domingo, 15 de junho de 2025

Lição 12: Do julgamento à ressurreição - 2° Trimestre de 2025

TEXTO ÁUREO

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” (João 19.30)

 

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. ”

Os versículos anteriores dizem: “Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse; Tenho sede. Eslava ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca” (vs 28-29).

Na chegada à cruz, o Senhor já recusara a bebida analgésica: “Deram-lhe a beber vinagre misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber” (Mateus 27.34); Ele não tinha o desejo de fugir do sofrimento físico, e não queria entrar na morte através do sono induzido por drogas. Pelo contrário, tinha de suportar tudo com a mente bem desperta, seus sentidos ativos, enfrentando a morte como vitorioso Conquistador e não como pobre vítima, sob efeito de drogas.

João ressalta esse fato do cumprimento de todas as profecias messiânicas no que diz respeito aos sofrimentos do Messias na sua primeira vinda, inclusive esta última profecia: “Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre” (SaImo 69.21) ou o Salmo 22.15 “a minha língua se me apega ao céu da boca". O vinagre no jarro provavelmente era vinho azedo, trazido para que os soldados pudessem beber de vez em quando. Após beber o vinagre disse: “Está consumado”. Estava cumprida a obra de Jesus na terra, tanto a salvação como a vida eterna já podiam ser obtidas livremente. Em João 17.4, o Filho pôde dizer antecipadamente ao Pai: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer”.

Myer Pearlman escreve em seu comentário do evangelho de João sobre o que estava consumado: Isto significa: 1) que todas as profecias tinham recebido nEle o seu pleno cumprimento; 2) que estava completa a obra que Jesus veio realizar; sua primeira declaração, registrada nas Escrituras, foi: “Não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lucas 2.49); e sua última declaração foi: “Está consumado”. Bem-aventurado o homem que pode dizer, ao final da caminhada da vida: “Está consumado”; 3) que Jesus, na cruz, completou a revelação de Deus que veio oferecer ao mundo (João 3.16; i João 3.16). Tudo fora feito para revelar Deus aos homens.

 

“E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. ”

Em outras passagens dos evangelhos, a mesma frase que aqui descreve Jesus inclinando a cabeça ao morrer é usada para deitar a cabeça para dormir: “O Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8.20) e a implicação é que Jesus curvou voluntariamente a cabeça para entrar no sono da morte.

A declaração de João de que rendeu o espírito também atesta a natureza voluntária da morte de Jesus. O relato de Lucas cita o Senhor dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23:46). Ninguém tirou a vida de Jesus. Ele deu a própria vida por iniciativa própria e ele tinha autoridade para dá-la: “Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou” (João 10.18).

Estas são palavras do SaImo 31.5: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito; resgata-me, Senhor, Deus da verdade” (NVI), durante séculos foram parte da oração vespertina de judeus piedosos, e podem bem ter tido este sentido para Jesus. Se ele estava acostumado a repetir estas palavras antes de ir dormir, ele agora as disse pela última vez.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 199

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202205_04.pdf

sábado, 14 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE JUNHO DE 2025 (João 17.17)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE JUNHO DE 2025
JESUS INTERCEDE PELA SANTIDADE DOS DISCÍPULOS

João 17.17 ”Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.”

 

”Santifica-os na tua verdade;”

Em sua oração sacerdotal Jesus ora ao pai intercedendo por seus discípulos que em breve não teriam mais a sua presença em carne. O primeiro pedido que Jesus fez por seus discípulos foi para que eles fossem guardados ou protegidos (17:11b–16). O segundo pedido é esse, para que fossem santificados (17:17–19).

Santificar significa “consagrar”, “separar” ou “reservar algo para propósitos sagrados”. Esse verbo é “constantemente usado na Septuaginta para expressar a dedicação e consagração de pessoas e coisas a Deus”. O mesmo termo foi usado para Jeremias com respeito ao trabalho que Deus lhe conferiu como profeta (Jeremias 1:5) e também a Arão e seus filhos com respeito ao trabalho deles como sacerdotes (Êxodo 29:1).

Em João 10:36, Jesus é aquele a quem o Pai “santificou e enviou ao mundo” – ou seja, Jesus foi separado pelo Pai para cumprir sua missão no mundo. Agora ele ora para que o Pai também “santificasse” seus discípulos.

No Antigo Testamento, a consagração era feita através da observância de rituais e cerimônias. Aqui Jesus deixou claro que o instrumento da consagração dos discípulos era “a verdade”.

 

“... a tua palavra é a verdade.”

Jesus explicou o significado de “verdade” na próxima frase: a tua palavra é a verdade. A verdade é a totalidade da revelação de Deus de si mesmo, personificada em Jesus e por ele comunicada: “Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste (João 17:8 e 14).

Os discípulos foram purificados (limpos) por meio da palavra que Jesus lhes anunciou (15:3). E eles seriam santificados pelo mesmo meio. Mais tarde, o Espírito Santo forneceria aos apóstolos o dom do Espírito para cumprirem sua missão; todavia, Jesus afirmou que o instrumento da obra que eles realizariam era a verdade, a palavra que proclamariam em seu nome.

Os discípulos de Jesus seriam separados do mundo por Deus para servir a ele, desde que cressem e vivessem em harmonia com a verdade, a “palavra” do Pai. Só quem aceita a verdade e vive em conformidade com a verdade pode ser consagrado ou dedicado ao serviço de Deus.

Assim como Jesus fora enviado ao mundo pelo Pai para cumprir sua missão, ele enviaria [seus discípulos] ao mundo para dar continuidade ao seu trabalho.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/5/2024

FONTES:

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_04.pdf

 

sexta-feira, 13 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE JUNHO DE 2025 (Salmos 133:1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE JUNHO DE 2025
A VIDA EM UNIDADE NA IGREJA DE DEUS

Salmos 133:1 “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. “

 

Oh!

No texto em inglês temos o termo “Veja!”. É uma maravilha raramente vista, por isto vejam! Ela pode ser vista, pois é a característica de santos verdadeiros - por isto não deixem de examiná-la! Ela é digna de admiração; façam uma pausa e observem! Isto irá motivá-los à imitação, por isto observem bem! Deus olha para isto com aprovação, por isto considerem com atenção.

 

“Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. “

Ninguém pode expressar o caráter extremamente excelente de tal condição; e assim o salmista usa a palavra “quão” duas vezes - Quão bom! Quão suave! A combinação dos dois adjetivos “bom” e “suave” é mais notável do que a conjunção de dois astros de primeira grandeza: pois que uma coisa seja “boa”, é bom; mas que também seja suave, é melhor.

Todos os homens amam as coisas suaves, ou agradáveis, mas frequentemente acontece que o prazer é maligno; mas aqui a condição é tão boa quanto é agradável, tão agradável quanto é boa, pois o mesmo “quão” é colocado antes de cada adjetivo.

Nem sempre é prudente que irmãos segundo a carne habitem juntos , pois a experiência ensina que é melhor que vivam um pouco separados, pois é vergonhoso que habitem juntos em desunião. É muito melhor que vivam separados e em paz, como Abraão e Ló, do que habitem juntos, com inveja, como os irmãos de José. Quando os irmãos conseguem e realmente vivem juntos em união, a sua comunhão é digna de ser contemplada e cantada em santo salmo.

Como irmãos em espírito, eles devem habitar juntos na comunhão da igreja e nesta comunhão uma questão essencial é a união. Nós podemos dispensar a uniformidade se tivermos união. Unidade de vida, verdade e caminho; unidade em Cristo Jesus. Unidade de objeto e espírito - nós devemos ter estas coisas, ou as nossas congregações serão sinagogas de contendas e não igrejas de Cristo.

Quanto mais íntima a união, melhor, pois haverá mais do que é bom e suave. Uma vez que somos seres imperfeitos, um pouco do que é mau e desagradável sempre irá invadir; mas isto será prontamente neutralizado e facilmente rejeitado pelo verdadeiro amor dos santos, se este realmente existir.

A união cristã é boa em si mesma, boa para nós mesmos, boa para os irmãos, boa para os novos convertidos, boa para o mundo exterior. Uma igreja unida durante anos, em fervoroso serviço ao Senhor, é um poço de bondade e alegria para todos aqueles que habitam ao seu redor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

SPURGEON, Charles. Os tesouros de Davi – Volume 3. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

 

quinta-feira, 12 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE JUNHO DE 2025 (Efésios 5:1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE JUNHO DE 2025
IMITANDO A DEUS À LUZ DO MINISTÉRIO DO SENHOR JESUS

Efésios 5:1 “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; ”

 

“Sede, pois, imitadores de Deus, “

Este caráter mimético e imitativo, do cristianismo é um conceito extraído da cultura helênica e, depois, ressignificado por Paulo, pois a imitação entre os gregos e romanos tinha uma natureza limitada. Tal natureza da pode ser exemplificada pelo uso obrigatório de máscaras nas encenações teatrais no mundo antigo.

O imitador, é o ator que, de maneira representativa, finge ser quem ele não é. Dessa forma, o imitador, que também pode ser denominado no contexto helênico de “impostor”, é alguém que, diante da coletividade, simula uma performance social alheia a sua, um padrão comportamental alternativo ao que, de fato, ele advoga; enfim, ele utiliza-se de máscaras para esconder quem, de fato, ele é.

Para Paulo, entretanto, a natureza mimética do discipulado tem uma finalidade completamente diferente. Quando ele diz: "Sede imitadores de Deus" está apontando para o caráter moral e espiritual de Deus como Pai amado. Devemos imitar a Deus em sua natureza moral, isto é, em sua santidade, que deve influir em nossas atitudes para com Deus, para com os nossos semelhantes e para com nós mesmos. Por nosso próprio esforço, somos incapazes de imitar a Deus, mas com a ajuda do Espírito Santo, poderemos imitar a Deus Pai.

O conceito de sermos “imitadores de Deus” é um ideal do Antigo Testamento, embora não haja nele menção do vocábulo “imitação”. Deus mandou Moisés dizer ao Seu povo no Antigo Testamento: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Levítico 19:2b). Esta era uma ordem para que imitassem a Deus. No Novo Testamento, Jesus disse: “Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai” (Lucas 6:36). Jesus também ensinou: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48).

Para Paulo, não existe uma separação entre o Evangelho que proclama e a sua própria vida, ele se oferece como paradigma a seguir para os Tessalonicenses. Como ele próprio imita a Cristo: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (1 Coríntios 11:1).

 

“... como filhos amados; ”

Os cristãos, como “filhos amados” de Deus, devem tornar-se parecidos com Deus. A aceitação espontânea ao amor de Deus, que é seu Filho Jesus, tornou possível para nós a posição de filhos de Deus. Somos filhos amados porque fomos gerados pelo grande amor do Pai celestial. Anteriormente nesta carta, Paulo retratou os cristãos como filhos adotados pela família de Deus (Efésios 1:5).

Aqui ele diz que devemos assumir essa semelhança de parentesco nos tornando como o nosso amado Pai. É natural que os filhos tenham as características dos pais, e assim também ocorre na esfera espiritual. Como "novas criaturas" e feitos "filhos de Deus", devemos compartilhar da sua natureza e dos seus atributos morais e espirituais (Mateus 5.44,48; 1 Pedro 2.21).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/search?q=imitadores

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201307_10.pdf