domingo, 12 de março de 2023

Lição 12 - Vivendo no Espirito - 1 Trimestre de 2023


TEXTO ÁUREO: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. ” (Gálatas 5.22)

Após de uma exposição sobre a luta da carne contra o Espírito, Paulo nos apresenta as chamadas “Obras da Carne” (Gálatas 5.19-21) elas são listadas: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

“Mas o fruto do Espírito é: “ A fim de evidenciar a vida de comunhão com Deus, Paulo começa agora a falar do que acontece com aqueles que se submetem ao Espírito Santo: em lugar de obras aparecem o fruto e em lugar de carne aparece o Espírito. As mais belas virtudes cristãs são destacadas na vida daqueles que vivem sob o controle do Espírito Santo. O singular fruto, como sempre é usado por Paulo, na verdade trata-se de um recurso para destacar a unidade que o Espírito Santo cria na vida daqueles que se sujeitam a Ele, produzindo as diversas virtudes, mas tendo uma só fonte. No viver carnal a desunião é grandiosa, ao contrário daqueles que vivem sob a vida dinâmica do Espírito Santo, que busca levar o crente a viver como Jesus viveu neste mundo, tendo um só sentimento, em total perfeição (Gl 4.19). O viver na carne traz diversos problemas, conflitos, pecados, mas o viver no Espírito produz uma vida segundo o querer de Jesus. A lista de Paulo começa da seguinte maneira:

“...amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. ”

a) Amor (Agápe). É importante entender que Paulo não está dizendo aqui, que as demais virtudes vêm do amor, na verdade, ao o amor é a decisão de tudo (1 Coríntios 13.13; 1 João 4.8).

b) Gozo (Chard — alegria com motivos certos). Quer dizer alegria, não é produto do crente, mas vem ao crente por meio de Jesus e do Espírito (João 15.11; 1 Tessalonicenses 1.6).

c) Paz (Eiréne — ordem, segurança, felicidade, ausência de ódio, vida confiante no que Cristo fez). Essa paz vem de Cristo e concede tranquilidade ao crente (João 14.27; Filipenses 4.6), ela visa atingir também os relacionamentos.

d) Longanimidade (makrothumía-paciência). Dominado por esse fruto o cristão não se apressa em tomar atitude ásperas de imediato, nem fica dominado com o sentimento de vingança, mas deixa tudo nas mãos de Deus (Romanos 12.19).

e) Benignidade (Crestótes — generosidade, amabilidade). A ênfase está em fazer o bem e envolve atitudes sociais.

f) Bondade (Agathosyne — retidão, bondade benéfica). Essa bondade trata-se mais de uma conduta, alguém que faz o bem porque é reto e sua alma aborrece o mal. Dominado por esse fruto o cristão nunca agirá com intenções e motivos maléficos.

g) Fidelidade (Pístis — entenda que não se trata de fé, mas sim de fidelidade, lealdade). São diversos os conceitos que essa palavra recebe, mas nesta ocasião ela ganha uma conotação de integridade, dignidade que merece confiança (Mateus 23.23; 2 Timóteo 4.7; Tito 2.10).

h) Mansidão (Praótes — gentileza, faz o bem para o outro com toda humildade, pois o eu carnal está subjugado).

i) Domínio próprio (Encrateia — autocontrole. Domínio sobre os desejos e as paixões, especialmente os apetites sensuais). Estudiosos falam desse controle como um ato de reprimir com mão forte, por intermédio do Espírito, os desejos do eu carnal.

Observe que no tocante às obras da carne, Paulo diz que aqueles que são dominados por ela jamais entrarão no reino dos céus. Para as obras carnais existe restrição, exigências, mas quanto aos frutos do Espírito Santo, Paulo diz que não há Lei, ou melhor, restrição. Não há Lei para frear o fruto do Espírito, pois todas as virtudes do fruto do Espírito são benéficas para nossa vida (Romanos 8.4; 1 Timóteo 1.9). O cristão deve procurar sempre viver sob o poder do Espírito Santo para que esses frutos estejam em sua vida (João 15.2; Efésios 5.9; Colossenses 3.12; 1 Coríntios 13.7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

15/3/2023

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Leitura bíblica diária -15 de março de 2023 - Neemias 8:10

segunda-feira, 6 de março de 2023

Leitura Bíblica Diária - 6 de março de 2023 - Romanos 1:16.

Segunda, 6 de março de 2023 - Romanos 1.16

(Romanos 1:16) “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. ”

Paulo em sua minuciosa apresentação a Igreja de Roma começa afirmando que não se envergonha de pregar o Evangelho de Cristo. As dificuldades financeiras ou a falta de recursos necessários, não o envergonhavam de pregar o Evangelho. Para o apóstolo das gentes, o Evangelho tem um sentido vivo: não é opaco como certas filosofias religiosas da época.

O termo “evangelho”, oriundo do vocábulo grego , significa literalmente “boa-nova”. A palavra é formada por dois vocábulos gregos: , bom, e , anúncio. Trata-se de uma expressão antiquíssima da língua grega. A palavra, contudo, só viria adquirir a conotação com que, hoje, a conhecemos a partir do advento de Cristo. Após o seu batismo, o Senhor apresentou-se a Israel com o evangelho do Reino. Ao descrever a ação evangelizadora de Jesus, ressalta-lhe Mateus não somente as palavras, mas notadamente os atos: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mateus 9.35).

 “O Evangelho é poder de Deus”.  No grego, a palavra poder é “dunamis” cujo sentido é dinamite. O Evangelho é dinâmico, não apenas atraente como uma ideia ou alguma filosofia. A palavra poder, em relação ao Evangelho, significa a intervenção imediata e instantânea de Deus na vida do pecador. O Evangelho tem um poder miraculoso que pode transformar o mais vil pecador numa nova criatura.

 “Para a Salvação”. A palavra salvação neste texto tem um sentido individual e também universal, pois é para todo aquele que crer. Seu alcance tem uma dimensão real, pois não se trata de um poder abstrato ou inconcebível. E um poder divino que pode ser experimentado e sentido. A palavra crer, no grego é “pisteuo”, que também significa fé, como um ato de confiar em alguém. Em relação ao Evangelho, crer significa confiança ou a entrega pessoal de modo pleno a ponto de colocar-se o que crê, completamente à disposição de outra pessoa. Crer no Evangelho não implica num mero assentimento intelectual a uma verdade apresentada, mas requer uma entrega voluntária e sem reservas à verdade recebida. Crer em Cristo é entregar-se a Ele sem reservas.

 “Primeiro do judeu” (1.16) não quer dizer que é necessário tornar-se judeu para conhecer os benefícios do poder do Evangelho. Basta crer no Evangelho. Essa afirmação deve ser entendida cronologicamente. Jesus afirmou a mulher samaritana: Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos por que a salvação vem dos judeus. (João 4:22)

Nós, igreja do Senhor Jesus, comissionados para pregar o Evangelho a toda à criatura. Não podemos nos envergonhar dele, afinal o Evangelho é o poder de Deus para a Salvação, ou seja, todos que chagaram a Cristo foi por intermédio do Evangelho. Se você não se envergonha do Evangelho. Pregue o Evangelho! “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9:16)

 

Deivy Ferreira Paniago Júnior
12/3/2021

Fontes:

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

ANDRADE, Claudionor. O desafio da Evangelização. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CABRAL, Elienai. Romanos: O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1986.

LIÇÃO 11 - O Avivamento e a Missão da Igreja - 1 Trimestre de 2023


TEXTO ÁUREO “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. ” (Marcos 16.15,16)

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. ” Neste versículo Jesus convoca seus discípulos a se moverem, eles devem ir a todo o mundo (Grande Comissão). Algo muito desconfortável para os discípulos judeus, eles deveriam anunciar o evangelho aos gentios. Houve grande resistência dos discípulos para pregarem fora de suas fronteiras, a perseguição contribuiu grandemente com isso:  “E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos “ (Atos 8:1). Foram os judeus gregos, segundo Justo Gonzáles, que se dispersaram, não os apóstolos. Eles deveriam pregar a toda a criatura. Esta palavra “criatura” foi escolhida especialmente para que não haja distinção entre povos, idades ou classes. Toda a terra é chamada a ouvir a palavra do Senhor (Jeremias 22:29). Sendo gentios ou judeus todos são inescusáveis diante de Deus. Os gentios por negarem a revelação natural de Deus, os judeus por serem infiéis a antiga aliança. A Mensagem é: “ ...todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus “ (Romanos 3:23), mas “ Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça (1 João 1:9) “.

“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. “ Sobre o batismo: para os cristãos ortodoxos ele é uma ordenança divina, ou seja, uma ordem direta do Salvador. Sendo ela uma ordem se espera que todos os que aceitarem a fé sejam batizados em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28:19), a fim de que sejam salvos da condenação do mundo. Pedro diz em seu sermão: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38). Sempre é lembrado o fato do Ladrão da cruz, não ter sido batizado e ter recebido a promessa do paraíso, assim também como muitas crianças que não chegam a idade considerada adequada para o batismo. Referente as crianças, Jesus disse “com toda a certeza vos afirmo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus (Mateus 18:3) ”, disse também: “Deixai vir os pequeninos a mim e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus (Marcos 10:14) ”. Possuindo as crianças o Reino dos céus, não pode o batismo ser requisito para a sua salvação. Chegando o despertar da consciência do próprio pecados essa criança necessita de batismo. Referente ao Ladrão a palavra de Deus chegou a Ele no leito da sua morte tornando impossível o batismo. Aqueles que após a fé protelam o Batismo devem se lembrar que Deus é apto para discernir as intenções do coração e sabe porque não se batizam. Sobre o duplo efeito da Pregação: O escritor aos Hebreus escreve: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração “ (Hebreus 4:12). A palavra de Deus é apta para salvar, mas será testemunho para condenar. A condenação segundo João é esta: “Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más (João 3:19) ”. Porque todo aquele que ama o mal rejeita a luz para que suas obras não sejam reprovas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

23/2/2023

Fontes:

RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

GONZALES, Justo. História ilustrada do cristianismo - A era dos mártires até A era dos sonhos frustrados. São Paulo: Vida Nova, 2019.