sábado, 13 de julho de 2024

1 Timóteo 6.18

 

1 Timóteo 6.18 “Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis;”

 

Que façam bem, enriqueçam em boas obras,”

Paulo não apenas preveniu os ricos quanto aos perigos que enfrentam, mas também os alerta sobre os deveres que têm. Eles devem fazer o bem. “Fazer o bem” no crente não é o resultado de uma boa formação acadêmica ou de uma família funcional. É o resultado do fruto do Espírito chamado de “benignidade”.

Benignidade significa índole boa, bom caráter; benevolência, humanidade e bondade, é a qualidade de quem faz o bem.  Não conseguimos ser bondosos pelo nosso próprio esforço. A bondade vem de Deus, pois Ele é a fonte de toda benevolência e amor (1 João 4.8). “Deus é amor”, logo, a benignidade é uma das características do crente.

O evangelista Billy Graham disse que é muito fácil ser indelicado e impaciente com os que erram e falham. É fácil ser bondoso e gentil com quem nos trata bem, mas precisamos ser benignos com aqueles que erram, tropeçam e ainda nos tratam mal.

As boas obras não salvam ninguém (Efésios 2.8,9), mas são necessárias ao bom testemunho cristão; fazem parte da vida cristã, assim todo salvo deve enriquecer “em boas obras”.

 

“... repartam de boa mente, e sejam comunicáveis;”

Eles devem ser generosos para com os menos favorecidos. Isso fala de altruísmo, ou seja, a preocupação com os outros, em oposição ao egoísmo, que leva o homem a pensar primeiro em si próprio.

Como Deus é tão generoso em tudo o que dá, o rico deve ser generoso também, pois riqueza é um dom de Deus aos ricos. Muitos empreendimentos cristãos ficam em dificuldades por falta de fundos.

Sabendo desses males os ricos devem usar a sua riqueza para aliviar as necessidades dos mais carentes e para promover boas causas. Fazendo isso, estarão imitando a Deus, pois ele é rico, contudo de tudo o que possui suprirá todas as necessidades que tivermos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

Deuteronômio 25.5

 

Deuteronômio 25.5 “Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela.”

 

“Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho,”

Essa é lei do casamento levirato. A lei sobre esse assunto não é exclusiva dos judeus, mas é encontrada em todos os aspectos essenciais, a mesma entre várias nações orientais, antigas e modernas: “Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão (Gênesis 38:8).

Mas a lei mosaica tornou a obrigatória personalizado (Mateus 22:25) em irmãos mais novos, ou o parente mais próximo, para casar com a viúva (Rute 4:4), associando o desejo natural de perpetuar o nome de um irmão com a preservação da propriedade em as famílias e tribos hebraicas.

Wesley esclarece que “Juntos” quer dizer na mesma cidade, ou pelo menos país. Pois se o irmão seguinte havia removido sua habitação para partes remotas, e depois levado para o cativeiro, a esposa dos mortos tinha liberdade para se casar com o próximo parente que morava no mesmo lugar com ela.

 

“... então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela,”

A raiz da obrigação aqui imposta ao irmão do marido falecido está na idéia primitiva de que a falta de filhos é uma grande calamidade: “E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos (Gênesis 16: 4), e a extinção de nome e família é uma das maiores que poderia acontecer: “Desapareça a sua posteridade, o seu nome seja apagado na seguinte geração” (Salmo 109: 12-13).

A viúva não deveria se casar outra vez, em outra família, a menos que todos os parentes do seu marido a recusassem, para que o seu dote não passasse a outra família.

O grande fim desta lei foi preservar as heranças nas famílias às quais pertenciam; e o significado é claramente que, se um irmão morreu sem filhos, a próxima relação de solteiro, seja ele irmão ou parente, deveria se casar com a esposa do falecido e criar filhos para ele. Isso aparece evidentemente no caso apresentado ao nosso Salvador, bem como no caso de Rute e Boaz.

 

“... e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela.”

O irmão do marido, ou o parente mais próximo, deve casar-se com ela, parcialmente por respeito a ela, que, tendo deixado o seu próprio povo e a casa de seu pai, deveria ter toda a generosidade possível demonstrada a ela pela família na qual tinha entrado pelo casamento; e parcialmente por respeito ao marido falecido, para que, embora morto, não fosse esquecido, nem perdido na árvore genealógica da sua tribo; pois o primogênito, que o irmão ou parente próximo tivesse com a viúva, teria o nome daquele que estava morto, e entraria na árvore genealógica como seu filho: “E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel” (Deuteronômio 25.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Poéticos. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

BARNES, Albert. Notes on the Old & New Testaments. Baker Book House, 1983.

Clarke, Adam. Commentary and Critical Notes. Nova York: Mason & Lane, 1837.

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

1 Timóteo 6.17

 

1 Timóteo 6.17 “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;”

 

Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos,”

As palavras iniciais sublinham a verdade de que a riqueza material somente é riqueza “no que diz respeito ao presente mundo.” O pensamento relembra a advertência acerca do homem que amontoa riquezas para si mesmo, e não é rico para Deus (Lucas 12:21).

A atitude que Paulo revela aqui para com as riquezas é moderada, e não as condena em si mesmas, mas, sim, limita-se a indicar as tentações às quais os ricos estão expostos.

Então ele ordena aos ricos que não sejam altivos. O Antigo Testamento alerta-nos com clareza nesse sentido. A riqueza com freqüência gera a vaidade. Ela faz as pessoas sentirem-se importantes e assim acabam “desprezando os outros”. É comum os ricos gabarem-se de tudo que possuem como casa, mobília, carro, iate e de outros bens.

 

 “... nem ponham a esperança na incerteza das riquezas,”

Além de não serem altivos Paulo orienta aos ricos para não colocarem suas esperanças nas riquezas. Pois a riqueza faz muitos se sentirem auto-suficientes, orgulhosos, arrogantes e confiantes no seu poder econômico e financeiro.

Agir desse modo segundo o apóstolo é ser insensato e imprevidente porque a riqueza é uma incerteza. Jesus nos alertou sobre os prejuízos causados pela traça, pela ferrugem e pelos ladrões: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mateus 6.19).

Nós poderíamos ainda acrescentar prejuízos causados pelo incêndio e pela inflação, como perigos adicionais. Muitos são os que foram dormir ricos e acordaram pobres. Lembram-se de Jó! Que perdeu todos os seus bens num só dia.

 

“... mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;”

O objeto da nossa confiança não devem ser coisas, mas sim uma Pessoa. A advertência, com sua sugestão positiva que os ricos seriam melhor aconselhados em fundamentarem suas esperanças em Deus, relembra notavelmente as palavras do Salmista: “Eis o homem que não fazia de Deus a sua fortaleza, antes confiava na abundância dos seus próprios bens” (SaImos 52:7).

No entanto o pensamento é um lugar comum no A.T. A confiança deve ser colocada em Deus, e não nas riquezas, precisamente porque Ele nos dá todas as coisas para delas gozarmos.

Esse é um acréscimo importante. Não devemos trocar materialismo por ascetismo. Pelo contrário, Deus é um Criador generoso, que quer que apreciemos e desfrutemos as boas dádivas da criação. Sua bondade paternal é uma mensagem clara aos sectários que seu ascetismo excessivo é contrário à intenção divina.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

Tiago 4.6

 

Tiago 4.6 “Antes, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”

 

“Antes, dá maior graça.”

Tiago prossegue agora para defrontar-se com uma quase inevitável reação a esta figura que representa a Deus como um amante ciumento (V.5). Se Deus for assim, haverá alguém capaz de prestar-lhe a devoção que Ele requer? A resposta de Tiago é que se Deus faz grandes demandas, também concede abundante graça para cumpri-las e que, quanto maior é a demanda, maior também é a graça que concede.

Somente a graça divina pode nos capacitar a corresponder o amor de Deus. Mas a graça tem uma característica constante, o homem não pode receber graça até que se der conta de sua necessidade da mesma e acudiu a Deus humildemente rogando ajuda.

As dificuldades em se viver para Deus dedicadamente num mundo mau são muitas, mas Ele dá maior graça, a qual aqui parece significar "ajuda gratuita".

 

“Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”

E essa ajuda gratuita Deus põe à disposição, como diz Provérbios 3:34 “Certamente ele escarnecerá dos escarnecedores, mas dará graça aos mansos, mas não para os soberbos, nem para pessoas auto-suficientes, mas para os humildes, para os homens dependentes. Esta citação também se encontra em 1 Pedro 5:5: “porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.

Provérbios 3:34 demonstra que aonde quer que a inveja lasciva do espírito humano leve, a graça de Deus em Cristo é, no entanto, suficiente para o perdão. A suficiência, no entanto, é para os que colocam de lado a arrogância e se aproximam de Deus com mansidão e humildade. Tiago expressou uma linha-mestra que perpassa toda a Bíblia.

Deus está sempre levantando os humildes e derrubando os poderosos e orgulhosos. Essa linha-mestra está bem arraigada na narrativa da queda (Gênesis 3) e nos cânticos de Ana (1 Samuel 2) e Maria (Lucas 1).

Os que pertencem à categoria “de condição humilde” [1:9], “pobres” [2:5] e “humildes” [4:6] são exaltados como exemplos para os leitores de Tiago porque, devido à incapacidade de prover para si mesmos, necessitam de segurança e subsistência básica e, por isso, exercitam uma total dependência de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BARCLAY, William. The Letter of James- Tradução: Carlos Biagini

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202211_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE JULHO DE 2024 (Efésios 2.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE JULHO DE 2024
BOAZ E RUTE:  O PRENÚNCIO DA DERRUBADA DA PAREDE DA SEPARAÇÃO

Efésios 2.14 “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio,”

 

Porque ele é a nossa paz,”

Em Isaías 9:6, o Messias foi apresentado como o“Príncipe da Paz” que viria. No nascimento de Cristo, os anjos cantaram: “Paz entre os homens” (Lucas 2:14). Todavia, em Efésios 2 Paulo apresentou Jesus como “a nossa paz” porque tanto a paz entre os homens como a paz entre os homens e Deus estão vinculadas à pessoa de Cristo.

Ele foi o meio de reconciliação entre Deus e o homem. Ele cumpriu toda a lei, que não podíamos cumprir, para nos justificar da condenação. A lei era um pacto de obras e exigia uma obediência perfeita da parte do homem. A justificação perante Deus estava implícita na obediência à lei, mas o homem não podia cumpri-la.

Jesus, então, subjugou-se à exigência da lei e cumpriu-a por nós. Pelo seu sangue, nossa expiação foi feita. A justiça divina não foi adiada, mas cumprida integralmente. Nossa paz com Deus foi restituída por Jesus: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1).

 

“... o qual de ambos os povos fez um;

Essa “paz” está também associada a “coisas unidas, que antes estavam separadas”. O contexto mostra que as “coisas” separadas eram judeus e gentios.

No primeiro século, judeus e gentios estavam, de uma perspectiva humana, incorrigivelmente separados. Os judeus viam os gentios como seres vis, cães impuros: “Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores (Mateus 15:27). Não entravam na casa de um gentio: “Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros(Atos 10:28). Os gentios eram recíprocos, considerando os judeus separatistas, arrogantes e racistas.

Cristo, porém, “de ambos fez um”. Esta era uma idéia revolucionária. Cristo sendo “a nossa paz” criou essa união através da cruz. Assim como a viga horizontal da cruz se estendia para duas direções, os braços de Cristo se estendiam para direções opostas, a fim de unir judeus e gentios.

 

“... derrubando a parede de separação que estava no meio,”

Unindo esses dois grupos no Seu corpo, Cristo “derrubou a parede da separação”. A “parede” entre os judeus e os gentios foi inicialmente a lei de Moisés que Deus deu a Israel (v.15). A Lei tornava os judeus o povo exclusivo da aliança com Deus e os separava dos demais povos. Mais outras paredes se ergueram por causada Lei.

Por exemplo, o templo em Jerusalém era uma parede entre judeus e gentios. O templo tinha um pátio externo chamado Pátio dos Gentios, onde qualquer um podia entrar. Dentro do Pátio dos Gentios havia o Pátio das Mulheres, no qual só as mulheres judias podiam entrar. Dentro do Pátio das Mulheres havia o Pátio de Israel, no qual somente homens judeus podiam entrar. Depois, havia o templo propriamente dito, no qual só os sacerdotes podiam entrar.

Na parede de pedra que separava o Pátio dos Gentios do Pátio das Mulheres havia uma inscrição proibindo qualquer estrangeiro de entrar no santuário “sob pena de morte”. O templo simbolicamente excluía os gentios da presença de Deus.

Cristo é a nossa paz porque Ele uniu judeus de gentios derrubando a parede da separação entre eles. Quando Cristo morreu na cruz, Ele abriu o caminho para judeus e gentios esquecerem as animosidades criadas pela Lei.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios. 3a Ed. – Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1999.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201306_03.pdf

sexta-feira, 12 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE JULHO DE 2024 (Genesis 49.10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE JULHO DE 2024
O CETRO NÃO SE AFASTARÁ DA TRIBO DE JUDÁ

Genesis 49.10 “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.”

 

 O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés,”

Judá significa louvor. Era o quarto filho de Jacó com Lia, recebeu o primeiro inqualificável louvor do velho patriarca. E Levaria sobre si a esperança de Israel. Não tendo o direito da primogenitura, nem dignidade excepcional, ou poderes espirituais, sobressairia como o poderoso líder de um povo, que entusiasticamente haveria de admirá-lo e louvá-lo.

Ao descrever o descendente real de Judá, o escritor mencionou um cetro que não se arredaria de Judá, nem o bastão (legislador) do rei deixaria de estar entre seus pés. Cetro ou bastão simboliza seu inteiro domínio no papel de guerreiro, rei e juiz.

Esses elementos eram símbolos evidentes da realeza no Oriente Próximo, como ilustram dezenas de relevos antigos. Sem dúvida, eles apontavam para a dinastia de Davi: “Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel... (Números 24:17); “Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros” (Salmos 45: 7), que reinou sobre os israelitas (os descendentes de Jacó) durante alguns de seus melhores anos (2 Samuel 7:8–16; Salmos 2:7–9; 89:3, 4). E principalmente ao messias. O Leão da tribo de Judá! (Apocalipse 5.5)

 

“... até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.”

Sobre o preciso significado desta expressão, não é seguro dogmatizar. Siló em nenhuma outra parte é título bíblico do Messias, nem apresenta qualquer sentido claro como palavra.

Shedd diz sobre uma ligeira correção do texto, fazendo-o concordar com a Septuaginta, seria equivalente a esta expressão: "até que venha o que lhe pertence". Kidner cita outras possíveis variantes primitivas do texto: “até que o que é seu venha” ,” até que surja a plena herança de Judá”, ou “ até que ele venha, a quem [ela pertence]” (RSV).

Esta forma, conquanto elíptica, parece que é captada e interpretada por Ezequiel 21:26 em palavras dirigidas ao último rei de Judá: “ Tira o diadema e remove a coroa ... até que venha aquele a quem ela pertence de direito', a ele a darei”(ARA). Aí está o melhor apoio para o conteúdo messiânico que a exegese judaica e cristã encontrou no pronunciamento proveniente dos tempos mais remotos.

Finalmente o direito de exercer o domínio sobre o povo de Deus, haveria de pertencer, com exclusividade, a Jesus Cristo: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Isaías 9.6-7).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201605_05.pdf

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE JULHO DE 2024 (Joel 2.13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE JULHO DE 2024
LONGANIMIDADE E MISERICÓRDIA DE DEUS

Joel 2.13 “E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.”

 

E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes,”

Aqui, Deus conclama mais uma vez o povo ao arrependimento — mas a um arrependimento realmente sincero, verdadeiro, genuíno, autêntico.

Deus diz ao povo que estava cansado do ritual de vestir pano de saco em jejum depois de rasgar as vestes, porque esses atos já não eram acompanhados de um real propósito de mudar, não eram realizados como exteriorização de um genuíno arrependimento.

O ato de rasgar as vestes era sinal de profundo infortúnio (Genesis 37.29,34; 1 Reis 21.27; Ester 4.1). Mas, não bastava rasgarem suas vestes se antes não estavam rasgando os seus corações diante dEle. Por ser o lugar das decisões morais e espirituais, é o coração que devia ser atingido.

Ou seja, nessa passagem, Deus está afirmando que penitência externa não muda nada. E preciso um coração realmente rasgado diante do Senhor para que Ele se volte para o seu povo com perdão, restauração e bênçãos (v.14).

 

“..., e convertei-vos ao Senhor vosso Deus;”

A natureza exata da mudança é enfatizada pelo profeta, que repete e amplia a ordem de Javé: “convertei-vos a Javé vosso Deus”. O povo de Deus é como o filho pródigo que precisa voltar ao lar do Pai celestial. Não basta cair em si, é preciso voltar para casa. Não basta ter convicção de pecado, é preciso pôr o pé na estrada da volta para Deus. A tristeza pelo pecado é apenas uma parte do arrependimento, ele deve ser acompanhado por uma volta sincera e urgente para Deus.

O caminho da volta é aberto quando voltamos nossas costas ao pecado e a face para o Senhor. Não há restauração espiritual sem volta para Deus. Não é apenas um retorno aos rituais do templo, mas um retorno para uma relação íntima com Deus. Não é apenas um retorno à igreja, à doutrina, à ortodoxia, a uma vida moral pura, mas uma volta para uma relação pessoal com Deus.

O povo de Judá tinha uma relação mística com o templo. Eles sacralizaram de tal forma o templo que fizeram dele um ídolo: “Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jereremias 7.4). A confiança deles estava no templo do Senhor e não no Senhor do templo. Eles haviam substituído o relacionamento pessoal com Deus pelos rituais religiosos.

 

“... porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.”

É o caráter misericordioso de Deus e não nosso quebrantamento que nos garante a restauração espiritual:Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade(Salmos 103.8).

Warren Wiersbe diz que a única coisa que serve de estímulo para que nos arrependamos e voltemos para o Senhor é o caráter de Deus. Matthew Henry destaca o fato de que devemos nos tornar para o Senhor, não somente porque ele tem sido justo em punir-nos pelos nossos pecados, mas, sobretudo, porque ele é gracioso e misericordioso em nos receber na base do nosso arrependimento. Até mesmo na ira Deus se lembra da sua misericórdia (Habacuque 3.2).

Ele também é “tardio em irar”. A misericórdia de Deus triunfa sobre sua ira sempre que seu povo se volta para ele com o coração quebrantado. Deus não tem prazer na morte do ímpio (Ezequiel 33.11). Deus não quer que ninguém pereça. Ele é rico em perdoar e tem prazer na misericórdia. A porta da graça estará aberta a todos quantos o buscam em tempo oportuno de o encontrarem.

Quando Joel fala que Deus “se arrepende do mal” está usando uma figura de linguagem. Isso é uma antropopatia. E atribuir a Deus um sentimento humano. A relação de Deus com o homem é bilateral. Na verdade, o propósito de Deus permanece imutável, pois Deus é imutável. Não é Deus quem muda, mas o homem. Matthew Henry esclarece esse ponto: “Quando a Bíblia diz que Deus se arrepende do mal não quer dizer que Deus muda a sua mente; ao contrário, quando a mente do pecador é mudada, a maneira de Deus tratar com ele é mudada; então, a sentença é revertida e a maldição da lei suspensa”.

Ou seja, isso ocorre em resposta ao arrependimento humano. Observe a missão do profeta Jonas: “E começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um dia, e pregava, e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida. E os homens de Nínive creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até ao menor... E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez” (Jonas 3.4,5 10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

Lopes, Hernandes Dias. Joel: o profeta do pentecostes. São Paulo: Hagnos, 2009.

Hubbard, David Allan. Joel e Amós: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1996.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Profetas. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

WIERSBE, Warren W. Wiersbe – Antigo Testamento – Volume I. São Paulo: Geográfica, 2009.

quarta-feira, 10 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE JULHO DE 2024 (Juízes 2.10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE JULHO DE 2024
ISRAEL ATRAÍDO À IDOLATRIA DOS CANANEUS

Juízes 2.10 “E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.”

 

“E foi também congregada toda aquela geração a seus pais,”

Após o tempo de esperança sob a liderança de Josué. Alguns anos após a sua morte toda a geração que foi liderada por Josué e talvez Moisés foi reunida aos seus antepassados: “Eis que te reunirei a teus pais, e tu serás recolhido ao teu sepulcro em paz” (2 Crônicas 34.28). Essa reunião é um eufemismo para descrever a morte no Antigo testamento.

Todos que foram liderados por Josué desceram a sepultura: “Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece” (Eclesiastes 1.4).

 

“... e outra geração após ela se levantou,”

Outra geração se levanta. Ou seja, outra geração surge. Cada nova geração deve empenhar-se em sua própria experiência religiosa; não pode continuar na força espiritual de seus heróis do passado. Aparentemente a geração que foi congregada a seus pais não foram capazes de ensinar seus filhos a temerem ao Senhor.

Pois, a nova geração não partilhou de sua fé, nem de sua lembrança dos grandes livramentos que Deus lhes trouxera no Egito e no deserto.

 

 “... que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.”

O conceito de conhecer a Deus aparece como um alvo ou objetivo freqüente no Pentateuco. A expectativa de “conhecer o Senhor” vai além da consciência intelectual da existência de Deus e de suas qualidades. Refere-se à lealdade e obediência de um indivíduo ao supremo Deus.

As gerações futuras depois de Josué e os anciãos sabiam da lealdade de Josué ao Senhor, porém não replicaram essa lealdade. Moisés exortou repetidamente os israelitas a não se esquecerem do Senhor e de seus grandes feitos (Deuteronômio 4:9, 23, 31; 6:12; 8:11, 14, 19; 9:7).

Josué e os anciãos de seu tempo testemunharam esses feitos em primeira mão (Juízes 2:7); mas a geração posterior não, tampouco entenderam que faziam parte da aliança, tendo sido representados por seus pais no monte Horebe (Deuteronômio 4:9–14).

Conseqüentemente, essas gerações se afastaram do Senhor e adoraram os deuses da terra. Esquecidos de que o Senhor os libertara do Egito, provocaram-no à ira: E deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos, que havia ao redor deles, e adoraram a eles; e provocaram o Senhor à ira (Juízes 2:12).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202306_08.pdf

terça-feira, 9 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 9 DE JULHO DE 2024 (Juízes 1.19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
9 DE JULHO DE 2024
UM CONTEXTO DE ANARQUIA E INFIDELIDADE DO POVO HEBREU

Juízes 1.19 “E estava o Senhor com Judá, e despovoou as montanhas; porém não expulsou aos moradores do vale, porquanto tinham carros de ferro.”

 

E estava o Senhor com Judá, e despovoou as montanhas;”

Judá acabara de derrotar três das cinco cidades filisteias e tomou seus respectivos territórios (v.18). A menção de Gaza, Ascalom e Ecrom refere-se a um período anterior ao estabelecimento principal dos filisteus nas planícies costeiras. Na época de Sangar (3:31) e Sansão (capítulos 13 a 16), os filisteus haviam tomado essas terras.

Judá só conseguiu derrotar seus inimigos porque o Senhor estava com Judá: “E sucedeu, depois da morte de Josué, que os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR, dizendo: Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles? E disse o Senhor: Judá subirá; eis que entreguei esta terra na sua mão” (v.1,2).

Embora o exército de Judá fosse forte e corajoso, a vitória é atribuída a Deus. Ele lhes deu na sua mão os cananeus lhes dá a capacidade para destruí-los e, dessa forma, colocar à prova a obediência deles à sua ordem, que era de destruí-los totalmente. Porém...

 

“... porém não expulsou aos moradores do vale, porquanto tinham carros de ferro.”

A parte da herança de Judá estava praticamente livre de cananeus, mas não completamente. Aqueles que habitavam nas montanhas (as montanhas que rodeavam Jerusalém) foram expulsos: “E depois os filhos de Judá desceram a pelejar contra os cananeus, que habitavam nas montanhas”.

Mas aqueles que moravam no vale permaneceram nas suas terras, pelo fato de terem carros de ferros, de acordo com Josué 17.16: “Então disseram os filhos de José: As montanhas não nos bastariam; também carros de ferro há entre todos os cananeus que habitam na terra do vale”.

Aqui os homens de Judá fracassaram, e com isso arruinaram a influência que de outra forma poderiam ter tido sobre as outras tribos. Essas tribos seguiram esse exemplo de covardia, em vez de todas as outras ocasiões de coragem.

Os cananeus, e posteriormente os filisteus, eram capazes de trabalhar o ferro, enquanto Israel não saíra da Idade do Bronze (posterior) nela permanecendo até a época de Davi. Portanto, os israelitas achavam que não era seguro atacá-los.

Mas, acaso Israel não tinha Deus do seu lado, “cujos carros são vinte milhares, milhares de milhares?” (SaImos 68.17) Diante do Senhor esses carros bélicos seriam como palha no fogo.

Acaso Deus não tinha expressamente prometido pelo oráculo (v. 2) que daria sucesso ao seu povo contra os cananeus nessa campanha militar, sem excluir aqueles que tinham carros de ferro? Todavia, eles permitiram que seu medo prevalecesse contra sua fé.

Eles não conseguiam confiar em Deus diante de qualquer tipo de desvantagem. Por isso, não se atreveram a enfrentar os carros de ferro, mas vilmente retiraram suas forças, quando com uma investida corajosa poderiam ter completado suas vitórias.

Mais tarde, os israelitas olhariam o uso de carruagens com reserva, como indicativo de dependência da força humana, ao invés de dependência do poder de Deus: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus (SaImos 20:7).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202306_07.pdf

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Josué a Ester. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

segunda-feira, 8 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 8 DE JULHO DE 2024 ( Rute 1.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
8 DE JULHO DE 2024
O CONTEXTO DO LIVRO DE RUTE REMETE AOS JUÍZES

Rute 1.1 “E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele, e sua mulher, e seus dois filhos.” 

 

“E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam,”

Este verso coloca o episódio do livro numa época certa, mesmo que não tivesse sido escrito nela. Pertence, pois, ao período dos juízes, mas a ocasião exata não sabemos. O período, como vimos, compreende 350 anos, tempo suficiente para um desenvolvimento muito além, superior àquele que o livro nos mostra. Ele reflete uma época muito anterior a Samuel, mas alguns comentadores o colocam na era desse juiz e sacerdote.

O livro de Juízes termina com uma referência ao caos social e à miséria pessoal resultantes da falta de autoridade justa entre o povo: ”Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Juízes 21.25).

 

“... houve uma fome na terra;

Mesquita diz que as chuvas na Palestina não são muito abundantes e com bastante frequência são insuficientes para regarem adequadamente a lavoura básica. Houve fomes durante a vida de Abraão (Genesis 12:10), Davi (2 Samuel 11:1) e Elias (I Reis 17:1).

Todavia essa fome era fora do comum. Alguns comentaristas crêem que a fome local na região de Belém devia-se em parte às pilhagens associadas com o período caótico dos juizes. A invasão midianita no período de Gideão, por exemplo, destruiu a lavoura e o gado.

 

“... pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe,

Esse homem é chamado Elimeleque que significa "meu Deus é rei". Por causa da fome, Elimeleque decidiu que ele e sua família iriam morar durante algum tempo como estrangeiros residentes (peregri­nos) na terra de Moabe.

Belém de Judá era uma cidade, cerca de oito quilómetros ao sul da atual Jerusalém. Seu nome significa "casa do pão", nome que aponta para a incomum fertilidade daquela região para o plantio de cereais (como o esclarece o capítulo 2 do livro de Rute).

Moabe foi um filho de Ló, o fruto funesto de um relacionamento incestuoso de Ló com uma de suas filhas (Genesis 19:36, 37 ). Os moabitas pagaram a Balaão para amaldiçoar Israel (Numeros 22:1-8), durante a peregrinação de Israel a Canaã. Sob circunstâncias normais os moabitas eram excluídos da participação da vida nacional e cooperativa de Israel (Deuteronomio 23:3-6). No entanto havia um relacionamento amistoso entre indivíduos israelitas e moabitas. Quando fugia da ira de Saul, Davi encontrou um amigo no rei de Moabe (I Samuel 22:3, 4).

 

“..., ele, e sua mulher, e seus dois filhos.”

A esposa - Noemi significa "amável, encantadora, agradável". E o comovente significado deste nome destaca-se mais tarde, quando ela volta de Moabe com sua nora Rute, entristecida pelas experiências amargas que ela cria ter recebido da mão do Senhor. "Não me chameis de Noemi", ela diz aos seus vizinhos, "chamai-me Mara; porque grande .unargura me tem dado o Todo-poderoso" (Rute 1:20).

Os filhos - Os nomes dos dois filhos de Elimeleque e Noemi expressam fraqueza física. Malom significa "doentio", “delicado”e Quiliom, "definhante", “fraco”. Na verdade não viveram muito tempo depois de se estabelecerem em Moabe.

Família de quatro pessoas, bem comportadas, família caseira e unida, seria um estímulo aos seus aparentados moabitas, cujos costumes eram bem diferentes, pelo que sabemos das suas crônicas religiosas (Núméros 25).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo nos Livros de Josué Juízes e Rute - Uma Nação Que se Forma. Juerp, 1973.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.