domingo, 17 de dezembro de 2023

Lição 13: O Propósito de Missões – 4 Trimestre de 2023

TEXTO ÁUREO

“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! ” (1 Coríntios 9.16)

“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar,”

A pregação do apóstolo não era motivo para ele se gloriar, ou se gabar.  Houve um momento em sua vida em que ele achava que ser sábio era se gloriar nas coisas que tinha: “Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível” (Filipenses 3:4-7). 

Mas ele considerou todas essas glórias do seu passado como esterco, como lixo, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo:  “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7,8)

Visto que tudo que conseguimos e somos é o resultado da morte sacrifical de Cristo na cruz, não devemos nos gloriar nelas ou em nós mesmos como se as possuíssemos alguma coisa: Gaiatas 6.14 "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo."

Podemos apenas seguir a ordem formal de Jeremias de nos gloriarmos no Senhor: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor” (Jeremias 9:23,24)

Toda jactância ou vanglória só pode trazer dano à Igreja, mas gloriar-se no Senhor significa que colocamos nossa confiança nele e somente nele.

 “... pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! ”

Paulo sente uma compulsão interior (que sem dúvida vinha da comissão que Jesus lhe dera na estrada de Damasco, uma comissão confirmada por Ananias como também pelo Espírito Santo: “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9:15,16).

Ele deve ter se sentido como Amós, quando disse: “Bramiu o leão, quem não temerá? Falou o Senhor JEOVÁ, quem não profetizará?” (Amós 3-8), ou como Jeremias, ao dizer que a palavra de Deus “foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer e não posso mais” (Jeremias 20.9).

Paulo não pretendia pregar o Evangelho quando partiu tomando a estrada de Damasco. Estava apenas satisfazendo um encargo que Jesus lhe tinha entregado (quando Ele o chamou para ser apóstolo aos gentios).

Essa obrigação pesa sobre ele. E essa obrigação deve também pesar sobre todos os que experimentaram o poder do Evangelho em suas vidas.

Paulo pensa em alguma desgraça vindo sobre ele, se não pregar. “Ai de mim” é, normalmente, um grito de dor diante do castigo. Falar de castigo não é algo agradável na sociedade moderna. Todavia, a Bíblia apresenta claramente a verdade da prestação de contas e do castigo de Deus àqueles que são infiéis na obediência aos seus mandamentos.

A natureza do ai não é explicada no contexto imediato. Mas se lembramos das palavras de Deus a Ezequiel fará sentido:  “Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão” (Ezequiel 33:8)

A vontade de Deus é a salvação do pecador, por isso o objetivo da mensagem é que o ímpio tenha consciência do perigo em que se encontra, e que se desperte para buscar a Deus e seja salvo: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar” (Isaías 55.7). 

Essa parte do discurso revela a responsabilidade do Profeta em se tratando do destinatário original dessa mensagem e a nossa responsabilidade como cristãos que recebemos do Senhor Jesus a incumbência de anunciar o evangelho ao pecador (Mateus 28.18-20; Marcos 16.15-20; Lucas 24.46-49). Não pregar o evangelho é colocar-se na posição de experimentar o castigo de Deus.

  

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/12/2023 

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

SOARES, Esequias e Daniele. A justiça divina – A preparação do povo de Deus para os últimos dias no livro do profeta Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

https://gilvanbarbosa.wordpress.com/2009/07/23/ai-de-mim-se-nao-pregar-o-evangelho/ 

Lição 13 - Lições Bíblicas Adultos - 4º Trim./2023 - CPAD

sábado, 16 de dezembro de 2023

Leitura bíblica diária Cpad - 16 de dezembro de 2023 - Salmo 126.5,6


Salmos 126:5,6

⁵ Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
⁶ Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos. 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Leitura bíblica diária Cpad - 15 de dezembro de 2023 - Atos 14.26-27


(Atos 14:26,27) “E dali navegaram para Antioquia, de onde tinham sido encomendados à graça de Deus para a obra que já haviam cumprido. E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”


O contexto dos versículos em destaque é a primeira viagem missionária de Saulo e Barnabé, mais precisamente quando evangelizavam a região da galácia.

Começando pela cidade de Listra: Após curarem um homem coxo, desde o ventre da sua mãe. Paulo e Barnabé foram aclamados por toda a cidade, pois acreditavam que eles eram deuses e o chamavam “Jupiter e Mercurio”. Após não aceitarem receber sacrifícios disseram: “Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós” (Atos 14:15) e impediram que a multidão lhes sacrificassem. No entanto, após esse evento “sobrevieram ali uns judeus de Antioquia e de Icônio que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto” (Atos 14:19).

Todavia, os missionários sobreviveram e prosseguiram a missão até a cidade de Derbe (v.20). Em Derbe eles fizeram muitos discípulos e retornaram a todos as cidades que já haviam visitado naquelas cercanias: “...voltaram para Listra, e Icônio e Antioquia, Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé” (Atos 14:21,22). E também elegeram anciões para administrarem cada igreja.

Após essas missões desceram a panfilia e embarcaram de volta a Síria.


“E dali navegaram para Antioquia, de onde tinham sido encomendados à graça de Deus para a obra que já haviam cumprido.”

Após descerem no porto de Seleucia chegaram de volta a antioquia de onde haviam sido encomendados: “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. ” (Atos  13.2).

Paulo e Barnabé não saíram a missão por vontade própria, mas porque Deus os havia separados a esta obra.Eles pertenciam a uma igreja e eram dentro das possibilidades amparados por ela: “E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo” (Atos 13:1)

Por terem sido encomendados por esta igreja, ali retornaram para prestar conta e testemunhar da graça de Deus que os acompanhou e retornou com eles.

Eles estiveram fora por mais de um ano, possivelmente por vários ano , e a igreja de Antioquia talvez não tivesse recebido nenhuma notícia deles durante todo esse tempo . Imagine a agitação quando as notícias correram pela comunidade cristã: “Barnabé e Paulo voltaram!” Os missionários estavam ansiosos por relatar tudo; e os discípulos, por ouvir.


 “E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”

A igreja foi reunida para que os missionários relatassem sobre as igrejas que fundaram, os sinais que os seguiam, e sobre a grande quantidade de gentios que agora criam no evangelho.

É bíblico apresentar relatórios de uma missão numa reunião de cristãos; é imperativo que a glória seja dada a Deus. McGarvey disse: “Quem volta de um campo difícil de semear carregando boas notícias, fica com o coração palpitando enquanto sua história não é contada”. Sei como é verdadeira essa afirmação — e como me sinto grato às congregações que me deram oportunidade de contar minha história, congregações que confirmaram sua confiança no trabalho que eu estava realizando. A congregação que ignora os relatórios missionários não compreende sua missão.

Quando a primeira viagem missionária de Paulo foi concluída, ele e Barnabé haviam percorrido aproximadamente dois mil quilômetros de algumas das regiões mais perigosas e acidentadas da terra. Aquela fora uma viagem histórica. Agora era hora de recarregar suas baterias espirituais. A história acaba assim: “E permaneceram não pouco tempo com os discípulos” (v. 28).

Essas palavras implicam que Paulo e Barnabé não ficaram lá permanentemente e que viria o tempo em que novamente fariam as malas, partindo para lugares distantes.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/12/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_02.pdf


quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Leitura Bíblica Diária - 14 de dezembro de 2023 - Atos 13.2,3


Atos 13:2,3

² E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
³ Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Leitura bíblica diária Cpad - 13 de dezembro de 2023 - 1 Coríntios 12.28


1 Coríntios 12:28

²⁸ E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Leitura bíblica diária Cpad - 12 de dezembro de 2023 - Atos 8.1


Atos 8:1

¹ E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Leitura bíblica diária Cpad - 11 de dezembro de 2023 - Atos 11.19-20


 (Atos 11:19,20) “E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.”


“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. “

Em Jerusalém estava a maior parte dos cristãos, dirigida pelos apóstolos. Nessacidade haviam vários judeus que tinham influências helenistas e falavam o grego,sendo distinguidos dos outros judeus anti-helenistas. Na Igreja haviam conversosde ambas as posições. Então houve a necessidade de se nomear os diáconos (deorigem helênica), entre esses Estevão, que trabalhavam junto com os apóstolos na área social eadministrativa, representando os judeus gregos na direção da igreja.

O Versículo 19 nos situa dentro da história da expansão da igreja primitiva. E nos torna ao martírio de Estevão e a consequência que isso gerou sobre os judeus que creram no evangelho. Em Atos 8:1 está escrito: “E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos”. 

Como narra Atos dos Apóstolos, a igreja crescia na comunhão, mas cresciatambém a perseguição contra ela e os cristãos se dispersavam, mas isso fez que expandisse a fé: “Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra”(Atos 8:40).

Os dispersos caminharam até Fenícia, Chipre e Antioquia:

Fenícia, região da famosa rainha Jezabel, é o atual Líbano. Os fenícios se dedicaram e obtiveram muito sucesso no comércio marítimo. As cidades fenícias mais citadas na bíblia foram Tiro e Sidon.

Chipre é uma grande, bela e fértil ilha do mar MediterrâneoEra a terra natal de Barnabé (Atos 4.36), por causa disso recebeu cedo recebeu o Evangelho na primeira viagem missionária. Hoje pertence a Turquia.

Antioquia - Foi fundada por Seleuco I Nicátor, que a tornou a capital do seu império. Flávio Josefo descreveu Antioquia como tendo sido a terceira maior cidade do Império Romano e também do mundo, depois de Roma e Alexandria. Cresceu a ponto de se tornar o principal centro comercial e industrial da província romana da Síria. Nesse Lugar foram os discípulos chamados cristãos pela primeira vez.

Os cristãos judaicos pregavam apenas por onde passavam aos judeus, ainda não entendendo que a dispersão indicava o tempo dos gentios. Cristo quando entre ales dizia: “Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 10:6). O apóstolo Pedro quando pregou na Casa de Cornélio se justificou por causa desse pensamento em comum com esses judeus dispersos: “Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo” (Atos 10:28)


 “E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. ”

Todavia os judeus dispersos não eram apenas anti-helenistas, mas judeus gregos que se converteram a partir da descido do Espírito Santo no pentecoste: “E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu” (Atos 2:5). Os versos 9 a 11 de Atos 2 descrevem algumas origens: “Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia, E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2:9-11)

Aqui são citados judeus chiprios e cirenenses. Como os bereanos foram mais prudentes que os de tessalônica quanto ao estudo, esses judeus foram mais prudentes que os demais quanto a evangelização.

Porque, como Pedro e João, não conseguiram deixar de anunciar “o que viram e ouviram” (Atos 4:20). Como os chiprios e cirenenses não podemos deixar de anunciar o evangelho a toda a criatura, pois somos testemunhas das grandezas de Deus: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco” (Filipenses 4:9)

A cidade de Antioquia, evangelizada por estes judeus, veio a ser um grande centro missionário, ela foi o ponto de partida para Paulo. Ele, ainda como assistente de Barnabé, iniciou suas viagens missionárias. Estas resultaram na implantação de igrejas na Ásia Menor, Macedônia e Grécia.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/12/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

GONZALEZ, Justo L.; A Era dos Mártires, 3ª ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1986

JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.


domingo, 10 de dezembro de 2023

Lição 12: O Modelo de Missões da Igreja de Antioquia - 4 Trimestre de 2023

TEXTO ÁUREO

“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. ” (Atos  13.2)

“E, servindo eles ao Senhor e jejuando,”

Um grupo de mestres de profetas (que exerciam o dom de falar sob inspiração) dedicavam-se a um período especial de oração e jejum. É provável que o restante da igreja estivesse orando também. Os acontecimentos subseqüentes indicam a busca de luz sobre o programa missionário da igreja. Oravam em gratidão pelo que Deus realizara entre os gentios daquela cidade (Antioquia). E também, em favor das multidões não evangelizadas da Ásia Menor e Europa.

O Espírito Santo não procurou os missionários entre os que “esperavam algo para fazer”; Ele fez sua seleção a partir dos que estavam ativos no serviço do Senhor! Se você ainda não encontrou seu lugar adequado na igreja, talvez seja porque não está envolvido em fazer aquilo que pode. “Deus chama pessoas ocupadas.”

Esta é a primeira vez que o jejum (abstinência deliberada de alimento por um período) é mencionado em Atos. No Antigo Testamento, o jejum era uma prática relacionada a um momento de humilhação diante de Deus, seja para receber de Deus o perdão, expressava arrependimento: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto”(Joel 2:12), no Novo Testamento, indica prioridades: “E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia” (Lucas 2:37). Jesus jejuou no deserto, antes de ser tentado. Ensinou aos seus discípulos que há espíritos malignos que só seriam expulsos após um período de jejum e oração (Marcos 9.29). Em Atos 10, o centurião Cornélio jejuou por quatro dias e recebeu uma orientação divina para chamar Pedro para falar em sua casa.

O alimento não era tudo o que importava para os primeiros cristãos. Às vezes, para cumprir os propósitos de Deus, eles ignoravam à hora das refeições.

 “[…] Disse o Espírito Santo:”

A pessoa do Espírito Santo fala e direciona os líderes da igreja como Cristo havia prometido aos seus discípulos: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar “(João 16: 13,14). Esse mesmo Espírito está disponível hoje a toda a igreja, pois habita dentro dela: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14:17); “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus “ (1 Coríntios 2:12). Quando o ouvimos devemos atentar ao seu mandar e orientação, pois Ele fala com autoridade divina: “Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. ” (Hebreus 4:7); “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:29). 

“Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.”

A pessoa do Espírito Santo convoca para a obra missionária dois entre os seus líderes: “Barnabé e Saulo”.  

Barnabé era um levita de Chipre. Seu nome era José; o nome Barnabé lhe foi dado pelos apóstolos para indicar o seu caráter (Filho da Consolação, Atos 4.36). Foi o primeiro homem mencionado por sua generosidade, que vendeu uma propriedade e trouxe o dinheiro da venda aos apóstolos para que as necessidades dos membros mais pobres da igreja fossem supridas (Atos 4.36). Ele aparece novamente em Atos 9.27 prestando os seus bons serviços a Saulo de Tarso, quando Saulo retornou a Jerusalém no terceiro ano após a sua conversão, recomendando-o aos apóstolos, afirmando que Saulo era um crente genuíno. Isto sugere que ele já conhecia Saulo. Quando, alguns anos mais tarde, chegou a Jerusalém a notícia de que uma evangelização em larga escala havia ocorrido em Antioquia da Síria, por cristãos helenistas refugiados da perseguição que teve início na Judéia após a morte de Estêvão, Barnabé foi enviado até lá para investigar a situação e agir da forma que julgasse ser mais apropriada. Não podiam ter enviado um homem mais adequado. Longe de sentir-se chocado pelas inovações que ali encontrou, Barnabé sentiu prazer por ver a graça de Deus em ação na conversão dos pagãos em Antioquia, e assim encorajou tanto os evangelistas quanto os novos convertidos com todas as suas forças. Barnabé fortaleceu grandemente os laços de amizade entre a congregação de Antioquia e a igreja-mãe em Jerusalém (At 11.22-30).

Saulo, um israelita circuncidado da tribo de Benjamin, que falava a língua aramaica em sua casa, herdeiro da tradição do farisaísmo, estrito observador das exigências da Torá, e mais avançado no judaísmo do que seus contemporâneos era o primeiro e o mais proeminente entre os judeus (Filipenses 3.5,6; Gálatas 1.14). Era um judeu da Dispersão, nascido em Tarso da Cilicia, um lugar que não era insignificante (At 21.39), apesar de ser natural de Tarso estudou desde cedo em Jerusalém como ele mesmo diz aos pés de Gamaliel: “...e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois”(Atos 22:3). Após sua célebre conversão no caminho de Damasco procurou conhecer os demais apóstolos em Jerusalém por intermédio de Barnabé, depois de algum tempo em Jerusalém foi enviado para sua terra natal, pois em Jerusalém procuravam matá-lo: “Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesaréia, e o enviaram a Tarso” (Atos 9:30). Após algum tempo em Tarso, foi convidado por Barnabé para ajudá-lo na supervisão daquela da igreja de Antioquia: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia” (Atos 11:25). 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
14/11/2023 

FONTES: 

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022. 

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. 

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200201_05.pdf 

Lição 12 - Lições Bíblicas Adultos - 4º Trim./2023 - CPAD