quinta-feira, 5 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE JUNHO DE 2025 (Gálatas 5.16-17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
 5 DE JUNHO DE 2025
O ESPÍRITO SANTO MOLDA EM NÓS O CARÁTER DE CRISTO

Gálatas 5.16-17 "Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis”.


"Digo, porém"

Continua as ideias já iniciadas no capítulo desenvolvendo-as em um novo sentido, explicando-as e, sobretudo, sobrepujando-as.


"Andai em Espírito,”.

Ou viver no espírito. O tempo verbal (presente) indica uma ação habitual, no sentido geral de “conduta de uma pessoa, ou seja, da realização de sua vida, é um termo que quase só Paulo e João utilizam”. Viver pelo Espírito é ser guiado no Espírito ou deixar-se guiar pelo Espírito. Espírito é o que possibilita ao homem tal comportamento ou sua causa. Assim, a expressão representa o fundamento e modo do comportamento. Precisamente este proceder tem a consequência e a promessa de que, se assim fizerem, não irão satisfazer as obras da carne.


“... e não cumprireis a concupiscência da carne."

A palavra grega traduzida aqui por  concupiscência, significa desejos por algo, a intenção etc. A palavra carne a determina como uma concupiscência egoísta. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito. Entretanto, de onde Paulo tira sua confiança de que uma vida dirigida pelo Espírito se torna impossível o ceder às paixões da carne? No fato de que o Espírito e a carne, que tem em suas mãos respectivamente a direção de nossa vida, perseguem tendências opostas e que se excluem mutuamente. Assim, o Espírito tem todo o poder de destruir a carne.

No nosso contexto se fala da carne com estranha neutralidade e objetividade como se ela fosse um poder personificado. Paulo fala da carne, e pensa em nossa carne; nosso corpo humano, tal e como existimos; “segundo a qual” caminhamos. Pensa-se na carne, portanto, que é a medida e a norma do nosso agir e pensar. Esse poder carnal tem seus próprios desejos, com os quais tenta desviar a pessoa de sua conduta normal, que deve ser vivida segundo o Espírito (cf. Rm 8.3,6-8; 9.8; G1 5.13,19). Esse poder da carne está em constante luta contra outro, que é o Espírito.

 

Gálatas 5.17 "Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis”. 


A luta explícita da carne contra o espírito representa os conflitos internos entre a natureza pecaminosa (velho homem) e a nova natureza produzida na regeneração (Novo nascimento): “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5). O apostolo Paulo expressa sua própria luta a igreja de Roma: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço” (Romanos 7:14,15).

Os que estão na carne, ou vivem segundo a carne “não podem agradar a Deus “ (Romanos 8.8). Porque eles vivem manifestando as obras da carne que são: “...adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas...” (Gálatas 5:19-21). Segundo esse texto os que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Os que vivem na carne também não são capazes de discernir a vontade de Deus, pois, seus propósitos se discernem espiritualmente: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).

Aquele que atenta para o Espírito conseguem então discernir a vontade de Deus, afinal seu Espírito está dentro de nós e através da renovação do entendimento nos ajuda a pensar como Cristo: “Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Coríntios 2:16).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/6/2023

Fontes:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

SOARES, Germano. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

 

quarta-feira, 4 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE JUNHO DE 2025 (Romanos 8:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
4 DE JUNHO DE 2025
A CAPACIDADE VIVIFICANTE DO ESPÍRITO SANTO

Romanos 8:9 “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. ”

 

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. “

Paulo aplica aos seus leitores, em termos pessoais, as verdades que vinha expondo em termos gerais. No verso 8 ele vinha usando a terceira pessoa do plural: “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (v.8), agora nesse verso ele muda para a segunda pessoa, dirigindo-se diretamente aos seus leitores. Ele diz: Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós“. 

Por causa da obra de Cristo por nós e da ação do Espírito em nós, fomos feitos morada de Deus, templos do Espírito Santo. Ele habita em nós. Aquele que nem os céus dos céus podem conter agora habita em nós, vasos frágeis de barro. Somos a casa de Deus, o templo da sua habitação.

O que identifica o verdadeiro cristão é a habitação do Espírito Santo.  O Espírito Santo deve fazer uma diferença visível na vida do verdadeiro cristão. Se não for assim possivelmente o Espírito não habitará nele.

Ser habitado pelo pecado (Romanos 7.17, 20) é a porção natural que cabe a todos os filhos de Adão; o privilégio dos filhos de Deus é que, já que neles habita o Espírito, ele é que vai combater e subjugar o domínio do pecado. Como Jesus prometeu, "ele vive com vocês e estará em vocês" (João 14.17).

 

“Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.”

Por outro lado, se não temos em nós o Espírito de Cristo, definitivamente não pertencemos a Cristo: "Se um homem não possui o Espírito de Cristo, não é cristão" (NEB). Visto que somente o Espírito coloca os homens em viva relação com Cristo, não pode haver tal relação com Cristo independentemente do Espírito.

Wesley escreveu: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo habitando-o e governando-o. Esse tal não é dele - Ele não é membro de Cristo, não é cristão; não está no estado de salvação. É uma clara e expressa declaração, que não admite exceção. Quem tem ouvidos, ouça!” (Mateus 11.15).

George Tipps chama “o Espírito de Cristo” de batimento cardíaco do cristão, observando que, para averiguar se um paciente está morto ou vivo, um médico primeiramente verifica o pulso e o batimento cardíaco. Da mesma forma, diz Tipps sem o Espírito de Cristo, um indivíduo está morto espiritualmente!

É digno de nota que nesse verso o "Espírito de Deus" é também chamado de "o Espírito de Cristo" e que ter o Espírito de Cristo em nós (9b) é ter Cristo em nós (10a). O objetivo disso não é confundir as pessoas da Trindade, identificando o Pai com o Filho ou o Filho com o Espírito. É, isto sim, enfatizar que, embora eles sejam eternamente distintos em sua maneira pessoal de ser, compartilham também da mesma essência divina e da mesma vontade. Por isso são inseparáveis. Aquilo que o Pai faz, ele o faz através do Filho, e o que o Filho faz, ele o faz por meio do Espírito. Na verdade, onde quer que um esteja, ali estarão também os outros dois.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

 Wesley, John. Romanos notas explicativas; tradução Duncan Alexander Reily - São Paulo: Cedro 2000.

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_08.pdf


João 20.26

 

João 20.26 “E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! ” 

 

“E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé.”

Os oito dias incluem o primeiro e o último; era o primeiro dia de uma nova semana. Os dias da festa dos pães sem fermento tinham passado, e provavelmente os discípulos estavam se preparando para voltar para a Galiléia, mas tiveram este segundo encontro antes de partir.

Sem dúvida, os outros, desta vez, estavam cheios de expectativa, mas Tomé, por não ter participado da experiência deles na semana anterior, mantinha um comportamento cético: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei” (João 20:25).

Tomé foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Na Bíblia, Tomé também era chamado de Dídimo (João 11:16; 20:24), que é o equivalente grego do nome hebraico Tomé, ambos significando "gêmeo". No evangelho de João ele desempenha um papel mais individual. Ele apareceu na história da ressurreição de Lázaro (11.16) e na conversa no cenáculo (14.5) como seguidor leal, mas um pouco pessimista, de Jesus.

A razão pela qual Tomé não estava presente com os discípulos na reunião no dia da ressurreição não foi revelada; dado seu pessimismo, sua ausência poderia ter sido por desânimo. Talvez ele fosse o tipo de indivíduo que prefere lidar com a dor sozinho, em vez de na companhia de outros.

 

“Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! ”

A aparição de Jesus e sua saudação diante deles são registradas quase da mesma maneira que da outra vez (v.19). Essa segunda vez que Jesus apareceu aos discípulos foi acima de tudo para favorecer Tomé, que  estivera ausente quando Jesus apareceu no dia de sua ressurreição (20:19–23).

Nesse dia, os discípulos, ainda em Jerusalém, estavam mais uma vez reunidos (provavelmente na mesma sala) a portas trancadas, presumivelmente “com medo dos judeus” (20:19). Tal como aconteceu no primeiro aparecimento de Jesus aos discípulos juntos, ele apareceu repentinamente no meio deles e os saudou como antes: “Paz seja convosco”.

Embora as portas estivessem trancadas, veio Jesus e pôs-se no meio deles. Nem aqui nem em nenhum outro versículo da Bíblia se explica como Jesus entrou naquela sala. Provavelmente, devemos presumir que Jesus não precisou destrancar as portas; ele apareceu de repente e se colocou no meio deles. Tudo indica que, da mesma forma que o corpo ressuscitado de Jesus traspassou os lençóis do sepultamento, ele traspassou as portas trancadas. O corpo do Senhor já não estava sujeito às limitações terrenas de um corpo físico. De acordo com Lucas 24:37, o aparecimento repentino de Jesus assustou os discípulos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202206_01.pdf

João 19:16

 

JJoão 19:16 “Então, conseqüentemente entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus, e o levaram. “

 

“Então, conseqüentemente entregou-lho, para que fosse crucificado.”

João relata que Pilatos procurava algum meio para soltar Jesus. Todavia os judeus clamavam, dizendo: ”Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César” (v.12).  Assim, todos os esforços de Pilatos para soltar Jesus falharam. A multidão gritara: “Crucifica-o”. Os principais sacerdotes reconheceram César como seu único rei. Pilatos temia que, se soltasse Jesus, os judeus o acusariam de deslealdade a César. Ele não estava interessado no destino de um perturbador da ordem chamado “Jesus”.

Após esse episódio Pilatos conseqüentemente entrega Jesus para que fosse crucificado. Nem João nem os outros escritores dos Relatos do Evangelho registraram que Pilatos pronunciou uma sentença formal, mas ela está implícita no termo traduzido por “entregou-lho”.

Shepard sobre isso comenta: “Tendo constatado que [sua opinião] não prevalecera, Pilatos tomou uma bacia de água nas mãos perante a multidão e disse: ‘Sou inocente do sangue deste justo; façam isto vocês’. Mas Pilatos não poderia fugir do seu senso de responsabilidade... Pilatos tinha consciência de que era um assassino.”

 

“E tomaram a Jesus, e o levaram.”

O texto não informa claramente a quem Pilatos “entregou” Jesus. Fica subentendido que foi para os líderes judeus mencionados em 19:15. Porém os que tomaram Jesus são os soldados romanos encarregados de servirem de carrascos nesta ocasião (19:23), afinal os judeus não tinham autorização para crucificar ninguém.

Lucas 23:25 esclarece que Pilatos “entregou [Jesus] à vontade deles”. Os judeus tencionavam matar Jesus desde os fatos registrados no capítulo 5; por fim, visando satisfazê-los, Pilatos entregou Jesus à vontade deles. Sendo assim, Jesus foi entregue tal como os judeus pediram, e os soldados romanos o crucificaram.

Mais tarde, Pedro diria em Atos 2:23: “sendo este [Jesus] entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós [os judeus] o matastes, crucificando-o por mãos de [romanos] iníquos”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202205_03.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200803_11.pdf

terça-feira, 3 de junho de 2025

Texto Áureo Lição 10: A promessa do Espírito. João 20.22

TEXTO ÁUREO

“ E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” (João 20.22)

Lição 10 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE JUNHO DE 2025 (1 Coríntios 6.18-19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
3 DE JUNHO DE 2025
O ESPÍRITO SANTO HABITA EM NÓS E NOS PURIFICA

1 Coríntios 6.18-19 “Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 


“Fugi da prostituição. “

Por causa da constante tentação da imoralidade sexual, Paulo faz mais do que apresentar razões contra a prostituição. Ele nos ordena que fujamos dela. Usando um imperativo que se aproxima do desespero, o apóstolo insistiu: Fugi [vós] da prostituição. Temos uma ilustração desta reação na vida de José. Ele considerou melhor sofrer na prisão do que entregar-se às tentações da esposa de Potifar e pecar Contra Deus (Genesis 39-7-9).O termo grego usado no Novo Testamento porneia, dá origem às palavras na língua portuguesa: pornô, pornografia etc., mas, possui um sentido muito mais amplo. Significa qualquer tipo de ato sexual considerado pecaminoso, incluindo adultério, prostituição, impureza ou “imoralidade sexual”[NVI] e fornicação[ACRF]. Na verdade, porneia classifica as palavras prostituição e fornicação como sinônimas. No contexto evangélico o termo fornicação passou a ser entendido como a prática não aceita e reprovável do sexo antes do casamento realizada por pessoas solteiras e Prostituição como a prática não aceita de sexo fora do casamento. Contudo, nesse versículo, Paulo usa o termo com os sentidos de “fornicação” e “prostituição”, considerando como prática pecaminosa e extremamente maléfica para a vida cristã. Certamente não são a única maneira de um indivíduo ser imoral; mas Paulo a considerou peculiarmente destrutiva. A fornicação é um pecado singular no sentido de que encarcera o corpo humano.


“Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; ...”

Todo pecado, isto é, qualquer outro pecado, todo ato externo de pecado, é fora do corpo. Os estudiosos concordam que a próxima declaração de Paulo é uma das mais difíceis de se interpretar. O Comentário Bíblico Pentecostal apresenta algumas explicações:

1)        Comparativamente, pecados sexuais são mais graves que outros pecados.

2)        Outros pecados contra o corpo envolvem frequentemente algo que vem de fora do corpo, mas o pecado sexual vem do interior da pessoa.

3)        A primeira parte da sentença é um “slogan” de alguns cristãos coríntios que, em sua arrogância espiritual, sentiam que a categoria de pecado não se aplicava a eles. “Todo pecado que o homem comete é fora do corpo”. Isto se baseia na ideia de que a palavra “corpo” representa o ser por inteiro, a “personalidade”, o mais íntimo do ser; assim sendo, qualquer coisa que seja classificada como pecado não se aplica a este.

4)        Paulo está escrevendo de um modo geral, “livremente”, e não como filósofo moral (Barrett, 150). Barrett cita João Calvino: “Estes outros pecados não deixam a mesma mancha imunda no corpo, como faz a fornicação”.

5)        O “caráter especial” da imoralidade sexual é que o homem remove seu corpo, o templo do Espírito Santo que é “para o Senhor”, da união com Cristo, tomando-o um membro do corpo da mulher (Fee, 262).

 As duas últimas opções parecem apresentar alguns problemas. Porém, não importa como Paulo seja compreendido neste assunto, o ponto principal é óbvio: o corpo é sagrado e é tão valorizado por Deus que Ele o ressuscitará. Esse pecado está intitulado de uma forma peculiar de impureza, poluição, porque nenhum pecado tem tanta torpeza externa em si, especialmente em um cristão.


“...; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. ” 

Mais do que um mero ato, a imoralidade sexual requer o envolvimento do indivíduo como um todo. Uma seção de um documento judaico do terceiro século a.C., identificado como “O Testamento de Simeão, segundo filho de Jacó e Lia”, admoesta: “Guardai-vos da promiscuidade sexual porque a fornicação é a mãe de todos os males; ela separa os homens de Deus e os conduz a Belial”. A prostituição não é apenas detestável a Deus, mas trata-se de um pecado contra o próprio corpo, que Paulo há pouco dissera que é “para o Senhor” (1 Coríntios 6.13). Além disso, o corpo do crente é “o ” templo do Espírito Santo, que nele habita, que é o dom de Deus para nós, porque recebemos o seu Espírito. Pois o Espírito Santo veio habitar, estar não só conosco, mas em nós (João 14.16,17, KJV). Pelo fato de nossos corpos serem seu templo e porque Jesus pagou o preço total de nossa redenção ao derramar seu sangue precioso na cruz do Calvário, pertencemos a Deus (cf. 1 Pedro 1.18,19- “Resgatados [...] com o precioso sangue de Cristo”; Apocalipse 5.9). Só pode haver uma conclusão: Devemos, temos de honrar a Deus com nosso corpo.


“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus,”

Anteriormente, Paulo havia incentivado a unidade da igreja lembrando os cristãos coríntios que eles eram, todos juntos, santuário de Deus: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Coríntios 3:16). O apóstolo não fez distinção entre “santuário de Deus” e santuário do Espírito Santo. As duas expressões são intercambiáveis.

A habitação é uma confirmação de que os crentes estão saturados da presença e do poder do agente que habita. Seja a habitação da fé (2 Timóteo 1:5), de Deus (2 Coríntios 6:16), do Espírito (Romanos 8:11), da Palavra (Colossenses 3:16) ou de Cristo (Colossenses 1:17), está implícito o sentido dessa influência difusa.

O Espírito Santo veio não somente habitar em nós, mas estar em nós: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós (João 14.17). 

O templo literal, segundo sabemos era lugar de santidade, reverência, adoração, consagração, contrição, arrependimento, altar, sacrifício, fogo contínuo, glória e presença de Deus. Assim deve ser a Igreja do Deus vivo.

No contexto atual, o apóstolo estava escrevendo a respeito do corpo literal do indivíduo. Ele estava mostrando que o corpo de uma pessoa não deve ser unido fisicamente com o de uma prostituta.

 

“... e que não sois de vós mesmos?”

Pelo fato de nossos corpos serem seu templo e porque Jesus pagou o preço total de nossa redenção ao derramar seu sangue precioso na cruz do Calvário, pertencemos a Deus (1 Pedro 1.18,19- “Resgatados [...] com o precioso sangue de Cristo”. Só pode haver uma conclusão: Devemos, temos de honrar a Deus com nosso corpo.

A habitação do Espírito é a marca divina de posse ou propriedade. Tanto a igreja coletivamente como o crente individual podem ser chamados “santuário [templo] de Deus” ou “santuário [templo] do Espírito”. Em ambos os casos, o apóstolo julgou ser impensável uma pessoa na qual a Divindade habita unir-se a uma prostituta.

A prostituição não é apenas detestável a Deus, mas trata-se de um pecado contra o próprio corpo, que Paulo há pouco dissera que é “para o Senhor” (1 Coríntios 6.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/7/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

HORTON, I e II Coríntios – Os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

Os Testamentos dos Doze Patriarcas, “O testamento de Simeão, o segundo filho de Jacó”.

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf.

GILBERTO, Antonio. Mensagens, estudos e explanações em I Córintios. Rio de Janeiro. CPAD, 2009.

segunda-feira, 2 de junho de 2025

João 18:10

 

JJoão 18:10 “Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco. ”

 

“Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. “

Neste momento houve uma tentativa de resistência por parte de Simão Pedro (Apenas João nomeia o discípulo que desembainho a espada), mas essa ação foi amadora e ineficaz. Jesus a interrompeu imediatamente. João concorda com Lucas, ao narrar que Pedro decepou a orelha direita do servo do sumo sacerdote. A ação de Pedro foi coerente com sua natureza impulsiva e demonstrou sua vontade de fazer o que havia alegado que faria, isto é, morrer por Jesus: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida” (João 13:37).

O esforço de Pedro foi em vão; os discípulos só tinham duas espadas: “E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta” (Lucas 22:38) e, portanto, não eram páreo para os soldados treinados do exército romano. Se Jesus não tivesse intervindo, os discípulos provavelmente teriam sido mortos.

A palavra grega para “espada” usada aqui, (machaira), normalmente se refere a uma espada curta ou adaga. Outras vezes na septuaginta, machaira descreve a faca usada por Abraão no sacrifício de Isaque (Gênesis 22:6, 10) e o punhal usado por Eúde ao matar Eglom (Juízes 3:16).

 

“E o nome do servo era Malco. ”

João é o único dos evangelistas a mencionar o nome do ferido. A identificação de Malco como servo do sumo sacerdote indica que João conhecia o sumo sacerdote e sua família: “E Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro” (João 18.16). Malco era um nome suficientemente comum no Oriente Médio naquele tempo.

Nada mais sabemos sobre Malco. De acordo com Lucas 22:51, Jesus, “tocando-lhe a orelha, o curou”. Esse ato, bem como a ordem de Jesus para guardar a espada, provavelmente permitiu que Pedro e os demais discípulos fossem liberados.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_05.pdf

“Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco. ”

 

“Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. “

Neste momento houve uma tentativa de resistência por parte de Simão Pedro (Apenas João nomeia o discípulo que desembainho a espada), mas essa ação foi amadora e ineficaz. Jesus a interrompeu imediatamente. João concorda com Lucas, ao narrar que Pedro decepou a orelha direita do servo do sumo sacerdote. A ação de Pedro foi coerente com sua natureza impulsiva e demonstrou sua vontade de fazer o que havia alegado que faria, isto é, morrer por Jesus: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida” (João 13:37).

O esforço de Pedro foi em vão; os discípulos só tinham duas espadas: “E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta” (Lucas 22:38) e, portanto, não eram páreo para os soldados treinados do exército romano. Se Jesus não tivesse intervindo, os discípulos provavelmente teriam sido mortos.

A palavra grega para “espada” usada aqui, (machaira), normalmente se refere a uma espada curta ou adaga. Outras vezes na septuaginta, machaira descreve a faca usada por Abraão no sacrifício de Isaque (Gênesis 22:6, 10) e o punhal usado por Eúde ao matar Eglom (Juízes 3:16).

 

“E o nome do servo era Malco. ”

João é o único dos evangelistas a mencionar o nome do ferido. A identificação de Malco como servo do sumo sacerdote indica que João conhecia o sumo sacerdote e sua família: “E Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro” (João 18.16). Malco era um nome suficientemente comum no Oriente Médio naquele tempo.

Nada mais sabemos sobre Malco. De acordo com Lucas 22:51, Jesus, “tocando-lhe a orelha, o curou”. Esse ato, bem como a ordem de Jesus para guardar a espada, provavelmente permitiu que Pedro e os demais discípulos fossem liberados.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_05.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 2 DE JUNHO DE 2025 (João 14.26)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
2 DE JUNHO DE 2025
JESUS GARANTE QUE ENVIARÁ O CONSOLADOR, O ESPÍRITO SANTO

João 14.26 “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”



“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo,”

O Consolador anteriormente denominado “o Espírito da verdade” (14:17), é aqui identificado como o Espírito Santo, a típica designação da terceira pessoa da Divindade.

A palavra grega (paraklētos), traduzida por “Consolador” na RA, “originalmente significava no sentido passivo… ‘aquele que é chamado para auxiliar alguém’”. No grego secular, referia-se a alguém que ajuda outra pessoa no tribunal, sem, contudo, se restringir ao significado técnico do latim advocatus, relativo a um conselheiro jurídico . Johannes Behm observou que “a forma passiva não descarta a idéia de paraklētos como um ser ativo que fala ‘em nome de alguém perante alguém’”. O termo ocorre uma vez fora do Evangelho de João, em 1 João 2:1, onde o sentido jurídico é devidamente aplicado a Jesus como nosso “Advogado” nos tribunais celestiais.

O ensino principal de Jesus sobre o Consolador que ele prometeu enviar encontra-se em cinco passagens de João: 14:16, 17; 14:25, 26; 15:26, 27; 16:7–11 e 16:12–15. F. F. Bruce observou que nessas passagens “o Espírito é apresentado sucessivamente como auxiliador, intérprete, testemunha, advogado e revelador”. Edgar J. Goodspeed disse: “Defensor” é um equivalente muito próximo, porém, o sentido pretendido parecer ser mais do que uma testemunha de defesa.

O Espírito, portanto, vem com o Ajudador e Advogado, preenchendo as necessidades dos apóstolos, que se sentiam fracos e indefesos ao pensar na partida de Cristo. E chamado de “outro” Consolador porque seria de modo invisível e espiritual, aquilo que Cristo tinha sido para eles de modo visível e literal durante três anos e meio de convívio. Hoje, o Espírito é para os crentes o que Jesus de Nazaré era para os apóstolos.



“... que o Pai enviará em meu nome,”

O relacionamento íntimo do Espírito com os outros dois membros da Trindade se evidencia no fato de que o Pai o enviaria em nome do Filho.

João não fez nenhuma distinção significativa sobre como Jesus disse que o Auxiliador seria enviado, se pelo Pai a pedido do Filho (14:16), pelo Pai em nome de Jesus (14:26), ou pelo próprio Jesus (15:26; 16:7). Sempre que repetia um conceito, João o fazia com variações. No entanto, pode haver algo mais na expressão “em meu nome”.

Se o Auxiliador fosse enviado em nome de Jesus, então ele seria o representante de Jesus, assim como Jesus foi enviado em nome do Pai como representante do Pai (5:43). Jesus veio em nome do Pai para revelar o seu caráter e propósito, e o Espírito viria em nome de Jesus para revelar a missão de Jesus.



“... esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”

Jesus apresentou a obra do Espírito Santo como sendo dupla: ensinar aos discípulos todas as coisas e fazer lembrar tudo o que Jesus lhes ensinou. As duas tarefas são semelhantes, senão idênticas. Por todo o Evangelho, os discípulos não conseguiram entender o que Jesus estava ensinando (2:22; 12:16). Todavia, assim que o Espírito fosse enviado, teriam com certeza “a clareza da revelação” e “a continuidade da revelação”.

Quanto à primeira tarefa, como mestre, o Espírito “ensinaria” aos discípulos “todas as coisas” que Jesus havia dito e feito; com isto, teriam clareza da revelação. Tudo o que não estava claro para eles antes se tornaria compreensível através do Espírito.

Em relação à segunda tarefa, o Espírito lhes faria lembrar do que Jesus havia ensinado durante seu ministério público, resultando em continuidade da revelação. A obra do Espírito neste aspecto não consistia em fornecer uma nova revelação, e sim em fazer os discípulos se lembrarem dos ensinos dados pelo próprio Jesus. Sem dúvida, eles se esqueceriam ou talvez negligenciariam muito do que Jesus havia dito.

Sem a ajuda do Espírito, eles não teriam compreendido o significado ou a importância dos ensinamentos de Jesus. O Senhor prometeu que o Espírito os capacitaria a compreender com exatidão todas as verdades por ele reveladas.

Myer Pearlman Diz que Cristo poderia ter dado mais explicações, mas os discípulos não estavam espiritualmente em condições de entender tudo quanto Jesus queria ensinar-lhes no pouco tempo que ainda sobrava. Para explicações adicionais, fez referencia ao Ensinador que estava por vir - o Espírito Santo, que daria um testemunho inspirado das palavras de Jesus: “Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas [o que levou à escrita das Epístolas], e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito [o que levou à escrita dos Evangelhos]” .



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A carreira que nos está proposta – O caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

João 16:4

 

João 16:4 “Mas tenho-vos dito isto, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que já vo-lo tinha dito. E eu não vos disse isto desde o princípio, porque estava convosco. “

 

“Mas tenho-vos dito isto, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que já vo-lo tinha dito. “

A frase “tenho-vos dito estas isto” ocorre aqui (16:4) pela quarta vez no discurso de despedida (16:1; 14:25; 15:11). E aparecerá mais quatro vezes neste capítulo (16:6, 25, 33), totalizando sete ocorrências. Aqui, a cláusula se refere ao que Jesus estava discutindo em 15:18–27, a respeito do ódio do mundo pelos discípulos e pelo testemunho duplo do Espírito e dos discípulos.

Jesus explicou o motivo de sua franca advertência: para que, quando a hora chegar, vos recordeis de que eu vo-las disse. Quando as provações e tribulações ocorressem nas vidas dos discípulos, eles se lembrariam do que Jesus lhes havia dito. A fé deles seria fortalecida mediante a convicção de que Jesus já sabia o que aconteceria no futuro: “Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.” (João 14:29).

Em 16:2, Jesus disse “vem a hora”, indicando um tempo no futuro. Aqui ele disse “a hora”, significando a hora dos discípulos. Assim como a hora de Jesus viria, a hora de cada um de seus discípulos também chegaria.

 

“E eu não vos disse isto desde o princípio, porque estava convosco. “

Jesus não falou desde o princípio (quando os discípulos começaram a segui-lo) sobre estas coisas – os perigos das tribulações que viriam – porque ele estava com eles e podia protegê-los. Ele podia suportar sozinho todos os ataques dirigidos contra eles. Jesus desempenhou esse papel até a hora em que foi preso: “Jesus respondeu: Já vos disse que sou eu; se, pois, me buscais a mim, deixai ir estes; Para que se cumprisse a palavra que tinha dito: Dos que me deste nenhum deles perdi” (João 18:8,9). Por isso, não foi necessário adverti-los antes da perseguição que estava por vir

Futuramente, porém, a situação seria diferente, pois Jesus não estaria mais pessoalmente com eles do modo como estavam acostumados. Muito em breve, eles, e não Jesus, seriam os alvos direto dos ataques dos seus adversários.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_02.pdf