quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE JANEIRO DE 2026 (João 15:26; João 16:7)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE JANEIRO DE 2026
O ESPÍRITO PROCEDE DO PAI E DO FILHO

João 15:26 “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. ”

João 16:7 “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.” 

 

“Mas, quando vier o Consolador, “

O Consolador também denominado ”Espírito da verdade” é a terceira pessoa da Divindade. Ele viria após a partida de Cristo: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16.7). A palavra grega (paraklētos), traduzida por “Consolador” na RA, “originalmente significava no sentido passivo… ‘aquele que é chamado para auxiliar alguém’”.

No grego secular, referia-se a alguém que ajuda outra pessoa no tribunal, sem, contudo, se restringir ao significado técnico do latim advocatus, relativo a um conselheiro jurídico. Johannes Behm observou que “a forma passiva não descarta a idéia de paraklētos como um ser ativo que fala ‘em nome de alguém perante alguém’”. O termo ocorre uma vez fora do Evangelho de João, em 1 João 2:1, onde o sentido jurídico é devidamente aplicado a Jesus como nosso “Advogado” nos tribunais celestiais.

 

“... que eu da parte do Pai vos hei de enviar, ”

João não fez nenhuma distinção significativa sobre como Jesus disse que o Consolador seria enviado, se pelo Pai a pedido do Filho (João 14:16), pelo Pai em nome de Jesus ((João 14:26), ou pelo próprio Jesus da parte do pai ((João 15:26; 16:7). Sempre que repetia um conceito, João o fazia com variações. Isso revela o relacionamento íntimo do Espírito com os outros dois membros da Trindade. Por fazerem parte de uma só substância, assim com Espírito e alma é difícil às vezes dividi-los.

 

“... aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. ”

O Consolador é chamado de “Espírito da verdade", ou seja, aquele que nos ensina a verdade acerca de Cristo. Jesus é a personificação da verdade (João 14.6); a verdade que o Espírito irá revelar não acrescenta nada à “verdade que está em Jesus” (Efésios 4.21); é apenas um desvendamento mais completo dela. O Espírito está pronto a ensinar e convencer a todos.

Todavia ele não terá nada a oferecer ao mundo, ou seja, todo o conjunto de incrédulos, que não são capazes de lhe dar valor ou reconhecê-lo: “que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece" (João 14.17). Homens mundanos, que consideram as coisas visíveis a única realidade, não discernem nem entendem as operações do Espírito (1 Coríntios 2.14).

A constatação de que o Espírito procede do Pai provavelmente não tem sentido metafísico; é outra maneira de dizer que o Espírito é enviado pelo Pai. A ampliação da igreja ocidental da frase: “Que procede do Pai e do Filho (filioque)" pode ser justificada porque tanto o Pai como o Filho enviam o Espírito; a objeção básica a ela é que não foi correto que uma parte da igreja fizesse uma alteração como esta no credo ecumênico sem consultar o restante da igreja, em especial a igreja oriental.

O Espírito testificaria de Cristo. O testemunho que Jesus tinha dado, com suas palavras e ações não cessaria quando ele não estivesse mais no mundo. O Espírito assumiria este ministério de testemunhar e levá-lo-ia adiante, e o faria através dos discípulos.

O Espírito capacita os discípulos perseguidos a darem testemunho com ousadia: “Quando vos entregarem, não cuideis em como, ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer; visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós” (Mateus 10.19.; Marcos 13.11).

Há um exemplo marcante do cumprimento desta promessa em Atos 5.32, onde Pedro e seus companheiros defendem-se diante do sumo sacerdote e do conselho, e proclamam a ressurreição e entronização de Jesus, dizendo: “Nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem”.

 

“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; “

Os discípulos haviam ficado assustados e tristes com a previsão da perseguição que sofreriam com a partida de Jesus: “Antes, porque isto vos tenho dito, o vosso coração se encheu de tristeza” (João 16:6). A ideia da partida de Jesus parecesse catastrófica para os apóstolos. Querendo animá-los Jesus prefacia a sua ressalva com a declaração solene: “Mas eu vos digo a verdade”. Neste contexto, essa frase tem a mesma função que a confirmação dupla muitas vezes registrada por João: “em verdade, em verdade”, essa expressão salientava a importância do que seria dito a seguir.

Jesus lhes garante que seria melhor que ele vá, não apenas para Ele (João 14:28), mas também para os discípulos. Mesmo que sua partida sirva de sinal para o início da futura perseguição aos discípulos. Pois, a vinda do Consolado da parte de Deus (Parâcleto) havia de compensá-los pela perda da sua presença visível e, além disso, iria equipá-los com todos os recursos de que precisarão no novo tipo de vida que terão em breve.

Jesus explicou claramente que “covinha” que ele partisse: se não o Consolador não viria, se ele não fosse embora.  A razão por que o Espírito tinha de ser enviado após a partida de Jesus não é explicada aqui. Mas podemos inferir que essa partida beneficiaria o ministério dos discípulos, quando eles deixassem de depender da presença física de Jesus.

 

“... mas, quando eu for, vo-lo enviarei.”

Depois que Jesus partisse, Jesus enviaria o Espírito aos seus discípulos. Em João 7:39 João explicou em que “o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”. A glorificação de Jesus envolveu seu sofrimento, morte, sepultamento, ressurreição e ascensão à direita de Deus no céu. Era necessário que essa glorificação acontecesse antes de Jesus enviar o Espírito.

O Espírito Santo havia de descer sobre eles com poder. Essa fato só se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo além de capacitar os discípulos a falarem novas línguas, também os revestiu de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49). Isso só ocorre após Jesus subir ao Pai conforme Ele mesmo prometeu.

 

João 15:26
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_02.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/atos-18.html

João 16:7
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/04/joao-1426.html

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Texto Áureo Lição 4: A Paternidade Divina. 1 João 4.14

TEXTO ÁUREO

 “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (1 João 4.14).

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE JANEIRO DE 2026 (João 5:26)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE JANEIRO DE 2026
O PAI GERA O FILHO E AMBOS TÊM A VIDA EM SI MESMO 

João 5:26 “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”

 

“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo,”

Ninguém possui vida inerente em si, além de Deus Pai, que não foi gerado nem criado. Ele é o “Deus vivo” por natureza: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus” (Romanos 14:11).

Os seres humanos, assim como todos os outros seres vivos, não possuem vida em si mesmos; ela provém de Deus, a fonte e sustento de qualquer forma de vida. Dele recebemos a vida: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2:7). Ana em seu cântico confessou essa verdade: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (1 Samuel 2:6).

 

“... assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”

Somente ao Filho, gerado, mas não criado, o Pai deu sua prerrogativa de ter vida em si mesmo: ‘Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (João 1:4).  Na verdade, a investidura do Filho com esta prerrogativa é uma condição necessária para que ele possa exercer as outras prerrogativas de ressuscitar pessoas e executar julgamento, que ele já disse ter: “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer” (João 5.21).

O Pai não transferiu esta vida para o Filho somente quando este iniciou seu ministério na terra, ou quando da encarnação; é um ato eterno, parte integrante do relacionamento especial entre Pai e Filho que já existia “no princípio”. É na ordem eterna que o Pai, como tal, dá ao Filho, por ser Filho, a vida inerente que só o Pai pode possuir e dar; no plano temporal o Filho revela esta vida às pessoas. Por isso, em outras passagens dos escritos de João, o Filho é descrito como a personificação verdadeira da vida eterna a qual estava com o Pai e nos foi manifestada: “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:1,2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE JANEIRO DE 2026 (João 17.5)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE JANEIRO DE 2026
O PAI SEMPRE FOI ETERNAMENTE

João 17.5 “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”

 

“E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo,”

O objetivo de Jesus ao passar pela terra foi glorificar a Deus. Ele fez isso cumprindo a obra que Deus havia o comissionado: "É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado" (João 12.23). Embora Jesus falasse aqui como se a sua obra na terra já tivesse sido consumada, morrer na cruz era o único ato de obediência que lhe faltava realizar. Esse falar mostra seu total comprometimento com a maior obra que Deus lhe confiara. Em outro dia a hora nona ele gritaria na cruz: "Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (João 19.30).

Seu primeiro pedido nesta oração foi: “glorifica a teu Filho”. Ele apresentou duas razões para Deus glorificá-lo. Em primeiro lugar, ele pediu que Deus o glorificasse para ele poder dar aos seres humanos a dádiva da vida eterna. Deus já havia concedido a Jesus grande autoridade, por isso ele tinha autoridade para dar vida eterna àqueles que conheciam a Deus (João 17:2, 3). Em segundo lugar, Jesus pediu ao Pai para glorificá-lo porque ele teve êxito em realizar a obra de Deus na terra (João 17:4, 5). Ele manifestou o nome de Deus aos apóstolos, e o resultado foi eles guardarem a sua palavra e saberem que as palavras de Jesus vinham de Deus (João 17:6–8).

Se o objetivo de Jesus era glorificar a Deus, o nosso objetivo também deve ser glorificar a Deus. A mente de Jesus estava na glória de Deus! Ele havia dito anteriormente que não buscava sua própria glória, e sim a de seu Pai e havendo glorificado o Pai, podemos esperar um peso de glória muito excelente: “Se Deus é glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e logo o há de glorificar” (João 13:32).

 

“... com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”

A glória que ele pede para receber do Pai é a mesma de que ele gozou na presença dele antes da criação, naquele “princípio” em que a Palavra era eterna com o Pai (João 1.2). Porém, já que ele reassumiria esta glória através da cruz, inevitavelmente ela teria uma nova dimensão que ela não tinha antes que houvesse mundo. Jesus já falou desta nova dimensão de glória aos seus discípulos: “Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo” (13.32).

Ele ora para que, tendo completado sua missão, o Pai o transporte de volta deste mundo de pecado e tristezas para o estado glorioso que deixou para trás quando se tornou homem: “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;  Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai “ (Filipenses 2.6-11).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_00.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/04/joao-174.html

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE JANEIRO DE 2026 (João 1.18)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE JANEIRO DE 2026
O PAI NÃO TEM INÍCIO NEM FIM, ELE É ETERNO

João 1.18 “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”

 

“Deus nunca foi visto por alguém.”

Quando João disse que ninguém jamais viu a Deus, ele não contestou a possibilidade de pessoas terem testemunhada várias revelações de Deus, como suas aparições a Moisés (Números 12:8) e Isaías (Isaías 6:1–13). A palavra “Deus” é usada sem o artigo, dando ênfase à natureza ou essência de Deus e não só à sua pessoa. Segue-se, então, que ninguém jamais viu a essência de Deus. Deus, sendo Espírito puro, é invisível à visão física.

Nem Abraão, o “amigo de Deus” (Tiago 2.23), nem Moisés, “com quem o Senhor tratava face a face” (Deuteronômio 34.10), puderam ver a glória divina em sua plenitude. Quando Moisés pediu para ver a glória de Deus, este lhe disse: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Exodo 33.20). Em vez disto, foi-lhe dito que ficasse em uma fenda da rocha do Sinai enquanto a glória de Deus passava, e ali, Deus disse, “com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (Exodo 33.22).

 

“O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”

A glória, que nem Moisés pôde ver, agora foi apresentada a homens e mulheres através de Jesus: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9). Alguns textos gregos trazem “Filho unigênito”, enquanto outros têm “Deus unigênito”. Conforme indicado na RA, a evidência textual favorece a tradução “Deus unigênito”, isto é, o único que ocupa um relacionamento especial com o Pai.

A afirmação de que o unigénito está no seio do Pai pode nos lembrar de Lázaro no seio de Abraão, em Lucas 16.22, ou do discípulo amado em sua proximidade a Jesus na última ceia, em João 13.23. Nestas duas passagens a expressão denota um lugar de favor especial, ao lado da pessoa mais importante em um banquete: aqui o significado pode ser o mesmo, mas há também uma indicação do amor e compreensão mútuos a Pai e Filho e da dependência do Filho em relação ao Pai.

Somente alguém que conhece completamente o Pai pode torná-lo totalmente conhecido: “ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11:27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_02.pdf

 

domingo, 18 de janeiro de 2026

Mateus 17:2

Mateus 17:2 “E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.”

 

 “E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol,”

O verbo (metamorphoô) indica uma transformação da forma essencial, procedente do interior. Em Romanos 12:2 e 2 Coríntios 3:18 essa palavra é usada em relação à transformação espiritual que caracteriza os cristãos quando a nova natureza se manifesta neles. Embora para os crentes esta transformação seja uma experiência gradual, a ser completada quando Cristo for visto (2 Coríntios 3:18; 1 João 3:2), no caso de Jesus, a gloriosa forma que geralmente se encontrava velada foi rapidamente exposta.

Michael J. Wilkins descreveu-a como uma transformação física que é uma lembrança da glória de Jesus antes de Sua encarnação (João 1:14; 17:5; Filipenses 2:6–7) e uma exibição prévia de sua exaltação vindoura (2 Pedro 1:16–18; Apocalipse 1:16).

Mateus põe mais claro relevo do que os outros evangelistas a semelhança e o contraste da cena da transfiguração com a do Sinai. Moisés viu a glória do Senhor e “a pele do seu rosto brilhava por ter falado còm ele” (Êxodo 34.29). Na transfiguração, o rosto daquele que é maior do que Moisés brilhou, não com glória refletida, mas com glória não tomada por empréstimo, semelhante aos raios do sol.

As testemunhas foram os três membros do círculo íntimo de Jesus. Anteriormente, só esses três apóstolos presenciaram a ressurreição da filha de Jairo (Lucas 8:41, 42, 51–56). Mais tarde, eles estariam perto do Mestre, na noite de grande angústia no jardim do Getsêmani (26:36–45). Por causa de uma afinidade especial que Jesus tinha por eles, Ele os escolheu para testemunharem Sua glorificação nessa ocasião. Parece-nos o crescimento espiritual destes três mais adiantados que o dos outros. A transfiguração deu a essas testemunhas oculares um antegozo da glória do Rei. Mais altas revelações alcançam os que mais se aproximam de Deus.

 

“... e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.”

Somente Mateus registra que o rosto de Jesus resplandecia como o sol e que as suas vestes se tornaram brancas como a luz. Segundo Lucas, “a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura” (Lucas 9:29). A descrição de Marcos acrescenta que “as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar” (Marcos 9:3).

Essas afirmações sublinham a mudança dramática que ocorreu na aparência do Senhor e revelam a Sua origem celestial (Daniel 7:9; Mateus 28:3; Atos 1:10; Apocalipse 1:16; 4:4; 7:13; 10:1). Wilkins disse que a transfiguração que revelou a Sua “natureza e glória divina como Deus”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_07.pdf

Lucas 1:35

Lucas 1:35 “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

 

“E, respondendo o anjo, disse-lhe:”

Após Maria ter questionado o anjo que lhe falara: “Como será isto, visto que não conheço varão?” Segundo pearlman estas palavras não expressam dúvida. Maria apenas não entende a maneira como se cumprirá a profecia. O anjo então lhe responde. Esse anjo chama-se Gabriel. Gabriel foi o anjo enviado a Daniel, na Babilônia, para explicar ao profeta a visão do carneiro e do bode e anunciar a profecia das 70 semanas (Daniel 8.16-27; 9.21-27).

Depois de um intervalo de vários séculos, ele foi enviado a Jerusalém como arauto para anunciar a Zacarias o nascimento de João Batista (Lucas 1.11-22), e agora a Nazaré para anunciar a Maria o nascimento do Messias. Ele Identifica-se a Zacarias como alguém que vive na presença de Deus: “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas” (Lucas 1:19).

 

“Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra;”

Em contraste com as lendas pagãs da antiguidade relacionadas com reputada descendência de deuses e homens, não houve nenhuma intervenção física. O Espírito Santo, por meio de um ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a Encarnação.

Jesus relacionava-se com o Espírito Santo desde o primeiro momento de sua existência humana. O Espírito Santo veio sobre Maria, e o que dela nasceu tinha o direito de ser chamado santo. Através do nascimento virginal, o Filho de Deus tomou sobre si natureza humana. A união das naturezas divina e humana resultou numa Pessoa, Jesus Cristo: ”E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14).

Altíssimo (superlativo do adjetivo alto) é usado como um título para Deus, destacando a sua supremacia (Genesis 14.18; Salmo 7.17; 9,2; Isaías 14.14). Melquisedeque, o sacerdote de Salém, é identificado como servo de El Elyon (Altíssimo). Na LXX e no Novo Testamento, esse título aparece como a palavra grega hupaistos (Lucas 1.32; Atos 7.48).

O “Altíssimo” a cobriria com sua sombra. Esta expressão sugere grande proximidade. Nós devemos andar muito próximos a um companheiro, se desejamos que a sua sombra caia sobre nós. Podemos imaginar alguma expressão mais perfeita ao descrever a constante presença de Deus com os Seus escolhidos, do que esta — eles “descansarão à Sua sombra"? (Salmo 91).

Na bela alegoria de Salomão, a igreja, em época de especial comunhão com Cristo, diz, a respeito dEle — “desejo muito a Sua sombra e debaixo dela me assento” (Cantares 2.3) — Maria não precisaria temer. Poderia confiar em Deus e habitar no seu esconderijo (esconderijo do Altíssimo) e descansar á sombra do Todo-poderoso (El Shaday).

 

“... por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

Por ser filho do “altíssimo”, nascido de uma virgem, embora homem, Jesus seria santo e Filho de Deus. Na linguagem bíblica, “filho de” significa quem participa da natureza de algo ou alguém. O Filho do Altíssimo participa da natureza de Deus. É verdadeiramente divino. Afinal sua vida vinha de cima (João 8.23), ele é o Homem que veio do céu (1 Coríntios 15.47).

Santo também é um atributo divino e um dos títulos de Deus. Jesus se identifica a igreja de Filadélfia como aquele que é santo. Por possuir a natureza divina, Jesus compartilha da santidade de Deus Pai: “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo,” (Apocalipse 3:7). Aquele que é Santo só poderia ter nascido do Espírito Santo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Lição 4: A Paternidade Divina – 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (1 João 4.14).

 

“E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.”

Os apóstolos foram chamados para serem testemunhas de Cristo: “... e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1:8). Este versículo afirma a autoridade de uma testemunha ocular para esta epístola. No inicio desta epístola João escreveu: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:1-3).

As palavras de 1 João 1.3: “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros", aplicam-se tanto ao evangelho como à carta a que servem de introdução. De fato, como Dorothy Sayers costumava lembrar, “dos quatro evangelhos, o de João é o único que afirma ser o relato direto de uma testemunha ocular” acrescentando: “E qualquer pessoa acostumada a manusear documentos com criatividade percebe que a evidência interna confirma esta afirmação”.

Pedro também anunciou que ele e outros eram “testemunhas oculares de Sua majestade” (2 Pedro 1.16). A palavra traduzida por “testemunhas oculares” só ocorre neste versículo do Novo Testamento. Ele era uma testemunha ocular e não era a única. João estava também presente nessa experiência de Pedro no monte Santo (2 Pedro 1.18), a transfiguração de Jesus. Neste episódio o Pai corroborou a glória de Jesus, identificando-o como o Filho amado em quem se comprazia (2 Pedro 1.17). A transformação que eles viram e a voz que eles ouviram eram prova suficiente para testificar o fato a todos que o ouvissem: “porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (Atos 4:20).

O testemunho humano é acrescentado ao testemunho do Pai que disse aos dícipulos:Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o” (Mateus 17.5b). Sobre esse mesmo fato o Espírito Santo afirma que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o Salvador: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1 João 4:2). O Espírito de Deus nos leva a confessar que Jesus Cristo veio em carne a este mundo, isto é, é assim que um homem confessa a realidade da encarnação.

Jesus é o salvador de todo o mundo. Isso expressa o desejo de Deus que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Timóteo 2.3). Por isso “a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2.11). Segundo os termos neotestamentários, todos os homens são passiveis de redenção, mas isso através da fé e da confissão: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.