domingo, 1 de fevereiro de 2026

Romanos 8.14

Romanos 8.14 “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” 

 

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus,”

Ser guiado pelo Espírito significa tê-lo na vida diária, regendo, governando e orientando, sobretudo significa estar sob o seu total domínio. Pois o Espírito de Deus nos conduz à santidade. Aqueles que através do Espírito fizeram morrer os seus atos pecaminosos são os que são guiados pelo Espírito de Deus. O fazer morrer diariamente, hora após hora, os estímulos e as armadilhas da carne pecaminosa por intermédio do Espírito é uma questão de ser guiado, dirigido, impelido, controlado pelo Espírito.

Godet escreve que existe aqui "como que uma noção de santa violência; o Espírito arrasta o homem [se. a pessoa] para onde a carne não se disporia a ir". O professor Dunn concorda com ele e diz que "o sentido mais natural" é o de "ser constrangido por uma força compulsiva, ou de render-se a um impulso dominante e incontrolável. Dr. Lloyd-Jones faz um alerta teológico com relação à natureza e à operação do Espírito Santo: "Não existe violência alguma no cristianismo ...", diz ele. "O que o Espírito faz é iluminar e persuadir."

Como podemos ter certeza que somos guiados pelo Espírito? Uma das maneiras é recorrendo à Palavra, pois o Espírito Santo jamais conduz alguém a fazer algo contrário à Bíblia, a Palavra escrita que Ele inspirou. Nunca é demais enfatizar que a única maneira objetiva de sabermos como o Espírito quer que vivamos é lendo e estudando a Bíblia. Quanto mais estudo a Bíblia e torno seus preceitos parte do meu modo de pensar, mais eu me aproximo do coração de Deus. Quanto mais me esforço para fazer o que a Bíblia ensina, mais confiante fico de que estou sendo guiado pelo Espírito de Deus.

 

“... esses são filhos de Deus.”

Paulo nos assegurou que somos de fato “filhos de Deus” se seguimos o Espírito! A vida nova, que é desfrutada por aqueles que fazem morrer os seus atos pecaminosos consiste justamente na experiência de se tornarem filhos de Deus. É, pois, evidente que a conhecida noção acerca da "paternidade universal de Deus" não é verdadeira.Todos os seres humanos são de fato"descendência" de Deus por criação; mas "filhos" reconciliados com ele, nós só nos tornamos por adoção ou por meio do novo nascimento. Assim como só quem é habitado pelo Espírito é que pertence a Cristo (v.9), da mesma forma somente aqueles que são guiados pelo Espírito é que são filhos e filhas de Deus.

E, como filhos, é-nos concedido um relacionamento especial, íntimo e pessoal com o nosso Pai celestial, acesso amplo e imediato a sua presença através da oração, participação em sua família no mundo todo e nomeação como herdeiros seus. No primeiro século A. D., um filho adotivo era um filho escolhido deliberadamente por seu pai adotivo para perpetuar seu nome e herdar seus bens. Sua condição não era nem um pouco inferior à de um filho segundo as leis comuns da natureza, e bem podia desfrutar da afeição paterna o mais completamente e reproduzir o mais dignamente a personalidade do pai. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, o de sermos chamados filhos e filhas de Deus” (1 João 3:1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

Atos 2:17

Atos 2:17 “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;”

 

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne;”

Essa promessa de derramamento do Espírito Santo é nada menos que o cumprimento do desejo de Moisés de que “todo o povo do Senhor fosse profeta” (Números 11.29). Muitas outras passagens do Antigo Testamento aludem a esse Derramamento do Espírito Santo, tais como Isaías 32.15-17 e Ezequiel 11.1 9,20. Um dos sinais da proximidade do Fim dos Tempos seria, segundo a profecia de Joel, o Derramamento do Espírito Santo “sobre toda a carne”.

Essa promessa, conforme as próprias palavras de Pedro, começou a ser cumprida a partir daquele dia especial para a Igreja em Jerusalém (Atos 2.16), Pedro interpreta a palavra “depois” de Joel por “últimos dias” e diz que seu cumprimento seria estendido até os nossos dias: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39). Entretanto, o cumprimento total dessa promessa (“sobre toda a carne”) só se dará quando do retorno de Cristo.

 

“E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;”

O profeta Joel afirma, inspirado pelo Espírito Santo, que um dos resultados marcantes do Derramamento do Espírito nos últimos dias seria a distribuição dos dons espirituais. Como lembra Stamps, a manifestação dos dons evidencia a manifestação do Espírito Santo na Igreja e, conseqüentemente, a presença de Deus no meio do seu povo: “Mas, se todos profetizarem, e algum incrédulo ou indouto entrar, por todos é convencido, por todos é julgado;  os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, declarando que Deus está verdadeiramente entre vós” (1 Coríntios 14.24,25).

Algo a se enfocar aqui ainda é que pessoas de todas as nações, de todos os sexos, de todas as faixas etárias e de todas as condições sociais seriam alcançadas pelo Derramamento do Espírito Santo. Joel fala de homens e mulheres, velhos e jovens, servos e livres, todos teriam a bênção da efusão do Espírito a seu alcance se voltassem suas vidas totalmente para Deus.

Lucas altera a ordem das duas linhas que se referem a jovens tendo visões e velhos sonhando sonhos. Em Joel, os velhos sonhando sonhos vem primeiro. Mas Lucas inverte a ordem: “Os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos” (Atos 2.17). Isso indica que velho sonhar e jovem ter visão não seria uma regra, mas qualquer pessoa poderia receber ambos os dons.

Lucas dá prioridade às “visões”, a fim de destacar um tema que ele entende que é de vital importância e que se repete ao longo da narrativa. Embora as palavras associadas com “sonhos” sejam raras em Lucas-Atos, Lucas gosta de contar histórias em que Deus dirige a igreja através de visões. As visões de Paulo e Ananias (At 9.10,11), de Pedro e Cornélio (Atos 10.3,17), a visão paulina do macedônio (Atos 16.9,10) e sua visão em Corinto (Atos 18.9,10) são apenas alguns exemplos. Lucas não está obcecado em visões. Ao contrário, ele procura incentivar os leitores a aceitar uma verdade importante: Deus gosta muito de nos conduzir, seus profetas do fim dos tempos, de formas muito pessoais e especiais, entre elas visões, visitações angelicais e a orientação do Espírito, para que possamos cumprir nosso chamado de levar o evangelho “até aos confins da terra”.

Deus falou através de Sonhos em todo o antigo testamento: “Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele” (Números 12:6).  Já no primeiro livro da Bíblia, no Gênesis, lemos como José do Egito interpretou os sonhos do Faraó que eram profecias referentes a sete anos de fartura, mas também a sete anos de fome. Foi a partir desses sonhos proféticos que Deus conseguiu salvar seu povo da fome.. Outro exemplo foi o sonho de Mardoqueu, pai adotivo de Ester, que era uma profecia sobre a grande perseguição que se levantaria contra o povo eleito pela mão de Amã, e posteriormente o socorro de Deus que viria pela intercessão de Ester ao Rei Assuero. Já o livro de Daniel, por sua vez, traz inúmeros exemplos de sonhos proféticos, mostrando como Deus intervém na vida de seus amigos de forma providencial. Vale a pena conhecer a história desse grande homem que predisse coisas futuras iluminado por Deus.

No novo testamento também temos referencias. Enquanto José processava a informação de Maria sobre estar grávida do Espírito Santo eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (Mateus 1,20). E depois novamente a ele quando estava no Egito (Mateus 2:19). A esposa de Pilatos sofreu por Cristo em um sonho e disse ao seu marido: “Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele” (Mateus 27:19). Paulo foi avisado em sonhos para se dirigir a Macedônia (Atos 16,9). Deus, nesses últimos dias, continua se revelado através de sonhos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/02/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

DANIEL, Silas; COELHO, Alexandre. Os doze profetas menores.Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

MENZIES, Robert, P. Pentecostes – Essa história é a a nossa história. Rio de Janeiro: Cpad, 2016.

https://idemais.com.br/noticias/quando-deus-falou-por-meio-de-sonhos-historias-da-biblia/

Joel 2:28

Joel 2:28 “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.” 

 

“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne,”

Essa mesma passagem do livro de Joel é citada pelo apóstolo Pedro no Dia de Pentecostes, conforme Atos 2.16-21, e é puramente escatológica. Um dos sinais da proximidade do Fim dos Tempos seria, segundo a profecia de Joel, o Derramamento do Espírito Santo “sobre toda a carne”. Essa promessa, conforme as próprias palavras de Pedro, começou a ser cumprida a partir daquele dia especial para a Igreja em Jerusalém (Atos 2.16).

Pedro interpreta a palavra “depois” por “últimos dias”, e seu cumprimento tem se estendido até os nossos dias: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39). Entretanto, o cumprimento total dessa promessa (“sobre toda a carne”) só se dará quando do retorno de Cristo. Isso  é nada menos que o cumprimento do desejo de Moisés de que “todo o povo do Senhor fosse profeta” (Números 11.29). Muitas outras passagens do Antigo Testamento aludem a esse Derramamento do Espírito Santo, tais como Isaías 32.15-17 e Ezequiel 11.1 9,20.

 

“... e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.”

O profeta Joel afirma, inspirado pelo Espírito Santo, que um dos resultados marcantes do Derramamento do Espírito nos últimos dias seria a distribuição dos dons espirituais. Como lembra Stamps, a manifestação dos dons evidencia a manifestação do Espírito Santo na Igreja e, conseqüentemente, a presença de Deus no meio do seu povo: “Mas, se todos profetizarem, e algum incrédulo ou indouto entrar, por todos é convencido, por todos é julgado;  os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, declarando que Deus está verdadeiramente entre vós” (1 Coríntios 14.24,25).

Algo a se enfocar aqui ainda é que pessoas de todas as nações, de todos os sexos, de todas as faixas etárias e de todas as condições sociais seriam alcançadas pelo Derramamento do Espírito Santo. Joel fala de homens e mulheres, velhos e jovens, servos e livres,  todos teriam a bênção da efusão do Espírito a seu alcance se voltassem suas vidas totalmente para Deus.

Lucas altera a ordem das duas linhas que se referem a jovens tendo visões e velhos sonhando sonhos. Em Joel, os velhos sonhando sonhos vem primeiro. Mas Lucas inverte a ordem: “Os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos” (Atos 2.17). Isso indica que velho sonhar e jovem ter visão não seria uma regra, mas qualquer pessoa poderia receber ambos os dons.

Lucas dá prioridade às “visões”, a fim de destacar um tema que ele entende que é de vital importância e que se repete ao longo da narrativa. Embora as palavras associadas com “sonhos” sejam raras em Lucas-Atos, Lucas gosta de contar histórias em que Deus dirige a igreja através de visões. As visões de Paulo e Ananias (At 9.10,11), de Pedro e Cornélio (Atos 10.3,17), a visão paulina do macedônio (Atos 16.9,10) e sua visão em Corinto (Atos 18.9,10) são apenas alguns exemplos. Lucas não está obcecado em visões. Ao contrário, ele procura incentivar os leitores a aceitar uma verdade importante: Deus gosta muito de nos conduzir, seus profetas do fim dos tempos, de formas muito pessoais e especiais, entre elas visões, visitações angelicais e a orientação do Espírito, para que possamos cumprir nosso chamado de levar o evangelho “até aos confins da terra”.

Deus falou através de Sonhos em todo o antigo testamento: “Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele” (Números 12:6).  Já no primeiro livro da Bíblia, no Gênesis, lemos como José do Egito interpretou os sonhos do Faraó que eram profecias referentes a sete anos de fartura, mas também a sete anos de fome. Foi a partir desses sonhos proféticos que Deus conseguiu salvar seu povo da fome.. Outro exemplo foi o sonho de Mardoqueu, pai adotivo de Ester, que era uma profecia sobre a grande perseguição que se levantaria contra o povo eleito pela mão de Amã, e posteriormente o socorro de Deus que viria pela intercessão de Ester ao Rei Assuero. Já o livro de Daniel, por sua vez, traz inúmeros exemplos de sonhos proféticos, mostrando como Deus intervém na vida de seus amigos de forma providencial. Vale a pena conhecer a história desse grande homem que predisse coisas futuras iluminado por Deus.

No novo testamento também temos referencias. Enquanto José processava a informação de Maria sobre estar grávida do Espírito Santo eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (Mateus 1,20). E depois novamente a ele quando estava no Egito (Mateus 2:19). A esposa de Pilatos sofreu por Cristo em um sonho e disse ao seu marido: “Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele” (Mateus 27:19). Paulo foi avisado em sonhos para se dirigir a Macedônia (Atos 16,9). Deus, nesses últimos dias, continua se revelado através de sonhos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/02/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

DANIEL, Silas; COELHO, Alexandre. Os doze profetas menores.Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

MENZIES, Robert, P. Pentecostes – Essa história é a a nossa história. Rio de Janeiro: Cpad, 2016.

https://idemais.com.br/noticias/quando-deus-falou-por-meio-de-sonhos-historias-da-biblia/

Lição 6: O Filho como o Verbo de Deus. 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 João 1.14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, ”

O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço.

A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7.14; Mateus 1.123) são obra do Espírito Santo (Mateus 1.20; Lucas 1.35). Tal encarnação do Verbo é considerada um mistério (1 Timóteo 3.16).

 

“... e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, “

E vimos a sua glória ”. Não meramente a glória externa revelada na transfiguração na qual João testificou: “ O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida ” (1 João 1.1). E que Pedro mencionou: “ Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo ” (2 Pedro 1.16-18), mas, o esplendor do seu divino caráter.

Era a mesma glória de Deus, pois, Jesus é a exata expressão do ser de Deus. Afinal, nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 12.9). Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são um. Não era um a glória refletida como a glória de um santo, e sim a “ glória do unigênito do Pai ”.

A etimologia do termo “unigênito” em grego, indica a deidade do Filho. O vocábulo vem de monós, “único”, e de genés, que nos parece derivar de genós, “raça, tipo”, e não necessariamente do verbo gennao, “gerar”. Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: “ E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai ”.

 

“... cheio de graça e de verdade. ”

A palavra graça só aparece aqui e em 1.16-17. E a graça que Ele veio dar aos homens. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (v.16). Afinal “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (v.17).

A palavra que acompanha graça é verdade, e a verdade é o caráter essencial do Verbo. Esta é a verdade no sentido filosófico da realidade, no sentido ético da santidade, e no sentido moral do amor. Jesus disse a respeito de si mesmo: “Eu sou.… a verdade”.

Bruce sobre esse verso escreveu: Moisés, no deserto, pediu um favor de Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória". A resposta foi: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor" (Êxodo 33.18.). E, passando o Senhor por diante dele, clamou: “Senhor, Senhor, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade..." (Êxodo 34.5).

Estas palavras expressam a bondade que é a glória incomparável de Deus, pois, as palavras gregas de João 1.14, traduzidas cheio de graça (charis) e de verdade (aiêtheia), facilmente podem ser reconhecidas como uma tradução da última frase “grande em misericórdia (hesed) e fidelidade (emeth)". A glória vista no Verbo encarnado foi a glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifesta na terra a todos os que nele creem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

sábado, 31 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 31 DE JANEIRO DE 2026 (Filipenses 2:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
31 DE JANEIRO DE 2026
CRISTO EXALTADO ACIMA DE TODO NOME

Filipenses 2:9 “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

 

“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente,”

Nos versículos 6 a 8 temos a descrição do caminho da humilhação do Filho de Deus, quando Ele mesmo desce ao ponto mais baixo de humilhação que um homem poderia descer. Entretanto, nos versículos 9 a 11, Paulo descreve o caminho para cima, quando Jesus é exaltado gloriosamente e ascende ao Pai e é feito Senhor sobre todas as coisas. No pano de fundo está a idéia judaico-rabínica que o sofredor justo será defendido por Deus.

Sua abnegação anterior o fez apto para conquistar o “status” de vencedor e Senhor, porque cumpriu o eterno propósito do Pai de formar um novo povo que serviria a Deus, que é a sua Igreja. A Bíblia diz que Ele foi nomeado “ príncipe e Salvador ” (Atos 5.31) e o colocou acima de tudo (Efésios 1.20-22). No caminho da exaltação estavam a sua ressurreição e ascensão. Na semana que antecedia seu padecimento no Calvário, Jesus reivindicou do Pai a glória que tinha antes de vir a este mundo (João 17.5).

Cristo foi exaltado para a maior posição possível. O verbo de Paulo pode significar que Deus O exaltou a uma posição superior (comparativamente) àquela que Ele detinha antes (quando era, então, a forma de Deus). Em Sua pré-existência, Ele era Filho de Deus; agora, após Sua exaltação, recebeu a dignidade de Senhor em sua coroação tornou-se herdeiro de tudo (Hebreus 1.3; 2.9; 12.2).

Além de João, em seu Evangelho, outros escritores do Novo Testamento escreveram da realidade da exaltação de Jesus afirmando que Ele foi exaltado à destra do Pai (Atos 2.33; Hebreus 1.3). Paulo usou a mesma expressão “ assentado à destra do Pai ” (Romanos 8.34; Colossenses 3.1). Essa expressão é derivada de Salmos 110.1 numa alusão ao rei Davi, que metaforicamente é convidado para partilhar o trono de Deus. Jesus foi chamado “ filho de Davi ” para relacionar o trono de Davi com o seu trono de glória.

 

“... e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

“Sobre todo” é tradução do mesmo termo traduzido por “soberanamente” na primeira parte do versículo. Não podemos definir que nome foi dado a Jesus. Alguns sugerem que é um nome que, atualmente, só Deus sabe. Essa é uma possibilidade, porém, considerando que Paulo pretendia claramente exaltar Cristo nas mentes de seus leitores, essa conclusão não parece coerente com o propósito do apóstolo. O versículo seguinte pode nos levar a crer que Paulo se referia ao “nome de Jesus” (v. 10).

Muitos escritores acreditam que a palavra “nome” é usada aqui no sentido de “designação” e preferem a idéia de que o título era “Senhor” (v. 11). No primeiro século da Era Cristã, a idéia de se proclamar um senhor restringia-se ao imperador, que se identificava como Senhor e Deus! Quando os apóstolos começaram a pregar a Cristo, não o apresentaram apenas como Salvador, mas, especialmente, como Senhor. Ora, esse título confrontava a presunção e vaidade do imperador de Roma, porque os cristãos identificavam e reconheciam que a única autoridade para salvar e comandar um novo reino era Jesus.

No grego do Novo Testamento aparece o termo kurios, que é usado de modo especial, porque Jesus representaria o nome pessoal do Deus Todo-Poderoso. O nome “Jesus” ganhou o status de “Senhor” e, por decreto divino, foi elevado acima de todo nome. O próprio Jesus declarou certa feita aos seus discípulos que o Pai faz do Filho juiz universal “para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou” (Jo 5.23).

Ralph Herring escreveu sobre a exaltação de Cristo e declarou que “os dois elementos desta exaltação são a outorga de um nome, conquistado agora que o homem Cristo Jesus juntou o curso de vida da raça humana ao de Deus (v. 9), e o reconhecimento desse nome por parte de todas as inteligências criadas, tanto das que no céu, como das que estão na terra e debaixo da terra (vv. 10,11)”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

MARTIN, Ralph P. Filipenses: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_08.pdf

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

2 Tessalonicenses 2:13

2 Tessalonicenses 2:13 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

 

“Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor,”

A frase: “devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos”, é virtualmente idêntica a 1.3: “Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós”. A repetição desta frase é bastante natural, tais coisas muitas vezes ocorrem inconscientemente, mas é pode ser deliberada porque Paulo está renovando a confiança dos seus leitores por meio de lembrar-lhes de que não pode refrear-se de dar graças pelo estado cristão deles.

Todos nós com certeza devemos também ser agradecidos por nossos irmãos. Conforme observado em 1 Tessalonicenses 1:4, “irmãos” é um termo afetuoso usado por Paulo com freqüência – mais de vinte vezes nas duas epístolas aos tessalonicenses. Não devemos usá-lo muito mais vezes?

Todos os seres humanos são amados pelo Senhor (João 3:16), mas somente os cristãos, os que aceitaram a oferta de amor, são “amados do Senhor” num sentido especial: “Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” (Judas 21). Pois eles foram reconciliados com o Senhor Deus mediante Cristo (2 Coríntios 5:19).

 

“... por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

Desde o princípio parece refletir o ponto de vista paulino de uma eleição antes da criação (Efésios 1:4). Alguns manuscritos traduziram por primícias em vez de desde o princípio. Esta tradução, adotada por alguns editores (Nestle, Moffatt, por exemplo), seria adequada porque os tessalonicenses contavam entre os primeiros convertidos europeus de Paulo.

Deus nos elegeu. Isso faz-nos lembrar da eleição de Israel: “E hoje o Senhor declarou que vocês são o seu povo, o seu tesouro pessoal, conforme ele prometeu, e que vocês terão que guardar todos os seus mandamentos” (Deuteronômio 26:18). Nós crentes fomos acrescentados à Israel na qualidade de povo eleito de Deus: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2:10).

Paulo prosseguiu dizendo que aqueles tessalonicenses estavam salvos “por” duas coisas. Primeiramente, pela santificação do Espírito, do lado divino, e, em segundo lugar, pela fé na verdade, do lado humano.

 De um lado, há santificação do Espírito. A frase tem seu paralelo em 1 Pedro 1.2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”. Paulo se refere à obra que o Espírito Santo faz através da Palavra. Jesus orou: “Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade” (João 17:17) e Paulo nos disse que a “espada do Espírito... é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Fica evidente nessas passagens que o Espírito santifica, ou torna santo, mediante o instrumento da Palavra de Deus. Isto acontece, num sentido inicial, no momento da conversão (1 Coríntios 1:2) e, num sentido contínuo, à medida que o Espírito continua operando em direção à salvação final nas vidas de cristãos (1 João 1:7). Esta operação é o lado divino.

Lado a lado com esta ação divina há uma ação humana de fé na verdade. A verdade é, naturalmente, a revelação divina contida no evangelho, Em vez de crer em mentiras (v. 4) do “homem do pecado”, aqueles tessalonicenses tinham crido na verdade de Deus, segundo a qual Jesus e não o homem do pecado é Senhor. Pela crença nessa verdade, Jesus prometeu que todo indivíduo poderia ser liberto do pecado e salvo: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MARSHALL, Howard. I e II Tessalonicenses - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201505_02.pdf

João 14.16

João 14.16 “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.”

 

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,”

A palavra original traduzida por “rogar” dá a entender a apresentação de um desejo ou pedido de igual para igual; a palavra denota o sentido de aproximação e presença, e descreve a obra mediadora de Cristo na presença do Pai. Isso sugere incidentalmente: A divindade de Cristo, pois pede a Deus, em termos de condição de igualdade, que o Espírito Santo seja doado à humanidade; Sugere implicitamente a Trindade. Pois, refere-se aqui as três Pessoas Divinas: Cristo roga ao Pai, e Ele envia o Consolador Divino; e  por último o Espírito é um a dádiva, ou doação: "Ele vos dará” . O Espírito é oferecido com o dom, e não como privilégio que pode ser merecido por meio de obras ou méritos.

O Espírito é chamado de “Consolador” que, no original paraklêtos tem o seguinte significado: “alguém chamado para ficar ao lado de uma pessoa para ajudá-la de qualquer modo, mormente em processos civis e penais”. Esta é a primeira das declarações sobre o Paracleto.O Espírito, portanto, vem com o Ajudador e Advogado, preenchendo as necessidades dos apóstolos, que se sentiam fracos e indefesos ao pensar na partida de Cristo. Em 1 João 2.1, Jesus é chamado de nosso “Parácleto junto ao Pai”; a palavra ali é traduzida apropriadamente “Advogado”, que vem do latim advocatus, o equivalente exato do grego paraklêtos.

O Espírito, enviado pelo Pai foi chamado de “outro Consolador”, com a implicação de que os discípulos já tinham um Consolador, a saber, o próprio Jesus. O fato de Jesus ser um “Paracleto” (1 João 2:1), enquanto o Espírito é outro “Paracleto”, indica claramente uma distinção de Pessoas. Isso contraria o ensino de alguns grupos religiosos, antigos e modernos que negam a pluralidade de pessoas dentro da divindade. Isso se cofirma pela escolha da palavra grega par “outro” Allos que expressa uma diferença numérica e denota “ser de mesma espécie” enquanto Heteros, a palavra mais genérica  expressa uma diferença qualitativa e denota “ser de espécie diferente”.

 

“... para que fique convosco para sempre.”

O Espírito permaneceria com os discípulos, em contraste com a breve vida de Cristo na terra, entre eles. Jesus tinha combatido por eles, ajudando-os; e eles puderam contar com sua orientação e apoio; mas agora ele estava prestes a deixá-los. Ele estivera com eles por um período curto de tempo, mas o "outro parácleto", seu alter egõ, haveria de estar permanentemente com eles.

O advérbio “para sempre” vem de (aiōn), que significa “um longo período”. É a mesma palavra traduzida por “século” em Mateus 28:20, onde Jesus disse que estaria com os seus discípulos “todos os dias, até a consumação do século”. Guy N. Woods observou: “A missão do Espírito por intermédio deles era, na realidade, a missão de Cristo, e deveria ser continuada enquanto vivessem”. Hoje, o Espírito é para os crentes o que Jesus de Nazaré era para os apóstolos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 30 DE JANEIRO DE 2026 (Atos 4.12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
30 DE JANEIRO DE 2026
CRISTO É O ÚNICO CAMINHO DE SALVAÇÃO

Atos 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

 

“E em nenhum outro há salvação,”

Um dia depois de terem curado o coxo da porta formos. Os apóstolos foram questionado pelos principais do templo: “ Com que poder ou em nome de quem fizestes isto ?” (v.7). O apóstolo Pedro então disse efetivamente: “Se vocês realmente estão interessados em quem o curou, eu vou lhes dizer”. Aquele homem fora curado no nome de Jesus (v. 10).

O grego tem um trocadilho ausente na versão para o português. “Salvação” e “salvos” no versículo 12 são da mesma raiz que a palavra “curado”, no versículo 9. Assim como Jesus foi quem pôde curar fisicamente o mendigo, Ele também é o único que pode salvar espiritualmente a humanidade!

Pedro declara que somente Jesus pode oferecer a salvação no sentido mais pleno, o nome dEle é o único que recebeu poder da parte de Deus para dar a salvação aos homens. Há um apelo implícito aos ouvintes, no sentido de cessarem a sua rejeição de Jesus. A afirmação é restritiva, mas é verdadeira. Jesus disse: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6;). Pedro ecoou esse pensamento.

 

“... porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

Seus ouvintes consideravam-se salvos porque eram da descendência de Abraão e porque tinham a lei de Moisés. Essencialmente, Pedro disse: “Vocês não podem ser salvos por meio de Abraão nem de Moisés; somente através do nome de Jesus!”

Este pensamento não é incomum no Novo Testamento (Jo 14:6, Hb 23; cf. 1 Tm 2:5). Surgiu a partir da convicção de que Deus exaltara Jesus até a Sua destra, posição esta que obviamente não poderia ser compartilhada com outra pessoa; seguia-se que, se Deus declarará que Jesus era o Salvador, não poderia haver outra pessoa ao lado dEle.

Sua morte e ressurreição, a sua exaltação e autoridade fazem dele o único Salvador, já que nenhum outro possui tais qualificações. Para Stott os dois negativos (nenhum outro e nenhum outro nome) proclamam a singularidade positiva do nome de Jesus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_04.pdf

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE JANEIRO DE 2026 (Hebreus 1:1)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

29 DE JANEIRO DE 2026
O FILHO COMO REVELAÇÃO SUPREMA

Hebreus 1:1 “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,”

 

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,”

A carta começa com uma declaração de um fato: “ Deus tem falado ”. O escritor não vê necessidade alguma de demonstrar este fato. O autor não comprova que Deus fala, ele afirma. O que prende a atenção do escritor é a variedade de maneiras segundo as quais Deus tem falado no passado: “ muitas vezes, e de muitas maneiras ”. Qualquer pessoa com conhecimento do Antigo Testamento imediatamente consegue preencher os pormenores que incluem: visões, revelações angelicais, palavras e eventos proféticos.

Deus não falou a Israel nem aos patriarcas numa conversa longa e contínua, mas em momentos, lugares e fragmentos diferentes. Houve tempos em que “ a palavra do Senhor era mui rara ” e “ não [havia] visão manifesta ” (1 Samuel 3:1). Contudo, quando todos os escritos foram reunidos, formaram um todo harmonioso. Por quê? Porque cada fragmento foi inspirado pelo mesmo “Espírito” que fala do único Deus. Assim o Antigo e o Novo Testamento são uma grande revelação à humanidade, e não há necessidade de “duas revelações”, ainda que haja duas alianças.

As revelações mais iluminadoras vinham através dos profetas. Os profetas eram os arautos de Deus para o povo de Israel. Estes eram homens levantados por Deus para desafiar seus próprios tempos. Eles falavam da parte de Deus. As palavras: “Assim diz o Senhor,” davam às suas palavras uma autoridade sem igual. A Instituição Profética no Antigo Testamento é por demais importante para ser minimizada. Para um judeu, a pior desgraça que poderia existir era o silêncio profético. A trombeta profética servia de alerta quando a vida moral, a espiritual e a social não iam bem.

 

“... a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,”

A expressão hebraica para “últimos dias” é encontrada pela primeira vez em Números 24:14 e possui tonalidade messiânica: “Agora, pois, eis que me vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias”. Já os escritores apostólicos falaram do seu próprio tempo como “os últimos dias” (Atos 2:17; Tiago 5:3), “estes últimos dias” (1 Pedro 1:20), ou “o último tempo” (Judas 1:18). É claro que o tempo em que vivemos é a última era. Estamos nele desde que Jesus voltou ao céu e mandou o Espírito Santo. Estes últimos dias começaram no Dia de Pentecostes após a ressurreição de Jesus e continuarão até Sua segunda vinda.

 

Ele faz alusão a Cristo como a figura central na inspiração e preparação plenária do Novo Testamento. O escritor de Hebreus sabia que era necessário um método melhor de comunicação, e reconhece que este veio em Jesus Cristo. A revelação de Deus através do Seu Filho é vista não somente como superior, mas também como definitiva.

Aquilo que foi falado outrora preparou o caminho para a comunicação mais importante de todas, isto é a revelação pelo Filho. Este é o tema real da carta inteira: o passado cedeu lugar a coisas melhores. Deus falou conosco através de Um que tem com Ele o relacionamento de um filho e completa autoridade como porta-voz.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

GONÇALVES, José. A supremaciade Cristo - Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_05.pdf