sábado, 27 de julho de 2024

Ester 3.13

 

Ester 3.13 “E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.”

 

“E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei,”

O decreto foi direcionado a todos os líderes do império, dos grandes (os sátrapas do rei) aos menores (os príncipes, ou oficiais locais). Dois fatos sobre esse edito são enfatizados:
1) Ele foi enviado a todo o império (a todas as províncias e aos príncipes de cada povo... na sua própria língua) e afetaria, por tanto, todos os judeus por toda a parte.
2) Apesar de escrito por Hamã, ele foi publicado em nome do rei e selado com o anel dele. Ele possuía a força de umalei real, imutável

O decreto foi enviado, por intermédio dos correios, a todas as províncias do rei. Essa atuação do eficiente sistema postal do Império Persa concorda com o que se acha em 1:22, e o mesmo sistema é mencionado novamente em 8:10 e 14: “Os correios, sobre ginetes velozes, saíram apressuradamente, impelidos pela palavra do rei; e esta ordem foi publicada na fortaleza de Susã”.

O império persa foi o primeiro a estabelecer o sistema de correios, que possuía autoridade para requisitar para este serviço público, cavalos, portadores e alimentos dentre as populações civis que achassem no seu caminho. Esse costume é aludido em Mateus 5.41: “E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas”. Heródoto escreveu: "Nenhum mortal viaja tão rapidamente como esses mensageiros persas”.

 

“... para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres,”

No dia treze do primeiro mês (nisã, ou março/abril), os secretários do rei foram chamados para colocar o decreto na forma escrita. Faltavam onze meses para a data em que Hamã pretendia efetuar o massacre dos judeus.

Imagine a cena? Hamã ordenou a aniquilação de todos os judeus em cada uma das 127 províncias do reino. Ele colocou por escrito o plano de extermínio e selou-o com o anel do rei, no primeiro mês do ano, mas o mesmo não devia ser executado até o duodécimo mês. Deixe que vivam atormentados, sabendo o que os aguarda, deve ter sido o seu pensamento. Ele não só queria m atá-los, como também torturá-los.

O decreto foi promulgado em cada província... a todos os povos, o convite para se unirem na matança dos judeus evidentemente estava sendo oferecido a todos. Tendo em vista os fatos relatados no capítulo 9, o leitor pode inferir que o convite foi aceito pelos inimigos dos judeus.

No decreto estava determinado para que “Destruíssem, matassem e aniquilassem', esta expressão tríplice é uma característica estilística de documentos legais e expressa “a predileção milenar da oficialidade por terminologia legislativa que sobreviveu às eras, nos Estados Unidos dos dias atuais (e poderíamos acrescentar, no Brasil) não menos do que na antiga Pérsia.” A mesma coisa acontece com o que se segue, embora se devesse pensar que todos os judeus, moços e velhos excluísse mulheres e crianças. Contudo, nesta pena de morte elas foram incluídas especificamente.

Profundamente afetada por essa notícia, Ester mais tarde apelaria ao marido: “Fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e aniquilarem de vez” (7:4)

 

“... em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.”

A nova lei afirmava que isso deveria acontecer no dia treze do duodécimo mês [adar, ou fevereiro/março]. Esse dia especifico foi escolhido pacientemente por Hamã através de sorte, o Pur.: “No primeiro mês (que é o mês de Nisã), no ano duodécimo do rei Assuero, se lançou Pur, isto é, a sorte, perante Hamã, para cada dia, e para cada mês, até ao duodécimo mês, que é o mês de Adar” (Ester 3.7).

Além disso, os bens dos judeus deveriam ser saqueados; os que os matassem poderiam saquear-lhes os bens. A perspectiva de adquirir riqueza transformou isto numa proposta atraente. Por todo o império, os judeus e seus inimigos se prepararam para a chegada do dia fatal, o dia treze de adar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_04.pdf

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

SWINDOLL, Charles R. Ester: uma mulher de sensibilidade e coragem - tradução de Neyd Siqueira. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Salmo 128.6

 

Salmo 128.6 “E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.”

 

 “E verás os filhos de teus filhos,”

Os homens que temem ao Senhor e andam nos seus caminhos vivem suas jovens vidas novamente, em seus netos. Salomão não disse que “Coroa dos velhos são os filhos dos filhos”? (Provérbios 17.6) E realmente, isto é verdade. O homem bom se alegra porque uma descendência piedosa provavelmente terá continuidade; ele se alegra na crença de que outras casas, tão felizes como a sua, serão edificadas, em que altares para a glória de Deus arderão com o sacrifício da manhã e da tarde.

George Swinnock escreveu: Senhor, que a tua bênção assim acompanhe os meus esforços, que todos os meus filhos possam ser Benaia, edificação do Senhor, e então todos serão Abner, a luz de seu pai; e que todas as minhas filhas possam ser Bitia, filhas do Senhor, e então todas serão Abigail, a alegria de seu pai.

Esta promessa sugere vida longa, e esta vida será feliz, com uma continuidade na nossa descendência. É um sinal da imortalidade do homem o fato de que ele se alegra pela extensão da sua vida através da vida dos seus descendentes.

 

“... e a paz sobre Israel.”

Com estas doces palavras, o salmo 125 foi concluído. Esta é uma fórmula favorita. Que a herança de Deus esteja em paz, e nós estaremos satisfeitos com isto. Nós consideramos como nossa própria prosperidade que os escolhidos do Senhor encontrem repouso e tranqüilidade.

A vida de Jacó foi extremamente agitada e conheceu pouca paz; mas o Senhor o libertou de todas as suas tribulações, e o trouxe a um local de descanso, em Gósen, por algum tempo, e posteriormente, o levou para dormir com seus pais na cova de Macpela. A gloriosa Semente de Deus foi terrivelmente afligida e, por fim, crucificada; mas Ele ressuscitou para a paz eterna, e na sua paz habitamos.

Os descendentes espirituais de Israel ainda compartilham das suas condições angustiantes, mas resta um repouso também para eles, e eles terão paz, do Deus da paz. Israel foi um suplicante nas suas orações nos dias da sua aflição, mas se tornou um príncipe vitorioso, e nisto a sua alma encontrou paz. Sim, é verdade - “Paz sobre Israel! Paz sobre Israel!”

Alexander Henderson citando um famoso clérigo escocês disse: “‘Paz sobre Israel’. A grande bênção da paz, que o Senhor prometeu ao seu povo já nesta vida (pois quando o Senhor concede misericórdia a alguém, Ele também concede paz; a paz e a graça são inseparáveis), esta paz, eu digo, não consiste no fato de que o povo de Deus não tenha inimigos; não, pois existe uma inimizade imortal e incessante contra eles. Nem a sua paz consiste no fato de que os seus inimigos não os atacarão, nem consiste no fato de que os seus inimigos não os perturbarão nem afligirão. Nós apenas nos enganamos se, enquanto estivermos nesta nossa peregrinação, e na nossa batalha aqui, nos prometermos uma paz deste tipo; pois enquanto nós vivermos neste mundo, ainda teremos inimigos, e estes inimigos irão nos atacar, perseguir e afligir”.

Não podemos nos esquecer que somos portadores de uma paz diferente do mundo: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14.27). Uma paz que não cessa, pois faz parte do fruto que Deus concede aos que recebem seu Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gálatas 5.22).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume 3. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. (William Gumatt, Thomas Watson e Christopher Love)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 27 DE JULHO DE 2024 (Jó 14.7)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
27 DE JULHO DE 2024
QUANDO A ESPERANÇA BROTA EM MEIOS ÀS TORMENTAS DA VIDA

Jó 14.7 “Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.”

 

“Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará,”

Todo homem moribundo certamente refletirá sobre a morte, pois a enfermidade propositalmente o lembrará dela. Aqui Jó fala o que pensa sobre ela, pois está nessa condição. Enquanto meditava Jó observou a árvore. É possível uma árvore cortada, se renovar e tornar a brotar rebentos do seu tronco. Há esperança para ela.

A palavra esperança significa, entre outras coisas, a expectativa de se auferir algum bem ou benefício futuro. No âmbito das Sagradas Escrituras, é a certeza do cumprimento das promessas que nos foram feitas por Deus: “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós  (2 Coríntios 1.20).

Se o corpo da árvore for cortado, e somente o tronco ou toco for deixado no solo, ainda que possa parecer morto e seco, brotará, e surgirão novos renovos, como se tivessem sido recém plantados. Mas o homem não tem esta esperança de retorno à vida. O que ele deseja dizer é que o homem é inferior à árvore, que é cortada e revive, enquanto o homem não.

Isso não nega uma vida futura, mas um retorno à condição atual da vida. Jó claramente espera por um estado futuro. Ainda assim, é apenas uma esperança vaga e trêmula, não uma garantia; pois Jó não possuía uma revelação da vida futura como temos hoje em Cristo: “E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho” (2 Timóteo 1:10).

Exceto o único vislumbre brilhante em Jó 19.25-26 “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus”.

 

“... e não cessarão os seus renovos.”

Swindoll escreveu: Quando você limpa um campo, o lenhador experiente irá aconselhá-lo a remover os tocos. Não os deixe no solo. Se deixar um toco, ele logo brota quando a chuva cai. A árvore vai voltar; até o arbusto crestado volta a ficar verde. As plantas e as árvores são assim. A umidade da terra e a chuva do céu são de certa forma, percebidas pelo toco de uma árvore, e têm uma influência para revivê-lo: “Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta” (Jó 14.9).

Elas se renovarão abundantemente como foi renovada a vara seca de Arão: “Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas” (Números 17.8).

No sonho de Nabucodonosor, quando o fato de ser privado do uso de sua razão foi representado pelo corte de uma árvore, o seu retorno à razão foi representado pelo deixar do tronco na terra, com cadeias de ferro e de bronze, para ser molhado pelo orvalho do céu: “Mas deixai na terra o tronco com as suas raízes, atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais na erva da terra (Daniel 4.15).

Todos os que meditam de dia e de noite na Palavra de Deus serão como árvores renovadas: “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará” (Salmo 1.3).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no livro de Jó – uma interpretação do sofrimento humano. Rio de Janeiro: Juerp, 1979.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202102_04.pdf

SWINDOLL, Charles R. Jó: Um homem de tolerância heroica - São Paulo: Mundo Cristão, 2004.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico –Livros Poéticos:  Rio de Janeiro, CPAD.

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

sexta-feira, 26 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 26 DE JULHO DE 2024 (Gálatas 6.7)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
26 DE JULHO DE 2024
A INFLEXÍVEL LEI DA SEMEADURA DA VIDA

Gálatas 6.7 “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. “ 


Contexto

O apóstolo Paulo está chegando ao final de sua carta. Seus temas principais já foram apresentados. Tudo o que resta são algumas advertências finais. À primeira vista, essas instruções e exortações parecem estar muito frouxamente ligadas entre si. No entanto, um exame mais detalhado, revelará o elo de ligação. É justo que os crentes, uma vez tendo recebido instrução espiritual de seus mestres na fé, contribuam materialmente em favor destes (v. 6). 

De acordo com a semeadura, assim será também a colheita. Se plantais a semente de vossas cobiças egoístas, se semeais no campo da carne, obtereis um a colheita corrupta. Mas se semeais na boa terra do Espírito, obtereis um a colheita de vida eterna”. Tendo como base o fato de que o princípio da semeadura é implacável, Paulo exorta os gálatas a não se cansarem de fazer o bem, principalmente aos domésticos da fé (vv. 9 e 10). É a explicação do grande princípio da semeadura e da colheita que será apresentado no versículo 7:


“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; “ 

Paulo começa com uma advertência para que não se enganem, não errem. Essa advertência serve para preparar a ideia seguinte, que é uma lei imutável. A possibilidade de se enganar é mencionada diversas vezes no Novo Testamento. (1 Coríntios 15.33) “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”. Jesus disse que o diabo é um mentiroso e o pai da mentira, e advertiu os seus discípulos contra a possibilidade de serem enganados. João nos adverte, na sua segunda epístola, que “muitos enganadores têm saído pelo mundo fora”; Paulo nos roga, em sua carta aos Efésios: “ Ninguém vos engane com palavras vãs”. Já em Gálatas ele pergunta aos seus leitores: “Quem vos fascinou? ” (3:1) e fala ainda da pessoa que “ a si mesma se engana” (6:3). 

Afinal, muitos se tem enganado acerca desta inexorável lei da semeadura e da colheita. A palavra grega para escarnecer tem um sentido de “torcer o nariz”, “tratar despercebidamente”, “ridicularizar” conforme escreve Salomão ““O filho sábio alegra seu pai, mas o homem insensato despreza a sua mãe” (Provérbios 15.20). A ideia é tornar Deus ridículo mediante a defraudação e o não cumprimento da sua vontade. Deus não é do tipo suscetível à zombaria. Torna-se extremamente fútil tentar zombar dEle. 

O que o apóstolo diz aqui é que os homens podem enganar a si mesmos, mas não podem enganar a Deus. Embora pensem que podem escapar desta lei da semeadura e colheita, eles não podem. Podem até continuar semeando suas sementes e fechando os olhos às consequências, mas um dia o próprio Deus vai fazer a colheita.


“...porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. “ 

Este é um princípio de ordem e coerência que se acha inscrito em toda vida, material e moral. A agricultura, por exemplo. Depois do dilúvio, Deus prometeu a Noé que, enquanto houvesse terra, haveria “ sementeira e ceifa”, isto é, a semeadura e a colheita não teriam fim: “Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão” (Genesis 8:22). 

Se um lavrador deseja ter colheita, deve semear a semente no seu campo; caso contrário, não haverá colheita. Além disso, o tipo de colheita que ele vai obter é determinado de antemão pelo tipo de semente que ele semeia. Isso acontece com a natureza, a qualidade e a quantidade. Se ele semear cevada, vai colher cevada; se semear trigo, colherá trigo. Semelhantemente, uma boa semente produz uma boa colheita, e uma semente ruim produz uma colheita ruim. Além disso, se ele semeia com abundância, pode esperar uma colheita abundante; mas se semeia parcamente, também vai colher parcamente: “E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (2 Coríntios 9:6). 

Reunindo tudo, podemos dizer que se um lavrador deseja uma safra abundante de um a determinada semente, então, além de semear a semente adequada, esta deve ser boa e tem de ser semeada com abundância. Só assim ele pode esperar uma boa colheita. O homem colherá o que semeou. Deus deixa que o homem lavre sua sorte com as próprias mãos (livre arbítrio). Ele concede liberdade ao homem para semear onde queira, e, portanto, para colher o que queira. Exatamente esse mesmo princípio opera na esfera moral e na espiritual. Quem decide como será a colheita, não são os que colhem, mas os semeadores. 

Se um homem é fiel e consciencioso em sua semeadura, então pode confiantemente aguardar uma boa colheita. Se ele “ semeia ventos”, como costumamos dizer, só pode “ colher tempestades”! Por outro lado, segundo a observação de Elifaz, o temanita: “os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam” (Jó 4:8). Ou, como Oséias advertiu os seus contemporâneos (8:7), “ porque semeiam ventos, segarão tormentas” (referindo-se ao juízo divino).

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
18/5/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

SOARES, Germano. Gálatas – Comentário. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

BOYD, Frank M.  Comentário Bíblico.../ 1 ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1996.

STOTT, John. A mensagem de gálatas. São Paulo: ABU, 2000.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 26 DE JULHO DE 2024 (2 Coríntios 9.6)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
26 DE JULHO DE 2024
A INFLEXÍVEL LEI DA SEMEADURA DA VIDA

2 Coríntios 9.6 “E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.”


Muitos dos preceitos éticos e morais do Novo Testamento foram prefigurados na lei mosaica. O próprio Jesus sinalizou que Sua intenção era expandir os princípios morais estabelecidos na lei, e não aboli-los: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir” (Mateus 5:17).

A generosidade é um preceito ético do Antigo Testamento: “Ele espalhou, deu aos necessitados; a sua justiça permanece para sempre, e a sua força se exaltará em glória” (Salmos 112:9). Nos cristãos devemos exercê-la com piedade: “E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha” (Atos 4:35)

Em algum ponto, a generosidade pode fomentar a dependência irresponsável de outras pessoas “Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs” (2 Tessalonicenses 3:11). Devemos sempre julgar, se uma pessoa realmente precisa ou apenas se beneficiará de nossa ajuda.

Se um irmão se recusa a trabalhar para sustentar a si mesmo e a sua família, devemos repreendê-lo e até evitar nos associarmos com ele: “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais” (1 Coríntios 5:11).


“E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.”

Conceitos semelhantes ao que Paulo expressou nesse versículo são encontrados no Antigo Testamento: “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará” (Salmos 1:3). A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido”(Provérbios 11:25).

Para incentivar a generosidade, Paulo lembra-lhes um princípio que todo agricultor sabe. “Havia um fazendeiro no norte da Califórnia que reclamava porque as suas colheitas não davam tanto quanto as de seus vizinhos. Ele testou o solo e comprovou que era do mesmo tipo dos vizinhos. Então descobriu a diferença. Ele semeava a metade da quantidade de sementes que os vizinhos”.

Se os agricultores precisam ser lembrados deste princípio, nós ainda mais. Deus, ao fim, com a mesma medida da nossa generosidade, nos recompensará (cf. Provérbios 11.18,25; 22.8; Gl 6.7-9). O apóstolo havia admoestado os cristãos da Galácia com as seguintes palavras: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

 Duas vezes no contexto Paulo se referiu à generosidade. Os coríntios haviam prometido uma “dádiva” e o apóstolo os exortou a concretizar essa “expressão de generosidade”.

Ele falou de semear “com fartura” e de colher “com abundância”. Apesar de Deus abençoar o cristão generoso, Paulo não tinha a intenção de enunciar uma regra invariável que abrange todos os aspectos da vida. Nem todo sofrimento e nem toda bênção é a resposta direta de Deus a algum ato particular na vida de uma pessoa; no entanto, tanto a bondade quanto a impiedade produzem frutos nesta vida e na vida futura.

A bondade é recompensada em algum grau neste mundo. A pessoa que tende a ser generosa e bondosa, disse Paulo, colhe o que ceifou ou semeou. Ainda que Paulo estivesse discorrendo acerca da “semeadura” dos coríntios na oferta para os irmãos pobres da Judéia, o princípio que ele apresentou tem uma aplicação abrangente. A colheita de recompensas espirituais das sementes espirituais ocorre nesta vida e no mundo vindouro: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos” (Salmos 126:6)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/11/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202108_03.pdf

HORTON, Stanley. I e II Corintios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

quinta-feira, 25 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE JULHO DE 2024 (Mateus 11.19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE JULHO DE 2024
HUMILDADE E MANSIDÃO COMO VIRTUDES CRISTÃS ESSENCIAIS

Mateus 11.19 “Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.”


“Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores.”

A geração de judeus para a qual João veio não possuía entendimento espiritual. Rejeitaram João por causa de seu estilo de vida peculiar e abnegado. João não comia nem bebia, isso era uma referência ao fato de que ele não tomar vinho (Lucas 1:15) e à sua dieta restrita de “gafanhotos e mel silvestre” (3:4).

Aquela mesma geração também rejeitou Jesus, o qual é aqui identificado como o Filho do Homem que agia diferente de João. Acusaram-no de ser um glutão e bebedor de vinho (Deuteronômio 21:20). Essas falsas alegações eram uma distorção grosseira dos fatos.

Jesus não ordenou que Seus seguidores participassem dos jejuns judaicos tradicionais (Mateus 9:14), pelo menos enquanto estava entre eles e Ele aceitou muitos convites para comer nas casas das pessoas (9:9, 10; 26:6, 7; Lucas 7:36; 10:38; 14:1; 19:5) e para outras festividades como casamentos (João 2:1–11). Embora João fosse criticado por seu comportamento ascético, Jesus foi criticado por participar das atividades normais da vida.

Também ridicularizaram Jesus por andar com certas pessoas durante Seu ministério, rotulando-O de amigo de publicanos e pecadores. Evidentemente, Jesus Se relacionou com essas pessoas para restaurá-las a Deus, e não para participar de seus feitos maus.

Lewis expressou isto dizendo: “Enquanto outros estavam formando grupos separatistas de ‘religiosos’ – os separatistas (fariseus), ou os ‘Filhos da Luz’ (essênios), tentando ser o remanescente santo – Jesus foi até as massas e trabalhou entre os perdidos”.

 

“Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.”

Como no Antigo Testamento, a “sabedoria” é personificada numa mulher (Provérbios 8 e 9). Em vez de “suas obras”, Lucas tem “seus filhos” (Lucas 7:35). A idéia, porém, é a mesma. Independentemente do que os homens digam sobre Jesus e João, estes cumpriram seus papeis no plano providencial de Deus de chamar todos ao arrependimento e de preparar o caminho para a chegada do reino. Os convertidos que esses enviados produziram – cujas vidas foram radicalmente transformadas – justificam suas atividades.

O veredicto final não está em mãos dos críticos briguentos e perversos, e sim nos fatos. Os judeus podiam criticar a João por seu isolamento total, mas João tinha comovido os corações dos homens e os tinha dirigido a Deus em uma forma em que não os tinha comovido durante séculos. Podiam criticar a Jesus porque se mesclava muito na vida cotidiana de gente comum, mas nEle a pessoa estava encontrando uma vida nova, uma nova bondade e uma nova força para viver como deviam fazê-lo e para aproximar-se de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_06.pdf

quarta-feira, 24 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE JULHO DE 2024 (Marcos 2.15)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE JULHO DE 2024
JESUS, O HOMEM PURO QUE INTERAGIA COM TODOS

Marcos 2.15 “E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido”.

 

“E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste,”.

O verso 14 diz que quando Jesus passava viu um homem chamado Levi, filho de Alfeu, e este estava sentando na alfândega. Ele era publicano que coletava pedágio para Herodes Antipas. Os judeus odiavam, ou no mínimo menosprezavam, esses publicanos, classificando-os de pecadores.

Após convocá-lo para segui-lo Levi se dispôs com voluntariedade, tanto que após sua convocação Levi deu um grande banquete e convidou Jesus e seus discípulos para estarem com Ele em sua casa: ”E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa” (Lucas 5.29).

Cristo aceitou o seu convite para comer na sua casa, afinal aquele seria um jantar de despedida que ele ofereceria aos seus amigos, sendo que ele abandonou tudo para servir a Cristo. Ele ofereceu esse banquete, como Eliseu: “Voltou, pois, de o seguir, e tomou a junta de bois, e os matou, e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram; então se levantou e seguiu a Elias, e o servia (1 Reis 19.21), para mostrar não somente com que alegria em si mesmo, mas também com que gratidão a Deus, ele abandonava tudo, obedecendo ao chamado de Cristo.

 

“... também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido”.

Levi, ao mesmo tempo em que celebra a festa da sua salvação, abre sua casa para que seus pares conheçam também a Jesus e sejam salvos. Ele transformou seu lar num grande instrumento de evangelização. Ele queria que os seus colegas de profissão e os pecadores também se tornassem seguidores do Senhor Jesus.

Esses publicanos e pecadores eram um grupo de pessoas escandalosas do ponto de vista dos escribas dos fariseus que estavam por perto para identificar possíveis falhas. Pois, publicanos e pecadores eram considerados não melhores que gentios. E era uma ofensa para os judeus comerem com os gentios, posteriormente isso se tornaria um problema para os primitivos judeus cristãos: “Entraste em casa de homens incircuncisos, e comeste com eles?” (Atos 11.3).

Jesus, porém não fez acepção de pessoas e se assentou junto deles para também lhes anunciar que era chegado o Reino dos céus. Afinal ele não viria chamar justos, mas pecadores ao arrependimento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Mateus a João. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Lopes, Hernandes Dias. Marcos: o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006.

terça-feira, 23 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE JULHO DE 2024 (Mateus 5.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE JULHO DE 2024
A IMPORTÂNCIA DO TESTEMUNHO PESSOAL EM TODAS AS ÁREAS DA VIDA

Mateus 5.14 "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. “ 


“Vós sois a luz do mundo; “

Todos os cristãos são luz no Senhor (Efésios 5.8), e devem resplandecer como astros (Filipenses 2.15), mas ministram de uma maneira especial. Cristo chama a si mesmo de Luz do mundo (João 8.12), e eles são trabalhadores, juntam ente com Ele, e têm uma parte da sua honra depositada sobre si mesmos. É verdade que a luz é doce, ela é bem-vinda; a luz do primeiro dia do mundo o foi, quando resplandeceu nas trevas; assim é a luz da manhã de cada dia; assim é o Evangelho, e aqueles que o transmitem, para todas as pessoas sensatas. O mundo estava em trevas, mas Cristo chamou os seus discípulos justamente para brilharem neste mundo; e, para que eles possam fazer isto, é dele que eles obtêm a luz.A nossa luz deve brilhar, realizando coisas boas que os homens possam ver e aprovar, obras que tenham boa reputação entre aqueles que não as têm, e que, portanto, lhes darão motivo para pensarem bem do cristianismo. Nós devemos realizar boas obras que possam ser vistas para a edificação de outros, mas não que possam ser vistas para a nossa própria ostentação; nós devemos orar em segredo, e o que estiver entre Deus e as nossas almas deve ser conservado conosco; mas aquilo que é aberto e óbvio à vista dos homens deve ser feito de modo coerente com a nossa profissão de fé, e de um modo que glorifique a Deus (Filipenses 4.8). Aqueles que estão à nossa volta não devem apenas ouvir falar das nossas boas obras, mas devem ver as nossas boas obras: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus (Mateus 5:16).


“...não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; “

Sendo a luz do mundo, eles são reconhecidos e visíveis, e têm muitos olhos sobre si. Quem viaja pela Terra Santa fica impressionado como número de aldeias edificadas sobre os topos das colinas, onde podem ser refrescadas pelas brisas. Ali também podem defender-se melhor dos invasores. Em vindo a noite, a luz das casas nas colinas não pode ocultar-se. De longes abe-se a localização da aldeia próxima por causa da luz que vem do topo da colina. Os discípulos de Cristo, particularmente aqueles que são ativos e zelosos no seu ministério, se tornam notáveis e são observados como faróis de orientação. Eles trarão sinais (Isaías 7.18), serão homens portentosos (Zacarias 3.8); todos os seus vizinhos os estarão observando. Alguns os admiram, os elogiam, se alegram por eles e estudam para imitá-los; outros os invejam, odeiam, censuram e estudam para destruí-los. Desta forma, eles devem se preocupar em agir com cuidado, por causa dos que os observam; eles são espetáculos para o mundo, e devem tomar cuidado com tudo o que pareça mau, porque são muito observados. Os discípulos de Cristo eram homens desconhecidos antes que Ele os chamasse, mas o caráter que Ele lhes atribuiu lhes dignificou. E, como pregadores do Evangelho, eles criaram um padrão; e embora alguns os tenham condenado por isto, eram respeitados por outros, e se assentarão sobre tronos e julgarão (Lucas 22.30). Pois Cristo irá honrar aqueles que o honram.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/03/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte - A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE JULHO DE 2024 (Mateus 5:13)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE JULHO DE 2024
A IMPORTÂNCIA DO TESTEMUNHO PESSOAL EM TODAS AS ÁREAS DA VIDA

Mateus 5:13 “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens". 


“Vós sois o sal da terra; “ 

O sal é ingrediente necessário em nossos alimentos, e nossa saúde depende de um consumo adequado de sal. Adicionamos este elemento à alimentação não só para tomá-la mais saborosa, mas também para manter o correto equilíbrio do organismo, tão necessário à saúde. A dosagem excessiva ou deficiente de sal pode causar distúrbios indesejáveis a o nosso bem-estar físico. 
 
O valor do sal tem sido estimado desde tempos imemoriais. Os soldados romanos eram pagos com sal e, se algum deles era desleixado no cumprimento dos deveres, dizia-se que "não valia o seu sal". Antes dos tempos de os tabeliães poderem autenticar a legalidade de um documento, quando duas partes chegavam a um acordo. Juntos comiam sal ou porções de alimento: o ato de comer o sal sujeitava-os àquilo que chamavam pacto de sal. Este pacto ou aliança estabelecia um contrato inviolável (Números 18.19). 
 
Deus prescreveu o sal como parte necessária dos sacrifícios.(Levítico 2:13). Deus disse que se não adicionassem sal à oferta, ela seria inaceitável. Quando o Senhor disse aos discípulos "Vós sois o sal da terra" não estava pregando um novo pensamento aos judeus, para eles os profetas, que tinham vindo antes deles, eram o sal da terra de Israel. 
 
Em nossa sociedade, empregamos o sal para dar sabor e também como conservante. Antes de haver refrigeração, preservava-se a carne imergindo-a em salmoura ou esfregando-a com sal, e então levando-a ao sol para secar. Nossos antepassados, viajando através dos prados, dependiam de carne salgada para seu sustento. Devido a este conceito comum, consideramos esta passagem como ensino do Senhor de que os crentes são conservadores.

“...e se o sal for insípido, com que se há de salgar?

A palavra “insípido” significa destituído de qualquer sabor. Por isso Jó formula a pergunta: "Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?"(Jó 6:6).  Se não formos como devemos ser, seremos como o sal que perdeu o seu sabor. Se nós, que devem temperar os outros, não temos sabor, somos vazios de vida espiritual, de tempero e de vigor. 

Se um cristão é assim, especialmente se um ministro é assim, a sua condição é muito triste, pois ele é irrecuperável: de que maneira ele poderá ser temperado? O sal é um remédio para a comida sem sabor, mas não existe remédio para o sal insípido. O cristianismo dá um gosto especial ao homem. Mas se o homem o absorver e continuar a professá-lo, e ainda assim permanecer vivendo do mesmo modo como um tolo, sem graça e insípido, nenhuma outra doutrina, nenhum outro meio poderá ser aplicado para dar-lhe sabor. Se o cristianismo não puder fazê-lo, nada o fará.


Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. “ 

Se formos infrutíferos consequentemente, não serviremos para mais nada. Para que poderemos ser usados, em que não cause mais mal que bem? Assim como um homem sem razão, é um cristão sem a graça. Um homem mau é a pior das criaturas, um cristão mau é o pior dos homens; e um ministro mau é o pior dos cristãos. Estaremos condenados à ruína e à rejeição. Seremos hora ou outra expulsos da igreja e da comunhão de fé, para as quais estaremos representando um peso e uma mancha; sendo assim, pisados pelos pés dos homens. 

Que Deus seja glorificado através da vergonha e da rejeição daqueles por quem Ele foi rejeitado, e que não se fizeram adequados para nada, exceto para serem pisados.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/03/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte - A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE JULHO DE 2024 (Deuteronômio 25.5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE JULHO DE 2024
O COSTUME DO CASAMENTO CONFORME A LEI

Deuteronômio 25.5 “Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela.”

 

“Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho,”

Essa é lei do casamento levirato. A lei sobre esse assunto não é exclusiva dos judeus, mas é encontrada em todos os aspectos essenciais, a mesma entre várias nações orientais, antigas e modernas: “Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão (Gênesis 38:8).

Mas a lei mosaica tornou a obrigatória personalizado (Mateus 22:25) em irmãos mais novos, ou o parente mais próximo, para casar com a viúva (Rute 4:4), associando o desejo natural de perpetuar o nome de um irmão com a preservação da propriedade em as famílias e tribos hebraicas.

Wesley esclarece que “Juntos” quer dizer na mesma cidade, ou pelo menos país. Pois se o irmão seguinte havia removido sua habitação para partes remotas, e depois levado para o cativeiro, a esposa dos mortos tinha liberdade para se casar com o próximo parente que morava no mesmo lugar com ela.

 

“... então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela,”

A raiz da obrigação aqui imposta ao irmão do marido falecido está na idéia primitiva de que a falta de filhos é uma grande calamidade: “E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos (Gênesis 16: 4), e a extinção de nome e família é uma das maiores que poderia acontecer: “Desapareça a sua posteridade, o seu nome seja apagado na seguinte geração” (Salmo 109: 12-13).

A viúva não deveria se casar outra vez, em outra família, a menos que todos os parentes do seu marido a recusassem, para que o seu dote não passasse a outra família.

O grande fim desta lei foi preservar as heranças nas famílias às quais pertenciam; e o significado é claramente que, se um irmão morreu sem filhos, a próxima relação de solteiro, seja ele irmão ou parente, deveria se casar com a esposa do falecido e criar filhos para ele. Isso aparece evidentemente no caso apresentado ao nosso Salvador, bem como no caso de Rute e Boaz.

 

“... e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela.”

O irmão do marido, ou o parente mais próximo, deve casar-se com ela, parcialmente por respeito a ela, que, tendo deixado o seu próprio povo e a casa de seu pai, deveria ter toda a generosidade possível demonstrada a ela pela família na qual tinha entrado pelo casamento; e parcialmente por respeito ao marido falecido, para que, embora morto, não fosse esquecido, nem perdido na árvore genealógica da sua tribo; pois o primogênito, que o irmão ou parente próximo tivesse com a viúva, teria o nome daquele que estava morto, e entraria na árvore genealógica como seu filho: “E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel” (Deuteronômio 25.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Poéticos. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

BARNES, Albert. Notes on the Old & New Testaments. Baker Book House, 1983.

Clarke, Adam. Commentary and Critical Notes. Nova York: Mason & Lane, 1837.

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.