quinta-feira, 1 de maio de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 01 DE MAIO DE 2025 (João 14.6)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
01 DE MAIO DE 2025
JESUS É A VERDADE ENCARNADA

João 14.6 “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. ” 


A pergunta confusa de Tomé: "Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?" (v.5), dá a Jesus a oportunidade de expandir e explicar o que disse. Jesus vai para junto do Pai, e os discípulos irão segui-lo; para eles, ele próprio é o caminho até o Pai.


“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. ” 

Ao dizer “eu sou o caminho”, Jesus não apenas indica qual é o caminho para a casa do Pai, mas se revela explicitamente como sendo Ele próprio esse caminho. Essa expressão significa que Ele, Cristo, é o único Mediador entre Deus e o seu povo: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1 Timóteo 2.5). Jesus é tanto o caminho do homem para Deus, como fica claro nesse próprio texto de João 14, como também é o caminho de Deus para o homem: "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mateus 11:27). Isso significa que as bênçãos que procedem do Pai alcançam os redimidos por meio do Filho  

Jesus não é apenas o caminho, mas é também a verdade. Ele é a verdade em pessoa, no sentido de que Ele é o único que revela o Pai. Ele é a perfeita revelação da obra redentora de Deus para o homem caído em seus pecados. Jesus é a verdade que liberta, santifica e conduz os santos a casa do Pai: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Ao dizer “eu sou a vida”, Ele indica que somente nele o homem, morto em delitos e pecados, poderá encontrar verdadeira vida. Nesse contexto, em quanto a morte significa a separação de Deus, a vida significa comunhão com Ele. Isso significa que somente em Jesus o homem pode ser reconciliado com Deus e desfrutar da bem-aventurança da vida eterna ao seu lado. Jesus se coloca como sendo a fonte da vida que se opõe à morte. Ele tem a vida em si mesmo: "Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo" (João 5.26). Por isso, somente Ele pode ser o doador da vida para os que são seus: "Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" (João 6:40). 

Explicando o significado da frase “eu sou o caminho, a verdade, e a vida”, W. Hendriksen diz que o caminho leva a Deus; a verdade torna o homem livre; e a vida produz comunhão. Assim, quando Jesus revela a verdade redentora de Deus que liberta os homens da escravidão do pecado, e quando concede a vida que produz comunhão com o Pai, então, sendo o caminho, Ele próprio é quem leva os redimidos para junto do Pai. Tomás à Kempis escreveu: Sigam-me. Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Não ê possível andar fora do caminho, não é possível conhecer fora da verdade, não é possível viver fora da vida. Eu sou o caminho pelo qual vocês devem andar; a verdade em que vocês devem crer; a vida na qual vocês devem pôr sua esperança. Eu sou o caminho inerrante, a verdade infalível, a vida infindável. Eu sou o caminho reto, a verdade absoluta, a vida verdadeira, bendita, não-criada. Se vocês permanecerem no meu caminho conhecerão a verdade, e a verdade os libertará, e tomarão posse da vida eterna.


 “ Ninguém vem ao Pai senão por mim. ”

Essa declaração é o resultado natural da frase anterior. Ela indica o quão os homens são absolutamente dependentes de Cristo com relação à comunhão com Deus. Em outras palavras, não existe nenhuma verdade redentora a parte de Cristo. Não há nenhuma esperança de vida eterna longe dele, e nenhum caminho capaz de levar o homem à casa do Pai. Não há outro Cordeiro de Deus que tira o pecado, não há outro sacrifício que apazígua a santa ira de Deus, e também não há outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Jesus é, absolutamente, o caminho, e a verdade, e a vida, e definitivamente ninguém chegará ao Pai senão através dele: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4.12).

Ele é realmente, o único caminho através do qual alguém pode chegar ao Pai; não existe outro. Se esta exclusividade é chocante, devemos ter em mente que quem afirma isto é o Verbo encarnado, o revelador do Pai. Se Deus não tem outro meio de comunicação com a raça humana exceto o seu Verbo (encarnado ou não), então a raça humana não tem outro meio de achegar-se a Deus exceto por este mesmo Verbo, que se tornou carne e habitou entre nós para abrir esta via de acesso.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/09/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

BRUCE, F.F. João – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

https://estiloadoracao.com/eu-sou-o-caminho-verdade-e-vida/

 

quarta-feira, 30 de abril de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 30 DE ABRIL DE 2025 (João 8:14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
30 DE ABRIL DE 2025
A VERDADE SOBRE SI MESMO

João 8:14 “Respondeu Jesus, e disse-lhes: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou. “

 

“Respondeu Jesus, e disse-lhes: “

Após Jesus afirmar: “Eu sou a luz do mundo”. Os fariseus lhe disseram: “Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro” (João 8:13). A princípio, parece que os fariseus estavam corretos em sua forma de pensar. Ou seja, parece que aqui o argumento deles tem base.

A Mishná prescrevia: “Ninguém pode dar testemunho de si mesmo”. Jesus reconheceu a veracidade disso em suas próprias palavras em João 5:31: “Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro”. De acordo com a lei determinava-se a verdade com base em duas ou três testemunhas (Deuteronômio 17:6; 19:15).

Quando Jesus afirma a respeito de si mesmo: “eu sou a luz do mundo", tal afirmação não é feita necessariamente sem base. Uma evidência dada sim em um tribunal deve sim ser confirmada por mais de uma pessoa, mas o Filho do Pai sempre fala devido à autoridade conferida pelo Pai. Apesar de, pela letra formal da lei, seu testemunho não poder ser aceito porque parece que ele fala por si mesmo, na verdade ele sempre recebe apoio do Pai e por isso deve ser admitido e aceito.

 

Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou. “

Quando Jesus respondeu dizendo: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, ele não está contradizendo o que havia dito em João 5:31. Embora Jesus tivesse citado várias testemunhas em seu favor em 5:31–47, agora ele estava “mudando o argumento baseado na legalidade abstrata para o princípio de sua competência pessoal”. Mais tarde, em ele mostraria que estava de acordo com os requisitos da lei: “E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou” (João 8:17,18)

Nesta ocasião, Jesus demonstrou que a objeção dos fariseus era injustificada por três razões. Primeiramente, Jesus afirmou que sua origem e destino divinos justificavam que ele desse testemunho de si mesmo: porque sei donde vim e para onde vou; mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou.

O conhecimento de Jesus sobre si mesmo era perfeito; ele sabia que tinha vindo do Pai e voltaria para sua destra, enquanto os fariseus não. Para os fariseus, ele é, na melhor das hipóteses, um “mestre vindo da parte de Deus” (João 3.2), sem o direito de falar em seu próprio nome. Eles não sabiam sua verdadeira origem e meta; e podiam julgar somente “segundo a carne” a aparência externa (João 7.24) - o que resultava em um juízo enganoso.

Porém, sendo Jesus a própria essência da Divindade tinha todo o direito de testificar a respeito de Si mesmo. Visto que os fariseus nada sabiam da origem ou do destino de Jesus, negarem seu testemunho era assim inútil.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
27/4/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202201_02.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

terça-feira, 29 de abril de 2025

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2025 - CPAD

Texto Áureo Lição 05: A verdade que liberta. João 8.32

TEXTO ÁUREO

João 8.32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.“

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE ABRIL DE 2025 (João 7.16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
29 DE ABRIL DE 2025
A DOUTRINA DE JESUS, A VERDADE DO PAI

João 7.16 “Jesus lhes respondeu, e disse: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. ”

 

“Jesus lhes respondeu, e disse: “

Quando Jesus ensinava na festa dos tabernáculos os líderes judeus Ficaram admirados com seu domínio das Escrituras. Perguntavam eles: “Como sabe este letras, sem ter estudado? ” (v.15) A surpresa não era porque Jesus sabia ler e escrever, pois essas competências eram comuns entre os judeus, especialmente os do sexo masculino. A surpresa era por alguém ter tão grande conhecimento das Escrituras e das tradições judaicas sem ter frequentado uma escola rabínica nem ter sido discípulo de um rabino renomado. Admiração semelhante ocorreria cerca de um ano mais tarde, quando os líderes religiosos se impressionariam com a ousadia de Pedro e João, concluindo que eles eram “homens iletrados e incultos” e que haviam estado com Jesus (Atos 4:13).

 

“... A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. ”

Jesus então lhes respondeu acerca do seu conhecimento. Somente aqui Jesus chamou sua mensagem de “doutrina”, o que é relevante, visto que ele estava se reportando a “mestres” profissionais. Jesus revelou que sua mensagem tinha origem divina.

C. K. Barrett disse-o nestes termos: “Enquanto outros extraíam seus ensinos de uma sala de aula rabínica, ele extraía o seu diretamente do Pai”. A maneira pela qual Jesus respondeu aos judeus mostra que ele era o Mestre dos mestres. Jesus não se declarou autodidata nem disse que não precisava de um mestre. Ele não pertencia a nenhuma tradição rabínica; mas nesse debate com mestres profissionais, seus comentários foram condizentes com a sabedoria da época.

Se Jesus tivesse dito a esses rabinos que seu ensino procedia dele mesmo, sem qualquer sanção, ele teria sido visto como um herege. Isso teria despertado menosprezo da parte de seus inquiridores. Em vez disso, Jesus alegou, como já havia feito antes (5:30), que seu ensino não procedia dele mesmo, mas daquele que o enviou, o divino Mestre.

O Pai é maior do que qualquer mestre terreno. Enquanto os rabinos citavam a tradição como fonte de autoridade e os profetas afirmavam: “assim diz o Senhor”, Jesus era tão unido ao Pai que podia dizer com autoridade: “em verdade, em verdade vos digo” (5:19–30).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
27/4/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_04.pdf

 

segunda-feira, 28 de abril de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE ABRIL DE 2025 (Mateus 20.18)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE ABRIL DE 2025
A CONSCIÊNCIA DE JESUS A RESPEITO DE SUA HORA

Mateus 20.18 “Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. “

 

“Eis que vamos para Jerusalém, ”

Antes de sair da Galileia, o Senhor “manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém” (Lucas 9:51); e a partir de então Ele não permitiu que nada O desviasse desse objetivo. Isto, como bem o assinala McNeile, “ expressa a resolução que Ele tomou; os discípulos já sabiam que estavam indo à capital para a páscoa, mas não podiam saber a luta que isto Lhe causaria”.

Mateus é o único que observou particularmente os movimentos geográficos (4:12; 16:13; 17:24; 19:1; 21:1). Tendo estado a leste do Jordão na Peréia, Jesus e o seu grupo dirige-se agora diretamente para Jerusalém. Por isso o Senhor chamou à parte os doze e deu-lhes instruções em particular sobre o que os aguardava na cidade santa.

 

“... e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. “

Esta é a terceira vez que Jesus adverte a seus discípulos que Ele se dirige para a cruz (Mateus 16:21; 17:22-23). Tanto Marcos como Lucas acrescentam toques próprios a este relato para manifestar a tensão e a previsão da tragédia que imperava no grupo de apóstolos. Marcos diz que Jesus caminhava sozinho adiante e que os discípulos estavam maravilhados e assustados (Marcos 10:32-34). Lucas diz que Jesus tomou os discípulos a sós para fazê-los entender o que tinham pela frente (Lucas 18:31-34).

Esta predição do martírio do Senhor constitui o relato mais detalhado dos Evangelhos a respeito do que Jesus disse que Ele enfrentaria nas mãos dos judeus e romanos. Vemos uma progressão em direção à morte aguardada por Jesus. Primeiramente, Ele disse que seria entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Isto se cumpriu quando Judas traiu Jesus e conduziu os guardas até Ele no jardim Getsêmani (26:47).

Em segundo lugar, Ele foi levado perante o Sinédrio, que consistia em sua maioria de principais sacerdotes e escribas (26:57). Esse conselho decidiu condená-lo à morte (27:1), porém não tinha autoridade para executar a sentença (1:19; 10:18; 12:14). Consequentemente, entregaram Jesus aos gentios, os quais tinham o poder de aplicar a pena de morte (v.21).

“Os gentios” refere-se principalmente ao governador Pôncio Pilatos (27:2). Este entregou Jesus aos seus soldados para ser escarnecido e açoitado (27:27–30; Marcos 15:15). Depois de suportar essa humilhação e dor, Jesus foi levado ao Gólgota, para ser crucificado (27:31).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
27/4/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201209_05.pdf

 

domingo, 27 de abril de 2025

Lição 05: A verdade que liberta - 2 Trimestre de 2025.


TEXTO ÁUREO

João 8.32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.“


Jesus quando estava ensinando no templo (v.2) afirmou que ele era a luz do mundo e durante esse sermão muitos do que o ouviam creram nele (v.30). Estas pessoas reconheceram a veracidade das declarações de Jesus quanto a ser Ele o Messias, mas interpretavam suas promessas segundo os preconceitos nacionalistas. Jesus, desejando aprofundar e purificar a fé dos seus ouvintes, disse-lhes:


 “E conhecereis a verdade,”

 João colocou forte ênfase na palavra “verdade” e a empregou sete vezes neste discurso. A palavra “verdade” aqui corresponde essencialmente à palavra “evangelho”, a boa notícia revelada na Pessoa de Jesus.

Os judeus ensinavam que a verdade era a lei e que o estudo da lei tinha um fim em si mesmo: libertar. Jesus enfatizou, conforme já observamos neste Relato do Evangelho, que a lei não apontava para si mesma, mas para ele: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5:39). O próprio Jesus é a verdade, aquele que é cheio de graça e verdade (1:14), por intermédio do qual a graça e a verdade vieram até nós: “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (João 1:17)

A verdade não pode ser separada de Jesus, pois Jesus é a verdade: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim  (João 14:6). Jesus é a personificação da boa notícia da graça salvadora de Deus. Somente pela pessoa e obra de Cristo alguém pode ser conduzido a um conhecimento genuíno da verdade. Somente Ele é a revelação do Pai que expressa à verdade. Por isso Ele também diz: “Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz (João 18:37).

 

“... e a verdade vos libertará.”

Essa declaração indica que uma pessoa só é verdadeiramente livre quando o Evangelho de Cristo domina sua vida por completo. Essa pessoa de fato conhece a verdade de forma experiencial, pois vive a liberdade provida pela obra redentora do Salvador; essa pessoa já não está mais sob a culpa e o domínio do pecado.

Guy N. Woods comentou: “Somente os filhos fiéis de Deus são verdadeiramente livres, não sendo escravos do mundo, nem da carne, nem do diabo; são também livres da má consciência, das preocupações e ansiedades do mundo e da própria morte”

A liberdade trazida pela verdade não é liberdade para fazermos o que quisermos. É a libertação do pecado e de suas conseqüências. Essa liberdade é alcançada por meio do Filho: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

https://estudosdabiblia.net/d2.htm

https://estiloadoracao.com/conhecereis-verdade-e-verdade-vos-libertara/

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

 

sábado, 26 de abril de 2025

João 8:14

João 8:14 “Respondeu Jesus, e disse-lhes: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou. “

 

“Respondeu Jesus, e disse-lhes: “

Após Jesus afirmar: “Eu sou a luz do mundo”. Os fariseus lhe disseram: “Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro” (João 8:13). A princípio, parece que os fariseus estavam corretos em sua forma de pensar. Ou seja, parece que aqui o argumento deles tem base.

A Mishná prescrevia: “Ninguém pode dar testemunho de si mesmo”. Jesus reconheceu a veracidade disso em suas próprias palavras em João 5:31: “Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro”. De acordo com a lei determinava-se a verdade com base em duas ou três testemunhas (Deuteronômio 17:6; 19:15).

Quando Jesus afirma a respeito de si mesmo: “eu sou a luz do mundo", tal afirmação não é feita necessariamente sem base. Uma evidência dada sim em um tribunal deve sim ser confirmada por mais de uma pessoa, mas o Filho do Pai sempre fala devido à autoridade conferida pelo Pai. Apesar de, pela letra formal da lei, seu testemunho não poder ser aceito porque parece que ele fala por si mesmo, na verdade ele sempre recebe apoio do Pai e por isso deve ser admitido e aceito.

 

Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou. “

Quando Jesus respondeu dizendo: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, ele não está contradizendo o que havia dito em João 5:31. Embora Jesus tivesse citado várias testemunhas em seu favor em 5:31–47, agora ele estava “mudando o argumento baseado na legalidade abstrata para o princípio de sua competência pessoal”. Mais tarde, em ele mostraria que estava de acordo com os requisitos da lei: “E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou” (João 8:17,18)

Nesta ocasião, Jesus demonstrou que a objeção dos fariseus era injustificada por três razões. Primeiramente, Jesus afirmou que sua origem e destino divinos justificavam que ele desse testemunho de si mesmo: porque sei donde vim e para onde vou; mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou.

O conhecimento de Jesus sobre si mesmo era perfeito; ele sabia que tinha vindo do Pai e voltaria para sua destra, enquanto os fariseus não. Para os fariseus, ele é, na melhor das hipóteses, um “mestre vindo da parte de Deus” (João 3.2), sem o direito de falar em seu próprio nome. Eles não sabiam sua verdadeira origem e meta; e podiam julgar somente “segundo a carne” a aparência externa (João 7.24) - o que resultava em um juízo enganoso.

Porém, sendo Jesus a própria essência da Divindade tinha todo o direito de testificar a respeito de Si mesmo. Visto que os fariseus nada sabiam da origem ou do destino de Jesus, negarem seu testemunho era assim inútil.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
27/4/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202201_02.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

João 7.16

João 7.16 “Jesus lhes respondeu, e disse: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. ”

 

“Jesus lhes respondeu, e disse: “

Quando Jesus ensinava na festa dos tabernáculos os líderes judeus Ficaram admirados com seu domínio das Escrituras. Perguntavam eles: “Como sabe este letras, sem ter estudado? ” (v.15) A surpresa não era porque Jesus sabia ler e escrever, pois essas competências eram comuns entre os judeus, especialmente os do sexo masculino. A surpresa era por alguém ter tão grande conhecimento das Escrituras e das tradições judaicas sem ter frequentado uma escola rabínica nem ter sido discípulo de um rabino renomado. Admiração semelhante ocorreria cerca de um ano mais tarde, quando os líderes religiosos se impressionariam com a ousadia de Pedro e João, concluindo que eles eram “homens iletrados e incultos” e que haviam estado com Jesus (Atos 4:13).

 

“... A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. ”

Jesus então lhes respondeu acerca do seu conhecimento. Somente aqui Jesus chamou sua mensagem de “doutrina”, o que é relevante, visto que ele estava se reportando a “mestres” profissionais. Jesus revelou que sua mensagem tinha origem divina.

C. K. Barrett disse-o nestes termos: “Enquanto outros extraíam seus ensinos de uma sala de aula rabínica, ele extraía o seu diretamente do Pai”. A maneira pela qual Jesus respondeu aos judeus mostra que ele era o Mestre dos mestres. Jesus não se declarou autodidata nem disse que não precisava de um mestre. Ele não pertencia a nenhuma tradição rabínica; mas nesse debate com mestres profissionais, seus comentários foram condizentes com a sabedoria da época.

Se Jesus tivesse dito a esses rabinos que seu ensino procedia dele mesmo, sem qualquer sanção, ele teria sido visto como um herege. Isso teria despertado menosprezo da parte de seus inquiridores. Em vez disso, Jesus alegou, como já havia feito antes (5:30), que seu ensino não procedia dele mesmo, mas daquele que o enviou, o divino Mestre.

O Pai é maior do que qualquer mestre terreno. Enquanto os rabinos citavam a tradição como fonte de autoridade e os profetas afirmavam: “assim diz o Senhor”, Jesus era tão unido ao Pai que podia dizer com autoridade: “em verdade, em verdade vos digo” (5:19–30).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
27/4/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_04.pdf

Mateus 20.18

Mateus 20.18 “Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. “

 

“Eis que vamos para Jerusalém, ”

Antes de sair da Galileia, o Senhor “manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém” (Lucas 9:51); e a partir de então Ele não permitiu que nada O desviasse desse objetivo. Isto, como bem o assinala McNeile, “ expressa a resolução que Ele tomou; os discípulos já sabiam que estavam indo à capital para a páscoa, mas não podiam saber a luta que isto Lhe causaria”.

Mateus é o único que observou particularmente os movimentos geográficos (4:12; 16:13; 17:24; 19:1; 21:1). Tendo estado a leste do Jordão na Peréia, Jesus e o seu grupo dirige-se agora diretamente para Jerusalém. Por isso o Senhor chamou à parte os doze e deu-lhes instruções em particular sobre o que os aguardava na cidade santa.

 

“... e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. “

Esta é a terceira vez que Jesus adverte a seus discípulos que Ele se dirige para a cruz (Mateus 16:21; 17:22-23). Tanto Marcos como Lucas acrescentam toques próprios a este relato para manifestar a tensão e a previsão da tragédia que imperava no grupo de apóstolos. Marcos diz que Jesus caminhava sozinho adiante e que os discípulos estavam maravilhados e assustados (Marcos 10:32-34). Lucas diz que Jesus tomou os discípulos a sós para fazê-los entender o que tinham pela frente (Lucas 18:31-34).

Esta predição do martírio do Senhor constitui o relato mais detalhado dos Evangelhos a respeito do que Jesus disse que Ele enfrentaria nas mãos dos judeus e romanos. Vemos uma progressão em direção à morte aguardada por Jesus. Primeiramente, Ele disse que seria entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Isto se cumpriu quando Judas traiu Jesus e conduziu os guardas até Ele no jardim Getsêmani (26:47).

Em segundo lugar, Ele foi levado perante o Sinédrio, que consistia em sua maioria de principais sacerdotes e escribas (26:57). Esse conselho decidiu condená-lo à morte (27:1), porém não tinha autoridade para executar a sentença (1:19; 10:18; 12:14). Consequentemente, entregaram Jesus aos gentios, os quais tinham o poder de aplicar a pena de morte (v.21).

“Os gentios” refere-se principalmente ao governador Pôncio Pilatos (27:2). Este entregou Jesus aos seus soldados para ser escarnecido e açoitado (27:27–30; Marcos 15:15). Depois de suportar essa humilhação e dor, Jesus foi levado ao Gólgota, para ser crucificado (27:31).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
27/4/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201209_05.pdf