domingo, 14 de abril de 2024

Lucas 13.24

Lucas 13.24 “Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” 

 

“Porfiai por entrar pela porta estreita,”

Jesus não responde diretamente a pergunta lhe feita pelo discípulo sem nome: “são poucos os que se salvam?”(v.23), mas conclama quem fez a pergunta, e outros com ele, a se assegurarem que farão parte do número, por maior ou menor que este acabe sendo. Isto é muito mais importante do que fazer aritmética sobre aqueles que serão salvos da perda eterna.

O termo grego para Porfiar ou Esforçar é a fonte das palavras “agonizar” e “angústia”. A implicação é que é necessário muito esforço para entrar no céu (Mateus 5:20; 19:24).É também usada como um termo técnico para competir nos Jogos. Não se trata de nenhum esforço desanimado.

A porta estreita não é explicada aqui, mas claramente é a entrada para a salvação.A palavra grega usada aqui para “estreita”sugere “dificuldade extrema”, como se o indivíduo fosse “espremido ao passar por uma abertura”.O evangelista Mateus escreveu: “Entrai pela porta estreita” (Mateus 7.13) em contraste com a implícita porta larga que conduz a perdição.

Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem ”(Mateus 7.14).A porta é por demais estreita para permitir à pessoa entrar com seus pecados. Eles têm de ser deixados mediante o arrependimento. O caminho é apertado. A vida cristã é negar-se a si mesmo, é o caminho da cruz, dadisciplina, da santidade e, às vezes, do sofrimento (Atos 14.22). Ninguém entra por descuido na vida cristã vitoriosa; são os ativos que tomam o Reino por assalto (Mateus 11.12).

O que faz com que o caminho seja estreito?” perguntou Agostinho. Ele mesmo responde: “O caminho não é estreito por si mesmo, mas nós o fazemos assim, mediante o insuflar do nosso orgulho - e depois ficamos zangados por não conseguirmos entrar, impacientes com os obstáculos que surgem. Revoltamo-nos ao ponto de fazer ainda mais difícil nossa passagem. Qual é o remédio? Aceitar e beber a desagradável, porém saudável taça da humildade” .

 

“... porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.”

A companhia será seleta. “São poucos os que acertam com ela”. Quando se entra pela porta estreita pode-se abrir mão do privilégio de andar com a maioria. Uma proposta aprovada pela maioria não é necessariamente a melhor. A experiência comprova que muitas vezes a maioria está errada. Foram dois entre dez espias que trouxeram o relatório verdadeiro acerca da terra de Canaã; os profetas e seus seguidores no Antigo Testamento eram minoria: a maioria da nação judaica havia rejeitado o seu Deus.

Esses muitos que não conseguirão entrar são aqueles que não procuram até que seja tarde demais: “E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço."

Os que se esforçam agora entram. Nem aqui nem em qualquer outro lugar há qualquer indicação que os que buscam sinceramente se acharão excluídos do reino. Há, porém,inevitavelmente, um limite de tempo quanto à oferta da salvação.

Quando a porta da oportunidade for finalmente fechada, será tarde demais: Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não vos conheço nem sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade.

Devemos nós esforçar agora para entrar no Reino de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está Proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janiero, CPAD, 2024.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_04.pdf

Gênesis 2:24

Gênesis 2:24 “ Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. ” 


“ Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, “ 

Os filhos devem deixar seus pais para inaugurarem uma nova família, que não será igual a família do marido e nem a família da mulher. Assim, à sombra dos seus pais, o novo casal certamente não poderia, jamais, cumprir integralmente o projeto do Criador. Essa nova família terá que se desenvolver naturalmente. O pastor Reynaldo Odilo em seu livro, Eu e a minha casa, tem um capítulo que nos ensina muito sobre a importância de deixar os pais. Ele aponta que os pais devem ser deixados em três aspectos: geográfico, emocional e financeiro.

Geográfico. Toda família precisa de “espaço” para crescer. Para isso, Deus mandou o novo casal, antes de se unir, deixar pai e mãe. Observe uma planta. Ela precisa de um espaço só dela: veja quando o trigo divide um pequeno espaço geográfico com o joio — Mateus 13.28-30 — é um problema. A grande dificuldade é que as raízes do joio e do trigo podem se entrelaçar, diante da proximidade territorial. Isso significa a necessidade do trigo por um espaço individual, próprio. A mesma coisa acontece com o novo lar. A casa dos pais pode ser um lugar cheio de amor, carinho, conforto e compreensão, porém nunca será o melhor lugar para construir uma nova família. Ê preciso deixar tudo o que prende o novo casal ao passado! Não é fácil, mas é preciso.

Emocional ou psicológico. A planta precisa de luz solar para fazer a fotossíntese e crescer. Entretanto, essa radiação trará certo incômodo a ela nos horários mais quentes do dia. Isso, porém, é necessário. Utilizando o mesmo raciocínio, pode-se dizer que os pais não devem privar seus filhos dos eventuais desafios psicológicos — exposição ao sol. É preciso que cada nova família adquira individualidade, tomando suas próprias decisões. Por mais que "doa” ver os filhos passarem por certos "percalços” no novo contexto familiar, o bloqueio emocional ao novo casal, pelos pais, (impedir que deixe psicologicamente os genitores) ensejará prejuízo.

Financeiro. A ordem de "deixar pai e mãe” também atinge a parte financeira, porém o dever de os pais ajudarem financeiramente os filhos (2 Coríntios 12.14) e vice-versa (Marcos 7.10-13) nunca terminará diante de Deus, bem como perante a lei civil. Muitos filhos casados, de maneira irresponsável, sobrecarregarem seus pais financeiramente, inclusive indo morar com eles, tirando-lhes a privacidade e fazendo-lhes passar, ocasionalmente, privações. Por outro lado, pais que fazem questão de pagar todas as despesas dos filhos casados, impedindo-lhes de ter suas próprias experiências financeiras, também podem dar origem a inúmeros conflitos dentro da nova família, fazendo a situação do casal ficar insustentável.

Não existe nenhuma contradição entre os mandamentos do Senhor, pois eles são puros e alumiam os olhos (Salmo 19.7,8). Honrar pai e mãe, assim, não entra em contradição com o mandamento que determina deixar pai e mãe, por ocasião do casamento. Como mencionado, esse "deixar” restringe-se, tão somente, aos aspectos geográfico, emocional e financeiro, mas em relação ao dever de honrá-los permanecerá enquanto os filhos estiverem vivos. Jesus, por exemplo, até na hora da morte honrou sua mãe, provendo-lhe uma casa para morar — a de João.


“..., e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. ” 

A palavra para “apegar-se” significava originalmente “colar ou cimentar”. No casamento, marido e mulher tornam-se “uma só carne” (Efésios 5:28–31). Essa unicidade é fisicamente expressa pela união sexual deles (veja 1 Coríntios 6:16; 7:2–4). Deus fez o homem e a mulher para se complementarem e se completarem mutuamente (Gênesis 2:18, 24). Esse plano original deveria ser o modelo para todas as futuras uniões sexuais. 

Por sua própria natureza, esse modelo exclui a poligamia, a poliandria, o divórcio e o novo casamento. João Crisóstomo escreveu: “Se fosse da vontade de Deus fazer as coisas dessa maneira, quando Ele fez um homem, teria feito muitas mulheres”. A intenção de Deus exclui uniões do mesmo sexo (Romanos 1:26, 27). Se Ele tivesse planejado que homens estivessem com homens e mulheres com mulheres, Ele teria feito outro homem para Adão e outra mulher para Eva. Quando os homens alteram os propósitos de Deus, os resultados são catastróficos.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

ODYLO, Reinaldo. Eu e minha Casa - Orientações da Palavra de Deus para a Família do Século XXI. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201209_02.pdf

Gálatas 5.26

Gálatas 5.26 “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.” 

 

 “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, “

Paulo termina o capítulo 5 admoestando com esse verso. Em primeiro lugar ele adverte contra a presunção. A palavra grega para (cobiçoso) aparece no Novo Testamento somente aqui. O seu significado básico é “vaidade”, “ansioso pela fama”, “presunçoso”. A vida regida pelo Espírito exclui qualquer tipo de presunção.

A palavra grega (vanglória), está relacionada a conduta, na qual uma pessoa mostra a outra suas vantagens, e dessa maneira o provoca. No vão afã de prestígio, a pessoa dominada por esse sentimento tem a necessidade de apresentar suas “conquistas perante às outras” como os fariseus da época de Cristo se apresentavam. Desse modo, é uma tentação para que a outra pessoa passe a viver, por sua vez, pela sua própria glória.

 

“... irritando-nos uns aos outros,”

O termo grego para irritar significa provocar com intensidade, “chamar alguém à frente, sugere “combate ou rivalidade”. Esse termo só ocorre uma vez no Novo Testamento. Era muitas vezes usado na literatura grega com a conotação hostil de “instigar”. A pessoa ansiosa por aparecer provoca aos demais homens a mesma vaidade com sua superioridade suposta ou real.

 

“... invejando-nos uns aos outros.”

A inveja é um sentimento indigno para um cristão sincero. Está listada entre as obras da carne e aqui descrita como sinal de sabedoria terrena; é sentimento carnal, ou de influência diabólica, que faz com que um a pessoa em vez de alegrar-se com o triunfo do outro, alegra-se com seu fracasso. Ele não apenas deseja ter ou ser como o outro, mas tem tristeza porque não tem ou não é como o outro. O invejoso é alguém que tem uma super preocupação com sua posição, dignidade e direitos. É sentimento destruidor não só da paz interior, é devastador para a saúde física. “O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos” (Provérbios 14.30).

A lista de pecados que Paulo enumerou em 5:19–21 não visava ser completa, e sim representativa. A frase “e coisas semelhantes a estas” em 5:21 engloba outras ações malignas de natureza similar.

Cada um dos três padrões de comportamento adicionados em 5:26 – “possuir-se de vanglória”, “provocar uns aos outros” e “ter inveja” – tem claramente o seu lugar entre “as obras da carne”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201807_02.pdf

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

Gálatas 5.25

Gálatas 5.25 “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” 

 

“Se vivemos no Espírito,”

Outra vez (v.16) o apóstolo retoma a ideia fundamental de toda a perícope e faz uma nova aplicação. Os cristãos devem viver baseando sua conduta no Espírito. Por ter anulado a carne: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (v.24), eles passaram a ter um viver determinado pelo Espírito de Deus; devem, pois, agora, reger sua conduta pelo Espírito.

A palavra “vivemos” tem aqui um sentido profundo. A expressão “pelo Espírito” traz o sentido de “na força do Espírito”: o fundamento íntimo, a força motora que move o viver cristão. Eles agora vivem “no Espírito” e “pelo Espírito”, isso porque o Espírito de Deus vive em cada um: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós” (Romanos 8.9).

 

“... andemos também no Espírito.”

Se o Espírito habita em nós e em nós produz seus frutos, precisamos agora andar no Espírito. Não pode existir inconsistência em nossa vida.

Andar de acordo com o Espírito é a consequência dos cristãos estarem fundados e cimentados espiritualmente. Agora não se diz, “vivam pelo Espírito”, como foi dito no versículo 16, nem “são guiados pelo Espírito”, versículo 18, mas “andemos pelo Espírito”.

A palavra grega para (andar), originalmente era um termo militar. Significa “marchar em ordem”, “formar fila”. No Novo Testamento apresenta um duplo sentido. Por um lado, tem o sentido de “caminhar”, por outro, significa “ajustar-se a”. A palavra passou a ter a conotação figurativa de “estar de acordo com”.

Paulo queria que os gálatas examinassem suas vidas e se certificassem de que estavam em harmonia com o Espírito, produzindo o fruto do Espírito: “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito” (Romanos 8:5, 6).

 O desejo do apóstolo era que os gálatas deixassem o Espírito dirigir todos os seus atos. A vida dos cristãos se realiza através de um caminho ajustado ao Espírito e regido segundo este Espírito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201807_02.pdf

LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. — São Paulo: Hagnos, 2011. 

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Colossenses 4.5

Colossenses 4.5 “Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo.” 

 

“Andai com sabedoria para com os que estão de fora,”

Paulo exorta os crentes a andar “com sabedoria para com os que estão de fora” (gr. tous exo), ou seja, para com os descrentes, para com os que não são cristãos. Em outra tradução, pode-se ler: “portai-vos (gr. peripateo) com sabedoria...” Essa exortação quanto ao “andar” ocorre noventa e seis vezes no Novo Testamento. É uma metáfora muito comum nos escritos antigos, dando idéia do modo de viver das pessoas, da conduta e do comportamento (Salmo 128.1).

Os colossenses viviam em uma comunidade contaminada pelas heresias gnósticas. Se não tivessem sabedoria, concedida por Deus, facilmente seriam levados pelos enganos e engodos dos falsos ensinos. E, além do desvio doutrinário, poderiam apresentar um testemunho negativo de sua fé e conduta, causando escândalos ao evangelho de Cristo.

O apóstolo Paulo já havia orando pelos irmãos de Colossos para que fossem cheios de sabedoria: “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual” (1.9). A sabedoria mencionada não diz respeito ao saber teológico (que é muito útil), e muito menos filosófico, que traz o conhecimento de Deus, mas a sabedoria (gr. sophia) que vem do Espírito de Deus. A sabedoria divina mostra ao cristão como deve ser o seu comportamento como servo de Deus e como deve guardar e praticar os mandamentos de Deus, que é a verdadeira sabedoria (Deuteronômio 4.6). “Mas disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência” (Jó 28.28). Esta é a sabedoria que Deus dá aos seus servos “santos e irmãos fiéis”: temer a Deus e apartar-se do mal (Salmo 111.10).

Somente com a sabedoria, dada por Deus, é possível o cristão viver (“andar”) de modo santo e agradável, digno do testemunho de servo de Cristo. Quando 0 apóstolo se refere aos “que são de fora”, dá a idéia de que os crentes são “os que são de dentro”. Aí se vê a diferença. De fato, os seguidores de Cristo são peregrinos e forasteiros neste mundo (Hebreus 11.13; 1 Pedro 2.11); estão no mundo, mas não são do mundo (João 15.19).

 

“... remindo o tempo. ”

Em outra versão se lê: “aproveitai as oportunidades”. A idéia de “remir” o tempo equivale, a saber, aproveitar as oportunidades, os dias e os períodos de tempo que Deus concede à Igreja. E isto compreende também cada crente, individualmente, no sentido de se fazer o que lhe é confiado, em face da missão deixada por Cristo, de se tornar conhecida a mensagem do Reino.

Dentro das igrejas locais, há muitos crentes perdendo tempo. Quantos há que, aos domingos, ou em outros dias da semana, deixam de ir à igreja para ficarem assistindo a programas de televisão que nada têm de edificantes e convenientes para a vida cristã; quantos não têm tempo para ler sequer um capítulo da Bíblia, ou para orar durante meia hora por dia, mas têm tempo para ler jornais, revistas e outros tipos de literatura; quantos que, enquanto a igreja está reunida, vão à praia, aos clubes e outros locais de lazer.

Não se quer dizer com isso que o lazer, no momento oportuno, seja pecado; contudo, a perda de tempo é flagrante na vida de muitos que se dizem cristãos. Por isso, o apóstolo exorta os colossenses a remir o tempo. Em Efésios 5.16, o apóstolo esclarece melhor o porquê desse “resgate” do tempo: “remindo o tempo, porquanto os dias são maus”.

Trazendo para os nossos dias estas palavras do apóstolo Paulo, podemos ver que ainda hoje “os dias são maus”. A juventude está sendo destruída; adolescentes, mesmo filhos de crentes, estão se desviando em grande número. Em parte, muitos pais são culpados, pois não estão remindo o tempo, dando uma educação espiritual adequada a seus filhos. O tempo está passando, e, sem dúvida, o Senhor irá cobrar dos servos o que fizeram com esse “talento” do tempo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.

Texto Áureo Lição 2 - A escolha entre a porta estreita e a porta larga. Lucas 13.24

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Lição 02: A Escolha entre a Porta Estreita e a Porta Larga – 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” (Lucas 13.24)

 

“Porfiai por entrar pela porta estreita,”

Jesus não responde diretamente a pergunta lhe feita pelo discípulo sem nome: “são poucos os que se salvam?” (v.23), mas conclama quem fez a pergunta, e outros com ele, a se assegurarem que farão parte do número, por maior ou menor que este acabe sendo. Isto é muito mais importante do que fazer aritmética sobre aqueles que serão salvos da perda eterna.

O termo grego para Porfiar ou Esforçar é a fonte das palavras “agonizar” e “angústia”. A implicação é que é necessário muito esforço para entrar no céu (Mateus 5:20; 19:24). É também usada como um termo técnico para competir nos Jogos. Não se trata de nenhum esforço desanimado.

A porta estreita não é explicada aqui, mas claramente é a entrada para a salvação. A palavra grega usada aqui para “estreita” sugere “dificuldade extrema”, como se o indivíduo fosse “espremido ao passar por uma abertura”. O evangelista Mateus escreveu: “Entrai pela porta estreita” (Mateus 7.13) em contraste com a implícita porta larga que conduz a perdição.

Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem ”(Mateus 7.14). A porta é por demais estreita para permitir à pessoa entrar com seus pecados. Eles têm de ser deixados mediante o arrependimento. O caminho é apertado. A vida cristã é negar-se a si mesmo, é o caminho da cruz, da disciplina, da santidade e, às vezes, do sofrimento (Atos 14.22). Ninguém entra por descuido na vida cristã vitoriosa; são os ativos que tomam o Reino por assalto (Mateus 11.12).

O que faz com que o caminho seja estreito?” perguntou Agostinho. Ele mesmo responde: “O caminho não é estreito por si mesmo, mas nós o fazemos assim, mediante o insuflar do nosso orgulho - e depois ficamos zangados por não conseguirmos entrar, impacientes com os obstáculos que surgem. Revoltamo-nos ao ponto de fazer ainda mais difícil nossa passagem. Qual é o remédio? Aceitar e beber a desagradável, porém saudável taça da humildade” .

 

“... porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.”


A companhia será seleta. “São poucos os que acertam com ela”. Quando se entra pela porta estreita pode-se abrir mão do privilégio de andar com a maioria. Uma proposta aprovada pela maioria não é necessariamente a melhor. A experiência comprova que muitas vezes a maioria está errada. Foram dois entre dez espias que trouxeram o relatório verdadeiro acerca da terra de Canaã; os profetas e seus seguidores no Antigo Testamento eram minoria: a maioria da nação judaica havia rejeitado o seu Deus.

Esses muitos que não conseguirão entrar são aqueles que não procuram até que seja tarde demais: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7.22-23)

Os que se esforçam agora entram. Nem aqui nem em qualquer outro lugar há qualquer indicação que os que buscam sinceramente se acharão excluídos do reino. Há, porém, inevitavelmente, um limite de tempo quanto à oferta da salvação.

Quando a porta da oportunidade for finalmente fechada, será tarde demais: "Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não vos conheço nem sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade."

Devemos nós esforçar agora para entrar no Reino de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está Proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janiero, CPAD, 2024.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_04.pdf

domingo, 7 de abril de 2024

Provérbios 15.24

Provérbios 15.24 ”Para o entendido, o caminho da vida leva para cima, para que se desvie do inferno em baixo.”

 

”Para o entendido, o caminho da vida leva para cima,”

O homem sábio, que conhece e obedece à lei, conforme ela é fomentada e interpretada pelas declarações da sabedoria, viaja pela vereda que o leva à vida: “Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida” (Provérbios 6.23).

Sobre como a lei transmite vida, através da sabedoria que ela produz: “Apega-te à instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida” (Provérbios. 4.13).

Os escribas acreditavam nesta verdade: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5.39).

E o apóstolo Paulo a Timóteo disse: “E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3.15)

Um homem bom coloca os seus afetos nas coisas do alto, e procede de acordo com estas coisas. O seu interesse está no céu, os seus caminhos conduzem diretamente para lá; ali está o seu tesouro, acima, fora do alcance dos inimigos, acima das mudanças deste mundo inferior. Um homem bom é verdadeiramente nobre e grande; os seus desejos e desígnios são elevados, e ele vive acima dos outros homens. Acima da capacidade e fora da vista dos homens tolos.

O caminho leva para cima. Estas palavras têm sido cristianizadas para significar “para cima, para o céu”, ou seja, a vida eterna, para além-túmulo, mas dificilmente o autor do livro de Provérbios tinha em mente, por causa da revelação progressiva de Deus em sua Palavra.

Provavelmente, para cima, neste caso, signifique apenas para fora do sheol, que é concebido como um lugar no mundo inferior, porquanto um homem desce para o sepulcro. Ou então, devemos pensar que há um lugar mais elevado e mais nobre a seguir.

Todavia, por já haver as narrativas das translações de Enoque e Elias. Elas poderiam ter inspirado esse pensamento de cima se referir ao céu, mas reflete um judaísmo posterior (punições e recompensas após a morte física).

 

“... para que se desvie do inferno em baixo. ”

O homem sábio toma o caminho para cima, para a vida, ou seja, escapa do caminho inferior, que conduz ao sheol, (hades) ao sepulcro, em que o corpo do indivíduo é sepultado no solo. Alguns eruditos vêem aqui a referência ao sheol como se fosse um lugar (uma câmara) na terra, abaixo da superfície.

A doutrina do sheol, conforme aconteceu a muitas outras, atravessou vários estágios de desenvolvimento. Contudo, o mais provável é que esteja em pauta aqui a “sabedoria que pode conservar uma pessoa livre da morte prematura, um ponto com freqüência salientado no livro de Provérbios.

Mas se considerarmos uma versão de um judaísmo posterior poderemos associar o Hades descrito por Jesus como um lugar de tormento: “E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio” Lucas 16.23).

Esse caminho conduz a perdição eterna: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mateus 7.13)

A todos que seguem neste caminho. Deus te convida para mudar seu trajeto. Usando palavras Inspiradas ao profeta Isaías, Deus diz: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”. (Isaías 55.7)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/4/2024

FONTES:

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Poéticos. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Lucas 13.24

Lucas 13.24 “Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” 

 

“Porfiai por entrar pela porta estreita,”

Jesus não responde diretamente a pergunta lhe feita pelo discípulo sem nome: “são poucos os que se salvam?” (v.23), mas conclama quem fez a pergunta, e outros com ele, a se assegurarem que farão parte do número, por maior ou menor que este acabe sendo. Isto é muito mais importante do que fazer aritmética sobre aqueles que serão salvos da perda eterna.

O termo grego para Porfiar ou Esforçar é a fonte das palavras “agonizar” e “angústia”. A implicação é que é necessário muito esforço para entrar no céu (Mateus 5:20; 19:24). É também usada como um termo técnico para competir nos Jogos. Não se trata de nenhum esforço desanimado.

A porta estreita não é explicada aqui, mas claramente é a entrada para a salvação. A palavra grega usada aqui para “estreita” sugere “dificuldade extrema”, como se o indivíduo fosse “espremido ao passar por uma abertura”. O evangelista Mateus escreveu: “Entrai pela porta estreita” (Mateus 7.13) em contraste com a implícita porta larga que conduz a perdição.

Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem ”(Mateus 7.14). A porta é por demais estreita para permitir à pessoa entrar com seus pecados. Eles têm de ser deixados mediante o arrependimento. O caminho é apertado. A vida cristã é negar-se a si mesmo, é o caminho da cruz, da disciplina, da santidade e, às vezes, do sofrimento (Atos 14.22). Ninguém entra por descuido na vida cristã vitoriosa; são os ativos que tomam o Reino por assalto (Mateus 11.12).

O que faz com que o caminho seja estreito?” perguntou Agostinho. Ele mesmo responde: “O caminho não é estreito por si mesmo, mas nós o fazemos assim, mediante o insuflar do nosso orgulho - e depois ficamos zangados por não conseguirmos entrar, impacientes com os obstáculos que surgem. Revoltamo-nos ao ponto de fazer ainda mais difícil nossa passagem. Qual é o remédio? Aceitar e beber a desagradável, porém saudável taça da humildade” .

 

“... porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.”


A companhia será seleta. “São poucos os que acertam com ela”. Quando se entra pela porta estreita pode-se abrir mão do privilégio de andar com a maioria. Uma proposta aprovada pela maioria não é necessariamente a melhor. A experiência comprova que muitas vezes a maioria está errada. Foram dois entre dez espias que trouxeram o relatório verdadeiro acerca da terra de Canaã; os profetas e seus seguidores no Antigo Testamento eram minoria: a maioria da nação judaica havia rejeitado o seu Deus.

Esses muitos que não conseguirão entrar são aqueles que não procuram até que seja tarde demais: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7.22-23)

Os que se esforçam agora entram. Nem aqui nem em qualquer outro lugar há qualquer indicação que os que buscam sinceramente se acharão excluídos do reino. Há, porém, inevitavelmente, um limite de tempo quanto à oferta da salvação.

Quando a porta da oportunidade for finalmente fechada, será tarde demais: "Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não vos conheço nem sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade."

Devemos nós esforçar agora para entrar no Reino de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está Proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janiero, CPAD, 2024.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_04.pdf