sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 7 DE FEVEREIRO DE 2025 (João 16.2)

 
 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
7 DE FEVEREIRO DE 2025
JESUS COMO FILHO REFERE-SE À SUA ORIGEM DIVINA, À MESMA ESSÊNCIA E NATUREZA DO PAI

João 16.28 “Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai.”

Em quatro frases compactas, Jesus entregou aos discípulos a sua “biografia” completa: “Saí do Pai” — fala da sua preexistência: “O verbo estava com Deus” (João 1.1); “vim ao mundo” — fala da sua encarnação: “E o verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1.14),  deixo o mundo” (estou partindo) — diz respeito da sua morte: “E Jesus, dando um grande brado expirou” (Marcos 15.37)  vou para o Pai” (estou indo) — diz respeito a sua ascensão: “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus” (Marcos 16.19).

A primeira metade da declaração já fora afirmada mais de uma vez e isso ficou claro aos discípulos, pois confessaram: “Por isso cremos que saíste de Deus” (v.30). Qual era o motivo da fé deles?  Segundo M. Henry uma dos motivos era a onisciência de Jesus que provava que Ele era um mestre vindo de Deus, e mais do que um profeta, pois, Ele conhecia todas as coisas. Ele solucionava as dúvidas que estavam ocultas nos seus corações, e reagia aos escrúpulos que eles não tinham confessado. E isto somente para eles provou que Cristo não somente tinha uma missão divina, mas que era uma pessoa divina, uma vez que Ele discerne os pensamentos e as intenções do coração, e por isto é a Palavra essencial e eterna, (Hebreus 4.12,13).

 A segunda parte trata da idéia principal deste discurso. A sua partida deste mundo. Aqui Jesus coloca sua partida de modo nítido e claro: “deixo o mundo e vou para o Pai”. Uma vez completada a missão da redenção do homem, propiciou ao Filho de Deus a oportunidade de regressar ao Pai, a fim de participar novamente da glória de que dispunha, antes de ter tido começo a criação do mundo: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer. E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”( João 17:4,5). Porém, subiu a alturas ainda mais elevadas e exaltadas, porquanto havia terminado de modo completo a missão que lhe foi dada a desempenhar. (Filipenses 2:10,11)

O retorno do Filho de Deus ao Pai envolve também a preparação dos outros filhos de Deus para que também retornem a ele. Para que participem da mesma glória de que Cristo está investido. A glória e a exaltação do Filho garantem a glória e a exaltação dos filhos de Deus, pois esse é o resultado de sua volta ao Pai: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29).                             

A retirada de Cristo Jesus do meio dos discípulos dar-lhes-ia também vantagens espirituais. A vinda do Espírito Santo, para estar permanentemente com eles: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14.16).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Texto Áureo Lição 6: O Filho É igual com o Pai. Hebreus 1.8

TEXTO ÁUREO

"Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino." (Hebreus 1.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE FEVEREIRO DE 2025 (João 5.18)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE FEVEREIRO DE 2025
JESUS FALAVA DA SUA DIVINDADE QUANDO SE DISSE FILHO DE DEUS

João 5.18 “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.”

 

“Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado,”

Curar no sábado parecia pressupor que Jesus era maior que o sábado: “Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor” (Mateus 12.8). Em vez de analisar tal possibilidade, os líderes judeus decidiram cegamente matar Jesus (João 5.16). O que aqui tinha enfurecido os judeus, havia sido o fato de Jesus ordenar a um curado para tomar a sua cama. Os judeus disseram àquele que tinha sido curado: “É sábado, não te é lícito levar o leito” (v.10). O homem curado respondeu: “Aquele que me curou, ele próprio disse: Toma o teu leito, e anda” (v.11). Quando Jesus foi questionado respondeu: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (v.17).

Apontando para Deus como exemplo de trabalhador constante. Embora o Pai descansasse de sua atividade criadora (Genesis. 2:2), ele tem de trabalhar para sustentar o universo. O significado parece ser que durante todo o tempo em que o Pai esteve trabalhando, o Filho também esteve. Agostinho observou que os líderes judaicos “enxergaram a escuridão do sábado mais do que a luz do milagre”, afinal um homem enfermo há trinta e oito anos havia sido curado.

 

“... mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. ”

Porém, o sábado não era o único motivo para os judeus querer a morte de Jesus. Ela chamava Deus de Pai: “Meu Pai trabalha até agora”. Os judeus notaram a implicação que essa afirmação continha. Quando Jesus dizia que Deus era o Seu Pai, proclamava assim a sua igualdade com Deus. E isso era pior do que trabalhar no sábado. Tal blasfêmia exigia morte (João7:30).

Nos cultos de oração e ação de graças nas sinagogas, os judeus estavam acostumados a chamar Deus de “nosso Pai”; mas parecia que Jesus estava dizendo ser Deus “seu próprio Pai” de uma maneira excepcional, ou mesmo exclusiva. (João 1.14)

Para um grego não haveria nada de estranho em uma afirmação destas; eles habitualmente consideravam pessoas de destaque semelhantes a um deus, no sentido de serem dotados de uma parte generosa da natureza divina. Mas para os judeus a linha divisória entre o divino e o humano estava muito bem traçada; era inconcebível que alguém fosse considerado comparável a Deus: “A quem, pois, me fareis semelhante, para que eu lhe seja igual?” (Isaías 40.25).

O desejo fatal de ser como Deus tirou Adão do paraíso e precipitou do céu a estrela da manhã. Aqui, porém, para eles, estava um homem cujas palavras e ações implicavam em uma passagem pela fronteira inviolável que separava Deus da humanidade.

Que um homem assim estivesse vivo e à solta representava um perigo à comunidade que o tolerasse. Mas a lei da blasfêmia era formulada de maneira tão estrita que seria difícil provar em juízo que as palavras de Jesus constituíam blasfêmia nos termos da sua definição. Ele poderia ser condenado à pena capital somente se, na continuação do debate, usasse termos considerados tecnicamente como blasfêmia. Isso confirmou as piores suspeitas deles contra Jesus. A verdadeira questão não era trabalhar no sábado, mas era identificar quem era Jesus e de onde Ele recebera aquela autoridade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200406_11.pdf

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE FEVEREIRO DE 2025 (Mateus 23.31)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
5 DE FEVEREIRO DE 2025
A PALAVRA "FILHO" INDICA TAMBÉM "A MESMA ÍNDOLE"

Mateus 23.31 “Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas”.

Os escribas e fariseus veneravam os túmulos dos profetas. Aparentemente, eles também alegavam que, se tivessem vivido no tempo em que seus pais derramaram o sangue dos profetas, não teriam sido cúmplices deles nessas atrocidades (v.30). Eles honravam os antigos profetas que morreram, enquanto sua atitude para com Jesus demonstrava estarem prontos a assassinar os profetas vivos.

Jesus explicou que, ao dizer que seus pais assassinaram os profetas, estavam admitindo a própria culpa. O mesmo sangue que fluíra nas veias de seus pais assassinos fluía em suas próprias veias, e os acontecimentos vindouros comprovariam no fim daquela semana que eles eram realmente “filhos” de seus pais. Além de serem descendentes biológicos desses assassinos, também tinham a mesma disposição espiritual.

A hipocrisia dos escribas e fariseus era evidente. Embora expressassem externamente devo ção aos profetas adornando seus túmulos, esses homens se opunham violentamente aos que seguiam a tradição dos profetas – Jesus e Seus discípulos: “Os quais também mataram o Senhor Jesus e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido; e não agradam a Deus, e são contrários a todos os homens” (1 Tessalonicenses 2.15).

Posteriormente, Estêvão destacou este relevante aspecto quando confrontou o Sinédrio: “Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos” (Atos 7:52)

Sobre esse fato Pearlman Escreveu: A melhor maneira de honrar os profetas seria obedecê-los. A julgar pelas atitudes do povo judeu nos dias de Jesus, é de se imaginar que julgavam profeta bom o profeta morto. Nos dias de Moisés, os heróis da fé eram Abraão, Isaque e Jacó; mas não Moisés, a quem o povo queria apedrejar. Perguntando-se ao povo, nos dias de Samuel, quais os verdadeiros servos do Senhor, responderiam: “Moisés e Josué”, mas não Samuel.

Nos dias de Cristo, todos os profetas eram reverenciados, mas não o próprio Filho de Deus com os seus discípulos. Honramos hoje grandes pregadores do passado: Edwards, Finney, Moody, Spurgeon e outros. Mas, como tratamos os pregadores vivos, que nos repreendem pelos nossos pecados e exortam -nos a avançar a um nível m ais alto de espiritualidade? Afinal, é mais fácil edificar túmulos do que seguir de coração os ensinamentos espirituais.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201210_04.pdf


terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Lição 6 - Lições Bíblicas Adultos - 1º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE FEVEREIRO DE 2025 ( Amós 7.14)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
4 DE FEVEREIRO DE 2025
A EXPRESSÃO BÍBLICA "OS FILHOS DOS PROFETAS" EQUIVALE A EXPRESSÃO "OS PROFETAS"

Amós 7.14 “E respondeu Amós, dizendo a Amazias: Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros. ”

 

“E respondeu Amós, dizendo a Amazias: ”

Amazias era um sacerdote de Betel durante o reinado de Jeroboão II (Am 7.10-17). Após Amós falar contra Israel Amazias o repreendeu e disse: “Vai-te, ó vidente, e foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza” (v.12) “Mas em Betel daqui por diante não profetizes mais, porque é o santuário do rei e casa real (v.13). Dizendo assim que ele por ser natural de Judá não possuía autoridade para profetizar na casa rela de Israel.

Diante da manifestação desse falso profeta Amós ainda cheio do Espírito Santo vira para este a partir desse verso e profetiza contra sua família e seus bens, além de repetir a sentença de Israel: “Portanto assim diz o Senhor: Tua mulher se prostituirá na cidade, e teus filhos e tuas filhas cairão à espada, e a tua terra será repartida a cordel, e tu morrerás na terra imunda, e Israel certamente será levado cativo para fora da sua terra” (v.17).

 

“Eu não sou profeta, nem filho de profeta, ”

Antes de profetizar a Amazias ele se identifica. Primeiro dizendo que não era profeta, nem filho de profeta. Filho de profeta quer dizer escola de profetas, onde os jovens recebiam preparo para instruir a nação (1 Samuel 19.24). Ou seja, ele Ele não teve o seu treinamento nas escolas religiosas ou associações proféticas do seu tempo. Ao contrário, negou qualquer conexão prévia com a comunidade religiosa formal.

Como João, o batista que quando questionado se era profeta negou. Amós também nega. Ele foi um profeta, um porta-voz de Deus, mas não por sua escolha foi por meio de uma ordem de Deus.

 

“... mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros. ”

Ele vivia no deserto ou na terra de pastoreio próxima a Tecoa (2 Crônicas 11,6; Jeremias 6.1), uma aldeia situada a cerca de 16 quilómetros ao sul de Jerusalém e a 20 a oeste do Mar Morto, onde pastoreava e cultivava sicômoros. É difícil definir o que ele pastoreava. Boieiro e pastor aqui significa “criador de animais domésticos”, o que poderia incluir gado graúdo (vacas, bois) e miúdo (ovelhas, cabras).

O sicômoro bíblico, ou figueira brava. A árvore bíblica é uma figueira, uma árvore forte e que tem de 10 a 13 metros de altura, e um grande tronco cujo diâmetro chega a 6,5 metros. Três ou quatro dias antes da colheita, os figos devem ser cortados e perfurados para soltar o excesso de suco para que possam amadurecer adequadamente. Esse trabalho servil também era executado pelo profeta.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

Hubbard, David Allan. Joel e Amós: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1996.

 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE FEVEREIRO DE 2025 (Salmo 8.4)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
3 DE FEVEREIRO DE 2025
O TERMO "FILHO" NA BÍBLIA INDICA, MUITAS VEZES, "A MESMA ESPÉCIE" 

Salmo 8.4 “Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? ”

 

“Que é o homem mortal para que te lembres dele?

Em hebraico, “homem mortal” significa “homem fraco” ou “homem miserável”. Por conta disso, é evidente que ele fala do homem não de acordo com o estado da criação, mas em relação à posição de caído em estado de pecado, miséria e mortalidade.

Que é o homem? ” A Bíblia dá muitas respostas a essa pergunta. Pergunte ao profeta Isaías “Que é o homem? ”, e ele responde que o homem é “erva”: “Toda carne é erva, e toda a sua beleza, como as flores do campo” (Isaías 40.6). Pergunte a Davi “Que é o homem? ”, e ele responde que o homem é “mentira”, não apenas uma “mentira”, mas uma “vaidade” (SaImo 62.9).

Até mesmo a astronomia entende a pequenez do homem. O homem é um mero átomo diante da imensidão da criação! Que é o todo deste globo no qual habitamos comparado com o sistema solar com uma massa de matéria dez mil vezes maior? Que ele é em comparação aos mundos que pelo telescópio foram revelados por toda a região estelar? Que é, então, um reino, ou um território baronial do qual temos tanto orgulhoso como se fôssemos os senhores do universo? Que são eles, quando postos em competição com as glórias do céu?

Não obstante, em tais circunstâncias, o homem — esse verme fraco feito do pó, cujo conhecimento é tão limitado e cujas loucuras são tão numerosas tem o desaforo de pavonear-se em toda a arrogância de orgulho e gloriar-se na sua vergonha. E não há disposição mais incongruente ao caráter e circunstância do homem. O homem sempre está pronto para lisonjear a si ou lisonjear outro homem, mas o Espírito Santo através da sua palavra nos lembra claramente o que somos.

Para que te lembres dele? ”, ou seja, para que te importes com ele e lhe concedas tão grandes benefícios. Embora o homem seja um grão de areia em relação à terra inteira, quando comparado às incontáveis miríades de seres que povoam as amplidões da criação, é ao mesmo tempo objeto do cuidado e misericórdia paterna do Altíssimo.

O salmista não pretende humilhar o homem, mas engrandecer a bondade infinita de Deus com essa comparação. O Criador dos céus, cuja glória é tão infinitamente grande quanto a nos impressionar com a mais sublime admiração, se deixe rebaixar tanto quanto a graciosamente tomar sobre si o cuidado da raça humana. Ele se lembra de nós. Não estamos à deriva, mas debaixo do seu controle e providencia.

Moisés nos conta a história de Raquel e Lia que disputavam o amor do seu marido Jacó. Lia havia já gerado seis filhos e uma filha a Jacó, mas o Senhor se lembrou de Raquel: “Então, Deus lembrou‑se de Raquel; ele a ouviu e a tornou fértil” (Genesis 30.22). Ele continua trabalhando em favor daqueles que nele esperam.

 

“E o filho do homem, para que o visites? ”

O filho do homem”, em hebraico, é “o filho de Adão”, o grande apóstata e rebelde contra Deus. O filho pecador de um pai pecador, o seu filho por semelhança de caráter e temperamento, não menos do que por procriação. Tudo isso tende a engrandecer a misericórdia divina.

Para que o visites? ”, Deus visita os homens não com ira, como a palavra por vezes é usada, mas com a graça e misericórdia divina. Ele fazia questão de descer no Éden: ”E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia” (Genesis 3.8). Ele visitava frequentemente o povo de Israel desde o Egito: “E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram” (Êxodo 4.31) e nos visita com sua provisão desde a criação: "Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água" (Salmo 65:9).

Deus nos visita pessoalmente, muitas vezes através dos seus servos e também de anjos: “Se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim, e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou” (João 13.20).Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos” (Hebreus 13.2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Lição 6: O Filho É igual com o Pai – 1 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

"Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino." (Hebreus 1.8)

 

"Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, “

Querendo demonstrar a superioridade do Filho de Deus em relação aos anjos. O Escritor aos hebreus cita nesse verso o Salmo 45.6: “O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade”.

O salmista desconhecido escreveu esse salmo para celebrar um casamento real, dirigindo-se ao noivo e depois à noiva. O rei (talvez um príncipe ou rei da linhagem davídica) foi tratado como o escolhido de Deus; mas a linguagem, em seu sentido idealizado, deve se referir ao Messias, o descendente do Rei Davi! Os cristãos do primeiro e segundo séculos já acreditavam que Jesus Cristo havia cumprido as palavras deste salmo com base no texto e na aplicação de Hebreus 1 e com base em escritores como Justino Mártir e Irineu, que citaram Salmos 45:6 e 7 inúmeras vezes”.

Este retrato da divindade de Jesus também é dado em Isaías 9:6, onde temos uma descrição do Filho que deveria ser chamado de “Deus Forte”.  Jeremias predisse que o “Renovo justo” deveria ser ressuscitado para Davi e reinar como rei, sendo chamado de “Senhor [Yahweh], justiça nossa”. (Jeremias 33.15-16)

Primeira Coríntios 15:24 ensina que o reino messiânico terminará na última ressurreição. De fato, o reinado de Cristo como mediador terminará quando os salvos forem entregues ao Pai, porém  Ele continuará a reinar como soberano com Deus para sempre: "Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim" (Lucas 1:33); 2 Pedro 1:11 e Daniel 7:14 também confirmam que o seu reino será eterno. Ele terá, então, o mesmo domínio que tinha com Deus antes de iniciar a obra de mediação, pois, o seu trono é eterno e perpétuo.

 

“... cetro de equidade é o cetro do teu reino."

A “vara” tem uma variedade de significados na Bíblia. Pode ser de diferentes materiais, conforme era empregada para diferentes propósitos. Em certo período antigo, uma vara de madeira era usada como uma das insígnias da realeza com o nome de cetro.

O cetro reto e ereto expressa a justiça, probidade, verdade e retidão que distinguirão o reinado do Messias quando o seu reino for estabelecido na terra. Apocalipse fala que aquele cujo nome se chama a Palavra de Deus ferirá “as nações” e “as regerá com vara de ferro”. Se a “vara” significa “cetro”, então o “ferro” do qual ela é feita tem de ter o propósito de expressar a severidade dos julgamentos que este onipotente “REI DOS REIS” infligirá em todos que resistem à sua autoridade (Apocalipse 19.13,15,16).

Ele é o monarca legítimo de todas as coisas que há. O seu reinado está fundado no que é direito, a sua Lei é certa, o seu resultado é certo. O nosso Rei não é usurpador e opressor. Até mesmo quando Ele despedaça os inimigos com vara de ferro, não comete injustiça, pois ele “ama a justiça e aborrece a iniquidade” (v.9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/1/25

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_08.pdf

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Colossenses 2.9


Colossenses 2.9 “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; ”

 

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; ”

Enquanto os hereges (gnósticos) criam que a divindade se apresentava através de “emanações", dos aeons, Paulo ministrava aos colossenses que, em Cristo, “habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. Paulo demonstra quão errônea é esta ideia, mediante sua insistência que toda a essência divindade, ou seja, todas as características divinas residem na Pessoa de Jesus Cristo.

Ele não é inferior nem superior ao Pai e ao Espírito Santo; Ele tem a semelhança exata de tudo que está incluso e é expresso pela palavra “Deus”. Esta ideia também é apresentada em Hebreus 1:3a: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser”.

Quando veio ao mundo, Jesus despiu-Se do Seu corpo celestial para assumir um corpo carnal; porém Seu ser, a Pessoa que Ele é, continuou sendo a Divindade imutável. Paulo disse: “Pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana” (Filipenses 2:6, 7).

Assumindo a carne humana durante a Sua habitação na terra, Jesus tornou-Se a Divindade na carne. Diz o apóstolo João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). Ele já não era a Divindade em Seu corpo celestial, mas era a Divindade num corpo terreno. Em nenhum momento Ele foi menos do que a Divindade, seja em Seu corpo celestial, seja em Seu corpo terreno.

Pois, “tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas” (Romanos 1.20), tendo em vista a sua preeminência (Primogênitura) sobre todos os seres, visíveis e invisíveis, anjos ou demônios, homens ou animais.

E, como nEle habita toda a plenitude da divindade, Paulo fez ver aos colossenses que não necessitavam de qualquer outra fonte da revelação de Deus. Uma vez que conheceram a Cristo, conheceram toda a fonte da revelação divina, toda a fonte do poder que emana de Deus.

Se Ele é a Divindade, então tudo que Ele ensinou é verdadeiro e autorizado. Deus não pode mentir (Hebreus 6:18), por isso Seu ensino é verdadeiro. Qualquer ensino que não esteja em harmonia com a verdade revelada de Jesus é falso (1 João 2:21) e não tem o apoio da autoridade de Jesus.

Todas as religiões que não pregam a Cristo como centro de seus ensinos e da verdadeira adoração estão incorrendo em grave erro, e desviando seus adeptos do verdadeiro caminho para Deus. NEle, a divindade é infinita e absoluta. Não sobra nada para qualquer outro ser que pretenda usurpar-lhe o direito à adoração.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201310_05.pdf

João 10.33


João 10.33 “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. ”

 

“Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, ”

No inverno, durante a festa da dedicação Jesus passou pelo alpendre de Salomão e foi rodeado por judeus que estavam o forçando a disser se ele era o Cristo. Todavia eles o forçavam não para nele crer, mas para o acusarem. Jesus então disse que as suas obras eram a resposta a eles, pois elas testificavam se ele o era.

Sabendo o que tinham no coração Jesus respondeu que eles não eram suas ovelhas, pois elas o ouviriam. Que lhes daria a vida eterna, pois “ele e o Pai eram um” (v.30). Quando Jesus disse isso os judeus novamente pegaram em pedras para o apedrejarem. A ocasião anterior em que seus inimigos tentaram apedrejá-lo nos recintos do templo foi aquela em que ele declarou que “antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8.58).

Jesus então os questionou perguntando: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? (v.32). Afinal suas ações davam testemunho da sua missão divina (João 5.36); e suas palavras estavam em harmonia perfeita com seus atos. Os judeus então se justificaram dizendo que não estavam apedrejando-o por nenhuma das suas obras.

 

“... mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. ”

Os judeus disseram: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia. Eles basicamente disseram: “Não é por suas obras, mas por suas palavras”. Essa foi a primeira vez que Jesus foi acusado de “blasfêmia”. A acusação de blasfêmia se fundamentava no fato de Jesus, “sendo... homem”, se fazer Deus a si mesmo. Pois Jesus se dizia ser um com o Pai, colocando-se do outro lado do abismo que separa Deus das pessoas - o Criador e a criatura.

Na opinião deles, a afirmação “Eu e o Pai somos um“ merecia a pena prescrita na Lei para aqueles que blasfemavam contra o nome divino. E essa ofensa a Deus envolvia toda a comunidade em culpa séria, a não ser que o transgressor fosse tirado do meio do povo, “cortado de Israel”. Por isso as pedras.

Os judeus já perseguiam Jesus por causa do Sábado, pois Jesus havia mandado no sábado um aleijado carregar sua cama e um cego lavar a argila nos olhos, transgredindo tecnicamente a lei do sábado, mas eles consideraram muito piores os argumentos com que ele justificou estes atos: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (5.17).

A tentativa de tirar-lhe a vida depois do incidente no tanque de Betesda foi causada pelo fato de que ele “não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (5.18).

Todavia, Jesus não estava se fazendo passar por Deus, visto que era o Verbo que estava com Deus e que era o próprio Deus (João 1:1). Jesus, o Filho unigênito de Deus (João 3:16), desceu do céu para fazer a vontade do Pai que o enviou, e não a sua própria vontade (João 6:38). Tudo o que Jesus disse e fez foi coerente com a missão para a qual ele veio à terra. Suas palavras foram as palavras de Deus; suas obras foram as obras de Deus. Ele estava mostrando que era realmente o Filho de Deus, enviado pelo Pai para a redenção da humanidade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202202_01.pdf