domingo, 20 de agosto de 2023

Lição 9 - Uma Visão Bíblica do Corpo – 3 Trimestre de 2023.

TEXTO ÁUREO “Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a fornicação, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo. ” (1 Coríntios 6:13)

A cidade de Corinto defendia-se uma liberdade total, irrestrita e incondicional. Eles possuíam duas premissas que sustentavam a sua permissividade. A primeira premissa deles era: “Todas as coisas me são lícitas”. Eles chegaram a aplaudir o pecado de incesto e se jactaram dessa posição permissiva: ”não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? “ (1 Coríntios 5:6). A lei que regia a vida deles era: E proibido proibir! Eles consideravam todas as coisas indistintamente como lícitas, sem nenhuma restrição.

Nessa premissa Paulo coloca uma adversativa. Ele usa um, “mas”, e um, “porém”. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Coríntios 6:12).

A segunda premissa deles era que: “O alimento é para o estômago assim como o sexo é para o corpo”. Com essa premissa eles estavam transformando a liberdade em libertinagem.

 “Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; “ Esse versículo não é na verdade sobre comida. O argumento era que o desejo sexual exige ser expresso do mesmo modo que a fome exige que se alimente o corpo. Considerando que o sexo e a comida são desejos naturais, ceder a um não era visto como algo mais pecaminoso do que ceder a outro. Mais do que inspiração para a fornicação, essa premissa consistia numa tentativa de justificar uma prática que certos irmãos estavam tendo oriunda de suas antigas vidas de idolatria.

 “Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. ” Paulo concordou com isto somente em partes: a premissa precisava ser analisada à luz do julgamento divino sobre todo tipo de concessão que o cristão faz a si mesmo. O apetite por comida não é uma licença para glutonaria, e o desejo por sexo não é uma licença para imoralidade sexual. Deus providenciou que se atenda aos dois apetites com contenção. O corpo e seus apetites pertencem ao Senhor. O cristão deve governá-los dentro do contexto do ensino de Cristo.

“Mas o corpo não é para a fornicação, “  O nosso corpo é santuário do Espírito. Tudo aquilo que não é digno do santuário de Deus não é digno do seu corpo. Nada que seja inconveniente no templo de Deus é decente no seu corpo. O nosso corpo é lugar santíssimo, o Santo dos Santos, onde a glória de Deus se manifesta. Devemos eliminar do nosso corpo toda forma de conduta que não seja apropriada para o templo de Deus: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? “ (1 Coríntios 6:19). O alimento é para o estômago e o estômago é para o alimento. Porém, o corpo não é para a fornicação.

“... senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo. ” O propósito de Deus ter lhe dado um corpo é para que você possa viver para Jesus. Servir a Jesus por intermédio do seu corpo. O corpo é para o Senhor e o Senhor é para o corpo. O corpo é para o Senhor e não para a prostituição. O corpo é para o Senhor e não para a impureza. Não há entre o corpo e os desejos sensuais, conexão como a que há entre o estômago e o alimento. Em vez disso, a conexão é entre o corpo e o Senhor."

Paulo ensina que o sexo é uma bênção, mas pode se tornar uma maldição. Ele é uma bênção dentro do casamento, mas um sério problema fora dele. Warren Wiersbe afirma que o sexo fora do casamento é como o assalto a um banco: o ladrão fica com alguma coisa que não lhe pertence e pela qual terá de pagar um dia. O sexo dentro do casamento pode ser como depositar dinheiro num banco: há garantias, segurança e dividendos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo. Vol. 5. 2006.

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos, 2008.


Lição 9 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2023 - CPAD

domingo, 13 de agosto de 2023

Lição 8 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2023 - CPAD

Lição 8 - Transgênero – Que transrealidade é essa? – 3 Trimestre de 2023.

TEXTO ÁUREO “ Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. ” (Gênesis 2:24)

“ Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, “ Os filhos devem deixar seus pais para inaugurarem uma nova família, que não será igual a família do marido e nem a família da mulher. Assim, à sombra dos seus pais, o novo casal certamente não poderia, jamais, cumprir integralmente o projeto do Criador. Essa nova família terá que se desenvolver naturalmente. O pastor Reynaldo Odilo em seu livro, Eu e a minha casa, tem um capítulo que nos ensina muito sobre a importância de deixar os pais. Ele aponta que os pais devem sr deixados em três aspectos: geográfico, emocional e financeiro.

Geográfico. Toda família precisa de “espaço” para crescer. Para isso, Deus mandou o novo casal, antes de se unir, deixar pai e mãe. Observe uma planta. Ela precisa de um espaço só dela: veja quando o trigo divide um pequeno espaço geográfico com o joio — Mateus 13.28-30 — é um problema. A grande dificuldade é que as raízes do joio e do trigo podem se entrelaçar, diante da proximidade territorial. Isso significa a necessidade do trigo por um espaço individual, próprio. A mesma coisa acontece com o novo lar. A casa dos pais pode ser um lugar cheio de amor, carinho, conforto e compreensão, porém nunca será o melhor lugar para construir uma nova família. Ê preciso deixar tudo o que prende o novo casal ao passado! Não é fácil, mas é preciso.

Emocional ou psicológico. A planta precisa de luz solar para fazer a fotossíntese e crescer. Entretanto, essa radiação trará certo incômodo a ela nos horários mais quentes do dia. Isso, porém, é necessário. Utilizando o mesmo raciocínio, pode-se dizer que os pais não devem privar seus filhos dos eventuais desafios psicológicos — exposição ao sol. É preciso que cada nova família adquira individualidade, tomando suas próprias decisões. Por mais que "doa” ver os filhos passarem por certos "percalços” no novo contexto familiar, o bloqueio emocional ao novo casal, pelos pais, (impedir que deixe psicologicamente os genitores) ensejará prejuízo.

Financeiro. A ordem de "deixar pai e mãe” também atinge a parte financeira, porém o dever de os pais ajudarem financeiramente os filhos (2 Coríntios 12.14) e vice-versa (Marcos 7.10-13) nunca terminará diante de Deus, bem como perante a lei civil. Muitos filhos casados, de maneira irresponsável, sobrecarregarem seus pais financeiramente, inclusive indo morar com eles, tirando-lhes a privacidade e fazendo-lhes passar, ocasionalmente, privações. Por outro lado, pais que fazem questão de pagar todas as despesas dos filhos casados, impedindo-lhes de ter suas próprias experiências financeiras, também podem dar origem a inúmeros conflitos dentro da nova família, fazendo a situação do casal ficar insustentável.

Não existe nenhuma contradição entre os mandamentos do Senhor, pois eles são puros e alumiam os olhos (SaImo 19.7,8). Honrar pai e mãe, assim, não entra em contradição com o mandamento que determina deixar pai e mãe, por ocasião do casamento. Como mencionado, esse "deixar” restringe-se, tão somente, aos aspectos geográfico, emocional e financeiro, mas em relação ao dever de honrá-los permanecerá enquanto os filhos estiverem vivos. Jesus, por exemplo, até na hora da morte honrou sua mãe, provendo-lhe uma casa para morar — a de João.

“..., e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. ” A palavra para “apegar-se” significava originalmente “colar ou cimentar”. No casamento, marido e mulher tornam-se “uma só carne” (Efésios 5:28–31). Essa unicidade é fisicamente expressa pela união sexual deles (veja 1 Coríntios 6:16; 7:2–4). Deus fez o homem e a mulher para se complementarem e se completarem mutuamente (Gênesis 2:18, 24). Esse plano original deveria ser o modelo para todas as futuras uniões sexuais. Por sua própria natureza, esse modelo exclui a poligamia, a poliandria, o divórcio e o novo casamento. João Crisóstomo escreveu: “Se fosse da vontade de Deus fazer as coisas dessa maneira, quando Ele fez um homem, teria feito muitas mulheres”. A intenção de Deus exclui uniões do mesmo sexo (Romanos 1:26, 27). Se Ele tivesse planejado que homens estivessem com homens e mulheres com mulheres, Ele teria feito outro homem para Adão e outra mulher para Eva. Quando os homens alteram os propósitos de Deus, os resultados são catastróficos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

ODYLO, Reinaldo. Eu e minha Casa - Orientações da Palavra de Deus para a Família do Século XXI. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201209_02.pdf