TEXTO ÁUREO
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
TEXTO ÁUREO LIÇÃO 10: A EXPANSÃO DA IGREJA. Atos 8.4-5
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE SETEMBRO DE 2025 (1 Coríntios 9.16)
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
3 DE SETEMBRO DE 2025
A NECESSIDADE DE PREGAR O EVANGELHO
1 Coríntios 9.16 “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! ”
“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar,”
A pregação do apóstolo não era motivo para ele se gloriar, ou se gabar. Houve um momento em sua vida em que ele achava que ser sábio era se gloriar nas coisas que tinha: “Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível” (Filipenses 3:4-7).
Mas ele considerou todas essas glórias do seu passado como esterco, como lixo, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7,8)
Visto que tudo que conseguimos e somos é o resultado da morte sacrifical de Cristo na cruz, não devemos nos gloriar nelas ou em nós mesmos como se as possuíssemos alguma coisa: Gaiatas 6.14 "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo."
Podemos apenas seguir a ordem formal de Jeremias de nos gloriarmos no Senhor: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor” (Jeremias 9:23,24)
Toda jactância ou vanglória só pode trazer dano à Igreja, mas gloriar-se no Senhor significa que colocamos nossa confiança nele e somente nele.
“... pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! ”
Paulo sente uma compulsão interior (que sem dúvida vinha da comissão que Jesus lhe dera na estrada de Damasco, uma comissão confirmada por Ananias como também pelo Espírito Santo: “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9:15,16).
Ele deve ter se sentido como Amós, quando disse: “Bramiu o leão, quem não temerá? Falou o Senhor JEOVÁ, quem não profetizará?” (Amós 3-8), ou como Jeremias, ao dizer que a palavra de Deus “foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer e não posso mais” (Jeremias 20.9).
Paulo não pretendia pregar o Evangelho quando partiu tomando a estrada de Damasco. Estava apenas satisfazendo um encargo que Jesus lhe tinha entregado (quando Ele o chamou para ser apóstolo aos gentios).
Essa obrigação pesa sobre ele. E essa obrigação deve também pesar sobre todos os que experimentaram o poder do Evangelho em suas vidas.
Paulo pensa em alguma desgraça vindo sobre ele, se não pregar. “Ai de mim” é, normalmente, um grito de dor diante do castigo. Falar de castigo não é algo agradável na sociedade moderna. Todavia, a Bíblia apresenta claramente a verdade da prestação de contas e do castigo de Deus àqueles que são infiéis na obediência aos seus mandamentos.
A natureza do ai não é explicada no contexto imediato. Mas se lembramos das palavras de Deus a Ezequiel fará sentido: “Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão” (Ezequiel 33:8)
A vontade de Deus é a salvação do pecador, por isso o objetivo da mensagem é que o ímpio tenha consciência do perigo em que se encontra, e que se desperte para buscar a Deus e seja salvo: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar” (Isaías 55.7).
Essa parte do discurso revela a responsabilidade do Profeta em se tratando do destinatário original dessa mensagem e a nossa responsabilidade como cristãos que recebemos do Senhor Jesus a incumbência de anunciar o evangelho ao pecador (Mateus 28.18-20; Marcos 16.15-20; Lucas 24.46-49). Não pregar o evangelho é colocar-se na posição de experimentar o castigo de Deus.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
06/12/2023
FONTES:
GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
SOARES, Esequias e Daniele. A justiça divina – A preparação do povo de Deus para os últimos dias no livro do profeta Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.
HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD.
MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983
https://gilvanbarbosa.wordpress.com/2009/07/23/ai-de-mim-se-nao-pregar-o-evangelho/
terça-feira, 2 de setembro de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 2 DE SETEMBRO DE 2025 (Lucas 4:18)
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
2 DE SETEMBRO DE 2025
A SUBLIME MISSÃO DE PREGAR O EVANGELHO
Lucas 4:18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os contritos de coração,”
“O Espírito do Senhor está sobre mim,”
Após ser batizado por João na Judéia, Jesus retornou para a Galiléia (v.14). Chegando em Nazaré foi conforme o seu costume na sinagoga. Na sinagoga Jesus teve oportunidade para ler em voz alta o rolo do profeta Isaías (v.17). Então Jesus leu o texto de Isaías que diz: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do Senhor....” (Isaías 61:1,2a)
O Filho, em si mesmo, não precisava de suporte ou da ajuda do Espírito Santo, mas quando o Verbo se fez carne, ele viveu as limitações que a encarnação lhe proporcionou. Na condição de Servo necessitou e dependeu durante todo o seu ministério da ação do Espírito Santo. Ou seja, ele foi ungido. Pedro pregou essa condição aos da casa de Cornélio: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38).
Todos os dons e graças do Espírito foram outorgados a Ele, não por medida, como a outros profetas, mas sem medida, João 3.34. Ele veio pela virtude do Espírito, v. 14.
“...pois que me ungiu para evangelizar os pobres.”
Jesus veio pregar o evangelho aos pobres. Os pobres sempre foram desfavorecidos nas sociedades humanas e é digno de nota que Lucas relata uma bem-aventurança para os pobres: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lucas 6:20); ao passo que Mateus fala dos “pobres de espírito” (Mateus 5:3). Pregar as boas-novas aos pobres é característica do ministério de Jesus: “Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres anuncia-se o evangelho” (Lucas 7:22). O termo evangelho significa “boas-novas” ou “boas notícias”. Os pobres sempre estavam mais dispostos a ouvir Jesus. As suas necessidades faziam com que eles se voltassem para o Salvador
Os pastores, aos quais vieram os anjos (Lucas 2:7ss.) pertenciam a uma classe pobre. Na realidade até a família do próprio Jesus era pobre, pois a oferta feita na ocasião do nascimento da Criança era a dos pobres (Lucas 2:24; cf. Levitico 12:8). De modo geral, Jesus preocupa-se com os interesses dos pobres: “Quando deres um jantar, ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos” (Lucas 14:12-14).
“Enviou-me a curar os contritos de coração,”
A ERC acrescenta uma expressão em relação ao Messias “curar os quebrantados do coração”. Esse acréscimo provavelmente foi feito para fazer a citação de Lucas conformar-se com a de Isaías 61:1: “enviou-me a restaurar os contritos de coração”. Embora não se encontre nos manuscritos originais do Livro de Lucas, essa era uma obra que o Messias deveria realizar.
Ele é enviado com diligência amorosa e pessoal para “restaurar” os corações daqueles que estão quebrantados. “Coração quebrantado” é uma expressão que implica tristeza profunda que amarga a própria vida. Deus se agrada desses, pois eles confessam do fundo da alma que não merecem o menor olhar da bondade de Deus. Mas Deus agirá em favor deles como Ele mesmo, ou seja, como Deus de amor, misericórdia e bondade, e que são eles em quem Ele põe o coração:
Ele os carregará no colo, nunca os deixará, nem os abandonará. Ainda que esses contritos se considerem muitas vezes perdidos, Deus os salvará: Pois “Ele sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas” (Salmos 147:3).
Um coração quebrantado faz da alma um receptáculo adequado para Deus habitar: “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos” (Isaías 57.15).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/06/2025
FONTES:
GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
GONÇALVES, José. Lucas – O evangelho de Jesus o homem perfeito. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)
SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200704_07.pdf
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 1 DE SETEMBRO DE 2025 (Mateus 28.19)
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
1 DE SETEMBRO DE 2025
RESPONDENDO AO “IDE” DE JESUS
Mateus 28.19 “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.
“Portanto, ide,”
Esse versículo nos orienta de maneira cronológica a maneira que deve ser anunciada a Grande Comissão. Em primeiro lugar deve-se ir onde estão as pessoas sendo longe ou perto. Nosso Senhor fez o mesmo quando desceu do céu (saiu da zona de conforto), não tendo aspiração de ser semelhante a Deus (ignorou seu título, sua glória) e assumiu a forma de servo (fez-se semelhante a nós). E uma vez na nossa forma foi não somente as ovelhas perdidas da Casa de seu Pai: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38).
Cristo foi o enviado do Pai, agora nós que somos conhecidos pelo seu nome somos os enviados dEle: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós“ (João 20:21). Ou seja, devemos nos despojar de todo o nosso orgulho e conquistas, deixar a zona de conforto e nos misturarmos com aqueles que estão nas trevas a fim de os resgatar para a nossa maravilhosa luz: ”E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo “ (Filipenses 3:8).
“... ensinai todas as nações,”
Em segundo lugar deve-se ensinar todas as nações, afinal o nosso alvo é toda a criatura independente de cultura, passado, idade ou aparência. Era previsto na palavra que o Messias seria mestre nessa disciplina: “Bom e reto é o Senhor; por isso ensinará o caminho aos pecadores ” (Salmos 25:8), e de fato o foi, ora de causar espanto: ”porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas" (Mateus 7:29).
Nós igreja do Senhor, somos chamados a realizar as mesmas obras que ele realizou, sobre esse importante ministério o apóstolo Paulo nos exorta: ...”se é ensinar, haja dedicação ao ensino" (Romanos 12:7). Ensinar para tornar nosso ouvinte um novo discípulo de Cristo. Discípulo é aquele que aprende de um mestre. O termo se aplica com frequência nos evangelhos aos seguidores de Jesus (Mateus 5.1; João 2.12).
Disso segue o discipulado, ensino para ser seguidor de Cristo, ou seja, o ensino bíblico básico para o novo convertido desenvolver-se espiritualmente. Trata-se de instruções que abrangem vários aspectos da vida, na área espiritual, emocional e social. O discipulado não é opção, é mandamento divino para a edificação e crescimento espiritual de cada cristão.
Além do discipulado, Ele também ordenou que esses novos discípulos guardem o que aprenderam: “ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28.20). Ou seja, as doutrinas e os pontos doutrinários que Jesus ensinou. O livro de Atos mostra os apóstolos no cumprimento dessa palavra (Atos 2.42; 4.1,2; 5.21,28).
“batizando-as”
Em terceiro lugar “batizando-as”. O batismo é uma ordenança de Cristo. Na língua original do Novo Testamento, o grego, a palavra batismo (baptizō) significa “imergir”, “mergulhar”. Todos os que creem devem ser batizados, porém para isso é necessário ser discípulo e não apenas ouvinte.
Muitos usam o texto do Eunuco etíope para justificar que para se batizar basta somente crer. Analise o texto: “ E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus ” (Atos 8:36,37). Veja porem que o texto possui contexto e nos diz nele que esse eunuco “tinha ido a Jerusalém para adoração” o que quer dizer que era prosélito (Gentio convertido ao judaísmo) e “assentado no seu carro, lia o profeta Isaías” era conhecedor e estudante das doutrinas do judaísmo, ele possuía um rolo do profeta Isaías e estudava durante a viagem. Felipe na oportunidade lhe indicou Cristo e lhe esclareceu que a profecia que o eunuco lia se referia ao seu recente advento. E acontecendo assim, ele pediu para ser batizado.
Ora, o eunuco não era um leigo das escrituras como a maioria dos judeus também não eram. Porém a nós gentios é esclarecido “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo ” (Efésios 2:12). O que quero dizer é que na maioria das vezes muitos de nós somos leigos acerca das coisas de Deus. Por isso é sim necessário o discipulado básico ao menos.
“... em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”
Por último em Mateus 28.19, encontramos a fórmula do batismo na expressão: “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, pois a salvação procede do Pai que a planejou; do Filho, que a consumou; e do Espírito Santo que convence o homem do pecado que o separa de Deus..
A fórmula tríplice do batismo é uma maneira de ressaltar a Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos. Essa doutrina está implícita no Antigo Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus (Gênesis 1.26; 3.22; 11.6, 7; Isaías 6.8).
Apesar da ênfase da doutrina monoteísta como o shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Deuteronômio 6.4) reafirmada pelo Senhor Jesus (Marcos 12.29), o Antigo Testamento mostra que a unidade de Deus não é absoluta. E o Novo Testamento revela de maneira explicita que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13; Efésios 4.4-6; 1 Pedro 1.2).
DEIVY
FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/03/2021
FONTES:
SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.
MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas: os fundamentos da nossa fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.
domingo, 31 de agosto de 2025
Atos 15:30
Atos 15:30 “Tendo eles então se despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta.”
“Tendo eles então se despedido, partiram para Antioquia”
Terminada a Reunião na cidade de Jerusalém Paulo e seu companheiro Barnabé se despediram de todos os anciões e apóstolos presentes. E de Jerusalém partiram com destino a Antioquia da Síria, igreja gentílica que representaram no concílio: “E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo” (Atos 13:1).
Antioquia foi mencionada no cabeçalho da carta como o primeiro destinatário, pois de lá vieram a controvérsia e o pedido de ajuda: “Os apóstolos, e os anciãos e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, e Síria e Cilícia, saúde” (Atos 15:23).
“... e, ajuntando a multidão, entregaram a carta.”
Essa carta era a primeira epístola inspirada de que se tem conhecimento (Atos 15.23-29). Ela continha a decisão do Concílio de Jerusalém que dos gentios não se exigiria nenhuma submissão generalizada à lei judaica, e muito menos ao rito da circuncisão.
Esta reunião da igreja em Antioquia deve tê-los lembrado de uma reunião parecida, realizada algum tempo antes (Atos 14:27). Paulo e Barnabé estavam presentes em ambas as ocasiões. A primeira fora para receber o relatório da primeira viagem missionária, com notícias maravilhosas sobre a conversão dos gentios; agora recebiam a carta de Jerusalém com notícias igualmente maravilhosas: os gentios que haviam crido em Jesus eram aceitos como cristãos, sem a necessidade de se tomarem prosélitos judeus.
Os irmãos de Antioquia ficaram encorajados porque tomaram a decisão de que os gentios não teriam de guardar a Lei; ficaram encorajados porque a controvérsia estava acabada; ficaram encorajados porque as exigências que fizeram não eram difíceis: “E, quando a leram, alegraram-se pela exortação”(Atos 15:31).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/08/2025
FONTES:
GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_05.pdf
Atos 15.28
Atos 15.28 “Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias.”.
“Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”
Este verso faz parte da primeira epístola inspirada de que se tem conhecimento (vv 23-29). É outra prova de que a reunião em Jerusalém foi diferente dos concílios e conferências denominacionais de hoje: tais sessões não podem e não produzem documentos inspirados pelo Espírito Santo.
O argumento de Tiago, irmão do Senhor, recebeu a concordância da assembléia inteira. Vale a pena ressaltar o sentido disto: significa que os judeus extremistas perderam o argumento e concordaram em seguir uma política mais liberal. Parece que aceitaram a sua derrota sem amargura ou ressentimento. O versículo 22 diz que “pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja”.
A não ser quando a questão envolve um princípio espiritual com o qual não podemos ser coniventes, quando a preferência da maioria difere das nossas preferências pessoais, devemos ceder à maioria e tornar a decisão unânime.
“... não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias.”
O Espírito Santo, cuja orientação foi prometida aos apóstolos e outros líderes, já testemunhara ao coração deles que os gentios deviam ser livres do fardo (Mateus 18.20; João 16.13). O Espírito Santo, na sua atuação entre os gentios, já testemunhara que estes foram libertos do jugo da Lei mosaica (Atos 10.44-48).
Os gentios foram isentos da obrigação de observar os costumes judaicos. Este foi um exemplo da autoridade para ligar e desligar (proibir e permitir) prometida a Pedro (Mateus 16.19) e aos também aos demais líderes da Igreja: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu” (Mateus 18:18).
Esta decisão, inspirada pelo Espírito, é colocada em termos do mínimo de exigências a serem impostas sobre a igreja. Quer dizer que se ressalta que nada mais está sendo requerido senão os regulamentos que se seguem; não se exige nenhuma submissão generalizada à lei judaica, e muito menos ao rito da circuncisão que exigiu maior divisão.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/08/2025
FONTES:
GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.
PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_05.pdf
Atos 11:29
Atos 11:29 “E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judeia.”
“E os discípulos determinaram mandar,”
Movido pelo Espírito Santo, o profeta Agabo profetizou um período de grande fome por todo o mundo, a qual sobreveio nos dias do imperador Cláudio, que reinou de 41 a 54 d.C. Esse fato foi amplamente documentado pelos historiadores.
Uma das regiões mais atingidas por essa fome foi a Judéia, especialmente porque, no tempo de Cláudio, todos os judeus foram expulsos de Roma (Atos 18.2) e retornaram à Judéia sem suas casas, suas terras e seus bens. Essa fome atingiu de cheio a igreja de Deus na região da Judéia. A escassez de alimentos na Judéia foi especialmente grave e, de acordo com o historiador judeu Flávio Josefo, muitas pessoas morreram por falta de recursos para comprar a pouca comida que havia disponível.
A resposta dos discípulos de Antioquia foi imediata e abnegada: “Os discípulos, cada um conforme as suas posses resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia”. A profecia encorajou os cristãos em Antioquia a enviar uma coleta em dinheiro para capacitar seus irmãos na Judéia a comprarem estoques de gêneros alimentícios para enfrentar a crise vindoura. Trata-se de um ato de fraternidade cristã, da qual os membros da igreja participaram de acordo com as suas possibilidades.
“... cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judeia.”
Os discípulos de Antioquia ficaram contentes com a oportunidade de retribuir ao que os cristãos judeus em geral e a igreja de Jerusalém em particular haviam feito por eles. Os cristãos judeus haviam lhes levado a melhor mensagem (o evangelho); a igreja de Jerusalém havia lhes enviado seu melhor homem (Barnabé); agora, eles enviariam a melhor contribuição ao seu alcance. Mais tarde, Paulo destacará a importância desse gesto ao escrever: “Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhes são devedores; porque, se os gentios têm sido participantes dos valores espirituais dos judeus, devem também servi-los com bens materiais” (Romanos 15.27).
A fé cristã não abre apenas nosso coração para crer, mas também nosso bolso para contribuir. Recebemos não apenas a graça da salvação, mas também a graça da contribuição. A generosidade não é causa da salvação, mas sua conseqüência.
Duas expressões chamam à atenção no versículo: 1) “Cada um.” Aparentemente, todos os membros da congregação de Antioquia sentiram-se tocados com a situação de seus irmãos. 2) “Conforme as suas posses.” No Antigo Testamento, Deus ordenou uma percentagem. A base do Novo Testamento para determinar a oferta de uma pessoa para a obra do Senhor é “conforme a sua prosperidade” (1 Coríntios 16:2). Nenhum sistema financeiro seria mais proporcional: quem tem mais dá mais; quem tem menos dá menos.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/08/2025
FONTES:
GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_02.pdf
Atos 14:21
Atos 14:21 “E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio e Antioquia,”
“E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos,
A cidade que Paulo e Barnabé anunciou o evangelho chamava-se Derbe. Derbe ficava na região da Licaônia. Juntamente com Icônio, Listra e Antioquia Psídia, Derbe é uma das igrejas “gálatas” para a qual Paulo escreveu a epístola. Paulo foi a Derbe depois de ser apedrejado em Listra: “Sobrevieram, porém, uns judeus de Antioquia e de Icônio que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto. Mas, rodeando-o os discípulos, levantou-se, e entrou na cidade, e no dia seguinte saiu com Barnabé para Derbe” (Atos 14:19,20). Paulo passou por Derbe em sua também em segunda viagem da Cilícia até Listra (Atos 16.1) e provavelmente visitou-a em sua terceira viagem.
Eles “pregaram o evangelho naquela cidade” e também pregaram na “circunvizinhança” (v. 6). Por alguma razão, os judeus de Antioquia e Icônio não seguiram Paulo e Barnabé até Derbe. Talvez por pensarem que Paulo havia morrido. Portanto, puderam trabalhar sem serem maltratados . Deus abençoou os esforços deles, e tiveram uma grande colheita de almas. Não sabemos muito sobre os “muitos discípulos” (v. 21) de Derbe; o único nome registrado é “Gaio, de Derbe”, um dos discípulos e companheiros de Paulo (Atos 20:4). Todavia, depois do tumulto em Antioquia, Icônio e Listra, que prazer deve ter sido pregar as boas novas em paz!
“... voltaram para Listra, e Icônio e Antioquia,”
Como Derbe foi o ponto mais distante de sua primeira viagem, depois de terem terminado o trabalho lá, teria parecido natural eles irem para o leste atravessando aquela passagem (Cilicia) pegando o caminho mais curto de volta à Antioquia da Síria. Em vez disso, “tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia”.
Sim! Listra? Icônio? Antioquia? Paulo foi apedrejado em Listra. Ele e Barnabé mal conseguiram escapar de um apedrejamento em Icônio. Foram postos para fora de Antioquia! Mas, como veremos, tinham uma forte razão para voltar e Deus deu-lhes coragem para voltar àquelas cidades onde foram maltratados! Paulo e Barnabé “voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, exortando-os a permanecer firmes na fé” (vv. 21b, 22a).
Quando Jesus deu a Grande Comissão, Ele disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado...” (Mateus 28:19, 20). No texto original, essa ordem compõe-se de apenas um verbo, que é traduzido por “fazei discípulos”. A seguir vêm três particípios que dizem como “fazer discípulos”: “indo” (traduzido por “ide”), “batizando” e “ensinando”.
Paulo e Barnabé tinham “ido” com o evangelho e haviam “batizado” muitos em Cristo, mas o trabalho não estava terminado. Ainda precisavam voltar (mesmo em face do perigo) para “ensinar” os cristãos recém convertidos a “guardarem tudo” que Cristo ordenara.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/08/2025
FONTES:
GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_02.pdf
Romanos 15:24
Romanos 15:24 “Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de primeiro em parte me satisfazer de vossa companhia.”
“Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós,
Depois de compartilhar com a igreja de Roma a sua visão do ministério apostólico que lhe foi confiado, Paulo olha para o futuro e confia aos romanos seus planos de viagem. Primeiro ele pegará o navio de Corinto para Jerusalém, levando consigo a coleta que vinha organizando há muito tempo. De Jerusalém ele pretende ir à Espanha, e passará em Roma para visitá-los apenas "de passagem”.
Essa visita a Roma seria um "trampolim" para ir à Espanha. Ele planeja visitá-los quando for à Espanha. Essa perspectiva ajuda-o a permanecer firme no propósito de "não edificar sobre alicerce de outro"; ele os visitará apenas de passagem, afinal não foi ele que fundou a igreja de Roma. Não sabemos o nome de quem a fundou, porém é certo que foram os “forasteiros romanos” judeus ou prosélitos que testemunharam o sinal do pentecoste quando estavam em Jerusalém: “E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2:10,11).
Ao mesmo tempo ele acalenta uma segunda esperança: Espero visitá-los... e dar-lhes a oportunidade de me ajudar em minha viagem para lá (para a Espanha), depois de ter desfrutado um pouco da companhia de vocês. O verbo aqui traduzido como ajudar já parece ter-se tornado quase um termo técnico cristão para referir-se a ajudar missionários a caminho. No dicionário o termo grego significa "ajudar alguém em sua jornada com alimento e dinheiro, providenciando-lhe companhia, meio de transporte, etc." Paulo tinha confiança nos romanos.
A base de operações de Paulo era a Antioquia da Síria (Atos 13:1–3; 14:26–28), mas a Espanha e outros países do mundo mediterrâneo ocidental ficavam muito distantes de Antioquia. A maioria dos comentaristas acredita que Paulo pretendia fazer de Roma sua base de operações para levar o evangelho para o oeste.
Os espanhóis estavam entre os homens mais influentes do Império Romano. A Espanha era uma região importante para o evangelho e poderia ser também futuramente outra base de lançamento para a evangelização ao extremo oeste à medida que o império se expandisse. Merrill C. Tenney escreveu que Paulo “perseguiu uma campanha de evangelismo missionário própria de um estadista. Seus planos de viajar para Roma e Espanha mostravam que ele queria equiparar as conquistas imperiais à fé imperial”.
“... depois de primeiro em parte me satisfazer de vossa companhia.”
Paulo havia recebido uma revelação. Deus o enviaria a Roma: “E na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma” (Atos 23:11). Quando escreveu a eles de Corinto demonstrou o seu desejo de ir lá: “Pedindo sempre em minhas orações que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco” (Romanos 1:10), e conforme este verso fez até planos de ir. Quando esteve em Éfeso, ele disse: “...importa-me ver também Roma” (Atos 19:21).
Porém, as coisas não aconteceram conforme ele havia planejado. Ele foi preso em Jerusalém e posteriormente em Cesaréia. Mas Deus o levou a Roma de outra maneira: “E, como se determinou que havíamos de navegar para a Itália, entregaram Paulo, e alguns outros presos, a um centurião por nome Júlio, da coorte augusta” (Atos 27:1). Enfim chegou a capital do império e cumpriu prisão domiciliar: “E, logo que chegamos a Roma, o centurião entregou os presos ao capitào da guarda; mas a Paulo se lhe permitiu morar por sua conta à parte, com o soldado que o guardava”.
Estando já em Roma alguns da igreja em Roma o foram receber e Paulo enfim pode por dois anos desfrutar da companhia deles: “E de lá, ouvindo os irmãos novas de nós, nos saíram ao encontro à Praça de Ápio e às Três Vendas, e Paulo, vendo-os, deu graças a Deus e tomou ânimo” (Atos 28:15).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/08/2025
FONTES:
GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.
MERRILL C. Tenney, O Novo Testamento, Sua Origem e Análise. São Paulo: Edições Vida Nova, 1972
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200906_01.pdf


