quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Amós 1.1

Amós 1.1  “As palavras de Amós, que estava entre os pastores de Tecoa, as quais viu a respeito de Israel, nos dias de Uzias, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terremoto. “

 

“As palavras de Amós, que estava entre os pastores de Tecoa, as quais viu a respeito de Israel, “

O significado do nome Amós é provavelmente “aquele que carrega fardos” ou “carregador de fardos”. O livro contém muitos fardos de julgamentos ou calamidades que o profeta transmitiu a Israel.

Amós não era procedente da classe rica e aristocrática, empoleirada no poder, mas oriundo das toscas montanhas de Tecoa, aldeia situada a 17 quilômetros ao sul de Jerusalém, na Judéia. Não foi ordenado oficialmente como profeta, nem tinha assistido à escola dos mesmos; seu único motivo para pregar foi uma chamada divina (7:14, 15).

Amós era pastor de ovelhas e agricultor “boieiro e cultivador de sicômoros” (7.14), homem de pele bronzeada, de caráter robusto, de voz retumbante, de profundo conhecimento da realidade do mundo ao seu redor. A linguagem de Amós não era muito refinada também: ele chamou as mulheres ricas da cidade de “vacas״, uma linguagem pouco ortodoxa para aqueles dias. Mas foi esse homem que Deus escolheu para trazer um duro juízo contra a sociedade israelita corrupta e injusta.

Amós nos mostra que Deus se utiliza de quem Ele quer, e que Ele pode se utilizar de pessoas que, dentro dos nossos padrões, não seriam enquadradas como adequadas a certas funções. Deus escolhe as coisas tolas do mundo para confundir as sábias. Que Deus continue humilhando os poderosos e exaltando os humildes. Deus conhece o homem certo, no tempo certo, para o lugar certo.

 

 “... nos dias de Uzias, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terremoto. “

Isso mostra que ele viveu na mesma época de Oseias e Isaías. Ele era de Tecoa, na Judeia, mas Deus o enviou para profetizar em Samaria, no reino do Norte. Miqueias é também dessa época, mas começou suas atividades um pouco depois dos três primeiros, pois Uzias não é mencionado: ‘nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá’ (1.1).

O texto de Amós dá uma data precisa a sua missão de pregação em Betei: “[...] dois anos antes do terremoto” (1.1), isto é, aquele terremoto severo na época de Uzias, que, séculos mais tarde, ainda não fora esquecido “e fugireis assim como fugistes de diante do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá. Então virá o Senhor meu Deus, e todos os santos contigo” (Zacarias 14.5).

Stanley Ellisen comenta sobre esse terremoto nestes termos: O grande terremoto de Amós 1.1 foi evidentemente acompanhado de um eclipse solar, conforme está sugerido em Amós 8.8-10. Segundo os astrônomos, esse eclipse ocorreu em 15 de junho de 763 a.C. A profecia sobre Israel foi proferida dois anos antes, em 765 a.C., e escrita algum tempo depois do terremoto. Este foi tão violento que Zacarias se referiu a ele 270 anos mais tarde (Zc 14.5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2024

FONTES:

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

LOPES, Hernandes Dias. Amós: um clamor pela justiça social. São Paulo: Hagnos, 2007.

PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia — livro por livro. 5. ed. São Paulo: Editora Vida, 1978.

Ellisen, Stanley a . Conheça melhor o Antigo Testamento. Editora Vida. Florida. 1991.

Oséias 1.1

Oséias 1.1 “Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Oséias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel. “

 

O livro de Oséias é o primeiro dos livros proféticos menores. Estes livros são chamados “menores”, não com relação à sua importância, mas em relação ao seu tamanho, e a esse respeito estão em contraste com os escritos dos Profetas Maiores.

 

“Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Oséias, filho de Beeri, “

O nome Oseias era muito comum em Israel. Assim foi chamado o último rei do Reino do Norte. O significado do nome é: Deus salva, ou salvação, e é equivalente a Josué e Jesus. O nome do profeta já trazia em si um chamado ao arrependimento e uma semente de esperança.

A Bíblia registra que ele se casou e que teve três filhos. Pelo que apresenta a Bíblia, sua mulher, Gomer, foi uma prostituta. Ela deu a Oseias três filhos: Jezreel (Deus espalhou), Lo-Ruama, uma menina (desprezada) e Lo־Ami, outro filho (Não é meu povo). Há quem creia que desses três filhos apenas o mais velho era de Oseias, e os dois outros seriam fruto das traições de Gomer. A família de Oseias, como se percebe, não era das mais dignas de serem seguidas.

Oseias já foi chamado de “o profeta do amor”, porque seu livro manifesta um profundo amor da parte de Deus por Israel, um amor não correspondido. Deus é mostrado como um marido traído que procura reatar o casamento com a esposa, que se tornou prostituta.

Oseias não se constituiu profeta nem foi apontado por homem algum. Ele é profeta de Deus. Ele não criou a mensagem; a mensagem lhe foi dada. Ele não era a fonte da mensagem, apenas o seu instrumento. Sua autoridade procedia de Deus. Sua mensagem emanava do próprio Deus. Quando Oseias falava, era o próprio Deus falando ao povo.

Nada sabemos acerca do pai de Oseias, exceto o seu nome, cujo significado é “minha fonte ou meu poço”. A simples citação do nome do pai de Oseias demonstra que se tratava de alguém conhecido e destacado na sociedade.

David Hubbard, porém, pensa diferente. Para ele, a menção do nome do pai de Oseias não desempenha outro papel no texto, senão o de distinguir nosso Oseias de outros de nome idêntico ou semelhante.

 “... nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel. “

O ministério de Oseias deu-se no período da supremacia política e militar da Assíria. Ele profetizou em Samaria, capital do Reino do Norte, durante os “dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel” (1.1).

A soma desses anos deve ser reduzida significativamente porque Jotão foi corregente com seu pai, Uzias, e da mesma forma Ezequias reinou com Acabe, seu pai (2 Reis 15.5; 18.1,2,9,10,13).

Esses dados fornecidos pelo profeta nos permitem datar o seu ministério entre 793-753 a.C. Jeroboão II, reinou 41 anos num período de prosperidade econômica, mas também de apostasia generalizada (2 Reis 14.23-29).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2024

FONTES:

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

LOPES, Hernandes Dias. Oseias: O amor de Deus em ação. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia — livro por livro. 5. ed. São Paulo: Editora Vida, 1978.

COELHO FILHO, Isaltino Gomes. Os profetas menores. Rio de Janeiro: JUERP, 2002.

Joel 1.1

Joel 1.1 “Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Joel, filho de Petuel. “

 

“Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Joel, ”

Joel deixa claro que a mensagem que transmite não é sua, mas de Deus. “Palavra do Senhor, que foi dirigida a Joel... ” (1.1). Joel não é a fonte da mensagem, mas seu canal. O profeta não gera a mensagem, apenas a transmite. Ele só transmite aquilo que recebe de Deus. Ele é um fiel despenseiro daquilo que lhe foi confiado.

A. R. Crabtree acertadamente diz que a mensagem não é simplesmente a declaração de Joel, pois é a Palavra do Senhor, a revelação divina que veio diretamente ao profeta divinamente chamado e preparado para entender, receber e transmitir o oráculo divino ao seu povo.

A ocasião para a profecia de Joel era uma invasão extraordinariamente calamitosa de insetos destrutivos — o gafanhoto — que devastava a terra, destruindo as colheitas, e trazendo a fome geral. O profeta vê nesta calamidade uma visitação do Senhor e se refere a ela como um tipo de castigo final do mundo — o dia do Senhor (1:15). Como muitos dos outros profetas, Joel predisse o futuro à luz do tempo presente, considerando um acontecimento presente e iminente como símbolo de um acontecimento futuro. Por isso ele vê na invasão dos gafanhotos um indício da invasão vindoura do exército assírio (cap. 2:1-27; comp. Isaías caps. 36, 37). Projetando sua visão ainda mais para o futuro adentro, vê a invasão final da Palestina pelos exércitos confederados do Anticristo.

Joel foi profeta do Reino de Judá, por pelo menos duas razões: primeiro, não há nenhuma menção a Israel — isto é, ao Reino do Norte — na profecia de Joel, mas apenas ao futuro de Judá e Jerusalém; e segundo, como destacam os teólogos Jamieson, Fausset e Brown, “[Joel] fala de Jerusalém, do Templo, dos sacerdotes e das cerimônias como se fosse intimamente familiarizado com eles (Joel 1.14; 2.1, 15, 32; 3.1, 2, 6, 16, 17, 20, 21)”. Logo, não há dúvida de que ele pertencia ao Reino do Sul.

Em relação ao período exato de seu ministério profético, o mais provável, e mais aceito pelos especialistas, é que “suas profecias foram entregues nos primeiros dias de Joás, pois não há nenhuma referência à Babilônia, à Assíria ou mesmo à invasão da Síria, e os únicos inimigos mencionados são os filisteus, os fenícios, os egípcios e os edomitas (Joel 3.4,19).

 

“... filho de Petuel. “

Pouco ou quase nada se conhece sobre Joel e a sua época. As escassas informações baseiam-se em alguns lampejos extraídos de seu livro.

O nome do profeta Joel significa “O Senhor é Deus”. Seu nome o vincula ao seu Deus. Seu nome é uma espécie de profissão de fé num tempo em que Judá estava cercada por povos politeístas. Seu nome destaca a singularidade da pessoa de Deus e sua soberania.

Seu pai se chamava Petuel. Não há referência na bíblica sobre quem Petuel seria, ele só é citado nesse versículo. Esse fato sinaliza que seu pai era um homem bem conhecido e uma personalidade destacada na sociedade. Petuel significa “franqueza” ou “sinceridade de Deus”.

Portanto, todas as evidências apontam para Joel, filho de Petuel (Joel 1.1), profetizando por volta de 835 a.C. a 830 a.C., período dos primeiros anos do reinado do jovem rei Joás, que subiu ao trono aos 7 anos (1 Reis 11.21).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2024

FONTES:

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

LOPES, Hernandes Dias. Joel: o profeta do pentecostes. São Paulo: Hagnos, 2009.

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia — livro por livro. 5. ed. São Paulo: Editora Vida, 1978.

CRABTREE, A. R. Profetas menores: comentário sobre os livros de Joel, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum e Habacuque. Rio de Janeiro: JUERP, 1971.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Mateus 6.4

Mateus 6.4 “Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente. “

 

“Para que a tua esmola seja dada em secreto; “

Em todas as nossas ações, devemos ser influenciados pela consideração ao objeto, e não ao observador.

Nós não devemos deixar que os outros saibam o que fazemos; nem aqueles que estão muito perto de nós. Em vez de aproximar-se deles com isso, esconda deles a ação, se for possível; no entanto, aparente ter o desejo de ocultar estas ações deles, como por educação. Mesmo que observem, eles podem fazer parecer que não perceberam nada, e assim guardarão o fato que testemunharam para si mesmos, sem divulgá-lo.

Nós mesmos também não devemos observar muito a ação. Não devemos, dentro de nós mesmos, notar demais as boas ações que fazemos, não devemos aplaudir e admirar a nós mesmos. Vaidade e auto complacência, e uma adoração da nossa própria sombra, são ramos de orgulho, tão perigosos quanto a vangloria e a ostentação diante dos homens. Encontramos aqueles que tiveram as suas boas obras lembradas em sua honra, mesmo tendo se esquecido delas: “Quando te vimos com fome, ou com sede? ” (Mateus 25.31...)

 

 “... e teu Pai, que vê em secreto, ”

Veja que há promessa àqueles que são sinceros e humildes ao darem as suas esmolas. Quando damos pouca atenção às boas obras que fazemos, Deus dá muita atenção a elas “Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras (Apocalipse 2:19). Do mesmo modo como Deus ouve as coisas erradas que fazem contra nós, quando não as ouvimos (SaImo 38.14,15),

 

“... ele mesmo te recompensará publicamente. “

Observe como isto é expresso enfaticamente: Ele mesmo recompensará, Ele mesmo é o Galardoador (Hebreus 11.6). Que o próprio Senhor expresse a bondade, pois Ele, e somente Ele, é a sua fonte; e mais ainda, Ele mesmo será o galardão (Genesis 15.1), nosso grandíssimo galardão. Ele nos recompensará como o nosso Pai, não como um senhor que dá ao seu servo somente o que ele ganha como pagamento e nada mais, mas como um pai que dá abundantemente mais, e sem restrição, ao seu filho que o serve. E mais ainda, Ele nos recompensará abertamente; se não nos dias atuais, com certeza no grande dia. Então todo homem deve louvar a Deus, com um louvor aberto. Você será confessado diante dos homens. Se a obra não for manifesta, o galardão o será; e isto é ainda melhor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2024

FONTES:

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A justiça sobre a ótica de Jesus. Rio de Janeiro CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

Mateus 6.3

Mateus 6.3 “Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; “


“Mas, quando tu deres esmola, “

Novamente a esmola é tratada como norma. Por isso Ele não diz: ‘Se deres’, mas: ‘Quando deres’. Os cristãos nunca devem se afastar desse dever social. Dorcas foi lembrada por suas esmolas: “E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que traduzido se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia” (Atos 9:36).

Até mesmo os gentios piedosos valorizavam as esmolas e as mesmas são lembradas por Deus: “E havia em Cesaréia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte chamada italiana, Piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus. Este, quase à hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se dirigia para ele e dizia: Cornélio. O qual, fixando os olhos nele, e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus” (Atos 10:1-4).

Honre e sirva a Deus com seus bens através das Esmolas.

 

“... não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; “

Dar esmolas com a mão direita também pode sugerir presteza e resolução; faça de modo direito, não de forma desajeitada, nem com uma intenção sinistra. A mão direita pode ser usada para ajudar os pobres, erguendo-os, escrevendo para eles, tratando de seus ferimentos, e outras maneiras além de lhes dar esmolas.

Mas, não deixe que a tua mão esquerda saiba de qualquer bem que a tua mão direita fizer aos pobres: esconda o quanto for possível; diligentemente mantenha isso em segredo.

As boas obras devem ser praticadas em segredo, no íntimo do coração, visto que vivemos na época da publicidade, da propaganda, onde tudo aquilo que as pessoas fazem têm de ser mostrado num cartaz e ser proclamado em alto e bom tom.

Às vezes, uma pessoa, banco ou uma instituição, propõe-se a ajudar pessoas, mas quer que se faça uma placa dizendo que é aquele banco ou instituição que está ajudando. E aí, coloca-se uma placa: “Quem mantém esse asilo é a instituição tal”. A recompensa dela já está ali na publicidade.

As boas obras não precisam de exposição, pois aqueles que a recebem sentem o toque da generosidade, e esta, quando é verdadeira, é também gratuita.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2024

FONTES:

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A justiça sobre a ótica de Jesus. Rio de Janeiro CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

Mateus 6.2

Mateus 6.2 “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. “

 

“Quando, pois, deres esmola, ”

Dar esmolas é um dever cristão que está caindo em desuso neste século. Através das esmolas honramos e servimos aos Senhor com nossos bens. Devemos exercer essa generosidade com abundância: “Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça” (2 Coríntios 9:9,10).

Por isso Ele não diz: ‘Se, pois, deres’, mas: ‘Quando, pois, deres’. Ele fala de esmolas como norma dos judeus. Este dever está prescrito na lei da natureza e na lei de Moisés, e os profetas dão grande ênfase a ele.

 

“... não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. “

A admoestação de Cristo aqui é contra dar aos pobres pelos motivos errados. Como faziam os fariseus. Jesus chama ‘hipócritas’ (hypocrites) os que dão pelos motivos errados. O termo hypocrites era originalmente usado para descrever atores apropriado aqui, visto que o doador ostentoso está desempenhando para uma audiência”.

Fazer tocar trombeta é uma expressão figurativa que significa “chamar a atenção para alguém”, pois não há evidência de que os fariseus jamais tenham subido em ‘palcos’ públicos sob o clangor de trombetas. Ao fazerem esmola eles buscavam a própria glorificação das pessoas, em vez de dar aos pobres como ato de agradecimento voltado à glória de Deus.

 

“Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. “

A razão que Jesus apresenta para fazer caridade sem ser visto, é que a generosidade ostentosa não resulta em recompensa ‘do vosso Pai, que está nos céus’.

‘Já receberam’ tem um sentido contábil, indicando que foi feito pagamento total e um recibo foi dado. O contrato foi cumprido; eles receberam pelo que negociaram — uma audiência iludida. “Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” (Gálatas 6:3)

Porém, Deus não é iludido “Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). O objetivo do afeto para o verdadeiro esmoleiro é principalmente Deus. A justiça que excede a dos fariseus (Mateus 5.20) busca proeminentemente agradar a Deus”.

O galardão dos hipócritas é a condenação. À primeira vista, isso parece uma promessa. Se eles têm o seu galardão, eles já têm o suficiente, mas se meditarmos acerca notaremos que é um galardão, mas é um galardão de homens. Cujo a porção está nessa vida: “Levanta-te, Senhor, detém-no, derriba-o, livra a minha alma do ímpio, com a tua espada; dos homens com a tua mão, Senhor, dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida, e cujo ventre enches do teu tesouro oculto” (Salmos 17:13,14) e não o galardão de Deus “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra“ (Apocalipse 22:12). Isso fica ainda mais claro se considerarmos que Deus é o nosso galardão (Genesis 15.1) e eles não tem parte nisso.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2024

FONTES:

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A justiça sobre a ótica de Jesus. Rio de Janeiro CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

Mateus 6.1

Mateus 6.1 “Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. “

 

Tendo Cristo, no capítulo anterior, preparado os seus discípulos contra as doutrinas corruptas dos escribas e fariseus, vem neste capítulo adverti-los contra as práticas corruptas deles. No capítulo 6 somos advertidos a não ser como os hipócritas quando: dermos esmolas, orarmos e jejuarmos.

Dar esmolas é um dever cristãos que está caindo em desuso neste século. Através das esmolas honramos e servimos aos Senhor com nossos bens. Devemos exercer essa generosidade com abundância: “Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça” (2 Coríntios 9:9,10).

 

“Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; “

Apesar de dar esmolas ser considerado necessário e excelente, pode ser utilizada pelos hipócritas para servir ao seu orgulho. É um pecado sutil; a vanglória se introduz no que fazemos antes que possamos estar cientes. Por isso Paulo nos adverte: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade” (Filipenses 2:3)

Somos advertidos a não ser como os hipócritas: “Guardai-vos”. O fato de sermos solicitados a nos guardar da vanglória indica que isso é pecado. A Vangloria gera Hipocrisia se ela reinar em você, pode destruí-lo: “Assim como as moscas mortas fazem exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador, assim é, para o famoso em sabedoria e em honra, um pouco de estultícia” (Eclesiastes 10:1).

Nós não devemos deixar que os outros saibam o que fazemos; não, nem mesmo os que estão muito perto de nós. Em vez de aproximar-se deles com isso, esconda deles a ação, se for possível; no entanto, aparente ter o desejo de ocultar estas ações deles, como por educação. Mesmo que observem, eles podem fazer parecer que não perceberam nada, e assim guardarão o fato que testemunharam para si mesmos, sem divulgá-lo.

As boas obras devem ser praticadas em segredo, no íntimo do coração, visto que vivemos na época da publicidade, da propaganda, onde tudo aquilo que as pessoas fazem têm de ser mostrado num cartaz e ser proclamado em alto e bom tom. As boas obras não precisam de exposição, pois aqueles que a recebem sentem o toque da generosidade, e esta, quando é verdadeira, é também gratuita.

 

“... aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. “

Se você der uma esmola para ser visto pelos homens não terá galardão no futuro vindouro. O seu galardão será a sua própria promoção diante dos homens: “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão“ (Mateus 6.2). Deus não reconhecerá essa obra, pois a qualidade dela não passará de madeira, palha e feno e será queimada pelo fogo.

Não podemos esquecer que o nosso Senhor será o galardão (Genesis 15.1), nosso grandíssimo galardão. E que Ele é o Galardoador daqueles que o buscam (Hebreus 11.6), Que Diz “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” (Apocalipse 22:12)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2024

FONTES:

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A justiça sobre a ótica de Jesus. Rio de Janeiro CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

1 Timóteo 3.1

1 Timóteo 3.1 “Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. “

 

“Esta é uma palavra fiel:

Paulo inicia mencionando, pela segunda vez, a expressão “Esta é uma palavra fiel”, a primeira, com o mesmo sentido, ocorreu em 1.15 “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”, ou seja, faz uso de um provérbio popular que agora ele endossa como sendo algo confiável.

Não está de todo claro se a afirmação em questão se refere ao que precede ou ao que se segue. Como as demais afirmações relacionam-se de algum modo com a doutrina da salvação, alguns comentaristas sugerem que esta (em 3.1a) relaciona-se com a anterior em 2.15 que é uma “afirmação cristã bem conhecida sobre o efeito que a Encarnação produz nas mulheres”. João Crisóstomo foi um deles.

Mas praticamente a maioria das traduções e também a maioria dos comentaristas relacionam essa afirmação ao que se segue, isto é: se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função (v. 1). Segundo Calvino, Paulo, usa essa expressão à guisa de prefácio a uma afirmação importante, e o tema anterior não carece de expressão tão forte. O que o apóstolo está para declarar agora é muito mais sério, portanto tomemos a frase como um prefácio destinado a indicar a importância do assunto a seguir, porquanto o apóstolo está agora começando uma nova abordagem acerca da designação de pastores e que forma de governo seria estabelecida para a Igreja.

 

“... se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. “

A expressão “se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja” não contém um juízo de valor sobre o desejo. O adjetivo está na obra, chamada de excelente. Mas não há censura para quem aspira ser um obreiro, desde que a motivação seja pura e correta. Tal atitude combinada com as qualificações que vêm a seguir resultarão sempre num grande trabalhador para Deus.

Isso porque ter uma função de liderança na obra do Senhor não é para qualquer um. O “candidato” ao episcopado pode desejá-lo, e isso não é nada estranho. Mas, para assumi-lo, é necessário, antes de qualquer requisito, ter a “chamada específica” da parte de Deus.

O episcopado não deve ser fruto de acordos e arranjos ministeriais, por amizade, família ou condição social ou financeira. Deve ser resultado de um relacionamento sério com Deus, o dono da obra. Paulo foi chamado desde o ventre (Gálatas 1.15). Nem todos são chamados assim. Mas quem é chamado, não só tem a convicção da chamada, mas apresenta um perfil que agrada a Deus.

Episcopado é o conjunto de funções ou atividades dos bispos ou presbíteros. Do grego episkopos, significa supervisor, “literalmente, ‘inspetor’ (formado de epi, ‘por cima de’, e skopeo, ‘olhar ou vigiar’) ”. É a figura do pastor da igreja local. Alguém que tenha maturidade e discernimento espiritual necessários para cuidar do rebanho; apascentar as ovelhas. O próprio sentido da palavra, portanto, é suficiente para entendermos que somente pode exercer essa missão quem reunia altas qualificações espirituais e morais.

Imaginemos o que significava ser um líder da comunidade cristã, nos primeiros séculos de sua história. Tudo era novo, desafiador, relevante e às vezes impactante. Numa sociedade em que havia pouquíssimas classes sociais, ser líder de um a comunidade era posição por demais honrosa e de grande responsabilidade e significância. Por isso, não houve exagero nas palavras de Paulo em considerar o episcopado uma excelente aspiração.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2024

FONTES:

DE LIMA, Elinaldo Renovato. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

http://biblecourses.com/portuguese/po_lessons/PO_200311_06.pdf

Calvin’s Commentaries: The Second Epistle of Paul the Apostle to the Corinthians and the Epistles to Timothy, Titus and Philemon Edição baseada na tradução inglesa de T. A. Smail, publicada por Wm. B. Eerdmans Publishing Com-pany, Grand Rapids, MI, USA, 1964, e confrontada com a tradução de John Pringle, Baker Book Hou-se, Grand Rapids, MI, USA, 1998.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

Texto Áureo Lição 7 - O ministério da Igreja - Efésios 4.11

Lição 7 - Lições Bíblicas Adultos - 1º Trim./2024 - CPAD