segunda-feira, 14 de outubro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE OUTUBRO DE 2024 (2 Coríntios 11.2)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE OUTUBRO DE 2024
A IGREJA É A NOIVA DE CRISTO, O SEU NOIVO

2 Coríntios 11.2  “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.”

 

“Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus;”

Deus é apresentado no antigo testamento como Deus zeloso (Êxodo 20.5). O zelo de Jeová consiste no fato de ser Ele o único para Israel, e este não deveria partilhar o amor e a adoração com nenhuma divindade das nações. Esse direito de exclusividade era algo inusitado na época e único na história das religiões, pois os cultos pagãos antigos eram tolerantes em relação a outros deuses.

No grego koine, o termo possui tanto um sentido bom - ‘ardor, devoção’ -, quanto mau - ‘desconfiança, inveja’. No AT Deus declara que Ele mesmo manifesta o ardor, a devoção ou a desconfiança por parte de seu povo: “Pois vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na sua cabeça, e por vestidura pôs sobre si vestes de vingança, e cobriu-se de zelo, como de um manto” (Isaías 59.17).

Paulo compara seu zelo para com a igreja como o de Deus. O zelo de Paulo pode também ser comparado ao zelo de Fineias: “Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, sacerdote, se levantou do meio da congregação, e tomou uma lança na sua mão; E foi após o homem israelita até à tenda, e os atravessou a ambos, ao homem israelita e à mulher, pelo ventre; então a praga cessou de sobre os filhos de Israel” (Números 25:7, 8). Paulo não era zeloso no sentido de ser possessivo ou querer controlar os irmãos. Ele zelava pela igreja porque zelava por Cristo.

O apóstolo estava pronto para combater qualquer doutrina que ameaçasse desviar os crentes do evangelho que ele fora comissionado a proclamar: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 1.3).

 

“... porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.”

A igreja é apresentada metaforicamente de várias formas. Essas metáforas contribuem para a nossa compreensão descrevendo sempre uma função a ser observada. Aqui o Apóstolo Paulo diz que tem preparado a igreja para se apresentar como uma virgem pura a um marido.

Nos tempos bíblicos, era costume os pais escolherem esposas para seus filhos (Genesis 38.6). Eventualmente, um filho dizia ao pai que desejava determinada noiva, e o pai, então, negociava com os pais ou guardiãs da moça em questão (Genesis 34.4, 8). O pai da noiva com ajuda dos envolvidos ficava então responsável pela castidade da noiva.

A palavra grega para "noiva" é a tradução do grego parthenos, que possui o sentido de "uma donzela", "virgem, enquanto a palavra "pura" é a tradução do termo grego hagnos, com o sentido de "pureza, sendo ela ética, ritual e cerimonial, isto é, aquilo que é "casto.

A idéia de castidade, portanto, está presente. A metáfora, logo, tem o sentido de pureza espiritual. A igreja, assim como uma noiva que se mantinha pura para o seu futuro esposo, deve manter-se pura para Cristo. O Apóstolo se sentia com a responsabilidade de instruir a igreja para apresentá-la a Cristo sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5.27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

 (PFEIFFER, C. F. Dicionário bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2006, p. 2039.)

SILVA, Esequias Soares da. Os dez mandamentos: valores divinos para uma sociedade em constante mudança. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202109_01.pdf

 

domingo, 13 de outubro de 2024

Lição 03: Promessas de Deus para a Igreja | 4° Trimestre de 2024


TEXTO ÁUREO

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16.18)

 

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja,”

Após perguntar diretamente aos discípulos “e vós quem dizeis que sou?” Simão Pedro foi aquele que se manifestou fazendo a sua confissão: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. A confissão de Pedro nessa ocasião consistia de duas partes: antes dos demais, ele identificou Jesus como “o Cristo”. Além disso, ele chamou Jesus de “o Filho do Deus vivo”

Jesus declarou que Pedro era bem-aventurado (v.17), ou bendito, por ter entendido essa verdade e por causa da procedência desse entendimento. “Bem-aventurado” descreve aquele que tem motivo para estar extremamente feliz (5:3–12; 11:6; 13:16; 24:46).

No primeiro encontro  com Simão (João 1:42), Jesus deu a Simão o nome aramaico “Cefas”, que significa “pedra grande” ou “rocha” (Jeremias 4:29). O equivalente grego desse nome é “Pedro” (Petros), um vocábulo masculino, que significa “pedra”.

Quando Jesus disse: “Sobre essa pedra edificarei a minha igreja”, Ele poderia estar fazendo um jogo de palavras com o nome que Ele mesmo deu a Simão. A palavra grega para “pedra” (petra) na frase de Jesus é feminina e refere-se a “formações rochosas ou maciças”. Talvez as montanhas rochosas em torno de Cesareia de Filipe tenham trazido essa imagem à mente de Jesus. Jesus escolheu palavras que distinguiram “Pedro” de “pedra”.

O significado dessa declaração de Jesus é objeto de muitos debates. Argumentam alguns que a “pedra” refere-se ao próprio Pedro. Em outras palavras, Cristo edificaria a Sua igreja sobre Pedro. A importância de Pedro é vista no fato de que ele ocupa a primeira posição em todas as listas dos apóstolos (10:2–4; Marcos 3:16–19; Lucas 6:14–16; Atos 1:13).

Após a ascensão de Jesus, Pedro assumiu o papel de liderança nos seguintes eventos: a substituição de Judas entre os apóstolos (Atos 1:15–22), o estabelecimento da igreja em Jerusalém no dia de Pentecostes (Atos 2:14–40), a transferência dos dons miraculosos do Espírito aos samaritanos (Atos 8:14–25), a divulgação do evangelho aos gentios (Atos 10; 11) e a condução da assembléia sobre judeus e gentios (Atos 15:7–11).

Outra interpretação da estrutura deste versículo é que a “pedra” refere-se à confissão de Pedro de que Jesus é “o cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16). Afinal não foi só Pedro que teve autoridade sobre a igreja. Jesus conferiu autoridade para ligar e desligar aos demais apóstolos também em uma das suas aparições ressuscitado: Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos” (João 20.21-23). A declaração da encarnação e divindade de Cristo seria o fundamento da Igreja: “Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus(1 João 4:2).; Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus (1 João 4:15).

McGarvey escreveu: Esta verdade, que ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo, é a mais fundamental do sistema cristão – dela depende toda a superestrutura; sendo mais devidamente representada pela pedra no retrato do Salvador.

A última posição afirma que Cristo é a Pedra. O Antigo Testamento diz em profecia que o Messias seria a pedra sobre a qual a nova casa de Deus seria construída (Salmos 118:22; Isaías 28:16; Daniel 2:44, 45). O Novo Testamento afirma que Jesus é o fundamento sobre o qual a igreja é edificada (Mateus 21:42; Atos 4:10–12; 1 Coríntios 3:11; 1 Pedro 2:4–8). Neste caso, o fundamento é a pedra fundamental da verdade de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, como confessou Pedro. Aquele que vem a crer em Cristo faz essa confissão antes de receber o batismo (Atos 8:37) – momento em que é unido com Cristo e é acrescentado à Sua igreja (Atos 2:41; Romanos 6:3–5; 1 Coríntios 12:13; Gálatas 3:26, 27). Desse modo, a boa confissão se torna a parte viva e ativa do fundamento da igreja.

 

“... e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

Jesus também disse a Pedro que as portas do inferno não prevalecerão contra ela. “Inferno” é uma tradução imprecisa do grego “Hades”. No Novo Testamento “Hades”, o reino dos mortos, é normalmente diferenciado de “inferno” (gehenna), o lugar de castigo final.

No mundo antigo, as portas eram vitais para a defesa de uma cidade e eram indicadores de sua força. A palavra grega para “Hades” corresponde ao hebraico para “Sheol” ambos os termos referem-se ao reino dos mortos.

Jesus combinou os dois conceitos de “portas” e “Hades” para falar do reino e do poder da morte. Isto é confirmado pelo uso das expressões “portas de Sheol” e “portas da morte” no Antigo Testamento (Jó 17:16 [NVI]; 38:17; Salmos 9:13; 107:18; Isaías 38:10). Na literatura grega, as expressões “portas de Hades” e “portas da morte” também se referem à esfera e ao domínio da morte.

Jesus disse que as portas do Hades (o poder da morte) “não prevalecerão contra ela”. O que isso quer dizer?

A morte não tem o poder de manter os cristãos presos (1 Coríntios 15:50–57). Jesus triunfou sobre morte e disse aos discípulos: “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14.3), afirmando assim que sua igreja não permaneceria no Hades/Sheol. As portas do Hades não reteriam a sua igreja. Jesus trinfou sobre a morte e livrou os que a estavam sujeitas: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hebreus 2.14-15). Pois na morte, o cristão não atravessa as portas do Hades, mas imediatamente entra na presença de Deus e desfruta de uma comunhão consciente com o Pai e com aqueles que foram antes dele. Talvez você já tenha ouvido a frase ―estar ausente do corpo e habitar com o Senhor Paulo usou-a pela primeira vez em 2 Coríntios 5.8: “Preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor”.

Em Apocalipse, Cristo é retratado como possuidor das “chaves da morte e do Hades” (Apocalipse 1:18). No juízo final, “morte e Hades” abandonarão seus mortos e serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:13, 14).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_05.pdf

LUCADO, Max. Dias melhores virão: como superar a dor e reconquistar a esperança quando nada parece dar certo / tradução de Valéria Lamim Delgado Fernandes. – 3.ed. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2017.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/06/hebreus-215.html

sábado, 12 de outubro de 2024

Deuteronômio 29.1

  

Deuteronômio 29.1 “Estas são as palavras da aliança que o SENHOR ordenou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel, na terra de Moabe, além da aliança que fizera com eles em Horebe.”

 

“Estas são as palavras da aliança que o SENHOR ordenou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel, na terra de Moabe,”

As primeiras palavras deste capítulo mostram o conteúdo que seguirá. Javé ordenou a Moisés fizesse (a aliança) com os filhos de Israel. O concerto feito anteriormente é aqui renovado, e Moisés, como foi antes, ainda é o mediador do concerto: “O Senhor ordenou a Moisés... que fizesse”.

Essa passagem fala de um concerto especial com os filhos de Israel, na terra Moabe. A aliança na terra de Moabe é contrastada com a aliança feita em Horebe. A julgar pelo conteúdo de Deuteronômio 5 a 26 e pelo de Êxodo 19 a 24, as duas eram intimamente relacionadas, embora a aliança de Deuteronômio contenha muitas estipulações novas.

Embora o concerto fosse o mesmo, era, no entanto, uma nova promulgação e ratificação dele. E provável que alguns que agora estavam vivos, embora não com idade para se alistar, tivessem idade para consentir com o concerto feito em Horebe, que aqui é renovado.

Observe que aqueles que têm um concerto solene com Deus devem aproveitar todas as oportunidades para renová-lo, como aqueles que gostam tanto da sua escolha, que jamais desejarão alterá-la. Mas a maior parte era uma nova geração, e por isto o concerto devia ser renovado com eles, pois é adequado que o concerto seja renovado com os filhos do concerto.

 

“... além da aliança que fizera com eles em Horebe.”

Está escrito que este era um concerto “além da aliança que fizera com eles em Horebe”. Israel não podia entrar na terra com base no concerto do Sinai ou Horebe, visto que havia falhado completamente fazendo um bezerro de ouro. Perderam todo o direito à terra e só foram salvos de repentina destruição pela soberana misericórdia exercida a favor deles por mediação e fervorosa intercessão de Moisés.

É igualmente claro que não entraram na terra em virtude do pacto de graça feito com Abraão, porque se tivesse sido assim, não teriam sido expulsos dela. Nem a extensão nem a duração da posse dela correspondem aos termos do concerto feito com seus pais.

Foi segundo os termos do concerto de Moabe que eles entraram na posse parcial e temporária da terra de Canaã; e visto que falharam de um modo tão notado sob o concerto de Moabe como sob o de Horebe —falharam debaixo do governo tão completamente como sob a lei - foram expulsos do país e espalhados sobre a face da terra sob os atos do governo de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MACKINTOSH, C.H. Estudos sobre o livro de Deuteronômio. 2.ed. português. São Paulo: Associação Religiosa Impresa da Fé, 2003. 2V.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Colossenses 1.24

  

Colossenses 1.24 “Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja;”

 

“Regozijo-me agora no que padeço por vós,”

Paulo escreveu: Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós. Jesus já havia mostrado a Paulo que ele sofreria como Sua testemunha: “E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9:16). O sofrimento é no geral desagradável. Todavia há dores que trazem alegria. Por exemplo a dor de uma mãe é intensa durante o parto, mas ela tem alegria ao saber que seu bebê está vindo ao mundo (João 16:21). Paulo não gostava de sofrer, mas ele tinha alegria nos benefícios que o sofrimento podia levar aos colossenses. E o apóstolo expressou um pensamento semelhante em Filipenses, dizendo que se ele tivesse que ser sacrificado por eles, isto seria motivo de alegria para ele (Filipenses 2:17).

Alegrar-se diante do sofrimento é o que Jesus esperava de Seus seguidores (Mateus 5:10–12; veja Atos 5:41; 16:25; Tiago 1:2). Esta foi a atitude de Jesus para com a Sua morte na cruz (Hebreus 12:2).

 

“... e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja;”

A palavra traduzida por “preencho”; “cumpro” aparece somente aqui no Novo Testamento. Ao escrever preencho o que resta, Paulo não estava insinuando que ele sozinho estava concluindo o trabalho de Jesus de espalhar o evangelho por todo o mundo. Apenas queria dizer que ele estava fazendo a sua parte neste esforço.

Quando falou das “aflições” (plural) de Cristo, Paulo se referia a algo mais do que o sofrimento na cruz. Mas a preocupação de um progenitor que quer bem que ele gerou: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti” (Isaías 49.15). Jesus chorou por Jerusalém e disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste?” (Lucas 13.34).

Paulo entendia que devia padecer pelo rebanho de Deus: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2 Coríntios 12.15).

Essas tribulações e oposições podem ser esperadas por quem milita o evangelho. Por causa do serviço que prestava a Jesus, Paulo escreveu que “os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor” (2 Coríntios 1:5). Ele disse que ele levava “no corpo o morrer de Jesus” (2 Coríntios 4:10) e “as marcas de Jesus” (Gálatas 6:17). Seu objetivo era experimentar “a comunhão dos Seus sofrimentos” (Filipenses 3:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201310_03.pdf

Efésios 2.19

  

Efésios 2.19 “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;”

 

“Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros,”

No Antigo Testamento, havia um pacto entre Deus e o povo de Israel de que fosse estabelecido um governo teocrático, isto é, um governo direto de Deus sobre o povo. Os que não eram judeus recebiam a designação de gentios (estrangeiros). Nos vários pactos de Deus com Israel, os gentios não foram incluídos, por isso eram "estranhos aos concertos" (1.12).

Paulo usa a palavra xenos para estrangeiros. Em cada cidade grega haviam estrangeiros cuja vida não era fácil. Um forasteiro escreveu de uma cidade estranha: "É melhor que fiquem em seus lares, sejam como forem, antes que ir a terra estranha". O estrangeiro era olhado sempre com suspeita e antipatia.

Paulo usa a palavra paroikos para peregrinos (forasteiro). O peregrino já deu um passo adiante com respeito ao anterior. Era um estrangeiro residente; um homem que se tinha radicado num lugar sem chegar nunca a fazer-se cidadão naturalizado. Tinha que pagar um imposto pelo privilégio de viver num país que não era o próprio. Podia permanecer ali e trabalhar, mas era um estranho e forasteiro cujo lar estava em outra parte. Tanto o xenos como o paroikos tinham que agüentar dificuldades onde se encontrassem; sempre eram marginados.

A expressão “Assim” mostra o contraste da vida velha dos gentios com a nova vida que Cristo os proporcionou. Antes éramos estrangeiros e forasteiros, mas agora, em Cristo, formamos uma nova raça.

 

“... mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;”

A presente posição desses gentios foi inteiramente revertida da sua condição anterior, descrita anteriormente neste capítulo. Mas concidadãos dos santos. Em Cristo, tanto judeus como gentios possuem uma nova cidadania. Os efésios e os demais gentios, já não estavam sem pátria ou sem cidadania, pois tornaram-se parte da comunidade de Deus. Em outra passagem, Paulo enfatizou este mesmo ponto. Aos filipenses ele disse: “que a nossa pátria está nos céus” (Filipenses 3:20) e para os coríntios, afirmou: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo” (2 Coríntios 5:20). O embaixador é quem vive num país, mas é cidadão de outro. Ele representa e fala com a autoridade de sua pátria numa nação estrangeira. O cristão vive neste mundo, mas é cidadão de outro mundo; ele representa e fala em nome dos céus enquanto vive na terra. Todos os cristãos são “concidadãos”.

Agora são concidadãos “dos santos”. A quem Paulo se referia quando usa a expressão “santos”? Os santos do antigo testamento que morreram pensam alguns. Todavia Paulo já havia usado a palavra hagioi em outro trecho da epistola quando direcionou a carta aos “santos que vivem em Éfeso” (Efésios 1:1). Ou seja, os membros da família de Deus são chamados santos.

A expressão “família de Deus” também enfatiza o senso do cristão de pertencer ao corpo de Cristo. O substantivo grego (oikeios) é usado em outras passagens por Paulo (1 Timóteo 5:8) e significa “que pertence a uma casa ou família... íntimo... parente”. Este é um termo mais íntimo que “concidadãos” e se refere ao fato de que os cristãos fazem parte da família de Deus, têm parentesco com Deus e têm uma relação de Pai/filho com Deus. Em Gálatas, Paulo usa a mesma palavra oikeioi para falar da “família da fé”: “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé (Gálatas 6:10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

BARCLAY, Willian. The Letter to the Ephesians Tradução: Carlos Biagini O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay.

PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. Batista Regular, 2017.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201306_03.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE OUTUBRO DE 2024 (Romanos 9.5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE OUTUBRO DE 2024
CRISTO, A PROMESSA CUMPRIDA DO ANTIGO TESTAMENTO

Romanos 9.5 “Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.”

 

“Dos quais são os pais, dos quais é Cristo segundo a carne”

Após se referir aos seus “irmãos”, seus “compatriotas, segundo a carne”, Paulo fez um resumo das bênçãos concedidas por Deus à nação judaica (Romanos 9.3-5). O versículo 5 começa com a oitava bênção da nação de Israel: “deles são os pais (os patriarcas)”. Os patriarcas originais eram Abraão, Isaque e Jacó; mas os judeus incluíram outras figuras ilustres do Antigo Testamento nessa categoria, como Moisés e Davi. Os judeus tinham, com razão, orgulho de seus ancestrais.

O Cristo é a nona e última (e mais importante) vantagem de Israel “deles descende o Cristo [Messias] segundo a carne...” O propósito principal de Deus ao separar uma nação foi preparar um povo através do qual traria o Messias (Cristo) à terra. Essa foi a marca mais distintiva de Israel; nenhuma outra nação foi honrada dessa maneira. Paulo usou a expressão “segundo a carne” porque o lado carnal (humano) de Jesus era de ascendência judaica (Romanos 1:2–4; Mateus 1:1–25). No entanto também é citado no versículo a sua divindade através do nome “Cristo” o Ungido, que é o “ Verbo divino que se fez carne” (Jo 1.1.14) e “ habitou entre nós".

 

“... o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.”

À medida que contemplava as bênçãos divinas sobre os israelitas e especialmente a bênção de Jesus, Paulo ficou tomado de emoção e fez uma pausa para louvar o Senhor: “o Cristo..., o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!”.

Essa doxologia (palavra de louvor) reconhece primeiramente que Cristo “é sobre todos”. Pouco antes de partir da terra, Jesus disse aos discípulos: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Após a ascensão, Jesus sentou-Se à direita de Deus (Marcos 16:19), onde está reinando atualmente (1 Coríntios 15:25).

A doxologia contém as palavras: “Deus bendito para todo o sempre”, que basicamente significam: “o Deus eternamente abençoado”. Na maioria das versões em português faz uso da vírgula após “sobre todos” indica que o “Deus bendito para todo o sempre” refere-se a Jesus. Walter W. Wessel classificou Romanos 9:5 como “uma das declarações mais inequívocas de todo o NT a respeito de divindade de Cristo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200903_01.pdf

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da Justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD 2005.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE OUTUBRO DE 2024 (Mateus 1.23)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE OUTUBRO DE 2024
O NASCIMENTO DE JESUS COMO CUMPRIMENTO DE UMA PROMESSA


Mateus 1.23 “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. ”


“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, “ 

Essa passagem é o cumprimento da profecia do nascimento virginal do nosso Senhor profetizada pelo profeta Isaías (Isaías 7.14). Lucas e Mateus descrevem o cumprimento dessa profecia aproximadamente 700 anos após: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mateus 1:18). 

Lucas nos relata mais detalhadamente que “foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1:26,27). O anjo a disse: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1:31). A resposta de Maria foi: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? ” (Lucas 1:34). A tréplica do Anjo foi: ”Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).  

Esse fato sobrenatural é o sinal de Deus para toda a humanidade: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5)


“E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. ”

José, o noivo de Maria, sabia que não havia ainda consumado seu casamento e duvidou quando Maria descreveu esse fato sobrenatural: “Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1:19). E quando ele vai dormir um anjo lhe aparece em Sonho confirmando o testemunho de Maria: “não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;  E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:20,21). 

É o evangelista Mateus, que associa esse evento a profecia de Isaías: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz” (Mateus 1:22). Emanuel, no hebraico, é a junção de dois termos — immánu, que significa “conosco”, e El, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”. Jesus não somente foi homem, mas estabeleceu morada entre os homens: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1:14).

Jesus não se chamava Emanuel como nome próprio, mas vários textos bíblicos apontam para Ele como sendo designado por esse nome como aquilo que Ele de fato é: Deus Conosco. Esse nome designa sua missão entre a humanidade de fazer Deus estar com a humanidade, de habitar entre os homens.  Mostra a natureza divina do Filho de Deus como sua obra messiânica da graça, habitando entre os homens e ao mesmo tempo significando que “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9). Mateus aplicou corretamente esta profecia a Jesus, o Messias (Mateus 1.23).” 

Note também que Mateus termina o seu livro com Jesus dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (28.20). Ele continua sendo o Emanuel, “Deus conosco”. Escatologicamente todos os que nele creem habitarão com Ele: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Apocalipse 21.3) 

  

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016. 

 

POMMERENING, Clayton Ivan. Lições Bíblicas Jovens - Lição 9: O sinal do Emanuel. CPAD, 3º Trimestre de 2016.

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE OUTUBRO DE 2024 (Isaías 7.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE OUTUBRO DE 2024
O SENHOR JESUS, O EMANUEL, O “DEUS CONOSCO”

 
Isaías 7.14 “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”. 


“Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal:” 

O contexto imediato do texto está descrevendo a ameaça dos Reis da Síria (Rezim) e do Rei de ISrael (Peca) contra o reino de Judá (Acaz).

O Senhor diz a Isaías e seu filho (Sear-Jasube)  saí ao encontro de Acaz (7.3-4) “E dize-lhe: Acautela-te, e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes” (Isaías 7:4); “Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá” (Isaías 7:7).

Após transmitir essa mensagem a Acaz o Senhor acrescenta: “Pede para ti ao Senhor teu Deus um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas” (Isaías 7:11). Acaz se nega a exigir um sinal de Deus, diferentemente dos fariseus e seguidores da época de Jesus: "Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas” (Mateus 12:39). Como nessa passagem o Senhor transmite o sinal para as gerações futuras. Isaías, então, profetiza aos descendentes de Davi (Judá).


“...eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho,” 

Eis a profecia do nascimento virginal do nosso Senhor. Lucas e Mateus descrevem o cumprimento dessa profecia aproximadamente 700 anos após: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mateus 1:18).

Lucas nos relata mais detalhadamente que  foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1:26,27). O anjo a disse: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1:31). A resposta de Maria foi: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?” (Lucas 1:34). A tréplica do Anjo foi: ”Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).

Esse fato sobrenatural é o sinal de Deus para toda a humanidade: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5).


“...e será o seu nome Emanuel”. 

Todavia o noivo de Maria que sabia que não havia ainda consumado seu casamento duvidou quando Maria descreveu essa fato sobrenatural: “Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1:19). E quando ele vai dormir um anjo lhe aparece em Sonho e confirma o testemunho de Maria: “não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;
E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:20,21). Quem nos narra esse fato é Mateus, e ele associa o avento a profecia de Isaías: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco” (Mateus 1:22,23)

Emanuel, no hebraico, é a junção de dois termos — immánu, que significa “conosco”, e El, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”. Jesus não somente foi homem, mas estabeleceu morada entre os homens: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1:14).

Essa atitude de Jesus demonstra o imenso amor de Deus para com a humanidade perdida, que de outra forma jamais entenderia esse amor. Ele se tornou como um de nós e nos amou para que nós o amassemos e fôssemos definitivamente dEle.

Jesus não se chamava Emanuel como nome próprio, mas vários textos bíblicos apontam para Ele como sendo designado por esse nome como aquilo que Ele de fato é: Deus Conosco. Esse nome designa sua missão entre a humanidade de fazer Deus estar com a humanidade, de habitar entre os homens.

Mostra a natureza divina do Filho de Deus como sua obra messiânica da graça, habitando entre os homens e ao mesmo tempo significando que “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9).

Mateus aplicou corretamente esta profecia a Jesus, o Messias (Mateus 1.23).” Note também que Mateus termina o seu livro com Jesus dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (28.20). Ele continua sendo o Emanuel, “Deus conosco”.

Escatologicamente todos os que nele creem habitarão com Ele: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Apocalipse 21.3)

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

POMMERENING, Clayton Ivan. Lições Bíblicas Jovens - Lição 9: O sinal do Emanuel. CPAD, 3º Trimestre de 2016.