quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Breve Histórico do Natal - Quando e por que ele começou a ser celebrado?

Breve Histórico do Natal - Quando e por que ele começou a ser celebrado?


Os cristãos sempre insistiram na importância do nascimento de Jesus. Mas a atribuição de uma data não existia até o quarto século. O motivo pelo qual o Natal passou a ser enfatizado foi por que havia aqueles que negavam que Jesus tivesse nascido. Essas pessoas, que aparentemente se mostravam particularmente espirituais, pensavam que tudo o que era material era ruim e que apenas o espiritual poderia ser relacionado a Deus. Portanto, eles insistiram que Jesus era um ser puramente espiritual que parecia ter um corpo humano. Foi como uma forma de contrariar essas ideias que o nascimento de Jesus começou a ser celebrado em uma data específica, embora o próprio nascimento sempre tenha sido uma parte essencial da fé cristã. 

Aparentemente, as igrejas orientais – isto é, as de língua grega – celebraram o nascimento de Jesus em 6 de janeiro, enquanto as ocidentais – as de língua latina – o celebraram em 25 de dezembro. Aos poucos, sem grande polêmica, as duas celebrações foram se combinando, de modo que agora celebramos o Natal em 25 de dezembro, mas a festa continua até 6 de janeiro, quando a revelação de Jesus às nações é celebrada na forma dos sábios homens do Oriente, aqueles que, sem razão, alguns chamam de “magos”. Parte do que aconteceu recentemente, com a comercialização do Na tal, é que uma vez que essa data chega, os negócios começam a se concentrar em outros assuntos, e pensa-se que o Natal acabou. 

Mas, tradicionalmente, o Natal não começava até 25 de dezembro e continuava até 6 de janeiro. Em muitos países, o Natal começa na noite de 24 de dezembro, o que eles chamam de “Véspera de Natal”. Isso porque, na antiga tradição judaica dos tempos bíblicos, o dia não começava à meia-noite, mas ao pôr do sol. Então, quando o sol se põe no dia 24, já é 25, o dia do nascimento do Senhor.
Há cristãos que não celebram o Natal porque consideram que essa comemoração tem uma origem pagã. A maioria dos cristãos, entretanto, celebra a data. 

Quanto à origem pagã da festa, a verdade é que ninguém sabe o motivo da sua escolha no dia 25 de dezembro. Não há dúvida de que, naquela data, ou nos dias que a cercavam, se celebravam dias especiais em várias tradições pagãs. Isso não deve nos surpreender, pois é no final de dezembro que em todo o Hemisfério Norte os dias são mais curtos e as noites mais longas. A partir dessa data, os dias começam a se alongar, anunciando a primavera. Pelo menos um elemento no processo que levou os cristãos a escolherem o dia 25 de dezembro para celebrar o nascimento do Senhor foi remover as pessoas das celebrações pagãs tradicionais. Outra razão é que a grande festa dos cristãos, desde o início, era o Domingo de Páscoa, precedido de uma Semana Santa. Visto que essa celebração ocorreu na primavera, era conveniente celebrar o nascimento de Jesus pelo menos vários meses após sua crucificação e ressurreição. 

 

Qual seria a data mais provável do nascimento de Cristo?

Alguns cristãos antigos, procurando explicar por que essa data de 25 de dezembro, ofereceram especulações interessantes. Por exemplo, alguns disseram, com base nos Evangelhos e nos calendários judaicos, que Jesus foi crucificado em 25 de março. Eles então argumentaram que, visto que tudo está em harmonia em Deus, Jesus deve ter sido concebido na mesma data. Nove meses após 25 de março seria 25 de dezembro. Mas tudo isso são especulações posteriores comas quais se esperava justificar a celebração nessa data. Se deixarmos de lado todas as especulações e tradições que fixaram a data do nascimento de Jesus, a verdade é que não há como determinar a data atual desse nascimento. Mas é importante afirmar e reafirmar a realidade do nascimento, de Jesus como a encarnação de Deus, que é o fundamento de toda a fé cristã. 

 


Quão importante é para um cristão celebrar o Natal?

Quanto a celebrar o Natal, tudo depende da forma como ele é celebrado. Torná-lo uma ocasião para meramente aumentar as vendas é representá-lo erroneamente muito mais do que qualquer origem pagã da data escolhida para celebração. O perigo mais sério não é que haja algum vestígio de alguma prática pagã antiga. O perigo mais sério é fazer do nascimento de Jesus uma mera desculpa para ganhar mais dinheiro. Celebramos o nascimento Daquele que se fez pobre por nós e o fazemos como mais um meio de enriquecimento de alguns! Então, se vamos celebrar o Natal, vamos fazer de uma forma que homenageie Aquele que nem mesmo teve onde reclinar a cabeça.


Por, Justo L. González. Teólogo e historiador metodista cubano-americano. Ele é autor de dezenas de livros, dentre eles os seguintes títulos lançados pela CPAD: História da Literatura Cristã Antiga, Mapas para a História Futura da Igreja, Uma Breve História do Domingo e Semana Santa: Origens e Significado. 

Fonte: 

https://mensagemdepazevida.wordpress.com/2022/01/27/a-historia-e-a-importancia-do-natal/

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE DEZEMBRO DE 2025 (1 João 3:3)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

25 DE DEZEMBRO DE 2025
SANTIFICAÇÃO PARA A VINDA DE CRISTO

1 João 3:3 ’E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.”

 

’E qualquer que nele tem esta esperança”

A revelação de que os cristãos, como filhos de Deus, serão semelhantes a ele, quando ele se manifestar (v.2), é descrita como a esperança do cristão. O autor sagrado apega-se à idéia que o segundo advento de Cristo poderia ter lugar durante seu próprio período de Vida, como também esperavam Pedro e Paulo (1 Coríntios 15:51). O trecho de 1 João 2:18: "Filhinhos, esta é a última hora” mostra que o autor sagrado pensava viver na última hora.

A igreja cristã. Em todas as suas gerações, deverá caracterizar-se por essa esperança da vinda de Cristo para breve. Mas, visto que somente Deus sabe em que tempo isso sucederá (Mateus 24.36), todas as gerações, potencialmente, podem ver esse acontecimento. E óbvio, pois, que a espera pela possibilidade da parousia para nossos próprios dias de vida é uma esperança purificadora para todos os remidos.

 

“... purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.”

A gratificação que a promessa dá que somos de fato filhos de Deus e que seremos transformados à imagem de Cristo em sua vinda não deve levar os crentes a uma falsa sensação de tranqüilidade. Se alguém tem a esperança de finalmente ser semelhante a Cristo, deve, então, a si mesmo se purificar… assim como ele (Cristo) é puro.

Sem a purificação (que é a transformação moral), não poderemos ser metafisicamente transformados. Notemos, pois, a extrema importância da santificação. Não podemos fazer a escolha se nos santificaremos ou não. Trata-se de um imperativo absoluto, para que se participe da vida eterna: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12.14).

Somente a santidade pode preparar um crente para aquele evento, pois, de outra maneira, não poderemos ter confiança·, que nos fará ir ao encontro dele corajosamente. Se não tivermos vivido corretamente, cumprindo nossa missão, ficaremos envergonhados quando ele vier para revelar em nós aquilo que seremos: “E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda” (1 João 2:28).

João já acentuou que, desde que Cristo é justo, devemos praticar a justiça, se não quisermos ficar envergonhados em Sua vinda (1 João 2:29). Semelhantemente, desde que Ele é puro, e quando O virmos seremos semelhantes a Ele, temos que assegurar-nos de que o processo de purificação tem-se iniciado agora e começa a purificar-nos. Certo, somente o sangue de Cristo pode limpar-nos da corrupção e da culpa do pecado (1 João 1:7), mas temos um papel a desempenhar na purificação de nós mesmos do poder do pecado: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” ( 2 Coríntios 7:1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_05.pdf

 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Lição 13 - Lições Bíblicas Adultos 4º Trimestre de 2025 - CPAD

Texto Áureo Lição 13: Preparando o corpo, a alma e o espírito para a Ete...

TEXTO ÁUREO 

Filipenses 3.20 “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ” 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE DEZEMBRO DE 2025 (Hebreus 12.14)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

24 DE DEZEMBRO DE 2025
SEM SANTIFICAÇÃO NINGUÉM VERÁ A DEUS

Hebreus 12.14 "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. ” 


"Segui a paz com todos "

O escritor aos hebreus exorta a igreja a seguir a paz com todos, como Paulo também solicita a se possível for enquanto estiver em nós ter paz com todos os homens (Romanos 12:18). Paz é uma das modalidades do Fruto do Espírito. Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança, (Gálatas 5:22) então ela também é procedente do Espírito Santo. Paulo escreve na epístola aos romanos que nós quando justificados pela fé temos paz com Deus. Jesus nos deixou a paz diferente da paz do mundo (João 14:27). Uma paz diferente por quê ela tem o poder de permanecer conosco além das circunstâncias da vida. Nas beatitudes ele chama de filhos de Deus os pacificadores, ou seja, aqueles que exercem a sua paz.


"... e a santificação,  "

Além da paz devemos seguir também a santificação também obra procedente do espírito santo quando justificados. A santificação é uma obra instantânea, progressiva e futura. A santificação que o escritor se refere é a santificação progressiva, que devemos seguir ou manter. Santificação progressiva se refere a manutenção da santificação instantânea quando o Espírito Santo se apossou de nós: "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tessalonicenses, 5:23). Em outras palavras é impossível ser santo sem manter em progressão o fruto do espírito. A primeira epístola de Pedro nos diz que Deus é santo e que nós também devemos ser santos como Ele é (I Pedro 1:15-16). Pedro está citando o texto de Levítico 11:44 que em outro tempo foi recomendado ao povo de Israel. Mas agora no tempos dos gentios Deus espera isso de nós que por sua graça nos tornamos sacerdócio real e nação santa..


"... sem a qual ninguém verá o Senhor. ” 

Santificação não deve ser vista como requisito para a salvação, mas consequência dela, a palavra de Deus nos diz: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor" (Efésios, 1:3-4). A santificação sempre esteve no projeto de Deus para sua igreja de forma que aqueles que são chamados por ele estão predestinados para uma vida santa e irrepreensível, pois a santidade convém a casa de Deus para sempre (Salmo 93:5). Sem santificação negamos a eficácia da nossa salvação: "Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo" (1 Tessalonicenses, 4:7-8).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/2/2021

Fonte:

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro. CPAD, 2021.

 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE DEZEMBRO DE 2025 (1 Pedro 1.15)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE DEZEMBRO DE 2025
CHAMADO DIVINO E SANTIFICAÇÃO EM TODA A MANEIRA DE VIVER 

1 Pedro 1.15 “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; “


“Mas, como é santo aquele que vos chamou, “ 

Dentre os chamados atributos comunicáveis de Deus está a sua Santidade. Deus é absolutamente santo; sua santidade é infinita e inigualável. A santidade de Deus é singular por causa de sua majestade infinita e também em virtude de Ele ser totalmente distinto e separado, em pureza, de suas criaturas. Ele é santo em si mesmo, em sua essência e em sua natureza: “Não há santo como o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus” (1 Samuel 2:2).

O termo "santo" — hb. qãdôsh e gr. hagios — significa "separação" ou "brilho", "brilhante"; é especificamente divino. A etimologia de qãdôsh é ainda incerta; parece ser uma combinação que indica "queimar no fogo", numa referência à oferta queimada, porém a ideia básica é de "separar, retirar do uso comum". Esse é o pensamento do Antigo Testamento: "para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo" (Levítico 10.10).

Nenhum atributo divino é tão solenizado nas Escrituras como esse: “E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória” (Isaías 6:3).


“...sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; “ 

Uma vez que aquele que nos chamou é Santo: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor“ (Efésios 1:4). Todo o nosso procedimento deve resplandecer o caráter de Deus, a santidade daquele que nos chamou do pecado para a salvação. Tornar-se santo inclui ambas as noções sobre santidade: o elemento de separação, em distinção ao profano, e o elemento ético ou moral."

O verbo santificar vem do grego hagiazõ, que significa “separar, purificar, consagrar”. Desse modo, a santificação é a operação do Espírito Santo em manter o salvo separado do pecado (Romanos 12.1,2).  Santificação é o ato de separar-se do pecado e dedicar-se a Deus. Ele exige santidade de seus filhos [...]; pois sem a santificação ninguém verá o Senhor [...] (Hb 12.14).

Esse termo bíblico aponta para o mais alto padrão ético e moral de vida a fim de agradar a Deus. Nesse sentido, a regeneração preordena os crentes para uma vida afastada do pecado e, por conseguinte, a uma conduta ilibada:

Paulo escreve as igrejas para que sejam seus imitadores: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (Efésios 5:1). Devemos nos espelhar naqueles que viver diante de deus sem ter do que se envergonhar: “Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver” (Hebreus 13:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário.

WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo.

BARCLAY, William. Santiago, I y II Pedro.

Lopes, Hernandes Dias. 1 Pedro: com os pés no vale e o coração no. São Paulo: Hagnos, 2012 .

ZIBORDI, Ciro Sanches. Apostila CETADEB -  Teologia Sistemática II. 2010

 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE DEZEMBRO DE 2025 (1 Pedro 1:22)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

22 DE DEZEMBRO DE 2025
A PURIFICAÇÃO DA ALMA

1 Pedro 1:22 “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro;”

 

“Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido;”

Pela terceira vez neste primeiro capítulo, o apostolo Pedro referiu-se à obediência de seus leitores (1:2, 14, 15, 22); pela terceira vez, fica evidente que a obediência e a santificação são partes de um todo.

A tradução ACF dá idéia de uma Purificação em progresso. Todavia todas as outras traduções inclusive a ARA fala de uma purificação já realizada: “Tendo purificado a vossa alma”. Deus os purificou porque Jesus os redimiu, derramando Seu “precioso sangue, como de cordeiro” (1:19). Ainda assim, a decisão de obedecer à verdade do evangelho, crer que Cristo morreu por eles, era o ato efetivo que resulta no perdão dos pecados.

Quando obedecemos à verdade através do Espírito, nascemos de novo e fomos santificados para o reino de Deus. Raymond C. Kelcy comentou o seguinte sobre Pedro: “Ele está retrocedendo ao momento em que seus leitores responderam ao evangelho em obediência submissa, o momento em que concordaram com os requisitos da verdade”.

A palavra que Pedro usou para “amor fraternal” é Filadélfia (3:8). Filadélfia é o amor entre irmãos. Todos os membros da igreja são assim colocados “dentro da família”, sendo irmãos no sentido próprio do termo (vv.5.9,12), afinal Deus é Pai de todos (v.17).

“O amor não fingido, não-hipócrita”, ou seja, sincero implica uma entrega desinteressada; por essa razão, uma pessoa egoísta não pode amar de verdade. O amor de Deus e seu perdão nos libera da possibilidade de nos olhar a nós mesmos e nos motiva a satisfazer as necessidades de outros. Ao sacrificar Cristo sua vida, provou-nos que em realidade nos ama. Agora você pode amar a outros seguindo seu exemplo e entregando-se de um modo altruísta.

 

“... amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro;”

Pedro usa uma segunda palavra para amor: “ágape” que significa amor divino ou sacrificial. O cristão possui amor fraternal, mas precisa demonstrar energia espiritual e amar os outros da mesma forma que Deus o ama. Cabe ao cristão, controlado pelo Espírito, demonstrar amor agape pelos outros, pois até os não-salvos são capazes de mostrar o amor fraternal: “E, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam” (Lucas 6.32).

Por causa do seu amor pela humanidade, Jesus assumiu a forma humana (João 3:16). Há um sentido em que os discípulos de Cristo, seguindo o exemplo do Senhor, devem amar todos os seres humanos (1 João 3:16). O pensamento de Pedro era este: uma vez que vocês obedeceram a uma mensagem que os submeteu a um amor sincero pelos que compartilham a mesma fé e esperança, tornem-se o que Deus os escolheu para serem, e amem-se, de coração, uns aos outros ardentemente. 

Aqui o amor é reforçado ainda por um advérbio de intensidade, ardentemente, acrescentando-se ainda que isso deve acontecer de coração, vindo realmente lá de dentro. O amor dos crentes uns pelos outros deveria ser constante, indissolúvel e expressivo. Tal amor entre irmãos é seguramente um dos marcos mais distintivos da novidade que invade o mundo a partir da encarnação de Jesus Cristo. Segundo o evangelho de João, ele é o sinal que caracteriza os discípulos de Jesus, e pelo qual todos saberão quem eles são: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (João 13.35).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário. São Paulo: Ed. Mundo. Cristão, 1988.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_03.pdf

 

domingo, 21 de dezembro de 2025

Efésios 4:6

Efésios 4:6  “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.”

 

“Um só Deus e Pai de todos,”

A primeira pessoa da Trindade é apresentada aqui sem a preocupação de colocá-la dentro de uma ordem. Deus Pai revela-se uma unidade composta de Pai, Filho e Espírito Santo. Não são três deuses, mas um só Deus em três Pessoas. Na afirmação de que há "um só Deus", vemos todo o absolutismo divino. Deus é absoluto, isto é, Ele é e não permite que outro seja: “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Isaías 45.22).

Deus é Pai, e isto reveste-se de um significado familiar. Sua paternidade relaciona-se com os crentes em Cristo Jesus, os quais se tornaram "filhos de Deus" por adoção (João 1.12; Efésios 1.5). Por meio de Cristo Ele tornou-se o Pai dos cristãos porque todos que estão em Cristo são Seus filhos (Romanos 8:16, 17; Gálatas 3:26, 27).

 

“...o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.”

"o qual é sobre todos", e indica a transcendência e a soberania ou supremacia de Deus. Ele está acima de tudo e de todos. Esta frase implica também o domínio de Deus. Não importa o que as aparências indiquem, Deus tem o controle. Pode haver dilúvios, mas “o SENHOR preside aos dilúvios” (Salmo 29:10). Não há nada que esteja fora do domínio de Deus.

Deus está por todos e em todos. Nesta frase está implícita a providência de Deus. Deus não criou o mundo para abandoná-lo à sua própria sorte, como o homem que pode dar corda a um brinquedo e deixá-lo que ande sozinho; Deus está com tudo seu mundo, guiando, dirigindo, sustentando, mantendo e amando. Em tudo e através de toda a providência de Deus se mostra ativa, eficaz e poderosa. Ele está em todos; esta frase implica a presença de Deus.

Finalmente, o terceiro aspecto se vê quando diz: "está em todos", expressão que fala da habitação do Espírito Santo dentro dos crentes, dinamizando-os com sua presença contínua. Ele está presente entre o Seu povo e jamais Se ausentará. Deus habita em nós e está conosco: O Senhor dos Exércitos está conosco” (Salmo 46.7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201307_04.pdf

BARCLAY, Willian. The Letter to the Ephesians Tradução: Carlos Biagini O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay.

 

Efésios 4:5

Efésios 4:5 “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;”

 

“Um só Senhor,”

Quem é o senhor do corpo senão a cabeça que o comanda? Assim, Cristo é o Senhor da Igreja (1 Coríntios 12.3; 8.6; Filipenses 2.11). Na afirmação de que há "um só Senhor" encontramos a segunda Pessoa da Trindade, que é Jesus Cristo. “Senhor” era um dos títulos favoritos de Paulo para Cristo. Apesar de Deus ser chamado Senhor no Antigo Testamento, no novo Testamento ele manifestou o seu Filho e o fez Senhor de todos: “Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (Atos 2:36).

O título “Senhor” exprimia autoridade, como a de um proprietário de terra, o poder de um senhor sobre o escravo ou o governo de um rei sobre um reino. Sendo o único Senhor, Jesus tem toda a autoridade (Mateus 28:18). Em Efésios 1:22, quando Paulo disse que Jesus é “o cabeça sobre todas as coisas” para a igreja, ele estava se referindo à autoridade de Cristo.

Senhor” também exprime propriedade. Jesus nos possui, pois Ele nos redimiu (1:7) e comprou a igreja com Seu sangue (Atos 20:28). Porque fomos comprados com um preço, já não pertencemos a nós mesmos (1 Coríntios 6:19, 20).

Considerando que o crente vive sob a autoridade de Cristo e pertence a Cristo ele tem o compromisso de obedecer a Ele em todas as coisas. Ele é nosso único Senhor. Quando uma igreja local perde o senhorio de Cristo, certamente outro "senhor" usurpou o lugar dEle. Não se pode servir a dois senhores.

 

“... uma só fé,

“Uma só fé” é uma referência a todo o conjunto de verdades adotadas pelo cristão e uma referência ao cristianismo em si. Esse tipo não é a fé denominacional, mas a fé que produz a vida cristã. É “a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas 3), a fé a que muitos obedeceram (Atos 6:7). Esta fé que Paulo pregou é a que alimenta os crentes (Gálatas 1:23; 1 Timóteo 4:6). É a fé da qual alguns caem, a fé que podemos negar e a fé da qual podemos nos desviar (1 Timóteo 4:1; 5:8; 6:10, 21).

A Bíblia apresenta distintamente vários tipos de fé, como seja: fé para salvação (Romanos 10.9,10; Efésios 2.8); fé como fruto do Espírito (Gálatas 5.22); fé como dom do Espírito (1 Coríntios 12.9); e fé como crença ou aquilo que diz respeito ao que cremos (Gálatas 1.23; 1 Timóteo 3.9; 4.1; 2 Timóteo 6.7). Este último tipo de fé (crença) é o tipo a que se refere o apóstolo Paulo. Existe “uma só fé” porque há um só cristianismo, um só conjunto de verdades para a igreja e uma só revelação de Deus aos seres humanos nos dias atuais.

 

“... um só batismo;”

Quando Paulo fala de "um só batismo", não está anulando os outros batismos dos quais a Bíblia fala e ensina. Os antipentecostais usam a expressão "um só batismo" para combater a doutrina do batismo com o Espírito Santo, mas isto fazem sem nenhum apoio das Escrituras, porque o autor da carta aos Hebreus fala da "doutrina dos batismos" (6.2). O batismo com o Espírito Santo é outro batismo;

Entretanto, entendemos sim, que há um só “batismo de arrependimento”. É esse batismo que Paulo apresenta como requisito para se entrar na comunidade cristã. Desse tipo só pode haver  um. O batismo é o símbolo exterior da obra de regeneração operada pelo Espírito Santo no coração do pecador. Batizar significa mergulhar, e quando alguém recebe Jesus, confessa isso publicamente através do batismo. O batismo que é válido hoje – é uma imersão ou sepultamento em água, segundo Romanos 6:4 e Colossenses 2:12.

O propósito quádruplo desse único batismo é ser salvo (Marcos 16:16; 1 Pedro 3:21), obter perdão dos pecados (Atos 2:38), ser acrescentado à igreja de Jesus Cristo (1 Coríntios 12:13) e estar em Cristo (Romanos 6:3; Gálatas 3:27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201307_04.pdf

Efésios 4:4

MEfésios 4:4 “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;”

 

“Há um só corpo e um só Espírito,”

Há um só corpo  significa o corpo de Cristo, a igreja. Deus fez de Cristo a cabeça da igreja, “a qual é o Seu corpo” (1:22, 23). Ele fez de judeus e gentios “um novo homem” e reconciliou ambos em “um só corpo” consigo por intermédio da cruz (2:15, 16). Os convertidos passam a ser “co-herdeiros, membros do mesmo corpo” (3:6) e Paulo ilustrou que o corpo de Cristo é edificado, à medida que cada membro faz a sua parte (4:12, 16). Também lemos que Cristo é o “Salvador do corpo” (5:23).

O “um Espírito” é o Espírito Santo que tornou conhecido, por revelação, o eterno propósito de Deus (1 Coríntios 2:13; Efésios 3:1–10). O Espírito dá vida ao corpo de Cristo (2 Coríntios 3:6). Assim como o corpo humano é dinamizado pelo espírito humano, o corpo de Cristo é dinamizado pelo Espírito de Cristo. Ele também habita na igreja (1 Coríntios 3:16) e vive no cristão (1 Coríntios 6:19).

Este corpo espiritual, que é a Igreja, é constituído por muitos membros que se movem no corpo de Cristo, e esse movimento é a vida operada pelo Espírito Santo na obra da regeneração (2 Coríntios 5.17). Portanto, só farão parte desse corpo, aqueles que foram regenerados, isto é, que receberam uma nova vida: (Romanos 8.9,11; 1 Coríntios 12.13).

 

“... como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;”

A seguir, lemos: “como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação”. Paulo orou para que os efésios tivessem seus olhos iluminados para “saberem qual é a esperança do seu chamamento”(1.18). Em 4:1 ele insistiu para que “andassem de modo digno da vocação a que foram chamados”. Na primeira passagem, a ênfase estava naquele que chamou, ao passo que na segunda referência estava no chamamento em si. Aqui fala dos indivíduos que são chamados. Fomos chamados pelo evangelho; e quando respondemos da forma correta, tornamo-nos “os chamados”.

Antes estávamos separados de Cristo e sem esperança, porém, quando nos tornamos cristãos, ouvimos o chamado e passamos a ter esperança em Cristo (1:12; 2:12). “Esperança” significa o “desejo por algo bom com a expectativa de obtêlo”.

Temos, assim, a esperança que vem de Deus. Nossa esperança repousa nas promessas divinas. Temos esperança na salvação; esperamos pela ressurreição dos mortos; esperamos em Cristo; vivemos na esperança da vida eterna; esperamos pela segunda vinda de Cristo; esperamos ser como Cristo quando Ele voltar e temos a esperança do céu. Todas essas formas de esperança fazem parte da “esperança da vossa vocação”, a “uma só” esperança.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201307_04.pdf