sexta-feira, 24 de março de 2023
quinta-feira, 23 de março de 2023
quarta-feira, 22 de março de 2023
terça-feira, 21 de março de 2023
segunda-feira, 20 de março de 2023
Leitura bíblica diária - 20 de março de 2023 - Mateus 24.12
Segunda-Feira, 20 de
março de 2023.
A multiplicação da
Iniquidade e a falta de Amor.
Mateus 24:12 “ E, por
se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. “
No seu sermão profético sobre o
fim dos tempos, Jesus alertou os seus discípulos para diversas características
desses tempos. Além de prever a falta de fé no mundo, Jesus mostrou outras
características que marcarão os dias finais da ordem mundial das coisas. Haverá
falsos cristos, guerras e rumores de guerras, fomes, pestes e terremotos em
vários lugares. Será uma época catastrófica em termos de eventos escatológicos.
E Jesus previu a morte de discípulos seus com ódio por causa do seu nome. No
meio desse tempo tenebroso e catastrófico, Jesus disse esse versículo indicando
dois dos maiores sinais da sua vinda para buscar a sua Igreja, que são a
multiplicação da iniquidade e o esfriamento do amor entre muitos.
“ E, por se multiplicar a iniquidade ” Sobre a Multiplicação da
Iniquidade: Esse aumento da iniquidade ou da pecaminosidade humana na terra foi
citado por Jesus em outra ocasião, quando Ele disse que a sua vinda seria como
nos dias de Noé: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do
Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam,
bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,
E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também
a vinda do Filho do homem (Mateus 24:37-39) “. Nos dias de Noé a corrupção
tornou-se global, e Deus resolveu destruir toda a humanidade de então (Genesis 6.11-13). Enviando a catástrofe
do Dilúvio, que eliminou todos os seres vivos que havia sobre a terra, exceto
Noé e a sua família (Genesis 7.17-24).
De igual modo, Jesus alertou que a sua vinda seria como “nos dias de Ló”,
em que a depravação moral era tanta que não mais havia sequer casamentos. O que
prevalecia era a prática abominável da homossexualidade: “Como também da
mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam,
plantavam e edificavam. Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu
fogo e enxofre, consumindo a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem
se há de manifestar (Lucas 17.28-30)
”. O apóstolo Paulo recebeu pelo
Espírito Santo a revelação profética das características dos últimos tempos,
que antecedem à vinda de Jesus. Naquele tempo, crentes e igrejas que não
tiverem a presença, o poder e a unção do Espírito Santo não suportarão a realidade
espiritual do mundo, que será dominado por tremenda corrupção. Paulo,
escrevendo a Timóteo, o jovem obreiro e o seu filho na fé, disse: “Sabe,
porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá
homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos,
desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural,
irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os
bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos
de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes
afasta-te (2 Timóteo 3.1-5) ”. A
Multiplicação da Iniquidade é um evidente sinal de que Cristo está as portas
para buscar a sua noiva.
“...o amor de muitos esfriará. “ Sobre o esfriamento do amor: Um
exemplo disso se encontra em Apocalipse, onde Jesus repreendeu os crentes em
Éfeso por terem abandonado o primeiro amor:
"Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade.
Lembra-te pois donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras;
quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se
não te arrependeres. (Apocalipse 2:4-5) “. "Amor" (Apocalipse
2.4) é a mesma palavra (ágape) traduzida por "caridade" em 1
Coríntios 13, em algumas versões antigas. No início, aqueles irmãos haviam
cultivado este "ágape", que é sublime, santo e altruísta, totalmente expressado
no ato de Deus dar o seu Filho no Calvário. Inicialmente, haviam aberto seus
corações e correspondido a este amor. Agora, contudo, estavam satisfeitos com a
doutrina e em cumprir o que consideravam as suas obrigações diante do Senhor.
Porém, seu trabalho já não demonstrava mais a compaixão cristã. Suas vidas eram
cheias de atividades, mas estéreis e infrutíferas. Eles precisavam corrigir
essa falha e voltar àquele Jesus disse que a iniquidade se multiplicaria antes
da destruição de Jerusalém. Muitos cristãos esfriariam no amor por Cristo e por
Sua igreja. Aqueles crentes precisavam
também voltar a "praticar as primeiras obras". Alguns pensam que isto
significa que devamos voltar a repetir cerimônias religiosas tais como o
batismo em água e a Ceia do Senhor. Mas isto conduzir-nos-ia a um frio
formalismo se a atitude do coração continuasse a mesma. "Primeiras obras"
referem-se a um trabalho feito em resposta ao derramamento do amor de Cristo em
nossos corações a fim de que se tornem plenos de compaixão. (Ver João 15.8,9,12,17; I Pedro 1.22; 1 João
4.11, 20-21; 2 João 5.6,7). Se a igreja de Éfeso não se arrependesse,
poderia esperar por um julgamento certo. O "castiçal" seria removido
de seu lugar, significando que a igreja seria tirada da presença de Jesus.
Noutras palavras: Jesus não andaria mais no meio dela. Todavia no versículo em
questão o esfriamento desse amor é consequência da multiplicação da iniquidade.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/03/2023
FONTES
RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das
escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
HORTON, Stanley. Apocalipse – as coisas que brevemente devem
acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201210_06.pdf
domingo, 19 de março de 2023
Lição 13 - Aviva, o Senhor, a Tua Obra - 1 Trimestre de 2023

TEXTO ÁUREO “Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia. ” (Habacuque 3.2)
“Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; ” Qualquer experiência que
venhamos a ter com o Senhor começa quando começamos a ouvi-lo. Sua voz, porém,
se manifesta de variadas maneiras: Pedro a deu valor quando o galo cantou; Isaias
e Agostinho através da morte de um que lhe era querido; Moody através do teste
humo de uma anciã. Tozer afirma “ Deus fala aos corações de quem deseja ouvi-lo”
corroborando com as escrituras: “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos
7:16). Habacuque ouviu a Palavra do Senhor. Um dos princípios básicos de um
avivamento é o retorno a Palavra. Está escrito nos Salmo: “Vivifica-me, ó Senhor,
segundo a tua palavra “ (Salmos 119:107). David Wilkerson pregou um sermão na
Times Square que nos fala até hoje. Ele pregou “traga-nos a verdadeira palavra
do Senhor”. Após ouvir a Palavra de Deus Habacuque teme pois compreende a real
situação do povo de Judá do qual ele fazia parte. A verdadeira Palavra de Deus
produz temor dentro de nós: “E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas
e sinais se faziam pelos apóstolos “ (Atos 2:43).
“...aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, “Após ouvir e
entender a situação que viria Habacuque ora ao Senhor. E impossível ocorrer um
avivamento espiritual sem oração. A oração, como já afirmou um servo de Deus do
passado, é a respiração da alma. Sem oração, a vida espiritual vai por água
abaixo. Ela é uma questão de sobrevivência. Em épocas de crise, então, nem se
fala. Por isso a oração do profeta. Sabendo o profeta que seu povo não
sobreviveria se o Senhor não interviesse com uma nova manifestação do Seu
Espírito ele ora “aviva, ó Senhor, a tua obra “. Somente assim a vida espiritual dos fiéis seria preservada, por
isso o clamor. Dessa forma, aprendemos aqui que só a ação de Deus, o avivamento
espiritual, pode preservar o crente em meio ao caos, impedindo-o de ser levado
e consumido pelo turbilhão das circunstâncias. Muitas vezes, o crente é tentado
a crer que a obra de Deus prospera por causa dele. Esse é um grande erro. Se
ela prospera, é por causa do Dono da obra. Infelizmente, não são poucos os que
pensam que o culto é abençoado se fulano ou beltrano pregar ou cantar. Porém, a
Bíblia nos diz que quem faz tudo é Deus. Sem Ele, nada somos ou temos. Enquanto
as pessoas pensarem que quem faz avivamento são pessoas, nunca o avivamento
chegará. Se deseja-se avivamento, deve-se reconhecer que a obra não é nossa,
mas de Deus. Dele é tanto o querer quanto o efetuar. É impossível que haja
avivamento sem o reconhecimento de que a obra é de Deus.
“...no meio dos anos a notifica; “ Essas palavras de Habacuque
revelam o desejo do profeta de que a ação divina sobre seu povo se
intensificasse com o passar dos anos, de tal forma que fosse evidenciada para
todos. O intento do profeta é ver a mão de Deus agindo de novo poderosamente na
vida dos judeus, fazendo conhecidas entre as nações as maravilhas do Senhor no meio
do seu povo. Assim como foram notórios os milagres no Egito e no deserto, despertando
o temor das cidades ao redor, Habacuque esperava uma futura visitação contínua
e crescente de Deus sobre os israelitas, ao ponto de equiparar-se àqueles dias
memoráveis de vitória e glória. Consigo ver essa oração cumprida nos seguintes
fatos históricos modernos: na Reforma Protestante; No avivamento inglês do
século 18, com os irmãos João e Carlos Wesley, e George Whitefield,
acontecimento também conhecido como “Despertamento Evangélico”; O Grande
Despertamento do século 18 nos Estados Unidos; o Avivamento de 1859 na Irlanda,
que varreu parte da Europa e produziu grandes reflexos nos Estados Unidos; E o
Movimento Pentecostal, encetado na virada do século 19 para o 20. Precisamos em
nossos dias de mais dessas visitações profundas de Deus, manifestações que não
só renovam vidas e avivam igrejas, mas também despertam nações.
“...;
na ira lembra-te da misericórdia. ” Ao mencionar a ira divina em sua
oração, Habacuque nos ensina que não há avivamento sem a consciência do juízo
divino, sem a percepção de que Deus julga e está julgando. Em outras palavras,
não há reavivamento sem o reconhecimento da ira de Deus. Paulo instruiu-nos a
considerarmos tanto a bondade quanto a severidade de Deus: “Considera, pois, a
bondade e a severidade de Deus. Para os que caíram, severidade; mas para
contigo, a benignidade de Deus. De outra maneira, também tu serás cortado. E
também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados, porque
poderoso é Deus para os tornar a enxertar” (Romanos 11.22-23). O teólogo A. W.
Pink escreve: “A ira de Deus é a perfeição do caráter divino sobre o qual precisamos
meditar frequentemente. ” E, por extensão, não há avivamento sem a consciência
da ira divina, porque só há arrependimento com a conscientização da
miserabilidade e abominação do pecado, que são percebidas quando olhamos o
pecado com os olhos de Deus. Habacuque sabia que após fazer a ferida, Deus
aplica a cura. Isso porque, para que o vaso de barro seja usado, primeiro tem
que ser concertado; e para ser concertado, deve antes ser quebrado. E somente
após ser amassado, ele é restaurado. Um avivamento é uma demonstração tremenda
da misericórdia de Deus. Quando a terra está ferida pelo juízo divino, sem
produzir; quando nossos pecados pesam sobre nós, esmagando-nos; quando não há
esperança aos olhos humanos; quando tudo ao redor parece “sem forma e vazio”,
morto e gélido, e então nos lançamos ao chão em clamor humildemente diante dos
Céus, Deus ouve e atende. Ele abre as comportas celestiais e derrama sobre
nossa vida catarata de gozo, chuva de misericórdia. Ele prometeu: “Se o meu
povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e se converter de seus
maus caminhos; então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei
a sua terra” (2 Crônicas 7.14).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/3/2023
Fontes:
RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras
ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
DANIEL, Silas. Habacuque - A vitória da fé em meio ao caos.
Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
sábado, 18 de março de 2023
sexta-feira, 17 de março de 2023
Diferenças entre as traduções da Bíblia em português
A Bíblia para todos
Princípios de tradução

- 1. “Tradução de equivalência formal”, literal ou “palavra por palavra”: Mantém aspectos do texto original e preserva o máximo possível a sintaxe, a estrutura das frases e expressões idiomáticas. Ela permite que o leitor identifique na tradução os elementos formais do texto na língua original e é de grande valor para acadêmicos e estudos profissionais3.
- 2. “Tradução de equivalência dinâmica”, “equivalência funcional”, “tradução semântica” ou, ainda “pensamento por pensamento”: Esse método focaliza a tradução da mensagem, ou seja, proporciona acesso direto ao texto, permitindo que o significado fique claro de imediato, sem exigir que o leitor lide com expressões idiomáticas e estruturas incomuns. Também facilita o estudo sério da mensagem do texto e a clareza no uso devocional e na leitura em público4.
Algumas traduções enfatizam um maior equilíbrio entre as metodologias formal e dinâmica. Elas têm o objetivo de manter a fidelidade aos textos originais e proporcionar facilidade de leitura.
Exemplos: Nova Versão Transformadora (NVT) e Nova Almeida Atualizada (NAA).
- 3. "Paráfrase": São versões que revelam maior grau de liberdade para a escolha de palavras e estruturas, tendo em vista o público leitor. Um texto adaptado ao público infantil ou à população de determinada região, por exemplo, pode ser uma paráfrase, que é “uma maneira diferente de expressar o que foi dito”, “uma nova versão de um texto com o objetivo de torná-lo mais inteligível”5.
Qual tradução é a melhor?
Conforme sinalizam Stephen M. Miller e Robert V. Huber, autores do livro A Bíblia e sua história (SBB, 2006), “a maioria dos especialistas no assunto entende que não existe só uma maneira correta de traduzir a Bíblia, mas que a maioria das traduções a que se tem acesso hoje em dia podem ser úteis a diferentes grupos de leitores” 6.Talvez a melhor pergunta nesse sentido seja: “Qual tradução atende a minha necessidade e preferência?”. Isso porque as traduções reconhecidamente prestigiadas cumprem o objetivo de transmitir a Palavra de Deus sem adulterá-la. O que muda é o formato: se preserva mais os aspectos do original, se focaliza a língua de destino, se busca um equilíbrio entre os métodos de tradução ou se readapta a linguagem, mas sem mudar a mensagem.
Classificação das Principais Traduções
Equivalência formal
- King James Fiel - a tradução do rei James de 1611, lançada em Janeiro de 2017 em português no Brasil.
- Almeida Corrigida Fiel
- Almeida Revista e Corrigida
- Almeida Revisada Segundo os Melhores Textos
- Novo Testamento de Fridolin Janzen
Um equilíbrio entre equivalência formal e dinâmica
- Almeida Revista e Atualizada
- Almeida Edição Contemporânea
- Almeida Século 21
- Tradução Ecumênica da Bíblia
Equivalência dinâmica
- Bíblia de Jerusalém
- Bíblia do Peregrino
- Nova Versão Internacional
- Nova Tradução na Linguagem de Hoje
Paráfrase
- Bíblia Viva
- Bíblia A Mensagem
Fontes:
¹ Citação do anúncio publicitário da Contemporary English Version (Versão Inglesa Contemporânea) In Stephen M. Miller e Robert V. Huber. A Bíblia e sua história – o surgimento e o impacto da Bíblia. Barueri, SP: Sociedade Bíblia do Brasil, 2006, pág. 226.2, 6 Id. pgs. 204, 228 e 229.
3,4 Com informações da Introdução à Nova Versão Transformadora.
5 Definição de paráfrase em Michaelis On-line (uol.com.br).
https://www.mundocristao.com.br/blog/diferencas-entre-as-traducoes-da-biblia-em-portugues/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Equival%C3%AAncia_formal_e_din%C3%A2mica