domingo, 15 de maio de 2022

Lição 08 - Sendo Verdadeiros - 2 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano” (SaImo 32.2)

Salmo 32: O título do salmo é “Masquil de Davi”. Não é somente esse título que prova que Davi escreveu este salmo gloriosamente evangélico, mas também as palavras do apóstolo Paulo registradas em Romanos 4.6-8: "Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado”. É provável que esse arrependimento profundo do grande pecado que Davi cometeu tenha sido seguido por tamanha paz feliz que ele foi levado a derramar o espírito na música suave dessa canção seleta. Segundo a ordem histórica, este Salmo vem depois do Salmo 51. O termo masquil consta no título de 13 Salmos, essa palavra indica que este é um Salmo instrutivo ou didático. Sendo assim, este é um Salmo didático, no qual Davi ensina os pecadores a arrependerem-se pela doutrina, que os ensinou a pecar pelo exemplo. Essa ciência é universal e diz respeito a todos os homens, a qual necessariamente todos temos de aprender. Hugo Grócio opina que este Salmo foi composto para ser cantado no dia anual da expiação judaica quando os judeus faziam uma confissão geral de pecados.

“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, “ Cronologicamente essa é a segunda bem-aventurança dos perdoados nesse salmo (V.1). No original hebraico, a palavra “bem-aventurado” está no plural: Bem-aventurados indicando bênçãos duplicadas: “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria “ (Isaías 61:7). A não-imputação da maldade (Pecado, transgressão, iniquidade) é da mesma essência do perdão. O crente peca, mas o pecado não lhe é considerado, nem levado em conta. Paulo expressa: "Deus imputa a justiça sem as obras” (Romanos 4.6). É realmente bem-aventurado aquele que tem um substituto para representá-lo em cuja conta todas as suas dívidas são debitadas.

“...e em cujo espírito não há engano” Aquele que foi perdoado é em cada situação ensinado a lidar honestamente consigo mesmo, com o seu pecado e com o seu Deus. Quem não declararia todas as suas dívidas quando tivesse a certeza de que elas seriam pagas por outra pessoa? Quem não diria qual é a sua enfermidade quando estivesse certo da cura? A verdadeira fé não só sabe que este engano é impossível diante de Deus, mas também que é desnecessário. Os crentes não têm nada a esconder. Eles se veem na presença de Deus, despojados, expostos e nus. Se aprenderam a ver-se como são, também aprenderam a ver Deus como Ele se revela. Não há engano no espírito de quem é justificado pela fé, porque, no ato da justificação, a verdade se estabeleceu no mais profundo do coração. Não há engano no espírito daqueles que veem a verdade sob à luz da verdade de Deus. Livre da culpa, livre do engano. Aqueles que são justificados da falta são santificados da falsidade. O mentiroso não é uma alma perdoada. A deslealdade, a falsidade, o engano, a trapaça, a dissimulação são características dos filhos do Diabo. Mas aquele que é lavado do pecado é verdadeiro, honesto, simples e inocente. Não pode haver bem-aventurança para os malandros com os seus esquemas, truques, tramoias e fingimentos. Eles têm muito medo de que alguém descubra que eles estão tranquilos. A sua casa está construída à beira do vulcão, e o seu fim será a destruição eterna.

Apêndice: Certo dia, perguntaram a Lutero quais de todos os Salmos eram os melhores. Esta foi a resposta que ele deu: “Psalmi Paulin”. Quando os amigos insistiram para saber quais seriam estes, ele disse: “O Salmo 32, 51, 130 e 143, porque todos ensinam que o perdão dos pecados vem sem a lei e sem as obras àquele que crê. É por isso que os chamo de Salmos Paulinos. Davi canta: 'Contigo está o perdão, para que sejas temido’, que é o que Paulo diz: Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia’ (Rm 11.32). Dessa forma, nenhum homem pode se vangloriar da própria justiça. Estas palavras: Para que sejas temido’, pulveriza todos os méritos, ensinando-nos a descobrir a cabeça diante de Deus e a confessar gratia est, non meritum: remissio, non satisfactio, que significa ‘é mero perdão, sem nenhum mérito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/05/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Novo Currículo - Lições Bíblicas Adulto 3° trimestre 2022

Novo Currículo CPAD

Lições Bíblicas Adulto - 3° trimestre 2022

Tema: 

Os Ataques contra a Igreja de Cristo - As Sutilezas de Satanás nestes Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo

Lições:

Lição 1: As Sutilezas de Satanás Contra a Igreja de Cristo
Lição 2: A Sutileza da Banalização da Graça
Lição 3: A Sutileza da Imoralidade Sexual
Lição 4: A Sutileza da Normalização do divórcio
Lição 5: A sutileza do Materialismo e do Ateísmo
Lição 6: A Sutileza das Ideologias Contrárias à Família
Lição 7: A sutileza da Relativização da Bíblia
Lição 8: A Sutileza do Enfraquecimento da Identidade Pentecostal
Lição 9: A Sutileza do Movimento dos Desigrejados
Lição 10: A Sutileza Contra a Prática Da Mordomia Cristã
Lição 11: A Sutileza das Mídias Sociais
Lição 12: A sutileza da Espiritualidade Holística
Lição 13: Resistindo ás Sutilezas de Satanás

Comentarista : José Gonçalves 

É pastor da Assembleia de Deus em Água Branca, Piauí, escritor e articulista. É bacharel em Teologia pelo Seminário Batista de Teresina e graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí. Também é pós-graduado em Interpretação Bíblica pela Faculdade Batista do Paraná e mestre em Teologia por essa mesma instituição. Autor de diversos livros, entre eles, Defendendo o Verdadeiro Evangelho, Rastros de Fogo e Por que Caem os Valentes, todos publicados pela CPAD.



quarta-feira, 11 de maio de 2022

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Lição 07 - Não Retribua pelos Padrões Humanos - 2 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. ” (Levítico 19.18)

“Não te vingarás, ” Aqui somos instruídos a nos despir de toda a maldade e malícia, e a nos vestir de amor fraterno. Não devemos ter más intenções com ninguém. Se nosso irmão nos fez algum mal, não devemos devolver-lhe o mal, isto é vingança. A vingança é prerrogativa de Deus, que é o Juiz de toda a terra (Gênesis 18.25). Ele como justo Juiz (2 Timóteo 4.8), além de soberano sabe fazer justiça. “Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor” (v.19) é uma citação de Deuteronômio 32.35. É difícil, mas é possível, com a ajuda do Espírito Santo. Deus nos recompensará. Não é pecado requerer seus direitos em juízo. O que não é cristão é um crente levar seu irmão a juízo por questões litigiosas, causando escândalos, quando deveria levar tais coisas ao pastor (1 Coríntios 6.1-8).

“..., nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; “ Está escrito em Tiago 1:20: “Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus ”. O homem em sua ira é incapaz de ser justo. A ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pessoa. Uma vez descontrolada, ela não produz a justiça de Deus, mas uma justiça segundo o critério da pessoa que sofreu o dano: a vingança. A Palavra de Deus não proíbe o crente de ficar indignado contra a injustiça (Isaías 58.1,7; Lucas 19.45). Contudo, ao mesmo tempo, a Bíblia estabelece limites para o nosso temperamento não se achar irrefletido, descontrolado, deixando-nos impulsivamente irados (Efésios 4.26; Provérbios 17.27). O cristão, templo do Espírito Santo, tem de levar a sua mente cativa a Cristo (2 Coríntios 10.5) e manifestar o fruto do Santo Espírito: o domínio próprio (Gálatas 5.22 — ARA). Fuja da aparência do mal. Tenha autocontrole. É algo mal-intencionado, e é a destruição da amizade, guardar ressentimentos por ofensas, e deixar que este sentimento nos devore para sempre.

“...mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. ” O maior mandamento é: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mateus 22:37). O segundo maior mandamento é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39). Este mandamento se encontra em Mateus, Marcos e Lucas – mas foi dado pela primeira vez no Antigo Testamento, no Livro do Levítico. Em um livro sobre rituais de sacrifício, festas religiosas e pureza cerimonial, é surpreendente encontrar a sublime verdade de que os israelitas deveriam amar seus semelhantes como a si mesmos. No NT o apóstolo Paulo nos mostra como ele é o resumo de todas as leis da segunda tábua da lei, Romanos 13.9,10; Gálatas 5.14. Nós devemos amar nosso próximo tão verdadeiramente como amamos a nós mesmos, e sem dissimulação. Devemos evidenciar nosso amor pelo nosso próximo da mesma maneira que evidenciamos nosso amor por nós mesmos, evitando o seu mal e procurando o seu bem, o máximo que pudermos. Devemos fazer ao nosso próximo aquilo que desejamos que seja feito a nós mesmos (Mt 7.12), colocando nossa alma no lugar da sua alma, Jó 16.4,5. Na verdade, nós devemos, em muitos casos, renunciar a nós mesmos pelo bem do nosso próximo, como Paulo, 1 Coríntios 9.19ss. Com isto, o Evangelho vai além daquele excelente preceito da lei. Pois Cristo, ao dar a sua vida por nós, nos ensinou até mesmo a dar nossas vidas pelos irmãos, em alguns casos (1 Jo 3.16), e desta maneira, amar ao nosso próximo mais do que a nós mesmos.

“Eu sou o Senhor. ” Em relação à organização do capítulo 19, R. K. Harrison escreveu: “Embora esta seção trate de uma grande variedade de preceitos morais, legais, cerimoniais e espirituais de uma forma aparentemente desorganizada, de fato esses preceitos estão dispostos em dezesseis parágrafos distintos, cada um terminando com a frase: Eu sou o Senhor (o Deus). Estas passagens estão dispostas em três seções principais (2b–10; 11–18; 19–37) de quatro, quatro e oito unidades, respectivamente”. Este conjunto de leis termina sempre com uma declaração sucinta, enfatizando que cada mandamento dado neste capítulo (e em outros trechos) deveria ser obedecido. O próprio Deus disse que Israel deveria guardar todos os Seus estatutos e todos os Seus juízos. Dois fatores são enfatizados: todas as leis de Deus (e não apenas algumas delas) deveriam ser obedecidas (não apenas acreditadas). Se os israelitas se dedicassem a obedecer a todos os mandamentos de Deus, Ele Se agradaria. Só então escapariam do castigo. Essa conclusão foi garantida por um fato de suma importância: o Deus que prescrevera essas leis disse: “Eu sou o Senhor”! Sendo Ele o Senhor, seria insensato opor-se a Ele ou ignorá-lo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/05/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Fé e Obras — Ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201811_01.pdf

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201811_02.pdf

terça-feira, 3 de maio de 2022

Lição 06 - Expressando Palavras Honestas - 2 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna”. (Mateus 5.37)

Nossa época caracteriza-se pela ausência de credibilidade. A palavra de todo homem é suspeita, e temos adotado a atitude de que embora ouçamos o que se diz, sabemos que o que se diz não é o que se pretende dizer. Tal atitude espalhou-se de tal modo que o governo teve de intervir no campo da publicidade e estabelecer certas diretrizes quanto à veracidade da propaganda. Fatos que chegamos a aceitar como verdade, verificamos agora que são falsos. Assim, chegamos a desconfiar de quase tudo o que se diz. A prática do juramento tem raízes muito profundas no Antigo Testamento. O indivíduo jurava para afirmar a veracidade de suas palavras. O juramento era uma maldição que a pessoa se impunha se sua palavra não fosse verdadeira ou sua promessa não fosse cumprida. No texto que temos diante de nós, o capítulo 5 de Mateus, Jesus referiu-se aos que juravam pelo céu (v.34), ou pela terra (v. 35), ou pela cidade de Jerusalém (v.35). Um dos métodos mais comuns de jurar era erguer a mão para o céu e jurar pelo Deus do céu: “Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, Jurando que desde um fio até à correia de um sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão” (Gênesis 14:22,23). Essa ideia ainda perdura em nossos tribunais, pois se pede à pessoa que levante a mão direita e jure solenemente.

“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, “ Jesus não proíbe que juremos em julgamentos e na verdade, quando a lei nos exige isso. Isso é evidenciado pela ocasião dessa parte de seu ensino. O que ele reprova é o abuso. Ele reprova todo juramento como juramento comum. Jurar diante de um magistrado é bem diferente. Dessas mesmas palavras ele forma sua conclusão geral: "Seja o seu 'sim', 'sim', e o seu 'não', 'não' ", indica que respostas honestas podem ser dadas. De seu próprio exemplo, vemos que ele mesmo respondeu sob juramento quando exigido por um magistrado. Quando o sumo sacerdote lhe disse: "Exijo que você jure pelo Deus vivo: se você é o Cristo, o Filho de Deus, diga-nos", Jesus de imediato respondeu, afirmando: "Tu mesmo o disseste", isto é, que aquilo era verdade. Deus Pai confirmou por juramento sua disposição de mostrar aos herdeiros da promessa a imutabilidade de seu conselho. Também Paulo que, pelo que entendemos, tinha o Espírito de Deus e compreendia a mente de Jesus, nos deu um exemplo. "Deus [... ] é minha testemunha", disse aos romanos, "de como sempre me lembro de vocês em minhas orações". Aos coríntios ele escreveu: "Invoco a Deus como testemunha de que foi a fim de poupá-los que não voltei a Corinto". E aos filipenses confessou: "Deus é minha testemunha de como tenho saudade de todos vocês, com profunda afeição de Cristo Jesus". Portanto, aparece inegavelmente que, se Paulo conhecia o significado das palavras de Jesus, elas não proíbem o juramento em ocasiões importantes mesmo uns aos outros. Muito menos proíbem juramentos a magistrados. Pelo menos, daquela afirmação de Paulo, algum juramento em geral era aceito. Em Hebreus ele ensinou: "Os homens juram por alguém superior a si mesmos, e o juramento confirma o que foi dito, pondo fim a toda discussão".

 “...porque o que passa disso é de procedência maligna”.  Jurar pelo céu é o mesmo que jurar por Deus, já que Deus está no céu. Uma vez que Deus está presente em todos os lugares, está na terra e no céu, então jurar pela terra é também jurar por Deus. Jerusalém era a cidade santa de Deus. Assim, jurar por Jerusalém era jurar por Deus. É claro que nada é nosso. Tudo é de Deus. Ele é o único Senhor de tudo, no céu e na terra. É fácil perceber a razão: porque o que passa disso é de procedência maligna. Procedência Maligna quer dizer: isto vem do Diabo, o maligno; vem da corrupção da natureza do homem, da paixão e da veemência; de uma vaidade reinante na mente, e do desprezo pelas coisas sagradas; vem daquela falsidade que há nos homens. “Todo homem é mentiroso” (Romanos 3.4), e, consequentemente, os homens usam estas declarações porque desconfiam uns dos outros e pensam que sem estas palavras não se pode acreditar neles. Observe que os cristãos devem, para crédito da sua religião, evitar não somente o que é mal em si mesmo, mas o que vem do mal e aquilo que tem aparência de mal. É necessário evitar aquilo que possa ser suspeito, aquilo que vem de algum a causa ruim.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/05/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

WESLEY, John. O Sermão do Monte. São Paulo: Vida, 2012.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. 

domingo, 1 de maio de 2022

Lição 05 - O Casamento é para Sempre - 2 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem. ” (Mateus 19.6)

O complicado assunto do divórcio e novo casamento foi apresentado a Jesus nesse contexto. O texto mostra que esse era um problema tão sério na época de Cristo quanto hoje. Entre os judeus, o divórcio se tornara tão casual que os homens estavam repudiando suas esposas por motivos tão triviais como a esposa queimar a comida ou incomodar o marido publicamente. Quando estudamos detalhadamente a resposta de Jesus, fica claro que Ele não defendeu o divórcio, e com certeza não o ordenou. Pelo contrário, Jesus mostrou os efeitos maléficos do divórcio e como ele leva a adultério e contaminação. O que Deus permitiu com relutância havia sido transformado em regra geral. Através de Moisés, Deus reconheceu e permitiu o divórcio, mas Jesus ensinou que essa nunca foi a intenção original de Deus. Deus não liberou o divórcio; mas o controlou. De fato, Deus tornou o divórcio mais difícil de ser executado. Jesus procurou restaurar a santidade que Deus originalmente idealizou para o relacionamento conjugal.

“Assim não são mais dois, mas uma só carne. “ O relacionamento entre marido e mulher tem mais valor do que qualquer outro. Sobrepujando o relacionamento entre um homem e seus pais, o relacionamento conjugal envolve o princípio de “deixar” e “unir-se”, conforme o verso 5: “Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? ”. O homem deve “deixar” seus pais e “se unir” a sua mulher. A palavra grega traduzida por “deixar” significa “soltar, largar”. Embora o homem não abandone os pais (15:3–6), é preciso acontecer uma separação definitiva. A palavra para “unir-se” significava originalmente “colar ou cimentar”. No casamento, marido e mulher tornam-se “uma só carne” (Efésios 5:28–31). Essa unicidade é fisicamente expressa pela união sexual deles (veja 1 Coríntios 6:16; 7:2–4). Deus fez o homem e a mulher para se complementarem e se completarem mutuamente (Gênesis 2:18, 24). Esse plano original deveria ser o modelo para todas as futuras uniões sexuais. Por sua própria natureza, esse modelo exclui a poligamia10, a poliandria, o divórcio e o novo casamento. João Crisóstomo escreveu: “Se fosse da vontade de Deus fazer as coisas dessa maneira, quando Ele fez um homem, teria feito muitas mulheres”. A intenção de Deus exclui uniões do mesmo sexo (Romanos 1:26, 27). Se Ele tivesse planejado que homens estivessem com homens e mulheres com mulheres, Ele teria feito outro homem para Adão e outra mulher para Eva. Quando os homens alteram os propósitos de Deus, os resultados são catastróficos.

 “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem. ” Considerando que Deus é Quem uniu o primeiro casal em matrimônio para se tornarem os dois uma só carne, só Ele tem o direito legítimo de prescrever os motivos pelos quais essa união pode ser dissolvida. Segundo o plano de Deus, o casamento termina com a morte, a qual libera o companheiro sobrevivente para contrair novo casamento (Romanos 7:1–3; 1 Coríntios 7:39). O casamento também pode ser dissolvido por causa da infidelidade sexual de um dos cônjuges, o que deixa uma ou ambas as partes livres para contrair novo casamento (5:31, 32; 19:9). Considerando que Deus é Quem uniu o primeiro casal em matrimônio para se tornarem os dois uma só carne, só Ele tem o direito legítimo de prescrever os motivos pelos quais essa união pode ser dissolvida. Segundo o plano de Deus, o casamento termina com a morte, a qual libera o companheiro sobrevivente para contrair novo casamento (Romanos 7:1–3; 1 Coríntios 7:39). O casamento também pode ser dissolvido por causa da infidelidade sexual de um dos cônjuges, o que deixa uma ou ambas as partes livres para contrair novo casamento (5:31, 32; 19:9)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/05/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201209_02.pdf

Dia do trabalho - 1° de Maio - O homem foi criado para trabalhar!

Quando Deus criou o homem, Ele estabeleceu que a atividade laboral fizesse parte de sua vida (Gn 2.5). No plano divino, o homem foi feito para trabalhar: “E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Gn 2.8,15).

As duas primeiras atividades laborais do homem foram “lavrar” e “guardar” a terra. Ao lado de Adão, Eva foi a primeira trabalhadora. Nesse sentido, podemos deduzir que antes da Queda, o trabalho era agradável, sem desgaste físico e mental, nem doença e, principalmente, sem o perigo de morrer. Portanto, podemos afirmar que o trabalho estava no plano original da Criação, ou seja, ele não foi um acidente pós-queda.
Infelizmente, após a ocorrência do pecado, tudo foi distorcido na vida do ser humano:
1. O medo e a maldição. O ser humano passou a conhecer o medo (doenças nervosas, emocionais); perdeu a autoridade sobre os demais seres; e conheceu a maldição da terra.
2. A ecologia foi mudada. As condições ambientais foram transtornadas (Rm 8.20) e, em consequência, o homem viu-se a trabalhar penosa e arduamente: “maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida” (Gn 3.17). O que era leve, suave e agradável, por causa do pecado, tornou-se pesado, brutal e desagradável.
3. O trabalho tornou-se desgastante. Este versículo é o símbolo do desgaste do trabalho na Bíblia: “No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra” (Gn 3.19). A expressão “no suor do teu rosto” pode remeter a ideia de trabalho mental e esforço físico. Quantas pessoas não se encontram mentalmente esgotadas e cansadas por causa de suas atividades profissionais?! Os consultórios médicos estão lotados de pessoas com estafa e estresse. Há textos na Bíblia que nos lembram de tal realidade: “Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os afligir” (Ec 3.10). Jó também declarou: “Porque do pó não procede a aflição, nem da terra brota o trabalho. Mas o homem nasce para o trabalho, como as faíscas das brasas se levantam para voar” (Jó 5.6,7).
O trabalho é uma vocação de Deus para o ser humano. O homem, em sua natureza, não pode viver sem o trabalho. Quando isso ocorre, ele viola a sua própria natureza e a diretriz que o Criador lhe deu. É vergonhoso que, em nome de qualquer coisa, o ser humano recusa-se ao labor do trabalho. É importante também, ao desenvolver a lição, lembrarmos que há orientação tanto para os patrões cristãos quanto aos empregados cristãos. O patrão deve glorificar a Deus honrado os seus colaboradores, e o empregado, honrando o seu patrão. Quando uma das partes quebra esse compromisso evangélico está instalada a desonra a Deus (Ef 6.5-9). Há responsabilidades do patrão como há responsabilidades do empregado. Jamais podemos perder essa visão bíblica de vista.

Fonte:

Renovato, Elinaldo. Tempos bens e talentos. Rio de janeiro: CPAD.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Lição 4 - Resguardando-se de sentimentos ruins - 2 Trimestre de 2022


 (Texto Áureo) “Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo […]. ” (Mateus 5.22).

“Eu, porém, vos digo...” Este versículo faz parte das “antíteses” de Jesus, o número de antíteses no sermão do monte são seis (w. 22,28,32,34,39 e 44), constitui, juntamente com sua conclusão, “a ilustração direta do versículo 21: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo “, isto é, a justiça do Reino. Não se trata simplesmente de “máximas morais ou, em outros termos, de um ‘mandamento’ (5,18-19), mas é a ‘justiça superior’” contraposta à justiça dos fariseus, conforme o entendimento de Joachim Jeremias. Para o mesmo autor, a “lógica que prevalece nessa passagem é a do excesso” e, continua ele, “se se trata de excesso, do incalculável, o outro não é simplesmente uma pessoa, objeto de um respeito quantificável em vista de um mandamento, mas se torna ‘sujeito’ que encontramos como próximo para além da regra”. Neste caso a utilização da hipérbole indica que [tal] palavra [...] não visa à descrição precisa de uma prática, que arriscaria se tornar razoável e a reduzir a ‘justiça superior’ da ordem do Reino de Deus à letra do ‘mandamento’ da ordem deste mundo”. O que está sendo dito é que, enquanto o mandamento, por mais objetivo que fosse, não conseguia contemplar as múltiplas formas de o pecado se manifestar, a justiça superior não pode ser convertida em regras, apesar de elas existirem, pois sua abrangência visa ao estado de consciência e aos hábitos do coração. Ela não se contenta com a não concretização do erro e da transgressão, quando qualquer um pode constatar o que de fato ocorreu. Sua atuação baseia-se no amor ao próximo, da mesma forma como Cristo ama a humanidade, um amor sem precedentes, posto que não exige reciprocidade e existe muito antes de o próximo saber de nossa existência objetiva.

“...qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão...” Aqui Jesus iguala o homicídio àquela ira que não vai além do coração. Pode ser uma ira que nem se manifesta em palavra extremada. Quem sente qualquer aspereza no coração ou qualquer sentimento contrário ao amor está pecando no coração. Quem se ira sem motivo, sem causa suficiente, ou fica mais irado do que a causa permite, corre em risco de julgamento. Naquele momento, é ofensivo aos olhos de Deus. O Senhor, que exigiu dos homens conformarem-se à sua santidade para serem aceitos em sua presença, disse que o homem que se ira sem motivo está revelando impiedade; portanto, ele se desclassifica para entrar na presença de Deus. Talvez queime em nossa consciência que a ira injusta, aos olhos de Deus, é homicídio, e nenhum homicida tem a vida eterna permanente em si. Essa ira é manifestação de impiedade. A ira, o insulto e o xingamento são manifestações exteriores de uma atitude interior do coração. Nosso Senhor ensinou especificamente que quando Deus disse "Não matarás", não cuidava apenas do ato exterior, mas da atitude que gera o ato. Deve ter sido embaraçante para aqueles que se consideravam justos por nunca haverem tirado uma vida humana, ouvir o Senhor dizer-lhes que aos olhos de Deus não há diferença alguma entre a ira e o homicídio.

“...será réu de juízo […]” Nosso Senhor disse que se alguém, sem motivo, irar-se contra seu irmão, estará sujeito a julgamento. Isto contrariava o que os fariseus diziam: "Quem matar estará sujeito a julgamento" (v. 21). Queria dizer que qualquer que fosse sua atitude para com outrem, enquanto realmente a pessoa não lhe tirasse a vida, não seria violadora da lei. Para os fariseus, essa pessoa era justa. Nosso Senhor disse que aquele que se irar sem motivo, estará sujeito a julgamento, muito embora nem toque no irmão. Paulo disse: "Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira" (Efésios 4:26). Os cristãos podem irar-se, sem, contudo, pecar. O apóstolo reconhecia a existência da indignação justa, porque a ira pode ser a reação do amor ofendido. Onde existe amor, deve existir a possibilidade de ira. Nosso Senhor não condenou a indignação justa quando aquilo que é puro, justo e santo for desprezado e maculado; ele disse que todo aquele que se ira contra seu irmão, sem motivo, está sujeito a julgamento como se houvesse cometido homicídio.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/04/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte - A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Lição 03 - Jesus, o discípulo e a Lei - 2 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus. ” (Mateus 5.20)

“Porque vos digo que, “ No verso 19 Jesus faz menção implicitamente aos escribas e fariseus na afirmação: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens”. Os escribas eram os professores mais admirados da lei, e os fariseus os seus mestres mais celebrados, e ambos se assentavam na cadeira de Moisés (Mateus 23.2). Quando Jesus começa a esclarecer sobre a sua posição concernente a lei de Moisés está dando uma resposta a eles que o consideravam um liberal, não conservador. Porém Jesus afirma: “...em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5:18). Logo, a Lei e os Profetas, longe de serem abolidos, têm sua continuidade vigente levando em conta o cumprimento em Jesus. Os preceitos detalhados do Antigo Testamento podem ser suplantados, porque tudo o que é profético tem de ser, em algum sentido, provisório. Ao mesmo tempo, porém, tudo o que é profético encontra sua continuidade legítima na feliz chegada do que foi profetizado. Após a referência implícita aos fariseus ele se dirige diretamente fazendo uma afirmação que iria choca-los.

“...se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, “. Esta era um a estranha doutrina para aqueles que consideravam os escribas e fariseus como tendo chegado à posição mais elevada na religião. Os escribas e os fariseus tinham tal reputação entre o povo, que eram considerados como completamente adaptáveis à lei e as pessoas não se consideravam obrigadas a ser tão boas quanto eles eram. Portanto, foi uma grande surpresa para eles ouvir que deviam ser melhores do que os fariseus e os escribas. A justiça dos “escribas e fariseus” permitia que eles cultivassem sentimentos perversos dentro de seus corações enquanto observavam as cerimônias e rituais religiosos exteriores. Esta era uma corrupção absurda da lei de Deus. Os discípulos de Jesus não tinham que concluir que, por causa dos muitos rituais exteriores que realizavam, estavam livres de se preocupar com os pensamentos íntimos. Mais tarde, Jesus diria aos escribas e fariseus que não adiantava nada limparem os cálices ou os pratos por fora, se deixavam a imundície por dentro (Mateus 23:26). Acima de tudo, que a sua justiça exceda a deles em pureza e espiritualidade. Qual a mais estrita forma de religião? É a mais perfeita justiça exterior? Vá mais alto e mais fundo que tudo isso. Que a sua religião seja a religião do coração. Seja pobre em espírito. Seja pequeno, humilde e simples aos seus próprios olhos. Fique maravilhado e humilhado porque o amor de Deus foi dado a você em Cristo Jesus, seu Senhor. Seja sério. Que toda a sua corrente de pensamentos, obras e palavras flua da mais profunda convicção de que você está à beira de um grande abismo. Você e todas as outras pessoas estão prestes a cair. Você cairá ou na glória eterna ou no fogo eterno. Seja humilde. Que a sua alma seja repleta de humildade, bondade, paciência e longanimidade para com todos. Ao mesmo tempo, que tudo o que está em você tenha sede de Deus. Anseie pelo Deus vivo. Anseie por sua semelhança e deleite- -se nisso. Ame a Deus e a toda a humanidade. Nesse espírito, faça e sofra todas as coisas. Assim você excederá a justiça dos escribas e fariseus. E será então chamado grande no Reino dos céus

“...de modo nenhum entrareis no Reino dos céus. ” A posição dentro do reino depende da obediência aos mandamentos de Jesus; mas isso não é de surpreender, quando lembramos a tremenda ênfase que o Sermão do Monte dá à obediência a Jesus (Mateus 7.21-23) ou o refrão que Jesus repete: “Mas eu lhes digo...” (veja Mateus 5.20,22,26,28,32,34,39,44). O Antigo Testamento apontava para o Messias e o reino que ele inauguraria. Jesus, afirmando cumprir essa previsão do Antigo Testamento, apresenta o reino a seus seguidores. Ao fazer isso, ele ressalta a obediência e a justiça excelente, sem as quais ninguém pode entrar no reino. É importante notar que as palavras finais de Jesus no Evangelho de Mateus enfatizam novamente a obediência: os crentes têm de fazer discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os a obedecer a tudo o que Jesus ordenou (28.18-20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/04/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

CARSON, D. A. O Sermão do Monte: Exposição de Mateus 5—7. São Paulo: Vida Nova, 2018.

WESLEY, John. O Sermão do Monte. São Paulo: Vida, 2012.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_07.pdf