas contradizer os oponentes, mas vencê-los pela argumentação. . Para que essa incumbência seja realizada, será necessária a atuação de uma pessoa que tenha uma mente crítica e que seja conhecida por “manejar bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15).

Os contradizentes e desordenados são perigosos, não só para a igreja local, mas para as famílias cristãs. O fato de tais falsos crentes terem espaço para transtornar “casas inteiras” se devia à realidade das igrejas cristãs em seus primórdios. Elas funcionavam, em grande parte, nas residências dos convertidos.

Há quem queira fazer-se de “bonzinho” e “cheio de amor” no trato com os contradizentes e inimigos da liderança. Mas a Bíblia, manual da Igreja por excelência, mostra que, mesmo com amor, deve haver firmeza e determinação, no trato com os desordeiros.

Paulo manda que se deve tapar a boca dos tais; devem ser admoestados, ou advertidos, censurados, repreendidos: “aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância” (Tito 1.11).

Calvino compreendeu perfeitamente essa dupla natureza do ministério de ensino e escreveu: “O pastor precisa ter duas vozes, uma para ajuntar as ovelhas e outra para afastar os lobos e os ladrões. As Escrituras lhe dão o meio de fazer essas duas coisas, e aquele que dela recebeu um ensino sadio terá condições tanto de instruir aqueles que são ensináveis como de refutar os inimigos da verdade. Paulo observa essas duas formas de usar as Escrituras quando diz que tinha que exortar e convencer os contraditores.”

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200401_06.pdf

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo: ABU Editora, 2004. 

CALVINO, John. Commentary on the Epistles to Timothy, Titus, and Philemon. Grand Rapids: Baker, 1979.