sábado, 28 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE SETEMBRO DE 2024 (Gênesis 2.15)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE SETEMBRO DE 2024
DEUS CHAMA HOMENS E MULHERES PARA SEREM RELEVANTES NO MUNDO

Gênesis 2.15 “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ” 


“E tomou o Senhor Deus o homem, “ Depois de Deus ter criado o universo, foi observado que “não havia homem para lavrar a terra(Gênesis 2:8). Deus então criou um jardim: “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:8). Nesse tempo, a ecologia era perfeita. Deus plantou um jardim para colocar o homem nele. Isso só ocorreu depois que o ambiente natural já estava pronto para ser habitado: “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor, e não há outro” (Isaías 45.18). Muitas foram as árvores que brotaram, inclusive “a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal” (Genesis 2.9). A natureza é um presente de Deus ao ser humano, pois é Ele “quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (At 17.25). Por meio dela, Deus nos garante o ar, a água, o sol, a chuva, a germinação das plantas, o fruto e os alimentos necessários à nossa subsistência. Sem a natureza, não haveria vida. Tudo isso são dádivas naturais, fruto da graça de Deus, conforme nos revela o Evangelho: “porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mateus 5.45). Após a disposição dos ecossistemas, o Criador entregou ao homem a sua primeira grande missão:


“...e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ” 

É importante notar que este compromisso do homem com o trabalho assemelha-se a sua criação; e esta, por sua vez, está diretamente relacionada com a necessidade do trabalho. Não só o homem é necessário para completar a criação, mas o trabalho do homem também é necessário. Seu trabalho é tão reflexivo e derivado do trabalho de Deus quanto e seu ser e, por esta razão, é tão importante e digno. Visto que o trabalho é um elemento integral da constituição de Deus do homem como o administrador de sua criação, o trabalho é o resultado da criação e não do pecado. Desse modo, as duas primeiras atividades envolvendo o trabalho de Adão na terra foram “lavrar” e “guardar” o que Deus criara. O primeiro homem foi o primeiro lavrador e guardador que o mundo conheceu. Logo, na criação do homem, no 6º dia, Deus concluiu que não seria bom o homem viver só, então Jeová criou uma “adjutora” para estar ao seu lado, diante da missão a ele confiada. O livro de Gênesis apresenta uma verdade surpreendente – o trabalho fazia parte do paraíso. Um teólogo resumiu tal fato desta maneira: “É perfeitamente claro que o excelente plano de Deus compreendia os seres humanos sempre trabalhando, ou, mais especificamente, vivendo no constante ciclo de trabalho e descanso. O contraste com outras religiões e culturas não poderia ser mais nítido. O trabalho não apareceu após um período dourado de lazer. Ele fazia parte do design perfeito para a vida humana, pois fomos criados à imagem de Deus, e parte de sua glória e felicidade é que ele trabalha, assim como o Filho de Deus, que afirmou: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5.17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RENOVARO, Elinaldo. Tempo, Bens e Talentos: Sendo Mordomo fiel e prudente com as coisas que Deus nos tem dado. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE SETEMBRO DE 2024 (Gênesis 1:27)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE SETEMBRO DE 2024
DEUS CHAMA HOMENS E MULHERES PARA SEREM RELEVANTES NO MUNDO

Gênesis 1:27 “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. “


 “E criou Deus o homem à sua imagem; “ 

Durante a criação do mundo, Deus já tinha feito obras maravilhosas apenas com a sua Palavra; Ele disse “haja luz”, “que a terra produza”, “haja luzes no céu” e tudo ocorreu conforme o seu poder (Genesis 1.3,11,14). Porém, quando formou as pessoas, não houve ordens, como anteriormente. O Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo), em perfeita unidade, decidiu: “Agora vamos fazer os seres humanos” (Genesis 1.26a). Assim, Ele nos formou como a coroa da criação.

A palavra para “homem” nesta passagem é (‘adam), que é o uso genérico do vocábulo hebraico que significa “humanidade” e tornou-se, mais tarde, o nome próprio “Adão” (2:20; 3:17, 21).

O homem foi feito a imagem de Deus (tselem). Tselem, geralmente refere ídolos. Imagens desse tipo eram estritamente proibidas na lei do Senhor (Números 33:51, 52). Gênesis 5:3 usa tselem (“imagem”) em outro sentido de semelhança física, e também inclui o termo demuth (“semelhança”) que ocorre em 1:26. Ao expor as gerações de Adão, o escritor disse: “Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete” (Genesis 5:3). O significado mais natural é que havia uma semelhança espantosa na aparência física do pai e do filho. Ambos os termos, tselem e demuth (semelhança), são usados para exprimir a ideia de que o filho parecia com o pai. Mas em que sentido somos parecidos com Deus?


“...à imagem de Deus o criou; “ 

O homem não é igual a Deus noaspecto físico, mas entre a criação divina, ele compartilha de maneira única dos atributos espirituais,intelectuais e morais de Deus. A compreensão que precisamos ter é que a ‘imagem de Deus’ impressa no homem não é uma característica física. Ou seja, os elementos presentes na existência da humanidade que aludem à imagem de Deus são espirituais, psíquicos e morais. Antes do pecado, o ser humano era plenamente santo e justo, como um reflexo no espelho do seu Criador. Após a queda do homem em pecado (Genesis 3.6,7), essas características foram desfiguradas e só podem ser restauradas por meio da salvação em Cristo.

A imagem de Deus no ser humano também se expressa na autoridade recebida sobre a Criação. No início era assim: não importava quão ferozes e fortes ou sagazes os animais fossem, Adão e Eva teriam domínio sobre eles. Hoje, a humanidade continua tendo autoridade sobre o planeta, a fauna e a flora. Entretanto, é preciso que se compreenda que o Senhor delegou autoridade para uma gestão responsável, visando a preservação da vida (Genesis 1.28,29).


“...homem e mulher os criou. “ 

A natureza espiritual de Deus contrasta com anatureza física do homem. A afirmação “criou Deuso homem à Sua imagem” refere à natureza espiritual de Deus (replicada no homem), enquanto homem e mulher os criou enfatiza a natureza físicado homem.

Visto que o homem e a mulher diferem um do outro física e sexualmente, a imagem de Deus em cada sexo (‘adam, “humanidade”) deve referir outra coisa que não a natureza ou forma física. Nenhuma pessoa pode ser considerada mais semelhante ao Criador que outra. Todos, homem e mulher, tem o mesmo valor diante de Deus. Todos os seres humanos (…) são criados a imagem de Deus.

Se os homens e as mulheres compartilham verdadeiramente da imagem e semelhança de Deus, cada um deles deve ter uma importância e um valor que independem do sexo, raça ou da condição social. Quando o homem compreender verdadeiramente que cada ser humano compartilha comigo da imagem e semelhança de Deus, começarão a deixar de lado os preconceitos que orientam o comportamento humano. Aprenderemos a ver as mulheres como pessoas, e a apreciar tudo o que elas tiverem para oferecer como contribuições na família, no local de trabalho e na igreja.

Que nos tornemos daltônicos, e deixemos de lado categorias como preto e branco, rico e pobre, e começamos a tratar todas as pessoas que eu encontrar com respeito e afeição. Quando isso acontecer, teremos enfim aprendido esse ensinamento e começado a compreender quão preciosos os outros são para o Deus que os criou, e que me criou.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RICHARDS, L. O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

MARTINS, Thaís de Paula. A História da Salvação – (Adolescentes) 1° Trimestre. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_02.pdf

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 27 DE SETEMBRO DE 2024 (1 Coríntios 10.31)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
27 DE SETEMBRO DE 2024
TUDO O QUE FIZERMOS DEVE SER FEITO PARA A GLÓRIA DE DEUS

1 Coríntios 10.31 “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.”

 

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa,”

Portanto introduz o princípio que resume todo o discurso. O apóstolo resumiu suas admoestações sobre “coisas sacrificadas a ídolos” iniciadas em 8:1 com dois imperativos (comais e bebais).

Podemos comer e beber de tudo que nos é oferecido: “Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência” (1 Coríntios 10.25); “E, se algum dos infiéis vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência” (1 Coríntios 10.27).

Fazendo assim Deus será glorificado: O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus” (Romanos 14.6). Afinal tudo foi feito por Deus para proveito nosso: “Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude” (1 Coríntios 10.26).

A única exceção seria a informação: “por causa da consciência”. Se o cristãos soubesse que o que lhe oferecesse era oferecido também aos ídolos deveriam se abster. Naturalmente quem servia a ídolos se ofenderia com a recusa do cristão de comer ou beber em seus templos.

Nem sempre é possível evitar ofensas, mas os cristãos precisam tentar evitar criar barreiras entre eles mesmos e os incrédulos. Para Martinho Lutero, a interpretação das Escrituras se resumia na idéia de “tudo o que comunica ou divulga Cristo”. O sentido é semelhante ao desejo de Paulo de que os crentes “fizessem tudo para a glória de Deus”.

 

“... fazei tudo para glória de Deus.”

A glória de Deus é o alvo principal. O que quer que você beba, coma ou faça, faça “tudo para a glória de Deus”. Nossa adoração a Deus, nossa glorificação a Ele, não deve ser limitada pelo que fazermos nos cultos da igreja. Tudo deve ser feito em espírito de adoração a nosso Senhor, com o desejo de exaltá-lo.

Não devemos considerar tanto o nosso próprio prazer e interesse quanto o avanço do Reino de Deus entre os homens. Note que um cristão deve ser um homem devotado a Deus e de espírito público.

O propósito de glorificar a Deus era incompatível com comer e beber a mesa dedicada a demônios: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Coríntios 10:20,21).

Deus já declarou que a sua glória Ele não a dá a outrem (Isaías 42.8; 48.11). Como estamos glorificando a Deus no nosso serviço para Ele? Ele é o único "Rei da Glória" (SaImo 24.7-10).

Nada deve ser feito contra a glória de Deus e contra o bem de nosso próximo, nada deve ser feito por nós para ofender a ninguém, “nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus” (v. 32). Pois, isso não glorificaria a Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/09/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD.

GILBERTO, Antonio. Mensagens, estudos e explanações em I Córintios. Rio de Janeiro. CPAD, 2009.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201703_04.pdf

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 26 DE SETEMBRO DE 2024 (Ester 10.3)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
26 DE SETEMBRO DE 2024
MARDOQUEU É ENGRANDECIDO COMO O SEGUNDO MAIOR DO REINO

Ester 10.3 “Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande entre os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, procurando o bem do seu povo, e proclamando a prosperidade de toda a sua descendência.”


“Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande entre os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos,”

O Livro de Ester conclui com um breve capítulo (10) contando as realizações do “judeu Mardoqueu”. O texto serve como uma espécie de fim, fornecendo alguns últimos detalhes e explicações. Ele provê um “final feliz” – ou pelo menos um “final feliz enquanto Mardoqueu continuou no poder” – para uma narrativa em que todos os judeus enfrentaram o perigo de serem aniquilados.

Nesse versículo o autor elogia o judeu Mardoqueu dando detalhes de seus feitos. Primeiro no Império Persa, ele foi o segundo depois do rei Assuero. Quem teria esperado que os exilados judeus tivessem um representante em posição de tanta influência? Segundo ele entre os judeus, ele foi grande e popular (estimado pela multidão de seus irmãos). A NVI diz que ele “era homem importante entre os judeus e foi muito amado por todos os judeus”

 

“... procurando o bem do seu povo, e proclamando a prosperidade de toda a sua descendência.”

Mardoqueu trabalhou arduamente em favor dos judeus de todas as províncias, procurando o bem-estar deles e representando-os nas suas interações com o governo do reino. O seu interesse não era promover a sua vantagem própria, mas o bem estar: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Filipenses 2.4).

“Prosperidade” vem do hebraico (shalom), e significa prosperidade de todos os tipos, saúde, segurança, abundância material e bons relacionamentos. Ao lutar pela shalom do seu povo, Mordecai também contribuiu para a shalom do império.

Através da derrota das más intenções de Hamã, todo o império entrara em uma era de paz e bem-estar, abençoado através dos descendentes de Abraão (Genesis 12:3), embora bênçãos ainda mais profundas fizessem parte do propósito dessa profecia, que tem longo alcance.

A maioria dos tradutores entende que a palavra hebraica traduzida como descendentes  se trata do povo de Mordecai – a nação judaica – e não dos descendentes consangüíneos do próprio Mardoqueu.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR


25/09/2024

FONTES:

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_11.pdf

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE SETEMBRO DE 2024 (Ester 9.28)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE SETEMBRO DE 2024
O ESTABELECIMENTO DA FESTA DE PURIM, UMA FESTA COMEMORATIVA DE LIVRAMENTO

Ester 9.28 “E que estes dias seriam lembrados e guardados em cada geração, família, província e cidade, e que esses dias de Purim não fossem revogados entre os judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua descendência.”

 

“E que estes dias seriam lembrados e guardados em cada geração, família, província e cidade,”

Mardoqueu para comemorar a preservação dos judeus da Pérsia da destruição que lhes sobreviria por intermédio da conspiração de Hamã, enviou cartas a todos os judeus que se achavam nas províncias do rei Assuero para que guardassem esses dias. Eles deveriam ainda dar banquetes de alegria, presentes uns aos outros e dádivas aos pobres (v.22).

Esses dias se refém aos dias catorze e quinze do mês de Adar (v.21). Dias estes que os judeus tiveram livramento dos seus inimigos. Pois, nesses dias Deus havia transformado tristeza em alegria (v.22). Esses dois dias deveriam ser lembrados e comemorados em cada geração independente do lugar em que os judeus habitassem.

 

“... e que esses dias de Purim não fossem revogados entre os judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua descendência.”

Esses dias ficaram conhecidos como Purim pelo fato de Hamã ter lançado “Pur”, ou seja, sortes para determinar o dia do extermínio dos judeus. O livro de Ester que se encontra entre os livros chamados “Megilloth” (Cinco rolos) na Bíblia hebraica é lido todos os anos por ocasião dessa festa.

Mardoqueu escreveu ainda para que esses dias não fossem revogados ou esquecidos entre os judeus para que jamais fossem esquecidos. Habacuque orou a Deus para que as próximas gerações não esquecessem da sua obra: “Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida” (Habacuque 3.2).

Era necessário o aviso, pois acontecia das gerações desprezarem as obras passadas: “E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel” (Juízes 2.10).

O verso 27 acrescenta que naqueles dias a ordem de Mardoqueu foi cumprida cabalmente: “Confirmaram os judeus, e tomaram sobre si, e sobre a sua descendência, e sobre todos os que se achegassem a eles, que não se deixaria de guardar estes dois dias conforme ao que se escrevera deles, e segundo o seu tempo determinado, todos os anos”.

A festa sempre foi popular entre os judeus, como Flavio Josefo atesta, e a sua celebração continua até o presente. Gerações posteriores começaram a observar apenas um dia (14). O dia anterior (13) é conhecido como o Jejum de Ester em comemoração ao jejum de Ester antes de comparecer à audiência com o rei em favor dos judeus (Ester 4,15,16).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE SETEMBRO DE 2024 (Daniel 6.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE SETEMBRO DE 2024
ESSA É A LEI DOS MEDOS E DOS PERSAS QUE REMONTA AO REI ASSUERO

Daniel 6.8 “Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.”

 

“Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado,”

O Rei Dario, o medo, constituiu sobre o seu reino cento e vinte príncipes e sobre eles colocou três presidentes, dos quais o profeta Daniel era um (v.1-2). O profeta Daniel sobrepujava aos outros presidentes e príncipes, pois nele havia um espírito excelente (v.3), pois procurava a agradar a seu Deus mais do que aos homens.

Os opositores de Daniel odiaram-no não porque ele praticara o mal, mas porque ele praticara o bem. Eles bajularam e se tornaram hipócritas para alcançar o fim que desejavam a morte de Daniel. Eles agiram em surdina, maquinaram nos bastidores, tramaram na escuridão. Lopes escreveu: “Os que andam na verdade perturbam os que vivem no engano. O íntegro é uma ameaça aos corruptos”.

Então estes presidentes e príncipes foram juntos ao rei, e disseram-lhe assim: “Ó rei Dario, vive para sempre! Todos os presidentes do reino, os capitàes e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões” (Daniel 6.6-7).

Eles bajularam o rei para que ele sem intenção condenasse Daniel a cova dos Leões.

 

“... conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.”

Eles reivindicam a lei dos medos e dos persas, dizendo que “ela não se pode revogar”. Essa parte do versículo tornou-se famosa e muito repetida, como um provérbio que indica coisas imutáveis. Nos versos 12 e 15 essa afirmação é reiterada: “Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar” (Daniel 6.15).

Em Ester 1:19 e 8:8 pressupõe que a lei persa não podia ser alterada, e Montgomery cita um exemplo no reinado de Dario 111 (336-331 a.C.), em que este rei condenou à morte um homem que sabia ser inocente: “imediatamente ele se arrependeu e se lastimou, por ter errado grandemente; mas não era possível anular o que havia sido feito com autoridade real” . Há razão, portanto, para levarmos a sério a imutabilidade das leis decretadas peio regime medo-persa.

Esse fato é sem sombra de dúvida, digno de louvor em termos de lei - ou seja, que sua autoridade é sacrossanta e que elas continuam em vigor e permanecem exercendo efeito; pois quando as leis começam a variar, muitas pessoas passam a sofrer injustiças; e nenhum direito individual estará incólume senão quando a lei é perpétua.

Assim com o Cristo também diz: “Passarão o céu e terra, minhas palavras, porém, não passarão”; em outras palavras, “nunca se tornarão sem efeito”

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/9/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PARKER, T.H.L. Prefácio à versão inglesa do Comentário de Daniel. João Calvino, O Profeta Daniel: 1-6. São Paulo: Parakletos, 2000.

CHAMPLIN, Norman.O Novo Testamento Interpretado: Versículo Por Versículo, Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2001.

BALDWIN, Joyce G. Daniel – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1983.

 

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE SETEMBRO DE 2024 (Ester 8.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE SETEMBRO DE 2024
O DECRETO DO REI ASSUERO NÃO PODIA SER REVOGADO

Ester 8.8 “Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar.”

 

“Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, e selai-o com o anel do rei;”

Além de entregar toda a casa de Hamã a rainha Ester. O rei também disse a ela e ao seu primo Mardoqueu que ele salvaria os judeus da calamidade que os aguardava, permitindo que Ester e Mardoqueu escrevessem o que desejassem em nome do rei. A expressão como bem vos parecer significa literalmente “segundo for bom aos seus olhos”.

O fato de o imperador confiar à redação do documento a outros condiz com seu comportamento em todo o livro. Ele havia confiado a Hamã, o agagita: “Então tirou o rei o anel da sua mão, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus” (Ester 3.10).

O anel o Rei era um símbolo de autoridade real, o selo de poder executivo, e nos tempos antigos era usado no lugar de uma assinatura à pena para selar documentos oficiais. Esse objeto reconhecido por todo o império agora estaria sobre o poder do judeu Mardoqueu.

 

“... porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar.”

O Rei Assuero estava de mãos atadas por causa do regulamento de que a lei do rei não podia ser alterada nem revogada (Ester 1:19; Daniel 6:8, 12, 15) – um princípio que aparentemente fazia parte do fundamento do império.

Embora fosse impossível para o rei recuar de qualquer palavra que havia sido expedida em seu nome, o mesmo efeito podia ser conseguido por um edito posterior, semelhantemente autenticado. Ele tinha suas formas e meios de fazer valer a sua vontade. Apesar de não compreender o que estava agora fazendo cumpria ele a vontade do rei dos reis: “Como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina” (Provérbios 21.1).

O decreto que escrevessem, assim como o decreto original, não poderia ser revogado. O rei não especificou o que deveria ser escrito no decreto; mas é provável que ele tivesse em mente a solução encontrada na carta escrita por Mardoqueu. De fato, se a lei inicial era irrevogável, seria difícil imaginar outro meio de salvar os judeus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/9/2024

FONTES:

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_09.pdf

domingo, 22 de setembro de 2024

Lição 13 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2024 - CPAD

Texto Áureo Lição 13 - Ester, a Portadora das Boas-Novas. Ester 8.16

Lição 13: Ester, a Portadora das Boas-Novas – 3 Trimestre de 2024

TEXTO ÁUREO

“E para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra.” (Ester 8.16)

 

“E para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra.”

Apenas alguns dias atrás tínhamos Mardoqueu em panos de saco e todos os judeus em profundo pesar: “E em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegava, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos estavam deitados em saco e em cinza” (Ester 4.3), mas eis que sobrevêm uma abençoada mudança, Mardoqueu em púrpura, honrado, e os judeus em alegria: “Tornaste o meu pranto em folguedo; desataste o meu pano de saco, e me cingiste de alegria” (SaImo 30.11).

Eles, que há pouco se encontravam sob uma nuvem tenebrosa, abatidos e humilhados, agora tinham alegria, e gozo, banquetes e dias de folguedo. Não tivessem corrido riscos e aflições, não haveria ocasião para o grande júbilo que agora experimentavam. E deste modo que o povo de Deus às vezes sai semeando em lágrimas, e sega com tanto maior alegria. O súbito e estranho caráter dessa reviravolta muito acrescentou ao seu regozijo. Estavam eles como os que sonham; então a nossa boca se encheu de riso (SI 126.1).

Esse versículo acompanhado dos versos 15 e 17 á a antítese de Ester 3:14-15, onde o efeito do edito de Hamã havia causado consternação geral. O contraste entre a recepção deste decreto e o de Hamã ficou particularmente marcado entre os judeus. Em lugar de lamentações, jejum, choro e lamentos (Ester 4:3), houve felicidade, alegria, regozijo e honra. Literalmente a palavra traduzida como “felicidade" é “luz", cujo uso simbólico já estava bem estabelecido.

Também em toda a província, e em toda a cidade, aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria e gozo, banquetes e dias de folguedo” (Ester 8.17). Todos os habitantes que souberam das novas tiveram que confessar: “então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes” (Salmo 126.2)

Em todo o império, os judeus celebraram a proclamação do decreto realizando banquetes e festas. Essas celebrações anteciparam a Festa do Purim, que teria início após os judeus vencerem seus inimigos (Ester 9:16–32).

Um olhar cínico pensaria que os judeus estavam celebrando prematuramente. Afinal, ainda não tinham derrotado os inimigos. No dia marcado, a despeito de seus melhores esforços, ainda poderiam ser motivo de chacota. Essa possibilidade não parece ter incomodado os celebrantes. Ter direito à defesa deu-lhes esperança e talvez a fé em Deus os fez confiar na vitória final.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/9/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_09.pdf