domingo, 29 de março de 2026

Salmos 40:1

Salmos 40:1 “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.”

 

“Esperei com paciência no Senhor,”

Davi registra o favor de Deus com ele ao libertá-lo das angústias profundas com gratidão. Ele estava ligado a um lago horrível e em um charco de lodo (v. 2). Ele não diz nada aqui acerca da doença do seu corpo ou dos insultos dos seus inimigos, e assim, nós temos motivos para pensar nisso como uma inquietação interna e perplexidade de espírito que era o seu maior sofrimento. O desânimo de espírito sob o senso de retirada de Deus e as dúvidas prevalecentes e temores sobre o estado eterno são de fato um lago horrível e charco de lodo e têm sido assim para muitos filhos queridos de Deus.

Mas ele possuía expectativas crédulas junto a Deus e Esperou com paciência no Senhor. O texto talvez sugira implicitamente que os homens geralmente não são muito bons na questão de esperar. Mas ele esperou com paciência, em vez de com ansiedade. No original hebraico, consta assim: “Esperando eu esperei”, um hebraísmo que significa anseio veemente. Esperar pacientemente declara que o alívio não vem rapidamente. Ainda assim ele não duvidou de que Ele viria e resolveu continuar acreditando, esperando e orando até que ele chegasse.

De Deus ele esperou alívio e com muitas expectativas, sem duvidar de que ele viria no tempo certo. As mesmas mãos que tanto tecem a cura, que ferem, devem ligar as feridas (Oséias 6.1). Há poder suficiente em Deus para ajudar os mais fracos e graça suficiente em Deus para ajudar os mais desvalorizados de todas as pessoas que confiam nele. Aqueles cujas expectativas estão em Deus podem esperar com garantia, mas devem esperar com paciência

George Honer diz que pelos versículos 6 a 8 desse salmo, comparados com Hebreus 10.5, que o profeta está também falando da pessoa de Cristo. Pois o Salvador suportou os sofrimentos com paciência. A espera paciente em Deus era uma característica especial de nosso Senhor Jesus. A impaciência nunca teve lugar no seu coração, muito menos lhe escapou dos lábios. Durante a agonia no jardim do Getsêmani, o julgamento em meio às zombarias cruéis perante Herodes e Pilatos, e a paixão na cruz, Ele sempre esperou na onipotência da paciência.

Nenhum olhar de ira, nenhuma palavra de murmuração, nenhuma ação de vingança partiu do paciente Cordeiro de Deus. Ele esperou e esperou. Foi paciente, e paciente até à perfeição, superando de longe todos os outros que, segundo avaliações próprias, glorificaram a Deus nas provações de fogos. Jó no monturo não se iguala a Jesus na cruz. O Cristo de Deus usa a coroa imperial entre os que são pacientes. Se o Unigênito esperou, seremos nós petulantes e rebeldes?

 

“... e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.”

Deus respondeu as orações do salmista: “ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”. Aqueles que esperam em Deus com paciência, mesmo que esperem durante muito tempo, não esperam em vão. Ele silenciou os seus medos e aquietou o tumulto do seu espírito, dando-lhe perfeita paz (v. 2). Observe a ilustração da inclinação, como se o suplicante clamasse da mais baixa depressão, e o amor condescendente se inclinasse para ouvir os gemidos fracos: “Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas? O qual se inclina, para ver o que está nos céus e na terra!” (Salmos 113:5,6).

Que maravilha é que o nosso Senhor teve de clamar como nós, esperar como nós, para receber a ajuda do Pai segundo o mesmo processo de fé e súplica que cada um de nós deve passar! As orações do Salvador entre as montanhas da meia-noite e no jardim do Getsêmani expõem esse versículo.

O Filho de Davi foi levado ao mais baixo nível, mas dali Ele ressurgiu para a vitória. Aqui, Ele nos ensina como administrar nossos conflitos para termos sucesso segundo o mesmo padrão glorioso de triunfo. Armemo-nos então com a mesma mentalidade e, equipados com a paciência, preparados com a oração e cingidos com a fé, travemos a Guerra Santa.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

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