sábado, 12 de setembro de 2026

MESMO EM MEIO ÀS CRISES, A VIDA ESTÁ SOB O CUIDADO DE DEUS (Mateus 10:29) 12/9/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
12 DE SETEMBRO DE 2026
MESMO EM MEIO ÀS CRISES, A VIDA ESTÁ SOB O CUIDADO DE DEUS 

Mateus 10:29 “Não se vendem dois passarinhos por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.”

 

“Não se vendem dois passarinhos por um asse?”

Os seguidores de Jesus não deveriam temer porque Deus Pai cuida e protege os Seus. Passarinhos significam qualquer pássaro pequeno, em particular pardais. Os pardais valiam e valem tão pouco. O salmista inspirado quando olhava para a construção do templo disse a Deus: “Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu” (Salmos 84:3).

No primeiro século, os pardais eram às vezes comidos pelos pobres porque eram baratos. Compravam-se dois pardais por um asse, ou um centavo. A palavra grega para “asse” denota uma moedinha de cobre que circulava na época de Jesus. Valia um dezesseis avos de um denário.  Em Lucas 12:6, cinco pardais foram vendidos por dois asses, pressupondo que o quinto pardal não custou nada.

Deus cuida até do passarinho que se recebe grátis, que, segundo as contas que os homens fazem, não tem valor algum. Até o passarinho que se dá de presente ao comprador tem valor para Deus.

 

“E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.”

Apesar de sua aparente insignificância, nenhum pardal cai em terra, ou morre, sem o consentimento de Deus. O Talmude contém um adágio relacionado a isso: “Sem céu [Deus], uma ave não perece; quanto mais um ser humano!”. Essa imagem é ainda mais vívida se lançamos mão do original grego. Porque em grego a palavra que nossas versões traduzem cair em terra (o qual nos faz pensar na morte do pardal) provavelmente represente um termo aramaico que significa "pousar" sobre a terra. Não se diz, então, que Deus tem em conta o pardal quando morre, e sim mesmo cada vez que a ave pousa suas patas sobre a terra.

A argumentação de Jesus é que se Deus tem tal cuidado com os pardais quanto mais cuidado terá de nós. Deus controla o universo no sentido geral e no particular. Cada acontecimento é dEle conhecido. Não sendo indiferente o dia a dia de um pardal, quanto mais às necessidades daqueles feitos à sua semelhança! Certamente os filhos da luz estão mais próximos do coração de Deus que uma ave barata. Por que temer, então, se a mão que controla o universo é a mesma que deles cuida? Se Deus cuida dos pardais, não podemos duvidar de que também cuidará de nós.

A coragem do mensageiro do Rei se baseia na convicção de que, seja o que for que lhe aconteça, jamais estará mais à frente do amor e o cuidado divinos. Sabe que seus dias estão pela eternidade nas mãos de Deus; que Deus não o abandonará nem se esquecerá dele; que está para sempre rodeado pelo amoroso cuidado divino. E sendo assim, a que ou a quem haveremos de temer?

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_05.pdf

 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A ESPERANÇA PERMANECE FIRME POR CAUSA DA FIDELIDADE DE DEUS (Hebreus 10:23) 11/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
11 DE SETEMBRO DE 2026
A ESPERANÇA PERMANECE FIRME POR CAUSA DA FIDELIDADE DE DEUS 

Hebreus 10:23 “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.”

 

“Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança;”

O autor incentivou os cristãos a “reterem firmes” ou “guardarem firme”. Este é o pensamento chave de Hebreus. De acordo com 3:6, guardar firme a esperança ajuda o cristão a continuar fazendo parte da igreja, ou da casa de Deus. Guardar  firme até o fim é uma das características de quem é participante com Cristo: “Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim” (Hebreus 3.14).

“Confissão” no grego é (homologia), que significa o que é reconhecido, confessado ou professado como verdadeiro. Reconhecemos uma vez a nossa fé em Cristo, o que pode equivaler à “boa confissão” que Timóteo fez. O que Paulo igualou com a confissão de Jesus perante Pôncio Pilatos: “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão” (1 Timóteo 6:12,13).

Se a pessoa declarou abertamente a sua crença e esperança em que o Senhor é o filho de Deus, ela tem para sempre o compromisso de admitir isso vivendo segundo a sua fé. A esperança é o elemento essencial para se ter fé (Hebreus 11:1). Não é possível ter fé real sem crer que Deus é o “galardoador” dos que “O buscam” (Hebreus 11:6). Cristo é o ponto central da nossa esperança (Hebreus 6:19, 20). A esperança é uma “âncora” para a alma (Hebreus 6:19).

 

“... porque fiel é o que prometeu.”

Podemos “guardar firme” essa esperança porque sabemos que “Quem fez a promessa é fiel” às Suas promessas. Deus cumprirá a Sua palavra, seja para um descanso no céu, perdão, ou o direito de nos aproximarmos do trono de misericórdia com nossas súplicas. Essa fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas deve ser um incentivo para nós. Devemos ser fiéis sem vacilar, assim como Deus é para conosco.

A expressão ”fiel é o que prometeu” seria usada ainda outra vez pelo escritor aos hebreus na galeria dos heróis da fé quando citaria Sara: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido” (Hebreus 11:11). Aquele que prometeu a Sara foi o próprio Senhor que fez a pergunta retórica: Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e sara terá um filho.” (Genesis 18.14). Nada é difícil demais para nosso Deus. Pois ele é sempre fiel: “Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201406_07.pdf

 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

PODEMOS ESTAR ABATIDOS, MAS NUNCA ABANDONADOS POR DEUS (2 Coríntios 4.8-9) 10/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
10 DE SETEMBRO DE 2026
PODEMOS ESTAR ABATIDOS, MAS NUNCA ABANDONADOS POR DEUS 

2 Coríntios 4.8-9 “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos. “


Contexto

No verso 7 Paulo diz: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós ”. Que tesouro é este? A resposta está no verso 6 quando Paulo cita (Gênesis 1.3) A iluminação de Cristo que nos deu o conhecimento da glória de Deus. Paulo conhecia a glória. Ele também conhecia o sofrimento que seu ministério muitas vezes acarretava. Seu conhecimento da glória de Deus em Cristo é um tesouro inestimável. As pessoas naqueles dias dificilmente pensariam em pôr jóias em simples vasos de barro. Mas nós que temos a luz de Cristo ainda vivemos em corpos humanos frágeis em um mundo pecador.  Deus não muda nosso corpo agora, mas escolheu nos deixar em fraqueza humana de forma que seja óbvio a todos que a grandeza do seu poder, manifestada por meio dos seus servos, é “de Deus e não de nós”. Paulo foi usado por Deus para realizar muitos milagres, contudo ele permaneceu fisicamente, fraco e sem impressão. Paulo queria que os coríntios soubessem que pouco importava o que acontecesse, o tesouro no vaso de barro do seu corpo o impedia de ser quebrado pelas circunstâncias ou pelos inimigos. Nesta seção da carta Paulo se expressa numa série de quatro declarações paradoxais. Elas refletem, de um lado, a vulnerabilidade de Paulo e de seus companheiros, e por outro lado, o poder de Deus que os sustenta.


“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; “ 

A palavra grega para “atribulados”, significa afligido, sujeito a pressões, enquanto a palavra para “angustiados”, traz a idéia de comprimir em lugar apertado. Tem que ver com o aperto de uma pequena sala, de um espaço confinado, e, daí a dor que é sua ocasião. A tribulação é uma prova externa, enquanto a angústia é um sentimento interno. A tribulação produz angústia (SI 116.3), mas Paulo mesmo enfrentando circunstâncias tão adversas era fortalecido pelo Senhor. Quais as tribulações que Paulo enfrentou? Ele foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, esquecido em Tarso, apedrejado em Listra, açoitado em Filipos, escorraçado de Tessalônica e Beréia, chamado de tagarela em Atenas, de impostor em Corinto. Enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém, acusado em Cesaréia, enfrentou um naufrágio a caminho de Roma e foi picado por uma cobra em Malta. Sofreu prisões, açoites, apedrejamento, fome, frio e pressão de todos os lados. Contudo, Deus o assistiu não o deixando sucumbir diante de tantas adversidades. Os problemas o pressionavam severamente de todos os lados (ou de todas as formas), mas por causa do poder incomparável de Deus eles não podiam nem mesmo restringi-lo de disseminar o Evangelho.


“...perplexos, mas não desanimados; ” 

A palavra grega para “perplexos”, significa estar em dúvida, estar perplexo, enquanto a palavra para “desanimados”, significa estar completamente em desespero, ou melhor o desespero em seu estado final. Jesus morreu na cruz, mas Deus O ressuscitou para reinar à Sua direita. Por isso, o apóstolo recusou-se a desistir mesmo quando perplexo com o comportamento de seus companheiros judeus ou dos pagãos a quem pregava. As dúvidas e brigas de outros crentes nunca levaram o apóstolo a ficar desanimado. Durante todos os tumultos, Paulo confiou em Cristo, seu Amigo e Consolador. A vitória dos cristãos é assegurada pela certeza de que o Senhor voltará. Paulo sabia que os fiéis herdarão a vida eterna e os corruptos de coração serão separados da presença do Senhor.

 

“...perseguidos, mas não desamparados; “ 

A palavra grega para “perseguidos”, traz a ideia de perseguir e caçar como a um animal, enquanto a palavra para “desamparados”, significa desertar, abandonar alguém em dificuldades. Paulo se descreve como um fugitivo caçado por seus adversários, contudo, na última hora Deus lhe dava um escape.201 Paulo sofreu duras perseguições desde o começo de sua conversão até o último dia da sua vida na terra. Não teve folga nem alívio. Foi perseguido pelos judeus e pelos gentios, pelo poder religioso e pelo poder civil. No entanto, jamais se sentiu desamparado. Quando foi apedrejado em Listra, levantou-se para prosseguir o projeto missionário. Quando foi preso em Filipos, cantou e orou à meia-noite. Quando foi preso em Jerusalém, deu testemunho diante do Sinédrio. Quando foi levado para Roma como prisioneiro de Cristo, testemunhou ousadamente aos membros da guarda pretoriana. Mesmo quando ficou só em sua primeira defesa, em Roma, foi assistido pelo Senhor (2 Timoteo 4.16-18).


“...abatidos, mas não destruídos; “ 

A palavra grega para “abatidos”, significa lançar abaixo, derrubar violentamente. A palavra era usada para falar da derrubada de um oponente na luta ou de derrubar uma pessoa com a espada ou qualquer outra arma. Já a palavra para “destruídos”, significa destruir e perecer. Paulo enfrentou circunstâncias desesperadoras, acima de suas forças (1.8). Foi acusado, perseguido, açoitado, aprisionado, mas jamais sucumbiu. Mesmo quando foi levado à guilhotina romana e teve seu pescoço decepado pelo verdugo, não foi destruído (2 Timóteo 4.17,18), porque sabia que sua morte não era uma derrota, mas uma vitória, uma vez que morrer é lucro, é deixar o corpo e habitar com o Senhor, o que é incomparavelmente melhor. Na fraqueza de Paulo, Jesus o tornou forte. O apóstolo parecia nunca esquecer que estava seguindo os passos de Jesus. O próprio Senhor foi crucificado de um modo vergonhoso, mas, por meio de Sua morte, Ele derrotou Satanás. A glória do ministério de Paulo estava no fato de que ele transmitia os ensinamentos de Jesus, mas também participara dos sofrimentos de Cristo. Ele jamais pensou em abandonar seu ministério. Naquilo o mundo viu como fraqueza, o apóstolo encontrou força.

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_02.pdf

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

LOPES, Hernandes Dias. 2 Coríntios: o triunfo de um homem de Deus diante das dificuldades. São Paulo: Hagnos, 2008.

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

AS TEMPESTADES NÃO ANULAM O CUIDADO FIEL DE DEUS (Isaías 43:2) 9/9/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
9 DE SETEMBRO DE 2026
AS TEMPESTADES NÃO ANULAM O CUIDADO FIEL DE DEUS 

Isaías 43:2 “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”

 

“Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão;”

Aqui Deus esta confortando a nação, assegurando que o cativeiro não seria o fim deles e que eles retornariam em segurança para a sua terra. Evidentemente o profeta está pensando primordialmente no perigo que pode assediar Israel em sua viagem de volta da Babilônia para Jerusalém. Porém na presença do Grande Companheiro, Israel não tem nada a temer: “Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles: porque o Senhor teu Deus é o que vai contigo: não te deixará nem te desamparará” (Deuteronômio 31:6).

Ele fala de Israel “passando” pela água e pelo fogo. Águas [...] rios [...] fogo (2) são todos símbolos de perigo. Estas expressões, porém, são muito genéricas, e aplica-se a toda a jornada que o povo do Senhor, e também da igreja da nova era, precisam empreender através do mundo: “Eis que vos dou poder para pisar em serpentes e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10.19).

Deus diz ao seu povo que estaria com eles “quando passarem pelas Águas”. Evidentemente nos lembramos do grande livramento de Israel no deserto: “Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco: e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda” (Êxodo 14.29).  E quando pelos rios, eles não te submergirão;” recordamos aqui o atravessar do rio Jordão: “Porém os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do Senhor, pararam firmes, em seco, no meio do Jordão, e todo o Israel passou a seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão” (Josué 3:17).

O mesmo Deus que operou esses sinais estaria com eles no retorno. Encontramos essa confiança no salmista quando escreve o seu poema: “Os rios levantam, ó Senhor, os rios levantam o seu ruído, os rios levantam as suas ondas. Mas o Senhor nas alturas é mais poderoso do que o ruído das grandes águas e do que as grandes ondas do mar” (Salmos 93:3,4).

 

“... quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”

Na época da ira de Deus contra seu povo os sofrimentos de ser despojados por um exército são comparados também ao fogo: "Por isso derramou sobre eles a indignação da sua ira, e a força da guerra, e lhes pôs labaredas em redor; porém nisso não atentaram; e os queimou, mas não puseram nisso o coração" (Isaías 42.25).

Agora Deus garante que este fogo não mais terá efeito sobre Israel. Mesmo se eles fossem lançados por seus perseguidores no forno de fogo ardente, por sua fidelidade constante ao seu Deus, a chama não arderia neles. Isso havia sido cumprido à risca na maravilhosa preservação dos três servos de Deus: “E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles” (Daniel 3:27).

Esse fato também é referenciado na galeria dos heróis da fé: “Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo” (Hebreus 11:33,34). Israel então, não tinha nada a temer: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus: eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Isaías 41.10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201009_05.pdf

Ridderbos, J. Isaías: introdução e comentário - 2. Edição. São Paulo: Vida Nova, 1995.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo - Vol.5. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

O SENHOR É REFÚGIO SEGURO QUANDO TUDO AO REDOR PARECE DESMORONAR (Salmos 46:1) 8/9/26


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
8 DE SETEMBRO DE 2026
O SENHOR É REFÚGIO SEGURO QUANDO TUDO AO REDOR PARECE DESMORONAR 

Salmos 46:1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”

 

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza,”

A palavra traduzida como “Refúgio” vem do hebraico machseh, que significa “abrigo seguro”, “esconderijo”, “lugar de proteção contra tempestades ou inimigos”. Ela representa o lugar onde corremos quando precisamos de segurança: “Torre forte é o nome do Senhor; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio” (Provérbios 18.10).

A palavra traduzida como Fortaleza: vem do hebraico oz, que significa “força”, “poder”, “capacidade para resistir”. Isso  mostra que DEUS não apenas nos protege, mas nos fortalece para enfrentar o que vier: “E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus” (1 Samuel 30:6).

Não nos esqueçamos da pronome possessivo pessoal “nosso”. Só Deus é o nosso tudo em todos. Cada um precisa ter certeza da própria porção que tem em Deus, para então poder dizer individualmente: “Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza”. Não nos esqueçamos também do fato de que Deus é agora mesmo o nosso refúgio, no presente imediato, tão verdadeiramente quanto no momento em que Davi escreveu as palavras.

Muitos se vangloriam dos seus castelos inexpugnáveis, situados em rochedos inacessíveis e protegidos com portas de ferro. Mas Deus é um refúgio muitíssimo melhor na hora do sofrimento do que todos esses. Soldados da cruz lembrem-se disso, e considerem-se seguros, e façam-se fortes em Deus: "O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio" (Salmo 18.2).

Em 1529, Martinho Lutero, inspirado por este versículo, compôs seu hino imortal, Castelo forte é nosso Deus: “Castelo forte é nosso Deus, Amparo e fortaleza: Com seu poder defende os seus. Na luta e na fraqueza. [...] A nossa força nada faz: Estamos, sim, perdidos. Mas nosso Deus socorro traz E somos protegidos.”

 

 “... socorro bem presente na angústia.”

Angustia traduz a palavra hebraica tsârâh e diz respeito a dificuldades, aflições ou problema. Deus promete estar presente nela: “Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei” (Salmo 91.15). Socorro vem do hebraico Ezrâh e significa ajuda ou assistência: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça" (Isaías 41.10). Deus é a ajuda de forma veraz, eficaz e constante: "Eis que Deus é o meu ajudador; o Senhor está com aqueles que sustêm a minha alma"  (Salmos 54:4).

Deus nos ajuda quando necessitamos porque está conosco nessas horas: “O Senhor dos Exércitos está conosco;. o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (v.7). Presente vem do hebraico Nifal significa aquele que está presente ou aquele que é encontrado ou descoberto. Ele está presente ou perto, bem ao lado e pronto para socorrer, fato enfatizado pela palavra “bem”. Ele está mais presente que o amigo ou o parente, mais presente até mesmo que o próprio problema. Ele não é como as andorinhas que no inverno vão embora. Ele é amigo em tempos de necessidade e amigo de verdade. Deus nunca se afasta dos aflitos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/8/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.