domingo, 28 de janeiro de 2024

Lição 05: A Missão da Igreja de Cristo – 1 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” (Atos 2.42)


A igreja primitiva (120 irmãos) agora acrescentada de quase 3000 almas. Foi e é um exemplo para a igreja do século 21, eis aqui alguns dos motivos:


“E perseveravam na doutrina dos apóstolos,

Paulo afirma que os crentes em Cristo estão “edificados sobre o fundamento dos apóstolos” (Efésios 2.20), que é o mesmo que “doutrina dos apóstolos”, pois a eles foi dada a missão de Lançar as bases doutrinárias da Igreja de Cristo.

Essas duas expressões fazem referência ao ensino dos apóstolos e não aos apóstolos em si, ou seja, a Igreja não está fundamentada nestes homens, mas na doutrina que receberam de Cristo e repassaram à Igreja do Senhor. Essa doutrina foi concluída pelos apóstolos.

Paulo, ao discorrer sobre o mistério do corpo de Cristo, fala de uma só fé (Efésios 4.5) que deve ser preservada zelosamente pelos santos (Judas v.3): “[...] pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 1:3)

A validade do que eles ensinaram está no fato de que “Jesus Cristo é a principal pedra de esquina”, ou seja, o Senhor é a base e o sustento de toda doutrina ensinada pelos apóstolos. Sem Cristo, esses ensinos não existiriam ou não teriam valor nenhum, pois Cristo é o insubstituível.

A unidade doutrinária conduz a uma comunhão perfeita. Nela não há lugar para heresias nem apostasias. Isto significa que não pode haver genuína comunhão cristã com dois ou três pensamentos teológicos díspares e contrastantes. As seitas aparecem quando um indivíduo, ou grupo, apresenta uma doutrina contrária aos profetas e apóstolos de Nosso Senhor.

Nestes últimos dias, muitos aparecerão em nosso meio dissimulando suas inverdades doutrinárias, com o único intuito de destruir a comunhão dos santos (2 Tessalonicenses 2.3; 2 Pedro 2.1).

 

“[...] e na comunhão,”


A palavra grega para comunhão é koinonia e significa “ter em comum”, às vezes traduzida por “participar” ou “cooperar”. Ela traz a ideia de cooperação e relacionamento espiritual entre os santos.

O Dicionário Teológico, CPAD define comunhão como o “vínculo de unidade fraternal mantida pelo Espírito Santo e que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Jesus Cristo”

A comunhão que trata as Escrituras resulta da salvação que desfrutamos em Cristo: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor” (1 Coríntios 1.9). É a comunhão do e no Espírito Santo (Filipenses 2.1); é a comunhão da fé (Filemom v.6), e a comunhão dos crentes uns com os outros e com Cristo: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo”(1 João 1:3)

A comunhão da Igreja Primitiva era completa. Reuniam-se em oração e súplica, mas também se reuniram para socorrer os mais necessitados.

 

“[...] e no partir do pão,”

Os crentes primitivos mantinham uma comunhão tão intensa entre si que se reuniam com alegria e singeleza de coração para celebrar a Santa Ceia. Era o seu “partir do pão”.

Mais adiante, notaremos que a igreja primitiva reunia-se todo primeiro dia da semana para participar da ceia do Senhor. Evidentemente, essa prática começou imediatamente, e esses bebês em Cristo perseveraram em participar fielmente da comunhão todo primeiro dia da semana.

Eles em Cristo e Cristo em cada um deles. Pode haver comunhão mais plena? Não era simplesmente uma cerimônia; era um memorial “fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11:24) uma festa na qual lembravam a morte e ressurreição de Jesus — a expressão mais sublime do amor divino.

Voltemos a participar, ou melhor, a celebrar a Santa Ceia como a reunião mais importante e solene da Igreja. Todas as vezes que nos congregamos com essa finalidade, lembramo-nos de que Cristo morreu e ressuscitou e certificamo-nos de que, em breve, virá Ele arrebatar-nos.

 

“[...] e nas orações.”


Informa-nos Lucas, também, que a comunhão da igreja Primitiva tinha como base a oração. A igreja começou numa atmosfera de oração e assim permaneceu. Isto significa que as reuniões de clamor e intercessão eram-lhes frequentes e poderosas.

Haja vista que, certa ocasião, a força da oração daqueles santos chegou a abalar a estrutura do prédio em que estavam reunidos “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (Atos 4.31).

Sem oração, a comunhão da Igreja perde a sua força e influência. Sua igreja é uma comunidade de clamor e intercessão? Ela ainda move o coração de Deus? É hora de clamar!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/01/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-01-04.htm

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2007/2007-01-11.htm

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200109_08.pdf

sábado, 27 de janeiro de 2024

Atos 20.34

Atos 20.34  “Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram. “ 


Em sua segunda viagem missionária, quando saía da Galácia Paulo e seus companheiros planejaram ir para a Ásia, em especial a Éfeso, mas foram impedidos pelo Espírito Santo: “E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia” (Atos 16:6). Com isso desceram a Trôade onde Paulo recebeu uma visão de noite que o convidava a passar a macedônia. Ele e seus companheiros seguiram essa direção evangelizaram cidades da Macedônia (Filipos, Tessalonica e Bereia) e da Acaia (Atenas e Corinto). Em Corinto Paulo conheceu Priscila e Aquila e como teve que se estender naquela cidade, trabalhou com eles: “E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas” (Atos 18:3). De Corinto foi a Éfeso finalmente, onde deixou Priscila e Áquila, mas não pode se estender muito, pois planejava estar em uma solenidade em Jerusalém.

 Sua missão em Éfeso ocorreu de verdade na terceira viagem missionária e quando lá chegou encontrou um grupo de irmãos já evangelizados por um judeu de Alexandria Chamado Apolo que havia os batizado através do batismo de João, Paulo então disse: “Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus” (Atos 19:4,5). Paulo ficou em Éfeso cerca de dois anos com seus companheiros: “de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus “ (Atos 19:10). Depois Paulo foi apara a Macedônia e Grécia novamente, sabendo que os judeus armavam ciladas contra eles, Paulo resolveu voltar pela Macedônia. E não quis se demorar em Efeso: “Porque já Paulo tinha determinado passar ao largo de Éfeso, para não gastar tempo na Ásia. Apressava-se, pois, para estar, se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia de Pentecostes. E de Mileto mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da igreja.” (Atos 20:16,17). Em sua despedia aos anciãos de Éfeso em Mileto Paulo Diz essas palavras:


 “Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram.”

Lembrando eles que Paulo trabalhava com as próprias mãos para não lhe serem pesados: “Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus” (1 Tessalonicenses 2:9). Ele inclui seus companheiros nisso: “acompanhou-o, até à Ásia, Sópater, de Beréia, e, dos de Tessalônica, Aristarco, e Segundo, e Gaio de Derbe, e Timóteo, e, dos da Ásia, Tíquico e Trófimo” (Atos 20:4). Não porque era necessário, mas para que a palavra de deus não encontrasse mais impedimentos: “Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo” (1 Coríntios 9:11,12)


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/11/2023

 

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

Atos 20.24

Atos 20.24 “Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. “


No final de sua terceira viagem missionária. O apóstolo Paulo decide passar de largo de Eféso, para não gastar mais tempo na Ásia, pois queria estar em Jerusalém para a festa de pentecostes. Ele decide chamar os anciãos (Presbiteros) da igreja de Éfeso para se despedirem deles em Mileto.

Em Mileto Paulo prega um sermão de despedida a esses presbíteros. Por mais que a maioria dos cristãos não são presbíteros, esperamos que muitos homens aspirem ao episcopado: “Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja” (1 Timóteo 3:1).


“Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa,”

O apóstolo fala sobre desapego material na vida do obreiro. Paulo não sentia orgulho de nada que havia conquistado, somente de Cristo: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7,8)

Paulo tinha o coração livre da avareza e da ganância. Muitos querem fazer do evangelho causa de ganho: “... homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com contentamento” (1 Timóteo 6:5,6). Podemos nos perder ministerialmente por causa da avareza e da ganância. Na verdade, Paulo estava pronto a trabalhar com as próprias mãos para ser pastor. Estava pronto a sofrer toda sorte de perseguição e privação para pastorear. Estava disposto a ser preso, a sofrer ataques externos e temores internos para pastorear a igreja de Deus. Estava pronto a dar a própria vida para cumprir cabalmente seu ministério.

Sua vida mostra que o desprendimento das coisas materiais e plena dependência em Deus são características inegociáveis na vida do obreiro cristão.

 “... contanto que cumpra com alegria a minha carreira,”

Paulo disse que a única questão que o preocupava era cumprir a comissão que Deus lhe dera — e ser fiel até o fim! Quando Paulo está passando o bastão a seu filho Timóteo, antes de enfrentar o martírio, relembra-o de como havia sido sua vida: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”. A vida para Paulo não foi uma feira de vaidades nem um parque de diversões, mas um combate renhido. O apóstolo pode morrer tranquilo porque havia concluído sua carreira, e isso era tudo o que lhe importava.

Deus não livrou Paulo da morte, mas na morte: “E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém” (2 Timóteo 4:18). Paulo não foi poupado da morte, mas libertado através da morte. A morte para ele não foi castigo, perda ou derrota, mas vitória. O aguilhão da morte foi tirado. Morrer é lucro, é precioso, é bem-aventurança, é ir para a Casa do Pai, é entrar no céu e estar com Cristo.


“... e o ministério que recebi do Senhor Jesus,”

Paulo diz que recebeu seu ministério do Senhor Jesus, Quando caiu na estrada de Damasco o senhor lhe disse: “Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer” (Atos 9:6). Quando Ananias tentou esquivar-se de curá-lo, o Senhor lhe disse: “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel” (Atos 9:15)

Paulo não se lançou no ministério por conta própria. Ele foi chamado, vocacionado e separado para esse trabalho. Paulo não se tornou um pastor porque buscava vantagens pessoais. Não entrou para as lides ministeriais buscando segurança, emprego ou lucro financeiro. Não entrou no ministério com motivações erradas.

Paulo não tinha apenas convicção de sua vocação, mas também consciência das implicações desse chamado: “ E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9:16)


“... para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.”

Finalmente, Paulo diz que no seu coração ardia uma grande paixão. A grande paixão de Paulo era testemunhar o evangelho da graça de Deus. Ele caracteriza seu ministério como testificar “do evangelho da graça de Deus”, o que significa que a salvação é o dom gratuito de Deus. Na sua conversão, Cristo lhe tinha dado a tarefa de declarar a graça de Deus (Atos  9.10-16). Agora o que importa é cumprir fielmente sua parte da missão de evangelizar o mundo.

A pregação enchia o peito do velho apóstolo de entusiasmo. Ele sabia que a justiça de Deus se revela no evangelho. Sabia que a mensagem do evangelho de Cristo é a única porta aberta por Deus para a salvação do pecador.

Paulo se considerava um arauto, um embaixador, um evangelista, um pregador, um ministro da reconciliação. Sua mente estava totalmente voltada para a pregação. Seu tempo era todo dedicado à pregação. Mesmo quando estava preso, entendia que a Palavra não estava algemada.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/12/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

Lopes, Hernandes dias - Paulo, o maior líder do cristianismo / Hernandes Dias Lopes; São Paulo, SP: Hagnos, 2014

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Swindoll, Charles R. Paulo: Um homem de coragem e graça / Charles R. Swindoll — tradução: Neyd Siqueira. — São Paulo: M undo Cristão, 2003.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200204_08.pdf

Atos 19.6

Comentário 1

Atos 19.6 “E impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam. ”


“E impondo-lhes Paulo as mãos, ”

Paulo orou solenemente para que Deus desse do seu Espírito a esses doze discípulos de Éfeso, instruídos por Apolo no batismo de João somente.. Impor as mãos, era um gesto que os patriarcas usavam para abençoar e sobretudo para transmitir a grande custódia da promessa, como em Génesis 48.14. Sendo o Espírito a grande promessa do Novo Testamento, os apóstolos o transmitiam pela imposição de mãos: “O Senhor te abençoe com aquela bênção, a bênção das bênçãos” (Isaías 44.3). Paulo escreve à Timóteo fazendo referência ao “dom de Deus”, que nele existia, pela imposição de mãos do seu mentor espiritual “Por este motivo, te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas mãos” II Timóteo 1.6). Esse “dom ” era sem dúvida o “dom de línguas". A imposição de mãos sempre foi um ritual de grande valor, na vida ministerial da igreja cristã. Jesus usou as mãos para efetuar várias curas (Marcos 6.3; Lucas 4.40). Saulo foi curado pela imposição de mãos de Ananias (Atos 9.17). Jesus impôs as mãos e abençoou crianças (Marcos 10.16); o batismo com o Espírito Santo era ministrado com imposição de mãos (Atos 19.6), como um a das formas de seu recebimento. A consagração de obreiros era solenemente realizada com imposição de mãos do ministério ou do presbitério (I Timóteo 4.14; II Timóteo 1.6), prática que é seguida, hoje, em quase todas as igrejas evangélicas.


“...veio sobre eles o Espírito Santo; “

Os termos “veio”e “sobre” são paralelos à linguagem precisa de Atos 1.8: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. Essa linguagem conecta firmemente a experiência dos discípulos efésios com a promessa de Jesus. Este derramamento do Espírito mostra que o batismo com o Espírito é subsequente e distinto da conversão segundo a teologia de Lucas e Paulo. Paulo espera que os crentes sejam cheios com o Espírito. O derramamento do Espírito nos doze efésios deixa claro que o ensino e prática de Paulo são consistentes com a teologia carismática de Lucas.


“...e falavam línguas e profetizavam. ”

Aqui temos as consequências imediatas deste batismo com o Espírito, as manifestações carismáticas de línguas e profecia. A expressão “e profetizavam” não deve ser presumida a indicar um sinal adicional. É paralela à expressão “magnificara Deus” registrada em Atos 10.46. A atividade profética é realizada nos últimos dias (cf. os acontecimentos do Dia de Pentecostes que mostram estreita relação entre falar em línguas e profetizar). Semelhante aos discípulos no Dia de Pentecostes e em Cesaréia, estas pessoas em Éfeso falam em línguas e dão louvores inspirados a Deus depois de receberem o poder pentecostal do Espírito. Como os outros derramamentos do Espírito, a evidência inicial da experiência carismática dos crentes efésios é o falar em línguas (cf. Atos 2.4; 10.44-46). Paulo instrui, batiza e impõe as mãos sobre eles, mas pela ação soberana do Espírito profético eles são dotados com poder para o ministério. O Pentecostes efésio não marca uma experiência de conversão, mas uma dotação do poder do Espírito para divulgar o Evangelho.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/10/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

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Comentário 2

Atos 19.6 “E impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam. ”


“E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; ”

Paulo disse: "A ninguém imponhas precipitadamente as mãos" (1 Timóteo 5:22). Isto deve incluir a referência à imposição de mãos para os dons do Espírito. Simão, o feiticeiro, queria poder de modo que "aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo" (Atos 8:19). A repreensão de Pedro resolveu a questão de uma vez por todas sobre colocar suas mãos sobre as pessoas impensadamente. Mesmo no quarto século depois de Cristo, Agostinho, o notável teólogo do Cristianismo, escreveu: “Ainda fazemos como fizeram os apóstolos, quando impuseram as mãos sobre os samaritanos, invocando sobre eles o Espírito mediante a imposição das mãos. Espera-se por parte dos convertidos que falem em novas línguas. ” Ireneu (1 15-202 d.C.), notável líder da Igreja, era discípulo de Policarpo que por sua vez foi discípulo do apóstolo João. Ireneu escreveu: “Temos em nossas igrejas muitos irmãos que possuem dons espirituais e que por meio do Espírito, falam toda sorte de línguas”. Há mais referências bíblicas de imposição de mãos: a) Para curar: “E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo (Atos 9:17) “. b) Para Comissionar: “E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. (Atos 13:2,3) “. Para abençoar: “E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou (Marcos 10:16) “. d) Para Separar: "Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério" (1 Timóteo 4:14). É verdade que os dons ministeriais são transmitidos através da imposição de mãos e isso perdura até os dias de hoje.


“...e falavam línguas, e profetizavam. “

Notemos alguns fatos importantes sobre o falar em línguas. O que produz esta manifestação? O impacto do Espírito de Deus sobre a alma humana. É tão direto e com tanto poder, que a pessoa fica extasiada, falando de modo sobrenatural. Isto pelo fato de a mente ficar totalmente controlada pelo Espírito. Para os discípulos, era evidência de estarem controlados pelo poder do Espírito prometido por Cristo. Quando a pessoa fala uma língua que nunca aprendeu, pode ter a certeza de que algum poder sobrenatural assumiu o controle sobre ela. Alguns argumentam que a manifestação do falar em línguas limitou-se à época dos apóstolos. Aconteceu para ajudá-los a estabelecer o Cristianismo, uma novidade naquela época. Não existe, no entanto, limites à continuidade dessa manifestação no Novo Testamento. Esse poder do Espírito sobre esses discípulos desceu sobremaneira que além das línguas eles também profetizaram assim como aconteceu com Saul: “E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem (1 Samuel 10:6) ”; “E, chegando eles ao outeiro, eis que um grupo de profetas lhes saiu ao encontro; e o Espírito de Deus se apoderou dele, e profetizou no meio deles (1 Samuel 10:10). ” As línguas possuem um caráter profético quando há quem as interprete: “E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação (1 Coríntios 14:5). ”


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/2/2023

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

LINDSAY, Gordon. Como receber o Batismo Com o Espírito Santo, Gordon Lindsay. Rio de Janeiro: Graça Editorial.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Atos 19:5

Atos 19:5 “E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus“.


“E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. “ 

O apóstolo chegava a Eféso pela segunda vez. Na primeira vez que passou estava voltando para sua igreja de origem. “Antes se despediu deles, dizendo: É-me de todo preciso celebrar a solenidade que vem em Jerusalém; mas querendo Deus, outra vez voltarei a vós. E partiu de Éfeso (Atos 18:21) “. Lá deixou estes dois obreiros cristãos Prisclia e Áquila (Atos 18.18). Paulo havia os conhecidos quando estava em Corinto. E, achando um certo judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), ajuntou-se com eles, E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas (Atos 18:2,3) “. Esse casal abençoado conheceu em Corinto um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria que era instruído no caminho do Senhor, mas conhecia somente o batismo de João. Este Evangelho do arrependimento havia sido pregado por Apolo em Éfeso. “ Priscila e Aqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus. (Atos 18:26) “. 

Quando Paulo chega pela segundo vez acha ali alguns discípulos e pergunta: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. (Atos 19:1-3). Após ouvir sobre o batismo que foram batizados Paulo diz: “Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo (Atos 19:4) “. A partir daí ele instrui aqueles doze homens sobre aquele que João previu, “o que batiza com o Espírito Santo e com fogo.

Não há conflito com a fórmula trinitariana: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”(Mateus 28.19). Não se declara aqui uma fórmula de batismo. É apenas uma declaração da fonte de autoridade para o batismo do crente. Quem é batizado em nome de Jesus segue sua liderança. Por seu intermédio passa da antiga para uma nova vida de retidão, em obediência ao mandamento do Pai e por meio do Espírito Santo.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/2/2023

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

LINDSAY, Gordon. Como receber o Batismo Com o Espírito Santo, Gordon Lindsay. Rio de Janeiro: Graça Editorial.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Atos 17.24

Atos 17.24 “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; “


“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, “

Observe que quando Paulo falou a pessoas que tinham um conceito errôneo de Deus, ele não começou falando de Jesus, mas de Deus. Todas as falsas religiões do mundo baseiam-se numa visão falsa de Deus. Lembre-se: você deve começar de onde as pessoas estão, não de onde gostaria que estivessem.

Paulo não começou com provas filosóficas da existência de Deus. A maioria das pessoas crê em algo chamado “deus”, como os atenienses criam. Pelo contrário, o sermão de Paulo começou onde o Antigo Testamento começa: “No princípio criou Deus o céu e a terra”(Gênesis 1:1), referindo-se ao Deus “que fez o mundo”. Paulo estava dizendo que eles não haviam feito Deus, mas que Deus os fizera; eles não tinham feito uma casa para Deus, mas Ele fizera uma casa para eles — a terra “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:8).

Suas palavras refutavam o conceito materialista dos epicureus de que este mundo veio a existir como resultado de uma colisão de átomos casual. "O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1:9).

Qualquer compreensão correta do propósito da vida deve começar com uma compreensão e reconhecimento do Criador. Por isso Satanás continua a lançar um ataque intrépido contra o conceito de criação especial — e precisamos nos opor diligentemente à mentira do diabo de que viemos à existência por acaso!
 

“...sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; “

Paulo prosseguiu revelando o Deus que fez todas as coisas: sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas e nem tampouco é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse (25a).

A afirmação de que Deus não habita em templos humanos, se refere a sua imensidão, ele não pode ser contido em um lugar. Essa afirmação não é exclusiva do apóstolo Paulo, podemos observa-la na pregação de Estevão, “Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens...” (Atos 7:48), ambos fazem referência a profecia do profeta Isaías que diz: “Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? ” (Isaías 66:1) e antes disso as palavras do Rei Salomão em (I Reis 8:27) “Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado”. (1 Reis 8:27).

Paulo estava cercado pela maior hoste de templos pagãos do mundo. Distante dali estava o templo de Zeus, o maior já construído. Abaixo ficava a praça envolta com ídolos e templos e acima, ficava a Acrópole com mais quarenta templos, incluindo o incomparável Partenon. Deus, porém, não precisava de templos, por mais belos que fossem. Diferente dos ídolos daqueles templos, sem vida e inúteis, Deus não precisava que os atenienses O servissem; mas eles, sim, precisavam de Sua ajuda!



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

PEARMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_05.pdf

Atos 15.41

Atos 15.41 “E passou pela Síria e Cilicia, confirmando as igrejas. ” 


“E passou pela Síria e Cilicia,” 

Parece que cada um dos missionários (Paulo e Barnabé) foi influenciado pelo sentimento de apego à sua terra nativa, Barnabé embarcou para Chipre com João Marcos, Paulo ao invés de navegar, decidiu ir com Silas por terra evangelizando o norte da Síria e chegando a Cílicia. A capital da Cílicia era Tarso de onde Paulo era natural e aonde Paulo foi encaminhado pelos apóstolos de Jerusalém após sua conversão, de onde também foi resgatado para integrar a igreja gentílica de Antioquia na Síria. Eles levam consigo a carta do Concilio de Jerusalém que tinha sido especificamente dirigida às igrejas na região (Atos 15.23). 


"... confirmando as igrejas. ” 

Enquanto viajam, fortalecem os crentes na fé mediante instrução e exortação. Este período de ajudar as pessoas a serem fortes na fé começa o período mais frutífero no ministério de Paulo e é um ponto decisivo na história da Igreja, pois contribui para alicerçar aqueles novos convertidos na fé cristã. Paulo não inventou nenhum outro método. Ele faz exatamente o que Jesus deixou para os seus discípulos, como vemos em Mateus 28.19,20: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado [...]”. A igreja primitiva através dos demais apóstolos evangelizava e discipulava os novos convertidos, visto que evangelização e discipulado são inseparáveis. À medida que a igreja crescia (Atos 2.41,42), os líderes da igreja iam confirmando a fé dos que criam.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio deJaneiro: CPAD, 2006.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

 

Atos 15.40

Atos 15.40 “E, Paulo tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus. ” 


“E, Paulo tendo escolhido a Silas, “ 

Após a decisão do concílio de Jerusalém: “ Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá “ (Atos 15:28,29). O apóstolo dos gentios mal podia esperar para confirmar as igrejas recém fundadas na sua primeira viagem missionária, por isso, disse a seu companheiro de viagem: “Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão “ (Atos 15:36). Porém, Paulo e Barnabé contenderam sobre João Marcos, primo de Barnabé, que os havia deixado na primeira viagem missionária quando chegaram a Panfília. Para Paulo não parecia razoável que o tomassem consigo nessa nova viagem, mas para Barnabé, mais tolerante na ocasião, queria dar uma nova chance a seu parente. Apesar de forte discordância e separação, Paulo e Barnabé não permitem que a causa do evangelho sofra, pois, Barnabé acompanhado por seu primo Marcos partiu para a ilha de Chipre, terra natal de Barnabé. Paulo então escolheu a Silas para ser seu novo companheiro de viagem. Silas aparece pela primeira vez em (Atos 15.22) na narrativa do Novo Testamento como um dos homens escolhidos para levar o decreto do Concílio de Jerusalém para os fiéis gentios. Foi provavelmente um judeu helenista. Era um profeta cristão, capaz de exortar e fortalecer através de sua pregação. Como Paulo, ele tinha cidadania romana (Atos 16.37,38). Silas aparece como Silvano (a forma latina do seu nome) em II Coríntios 1.19; 1 Tessalonicenses 1.1; 2 Tessalonicenses 1.1 e I Pedro 5.12.


“... partiu encomendado pelos irmãos à graça de Deus”. 

O sistema de apoio missionário é uma responsabilidade básica e contínua das igrejas em todo lugar. Nesse sentido, certos princípios devem permanecer claros a respeito do sistema de apoio aos missionários: a) a igreja deve se conscientizar biblicamente de que o missionário é um obreiro formado pela igreja local e, por isso, está inteiramente sob a sua responsabilidade (Atos 11.19-26; At 13.1-5; 14.25-28; 16.1-8); b) ele é um obreiro orientado pelo pastor da igreja e enviado para fazer a obra missionária conforme a visão que o Espírito Santo concede à igreja (Atos 6.6; 1.24); c) em contrapartida, é dever do missionário prestar relatórios periódicos sobre o desenvolvimento da obra no campo (Atos 15.4,12; 21.19); d) todo o sistema de apoio missionário deve permitir que os missionários usem o máximo de seu tempo e energia no trabalho de missões.

Antes de Paulo e Silas partirem, a comunidade cristã orou publicamente por Paulo e seu sucesso ministerial provavelmente com imposição de mãos (Atos 13.3), disseram-lhe palavras de ânimo para que prosseguisse na obra e transferiram o assunto à graça de Deus, deixando que a graça trabalhasse nele e com ele.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio deJaneiro: CPAD, 2006.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Atos 14.27

Atos 14.27 “E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”


“E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”


A igreja de Antioquia foi reunida para que os missionários relatassem sobre as igrejas que fundaram, os sinais que os seguiam, e sobre a grande quantidade de gentios que agora criam no evangelho. Aqui, aprendemos algumas lições preciosas. Primeira, a ideia “missionários independentes”, que respondem “somente ao Senhor” não é bíblica; o apóstolo Paulo não deixava de relatar a atividade missionária à sua igreja de origem (14.27-28). Segunda, teremos oposição e obstáculos na obra missionária, mas também teremos resultados que glorificarão o Senhor que nos chamou. E finalmente, não esqueça de que, na obra missionária, quem “leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos” (Salmo 126.6).

É bíblico apresentar relatórios de uma missão numa reunião de cristãos; é imperativo que a glória seja dada a Deus. Quando os hebreus chegaram a Cades no deserto de Parã o Senhor disse a Moises que comissionasse homens entre as tribos de Israel para espiar a Terra de Canaã. A missão deles era: "vede que terra é, e o povo que nela habita; se é forte ou fraco; se pouco ou muito. E como é a terra em que habita, se boa ou má; e quais são as cidades em que eles habitam; se em arraiais, ou em fortalezas. Também como é a terra, se fértil ou estéril; se nela há árvores, ou não; e esforçai-vos, e tomai do fruto da terra" (Números 13:18-20). Ao fim de quarenta dias eles retornaram a Cades "e deram-lhes notícias, a eles, e a toda a congregação" (Números 13:26).

McGarvey disse: “Quem volta de um campo difícil de semear carregando boas notícias, fica com o coração palpitando enquanto sua história não é contada”. Sei como é verdadeira essa afirmação — e como me sinto grato às congregações que me deram oportunidade de contar minha história, congregações que confirmaram sua confiança no trabalho que eu estava realizando. A congregação que ignora os relatórios missionários não compreende sua missão.

Quando a primeira viagem missionária de Paulo foi concluída, ele e Barnabé haviam percorrido aproximadamente dois mil quilômetros de algumas das regiões mais perigosas e acidentadas da terra. Aquela fora uma viagem histórica. Agora era hora de recarregar suas baterias espirituais. A história acaba assim: “E permaneceram não pouco tempo com os discípulos” (v. 28). Essas palavras implicam que Paulo e Barnabé não ficaram lá permanentemente e que viria o tempo em que novamente fariam as malas, partindo para lugares distantes.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/12/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_02.pdf

Atos 14:26

Atos 14:26 “E dali navegaram para Antioquia, de onde tinham sido encomendados à graça de Deus para a obra que já haviam cumprido. ”


O contexto do versículo em destaque é a primeira viagem missionária de Saulo e Barnabé. O capítulo 14 narra a trajetória dos missionários desde Icônio, onde houve um motim de judeus contra eles e descreve os eventos que ocorreram nas cidade de Listra e Derbe. 

Em Listra após curarem um homem coxo, desde o ventre da sua mãe. Paulo e Barnabé foram aclamados por toda a cidade, pois acreditavam que eles eram deuses e o chamavam “Jupiter e Mercurio”. Após não aceitarem receber sacrifícios disseram: “Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós” (Atos 14:15) e impediram que a multidão lhes sacrificassem. No entanto, após esse evento “sobrevieram ali uns judeus de Antioquia (Psídia) e de Icônio que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto” (Atos 14:19). Todavia, os missionários sobreviveram e prosseguiram a missão até a cidade de Derbe (v.20).

Em Derbe eles fizeram muitos discípulos e retornaram a todos as cidades que já haviam visitado naquelas cercanias: “...voltaram para Listra, e Icônio e Antioquia, Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé” (Atos 14:21,22). E também elegeram anciões para administrarem cada igreja.

“E dali navegaram para Antioquia, de onde tinham sido encomendados à graça de Deus para a obra que já haviam cumprido.”

Após as missões na região que também chamamos de Galácia desceram a Panfilia passando por Perge e Atalia e enfim embarcaram de volta a Síria. Os missionários descerem no porto de Seleucia e chegaram de volta a Antioquia de onde haviam sido encomendados: “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. ” (Atos  13.2).

Paulo e Barnabé não haviam saído a missão por vontade própria, mas porque Deus os havia separados a esta obra. Eles pertenciam a uma igreja e eram dentro das possibilidades amparados por ela: “E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo” (Atos 13:1)

Por terem sido encomendados por esta igreja, ali retornaram para prestar conta e testemunhar da graça de Deus que os acompanhou e retornou com eles.

Eles estiveram fora por mais de um ano, possivelmente por vários ano , e a igreja de Antioquia talvez não tivesse recebido nenhuma notícia deles durante todo esse tempo . Imagine a agitação quando as notícias correram pela comunidade cristã: “Barnabé e Paulo voltaram!” Os missionários estavam ansiosos por relatar tudo; e os discípulos, por ouvir.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/12/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_02.pdf