terça-feira, 29 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE JULHO DE 2025 (Romanos 5.5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
29 DE JULHO DE 2025
O AMOR DE DEUS DERRAMADO NOS CORAÇÕES

Romanos  5.5 “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

 

“E a esperança não traz confusão,”

A NVI e a KJA dizem: “não nos decepciona”; a AS21 (Almeida Século 21) também usa termo semelhante: “não causa decepção”. “Decepciona” vem de uma palavra grega que significa “envergonhar” que possui  a mesma raiz que a palavra traduzida por “não me envergonho” em Romanos 1:16: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”.

Nossa esperança jamais nos deixará desconcertados; nunca nos desapontará. É desconcertante quando dizemos aos outros que esperamos e ansiamos conseguir uma coisa e depois não conseguimos, mas a esperança de Romanos 5 não é assim. O que Deus prometeu acontecerá. Nessa esperança descansou Sara, mulher de Abraão: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido” (Hebreus 11:11). Nossa esperança no Senhor não nos decepciona porque o Senhor não nos decepcionará.

 

“... porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

A esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração. Esta é a primeira menção do amor de Deus em Romanos. A carta de Paulo falou sobre tudo que Deus generosamente fez por nós, mas agora ela revela por que Deus fez tudo isso: porque Ele nos ama.

A palavra para “amor” aqui é agape: o amor incondicional, o amor que procura o melhor para o objeto amado. Esse amor foi “derramado em nosso coração”. Quando ele diz que o amor de Deus está  “Derramado”, ele enfatiza que Deus não é mesquinho com o Seu amor. Paulo usou “a metáfora vívida de uma carga d’água sobre um campo ressecado”. Hugo McCord faz um comentário bem-humorado a respeito: “Quando Deus derramou o Seu amor, Ele usou um balde enorme!”.

Esse amor “foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado”. O Espírito Santo foi mencionado antes e rapidamente na carta (1:4; 2:29), mas esta é a primeira referência à obra do Espírito nas vidas dos cristãos. O Espírito entra na vida de uma pessoa quando ela é justificada, quando se converte a Cristo. “O Espírito Santo... é outorgado [dado] a todos os crentes — na hora de sua regeneração”, e confirmado publicamente no ato do batismo: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200812_01.pdf

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Atos 12.5

    

Atos 12.5 “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”

 

“Pedro, pois, era guardado na prisão;”

O rei Agripa I sentiu-se popular devido ao seu suposto zelo pela religião israelita quando executou Tiago, irmão de João. Encorajado por esta popularidade, resolveu executar o apóstolo mais destacado: Pedro: “E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos asmos. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa”.

Pedro foi guardado por 16 soldados que se revezavam em grupos de quatro, durante as quatro vigílias da noite. As precauções exageradas foram tomadas devido a Pedro já ter escapado da prisão em outra ocasião: “Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora” (Atos 5.19).

 

“... mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”

A igreja ficou abalada pela natureza repentina, ativa e vigorosa desta nova perseguição. Humanamente falando, nada podia fazer. Os membros se sentiam indefesos e sem saída. Perderam Tiago, e Pedro aguardava execução. Não sabiam qual seria o próximo golpe contra eles. Os cristãos não viam solução.

Contudo, os cristãos tinham o recurso dos que não podem ajudar a si mesmos: a oração. “Mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”. O recurso da oração sempre está disponível. As vezes é a última possibilidade, mas é a melhor. E lamentável que muitos, em situações difíceis, reservem a oração como último recurso. Depois de tentarem todas as demais saídas.

A oração era “contínua". O texto não declara se todos oravam durante todo o tempo. Ou se organizaram uma “corrente de oração”, em que as pessoas entravam e saiam cedendo lugar a outras. Certamente havia um culto contínuo de oração. Quando Jesus contou ao seus discípulos a parábola do juiz íniquio estava ensinado-os sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer (Lucas 18:1-8). A igreja intercedia continuamente pela soltura dele, mas sabia como se devia orar ao seu Senhor:“Contudo, não se faça a nossa vontade, e, sim, a Tua” (Lucas 22:42).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Atos 16.25

    

Atos 16.25 “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

 

“E, perto da meia-noite,”

Não havia sono para os missionários naquela noite, por causa da dor, e da sua posição desconfortável. Eles haviam levados muitos açoites (v.23). E o carcereiro que recebeu ordens para “guardar [Paulo e Silas] com toda a segurança” se mostrou muito zeloso “lhes prendeu os pés no tronco” (v. 24b). A vítima ficava sentada no chão, suas pernas eram afastadas ao máximo uma da outra, a seguir, os pés eram presos no tronco. O tronco nos pés não era só um aparato para constranger; era também um instrumento de tortura. O que quer que o carcereiro tenha aprendido no exército não incluía bondade.

Paulo e Silas sentaram-se na escuridão opressiva; com os pés presos, começaram a sentir cãibras nas pernas, incapazes sequer de inclinar-se para trás por causa dos cortes profundos e sangrentos nas costas (v. 33). No meio do seu sofrimento, no entanto, revelaram a sua confiança em Deus, bem como a sua alegria nEle, enquanto oravam e cantavam louvores a Deus.

 

“Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

Estes dois pregadores estavam na prisão, mas a prisão não estava neles! Não oravam apenas, o que seria natural com as costas ensangüentadas: “Está aflito alguém entre vós? Ore”, mas também cantavam louvores a Deus! “Está alguém alegre? cante louvores(Tiago 5.13). A fé cristã revela sua nobreza de caráter quando triunfa sobre as circunstâncias. E as pessoas se regozijam numa situação que provocaria gemidos nos menos espirituais. Estes homens estavam servindo ao Deus “que dá salmos entre a noite” (Jó 35.10; Atos 5.40,41).

É bem possível que estivessem num estado de enlevo espiritual que os fez insensíveis aos sofrimentos.  Os relatos da Igreja Primitiva descrevem mártires tão conscientes da presença de Cristo que parecem insensíveis às torturas. Vemos isso na execução do primeiro mártir Estêvão, em Atos 7.55,56.

Lucas observou que os outros prisioneiros “escutavam” (v. 25b). Os demais prisioneiros, sem dúvida, costumavam ouvir gritos e xingamentos do cárcere interno, mas louvores, orações e cânticos se constituíam em novidade para eles!

Marshal em seu comentário escreveu que temos aqui um retrato concreto de “gloriar-se no meio da tribulação” (Romanos 5:3; Tiago 1:2) um ideal cristão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_01.pdf

Atos 4:13

    

Atos 4:13 “Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos, maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.”

 

“Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos,”

Pedro e João foram detidos a tarde pelo capitão do templo que atuou em nome dos sacerdotes saduceus após serem usados para curar o coxo da porta formosa. No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas para ouvirem Pedro e João e perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto? (v.7).

Pedro cheio do Espírito Santo lhes respondeu: “Principais do povo, e vós, anciãos de Israel” (v.8) [... ] “Seja conhecido de vós todos [... ] que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:10-12).

Após se surpreenderem com a coragem que aqueles homens lhes falaram, sendo eles autoridades. Se surpreenderem ainda mais, quando descobriram que eram “sem letras e indoutos”.  “Iletrados e incultos” significava que os apóstolos não tinham recebido o ensino formal (especificamente, o treinamento de um rabino) e não ocupavam posições formais . Nos círculos religiosos reconhecidos, Pedro e João não eram ninguém! Como podiam falar com tal autoridade e convicção? Como podiam deixar setenta e um homens instruídos sem ter o que dizer?

 

“... maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.”

Após se maravilharem eles reconheceram que aqueles homens haviam estado com Jesus. Essas palavras não significam que anteriormente eles não sabiam quem eram Pedro e João, nem sugerem que o Sinédrio estava reconhecendo pela primeira vez que esses homens tinham sido discípulos de Jesus.

O que houve foi que, de repente, o Sinédrio reconheceu como Pedro e João podiam falar com aquela intrepidez e convicção. Os dois homens puderam falar daquela forma porque “haviam estado com Jesus”! O Sinédrio viu “o que a convivência com Jesus havia feito neles!” (v. 13; Bíblia Viva). Memórias dolorosas devem ter vindo à tona, quando os membros do Sinédrio recordaram as batalhas verbais com Jesus no passado. Jesus também não tivera um treinamento formal (João 7:15); apesar disso, toda vez que eles travavam uma batalha teológica com Ele, saíam perdendo.

Quando Satanás nos dificulta as coisas, fica logo evidente se “estivemos ou não com Jesus”. Se todos os nossos pensamentos são egocêntricos, não absorvemos o Espírito dEle. Se o medo domina nossas mentes, não aprendemos o que Ele quis dizer com: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim” (João 14:1, 2). Quando estamos cientes de que o Espírito de Deus está conosco 11 , e se estamos comprometidos com Jesus como os apóstolos estavam, então, nós também podemos resistir ao diabo com coragem e confiança (Tiago 4:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_04.pdf

João 16.33

    

João 16.33 “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”

 

“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz;”

Se os ensinos de Jesus no capítulo 16 pudessem ser resumidos num único tema central, seria essa mensagem. Jesus começou a comunicar suas últimas palavras aos doze usando pela última vez a frase: “Tenho-vos dito isto”.  Essa frase poderia se referir somente à declaração anterior sobre a dispersão dos discípulos após a prisão de Jesus. No entanto, é mais provável que essa frase se refira a todo o discurso.

Todas as advertências, todas as predições, todas as promessas foram com o propósito de dar aos discípulos paz no momento mais tumultuoso de suas vidas!  Jesus nunca prometeu a Seus discípulos que suas vidas seriam isentas de dificuldades, mas Ele prometeu a eles a paz de Deus, mesmo em meio às dificuldades.

As palavras “em mim” lembram a alegoria da videira e dos ramos, em que Jesus salientou a importância de permanecermos nele (João 15:5–7). Aqueles que permanecem em Jesus, relacionando-se intimamente com ele, podem ter “paz” (Gr. eirēnē). E podem “continuar tendo paz”. A “paz” que o discípulo tem ao permanecer em Jesus é vivenciada mais internamente do que externamente. É uma paz de espírito e tranqüilidade de alma que só o crente pode desfrutar. É “a paz de Deus, que excede todo entendimento” e que “guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7).

 

“... no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”

A paz que abençoou a vida dos discípulos não os isentou de provações e tribulações; pelo contrário, Jesus disse: No mundo passais por aflições (thlipsis), referindo-se ao inevitável sofrimento que eles viriam a suportar no futuro. Em todo o Novo Testamento, a palavra thlipsis se refere aos sofrimentos dos primeiros cristãos (Atos 14:22; 20:23;1 Tessalonicenses 3:2–4). Mas eles devem ter bom ânimo.

Afinal o mundo que infligiu tribulação a Cristo é o mesmo inimigo dos seus discípulos (João 15.18-25). O mundo, assim como Satanás, é um inimigo derrotado; a cruz que o Senhor em espírito já abraçou marcou seu triunfo e a queda do mundo. Embora a crucificação só viesse a acontecer literalmente no dia seguinte, Jesus expressou aos discípulos a plena certeza de que tudo estava acontecendo conforme o planejado, e que eles seriam abençoados pelos acontecimentos que brevemente ocorreriam.

Seu povo participa do seu triunfo e da sua paz. Em 1 João 5.4s., afirma-se que “a vitória que vence o mundo é a nossa fé” - a fé “que crê ser Jesus o Filho de Deus". É esta fé que une seu povo a ele, de modo que a vitória dele passa a ser também a vitória de seu povo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200408_03.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_03.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Provérbios 23.23

    

Provérbios  23.23 “Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento. ”

 

“Compra a verdade, e não a vendas;  e também a sabedoria, a instrução e o entendimento. ”

Esse provérbio é um chamado à busca constante pela verdade, sabedoria, instrução e entendimento, destacando a importância de valorizar os bens espirituais acima dos materiais e de nunca comprometê-los por ganhos momentâneos. 

A verdade é algo que devemos valorizar, pois ela nos ajuda a viver uma vida honesta e significativa. Ela refere-se aos princípios morais e espirituais que norteiam a vida. É a base para uma existência significativa e alinhada com a vontade de Deus: “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (2 Coríntios 13:8).

A sabedoria também é fundamental para nós. Ela é a capacidade de aplicar a instrução de forma sábia e prudente, discernindo o certo do errado e tomando decisões acertadas. A sabedoria é vista como um dom divino, mas também requer esforço para ser cultivada. É preciso sabedoria para fazer escolhas sábias, ao invés de escolhas impulsivas; é preciso sabedoria para nos aproximar mais de Deus: "Quão melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro!” (Provérbios 16.16).

A instrução é o processo de aprendizado e educação, seja formal ou informal. Inclui ouvir conselhos, aceitar correções e buscar conhecimento em diversas fontes.  Ela também nos ensina a ter humildade e compaixão por nós mesmos e pelos outros. A instrução nos ajuda a desenvolver nossas habilidades de pensamento crítico e a nos tornarmos mais conscientes: “E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui” (Gálatas 6:6).

O entendimento ou discernimento é a capacidade de compreender profundamente as coisas, ir além da superfície e apreender o significado e a importância de cada aspecto da vida. O entendimento é essencial para a aplicação sábia da verdade e da instrução. O discernimento nos ajuda a julgar as pessoas corretamente e a fazer as melhores escolhas possíveis: “emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento” (Provérbios 4:7).

Estas são qualidades que nos ajudam a viver uma vida honesta, significativa e responsável. Elas nos dão o que precisamos para nos tornarmos pessoas de bem e para nos aproximarmos mais de Deus.

O escritor usa aqui uma metáfora comercial. Devemos comprar essas coisas, isto é, devemos estar dispostos a nos separar de qualquer coisa por elas. E mais, as riquezas devem ser empregadas para obtê-las. Devemos pagar por elas qualquer preço; por mais elevado que seja o custo, não nos arrependeremos da negociação. Derek Bok, ex-presidente da universidade de Havard uma vez disse: “Se você acha que conhecimento custa caro, experimente a ignorância".

 

Essas coisas são uma pérola de tal preço, que devemos estar dispostos a nos separar de tudo, para comprá-la. Podemos perder todas as coisas como, por exemplo, as nossas propriedades, o nosso comércio, e a nossa primazia; porém jamais poderemos perder a fé e a boa consciência.

A verdade lhe custará amigos, pois a maioria prefere mentiras, superstições e tradição (Provérbios 13:20). A sabedoria lhe custará tranqüilidade, pois somente os insensatos acreditam e fazem qualquer coisa que desejam. A instrução lhe custará o orgulho, pois você terá que aceitar a correção de outros. E o entendimento custará a sua paz, pois você conhecerá a insanidade do mundo (Eclesiastes 1:18).

Depois de adquiridas essas coisas não devemos jamais vendê-las nem por prazeres, honras, riquezas, ou quaisquer coisas deste mundo. Salomão diz para você não dar nenhuma delas seja qual for a quantia: “É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm” (Provérbios 3:18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://www.versiculos.com.br/blog/proverbios/explicacao-e-estudo-proverbios-23-23/

https://folhanobre.com.br/2016/11/23/proverbios-2323-compra-a-verdade-e-nao-a-vendas-sim-a-sabedoria-e-a-disciplina-e-a-prudencia/39567/

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE JULHO DE 2025 (João 13:34)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE JULHO DE 2025
O AMOR COMO MANDAMENTO DIVINO

João 13:34 “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.”

 

“Um novo mandamento vos dou:”

Essas palavras de Jesus foram ditas na mesma noite em que seus discípulos se puseram a disputar entre si um lugar de proeminência. Depois de anunciar que partiria em breve, Jesus se certificou de que seus discípulos sabiam o que ele esperava deles quando se ausentasse. Então, Jesus deu-lhes um novo mandamento.

Somente aqui no Evangelho de João Jesus usou claramente a palavra “novo”. O mandamento para amar não era inteiramente novo, mas, de fato, antigo: “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor” (Levítico 19:18).

Por que, então, Jesus disse que ele estava dando um “novo” mandamento? Woods sugeriu três sentidos em que o mandamento de Jesus era novo. 1) O mandamento era novo no sentido de que “incluir todos os seres humanos – bons e maus – nossos inimigos, bem como nossos amigos”. 2) Também era novo porque “o amor que Jesus difere do amor que a lei ordenava”. 3) Além disso, era novo porque nosso amor tem uma motivação diferente; “devemos imitá-lo tanto quanto possível” por causa do amor que Jesus manifestou por nós.

Embora haja muito a ser dito em favor desses três aspectos, eles não parecem captar a essência exata do mandamento de Jesus. O mandamento é apresentado como “novo” porque Jesus com seu ensino e ainda mais com seu exemplo lhe deu uma nova profundidade de significado. Quando o mandamento é retomado e repetido por João em 1 João 2.7,8, ele não é “mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual desde o princípio tivestes”.

 

“Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.”

Os discípulos que há pouco disputavam entre eles qual seria o maior deviam se amar uns aos outros segundo o amor que Jesus tinha por eles – assim como eu vos amei. Jesus “amou os seus que estavam no mundo” e “amou-os até ao fim” (João 13:1). Jesus demonstrou constantemente o seu amor pelos discípulos em teoria e na prática. É evidente que Jesus queria que eles entendessem a importância desse mandamento, pois ele o repetiu mais duas vezes em suas últimas instruções: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15:12);  Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros” (João 15:17).

O preceito de Jesus impactou fortemente João. Em seu Evangelho, ele usou palavras traduzidas por “amor” muitas vezes e com orgulho se identificava como “o discípulo a quem [Jesus] amava” (João 13:23). Além disso, João continuou a enfatizar o tema do amor em 1 João (1 João 3:11, 18, 23; 4:7, 8, 11, 12).

Muitos estudiosos chamam a atenção para uma história preservada por Jerônimo, segundo a qual, na velhice, João nunca deixava de repetir: “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”. João nunca se esqueceu da admoestação do seu Senhor.Esse é padrão do amor que os cristãos devem ter uns pelos outros é o daquele que o Senhor derramou em abundância sobre eles.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_02.pdf

 

domingo, 27 de julho de 2025

LIÇÃO 5: UMA IGREJA CHEIA DE AMOR - 3 TRIMESTRE DE 2025.

TEXTO ÁUREO

 “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.” (Atos 4.32).

 

“E era um o coração e a alma da multidão dos que criam,”

Lucas acabara de relatar que, em resposta às suas orações, os cristãos ficaram novamente "cheios do Espírito Santo" (v. 31). O resultado imediato foi que com intrepidez "anunciavam a palavra de Deus". Desse modo, ignoraram a proibição do Sinédrio, sendo o seu testemunho caracterizado por intrepidez e poder. Lucas, agora mostra que a plenitude do Espírito se manifesta tanto nos atos como nas palavras, tanto no serviço como no testemunho, tanto no amor pela família como na proclamação ao mundo.

A multidão dos que creram, começa ele em 4:32 como em 2:44, formava um grupo muito unido. Eles estavam juntos (2:44) quando se dedicavam à comunhão (2:42) e tinham um só coração e alma (4:32). Essa era a solidariedade de amor fundamental que os crentes gozavam, e a comunhão econômica era apenas uma expressão da união de seus corações e almas.

Esse ideal moveu Paulo a escrever aos gentios de Corinto e Filipos para que agissem como a igreja de Jerusalém: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10);  Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa” (Filipenses 2.2).

 

“... e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.”

Os crentes, movidos por amor cristão, vendiam seus imóveis espontaneamente. Faziam isto para distribuírem a importância apurada conforme a necessidade de cada um. Eles "tinham tudo em com um"; ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía.

Deus prometera a Israel: “para que entre ti não haja pobre”, mas havia uma condição: “se apenas... cuidares em cumprir todos estes mandamentos que hoje te ordeno” (Deuteronômio 15:4, 5). Israel fracassou em cumprir a exigência, então o povo deixou de receber a promessa. Finalmente, na Israel espiritual, o povo de Deus dedicou-se em fazer a Sua vontade. Por isso lemos as maravilhosas palavras: “nenhum necessitado havia entre eles” ! Essa condição ideal tem sido o objetivo de inúmeras sociedades há anos. Onde existe pobreza, o mundo invariavelmente diz: “Precisamos é de mais programas de governo”. Lucas sugeriria: “Precisamos é ter mais o espírito de Cristo!”

A luz da afirmação posterior de Pedro a Ananias de que a sua propriedade lhe pertencia (Lucas 5:4), não podemos atribuir a essas palavras o sentido de que os crentes tivessem literalmente renunciado à propriedade privada, para o bem comum. Ou seja, não podemos dizer que a igreja de Jerusalém , por ser cheia do Espírito, apresenta um modelo obrigatório — um tipo de "comunismo" cristão primitivo — o qual Deus deseja que todas as comunidades cheias do Espírito copiem.

Adolf Pohl diz que aqui não se ensaiava um novo modelo social nem se definia um novo “conceito de propriedade”. William Barclay é claro nesse ponto: “A sociedade chega a ser verdadeiramente cristã não quando a lei nos obriga a repartir, mas quando o coração nos move a fazê-lo”.

Talvez a frase mais importante seja que ninguém considerava suas as propriedades. Embora de fato e de direito continuassem possuindo seus próprios bens, no coração e na alma cultivavam uma atitude tão radical que consideravam que suas posses estavam à disposição para ajudar os irmãos necessitados.

Tendo retratado a solidariedade de amor gozada pela igreja de Jerusalém, Lucas fornece ao leitor posteriormente dois exemplos contrastantes: Barnabé, cuja generosidade e sinceridade cumpriu o ideal narrado (4:36­ 37); e Ananias e Safira, cuja ganância e hipocrisia o contradisseram (5:1.).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

POHL, Adolf. Atos dos Apóstolos. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2002.

BARCLAY, William. Hechos de los Apóstoles. Editorial. Editorial CLIE, 1974.

PEARLMAN, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

sábado, 26 de julho de 2025

Apocalipse 22:15

    

Apocalipse 22:15 “Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os fornicadores, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete mentira. “

 

“Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, ”

Os que amam a Deus e obedecem aos seus mandamentos terão permissão para entrarem na cidade santa (v.14). Aqui, todavia nos revela o destino dos "que ficarem de fora".  Eles serão lançados no lago de fogo.

Os cães (gr. kunes). Cães, na Bíblia, não eram animais de estimação. Eram animais imundos e desprezados, usados várias vezes para representar pecadores e a sujeira do seu erro (Salmo 22:16; Mateus 7:6). Este termo é metafórico e diz respeito à impureza moral e espiritual (2 Coríntios 7.1). Os judeus usavam o termo para se referir aos gentios, sob a idéia de impureza cerimonial. Entre os gregos, era um epíteto de impudência. O apóstolo Paulo empregou o vocábulo "cães" em relação aos maus obreiros, que pervertiam a sã doutrina, dispersavam e exploravam as ovelhas do Senhor Jesus : “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão” (Filipenses 3.2).

Os feiticeiros (gr. pharmakois). Este termo também é vasto em sua aplicação. Pode envolver o manuseio de drogas e poções, embora o seu sentido primário esteja associado a práticas como feitiços, encantos, necromancia, espiritualismo, uso de rituais mágicos, bruxaria, evocação de espíritos, emprego de diversas formas de adivinhação, uso de amuletos e talismãs, etc. Os “feiticeiros”são dados à magia negra. Essa palavra foi empregada a respeito dos encantadores egípcios Janes e Jambres - que resistiram a Moisés na corte de Faraó (Êxodo 7.11 e 2 Timóteo 3.8).

 

“... e os fornicadores, e os homicidas, e os idólatras, “

Os fornicadores (gr. pornois). O termo possui significação vasta e aplicação abrangente. Pode se referir tanto à venda do corpo quanto a qualquer tipo de relação sexual ilícita. Deus criou o sexo e estabeleceu leis imutáveis. Na Bíblia, temos esses preceitos em vários textos como em Mateus 5:32, 15:19, 19:9 (relações ilícitas); 1 Corintios 5:1 (fornicação); 6:18; 7:2 (impureza); Apocalipse 17:2 (devassidão). Abarca todo tipo de pecado sexual: adultério, sodomia, pedofilia, etc. As Escrituras Sagradas hoje nos advertem: "Que vos abstenhais da prostituição" ( Tessalonicenses 4.3).

Os homicidas (gr. Phoneus). O termo significa "homicida", "assassino". São aqueles que desrespeitam a sacralidade da vida e atentam contra o próximo para tirar-lhe a vida. De acordo com os códigos penais vigentes em cada nação, quem comete um homicídio com a intenção de matar, se julgado e condenado, pode ser condenado a uma prisão longa ou perpétua, ou à pena de morte. Porém a bíblia chama de assassino aquele que odeia a seu irmão (1 João 3.15). Quem permanecer nessa prática estará sujeito à pena capital do sofrimento eterno, constante do Código Divino (Mateus 5.22).

Os idólatras (gr. eidõlolatrais). São aqueles que adoram, veneram e se prostram diante de ídolos e são devotos de santos. O vocábulo "idólatra" traduz um amor excessivo, uma paixão exagerada, a um ídolo (aquilo que é visto). Pode um crente tornar-se idólatra? Ora, a quem Paulo escreveu: "Não vos façais, pois, idólatras"? Aos crentes de Corinto (1 Co 10.7). Aquém João disse: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1 João 5.21)? O amor mal-direcionado é idolatria (Mateus 10.37; 1 Timóteo 6.10; Efésios 5.5).

Esses condenados terão muitas oportunidades de arrependimento durante a Grande Tribulação: "E não se arrependeram de seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces" (Apocalipse 9.21).

 

“... e qualquer que ama e comete mentira. “

A palavra pseudes (gr.) significa "mentiroso", "falso".  Os mentirosos são aqueles que falam e não cumprem o que falam. Falam uma coisa e fazem outra. São aqueles em quem não se pode confiar. A nossa sociedade é a sociedade da mentira, do engano, do engodo, da farsa, da propaganda falsa, da balança enganosa, do comércio pirata, da sonegação fiscal, dos conchavos políticos vergonhosos, dos acordos escusos, dos embustes sórdidos, dos subornos criminosos, da impunidade imoral. A mentira procede do maligno. Os mentirosos são aqueles que encobrem seus erros. A mentira é o último pecado dessa lista condenado na Bíblia, um pecado que alguns chegam a amar. O servo de Deus deve deixar a mentira (Colossenses 3.9), pois a Palavra do Senhor diz: "Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo [...] deixai a mentira, e falai a verdade" (Efésios 4.15,25). Os que amam e praticam a mentira ficarão eternamente do lado de fora.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. Apocalipse – as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

ZIBORDI, Ciro, Sanches. Erros escatológicos que os pregadores devem evitar. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

VINE, W. E.; UNGLER, M. F.; WHITE, W. Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2002

LOPES, Hernandes Dias. Apocalipse / o futuro chegou, as coisas que em breve devem acontecer. São Paulo, SP: Hagnos 2005.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 26 DE JULHO DE 2025 (Atos 4.31)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
26 DE JULHO DE 2025
ORANDO COM PODER

Atos  4.31 “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus."

 

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos;”

A resposta a oração da igreja veio tão rápida como o trovão depois do raio. Enquanto oravam, recebiam conforme suas petições. Primeiro um tremor de terra: “moveu-se o lugar em que estavam reunidos”. Este era um dos sinais que indicavam uma teofania no Antigo Testamento (Exodo 19:18). Os fracos cristãos do cenáculo “moveram a mão que move o mundo", e o local foi sacudido. E em resposta às orações do seu povo que o Senhor se levanta para sacudir a terra.

Mais coisas são operadas mediante a oração do que o mundo poderia imaginar. A história de todos os reavivamentos espirituais demonstram esta verdade. Os eleitos de Deus podem clamar dia e noite contra as opressões que há na terra, e o Senhor pode esperar com paciência: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça” (Lucas 18.7,8).

Em breve chegará a hora em que as orações de todos os santos terão sua resposta. Então, todos os poderes malignos deste mundo serão sacudidos: “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos” (Apocalipse 8.1-5).

 

“... e todos foram cheios do Espírito Santo”

Após o tremor da terra, houve um tremor de línguas: “todos foram cheios do Espírito Santo”. Apesar de não estar escrito que eles falaram em línguas, podemos supor pela observação do historiador. Lucas quando narra pessoas cheias do Espírito Santo sempre associa com manifestação de línguas.

Entendendo que a igreja primitiva era portadora do Espírito Santo e de boas obras. A citação ao preenchimento do Espírito Santo se manifestava com a evidência do falar em outras línguas. Só assim faz sentido o que observou Simão, o mago, quando quis comprar o Dom do Espírito por dinheiro: “E Simão, (vendo) que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo” (Atos 8:18,19).

 

“... e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.”

Quais foram às emoções dos discípulos? Conjectura Myer Pearlman. Não tinham medo, senão pediriam proteção. Não tinham ódio, por isso não pediram vingança contra seus inimigos. Foi a corajosa resolução de cumprir a vontade de Deus que os levou a orar: “Concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra”.

Após o mover da terra e o mover do espírito, eles deixaram o cenáculo onde se reuniam e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. É interessante observarmos o uso da palavra “ousadia” nesse texto. Ela aparece, por exemplo, em Atos 4.13 para se referir à coragem de Pedro e João quando foram interrogados pelos anciãos e escribas. O cristão cheio do Espírito se torna corajoso em sua vida cristã. Ele prega a Palavra de Deus com poder e autoridade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.