segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE DEZEMBRO DE 2025 (Marcos 1:9-11)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

29 DE DEZEMBRO DE 2025
A TRINDADE REVELADA NO BATISMO DE JESUS

Marcos 1:9-11 “E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galileia, foi batizado por João, no Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo.”

 

“E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galileia,”

O jovem carpinteiro de Nazaré tendo já completado trinta anos de idade sentiu um impulso que reconheceu como a voz do que o enviara a Terra “O Pai Celestial”. Deixando de lado as ferramentas, provavelmente disse à sua mãe: “É chegada a minha hora. Preciso tratar dos assuntos de meu Pai”.

A Voz levava-o para junto do Jordão, onde João estava a batizar. A Bíblia não nos informa se João e Jesus se conheciam antes. Provavelmente, levavam vidas separadas: Jesus, em Nazaré; e, João no deserto da Judéia. O relato de Marcos sobre o batismo de Jesus é mais sucinto que o de Mateus e Lucas. Marcos estava mais preocupado com os feitos miraculosos de Jesus do que com os detalhes de Sua vida pessoal.

 “Naqueles dias”, ou seja, algum tempo durante o ministério de João no deserto, Trata-se de uma declaração indefinida, Nazaré foi o lar de Jesus durante trinta anos. Jesus viajou de Nazaré ao local do ministério de João. Foi uma longa viagem. Jesus teve que percorrer quase cem quilômetros para ir ao encontro de João. Deus espera de nós que sejamos sérios em nossa inquirição espiritual, provando isso com nosso esforço em prol do melhoramento espiritual.

 

“... foi batizado por João, no Jordão.”

Este único ato de humilde obediência aos mandamentos de Seu Pai revela muito sobre a mente de Cristo. Mateus 3:15, que diz que Ele escolheu ser batizado para “cumprir toda a justiça”. Davi, por inspiração, disse: “Todos os Teus mandamentos são justiça” (Salmos 119:172b). Jesus demonstrou Seu respeito por João como profeta de Deus submetendo-se a essa imersão.

Considerando que Jesus era o Filho de Deus e não cometera pecados para serem perdoados (Marcos 1:4; Hebreus 4:15), por que Ele foi até João para ser batizado? Jesus foi batizado por João para cumprir a vontade do Pai e para se identificar totalmente conosco. Como representante da humanidade, Ele foi obediente em tudo.

Nosso batismo deve ter um significado semelhante para nós. Quando somos sepultados com Cristo, nos unimos a Ele e nos identificamos com Ele. Saímos das águas para entrar em uma nova vida com Ele: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:3,4).

 

“E, logo que saiu da água, viu os céus abertos,”

Lucas 3:21 registra que, “ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus”. Pode ser que, embora não haja certeza, todos os que foram até João naquele dia para serem batizados já tivessem sido batizados e ido embora. Isso deixou Jesus e João sozinhos nesse importante momento que teve o céu por testemunha.

Quando ele saiu da água os céus se abriam. Céus abertos significam esperança no Antigo Testamento: “Quem dera rasgasses o céu para descer! Diante de ti as montanhas se derreteriam” (Isaías 63 19). No contexto cristão "Céus abertos" é uma expressão que, simboliza a quebra da barreira entre o divino e o humano, manifestando bênçãos, milagres, revelações e a presença de Deus na vida das pessoas. É um sinal de esperança, prosperidade espiritual e a concretização de sonhos, contrastando com "céus fechados" que trazem dificuldades ou distância de Deus.

 

“... e o Espírito, que como pomba descia sobre ele.”

João Batista testificou que ele viu o Espírito descer sobre Jesus: “Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus” (João 1:32-34).

João não sabia que Jesus era o Messias até que viu o Espírito Santo descer sobre Ele. Mais tarde, ele pôde anunciar a todos que Jesus era o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29b). Crendo que João era profeta, o povo naturalmente aceitou suas declarações sobre essa revelação. A partir de então, ficou evidente que o Espírito em Jesus Lhe deu poder ilimitado: “Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida” (João 3.34).

A descida do Espírito sobre Jesus é um dos maiores testemunhos da divindade de Cristo no Novo Testamento. O Espírito Santo desceu sobre Jesus como forma corpórea de uma pomba para que João pudesse identificá-lo como o Messias. O emblema é bastante apropriado, pois a pomba, entre os pássaros, tem a mesma correspondência que o cordeiro em relação aos outros animais. Ela é gentil, tenra e sem malícia. É o símbolo do poder exercido com ternura.

 

“E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo.”

Essa é uma das três declarações de Deus Pai sobre a divindade de Seu Filho (Mateus 17:5; João 12:28). Essas palavras não são citações diretas do Antigo Testamento, porém são remissivas a certos títulos do Cristo. Jesus é o Filho de Deus, o Ungido do Senhor (Salmos 2:7; Atos 13:33; Hebreus 1:5; 5:5).

João Batista ouviu a voz essa voz. Pois visavam também o seu beneficio, confirmando o testemunho que tinha dado a Cristo e fortalecendo-a para o sofrimento futuro. Foi ocasião muito importante para João Batista, para Jesus e para o mundo inteiro.

A voz dos céus era a voz do Pai para o “seu Filho amado”. Em Marcos a frase é “Tu és o meu Filho amado” (Marcos 1.11) praticamente igual a Lucas 3.22: “Tu és meu Filho amado”, em Mateus consta: “Este é o meu Filho amado”. Não significa o mais amado (superlativo), nem o único amado, mas amado em sentido especial, particular. Essa linguagem também é semelhante à descrição de Isaque, o filho amado da promessa, a quem Abraão foi chamado a sacrificar: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas” (Gênesis 22:2).

A frase “em que me comprazo” é igual a Mateus 3.17 em Lucas está escrito: “Em ti me tenho comprazido”. O texto grego não significa “com o qual eu me agrado” (NAA), e sim, “ em quem o meu prazer está” , ou seja, “aquele no qual o meu plano para a salvação da humanidade está centralizado”. A alusão se refere à profecia messiânica de Isaias 42:1: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios” (Isaías 42:1).

A doutrina dos gnósticos diz que Jesus se tornou neste momento Filho de Deus por adoção. Mas isso não goza do apoio das Escrituras. A encarnação do Verbo deu-se no nascimento, e não no batismo: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). 

Todos os três membros da Divindade estiveram presentes na ocasião do batismo de Jesus. Cristo entrou nas águas com João. O Espírito Santo desceu na forma de uma pomba e pairou sobre Jesus. Enquanto tudo isso acontecia, Deus falou dos céus proclamando o Seu prazer no Seu Filho. A presença de todos os três membros da Divindade no batismo de Jesus é um problema insolúvel para todos que negam a Trindade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201912_02.pdf

 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_02.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/mateus-317.html

domingo, 28 de dezembro de 2025

Lição 1: O mistério da Santíssima Trindade – 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO 

Mateus 3.17 “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. 

 

“E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.  

Essa foi a primeira das três declarações de Deus sobre a divindade de Seu Filho (Mateus 17:5; João 12:28). Essas palavras não são citações diretas do Antigo Testamento, porém são remissivas a certos títulos do Cristo. Jesus é o Filho de Deus, o Ungido do Senhor (Salmos 2:7; Atos 13:33; Hebreus 1:5; 5:5).

João Batista ouviu a voz essa voz. Pois visavam também o seu beneficio, confirmando o testemunho que tinha dado a Cristo e fortalecendo-a para o sofrimento futuro. Foi ocasião muito importante para João Batista, para Jesus e para o mundo inteiro.

A voz dos céus era a voz do Pai para o “seu Filho amado”. Em Mateus consta: “Este é o meu Filho amado”, em Marcos a frase é “Tu és o meu Filho amado” (Marcos 1.11) praticamente igual a Lucas 3.22: “Tu és meu Filho amado”. Não significa o mais amado (superlativo), nem o único amado, mas amado em sentido especial, particular. Essa linguagem também é semelhante à descrição de Isaque, o filho amado da promessa, a quem Abraão foi chamado a sacrificar: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas” (Gênesis 22:2).

A frase “em que me comprazo” é igual a Marcos 1.11 em Lucas está escrito: “Em ti me tenho comprazido”. O texto grego não significa “com o qual eu me agrado” (NAA), e sim, “ em quem o meu prazer está” , ou seja, “aquele no qual o meu plano para a salvação da humanidade está centralizado”. A alusão se refere à profecia messiânica de Isaias 42:1: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios” (Isaías 42:1).

A doutrina dos gnósticos diz que Jesus se tornou neste momento Filho de Deus por adoção. Mas isso não goza do apoio das Escrituras. A encarnação do Verbo deu-se no nascimento, e não no batismo: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). 

Todos os três membros da Divindade estiveram presentes na ocasião do batismo de Jesus. Cristo entrou nas águas com João. O Espírito Santo desceu na forma de uma pomba e pairou sobre Jesus. Enquanto tudo isso acontecia, Deus falou dos céus proclamando o Seu prazer no Seu Filho. A presença de todos os três membros da Divindade no batismo de Jesus é um problema insolúvel para todos que negam a Trindade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_02.pdf

sábado, 27 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 27 DE DEZEMBRO DE 2025 (2 Coríntios 7:1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

27 DE DEZEMBRO DE 2025
A SANTIFICAÇÃO PROGRESSIVA

2 Coríntios 7:1 “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.”

 

“Ora, amados, pois que temos tais promessas”

Esta declaração está intimamente relacionada aos trechos do Antigo Testamento citados em 2 Coríntios 6:16-18. Esses trechos refere-se à profecia mencionada em Levitico 26:11-12: “Estabelecerei minha habitação no meio de vós e não vos rejeitarei jamais. Estarei no meio de vós, serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo”. Profecia essa que foram renovadas pelos profetas Jeremias (31.1) e Ezequiel (37.26-28).

Paulo declarou que as promessas de Deus ao Seu povo e a reivindicação do cristão a essas promessas são incompatíveis com a idolatria (6:16). A idolatria geralmente vinha acompanhada de imoralidade.

A exortação paulina misturava palavras amáveis e afetuosas com as exigências de uma vida santa apregoadas pelo evangelho. Os crentes coríntios eram “amados” por Paulo. Porque os amava, ele se recusou a ser condescendente com a atitude deles. Em vez de dar uma ordem direta, o apóstolo incluiu-se na exortação à purificação.

 

“... purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.”

Estas promessas os incentivariam a livrar-se de tudo o que contamina o homem, inclusive atitudes, desejos e hábitos da velha vida e as influências das idéias e cultos pagãos (Romanos 8.12,13; Gálatas 5.16). Praticar idolatria não só desonrava a Deus, mas também contaminava “a carne e o espírito”.

Para os cristãos, livrar-se de “toda impureza, tanto da carne como do espírito” é parar de fazer concessões ao pecado, pois a “pessoa toda” pode ficar adversamente poluída pelas práticas idólatras ou, de modo mais específico, que tanto o corpo da pessoa (exterior) como o espírito (interior) podem degenerar.

Se valorizarmos as promessas seremos capazes de aperfeiçoar-nos em santificação. E isso faremos se verdadeiramente reverenciamos o Deus que disse “Sereis santos, porque eu sou santo” (Lv 11.44) e “Eu sou o Senhor que vos santifico” (Lv 22.32). Santidade ou santificação é o objetivo final da exortação de Paulo: essa purificação aperfeiçoará a nossa santidade no temor de Deus.

O temor de Deus significa o reconhecimento de que Ele é o soberano Senhor e Juiz. Temer a Deus é ver nEle a inspiração para ser santo. O devido temor a Deus é um fator determinante para se ter a vida santa que Deus planejou para os Seus filhos. “Temor”, neste caso, não é um pavor terrível; é uma reverência santa, um senso de dependência e pequenez diante daquele que inspira arrependimento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – Os problemas da igreja e suas soluções.Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202108_01.pdf

 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

João 5:26

João 5:26 “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”

 

“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo,”

Ninguém possui vida inerente em si, além de Deus Pai, que não foi gerado nem criado. Ele é o “Deus vivo” por natureza: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus” (Romanos 14:11).

Os seres humanos, assim como todos os outros seres vivos, não possuem vida em si mesmos; ela provém de Deus, a fonte e sustento de qualquer forma de vida. Dele recebemos a vida: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2:7). Ana em seu cântico confessou essa verdade: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (1 Samuel 2:6).

 

“... assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”

Somente ao Filho, gerado, mas não criado, o Pai deu sua prerrogativa de ter vida em si mesmo: ‘Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (João 1:4).  Na verdade, a investidura do Filho com esta prerrogativa é uma condição necessária para que ele possa exercer as outras prerrogativas de ressuscitar pessoas e executar julgamento, que ele já disse ter: “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer” (João 5.21).

O Pai não transferiu esta vida para o Filho somente quando este iniciou seu ministério na terra, ou quando da encarnação; é um ato eterno, parte integrante do relacionamento especial entre Pai e Filho que já existia “no princípio”. É na ordem eterna que o Pai, como tal, dá ao Filho, por ser Filho, a vida inerente que só o Pai pode possuir e dar; no plano temporal o Filho revela esta vida às pessoas. Por isso, em outras passagens dos escritos de João, o Filho é descrito como a personificação verdadeira da vida eterna a qual estava com o Pai e nos foi manifestada: “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:1,2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Lucas 10:22

Lucas 10:22 “Tudo por meu Pai me foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”

 

“Tudo por meu Pai me foi entregue;”

Este versículo é quase exatamente igual a Mateus 11.27. Cristo, sendo Deus, é igual, em poder e glória, ao Pai; mas como Mediador, Ele recebe o seu poder e a sua glória do Pai; Ele tem todo o julgamento sujeito a si. Ele está autorizado a estabelecer um novo concerto entre Deus e os homens, e a oferecer paz e felicidade ao mundo apóstata, nos termos que Ele julga adequados. Ele foi santificado e selado para ser o único plenipotenciário, para conciliar e estabelecer este grande relacionamento. Para isto, Ele tem “todo o poder no céu e na terra” (cap. 28.18); tem poder sobre toda carne (João 17.2); autoridade para todo o juízo (João 5.22,27).

Isto nos incentiva a ir a Cristo, pois só Ele está designado pelo Pai para nos receber, e nos dar aquilo que precisamos. Aquele que é o Senhor de todas as coisas lhe entregou tudo para que este objetivo seja alcançado. Todos os poderes, todos os tesouros, estão na sua mão. Observe que o Pai entregou todas as suas coisas nas mãos do Senhor Jesus; só temos que entregar as nossas coisas na sua mão, e o trabalho estará feito.

Deus fez de Jesus o grande Juiz, o bendito Arbitro, para estender a sua mão sobre nós; e o que nós devemos fazer é concordar com a referência, é sujeitar-nos à arbitragem do Senhor Jesus, para que esta infeliz controvérsia seja resolvida, e para que possamos receber a sua recompensa.

 

“... e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho,”

“... e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho,”

Jesus declarou que ninguém conhece o Filho, senão o Pai. Obviamente, Ele não está falando em um sentido relativo como, por exemplo, conhecer a Cristo para a salvação, mas sim em um sentido absoluto. Nenhum ser humano pode compreender plenamente o Cristo divino-humano. A união de duas naturezas em uma única Pessoa está além da nossa compreensão. Há profundidades na existência do Senhor que Seus seguidores não podem sondar.  Mas podemos acreditar nela.

E ninguém conhece o Pai, senão o Filho. Igualmente em um sentido absoluto. O pai só é plenamente conhecido pelo Filho. O Filho tinha estado no seio do Pai desde a eternidade; Ele era um membro do conselho de gabinete (João 1.18). Cristo estava com Ele, durante toda a eternidade passada (João 1.1), de modo que ninguém conhece o Pai, senão Ele.

O Pai conhece o Filho, e o Filho conhece o Pai, e ambos com perfeição (uma consciência mútua, podemos dizer, entre o Pai e o Filho). Sempre há enganos entre os homens na conclusão de contratos e no rompimento de medidas adotadas, por causa da sua falta de compreensão entre si. Isso não acontece dentro da Trindade Divina.

 

“... e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”

Jesus afirma que ele é o único que pode revelar Deus aos homens. Pois, Ele é Deus revelado (João 1.18) e nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 2.9). Não podemos conhecer a Deus separadamente de Cristo.  João o expressou isso também de outra maneira quando nos diz que Jesus afirmou: "Quem me vê a mim vê o Pai" (João 14:9). O que diz Jesus é o seguinte: "Se querem ver como é Deus, se querem ver a mente de Deus, o coração de Deus, a natureza de Deus, se querem ver a atitude de Deus para com os homens olhem para Mim".

É através de Jesus, e somente através de Jesus que os homens chegam a conhecer o Pai conforme Ele é. Aqueles que desejarem conhecer a Deus, devem procurar a Jesus Cristo; pois a luz do conhecimento da glória de Deus brilha na face de Cristo (2 Coríntios 4.6). Nós somos impelidos a Cristo por toda a revelação que temos da vontade e do amor de Deus Pai, desde que Adão pecou; não existe uma relação confortável entre um Deus santo e um homem pecador, a não ser por meio de um Mediador (João 14.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/mateus-1127.html
 

Mateus 11.27

ateus 11.27 “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

 

“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai,”

Este versículo é quase exatamente igual a Lucas 10.22. Cristo, sendo Deus, é igual, em poder e glória, ao Pai; mas como Mediador, Ele recebe o seu poder e a sua glória do Pai; Ele tem todo o julgamento sujeito a si. Ele está autorizado a estabelecer um novo concerto entre Deus e os homens, e a oferecer paz e felicidade ao mundo apóstata, nos termos que Ele julga adequados. Ele foi santificado e selado para ser o único plenipotenciário, para conciliar e estabelecer este grande relacionamento. Para isto, Ele tem “todo o poder no céu e na terra” (cap. 28.18); tem poder sobre toda carne (João 17.2); autoridade para todo o juízo (João 5.22,27).

Isto nos incentiva a ir a Cristo, pois só Ele está designado pelo Pai para nos receber, e nos dar aquilo que precisamos. Aquele que é o Senhor de todas as coisas lhe entregou tudo para que este objetivo seja alcançado. Todos os poderes, todos os tesouros, estão na sua mão. Observe que o Pai entregou todas as suas coisas nas mãos do Senhor Jesus; só temos que entregar as nossas coisas na sua mão, e o trabalho estará feito.

Deus fez de Jesus o grande Juiz, o bendito Arbitro, para estender a sua mão sobre nós; e o que nós devemos fazer é concordar com a referência, é sujeitar-nos à arbitragem do Senhor Jesus, para que esta infeliz controvérsia seja resolvida, e para que possamos receber a sua recompensa.

 

“... e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho,”

Jesus declarou que ninguém conhece o Filho, senão o Pai. Obviamente, Ele não está falando em um sentido relativo como, por exemplo, conhecer a Cristo para a salvação, mas sim em um sentido absoluto. Nenhum ser humano pode compreender plenamente o Cristo divino-humano. A união de duas naturezas em uma única Pessoa está além da nossa compreensão. Há profundidades na existência do Senhor que Seus seguidores não podem sondar.  Mas podemos acreditar nela.

E ninguém conhece o Pai, senão o Filho. Igualmente em um sentido absoluto. O pai só é plenamente conhecido pelo Filho. O Filho tinha estado no seio do Pai desde a eternidade; Ele era um membro do conselho de gabinete (João 1.18). Cristo estava com Ele, durante toda a eternidade passada (João 1.1), de modo que ninguém conhece o Pai, senão Ele.

O Pai conhece o Filho, e o Filho conhece o Pai, e ambos com perfeição (uma consciência mútua, podemos dizer, entre o Pai e o Filho),  Sempre há enganos entre os homens na conclusão de contratos e no rompimento de medidas adotadas, por causa da sua falta de compreensão entre si. Isso não acontece dentro da Trindade Divina.

 

“... e aquele a quem o Filho o quiser revelar”

Jesus afirma que ele é o único que pode revelar Deus aos homens. Pois, Ele é Deus revelado (João 1.18) e nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 2.9). Não podemos conhecer a Deus separadamente de Cristo.  João o expressou isso também de outra maneira quando nos diz que Jesus afirmou: "Quem me vê a mim vê o Pai" (João 14:9). O que diz Jesus é o seguinte: "Se querem ver como é Deus, se querem ver a mente de Deus, o coração de Deus, a natureza de Deus, se querem ver a atitude de Deus para com os homens olhem para Mim".

É através de Jesus, e somente através de Jesus que os homens chegam a conhecer o Pai conforme Ele é. Aqueles que desejarem conhecer a Deus, devem procurar a Jesus Cristo; pois a luz do conhecimento da glória de Deus brilha na face de Cristo (2 Coríntios 4.6). Nós somos impelidos a Cristo por toda a revelação que temos da vontade e do amor de Deus Pai, desde que Adão pecou; não existe uma relação confortável entre um Deus santo e um homem pecador, a não ser por meio de um Mediador (João 14.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)