sábado, 6 de julho de 2024

Tito 2.4

 

Tito 2.4 “Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,”

 

Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes,”

Embora as mulheres devam se submeter aos homens em situações de ensino, as mulheres mais velhas podem ser uma grande bênção para as jovens estudando e partilhando com elas a verdade. Mulheres como Ana (Lucas 2:36–38) e Lóide (2 Timóteo 1:5) e Priscila (Atos 18:24–26) foram extremamente úteis no amadurecimento de almas para o Salvador.

Mulheres piedosas, o Senhor sabia, ajudariam a espalhar o reino como o fermento na massa: “É semelhante ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três medidas de farinha, até que tudo levedou (Lucas 13:21).

Elas devem ensinar as mais jovens a serem prudentes. A palavra grega para “prudente” descreve uma pessoa que tem domínio próprio, autocontrole, bem como a idéia de controlar os desejos e impulsos. É a pessoa que domina suas paixões em vez de ser dominada por elas. É a pessoa que está com o leme da vida em suas mãos e não alguém desgovernado nos mares revoltos da vida.

 

“... a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,”

As mulheres jovens devem “amar” seus maridos e filhos. Na antigüidade, entre os pagãos e os judeus igualmente, estas virtudes-gêmeas eram consideradas á glória do caráter das mulheres jovens, e freqüentemente são mencionadas nas inscrições funerárias. Conforme. o epitáfio, freqüentemente citado, dos tempos de Adriano, numa lápide achada em Pérgamo, na Mísia: “Julius Bassus. . . à sua dulcíssima esposa, dedicada ao seu marido e dedicada aos seus filhos.”

Uma esposa e mãe também deve ser uma amiga. Ela deve se deleitar genuinamente em passar momentos com o marido e os filhos. A família é abençoada quando as ações feitas para o marido e os filhos são feitas com prazer.

Paulo deu várias instruções para o marido amar a esposa da mesma forma que Cristo ama a igreja (Efésios 5.25-33; Colossenses 3.19). Em todas as ocasiões, a palavra grega usada é ágape, o amor incondicional, sacrificial. Porém, quando a Bíblia fala que a mulher deve amar o marido e os filhos, usa o amor philéo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

LOPES, Hernandes Dias. Tito e Filemom; doutrina e vida, um binômio inseparável. São Paulo: Hagnos, 2009.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200401_07.pdf

Juízes 1.19

 

Juízes 1.19 “E estava o Senhor com Judá, e despovoou as montanhas; porém não expulsou aos moradores do vale, porquanto tinham carros de ferro.”

 

E estava o Senhor com Judá, e despovoou as montanhas;”

Judá acabara de derrotar três das cinco cidades filisteias e tomou seus respectivos territórios (v.18). A menção de Gaza, Ascalom e Ecrom refere-se a um período anterior ao estabelecimento principal dos filisteus nas planícies costeiras. Na época de Sangar (3:31) e Sansão (capítulos 13 a 16), os filisteus haviam tomado essas terras.

Judá só conseguiu derrotar seus inimigos porque o Senhor estava com Judá: “E sucedeu, depois da morte de Josué, que os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR, dizendo: Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles? E disse o Senhor: Judá subirá; eis que entreguei esta terra na sua mão” (v.1,2).

Embora o exército de Judá fosse forte e corajoso, a vitória é atribuída a Deus. Ele lhes deu na sua mão os cananeus lhes dá a capacidade para destruí-los e, dessa forma, colocar à prova a obediência deles à sua ordem, que era de destruí-los totalmente. Porém...

 

“... porém não expulsou aos moradores do vale, porquanto tinham carros de ferro.”

A parte da herança de Judá estava praticamente livre de cananeus, mas não completamente. Aqueles que habitavam nas montanhas (as montanhas que rodeavam Jerusalém) foram expulsos: “E depois os filhos de Judá desceram a pelejar contra os cananeus, que habitavam nas montanhas”.

Mas aqueles que moravam no vale permaneceram nas suas terras, pelo fato de terem carros de ferros, de acordo com Josué 17.16: “Então disseram os filhos de José: As montanhas não nos bastariam; também carros de ferro há entre todos os cananeus que habitam na terra do vale”.

Aqui os homens de Judá fracassaram, e com isso arruinaram a influência que de outra forma poderiam ter tido sobre as outras tribos. Essas tribos seguiram esse exemplo de covardia, em vez de todas as outras ocasiões de coragem.

Os cananeus, e posteriormente os filisteus, eram capazes de trabalhar o ferro, enquanto Israel não saíra da Idade do Bronze (posterior) nela permanecendo até a época de Davi. Portanto, os israelitas achavam que não era seguro atacá-los.

Mas, acaso Israel não tinha Deus do seu lado, “cujos carros são vinte milhares, milhares de milhares?” (SaImos 68.17) Diante do Senhor esses carros bélicos seriam como palha no fogo.

Acaso Deus não tinha expressamente prometido pelo oráculo (v. 2) que daria sucesso ao seu povo contra os cananeus nessa campanha militar, sem excluir aqueles que tinham carros de ferro? Todavia, eles permitiram que seu medo prevalecesse contra sua fé.

Eles não conseguiam confiar em Deus diante de qualquer tipo de desvantagem. Por isso, não se atreveram a enfrentar os carros de ferro, mas vilmente retiraram suas forças, quando com uma investida corajosa poderiam ter completado suas vitórias.

Mais tarde, os israelitas olhariam o uso de carruagens com reserva, como indicativo de dependência da força humana, ao invés de dependência do poder de Deus: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus (SaImos 20:7).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202306_07.pdf

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Josué a Ester. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Tito 2.3

 

Tito 2.3 “As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem;”

 

As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas,”

No verso 2, Paulo instruiu aos homens idosos quanto a conduta exemplar que se esperam deles. Neste verso, Paulo dá ensinamento sobre as mulheres de mais idade por isso ele usa a palavra semelhantemente.

Mulheres idosas, com mais de 60 anos, são pessoas que têm vivência e experiências de grande valor para serem exemplo para as gerações mais novas.

A santidade que se requer de todos os crentes impõe que sejam “sérias no viver”. Devem ser mulheres santas, que não andem com atitudes e maus exemplos, na igreja ou fora dela.

 

“... não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem;”

A palavra grega usada para descrever “caluniadoras” é diabolos. O diabo é o patrono das pessoas que se entregam à calúnia, à fofoca e à maledicência. William MacDonald diz que a palavra grega diabolos é um termo apropriado, uma vez que a maledicência é diabólica em sua fonte e caráter. As mulheres idosas nao devem falar mal pelas costas nem ser boateiras. Nada é mais pernicioso para a vida da igreja do que o pecado da língua. Tiago diz que a língua é fogo e veneno. A língua fere, destrói e mata (Tiago 3.1-11). Salomão diz que “a morte e a vida estão no poder da língua” (Provérbios 18.21).

As mulheres mais velhas não devem ser “dadas a muito vinho”. O vinho tinha um uso medicinal e também era consumido normalmente no mundo do primeiro século (1 Timóteo 5:23). Hoje em dia, deve-se considerar a influência que o cristão exerce sobre os outros ao consumir qualquer bebida alcoólica (Romanos 14:21). Lopes diz que a embriaguez é um vício degradante em todas as pessoas, mas quando mulheres que deveriam ser exemplo de conduta capitulam-se à embriaguez,isso se constitui num terrível escândalo.

O que mais chama a atenção quanto ao comportamento a ser vivido pelas mulheres cristãs idosas é que devem ser “mestras do bem”. Sim, elas devem ser “mestras” para as mulheres mais novas. Estas devem ter comportamento exemplar, à altura de quem é nova criatura, e vive em conformidade com os princípios cristãos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO

LOPES, Hernandes Dias. Tito e Filemom; doutrina e vida, um binômio inseparável. São Paulo: Hagnos, 2009.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE JULHO DE 2024 (Ester 2.16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE JULHO DE 2024
MULHERES QUE SE PORTAM DE MANEIRA HUMILDE

Ester 2.16 “Assim foi levada Ester ao rei Assuero, à sua casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado.”

 

Assim foi levada Ester ao rei Assuero, à sua casa real”

Após ser selecionada por um oficial do Rei e integrar a casa das mulheres do palácio do Rei. Sob os cuidados Hegai, camareiro do Rei, Ester recebeu enfeites e roupas e passou por um tratamento de beleza que durou doze meses: “E, chegando a vez de cada moça, para vir ao rei Assuero, depois que fora feito a ela segundo a lei das mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias das suas purificações, seis meses com óleo de mirra, e seis meses com especiarias, e com as coisas para a purificação das mulheres)” (Ester 2.12).

Após todo esse processo Ester foi levada a presença do rei Assuero em sua casa Real para por ele ser avaliada. Pois a donzela que fosse escolhida por Ele reinaria em lugar de Vasti que havia sido deposta pelo Rei por desonrá-lo na presença de seus convidados. Um edito real se escreveu segundo as leis dos persas e dos medos, que não se pode revogar: “que Vasti não entre mais na presença do rei Assuero, e o rei dê o reino dela a outra que seja melhor do que ela” (Ester 1.19).

 

“... no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado.”

Tebete ou Tevet é o quarto mês do ano civil e o décimo mês do ano eclesiástico no calendário hebraico. Segue Kislev e precede Shevat. É um mês de 29 dias. Tevet geralmente ocorre em dezembro-janeiro no calendário gregoriano. Em Susã, capital do império persa era o meio do inverno, um período frio e úmido.

Quatro anos se haviam passado desde que o rei, pelo seu edito, havia banido Vasti: “No terceiro ano do seu reinado, fez um banquete a todos os seus príncipes e seus servos, estando assim perante ele o poder da Pérsia e Média e os nobres e príncipes das províncias” (Ester 1.3).

Assuero (também conhecido como Xerxes) reinou de 485 a 465 a.C. Os eventos do capítulo 1 devem ter ocorrido, portanto, em 483, porque esse era o terceiro ano do seu reinado. Enquanto os eventos do capítulo 2, em 479, que era o sétimo ano do seu reinado.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

SWINDOLL, Charles R. Ester: uma mulher de sensibilidade e coragem - tradução de Neyd Siqueira. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE JULHO DE 2024 (Ester 2.15)

 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE JULHO DE 2024
MULHERES QUE SE PORTAM DE MANEIRA HUMILDE

Ester 2.15 “Chegando, pois, a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu (que a tomara por sua filha), para ir ao rei, coisa nenhuma pediu, senão o que disse Hegai, camareiro do rei, guarda das mulheres; e alcançava Ester graça aos olhos de todos quantos a viam”.

 

Chegando, pois, a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu (que a tomara por sua filha), para ir ao rei,”

Somente agora no livro Ester é mencionada pelo seu nome completo: filha de Abiail, tio de Mordecai, que a tomara por filha.

Todas as donzelas selecionadas pelos oficiais do Rei, após o período de preparo de doze meses. Começaram a se apresentar diante do Rei para que ele escolhesse alguma delas para reinar com ele no lugar de Vasti: “E a moça que parecer bem aos olhos do rei, reine em lugar de Vasti” (Ester 2.4). Chega enfim a vez de Ester: “Assim foi levada Ester ao rei Assuero” (Ester 2.16).

 

“... coisa nenhuma pediu, senão o que disse Hegai, camareiro do rei, guarda das mulheres;”

As moças que se apresentavam ao Rei Assuero podiam pedir qualquer coisa e se lhes daria: “Desta maneira, pois, vinha a moça ao rei; dava-se tudo quanto ela desejava, para levar consigo da casa das mulheres à casa do rei” (Ester 2.13).

A oferta de toda sorte de adornos significava que as rainhas em perspectiva revelavam mediante a escolha que faziam se tinham bom senso e gosto artístico, ou se estavam interessadas apenas em se enriquecer.

Ester, todavia, coisa nenhuma pediu para si. Revelou um espírito incomparável, demonstrando que não estava preocupada em agradar ao rei pelo que "é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário", mas por "um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus" (1 Pedro 3:3, 4).

 

“... e alcançava Ester graça aos olhos de todos quantos a viam”.

Sua atitude surpreendente fez com que Ester alcançasse graça aos olhos de todos que a viam. Com o seu espírito fascinante e gracioso. Ela já havia alcançado graça aos olhos de Hegai, camareiro do rei: “Sucedeu que, divulgando-se o mandado do rei e a sua lei, e ajuntando-se muitas moças na fortaleza de Susã, aos cuidados de Hegai, também levaram Ester à casa do rei, sob a custódia de Hegai, guarda das mulheres. E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele; por isso se apressou a dar-lhe os seus enfeites, e os seus quinhões, como também em lhe dar sete moças de respeito da casa do rei; e a fez passar com as suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres” (Ester 2.8-9).

Havia claramente algo em Ester que levava todos a "favorecê-la", desde o rei até às mulheres do harém que estavam competindo contra ela pela atenção e afeto do monarca. Todos que viam Ester admiravam-na, e concluíram que seria ela a dama a conquistar o prêmio, e ela de fato o conquistou.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

SWINDOLL, Charles R. Ester: uma mulher de sensibilidade e coragem - tradução de Neyd Siqueira. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

sexta-feira, 5 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE JULHO DE 2024 (Rute 1.11)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
5 DE JULHO DE 2024
MULHERES SÁBIAS COMPREENDEM O SEU PAPEL NO REINOD E DEUS

Rute 1.11 “Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos?”

 

Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo?”

Orfa e Rute rejeitam a sugestão da sogra. Asseguram a Noemi que ambas certamente voltarão com ela, para seu povo. Contudo, Noemi não se comprometerá, induzindo-as à sua vida incerta. Elas são jovens e poderão muito bem casar-se de novo em sua própria terra.

Noemi então pergunta: “Por que iríeis comigo?” De acordo com o princípio do casamento em levirato, o irmão seguinte devia se casar com a viúva sem filhos que o falecido deixara: “Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela” (Deuteronômio 25:5).

O primeiro filho do segundo casamento seria considerado do irmão falecido e essa criança levaria o nome da família e herdaria as propriedades como se fosse filho do falecido: “E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel” (Deuteronômio 25:6)

Foi em virtude dessa lei, que Boaz veio a casar com Rute. Se essa lei existia em Moabe não se sabe, mas é possível que não. Existia em Israel, e Noemi está pensando em termos de israelita.

 

“Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos?”

Continuando seu argumento Noemi pergunta:Tenho eu ainda no ventre filhos?” Ela quis dizer que não tinha mais esperanças de vir a ser mãe de filhos que pudessem mais tarde se casar com as duas viúvas moabitas. Sendo assim, não estava na obrigação de os dar às viúvas.

Mesmo que ela viesse a casar-se outra vez, e tivesse filhos, elas não poderiam esperar que os rapazes crescessem. Noemi tem certeza de que não há razão para que as noras continuem ao seu lado. Que procurem um casamento em outro lugar!

Assim, Noemi rejeita decididamente a idéia de Orfa e Rute continuarem com ela.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo nos Livros de Josué Juízes e Rute - Uma Nação Que se Forma. Juerp, 1973.

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Bibliografia Sugerida - 3° trimestre de 2024.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE JULHO DE 2024 (Ester 2.16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
4 DE JULHO DE 2024
ESTER SE TORNA RAINHA: UM ATO DA PROVIDÊNCIA DIVINA

Ester 2.16 “Assim foi levada Ester ao rei Assuero, à sua casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado.”

 

Assim foi levada Ester ao rei Assuero, à sua casa real”

Após ser selecionada por um oficial do Rei e integrar a casa das mulheres do palácio do Rei. Sob os cuidados Hegai, camareiro do Rei, Ester recebeu enfeites e roupas e passou por um tratamento de beleza que durou doze meses: “E, chegando a vez de cada moça, para vir ao rei Assuero, depois que fora feito a ela segundo a lei das mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias das suas purificações, seis meses com óleo de mirra, e seis meses com especiarias, e com as coisas para a purificação das mulheres)” (Ester 2.12).

Após todo esse processo Ester foi levada a presença do rei Assuero em sua casa Real para por ele ser avaliada. Pois a donzela que fosse escolhida por Ele reinaria em lugar de Vasti que havia sido deposta pelo Rei por desonrá-lo na presença de seus convidados. Um edito real se escreveu segundo as leis dos persas e dos medos, que não se pode revogar: “que Vasti não entre mais na presença do rei Assuero, e o rei dê o reino dela a outra que seja melhor do que ela” (Ester 1.19).

 

“... no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado.”

Tebete ou Tevet é o quarto mês do ano civil e o décimo mês do ano eclesiástico no calendário hebraico. Segue Kislev e precede Shevat. É um mês de 29 dias. Tevet geralmente ocorre em dezembro-janeiro no calendário gregoriano. Em Susã, capital do império persa era o meio do inverno, um período frio e úmido.

Quatro anos se haviam passado desde que o rei, pelo seu edito, havia banido Vasti: “No terceiro ano do seu reinado, fez um banquete a todos os seus príncipes e seus servos, estando assim perante ele o poder da Pérsia e Média e os nobres e príncipes das províncias” (Ester 1.3).

Assuero (também conhecido como Xerxes) reinou de 485 a 465 a.C. Os eventos do capítulo 1 devem ter ocorrido, portanto, em 483, porque esse era o terceiro ano do seu reinado. Enquanto os eventos do capítulo 2, em 479, que era o sétimo ano do seu reinado.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

SWINDOLL, Charles R. Ester: uma mulher de sensibilidade e coragem - tradução de Neyd Siqueira. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quarta-feira, 3 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE JULHO DE 2024 (Ester 2.7)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
3 DE JULHO DE 2024
ESTER FOI CRIADA PELO PRIMO, MARDOQUEU

Ester 2.7Este criara a Hadassa (que é Ester, filha de seu tio), porque não tinha pai nem mãe; e era jovem bela de presença e formosa; e, morrendo seu pai e sua mãe, Mardoqueu a tomara por sua filha.”

 

Este criara a Hadassa (que é Ester, filha de seu tio),”

Este que criara Hadassa é Mardoqueu ou Mordecai, da tribo de Benjamim. Ele era bisneto de um homem chamado Quis, que fora levado. para a Babilônia junto com o rei Jeconias (Jeoaquim) em 597 A.C.

O nome Hadassa vem de “hadas”, que quer dizer mirta ou murta. É interessante que ramos de murta são ainda carregados na procissão da Festa dos Tabernáculos, indicando paz e ações de graças.

Ester vem de “stam”, palavra persa para estrela, provêm da mesma raiz que o nome babilônio Ishtar, da deusa que corresponde a Vênus na adoração romana. Temos aqui um exemplo precoce da prática judia de usar dois nomes – um hebraico e outro gentio, tais como João Marcos, José Justo, etc".

 

“... porque não tinha pai nem mãe;”

Ester era filha de um homem chamado Abiail (Ester 2:15). Este era tio de Mardoqueu. Após a morte de Abiail, Mardoqueu levou a órfã para sua casa e a criou como sua filha.

Deus expressa grande preocupação por aqueles que estão destituídos de seus familiares imediatos, como os órfãos e as viúvas. O cuidado para com aqueles que não têm os pais é particularmente imposto, primeiramente, na promulgação da lei mosaica, no código da aliança: “A nenhuma viúva nem órfão afligireis (Êxodo 22.22) e, em segundo lugar, no código que está registrado no livro de Deuteronômio “Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva (Deuteronômio 24.17).

Uma parte do dízimo deveria ser dedicada ao sustento das pessoas que estivessem nesta situação: “Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem (Deuteronômio 26.12), e seus direitos de herança deveriam ser protegidos.

Deus preocupa-se com os órfãos e com as viúvas (Salmos 10.14,18; João 14.18), promete sua ajuda a eles (Êxodo 22.23; Deuteronômio 10.18) e condena aqueles que os oprimem (Deuteronômio 27.19; Malaquias 3.5).

 

“... e era jovem bela de presença e formosa;”

O hebraico para bela é mais específico: “bela de forma e linda de se ver”. A beleza de Ester foi o motivo de ter sido contada entre as virgens trazidas a Assuero para a seleção de uma rainha para reinar no lugar de Vasti.

Apesar de possuir beleza natural. Ester se submeteu a um tratamento de beleza na casa das mulheres  que durou doze meses, antes de se apresentar ao Rei: “E, chegando a vez de cada moça, para vir ao rei Assuero, depois que fora feito a ela segundo a lei das mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias das suas purificações, seis meses com óleo de mirra, e seis meses com especiarias, e com as coisas para a purificação das mulheres)” (Ester 2.12).

Por causa de sua formosura escolhida e tornou-se rainha, e viveu no palácio em Susã.

 

“... e, morrendo seu pai e sua mãe, Mardoqueu a tomara por sua filha.”

Mardoqueu havia adotado a sua prima órfã, e a educara. O costume de adoção era suficientemente conhecido em Israel para propiciar um modelo do relacionamento entre o Senhor e o Seu povo (Exôdo 4:22; 2 Samuel 7:14), mas não há leis no Pentateuco que governem a adoção, e há relativamente poucos exemplos da sua prática.

Este exemplo em Ester sugere que a adoção no contexto da família era preferida, e isto está em consonância com o costume do Oriente Próximo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

SWINDOLL, Charles R. Ester: uma mulher de sensibilidade e coragem - tradução de Neyd Siqueira. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

terça-feira, 2 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 2 DE JULHO DE 2024 (Rute 4.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
2 DE JULHO DE 2024
RUTE GERA UM FILHO DE BOAZ, SEU REMIDOR

Rute 4.14 “Então, as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o Senhor, que não deixou, hoje, de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel.” 

 

“Então, as mulheres disseram a Noemi:”

Após Boaz receber Rute por mulher, o Senhor fez Rute conceber, e deu à luz um filho (v.13). As mulheres da cidade ficaram encantadas, pelo nascimento da criança. Quando Noemi retornou de Moabe com Rute essas mulheres já haviam mostrado interesse nelas: Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém; e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi?” (Rute 1.19).

Vêm a ela, agora, ao invés de a Rute, provavelmente porque a conhecem há mais tempo, ou talvez porque ela é quem tenha maior necessidade de companhia. Afinal, Rute tem um marido e agora um filho para ocupar toda sua atenção.

Às mulheres congratulam-se com Noemi e, de maneira consistente com aquilo que temos visto através deste livro, atribuem tudo quanto aconteceu à mão do Senhor.

 

“Bendito seja o Senhor, que não deixou, hoje, de te dar remidor,”

Seja o Senhor bendito era modo usual de exprimir gratidão. A mais antiga forma de oração judia que conhecemos (que se admite ser bem mais antiga do que esta sob discussão) é denominada “as oito bênçãos”, porque cada oração inicia-se com “bendito sejas tu, Senhor”.

A razão atribuída para a gratidão é que Deus não deixou Noemi sem um resgatador. Até este ponto, teríamos pensado que resgatador era Boaz; contudo, esta declaração prossegue, culminando no fim do versículo seguinte, onde há uma referência a Rute, que o deu à luz. Torna-se claro que as mulheres estão falando do bebê. Deus enviou a criança a fim de que fosse o resgatador de Noemi (Knox: um herdeiro).

Continuamente Deus está trabalhando a favor de Noemi para provar-lhe Seu favor. Quando ela perdeu seu marido e filhos, Deus deu a ela Rute. Quando ela pensou num resgatador, Deus deu a ela Boaz. Quando Rute casou-se com Boaz, Deus deu a ela um filho.

 

“... e seja o seu nome afamado em Israel.”

O neto de Noemi é alvo das orações das mulheres de Belém. Ele era o resgatador de Noemi. A sua família se perpetuaria na terra por intermédio dele. Através dele que se faria perpetuar o nome da família de Noemi sobre a terra e foi seu arrimo na velhice.

Seja afamado em Israel o nome deste é uma oração para que a criança se torne famosa, da mesma forma como os homens haviam orado pelo mesmo objetivo quanto a Boaz (v.11).

A oração dessas vizinhas sobre a criança foi atendida por Deus, elas lhe nomearam: “E deram-lhe o nome de Obede” (v.17). Caprichosamente o escritor do livro antecipa quem foi Obede: “Este é o pai de Jessé, pai de Davi” (v.17). Isso tornou seu nome afamado.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

Lopes, Hernandes Dias. Rute: Uma perfeita história de amor. São Paulo: Hagnos, 2007.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.