quarta-feira, 10 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE JULHO DE 2024 (Juízes 2.10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE JULHO DE 2024
ISRAEL ATRAÍDO À IDOLATRIA DOS CANANEUS

Juízes 2.10 “E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.”

 

“E foi também congregada toda aquela geração a seus pais,”

Após o tempo de esperança sob a liderança de Josué. Alguns anos após a sua morte toda a geração que foi liderada por Josué e talvez Moisés foi reunida aos seus antepassados: “Eis que te reunirei a teus pais, e tu serás recolhido ao teu sepulcro em paz” (2 Crônicas 34.28). Essa reunião é um eufemismo para descrever a morte no Antigo testamento.

Todos que foram liderados por Josué desceram a sepultura: “Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece” (Eclesiastes 1.4).

 

“... e outra geração após ela se levantou,”

Outra geração se levanta. Ou seja, outra geração surge. Cada nova geração deve empenhar-se em sua própria experiência religiosa; não pode continuar na força espiritual de seus heróis do passado. Aparentemente a geração que foi congregada a seus pais não foram capazes de ensinar seus filhos a temerem ao Senhor.

Pois, a nova geração não partilhou de sua fé, nem de sua lembrança dos grandes livramentos que Deus lhes trouxera no Egito e no deserto.

 

 “... que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.”

O conceito de conhecer a Deus aparece como um alvo ou objetivo freqüente no Pentateuco. A expectativa de “conhecer o Senhor” vai além da consciência intelectual da existência de Deus e de suas qualidades. Refere-se à lealdade e obediência de um indivíduo ao supremo Deus.

As gerações futuras depois de Josué e os anciãos sabiam da lealdade de Josué ao Senhor, porém não replicaram essa lealdade. Moisés exortou repetidamente os israelitas a não se esquecerem do Senhor e de seus grandes feitos (Deuteronômio 4:9, 23, 31; 6:12; 8:11, 14, 19; 9:7).

Josué e os anciãos de seu tempo testemunharam esses feitos em primeira mão (Juízes 2:7); mas a geração posterior não, tampouco entenderam que faziam parte da aliança, tendo sido representados por seus pais no monte Horebe (Deuteronômio 4:9–14).

Conseqüentemente, essas gerações se afastaram do Senhor e adoraram os deuses da terra. Esquecidos de que o Senhor os libertara do Egito, provocaram-no à ira: E deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos, que havia ao redor deles, e adoraram a eles; e provocaram o Senhor à ira (Juízes 2:12).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202306_08.pdf

terça-feira, 9 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 9 DE JULHO DE 2024 (Juízes 1.19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
9 DE JULHO DE 2024
UM CONTEXTO DE ANARQUIA E INFIDELIDADE DO POVO HEBREU

Juízes 1.19 “E estava o Senhor com Judá, e despovoou as montanhas; porém não expulsou aos moradores do vale, porquanto tinham carros de ferro.”

 

E estava o Senhor com Judá, e despovoou as montanhas;”

Judá acabara de derrotar três das cinco cidades filisteias e tomou seus respectivos territórios (v.18). A menção de Gaza, Ascalom e Ecrom refere-se a um período anterior ao estabelecimento principal dos filisteus nas planícies costeiras. Na época de Sangar (3:31) e Sansão (capítulos 13 a 16), os filisteus haviam tomado essas terras.

Judá só conseguiu derrotar seus inimigos porque o Senhor estava com Judá: “E sucedeu, depois da morte de Josué, que os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR, dizendo: Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles? E disse o Senhor: Judá subirá; eis que entreguei esta terra na sua mão” (v.1,2).

Embora o exército de Judá fosse forte e corajoso, a vitória é atribuída a Deus. Ele lhes deu na sua mão os cananeus lhes dá a capacidade para destruí-los e, dessa forma, colocar à prova a obediência deles à sua ordem, que era de destruí-los totalmente. Porém...

 

“... porém não expulsou aos moradores do vale, porquanto tinham carros de ferro.”

A parte da herança de Judá estava praticamente livre de cananeus, mas não completamente. Aqueles que habitavam nas montanhas (as montanhas que rodeavam Jerusalém) foram expulsos: “E depois os filhos de Judá desceram a pelejar contra os cananeus, que habitavam nas montanhas”.

Mas aqueles que moravam no vale permaneceram nas suas terras, pelo fato de terem carros de ferros, de acordo com Josué 17.16: “Então disseram os filhos de José: As montanhas não nos bastariam; também carros de ferro há entre todos os cananeus que habitam na terra do vale”.

Aqui os homens de Judá fracassaram, e com isso arruinaram a influência que de outra forma poderiam ter tido sobre as outras tribos. Essas tribos seguiram esse exemplo de covardia, em vez de todas as outras ocasiões de coragem.

Os cananeus, e posteriormente os filisteus, eram capazes de trabalhar o ferro, enquanto Israel não saíra da Idade do Bronze (posterior) nela permanecendo até a época de Davi. Portanto, os israelitas achavam que não era seguro atacá-los.

Mas, acaso Israel não tinha Deus do seu lado, “cujos carros são vinte milhares, milhares de milhares?” (SaImos 68.17) Diante do Senhor esses carros bélicos seriam como palha no fogo.

Acaso Deus não tinha expressamente prometido pelo oráculo (v. 2) que daria sucesso ao seu povo contra os cananeus nessa campanha militar, sem excluir aqueles que tinham carros de ferro? Todavia, eles permitiram que seu medo prevalecesse contra sua fé.

Eles não conseguiam confiar em Deus diante de qualquer tipo de desvantagem. Por isso, não se atreveram a enfrentar os carros de ferro, mas vilmente retiraram suas forças, quando com uma investida corajosa poderiam ter completado suas vitórias.

Mais tarde, os israelitas olhariam o uso de carruagens com reserva, como indicativo de dependência da força humana, ao invés de dependência do poder de Deus: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus (SaImos 20:7).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202306_07.pdf

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Josué a Ester. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

segunda-feira, 8 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 8 DE JULHO DE 2024 ( Rute 1.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
8 DE JULHO DE 2024
O CONTEXTO DO LIVRO DE RUTE REMETE AOS JUÍZES

Rute 1.1 “E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele, e sua mulher, e seus dois filhos.” 

 

“E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam,”

Este verso coloca o episódio do livro numa época certa, mesmo que não tivesse sido escrito nela. Pertence, pois, ao período dos juízes, mas a ocasião exata não sabemos. O período, como vimos, compreende 350 anos, tempo suficiente para um desenvolvimento muito além, superior àquele que o livro nos mostra. Ele reflete uma época muito anterior a Samuel, mas alguns comentadores o colocam na era desse juiz e sacerdote.

O livro de Juízes termina com uma referência ao caos social e à miséria pessoal resultantes da falta de autoridade justa entre o povo: ”Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Juízes 21.25).

 

“... houve uma fome na terra;

Mesquita diz que as chuvas na Palestina não são muito abundantes e com bastante frequência são insuficientes para regarem adequadamente a lavoura básica. Houve fomes durante a vida de Abraão (Genesis 12:10), Davi (2 Samuel 11:1) e Elias (I Reis 17:1).

Todavia essa fome era fora do comum. Alguns comentaristas crêem que a fome local na região de Belém devia-se em parte às pilhagens associadas com o período caótico dos juizes. A invasão midianita no período de Gideão, por exemplo, destruiu a lavoura e o gado.

 

“... pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe,

Esse homem é chamado Elimeleque que significa "meu Deus é rei". Por causa da fome, Elimeleque decidiu que ele e sua família iriam morar durante algum tempo como estrangeiros residentes (peregri­nos) na terra de Moabe.

Belém de Judá era uma cidade, cerca de oito quilómetros ao sul da atual Jerusalém. Seu nome significa "casa do pão", nome que aponta para a incomum fertilidade daquela região para o plantio de cereais (como o esclarece o capítulo 2 do livro de Rute).

Moabe foi um filho de Ló, o fruto funesto de um relacionamento incestuoso de Ló com uma de suas filhas (Genesis 19:36, 37 ). Os moabitas pagaram a Balaão para amaldiçoar Israel (Numeros 22:1-8), durante a peregrinação de Israel a Canaã. Sob circunstâncias normais os moabitas eram excluídos da participação da vida nacional e cooperativa de Israel (Deuteronomio 23:3-6). No entanto havia um relacionamento amistoso entre indivíduos israelitas e moabitas. Quando fugia da ira de Saul, Davi encontrou um amigo no rei de Moabe (I Samuel 22:3, 4).

 

“..., ele, e sua mulher, e seus dois filhos.”

A esposa - Noemi significa "amável, encantadora, agradável". E o comovente significado deste nome destaca-se mais tarde, quando ela volta de Moabe com sua nora Rute, entristecida pelas experiências amargas que ela cria ter recebido da mão do Senhor. "Não me chameis de Noemi", ela diz aos seus vizinhos, "chamai-me Mara; porque grande .unargura me tem dado o Todo-poderoso" (Rute 1:20).

Os filhos - Os nomes dos dois filhos de Elimeleque e Noemi expressam fraqueza física. Malom significa "doentio", “delicado”e Quiliom, "definhante", “fraco”. Na verdade não viveram muito tempo depois de se estabelecerem em Moabe.

Família de quatro pessoas, bem comportadas, família caseira e unida, seria um estímulo aos seus aparentados moabitas, cujos costumes eram bem diferentes, pelo que sabemos das suas crônicas religiosas (Núméros 25).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo nos Livros de Josué Juízes e Rute - Uma Nação Que se Forma. Juerp, 1973.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

domingo, 7 de julho de 2024

Texto Áureo Lição 2 - O Livro de Rute. Rute 1.1

Lição 2 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2024 - CPAD

Lição 02: O Livro de Rute – 3º Trimestre de 2024.


TEXTO ÁUREO 

“E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele, e sua mulher, e seus dois filhos.” (Rute 1.1)

 

“E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam,”

Este verso coloca o episódio do livro numa época certa, mesmo que não tivesse sido escrito nela. Pertence, pois, ao período dos juízes, mas a ocasião exata não sabemos. O período, como vimos, compreende 350 anos, tempo suficiente para um desenvolvimento muito além, superior àquele que o livro nos mostra. Ele reflete uma época muito anterior a Samuel, mas alguns comentadores o colocam na era desse juiz e sacerdote.

O livro de Juízes termina com uma referência ao caos social e à miséria pessoal resultantes da falta de autoridade justa entre o povo: ”Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Juízes 21.25).

 

“... houve uma fome na terra;

Mesquita diz que as chuvas na Palestina não são muito abundantes e com bastante frequência são insuficientes para regarem adequadamente a lavoura básica. Houve fomes durante a vida de Abraão (Genesis 12:10), Davi (2 Samuel 11:1) e Elias (I Reis 17:1).

Todavia essa fome era fora do comum. Alguns comentaristas crêem que a fome local na região de Belém devia-se em parte às pilhagens associadas com o período caótico dos juizes. A invasão midianita no período de Gideão, por exemplo, destruiu a lavoura e o gado.

 

“... pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe,

Esse homem é chamado Elimeleque que significa "meu Deus é rei". Por causa da fome, Elimeleque decidiu que ele e sua família iriam morar durante algum tempo como estrangeiros residentes (peregri­nos) na terra de Moabe.

Belém de Judá era uma cidade, cerca de oito quilómetros ao sul da atual Jerusalém. Seu nome significa "casa do pão", nome que aponta para a incomum fertilidade daquela região para o plantio de cereais (como o esclarece o capítulo 2 do livro de Rute).

Moabe foi um filho de Ló, o fruto funesto de um relacionamento incestuoso de Ló com uma de suas filhas (Genesis 19:36, 37 ). Os moabitas pagaram a Balaão para amaldiçoar Israel (Numeros 22:1-8), durante a peregrinação de Israel a Canaã. Sob circunstâncias normais os moabitas eram excluídos da participação da vida nacional e cooperativa de Israel (Deuteronomio 23:3-6). No entanto havia um relacionamento amistoso entre indivíduos israelitas e moabitas. Quando fugia da ira de Saul, Davi encontrou um amigo no rei de Moabe (I Samuel 22:3, 4).

 

“..., ele, e sua mulher, e seus dois filhos.”

A esposa - Noemi significa "amável, encantadora, agradável". E o comovente significado deste nome destaca-se mais tarde, quando ela volta de Moabe com sua nora Rute, entristecida pelas experiências amargas que ela cria ter recebido da mão do Senhor. "Não me chameis de Noemi", ela diz aos seus vizinhos, "chamai-me Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-poderoso" (Rute 1:20).

Os filhos - Os nomes dos dois filhos de Elimeleque e Noemi expressam fraqueza física. Malom significa "doentio", “delicado”e Quiliom, "definhante", “fraco”. Na verdade não viveram muito tempo depois de se estabelecerem em Moabe.

Família de quatro pessoas, bem comportadas, família caseira e unida, seria um estímulo aos seus aparentados moabitas, cujos costumes eram bem diferentes, pelo que sabemos das suas crônicas religiosas (Núméros 25). Todavia, essa gentil família infelizmente encontraria naquele lugar a morte.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo nos Livros de Josué Juízes e Rute - Uma Nação Que se Forma. Juerp, 1973.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

sábado, 6 de julho de 2024

Ester 4.14

 
Ester 4.14 “Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe para tal tempo como este chegaste a este reino?”

 

“Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus,”

Essas palavras são respostas de Mardoqueu a Ester, através do camareiro do rei que servia Ester. Ester lhe havia transmitido que não poderia entrar a presença do rei sem ser chamada, pois havia uma sentença de morte para quem se atrever, salvo aqueles a quem o rei estendesse seu cetro de ouro.

Ciente da resposta Mardoqueu diz a Ester através de Hatá que se ela preferisse se omitir que ele cria que o livramento viria de outra maneira para os judeus. Como se daria esse livramento não é dito. Fontes judaicas antigas entenderam que esse palavreado como “uma referência velada a Deus”.

Muito provavelmente, Mordecai estava expressando sua fé no cuidado de Deus para com o Seu povo, em não permitir que a nação fosse destruída. Essa crença se baseava nas promessas do Senhor a Abraão, e fora reconfirmada muitas vezes desde os dias dos patriarcas.

 

“... mas tu e a casa de teu pai perecereis;”

Todavia, se o livramento viesse para o povo judeu de outra forma, Ester e sua família poderiam não sobreviver. O que Mordecai quis dizer quando disse que Ester e sua família pereceriam se os judeus fossem salvos sem a ajuda dela? Não há uma resposta exata para essa pergunta.

Possivelmente, Mordecai só estava insinuando que Deus poderia punir Ester e sua família se ela permanecesse calada. Uma vez que seu pai Abiel já havia falecido apenas e Ester vivia da casa de seu pai.

 

“... e quem sabe para tal tempo como este chegaste a este reino?”

É possível que Ester tivesse sido elevada a rainha, literalmente, “alcançado a realeza”, para uma conjuntura como esta. Mordecai estava dizendo que Ester deveria ver esse desafio como uma oportunidade para cumprir o propósito de Deus para ela.

Deus podia muito bem tê-la feito rainha da Pérsia por causa da crise que Ele sabia que seria desencadeada através da ira de Hamã! Esta passagem é uma chave para o significado básico de todo o livro, isto é, demonstrar a providência infalível de Deus em benefício do Seu povo, Israel. Mordecai insinuou isto com bastante clareza e seu pedido era irresistível.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_05.pdf

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Hebreus 11.34

 

Hebreus 11.34Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.”

 

Apagaram a força do fogo,”

Clara citação a fornalha de fogo ardente que o rei Nabucodonozor tinha mandado aquecer sete vezes mais para a condenação nela dos três jovens hebreus (Ananias, Misael e Azarias) conhecidos na Babilônia como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Pois eles não haviam se prostado e adorado a estátua que rei levantou, mesmo havendo um decreto do rei que os que não assim procedessem seriam imediatamente lançados dentro da fornalha de fogo ardente.

Através da Fé no poder do seu Deus os três jovens se submeteram a condenação: “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Daniel 3.17-18).

Essa fé foi honrada por Deus quando enviou na fornalha o chamado quarto homem: “Não lançamos nós, dentro do fogo, três homens atados? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei. Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus” (Daniel 3.24-25). Através desta fé, eles apagaram a força do fogo.

 

“... escaparam do fio da espada,”

Vários heróis da fé “escaparam ao fio da espada” (v. 34b). Entre os que escaparam da morte no Antigo Testamento estão Davi, ao matar Golias e quando fugiu de Saul (1 Samuel 18:10, 11; 19:10). Elias evitou a execução por mando de Jezabel (1 Reis 19:1–6) e Eliseu (2 Reis 6:14–23, 31–33) foi salvo do filho de Jezabel, o rei Jorão, quando os sírios foram feridos de cegueira, em 2 Reis 6:18.

O autor também poderia ter em mente a rainha Ester e os judeus salvos pela providência divina em Ester 9: 5: “Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada, com matança e com destruição; e fizeram dos seus inimigos o que quiseram.”

 

“... da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram,”

À primeira vista, parece um paradoxo, mas alguns casos podem ser lembrados. Pois realmente alguns “da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra”. Esta descrição poderia se aplicar até ao rei Acabe, cujo exército era como “dois pequenos rebanhos de cabras” e ainda derrotaram os poderoso arameus (1 Reis 20:27).

Davi estava entre os fracos que se transformaram em fortes (1 Samuel 17:49–51), como Baraque (Juízes 4:14). Também podemos pensar em Sansão, que recebeu poder para destruir um templo pagão e um grande número de filisteus após um período de fraqueza (Juízes 16:19–30).

Um exemplo neotestamentário pode ser visto na revelação feita ao apóstolo Paulo de que a força se amadurece na fraqueza: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Coríntios 12.9).

 

“... puseram em fuga os exércitos dos estranhos.”

Esses heróis da fé perseguiram seus inimigos muito das vezes estando em minoria. Muitas passagens aqui poderiam ser citadas (Gênesis 14:10, Josué 10:16, 1 Samuel 19:8, 2 Reis 3:24). Todavia creio que basta a conclusão do exercito do Egito ante o mar vermelho: “Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o Senhor por eles peleja contra os egípcios” (Êxodo 14.25).

Claramente, ao contemplar a história passada de Israel, o escritor desta Epístola vê suas proezas militares como parte integrante da sua fé em Deus, embora o Antigo Testamento nem sempre se ocupe com este elemento da fé. Para ele, todos os heróis do passado ilustram da mesma maneira a dependência de Deus, que é interpretada em termos da fé.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_10.pdf

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

Provérbios 17.17

 

Provérbios 17.17 “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.”

 

Em todo o tempo ama o amigo”

A palavra mais comum para representar “amigo” em hebraico também significa “vizinho”; tem o sentido de “colega” e “companheiro”. Num extremo, significa meramente “a outra pessoa” como em Levítico 19:18 “mas amarás o teu próximo como a ti mesmo”; no outro, representa alguém com quem temos estreita comunhão como em Provérbios 18:24 “mas há amigo mais chegado do que um irmão” . O contexto sempre revelará o sentido preciso.

Esse contexto está re referindo ao amigo íntimo que você espera contar nas adversidades. Segundo Kidner em seu comentário a primeira característica de um bom amigo é a constância “em todo o tempo ama o amigo”. A segunda é a Franqueza. “Leais são as feridas feitas pelo que ama” (Provérbios 27.6). A terceira é o conselho. Dois ditados no capítulo 27 descrevem os dois lados do conselho: o efeito animador do companheirismo e a contenda sadia entre personalidades e pontos de vista. Uma amizade verdadeira deve ter ambos os elementos, o que consola e o que estimula. A última característica é o limite ou tato. Ou seja, respeito para com os sentimentos alheios; a recusa de tirar vantagem da afeição de outrem.

Caso o leitor pense apenas no tipo de amizade que espera receber, ele é conclamado a dar este tipo de lealdade:  Não deixes o teu amigo, nem o amigo de teu pai; nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade; melhor é o vizinho perto do que o irmão longe” (Provérbios 27:10).

 

 “... e para a hora da angústia nasce o irmão.”

O livro de Provérbios sugere que são muitos amigos nos tempos prósperos (Provérbios 14:20; 19:4, 6, 7). Amigos como andorinhas, que voam ao seu encontro no verão, mas desaparecem no inverno; estes amigos não fazem falta.

Todavia é no momento das dificuldades que se percebe quem são os verdadeiros amigos: “e para a hora da angústia nasce o irmão”. Mas se a amizade for prudente, generosa, e cordial, se eu amar meu amigo porque ele é sábio, e virtuoso, e bom, e continuar assim, ainda que ele venha a cair em pobreza e desgraça, eu o amarei. Cristo é um amigo que ama em todas as ocasiões: “como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim (João 13.1), e devemos amá-lo assim também (Romanos 8.35).

Nós não cumprimos o objetivo dos nossos relacionamentos se não realizarmos o dever deles. Alguns interpretam isto da seguinte maneira: “Na angústia nasce o irmão”. Um amigo que ama em todas as ocasiões nasce, isto é, se torna um irmão na angústia, e isto deve ser valorizado.

Rute estava disposta a enfrentar toda e qualquer dificuldade ao lado da sogra viúva e idosa. As expressões “onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu” e “onde quer que morreres, morrerei eu” (Rute 1.16,17) demonstravam o grau de amizade e comprometimento da jovem moabita. E isso não ficou somente em palavras; transformou-se em atitudes concretas por toda a vida. A Noemi posteriormente testemunharam: “pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos” (Rute 4.15)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios — princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

KIDNER, Derek. Provérbios Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica. Mundo Cristão

Provérbios 20.11

 

Provérbios 20.11Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta.”

 

Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações,”

Esse versículo é muito importante, pois, ele revela o interesse de Deus nas crianças, como tais, e não apenas como futuros adultos: “Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus” (Marcos 10.14).

Desde bem cedo na vida o menino ou a menina revelam o veneno que trazem na sua natureza. Pode ser inconsciente, mas revela o que não entendem. Isso nos leva a ver que há um mal em a natureza humana que só um remédio específico pode curar: o sangue de Jesus:” Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim” (Salmo 51.2-3).

Ronald Knox defende essa interpretação: “Mesmo ao brincar se dá a conhecer” (Knox). Esta é atraente, pois dá razão de ser à ordem das palavras, e é um significado que faz pensar.

Logo poderemos ver qual é o seu temperamento, e para que lado a sua inclinação as leva conforme a sua constituição. Os filhos não aprenderam a arte de dissimular e esconder a sua tendência, como os adultos.

 

 

 “... se a sua obra é pura e reta.”

A árvore se conhece pelos seus frutos (Mateus 7.16), ao homem, por suas obras; até uma árvore jovem, por suas primícias, uma criança por suas coisas infantis, quer o seu trabalho seja somente aparentemente bom ou justo, isto é, verdadeiramente bom: “Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito” (Provérbios 16.2).

Desde cedo as crianças devem ser induzidas por palavras e exemplo a fazerem o que é reto; caso não o fizerem, ainda não é tarde para corrigi-las. Afinal até Deus nos corrige: “Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Provérbios3.12)

Os pais então devem observar seus filhos, para que possam descobrir a sua disposição e o seu talento, e administrá-los e dispor deles, de maneira apropriada, martelar o prego que entra corretamente e extrair o que entra errado. Nisto, a sabedoria é útil, para orientar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios — princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

KIDNER, Derek. Provérbios Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica. Mundo Cristão

Uma Nova Tradução (para o Inglês) do Antigo Testamento, tirada da Vulgata Latina por Ronald A. Knox, 1949.