quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Lição 1 - Lições Bíblicas Adultos - 4º Trim./2024 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 03 DE OUTUBRO DE 2024 (Gênesis 12.3)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
03 DE OUTUBRO DE 2024
A PROMESSA DE DEUS A ABRAÃO, O PAI DA FÉ

Gênesis 12.3 “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. “


“E abençoarei os que te abençoarem, “

As palavras de Deus enfatizam a proximidade do relacionamento entre Ele e o patriarca Abrão, bem como Sua preocupação com ele. Todo indivíduo que se relacionasse corretamente com Abrão, Deus abençoaria. Palavras semelhantes foram mais tarde usadas por Isaque, que sem saber abençoou Jacó pensando ser Esaú: “Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem” (Gênesis 27:29). Elas também foram ditas pelo profeta Balaão, que recebeu permissão do Senhor para pronunciar somente bênçãos sobre a nação de Israel “Encurvou-se, deitou-se como leão, e como leoa; quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem” (Números 24:9).

Deus promete ser um amigo dos seus amigos, a considerar as gentilezas feitas a Abrão como feitas a Ele mesmo, e a recompensá-las adequadamente. Deus irá cuidar para que ninguém saia perdedor, no longo caminho, por nenhum serviço feito pelo seu povo. Até mesmo um copo de água fria será recompensado: “Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão” (Marcos 9:41).


“... e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; “

Ao inverso da promessa anterior, quem amaldiçoasse Abraão seria amaldiçoado por Deus, uma vez que tal pessoa não estava se relacionando corretamente com o instrumento escolhido por Deus para trazer bênçãos ao mundo inteiro. Inimigos poderiam amaldiçoar Abraão de várias maneiras: falando mal dele e denegrindo sua reputação, impedindo-o, infligindo danos a ele ou tomando algo (ou alguém) que pertencesse a ele.

Por exemplo, Faraó não se relacionou corretamente com o patriarca porque lhe tomou a esposa para o seu harém (Genesis 12:10–17). Embora tivesse feito isso na ignorância, sem saber que ela era casada, Faraó provocou maldições de Deus (doenças e “pragas”) sobre toda a sua casa com esta ofensa contra Abraão.

“... e em ti serão benditas todas as famílias da terra. “

Esta foi a promessa que coroou todas as demais. Pois ela aponta para o Messias, em quem todas as promessas são cumpridas. Este é o ponto alto e o objetivo final do chamado de Abraão: Em ti serão benditas todas as famílias da terra. No versículo 2, Deus havia exortado o patriarca a “ser uma bênção” e agora Ele estendia essa incumbência: Abraão deveria ser um canal de bênçãos a alcançar além das pessoas do seu círculo imediato de parentes, amigos e conhecidos.

De fato, a promessa final era impressionante, pois continha uma bênção que deveria beneficiar todas as famílias e povos da terra – até nações estrangeiras, como as mencionadas nos capítulos 4 a 11, além de todos que surgiriam futuramente. Abraão deveria ser o progenitor de um povo através do qual bênçãos divinas fluiriam, culminando na vinda de Jesus Cristo como seu “descendente” (semente) prometido e “o Salvador do mundo” (João 4:42; Atos 3:25; Gálatas 3:8; 1 Timóteo 2:3–6). A promessa não era só de uma terra, mas também do Descendente Prometido, Jesus Cristo, e todas as bênçãos que Ele transmitiria a nós: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo” (Gálatas 3:16)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/9/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 2 DE OUTUBRO DE 2024 (Genesis 9.11)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
2 DE OUTUBRO DE 2024
UMA PROMESSA INCONDICIONAL DE DEUS NO PACTO COM NOÉ

Genesis 9.11 “E eu convosco estabeleço a minha aliança, que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.”

 

“E eu convosco estabeleço a minha aliança,”

Após Deus permitir a Noé e sua família sair da Arca após baixar as águas do dilúvio. Deus abençoou Noé e seus filhos dizendo: “Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra (v.1). Deus então os orienta acerca do governo humanos que iniciará a partir desta família, dando-lhes orientações sobre comida, abstenção do sangue e juízo que exerciam a partir dali.

Com eles Deus estabelece sua Aliança. Essa aliança havia sido prometida antes do dilúvio: “Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo” (Genesis 6.18).

Deus anunciou que Ele estava para Estabelecer ou “confirmar” sua aliança com eles e sua descendência. Poderia significar que Deus “firmaria” uma nova relação (aliança) com os habitantes da arca ou, mais provável neste contexto, Ele implementaria, cumpriria ou executaria o que estava implícito na promessa original que Ele fez a Noé em 6:18.

 

“... que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.”

Noé havia obedecido ao Senhor fazendo a arca para salvação da sua família e dos animais, agora Deus que os havia preservados dentro da arca faz promessas.

A promessa de Deus era que não seria mais destruída toda carne nem a terra por águas de dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.

A aliança que Deus fez com o homem após o dilúvio geralmente é chamada “aliança noeciana”, mas ela não foi apenas uma aliança feita com Noé e sua família. Ela foi feita com toda a “descendência” (9:9) deles e “as gerações perpétuas” no futuro (9:12). Não foi também uma aliança que parou ali; ela incluiu “todos os seres viventes” de cada espécie (9:10, 12, 15). Seres humanos, aves, animais e todos os seres rastejantes foram beneficiados com a promessa de Deus.

Aos sobreviventes do dilúvio, Deus fez uma promessa incondicional que se estenderia até o fim dos tempos: ele jamais mandaria outro dilúvio destruir tudo que vive na terra. Isso deveria evitar que o homem se desesperasse toda vez nuvens anunciando tempestades surgissem no horizonte.

Esta é uma aliança unilateral, o que significa que a obrigação de guardá-la reside inteiramente no Senhor. Independentemente de quão pecaminoso o homem se torne no futuro: “E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz” (Genesis 8:21), Deus jamais mandará outro dilúvio para destruir a terra completamente. Num sentido, então, a aliança era incondicional; independentemente do que o homem fizesse, a promessa jamais seria abolida.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201508_07.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201508_08.pdf

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Bibliografia Sugerida: 4 Trimestre de 2024.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 01 DE OUTUBRO DE 2024 (Isaías 7.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
01 DE OUTUBRO DE 2024
JESUS, A PROMESSA DO NOSSO EMANUEL

 
Isaías 7.14 “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”. 


“Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal:” 

O contexto imediato do texto está descrevendo a ameaça dos Reis da Síria (Rezim) e do Rei de ISrael (Peca) contra o reino de Judá (Acaz).

O Senhor diz a Isaías e seu filho (Sear-Jasube)  saí ao encontro de Acaz (7.3-4) “E dize-lhe: Acautela-te, e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes” (Isaías 7:4); “Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá” (Isaías 7:7).

Após transmitir essa mensagem a Acaz o Senhor acrescenta: “Pede para ti ao Senhor teu Deus um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas” (Isaías 7:11). Acaz se nega a exigir um sinal de Deus, diferentemente dos fariseus e seguidores da época de Jesus: "Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas” (Mateus 12:39). Como nessa passagem o Senhor transmite o sinal para as gerações futuras. Isaías, então, profetiza aos descendentes de Davi (Judá).


“...eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho,” 

Eis a profecia do nascimento virginal do nosso Senhor. Lucas e Mateus descrevem o cumprimento dessa profecia aproximadamente 700 anos após: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mateus 1:18).

Lucas nos relata mais detalhadamente que  foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1:26,27). O anjo a disse: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1:31). A resposta de Maria foi: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?” (Lucas 1:34). A tréplica do Anjo foi: ”Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).

Esse fato sobrenatural é o sinal de Deus para toda a humanidade: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5).


“...e será o seu nome Emanuel”. 

Todavia o noivo de Maria que sabia que não havia ainda consumado seu casamento duvidou quando Maria descreveu essa fato sobrenatural: “Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1:19). E quando ele vai dormir um anjo lhe aparece em Sonho e confirma o testemunho de Maria: “não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;
E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:20,21). Quem nos narra esse fato é Mateus, e ele associa o avento a profecia de Isaías: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco” (Mateus 1:22,23)

Emanuel, no hebraico, é a junção de dois termos — immánu, que significa “conosco”, e El, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”. Jesus não somente foi homem, mas estabeleceu morada entre os homens: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1:14).

Essa atitude de Jesus demonstra o imenso amor de Deus para com a humanidade perdida, que de outra forma jamais entenderia esse amor. Ele se tornou como um de nós e nos amou para que nós o amassemos e fôssemos definitivamente dEle.

Jesus não se chamava Emanuel como nome próprio, mas vários textos bíblicos apontam para Ele como sendo designado por esse nome como aquilo que Ele de fato é: Deus Conosco. Esse nome designa sua missão entre a humanidade de fazer Deus estar com a humanidade, de habitar entre os homens.

Mostra a natureza divina do Filho de Deus como sua obra messiânica da graça, habitando entre os homens e ao mesmo tempo significando que “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9).

Mateus aplicou corretamente esta profecia a Jesus, o Messias (Mateus 1.23).” Note também que Mateus termina o seu livro com Jesus dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (28.20). Ele continua sendo o Emanuel, “Deus conosco”.

Escatologicamente todos os que nele creem habitarão com Ele: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Apocalipse 21.3)

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

POMMERENING, Clayton Ivan. Lições Bíblicas Jovens - Lição 9: O sinal do Emanuel. CPAD, 3º Trimestre de 2016.

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Apresentação: Lições Bíblicas 4 trimestre de 2024.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 30 DE SETEMBRO DE 2024 (Jeremias 1.11)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
 30 DE SETEMBRO DE 2024
DEUS VELA POR SUA PALAVRA PARA CUMPRIR

Jeremias 1.11 “Veio ainda a palavra do Senhor, dizendo; Que vês tu, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira.

 

“Veio ainda a palavra do Senhor, dizendo; Que vês tu, Jeremias?”

Depois de comissionar o profeta, Deus confirmou sua palavra para Jeremias por meio de duas visões, uma de ordem (a vara de amendoeira) e uma de promessa (a panela ao fogo). O que Jeremias viu tem sido chamado de “visões inaugurais” por alguns estudiosos; no entanto, não podemos estar certos de que elas tenham seguido imediatamente após o seu chamado.

Se as visões não vieram logo após o seu chamado, foram dadas muito cedo no ministério profético de Jeremias, porque Deus parece usá-las para assegurá-lo do seu chamado profético.

Aqui se inicia a visão da amendoeira com a pergunta de Deus: “Que vês tu, Jeremias?”

 

“E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira.

Jeremias responde dizendo o que vê “uma vara de amendoeira”. Em outros trechos, a vara simboliza o julgamento divino (Números 17.11; Ezequiel 7.10; Zacarias 11.7,10,14). Isso pode significar que o sentido básico da parábola é que o julgamento divino contra Judá era iminente, e que o cativeiro babilônico era esse julgamento.

A amendoeira é a árvore que desperta mais cedo na primavera, isso era uma lição tanto para o profeta como para o povo a quem estava sendo enviado. A palavra na sua composição na língua hebraica significa despertar. Isso tanto pode significar o despertar do profeta, como da nação.

Portanto, a amendoeira era a “árvore acordada”, por ser a primeira da Palestina a florescer e produzir frutos.  Essa árvore explodia em uma inflorescência gloriosa no fim do mês de janeiro, muito antes de outras árvores o fazerem. O galho seco que Arão escolheu para Deus revelar suas vontade foi uma vara de amendoeira: “Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas” (Números 17.8)

Yahweh cuidaria para ver suas palavras florescer em Jeremias, ou seja, outra maneira de dizer que Seu poder soberano se cumpriria em Jeremias. “A amendoeira era o vigia, a árvore que se apressava em despertar, antes que todas as outras árvores, de seu sono de inverno. Isso expressava a pressa divina, que não permitiria adiamentos no cumprimento da graciosa promessa de Deus, mas, antes, por assim dizer, faria a árvore rebentar em folhas, florescer e produzir frutos”.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no Livro de Jeremias e Lamentações de Jeremias. Juerp, 1979.

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações: Introdução e comentário. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1980.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

domingo, 29 de setembro de 2024

Texto Áureo Lição 01 - As Promessas de Deus. Jeremias 1.11-12

Lição 01: As Promessas de Deus | 4° Trimestre de 2024

TEXTO ÁUREO

“E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.” (Jeremias 1.12)

 

“E disse-me o Senhor:”

Na primeira visão Deus pergunta ao profeta: “Que vês tu, Jeremias? (v.11)”, após o profeta responder. Deus novamente fala com Jeremias, fazendo um jogo de palavras muito freqüente na língua hebraica. Amendoeira (v.11) é shaqed e velo é shoqed. A menção de shaqed traz à mente shoqed, que tem o mesmo som.

A visão de Jeremias sobre a árvore desperta faz-nos lembrar de que Deus estava desperto e vigiando a Sua palavra, para que ela se cumprisse.

 

“Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.”

Assim como os primeiros botões da amendoeira anunciavam a primavera, a palavra pronunciada apontava para seu rápido cumprimento. O que significa que o SENHOR sempre está atento à Sua Palavra e a cada uma de Suas promessas para cumpri-las: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido" (Jó 42.2).

Deus explicou o significado da visão: “Estou vigiando [atento] para que a minha palavra se cumpra”. A amendoeira estava bem à frente de todas as outras árvores ao “acordar” na primavera. Deus estava dizendo a Jeremias por meio dessa visão: “Estou bem desperto, vigiando a minha palavra para ver se ela será prontamente executada”. Claramente, Judá estava agindo como se Deus estivesse dormindo e não soubesse acerca do seu pecado.

O propósito da visão é assegurar Jeremias de que Deus está bem alerta quanto à situação e que está vigiando persistentemente, certificando-se de que sua palavra seja cumprida. A visão também fala de que Deus toma todo cuidado para que seus planos sejam executados. Ele está “atentamente determinado” para que seus juízos sejam efetuados na terra. Os homens sempre trabalham com a certeza de que Deus está vigiando atentamente para ver se seus planos estão sendo executados, quer sejam obras de juízo ou de misericórdia.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no Livro de Jeremias e Lamentações de Jeremias. Juerp, 1979.

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações: Introdução e comentário. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1980.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

sábado, 28 de setembro de 2024

Mateus 16.18

  

Mateus 16.18 “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

 

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja,”

Após perguntar diretamente aos discípulos “e vós quem dizeis que sou?” Simão Pedro foi aquele que se manifestou fazendo a sua confissão: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. A confissão de Pedro nessa ocasião consistia de duas partes: antes dos demais, ele identificou Jesus como “o Cristo”. Além disso, ele chamou Jesus de “o Filho do Deus vivo”

Jesus declarou que Pedro era bem-aventurado (v.17), ou bendito, por ter entendido essa verdade e por causa da procedência desse entendimento. “Bem-aventurado” descreve aquele que tem motivo para estar extremamente feliz (5:3–12; 11:6; 13:16; 24:46).

No primeiro encontro  com Simão (João 1:42), Jesus deu a Simão o nome aramaico “Cefas”, que significa “pedra grande” ou “rocha” (Jeremias 4:29). O equivalente grego desse nome é “Pedro” (Petros), um vocábulo masculino, que significa “pedra”.

Quando Jesus disse: “Sobre essa pedra edificarei a minha igreja”, Ele poderia estar fazendo um jogo de palavras com o nome que Ele mesmo deu a Simão. A palavra grega para “pedra” (petra) na frase de Jesus é feminina e refere-se a “formações rochosas ou maciças”. Talvez as montanhas rochosas em torno de Cesareia de Filipe tenham trazido essa imagem à mente de Jesus. Jesus escolheu palavras que distinguiram “Pedro” de “pedra”.

O significado dessa declaração de Jesus é objeto de muitos debates. Argumentam alguns que a “pedra” refere-se ao próprio Pedro. Em outras palavras, Cristo edificaria a Sua igreja sobre Pedro. A importância de Pedro é vista no fato de que ele ocupa a primeira posição em todas as listas dos apóstolos (10:2–4; Marcos 3:16–19; Lucas 6:14–16; Atos 1:13).

Após a ascensão de Jesus, Pedro assumiu o papel de liderança nos seguintes eventos: a substituição de Judas entre os apóstolos (Atos 1:15–22), o estabelecimento da igreja em Jerusalém no dia de Pentecostes (Atos 2:14–40), a transferência dos dons miraculosos do Espírito aos samaritanos (Atos 8:14–25), a divulgação do evangelho aos gentios (Atos 10; 11) e a condução da assembléia sobre judeus e gentios (Atos 15:7–11).

Outra interpretação da estrutura deste versículo é que a “pedra” refere-se à confissão de Pedro de que Jesus é “o cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16). Afinal não foi só Pedro que teve autoridade sobre a igreja. Jesus conferiu autoridade para ligar e desligar aos demais apóstolos também em uma das suas aparições ressuscitado: Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos” (João 20.21-23). A declaração da encarnação e divindade de Cristo seria o fundamento da Igreja: “Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus(1 João 4:2).; Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus (1 João 4:15).

McGarvey escreveu: Esta verdade, que ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo, é a mais fundamental do sistema cristão – dela depende toda a superestrutura; sendo mais devidamente representada pela pedra no retrato do Salvador.

A última posição afirma que Cristo é a Pedra. O Antigo Testamento diz em profecia que o Messias seria a pedra sobre a qual a nova casa de Deus seria construída (Salmos 118:22; Isaías 28:16; Daniel 2:44, 45). O Novo Testamento afirma que Jesus é o fundamento sobre o qual a igreja é edificada (Mateus 21:42; Atos 4:10–12; 1 Coríntios 3:11; 1 Pedro 2:4–8). Neste caso, o fundamento é a pedra fundamental da verdade de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, como confessou Pedro. Aquele que vem a crer em Cristo faz essa confissão antes de receber o batismo (Atos 8:37) – momento em que é unido com Cristo e é acrescentado à Sua igreja (Atos 2:41; Romanos 6:3–5; 1 Coríntios 12:13; Gálatas 3:26, 27). Desse modo, a boa confissão se torna a parte viva e ativa do fundamento da igreja.

 

“... e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

Jesus também disse a Pedro que as portas do inferno não prevalecerão contra ela. “Inferno” é uma tradução imprecisa do grego “Hades”. No Novo Testamento “Hades”, o reino dos mortos, é normalmente diferenciado de “inferno” (gehenna), o lugar de castigo final.

No mundo antigo, as portas eram vitais para a defesa de uma cidade e eram indicadores de sua força. A palavra grega para “Hades” corresponde ao hebraico para “Sheol” ambos os termos referem-se ao reino dos mortos.

Jesus combinou os dois conceitos de “portas” e “Hades” para falar do reino e do poder da morte. Isto é confirmado pelo uso das expressões “portas de Sheol” e “portas da morte” no Antigo Testamento (Jó 17:16 [NVI]; 38:17; Salmos 9:13; 107:18; Isaías 38:10). Na literatura grega, as expressões “portas de Hades” e “portas da morte” também se referem à esfera e ao domínio da morte.

Jesus disse que as portas do Hades (o poder da morte) “não prevalecerão contra ela”. O que isso quer dizer?

A morte não tem o poder de manter os cristãos presos (1 Coríntios 15:50–57). Jesus triunfou sobre morte e disse aos discípulos: “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14.3), afirmando assim que sua igreja não permaneceria no Hades/Sheol. As portas do Hades não reteriam a sua igreja. Jesus trinfou sobre a morte e livrou os que a estavam sujeitas: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hebreus 2.14-15). Pois na morte, o cristão não atravessa as portas do Hades, mas imediatamente entra na presença de Deus e desfruta de uma comunhão consciente com o Pai e com aqueles que foram antes dele. Talvez você já tenha ouvido a frase ―estar ausente do corpo e habitar com o Senhor Paulo usou-a pela primeira vez em 2 Coríntios 5.8: “Preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor”.

Em Apocalipse, Cristo é retratado como possuidor das “chaves da morte e do Hades” (Apocalipse 1:18). No juízo final, “morte e Hades” abandonarão seus mortos e serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:13, 14).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_05.pdf

LUCADO, Max. Dias melhores virão: como superar a dor e reconquistar a esperança quando nada parece dar certo / tradução de Valéria Lamim Delgado Fernandes. – 3.ed. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2017.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/06/hebreus-215.html