quarta-feira, 8 de maio de 2024
domingo, 5 de maio de 2024
Lição 06: As Nossas Armas Espirituais– 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO
“Porque as armas da
nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das
fortalezas. ” (2 Coríntios 10.4)
“Porque as armas da nossa milícia não são carnais,
Agora Paulo retrata seu ministério apostólico em termos de campanha militar. ‘Ele e sua equipe ministerial viviam no mundo “na carne’’, ou “em vasos de barro”: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós” (2 Coríntios 4.7).
Mas ele não militava ou empreendia guerra como o mundo faz “segundo a carne”, isto é, limitado pelo que é finito, humano, terrestre ou meramente físico. Os instrumentos da guerra de Paulo não eram espadas e lanças, escudos e armaduras.
Pouco importando o quão fraco, tímido ou humilde Paulo pareces-se ser na presença dos coríntios, ele não teve de enfrentar destemidamente ou usar métodos e armas que o mundo usa.
Ele escreveu aos Efésios: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6.12).
Ora, se nossos inimigos não são de carne e sangue, como poderíamos com eles pelejar? Se nossos inimigos são seres espirituais não devemos usar armas carnais. Esses inimigos liderados por Satanás são invisíveis, porém reais e poderosos. O Reino de Satanás é denominado “o império das trevas” (Colossenses 1:13). Para enganar e capturar almas, ele usa ministros falsos, doutrinas falazes e lugares de adoração falsificados. .
A missão de Paulo era converter pessoas “da potestade de Satanás para Deus”: “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados” (Atos 26:18).
Os cristãos precisam da ajuda de Deus para enfrentar e vencer tamanho exército. Por isso temos disponível a nós a Armadura de Deus.
“... mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.”
O apóstolo estava confiante de que os instrumentos bélicos fornecidos por Deus lhe dariam poder para prevalecer sobre seus oponentes em Corinto. Quando o Espírito o ungiu ele passou a ter armas “poderosas em Deus” para destruir as fortalezas inimigas. Essas armas são o Espírito que nos capacita e a Palavra que é a sua ferramenta (Espada do Espírito).
As “fortalezas” eram os ardis argumentos contra o Evangelho simples de Cristo que Paulo pregava como também os esforços em destruir seu ministério e levar seus convertidos à escravidão espiritual pelas falsas doutrinas dos inimigos.
Esses inimigos usaram a arma da vanglória ou presunção. Louvaram a si mesmos (2 Coríntios 10:12) e recorreram a desonestidade e à mentira. Mas aqueles que queriam difamar a mensagem e o caráter do apóstolo não podiam suportar o poder de suas palavras.
Podemos aplicar isto às forças do mal que procuram destruir a Igreja trazendo falsas doutrinas, modos mundanos, entretenimento secular e apresentações terrenas. A Palavra e o Espírito ainda têm o poder de destruir os poderes das trevas (Efésios 6.14-18).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
14/4/2024
FONTES:
GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.
HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202108_04.pdf
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201308_12.pdfsábado, 4 de maio de 2024
Mateus 25.41
“Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” (Mateus 25.41)
“Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda:”
Em Mateus 25.32,33, Jesus afirmou: "e todas as nações serão reunidas diante dele [do Filho do Homem], e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda".
O Senhor Jesus fará distinção entre o precioso e o vil. Ele “apartará uns dos outros”, como o joio e o trigo são separados na colheita, o peixe bom do ruim, na margem, o trigo da palha, na eira.
Primeiro ele permitirá a entrada ao reino milenial àqueles a quem ele tinha apartado a sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25.34).
Depois julgará àqueles que havia deixado a sua esquerda: “E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda” (Mateus 25.33). Considerando o que diz a profecia de Joel 3, os "bodes" representam as nações que fizeram mal a Israel, e as "ovelhas", as que lhe dispensaram um
Diz o Pastor Antonio Gilberto: “os da direita ele os chamará de “nações ovelhas”, possivelmente povos pacíficos, amigos protetores e defensores de Israel. Os da esquerda ele os chamará de “nações bodes”, que deverão ser povos sanguinários, beliscosos e perseguidores de Israel que seguiram o Anticristo.”
“Apartai-vos de mim, malditos, o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. ”
A justiça do Rei fica clara aqui, pois o critério para a condenação dos "bodes" será o mesmo usado na absolvição das "ovelhas": "tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber" (vv. 42-45).
Dirá a eles: “Apartai-vos de mim”. Eles serão condenados. Ser condenado é ser separado da presença do Senhor “Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder” (2 Tessalonicenses 1:9), sendo impedido de ter comunhão com Ele.
Eles serão lançados para o fogo eterno, ou seja, o inferno. “Eterno” significa “sem fim, que nunca cessa, que dura para sempre”. A declaração de Jesus não nos permite limitar a duração do inferno e dizer que os perdidos serão aniquilados ou consumidos. “Aionios” é usado para descrever a duração tanto do inferno como do céu: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 25:46). Se limitarmos a duração do inferno, então teremos também que limitar a duração do céu.
O verbo ”preparado” é uma repetição do versículo 34, que afirma que o reino foi “preparado” para os justos. Aqui um lugar de tormento foi “preparado” para o diabo e seus anjos. Por causa do Seu grande amor, Deus fez tudo o que era necessário para evitar que a humanidade fosse para esse lugar terrível de tormento (João 3:16, 17, 36).
Devemos tomar consciência de que o inferno não foi feito para nós, e deve buscar uma vida espiritual em contínua comunhão com Deus. Por maiores que sejam os desafios e as tribulações que enfrentamos nesta vida, a perseverança em Cristo deve ser nutrida pela alegria da vida eterna. Cristo foi preparar um lugar para Seus discípulos ao lado dEle (João 14.1-3). Que esta seja a nossa motivação a cada dia!
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
FONTES:
GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201211_02.pdf
SILVA, Antônio Gilberto. O Calendário da Profecia. Rio de
Janeiro. Casa. Publicadora das Assembléias de Deus, 1985.
HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2023
terça-feira, 30 de abril de 2024
domingo, 28 de abril de 2024
Lição 05: Os Inimigos do Cristão– 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO
“Não sejamos
cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos
outros.” (Gálatas 5.26)
“Não sejamos cobiçosos de vanglórias, “
Paulo termina o capítulo 5 admoestando com esse verso. Em primeiro lugar ele adverte contra a presunção. A palavra grega para (cobiçoso) aparece no Novo Testamento somente aqui. O seu significado básico é “vaidade”, “ansioso pela fama”, “presunçoso”. A vida regida pelo Espírito exclui qualquer tipo de presunção.
A palavra grega (vanglória), está relacionada a conduta, na qual uma pessoa mostra a outra suas vantagens, e dessa maneira o provoca. No vão afã de prestígio, a pessoa dominada por esse sentimento tem a necessidade de apresentar suas “conquistas perante às outras” como os fariseus da época de Cristo se apresentavam. Desse modo, é uma tentação para que a outra pessoa passe a viver, por sua vez, pela sua própria glória.
“... irritando-nos uns aos outros,”
O termo grego para irritar significa provocar com intensidade, “chamar alguém à frente, sugere “combate ou rivalidade”. Esse termo só ocorre uma vez no Novo Testamento. Era muitas vezes usado na literatura grega com a conotação hostil de “instigar”. A pessoa ansiosa por aparecer provoca aos demais homens a mesma vaidade com sua superioridade suposta ou real.
“... invejando-nos uns aos outros.”
A inveja é um sentimento indigno para um cristão sincero. Está listada entre as obras da carne e aqui descrita como sinal de sabedoria terrena; é sentimento carnal, ou de influência diabólica, que faz com que um a pessoa em vez de alegrar-se com o triunfo do outro, alegra-se com seu fracasso. Ele não apenas deseja ter ou ser como o outro, mas tem tristeza porque não tem ou não é como o outro. O invejoso é alguém que tem uma super preocupação com sua posição, dignidade e direitos. É sentimento destruidor não só da paz interior, é devastador para a saúde física. “O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos” (Provérbios 14.30).
A lista de pecados que Paulo enumerou em 5:19–21 não visava ser completa, e sim representativa. A frase “e coisas semelhantes a estas” em 5:21 engloba outras ações malignas de natureza similar.
Cada um dos três padrões de comportamento adicionados em 5:26 – “possuir-se de vanglória”, “provocar uns aos outros” e “ter inveja” – tem claramente o seu lugar entre “as obras da carne”.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
12/4/2024
FONTES:
GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.
GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201807_02.pdf
RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
Lição 05: Os Inimigos do Cristão– 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO
“Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.”
“Se vivemos no Espírito,”
Outra vez (v.16) o apóstolo retoma a ideia fundamental de toda a perícope e faz uma nova aplicação. Os cristãos devem viver baseando sua conduta no Espírito. Por ter anulado a carne: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (v.24), eles passaram a ter um viver determinado pelo Espírito de Deus; devem, pois, agora, reger sua conduta pelo Espírito.
A palavra “vivemos” tem aqui um sentido profundo. A expressão “pelo Espírito” traz o sentido de “na força do Espírito”: o fundamento íntimo, a força motora que move o viver cristão. Eles agora vivem “no Espírito” e “pelo Espírito”, isso porque o Espírito de Deus vive em cada um: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós” (Romanos 8.9).
“... andemos também no Espírito.”
Se o Espírito habita em nós e em nós produz seus frutos, precisamos agora andar no Espírito. Não pode existir inconsistência em nossa vida.
Andar de acordo com o Espírito é a consequência dos cristãos estarem fundados e cimentados espiritualmente. Agora não se diz, “vivam pelo Espírito”, como foi dito no versículo 16, nem “são guiados pelo Espírito”, versículo 18, mas “andemos pelo Espírito”.
A palavra grega para (andar), originalmente era um termo militar. Significa “marchar em ordem”, “formar fila”. No Novo Testamento apresenta um duplo sentido. Por um lado, tem o sentido de “caminhar”, por outro, significa “ajustar-se a”. A palavra passou a ter a conotação figurativa de “estar de acordo com”.
Paulo queria que os gálatas examinassem suas vidas e se certificassem de que estavam em harmonia com o Espírito, produzindo o fruto do Espírito: “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito” (Romanos 8:5, 6).
O desejo do apóstolo era que os gálatas deixassem o Espírito dirigir todos os seus atos. A vida dos cristãos se realiza através de um caminho ajustado ao Espírito e regido segundo este Espírito.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/4/2024
FONTES:
GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.
GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201807_02.pdf
LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. — São Paulo: Hagnos, 2011.
sexta-feira, 26 de abril de 2024
Efésios 2.3
Efésios 2.3 "Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também."
"Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne,"
Antes dos efésios se tornarem “santos” e “fiéis em Cristo Jesus”, eles estavam “entre os filhos da desobediência”. Observemos que Paulo incluiu-se neste grupo ao dizer: “entre os quais também todos nós andamos outrora”. Mais uma vez andar significa conduta ou comportamento (Salmos 128.1).
Paulo muitas vezes contrastou a carne e suas obras com o fruto produzido pelo Espírito na nova vida do cristão (Gálatas 5:16, 24; Romanos 7:5; 13:14). “Carne” é uma tradução de (sarx) e representa “não só a existência física de uma pessoa, mas a esfera da humanidade em sua pecaminosidade e oposição a Deus”. Enquanto o indivíduo é dominado pela carne, ele não pode agradar a Deus (Romanos 8:8).
A inclinação da nossa natureza é a inimizade contra Deus. Praticamos o mal porque a inclinação do nosso coração é toda para o mal. O homem nao pode mudar sua natureza. O profeta Jeremias pergunta: “Pode o etíope mudar a sua pele ou o leopardo as suas pintas? Poderíeis vós fazer o bem, estando treinados para fazer o mal?” (Jeremias 13.23).
"... fazendo a vontade da carne e dos pensamentos;"
Os efésios não só estiveram “andando segundo as inclinações da carne”, como também estiveram “fazendo a vontade da carne e dos pensamentos”. “Fazendo” (poieo) tem o sentido de “fazer, realizar, concretizar.
O homem em seu estado natural vive segundo os desejos da carne. Esses desejos, alimentados no interior, transformam-se em vontade, e essa vontade, sob o domínio da natureza pecaminosa, torna-se "vontade da carne e dos pensamentos". O pecador não consegue dominar esses desejos da carne e dos pensamentos, senão pelo Espírito Santo e depois da obra de regeneração (Gálatas 5.16-18).
A pessoa dominada pela “carne”, até “os pensamentos” (dianoia) são corruptos. A mentalidade da carne é desobediência. Em Romanos 8:9, Paulo falou dos que vivem segundo a carne permanecendo na carne e sendo hostis para com Deus: "Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele".
"... e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também."
Paulo afirmou que eles também eram “filhos da ira”. A “ira” mencionada é claramente a ira de Deus, da qual todos que vivem em rebelião contra Deus são merecedores: "Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça" (Romanos 1:18). A natureza de Deus é de santidade absoluta; Ele jamais aprova o pecado. E a santidade de Deus requer Seu julgamento sobre o pecado (Romanos 6:23). Todos que vivem em pecado merecem este justo julgamento de Deus. Em Romanos 2:5 Paulo disse o seguinte sobre os judeus: “Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus”. Todo pecado é contra a santidade de Deus, e o juízo de Deus é Sua justiça derramada sobre o pecado.
Quando Paulo usou as palavras “como também os demais”, ele estava destacando que todas as pessoas – tanto as que estão em Cristo como as que estão fora de Cristo – merecem a justa ira de Deus. Contudo, os que estão em Cristo (ainda que antes estavam fora de Deus e sujeitos ao juízo de Deus) são agora “por Ele [Cristo] salvos da ira [de Deus]” (Romanos 5:9).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/4/2024
FONTES:
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201305_06.pdf
Lopes, Hernandes Dias. Efésios: igreja, a noiva gloriosa de Cristo. São Paulo: Hagnos, 2009.
CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios. 3a Ed. – Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1999.
Efésios 2.2
26/4/2024
STOTT, John. A mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus. 6.a ed. São Paulo: ABU Editora, 2001.