sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE FEVEREIRO DE 2025 (Colossenses 2.9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE FEVEREIRO DE 2025
AS DUAS NATUREZAS DE CRISTO CONTINUAM PARA TODA A ETERNIDADE

Colossenses 2.9 “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; ”

 

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; ”

Enquanto os hereges (gnósticos) criam que a divindade se apresentava através de “emanações", dos aeons, Paulo ministrava aos colossenses que, em Cristo, “habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. Paulo demonstra quão errônea é esta ideia, mediante sua insistência que toda a essência divindade, ou seja, todas as características divinas residem na Pessoa de Jesus Cristo.

Ele não é inferior nem superior ao Pai e ao Espírito Santo; Ele tem a semelhança exata de tudo que está incluso e é expresso pela palavra “Deus”. Esta ideia também é apresentada em Hebreus 1:3a: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser”.

Quando veio ao mundo, Jesus despiu-Se do Seu corpo celestial para assumir um corpo carnal; porém Seu ser, a Pessoa que Ele é, continuou sendo a Divindade imutável. Paulo disse: “Pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana” (Filipenses 2:6, 7).

Assumindo a carne humana durante a Sua habitação na terra, Jesus tornou-Se a Divindade na carne. Diz o apóstolo João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). Ele já não era a Divindade em Seu corpo celestial, mas era a Divindade num corpo terreno. Em nenhum momento Ele foi menos do que a Divindade, seja em Seu corpo celestial, seja em Seu corpo terreno.

Pois, “tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas” (Romanos 1.20), tendo em vista a sua preeminência (Primogênitura) sobre todos os seres, visíveis e invisíveis, anjos ou demônios, homens ou animais.

E, como nEle habita toda a plenitude da divindade, Paulo fez ver aos colossenses que não necessitavam de qualquer outra fonte da revelação de Deus. Uma vez que conheceram a Cristo, conheceram toda a fonte da revelação divina, toda a fonte do poder que emana de Deus.

Se Ele é a Divindade, então tudo que Ele ensinou é verdadeiro e autorizado. Deus não pode mentir (Hebreus 6:18), por isso Seu ensino é verdadeiro. Qualquer ensino que não esteja em harmonia com a verdade revelada de Jesus é falso (1 João 2:21) e não tem o apoio da autoridade de Jesus.

Todas as religiões que não pregam a Cristo como centro de seus ensinos e da verdadeira adoração estão incorrendo em grave erro, e desviando seus adeptos do verdadeiro caminho para Deus. NEle, a divindade é infinita e absoluta. Não sobra nada para qualquer outro ser que pretenda usurpar-lhe o direito à adoração.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201310_05.pdf

 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE FEVEREIRO DE 2025 (Atos 20.28)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE FEVEREIRO DE 2025
JESUS, O DEUS-HOMEM QUE NOS COMPROU COM O SEU SANGUE

Atos 20.28 “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. ”

 

 “Olhai, pois, por vós...”

Paulo chega à segunda parte do seu discurso em Mileto aos anciões das igrejas de Éfeso. Na primeira parte exortou os seus ouvintes no sentido de seu exemplo pessoal visar ser um padrão para eles, mas agora volta-se à exortação direta, dizendo como devem agir quando ele já não mais estiver com eles.

Eles devem prestar atenção à sua própria condição espiritual: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16). Pois eles não podem dar um cuidado adequado aos outros se negligenciam o cuidado e a instrução de suas próprias almas e da sua própria família: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?) (1 Timóteo 3:4,5) ”.

 

“...e por todo o rebanho...”

Eles devem "pastorear" a igreja de Deus; pastorear em termos gerais, significa "cuidar" de um rebanho e, em específico, "levar um rebanho ao pasto para alimentá-lo". Essa é a primeira tarefa dos pastores. "Não apascentarão os pastores as ovelhas?  (Ezequiel 34.2). No salmo 23 Davi descreve essa função do pastor: “Deitar-me faz em verdes pastos...” (Salmos 23:2).

No período que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe (Rute 1:1). Os pastores devem se dedicar a alimentar as ovelhas, com pastos verdejantes e pão de qualidade para que essas não procurem alimentos em outros rebanhos.

Olhar por todo o rebanho também nos exortar a zelarmos por todas as faixas etárias da igreja. Deus nos comissionou para pregar a toda a criatura. Devemos olhar para os jovens, para os anciões, para as crianças e nos preocuparmos com o alimento adequado para todos, pois, seria um grande pecado negligenciar o povo de Deus, comprado a tão alto preço.

 

“...sobre o que o Espirito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes...”.

O Termo grego “episkopos” transmite a ideia de supervisão espiritual e de cuidados pastorais. Tais pessoas devem a sua nomeação à escolha que Deus delas fez mediante o Espírito. As pessoas que aqui se descrevem como sendo “bispos” são as mesmas que são chamadas “presbíteros” no v. 17, e em 14:23 lemos como Paulo os nomeava nalgumas das suas igrejas com oração e jejum, isto é, em dependência da orientação do Espírito. Sua tarefa era pastorear a igreja, isto é, agir como pastores; refere-se de todos os cuidados que devem ser exercidos com relação ao rebanho.

 

“...a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”

A igreja aqui é chamada a igreja de Deus. A expressão “igreja de Deus” significa que a Igreja pertence a Deus. Pelo sangue de seu Filho Jesus ele comprou a igreja: “Aquele que nem mesmo poupou a seu próprio Filho, antes, o entregou por todos nós” (Romanos 8.32).

Todavia aqui a afirmação é que Deus comprou a Igreja com seu próprio sangue, derramado na cruz para expiar os pecados. Isso só faz sentido com as palavras de Jesus ao Judeus: Eu e o Pai somos um” (João 10.30). Uma vez que tanto pai quanto Filho representam uma só divindade. Deus resgatou a igreja com seu próprio sangue.

O grande preço que Deus pagou para adquirir a Igreja deveria motivar os anciãos a fazer os sacrifícios necessários para o bem-estar dela.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/11/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1982.

STOTT, John. A Mensagem de Atos – Até aos confins da Terra. São Paulo: ABU s/c, 1994

 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE FEVEREIRO DE 2025 (João 10.33)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE FEVEREIRO DE 2025
SENDO HOMEM, JESUS AFIRMA SER DEUS, AS DUAS NATUREZAS EM UMA SÓ PESSOA

João 10.33 “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. ”

 

“Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, ”

No inverno, durante a festa da dedicação Jesus passou pelo alpendre de Salomão e foi rodeado por judeus que estavam o forçando a disser se ele era o Cristo. Todavia eles o forçavam não para nele crer, mas para o acusarem. Jesus então disse que as suas obras eram a resposta a eles, pois elas testificavam se ele o era.

Sabendo o que tinham no coração Jesus respondeu que eles não eram suas ovelhas, pois elas o ouviriam. Que lhes daria a vida eterna, pois “ele e o Pai eram um” (v.30). Quando Jesus disse isso os judeus novamente pegaram em pedras para o apedrejarem. A ocasião anterior em que seus inimigos tentaram apedrejá-lo nos recintos do templo foi aquela em que ele declarou que “antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8.58).

Jesus então os questionou perguntando: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? (v.32). Afinal suas ações davam testemunho da sua missão divina (João 5.36); e suas palavras estavam em harmonia perfeita com seus atos. Os judeus então se justificaram dizendo que não estavam apedrejando-o por nenhuma das suas obras.

 

“... mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. ”

Os judeus disseram: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia. Eles basicamente disseram: “Não é por suas obras, mas por suas palavras”. Essa foi a primeira vez que Jesus foi acusado de “blasfêmia”. A acusação de blasfêmia se fundamentava no fato de Jesus, “sendo... homem”, se fazer Deus a si mesmo. Pois Jesus se dizia ser um com o Pai, colocando-se do outro lado do abismo que separa Deus das pessoas - o Criador e a criatura.

Na opinião deles, a afirmação “Eu e o Pai somos um“ merecia a pena prescrita na Lei para aqueles que blasfemavam contra o nome divino. E essa ofensa a Deus envolvia toda a comunidade em culpa séria, a não ser que o transgressor fosse tirado do meio do povo, “cortado de Israel”. Por isso as pedras.

Os judeus já perseguiam Jesus por causa do Sábado, pois Jesus havia mandado no sábado um aleijado carregar sua cama e um cego lavar a argila nos olhos, transgredindo tecnicamente a lei do sábado, mas eles consideraram muito piores os argumentos com que ele justificou estes atos: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (5.17).

A tentativa de tirar-lhe a vida depois do incidente no tanque de Betesda foi causada pelo fato de que ele “não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (5.18).

Todavia, Jesus não estava se fazendo passar por Deus, visto que era o Verbo que estava com Deus e que era o próprio Deus (João 1:1). Jesus, o Filho unigênito de Deus (João 3:16), desceu do céu para fazer a vontade do Pai que o enviou, e não a sua própria vontade (João 6:38). Tudo o que Jesus disse e fez foi coerente com a missão para a qual ele veio à terra. Suas palavras foram as palavras de Deus; suas obras foram as obras de Deus. Ele estava mostrando que era realmente o Filho de Deus, enviado pelo Pai para a redenção da humanidade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202202_01.pdf

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE FEVEREIRO DE 2025 (Filipenses 2.7)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE FEVEREIRO DE 2025
O SENHOR JESUS POSSUI AS NATUREZAS HUMANA E DIVINA EM SUA PESSOA

Filipenses 2.7 “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; “

 

“Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo,  

Na sua encarnação aconteceu a maior demonstração de humildade de Cristo. Ele “esvaziou-se a si mesmo”. A palavra grega kenou que em algumas versões é traduzida por “aniquilar” significa “esvaziar, ficar vazio”.

Cristo renunciou ao Seu ambiente de glória. Ele pôs de lado Sua majestade e glória (João 17.5), mas permaneceu Deus. Ele jamais deixou de ser possuidor da natureza divina. Mesmo em Seu estado de humilhação, jamais se despojou de Sua divindade.

F.F. Bruce diz que, em vez de explorar a Sua igualdade com Deus, e dela auferir vantagens, Jesus despojou a si próprio, não de Sua natureza divina, visto que isso seria impossível, mas das glórias e das prerrogativas da divindade para assumir 100% as prerrogativas humanas.

Cristo esvaziou-se assumindo a forma de servo. Forma, aqui, indica a veracidade de sua posição de servo. Ao contrário do primeiro Adão, que fez uma tentativa frenética de alcançar posição de igualdade com Deus (Genesis. 3:5), Jesus, o último Adão (1 Coríntios 15:47), humilhou-se e obedientemente aceitou o papel de Servo Sofredor.

 

“...fazendo-se semelhante aos homens; “

Quando lemos a frase do texto que Ele fez-se “semelhante aos homens” precisamos, à luz do contexto da Cristologia, entender que a palavra semelhança em relação a Cristo não significa “um faz de conta”, ou que tenha sido apenas uma semelhança de humanidade, e não humanidade real.

No final do primeiro século da Era Cristã, surgiu uma doutrina herética denominada docetismo, da palavra dokesis, que significa “semelhança”. Essa doutrina herética visava destruir os alicerces da doutrina de Paulo sobre Cristo, para negar que “Jesus veio em carne”. Paulo combateu com todas as suas forças essa heresia ensinando que Jesus era verdadeiramente homem, “nascido de mulher” (G1 4.4),

A expressão “fazendo-se” indica o fato de ter sido 100% homem, como todos os demais homens. O apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas 4.4 que “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher”, indicando que Jesus, em sua humanidade, é consubstanciai com o homem e pertence à ordem das coisas assim como Adão foi criado. A diferença de Jesus como homem e os demais homens está no fato de que Ele foi gerado pelo Espírito Santo. Por isso, Ele é “verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus”.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

LOPES, Hernandes dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. São Paulo, SP: Hagnos 2007.

 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE FEVEREIRO DE 2025 (Mateus 1.23)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE FEVEREIRO DE 2025
AS DUAS NATUREZAS DE JESUS REVELADAS NA EXPRESSÃO "EMANUEL"

 
Mateus 1.23 “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. ” 


“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, “ 

Essa passagem é o cumprimento da profecia do nascimento virginal do nosso Senhor profetizada pelo profeta Isaías (Isaías 7.14). Lucas e Mateus descrevem o cumprimento dessa profecia aproximadamente 700 anos após: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mateus 1:18). Lucas nos relata mais detalhadamente que “foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1:26,27). O anjo a disse: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1:31). A resposta de Maria foi: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? ” (Lucas 1:34). A tréplica do Anjo foi: ”Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).  Esse fato sobrenatural é o sinal de Deus para toda a humanidade: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5)


“E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. ”

José, o noivo de Maria, sabia que não havia ainda consumado seu casamento e duvidou quando Maria descreveu esse fato sobrenatural: “Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1:19). E quando ele vai dormir um anjo lhe aparece em Sonho confirmando o testemunho de Maria: “não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;  E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:20,21). É o evangelista Mateus, que associa esse evento a profecia de Isaías: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz” (Mateus 1:22). Emanuel, no hebraico, é a junção de dois termos — immánu, que significa “conosco”, e El, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”. Jesus não somente foi homem, mas estabeleceu morada entre os homens: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1:14).Jesus não se chamava Emanuel como nome próprio, mas vários textos bíblicos apontam para Ele como sendo designado por esse nome como aquilo que Ele de fato é: Deus Conosco. Esse nome designa sua missão entre a humanidade de fazer Deus estar com a humanidade, de habitar entre os homens.  Mostra a natureza divina do Filho de Deus como sua obra messiânica da graça, habitando entre os homens e ao mesmo tempo significando que “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9). Mateus aplicou corretamente esta profecia a Jesus, o Messias (Mateus 1.23).” Note também que Mateus termina o seu livro com Jesus dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (28.20). Ele continua sendo o Emanuel, “Deus conosco”. Escatologicamente todos os que nele creem habitarão com Ele: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Apocalipse 21.3) 

  

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016. 

 

POMMERENING, Clayton Ivan. Lições Bíblicas Jovens - Lição 9: O sinal do Emanuel. CPAD, 3º Trimestre de 2016. 

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Lição 7: As Naturezas Humana e Divina de Jesus – 1 Trimestre de 2025.


 TEXTO ÁUREO

"Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém!" (Romanos 9.5)

 

“Dos quais são os pais, dos quais é Cristo segundo a carne”

Após se referir aos seus “irmãos”, seus “compatriotas, segundo a carne”, Paulo fez um resumo das bênçãos concedidas por Deus à nação judaica (Romanos 9.3-5). O versículo 5 começa com a oitava bênção da nação de Israel: “deles são os pais (os patriarcas). Os patriarcas originais eram Abraão, Isaque e Jacó; mas os judeus incluíram outras figuras ilustres do Antigo Testamento nessa categoria, como Moisés e Davi. Os judeus tinham, com razão, orgulho de seus ancestrais.

O Cristo é a nona e última (e mais importante) vantagem de Israel “deles descende o Cristo [Messias] segundo a carne...” O propósito principal de Deus ao separar uma nação foi preparar um povo através do qual traria o Messias (Cristo) à terra. Essa foi a marca mais distintiva de Israel; nenhuma outra nação foi honrada dessa maneira. Paulo usou a expressão “segundo a carne” porque o lado carnal (humano) de Jesus era de ascendência judaica (Romanos 1:2–4; Mateus 1:1–25). No entanto também é citado no versículo a sua divindade através do nome “Cristo” o Ungido, que é o “ Verbo divino que se fez carne” (Jo 1.1.14) e “ habitou entre nós".

 

“... o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.”

À medida que contemplava as bênçãos divinas sobre os israelitas e especialmente a bênção de Jesus, Paulo ficou tomado de emoção e fez uma pausa para louvar o Senhor: “o Cristo..., o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!”.

Essa doxologia (palavra de louvor) reconhece primeiramente que Cristo “é sobre todos”. Pouco antes de partir da terra, Jesus disse aos discípulos: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Após a ascensão, Jesus sentou-Se à direita de Deus (Marcos 16:19), onde está reinando atualmente (1 Coríntios 15:25).

A doxologia contém as palavras: “Deus bendito para todo o sempre”, que basicamente significam: “o Deus eternamente abençoado”. Na maioria das versões em português faz uso da vírgula após “sobre todos” indica que o “Deus bendito para todo o sempre” refere-se a Jesus. Walter W. Wessel classificou Romanos 9:5 como “uma das declarações mais inequívocas de todo o NT a respeito de divindade de Cristo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200903_01.pdf

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da Justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD 2005.

sábado, 8 de fevereiro de 2025

João 2.1


João 2.1 “E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galileia; e estava ali a mãe de Jesus. “

 

“E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galileia; “

Jesus estava voltando para a Galileia: “No dia seguinte quis Jesus ir à Galileia (João 1.43). No terceiro dia após comissionar Felipe e Natanael. Geralmente a contagem é inclusiva: Nós diríamos dois dias depois. Houve um casamento em Caná da Galiélia que Jesus foi convidado.

Caná da Galiléia era uma vila mencionada apenas no evangelho de João como o local onde Jesus realizou o seu primeiro milagre (v.11), como o lugar onde Ele pronunciou as palavras que curaram o filho do nobre que jazia doente em Cafarnaum (João 4.46) e corno a casa de Natanael (João 21.2), isto talvez justifique o convite de alguns dos recentes discípulos.

A presença do nosso Senhor no casamento sugere que Jesus aprova a vida social. Ele procurava a companhia das pessoas a fim de espalhar a sua influência e doutrina, e para deixar que as pessoas o conhecessem e, por meio dele, à graça de Deus. Enquanto os fariseus se afastavam dos pecadores e continuavam a dar guarida ao pecado no coração (Mateus 23.25-28), Jesus se conservava separado do pecado e dava as boas-vindas aos pecadores, a fim de salvá-los.

Devemos seguir seu exemplo nesta matéria. Somos o sal da terra, mas, a fim de sermos eficazes, precisamos entrar em contato com aquilo que precisa ser salgado; para sermos pescadores dos homens, devemos ir para onde estão os peixes; para sermos luz do mundo, devemos aparecer e brilhar.

Sua presença sugere também que Cristo aprova o casamento. Afinal, nenhum relacionamento humano tipifica um mistério espiritual tão profundo (Mateus 22.1-14; 25.10; Apocalipse 19.7; 22.17). É digno, portanto, da mais elevada honra: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula” (Hebreus 13.4).

 

“... e estava ali a mãe de Jesus. “

Naquele casamento se encontrava também a mãe de Jesus. A mãe de Jesus aparece somente duas vezes neste evangelho, aqui e na cruz (João 19.25). Há uma alusão a ela em João 6.42. Em nenhuma destas passagens consta que seu nome pessoal seja Maria. A razão disto pode simplesmente ser o desejo de evitar confusão com outras mulheres com este nome, mencionadas no evangelho.

Maria, decerto, tinha íntima conexão com a família que celebrava o casamento, como se percebe do seu conhecimento da falta de vinho “Não têm vinho” (v.3) e das ordens que deu aos serventes: “Fazei tudo quanto ele vos disser” (v.5). Barclay diz que evangelhos posteriores que nunca foram introduzidos no Novo Testamento agregaram certos detalhes a este relato. Um dos Evangelhos cópticos do Egito nos diz que Maria era irmã da mãe do noivo.

No relato só se menciona Maria, não se fala nada de José. A explicação mais provável é que a esta altura José já tivesse morrido. A morte prematura de José justificaria que a razão pela qual Jesus passou dezoito longos anos em Nazaré foi tomar a incumbência da manutenção de sua mãe e sua família. Só quando seus irmãos e irmãs menores puderam ocupar-se de si mesmos e da casa, Jesus os deixou.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

BARCLAY, William. The Gospel of John - Tradução: Carlos Biagini.

Marcos 6.2


Marcos 6.2 “E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos? “

 

“E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; ”

O verso 1 diz que Jesus chegou na sua terra (Nazaré) com seus discípulos. Jesus estava acostumado a frequentar a sinagoga, regularmente, aos dias de sábados, porque, vindo a este mundo sob a lei (Gálatas 4.4), cumpriu todos os deveres pertinentes a um israelita piedoso. Então, chegando o sábado compareceu na sinagoga local para adorar.

As sinagogas foram instituídas durante o cativeiro babilônico como centros locais de adoração, após a destruição do templo. Mesmo depois que o Templo foi reconstruído, a adoração nas sinagogas continuou. Os cultos na sinagoga eram bastante informais e consistiam em orações, leitura da Escritura, comentários e doação de ofertas para os pobres.

Jesus ensinava e pregava nas sinagogas judaicas conforme a oportunidade lhe era oferecida pelo chefe ou líder da sinagoga. A reputação de Jesus por toda a Galileia lhe abriu a porta. Jesus pode ter ido a Nazaré para descansar, mas não pôde resistir a essa oportunidade para servir e fazer a vontade de seu Pai.

 

“... e muitos, ouvindo-o, se admiravam, ”

As pessoas que o ouviam ficavam pasmas. O verbo para “admirar” significa “estavam chocados e fora de si”. Isso porque ele não ensinava como os escribas (Mateus 7.29). Os escribas citavam outros rabinos e sentiam que sua função era ser explicadores das tradições. A verdade é que as suas tradições e legalismo insignificante transgrediam a lei revelada de Deus (Marcos 7.9,13).

As palavras pronunciadas por Cristo permeavam as almas presentes com a força da autoridade divina. Não era apenas o que dizia, mas como Ele o dizia, que causou tão grande impressão. Havia nEle algo que emprestava nova vida aos textos bíblicos. O Senhor infundia nova luz às passagens que, embora tão conhecidas, haviam sido sufocadas pelo tradicionalismo da religião judaica. Não havia quem não se impressionasse com a autoridade de suas declarações.

Um escritor judaico declarou que o seu tom não era o de um mero profeta, mas do próprio Deus onipotente em pessoa. Mesmo os grosseiros policiais do templo foram forçados a confessar: “Jamais alguém falou como este homem” (João 7.46).

 

“... dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? E que sabedoria é esta que lhe foi dada?

Todavia entre os nazarenos a admiração tornou-se incredulidade. Pois, a familiaridade com ele causou preconceito e não fé. William Barclay diz que, às vezes, estamos demasiadamente próximos das pessoas para ver a sua grandeza. Jesus disse que um profeta não tem honra em sua própria terra.

Com tom de ironia questionavam: “De onde lhe vêm essas coisas? ”, “que sabedoria é esta? ” Jesus não tinha estudado nas escolas rabínicas e eles não podiam explicar seu conhecimento nem seu poder. Viam-no apenas como o carpinteiro, filho de Maria, cujos irmãos e irmãs eles conheciam (v.3). Desafiaram assim a sabedoria óbvia com a qual Ele falava.

 

“...e como se fazem tais maravilhas por suas mãos? “

Nesse tempo, Jesus já havia se manifestado plenamente ao mundo e havia operado muitos milagres em Cafarnaum, a trinta quilômetros de Nazaré. Mas os nazarenos não compreendiam como podia acontecer tais milagres e questionavam: “como se fazem tais maravilhas por suas mãos? “. Como eles não puderam explicá-lo, o rejeitaram. E suspeitaram de artificio ou truque.

Eles levantaram muros para se defenderem do Espírito Santo. O contraste entre o humilde carpinteiro e o profeta sobrenatural foi muito grande para eles compreenderem. Então eles escolheram a descrença, uma escolha que deixou Jesus admirado

Pela incredulidade deles Jesus não realizou nenhum milagre, em vez disso, deixou a cidade por causa dela. Enfermos deixaram de ser curados e pecadores deixaram de ser perdoados. Quão terrivelmente desastroso é o pecado da incredulidade. A incredulidade rouba do povo as maiores bênçãos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

Lopes, Hernandes Dias. Marcos: o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006.

Lucas 4.16


Lucas 4.16 “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. ”

 

“E, chegando a Nazaré, onde fora criado, “

A cidade de Nazaré não era um lugar importante até se tomar famosa na época do NT como o lugar onde o Senhor Jesus passou sua infância. A cidade de Nazaré não é mencionada no AT, no Talmude, nem pelo historiador Josefo. As referências literárias mais antigas a esse lugar aparecem no NT. Nazaré era um povoado pequeno, destaca Sérgio Junqueira, onde todo mundo conhecia todo mundo.

Era a residência de Maria e José (Lucas 1,26,27; 2.39) e o lugar onde o anjo anunciou a Maria o nascimento do Messias (Lucas 1.26-28). Foi para esse lugar que José levou a criança e sua mãe depois da peregrinação pelo Egito (Mateus 2.19-23), e também o lugar onde Jesus atingiu a maioridade e passou cerca de 30 anos de sua vida (Lucas 2.39­ 51).

Embora sua cidade natal fosse Belém, por causa do decreto de Cesar Augusto: (Lucas 2.1-7). sua longa associação com essa cidade fez com que fosse chamado de Jesus de Nazaré (Lucas 18.37), e que seus discípulos se tornassem conhecidos posteriormente como nazarenos (Atos 24.5). A reputação de Nazaré não era das melhores; seu povo havia desenvolvido uma péssima reputação quanto à moral e a religião: “Pode qualquer coisa boa vir de Nazaré? “ (João 1.46).

 

“... entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. ”

Durante o cativeiro na Babilônia, depois da destruição do Templo, o povo instituiu sinagogas como centros locais de adoração. Mesmo depois que o Templo foi restaurado, a adoração nas sinagogas continuou. Paulo apresentou a maior parte de suas pregações em sinagogas (Atos 13:14, 15).

Lucas observa que Jesus estava acostumado a frequentar os cultos da sinagoga, regularmente, aos dias de sábados. Ele vai à sinagoga no sábado para adorar. Ele não só assiste o culto, mas também participa. Os cultos na sinagoga eram bastante informais e consistiam em orações, leitura da Escritura, comentários e doação de ofertas para os pobres.

 “... e levantou-se para ler ”. Esta era a postura habitual para a leitura das Escrituras na sinagoga. Qualquer outra postura seria um desrespeito às Sagradas Escrituras. O leitor não tinha permissão sequer de apoiar-se em alguma coisa enquanto lia. Desta vez foi dada a Jesus a oportunidade de falar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

GONÇALVES, José. Lucas – O evangelho de Jesus o homem perfeito. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

FIGUEIRA, Eulálio & JUNQUEIRA, Sérgio. Teologia e Educação — educar para a caridade. São Paulo: Editora Paulinas, 2012.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 8 DE FEVEREIRO DE 2025 (1 João 4.15)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
8 DE FEVEREIRO DE 2025
QUEM CONFESSA QUE JESUS É O FILHO DE DEUS, DEUS ESTÁ NELE

1 João 4.15 “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus. ”

 

“Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, ”

O ancião na sua epístola invoca várias fórmulas correntes de confissão (1 João 1:9; 1 João 2:23, 1 João 4:2), elas devem ser compreendidas como típicas da igreja cristã desde o princípio, e envolvem discernimentos sem os quais seria impossível a comunhão com o Pai e de uns com os outros.

A confissão é mais do que falar com a boca ela origina-se no coração (alma). O apóstolo Paulo escreveu aos romanos: que diz? “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10.9-10). Assim está alicerçada sobre a lealdade da alma a Cristo, pois deve haver a confissão da vida, rendição e obediência, e não meramente da palavra em apoio a um credo. Tal confissão dá apoio ao evangelho anunciado pelos apóstolos, combatendo as inovações dos hereges.

Jesus, o homem, é igualmente o divino Filho de Deus, o Cristo, o Verbo eterno, o Logos. Essa confissão da deidade de Jesus Cristo concorda com a doutrina dos apóstolos. Em Mateus 16:16, Pedro declara: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo", ao que Jesus responde: "Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque isto não te foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus" (Mateus 16:17, NVI). Aqui, Jesus destaca a revelação divina necessária para tal confissão. É um reconhecimento que vai além do raciocínio humano e está enraizado em uma compreensão espiritual concedida por Deus.

O mesmo João escreveu: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20.31). Essa confissão é prova (quando genuína) de nossa comunhão com Deus (1 João 1:3).

Essa epístola foi escrita para abordar falsos ensinamentos e para tranquilizar os crentes sobre sua fé. Uma das principais heresias que confrontavam a igreja primitiva era o gnosticismo, que negava a verdadeira humanidade e divindade de Jesus. Ao enfatizar a importância de confessar Jesus como o Filho de Deus, João refuta esses falsos ensinamentos e reafirma os princípios fundamentais da doutrina cristã.

 

“Deus está nele, e ele em Deus. ”

Isso já fora dito no décimo terceiro versículo: “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito”. O Espírito Santo, como o Espírito da verdade, capacita os crentes a entender e confessar Jesus como o Filho de Deus e os capacita a viver de acordo com a vontade de Deus e evidencia a habitação mútua.

Este conceito de habitação mútua é um tema recorrente nos escritos de João, particularmente no Evangelho de João e nas epístolas. Em João 15:4, Jesus diz: "Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo; deve permanecer na videira. Nem vocês podem dar fruto, a menos que permaneçam em mim" (NVI). Esta imagem da videira e dos ramos ilustra a união íntima e vital entre Cristo e Seus seguidores.

É impossível separar Deus de Jesus. Negar a Jesus é perder todo conhecimento de Deus, porque só Ele pode nos brindar esse conhecimento. Negar a Jesus é estar separados de Deus, porque nossa comunhão com Deus depende de nossa resposta a Jesus: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:32-33).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Norman. O Novo Testamento Interpretado: Versículo Por Versículo, Volume 1. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://biblechat.ai/pt/arquivo-de-perguntas/novo-testamento/epistolas-gerais/o-que-1-joao-415-ensina-sobre-confessar-reconhecer-jesus/