domingo, 7 de abril de 2024

Filipenses 3.20

Filipenses 3.20 “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ” 

 

“Mas a nossa cidade está nos céus, “

Qualquer cidadão pertencente a um país para adquirir direito de cidadania em outro país passa por um processo legal de mudança de cidadania para conseguir esse direito. Paulo faz menção da cidadania celestial (v. 20) e declara que para obter esse direito a pessoa precisa corresponder à transformação de vida exigida. Os cidadãos de uma colônia romana deviam sujeição a Roma. A conduta deles era governada pelas leis romanas e a esperança deles se concentrava na glória de Roma. Esperava-se também que eles colonizassem—propagassem o pensamento e a cultura romana.

Somente pela obra de regeneração do Espírito Santo será possível ter direito e acesso à “cidade celestial” onde habita o Senhor. A palavra “cidade” é, também, traduzida por “pátria”. Quando Paulo escrevia essas palavras estava pensando no “status” cívico de Filipos, tão importante como colônia romana. A despeito das benesses materiais da cidade de Filipos e de tudo quanto se oferecia à sociedade, Paulo fala de uma cidade que está nos céus. Trata-se de algo superior e espiritual “de onde também esperamos o Salvador” (3.20).

Ralph Herring escreveu que “a igreja local devia ser como uma colônia do céu. Leis celestiais e modos celestiais deviam distinguir seus membros, diferenciando-os dos demais ao redor”. Nossa esperança aponta para a cidade que está nos céus. Em breve o Senhor Jesus virá sobre as nuvens do céu com poder e glória (Mateus 24.31; Atos 1.9-11; 1 Tessalonicenses 4.16; 2 Tessalonicenses 1.7).

Como cristãos, precisamos reconhecer que, no que tange a este mundo, somos “expatriados” (cidadãos de um país que residem em outro país), somos “estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hebreus 11:13; veja 1 Pedro 2:11). Nossos nomes foram registrados como cidadãos “no livro da vida” nos céus (veja Filipenses 4:3; Hebreus 12:23). Este mundo é só um “endereço provisório” para nós; o céu é o nosso “endereço fixo”. Como os cidadãos das colônias romanas, temos certos privilégios, mas também temos responsabilidades equivalentes. Devemos sujeição ao nosso Pai celestial. Somos governados por Suas leis, e nossa esperança está centrada na Sua glória—Ele espera que propaguemos as verdades cristãs.

 

“... donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ”

Paulo também queria que os filipenses se concentrassem numa Pessoa celestial: “...de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (3:20b). Paulo já havia indicado que ele aguardava o último Dia para finalmente conhecer Cristo plenamente (3:10, 11).

O ato de esperar traduz a esperança dos crentes. O cidadão romano honrava a César como o salvador geral do império, enquanto o cristão honra e serve ao Senhor Jesus Cristo, o Rei da pátria celestial. Se a cidadania romana representava vantagens materiais e sociais para os filipenses, muito mais os crentes em Cristo obtêm vantagens com a cidadania celestial.

Durante as últimas horas de Cristo com Seus discípulos, antes de Sua morte, Ele prometeu voltar (João 14:1–4). Quando Ele subiu ao céu, anjos disseram aos que observavam: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (Atos 1:11). Os primeiros cristãos viviam em estado de expectativa, cientes de que o Senhor poderia voltar a qualquer hora (veja 1 Tessalonicenses 4:13—5:2; Tito 2:13; Hebreus 9:28). A segunda vinda dava sentido às suas vidas. Confiar na volta de Cristo ajudou os cristãos a enfrentarem os problemas diários e sustentou-os durante a perseguição. 

A inclusão da palavra “Salvador” em Filipenses 3:20 é significativa. Paulo não usava esse termo com frequência, mas ele o usou aqui—provavelmente porque ele descrevia com maior precisão o papel do Senhor em relação ao Seu povo quando Ele voltasse. Para os ímpios, Ele apareceria somente como Juiz; mas, para os Seus, Ele viria como Salvador—para libertá-los deste mundo pecaminoso, para recompensá-los e levá-los para estar com Ele por toda a eternidade. 

Assim como os primeiros cristãos, nós precisamos focar nossos corações em Jesus e “esperar ansiosamente” a Sua vinda. Devemos, como eles, reconhecer que Jesus pode voltar a qualquer hora. Devemos, como eles, orar: “Amém. Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20)!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201101_06.pdf

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

João 14.26

João 14.26 “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”



“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo,”

O Consolador anteriormente denominado “o Espírito da verdade” (14:17), é aqui identificado como o Espírito Santo, a típica designação da terceira pessoa da Divindade.

A palavra grega (paraklētos), traduzida por “Consolador” na RA, “originalmente significava no sentido passivo… ‘aquele que é chamado para auxiliar alguém’”. No grego secular, referia-se a alguém que ajuda outra pessoa no tribunal, sem, contudo, se restringir ao significado técnico do latim advocatus, relativo a um conselheiro jurídico . Johannes Behm observou que “a forma passiva não descarta a idéia de paraklētos como um ser ativo que fala ‘em nome de alguém perante alguém’”. O termo ocorre uma vez fora do Evangelho de João, em 1 João 2:1, onde o sentido jurídico é devidamente aplicado a Jesus como nosso “Advogado” nos tribunais celestiais.

O ensino principal de Jesus sobre o Consolador que ele prometeu enviar encontra-se em cinco passagens de João: 14:16, 17; 14:25, 26; 15:26, 27; 16:7–11 e 16:12–15. F. F. Bruce observou que nessas passagens “o Espírito é apresentado sucessivamente como auxiliador, intérprete, testemunha, advogado e revelador”. Edgar J. Goodspeed disse: “Defensor” é um equivalente muito próximo, porém, o sentido pretendido parecer ser mais do que uma testemunha de defesa.

O Espírito, portanto, vem com o Ajudador e Advogado, preenchendo as necessidades dos apóstolos, que se sentiam fracos e indefesos ao pensar na partida de Cristo. E chamado de “outro” Consolador porque seria de modo invisível e espiritual, aquilo que Cristo tinha sido para eles de modo visível e literal durante três anos e meio de convívio. Hoje, o Espírito é para os crentes o que Jesus de Nazaré era para os apóstolos.



“... que o Pai enviará em meu nome,”

O relacionamento íntimo do Espírito com os outros dois membros da Trindade se evidencia no fato de que o Pai o enviaria em nome do Filho.

João não fez nenhuma distinção significativa sobre como Jesus disse que o Auxiliador seria enviado, se pelo Pai a pedido do Filho (14:16), pelo Pai em nome de Jesus (14:26), ou pelo próprio Jesus (15:26; 16:7). Sempre que repetia um conceito, João o fazia com variações. No entanto, pode haver algo mais na expressão “em meu nome”.

Se o Auxiliador fosse enviado em nome de Jesus, então ele seria o representante de Jesus, assim como Jesus foi enviado em nome do Pai como representante do Pai (5:43). Jesus veio em nome do Pai para revelar o seu caráter e propósito, e o Espírito viria em nome de Jesus para revelar a missão de Jesus.



“... esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”

Jesus apresentou a obra do Espírito Santo como sendo dupla: ensinar aos discípulos todas as coisas e fazer lembrar tudo o que Jesus lhes ensinou. As duas tarefas são semelhantes, senão idênticas. Por todo o Evangelho, os discípulos não conseguiram entender o que Jesus estava ensinando (2:22; 12:16). Todavia, assim que o Espírito fosse enviado, teriam com certeza “a clareza da revelação” e “a continuidade da revelação”.

Quanto à primeira tarefa, como mestre, o Espírito “ensinaria” aos discípulos “todas as coisas” que Jesus havia dito e feito; com isto, teriam clareza da revelação. Tudo o que não estava claro para eles antes se tornaria compreensível através do Espírito.

Em relação à segunda tarefa, o Espírito lhes faria lembrar do que Jesus havia ensinado durante seu ministério público, resultando em continuidade da revelação. A obra do Espírito neste aspecto não consistia em fornecer uma nova revelação, e sim em fazer os discípulos se lembrarem dos ensinos dados pelo próprio Jesus. Sem dúvida, eles se esqueceriam ou talvez negligenciariam muito do que Jesus havia dito.

Sem a ajuda do Espírito, eles não teriam compreendido o significado ou a importância dos ensinamentos de Jesus. O Senhor prometeu que o Espírito os capacitaria a compreender com exatidão todas as verdades por ele reveladas.

Myer Pearlman Diz que Cristo poderia ter dado mais explicações, mas os discípulos não estavam espiritualmente em condições de entender tudo quanto Jesus queria ensinar-lhes no pouco tempo que ainda sobrava. Para explicações adicionais, fez referencia ao Ensinador que estava por vir - o Espírito Santo, que daria um testemunho inspirado das palavras de Jesus: “Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas [o que levou à escrita das Epístolas], e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito [o que levou à escrita dos Evangelhos]” .



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A carreira que nos está proposta – O caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.



Texto Áureo Lição 1 - O início da caminhada - João 3.3

Lição 1 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2024 - CPAD

domingo, 31 de março de 2024

Lição 01: O Início da Caminhada – 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (João 3.3)

 

“Jesus respondeu e disse-lhe:”

Nicodemos, um príncipe dos judeus, foi ter de noite com Jesus. Apesar de que no momento não queria ser visto por muitas pessoas falando com Jesus possivelmente por sua posição de Mestre. Ele reconheceu Jesus como um Mestre vindo de Deus. Sua convicção estava nos sinais que se faziam através de Jesus: “... ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (João 3:2). Fala-se da covardia de Nicodemos cm vir à noite. Devemos, no entanto, dar valor ao fato dele ter procurado a Jesus, mesmo daquele modo. Mais tarde, foi ele quem tomou sobre si a defesa de Jesus perante o Sinédrio (João 7.50,51) e ajudou a enterrar o seu corpo (João 19.39).

A esse principal da sinagoga Jesus esclarece acerca das coisas que ele chamou de terrena: “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? “ (João 3:12). Quando ele chama o novo nascimento de coisa terrena está implicitamente atestando que todo o homem está destituído da glória de Deus e precisam se religar em Deus. Sendo assim Cristo afirma:

 

“Na verdade, na verdade vos digo”

A expressão “na verdade” traduz o original “amem”, em hebraico ela transmite o sentido de verdade ou fidelidade. No Evangelho de João, essa expressão aparece composta com uma repetição a mais, isto é, “em verdade em verdade vos digo” ou “na verdade na verdade te digo". Essa repetição traduz um duplo amém. Na Bíblia Jesus usa essa expressão como introdução de uma declaração solene, como um alerta profundo. Indica que o que se segue após a expressão deve ser recebido, refletido, assimilado e obedecido.

 

“... que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”

O Senhor Jesus afirmou a Nicodemos que ele precisava nascer de novo, um novo nascimento vindo diretamente do céu. Como homem, ele estava na condição caída de todos os seres humanos “porque todos pecaram” (Romanos 3.23). Nesse sentido, todo ser humano precisa passar pelo processo de regeneração, experimentar uma ação divina no interior, ou seja, nascer de novo (João 3.5; 20.22; 15.5; 2 Coríntios 5.17).

Jesus revela que todo homem precisa de uma mudança radical e completa da totalidade da natureza e do caráter. A natureza total do homem foi torcida pelo pecado, em decorrência da queda, e esta perversão se reflete na sua conduta individual e nos seus vários relacionamentos. Quando Jesus estava em Jerusalém por causa da páscoa fez muitos milagres e muitos creram nele. Todavia a bíblia informa: “... o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia;  E não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (João 2:24,25).

Antes de poder viver uma vida que agrade a Deus, sua natureza precisa passar por uma mudança tão radical que é nada menos do que um segundo nascimento. O homem não pode efetuar semelhante mudança por si mesmo. A transformação deve vir de cima.

No verso 5 Jesus complementa a ideia: “aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.” Nascer da água significa passar por uma profunda experiência da purificação (cf. Efésios 5.26). Nascer do Espírito significa passar por uma profunda experiência de receber a vida divina. A alma humana precisa ser lavada de toda impureza e vivificada pela vida celestial, antes de estar pronta para o Céu. Deus nos salvou: 1) pela “lavagem da regeneração e 2) da renovação do Espírito Santo” (Tito 3.5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/03/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está Proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

sábado, 30 de março de 2024

1 Coríntios 15.57

1 Coríntios 15.57 “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.”


Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.”

Em louvor, Paulo exclama: “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória [sobre a morte] por nosso Senhor Jesus Cristo” (v. 57). Por total iniciativa de Deus, o pecado, a morte e a lei podem agora ser vistos como jamais foram vistos antes da vinda do Senhor. Deus deu aos cristãos a vitória. É uma vitória que vem pela fé, por nosso Senhor Jesus Cristo: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 João 5:4).

Deus “dá”, não “dará”, a vitória. Os crentes participam na vitória de Cristo mesmo durante sua existência terrena, já que a morte perdeu seu poder aterrorizador. A morte, embora continue sendo um inimigo está “incapacitada”, porque Cristo a venceu.

A vitória de Jesus sobre o Diabo libertou a “todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão ” (Hebreus 2 .1 4 ,1 5 ). Não precisamos mais ter medo da morte! Deus disse! "não te deixarei, nem te desampararei. E, assim, com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem ” (Hebreus 13.5,6).

A morte perdeu [de fato ] o aguilhão ! O tempo presente de “dá a vitória” significa que Ele está dando a vitória agora e continuará dando à medida que continuarmos confiando nEle e lutando a batalha contra o pecado e o mal. Para o crente, “o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Filipenses 1.21).

A morte só pode significar um ganho em nossa relação com Cristo, o qual é propriamente mais dEle que nosso. A morte também trará um descanso dos trabalhos e sofrimentos terrenos quando entrarmos na glória (2 Coríntios 4.17; 2 Pedro 1.10,11; Apocalipse 14.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/04/2024

FONTES:

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201705_02.pdf

Efésios 1.3


Efésios 1.3 “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;”
 

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo"

A palavra "bendito" tem um sentido exclusivo e singular, porque restringe-se a Deus. Só Ele é digno de ser bendito. A palavra em si significa “aquele do qual se fala bem”. Porém, os homens tornam-se benditos quando recebem as bênçãos da parte desse Deus bendito. O vocábulo indica que o crente pode usar palavras sobre Deus que evidenciem suas dádivas. O uso dessa expressão pelo apóstolo no início da carta surge como uma canção oferecida a Deus por suas grandes bênçãos. É uma forma de louvor. Paulo estava cheio da graça divina ao escrever essa carta, por isso brotavam de seus lábios muito louvor e adoração. Por três vezes, nos versos 6, 12 e 14 do mesmo capítulo, o apóstolo ensina que a finalidade de todas as coisas que Deus realiza é para louvor de sua glória.

Deus é chamado de “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”, o que de certa forma é incomum. Jesus geralmente referiu-Se a Deus como “Meu Pai”, mas raramente falou dele como “Meu Deus” (Mateus 27:46; João 20:17). Paulo usou as duas designações aqui: “o Deus... de nosso Senhor Jesus Cristo” e “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Jesus nunca falou de “nosso Deus” ou “nosso Pai”, incluindo-Se a Si mesmo e a Seus discípulos, porque Sua relação com a Divindade é única. A oração modelo parece ser uma exceção, pois era uma oração que os discípulos deveriam fazer e não uma oração de Jesus (Mateus 6:9).


"... o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais”

A expressão "bênçãos espirituais" nos faz entender que todas as bênçãos, quer materiais ou espirituais, procedem da mesma fonte — Cristo. Ele abençoa todas as pessoas com bênçãos físicas ao dar “alimento a toda carne” (Salmos 136:25) e “[fazer] nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5:45).

Todavia, as bênçãos espirituais são para os que estão “em Cristo”. Essas bênçãos espirituais são para as pessoas espirituais que vivem no reino espiritual; a adoção permite que os cristãos vivam “em Cristo”.


"... nos lugares celestiais em Cristo"

“Lugares celestiais” é uma expressão que denota a sublimidade da vida cristã, ou seja, o nível mais elevado no qual fomos colocados. Se somos espirituais, ainda que no corpo mortal, nossas vidas são espirituais. Estamos no mundo, mas não somos do mundo (João 17.14,15). Paulo chama a atenção para o fato de que, assim como Cristo está assentado à destra do Pai nos lugares celestiais (v. 20), também nós, em Cristo, já estamos como que levantados deste mundo.

É uma posição "em Cristo" e é um estado "em Cristo". Portanto, nossa vida neste mundo é cristocêntrica. Alguns intérpretes preferem "bens celestiais" em vez de "lugares celestiais". Entretanto, a colocação da palavra "lugares" indica uma posição espiritual elevada em que o crente regenerado é posto: a partir do momento da regeneração, o crente se torna uma nova criatura (2 Coríntios 5.17), vivendo numa nova dimensão espiritual — "em Cristo Jesus".



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/4/2024

FONTES:

CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico Efésios. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201304_04.pdf

sexta-feira, 29 de março de 2024

Atos 13:1

Atos 13:1 “E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. “


“E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores,”

Lucas a partir desse capítulo passa o foco da História da Igreja para o ministério aos gentios e a subsequente disseminação da igreja pelo mundo. O Evangelho de Cristo havia chegado a Antioquia através de judeus chiprios e cirenenses que haviam sido dispersos de Jerusalém por causa do martírio do diácono Estevão: “E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus” (Atos 11:19,20).

A igreja em Antioquia da Síria tornou-se o centro de partida da missão de penetração no mundo (a última parte da comissão de Jesus em 1.8). Esse versículo certamente nos dá uma ideia da sua constituição verdadeiramente internacional e do amplo espectro de pessoas que estavam sendo atingidas pelo evangelho.

Deus colocou na nova igreja gentílica profetas e doutores (1 Coríntios 12.28; Efésios  4.11). Os profetas eram pessoas que exerciam o dom de transmitir a palavra vinda de Deus, sob inspiração do Espírito Santo. Os doutores não eram homens orgulhosos e cheios de sabedoria humana, mas, sim, mestres cheios do Espírito Santo que ensinavam a Palavra de Deus.

 

“... a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. “

A igreja Em Antioquia estava bem provida de ministros. Até esse ponto, parece que Barnabé e Saulo tinham sido os principais professores na igreja de Antioquia (Atos 11.26). Todavia essa lista mostra pelo menos outros três, considerados como profetas e doutores.

Barnabé aparece em primeiro lugar na lista por ser provavelmente naquele momento o líder do grupo. Pois ele havia sido enviado pela igreja de Jerusalém por ser ”um homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé” (Atos 11:24).

Simeão, chamado Niger devido à sua pele negra, provocou algumas especulações de que era o mesmo Simão Cireneu que carregou a cruz de Cristo (Marcos 15.21), mas não se pode garantir essa informação.

O próximo nome da lista é um homem cireneu (de Cirene) chamado Lúcio. Cirene ficava no norte da África. Lúcio provavelmente era um dos homens de Chipre e Cirene que pregaram pela primeira vez o evangelho aos gentios de Antioquia (Atos 11.20,21).

O quarto era Manaém, irmão de criação ou de leite de Herodes, o Tetrarca (Herodes Antipas), que matou João Batista e Saulo — antes perseguidor da Igreja.

E finalmente Saulo, que era um rabino judeu altamente instruído e cidadão romano. Após sua célebre conversão no caminho de Damasco procurou conhecer os demais apóstolos em Jerusalém por intermédio de Barnabé, depois de algum tempo em Jerusalém foi enviado para sua terra natal, pois em Jerusalém procuravam matá-lo: “Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesaréia, e o enviaram a Tarso” (Atos 9:30). Após algum tempo em Tarso, foi convidado por Barnabé para ajudá-lo na supervisão daquela da igreja de Antioquia: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia” (Atos 11:25). O seu nome conclui a lista desse grupo tão variado.

As diferenças sociais, geográficas e raciais desses indivíduos mostram que o Espírito de Deus trabalhara rapidamente e sobre uma ampla região geográfica. O evangelho não tinha apenas chegado a essas regiões, como também o Espírito de Deus usava a Antioquia cosmopolita para reunir uma equipe diversificada para a próxima “fase” da expansão do Reino.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/3/2024

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

Comentário do Novo Testamento: Aplicação Pessoal. Tradução: Degmar Ribas. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.