sábado, 16 de dezembro de 2023
Leitura bíblica diária Cpad - 16 de dezembro de 2023 - Salmo 126.5,6
sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
Leitura bíblica diária Cpad - 15 de dezembro de 2023 - Atos 14.26-27
(Atos 14:26,27) “E dali navegaram para
Antioquia, de onde tinham sido encomendados à graça de Deus para a obra que já
haviam cumprido. E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes
coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”
O contexto dos versículos em destaque é a primeira viagem missionária de Saulo e Barnabé, mais precisamente quando evangelizavam a região da galácia.
Começando pela cidade de Listra: Após curarem um
homem coxo, desde o ventre da sua mãe. Paulo e Barnabé foram aclamados por toda
a cidade, pois acreditavam que eles eram deuses e o chamavam “Jupiter e
Mercurio”. Após não aceitarem receber sacrifícios disseram: “Senhores, por
que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós” (Atos 14:15) e
impediram que a multidão lhes sacrificassem. No entanto, após esse evento “sobrevieram
ali uns judeus de Antioquia e de Icônio que, tendo convencido a multidão,
apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava
morto” (Atos 14:19).
Todavia, os missionários sobreviveram e prosseguiram
a missão até a cidade de Derbe (v.20). Em Derbe eles fizeram muitos discípulos
e retornaram a todos as cidades que já haviam visitado naquelas cercanias: “...voltaram
para Listra, e Icônio e Antioquia, Confirmando os ânimos dos discípulos,
exortando-os a permanecer na fé” (Atos 14:21,22). E também elegeram anciões
para administrarem cada igreja.
Após essas missões desceram a panfilia e embarcaram
de volta a Síria.
“E dali navegaram para Antioquia, de onde
tinham sido encomendados à graça de Deus para a obra que já haviam cumprido.”
Após descerem no porto de Seleucia chegaram de volta a antioquia de onde haviam sido encomendados: “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. ” (Atos 13.2).
Paulo e Barnabé não saíram a missão por vontade própria, mas porque Deus os havia separados a esta obra.Eles pertenciam a uma igreja e eram dentro das possibilidades amparados por ela: “E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo” (Atos 13:1)
Por terem sido encomendados por esta igreja, ali retornaram para prestar conta e testemunhar da graça de Deus que os acompanhou e retornou com eles.
Eles estiveram fora por mais de um ano, possivelmente por vários ano , e a igreja de Antioquia talvez não tivesse recebido nenhuma notícia deles durante todo esse tempo . Imagine a agitação quando as notícias correram pela comunidade cristã: “Barnabé e Paulo voltaram!” Os missionários estavam ansiosos por relatar tudo; e os discípulos, por ouvir.
“E,
quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera
por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”
A igreja foi reunida para que os missionários relatassem sobre as igrejas que fundaram, os sinais que os seguiam, e sobre a grande quantidade de gentios que agora criam no evangelho.
É bíblico apresentar relatórios de uma missão numa reunião de cristãos; é imperativo que a glória seja dada a Deus. McGarvey disse: “Quem volta de um campo difícil de semear carregando boas notícias, fica com o coração palpitando enquanto sua história não é contada”. Sei como é verdadeira essa afirmação — e como me sinto grato às congregações que me deram oportunidade de contar minha história, congregações que confirmaram sua confiança no trabalho que eu estava realizando. A congregação que ignora os relatórios missionários não compreende sua missão.
Quando a primeira viagem missionária de Paulo foi concluída, ele e Barnabé haviam percorrido aproximadamente dois mil quilômetros de algumas das regiões mais perigosas e acidentadas da terra. Aquela fora uma viagem histórica. Agora era hora de recarregar suas baterias espirituais. A história acaba assim: “E permaneceram não pouco tempo com os discípulos” (v. 28).
Essas palavras implicam que Paulo e Barnabé não ficaram lá permanentemente e que viria o tempo em que novamente fariam as malas, partindo para lugares distantes.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
10/12/2023
FONTES:
GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_02.pdf
quinta-feira, 14 de dezembro de 2023
Leitura Bíblica Diária - 14 de dezembro de 2023 - Atos 13.2,3
quarta-feira, 13 de dezembro de 2023
Leitura bíblica diária Cpad - 13 de dezembro de 2023 - 1 Coríntios 12.28
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
Leitura bíblica diária Cpad - 12 de dezembro de 2023 - Atos 8.1
segunda-feira, 11 de dezembro de 2023
Leitura bíblica diária Cpad - 11 de dezembro de 2023 - Atos 11.19-20
(Atos 11:19,20) “E os que foram
dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à
Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente
aos judeus. E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses, os quais
entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.”
“E os que foram
dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à
Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente
aos judeus. “
Em Jerusalém estava a maior parte dos cristãos, dirigida pelos apóstolos. Nessacidade haviam vários judeus que tinham influências helenistas e falavam o grego,sendo distinguidos dos outros judeus anti-helenistas. Na Igreja haviam conversosde ambas as posições. Então houve a necessidade de se nomear os diáconos (deorigem helênica), entre esses Estevão, que trabalhavam junto com os apóstolos na área social eadministrativa, representando os judeus gregos na direção da igreja.
O Versículo 19 nos situa dentro da história da expansão da igreja primitiva. E nos torna ao martírio de Estevão e a consequência que isso gerou sobre os judeus que creram no evangelho. Em Atos 8:1 está escrito: “E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos”.
Como narra Atos dos Apóstolos, a igreja crescia na comunhão, mas cresciatambém a perseguição contra ela e os cristãos se dispersavam, mas isso fez que expandisse a fé: “Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra”(Atos 8:40).
Os dispersos caminharam até Fenícia, Chipre e Antioquia:
Fenícia, região da famosa rainha Jezabel, é o atual Líbano. Os fenícios se dedicaram e obtiveram muito sucesso no comércio marítimo. As cidades fenícias mais citadas na bíblia foram Tiro e Sidon.
Chipre é uma grande, bela e fértil ilha do mar MediterrâneoEra a terra natal de Barnabé (Atos 4.36), por causa disso recebeu cedo recebeu o Evangelho na primeira viagem missionária. Hoje pertence a Turquia.
Antioquia - Foi fundada por Seleuco I Nicátor, que a tornou a capital do seu império. Flávio Josefo descreveu Antioquia como tendo sido a terceira maior cidade do Império Romano e também do mundo, depois de Roma e Alexandria. Cresceu a ponto de se tornar o principal centro comercial e industrial da província romana da Síria. Nesse Lugar foram os discípulos chamados cristãos pela primeira vez.
Os cristãos judaicos pregavam apenas por onde passavam aos judeus, ainda não entendendo que a dispersão indicava o tempo dos gentios. Cristo quando entre ales dizia: “Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 10:6). O apóstolo Pedro quando pregou na Casa de Cornélio se justificou por causa desse pensamento em comum com esses judeus dispersos: “Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo” (Atos 10:28)
“E havia entre eles alguns
homens chíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos
gregos, anunciando o Senhor Jesus. ”
Todavia os judeus dispersos não eram apenas anti-helenistas, mas judeus gregos que se converteram a partir da descido do Espírito Santo no pentecoste: “E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu” (Atos 2:5). Os versos 9 a 11 de Atos 2 descrevem algumas origens: “Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia, E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2:9-11)
Aqui são citados judeus chiprios e cirenenses. Como os bereanos foram mais prudentes que os de tessalônica quanto ao estudo, esses judeus foram mais prudentes que os demais quanto a evangelização.
Porque, como Pedro e João, não conseguiram deixar de anunciar “o que viram e ouviram” (Atos 4:20). Como os chiprios e cirenenses não podemos deixar de anunciar o evangelho a toda a criatura, pois somos testemunhas das grandezas de Deus: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco” (Filipenses 4:9)
A cidade de Antioquia, evangelizada por estes judeus, veio a ser um grande centro missionário, ela foi o ponto de partida para Paulo. Ele, ainda como assistente de Barnabé, iniciou suas viagens missionárias. Estas resultaram na implantação de igrejas na Ásia Menor, Macedônia e Grécia.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
2/12/2023
FONTES:
GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
GONZALEZ, Justo L.; A Era dos Mártires, 3ª ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1986
JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.
domingo, 10 de dezembro de 2023
Lição 12: O Modelo de Missões da Igreja de Antioquia - 4 Trimestre de 2023

TEXTO ÁUREO
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. ” (Atos 13.2)
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando,”
Um grupo de mestres de profetas (que exerciam o dom de falar sob inspiração) dedicavam-se a um período especial de oração e jejum. É provável que o restante da igreja estivesse orando também. Os acontecimentos subseqüentes indicam a busca de luz sobre o programa missionário da igreja. Oravam em gratidão pelo que Deus realizara entre os gentios daquela cidade (Antioquia). E também, em favor das multidões não evangelizadas da Ásia Menor e Europa.
O Espírito Santo não procurou os missionários entre os que “esperavam algo para fazer”; Ele fez sua seleção a partir dos que estavam ativos no serviço do Senhor! Se você ainda não encontrou seu lugar adequado na igreja, talvez seja porque não está envolvido em fazer aquilo que pode. “Deus chama pessoas ocupadas.”
Esta é a primeira vez que o jejum (abstinência deliberada de alimento por um período) é mencionado em Atos. No Antigo Testamento, o jejum era uma prática relacionada a um momento de humilhação diante de Deus, seja para receber de Deus o perdão, expressava arrependimento: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto”(Joel 2:12), no Novo Testamento, indica prioridades: “E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia” (Lucas 2:37). Jesus jejuou no deserto, antes de ser tentado. Ensinou aos seus discípulos que há espíritos malignos que só seriam expulsos após um período de jejum e oração (Marcos 9.29). Em Atos 10, o centurião Cornélio jejuou por quatro dias e recebeu uma orientação divina para chamar Pedro para falar em sua casa.
O alimento não era tudo o que importava para os primeiros cristãos. Às vezes, para cumprir os propósitos de Deus, eles ignoravam à hora das refeições.
“[…] Disse o Espírito Santo:”
A pessoa do Espírito Santo fala e direciona os líderes da igreja como Cristo havia prometido aos seus discípulos: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar “(João 16: 13,14). Esse mesmo Espírito está disponível hoje a toda a igreja, pois habita dentro dela: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14:17); “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus “ (1 Coríntios 2:12). Quando o ouvimos devemos atentar ao seu mandar e orientação, pois Ele fala com autoridade divina: “Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. ” (Hebreus 4:7); “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:29).
“Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.”
A pessoa do Espírito Santo convoca para a obra missionária dois entre os seus líderes: “Barnabé e Saulo”.
Barnabé era um levita de Chipre. Seu nome era José; o nome Barnabé lhe foi dado pelos apóstolos para indicar o seu caráter (Filho da Consolação, Atos 4.36). Foi o primeiro homem mencionado por sua generosidade, que vendeu uma propriedade e trouxe o dinheiro da venda aos apóstolos para que as necessidades dos membros mais pobres da igreja fossem supridas (Atos 4.36). Ele aparece novamente em Atos 9.27 prestando os seus bons serviços a Saulo de Tarso, quando Saulo retornou a Jerusalém no terceiro ano após a sua conversão, recomendando-o aos apóstolos, afirmando que Saulo era um crente genuíno. Isto sugere que ele já conhecia Saulo. Quando, alguns anos mais tarde, chegou a Jerusalém a notícia de que uma evangelização em larga escala havia ocorrido em Antioquia da Síria, por cristãos helenistas refugiados da perseguição que teve início na Judéia após a morte de Estêvão, Barnabé foi enviado até lá para investigar a situação e agir da forma que julgasse ser mais apropriada. Não podiam ter enviado um homem mais adequado. Longe de sentir-se chocado pelas inovações que ali encontrou, Barnabé sentiu prazer por ver a graça de Deus em ação na conversão dos pagãos em Antioquia, e assim encorajou tanto os evangelistas quanto os novos convertidos com todas as suas forças. Barnabé fortaleceu grandemente os laços de amizade entre a congregação de Antioquia e a igreja-mãe em Jerusalém (At 11.22-30).
Saulo, um israelita circuncidado da tribo de Benjamin, que falava a língua aramaica em sua casa, herdeiro da tradição do farisaísmo, estrito observador das exigências da Torá, e mais avançado no judaísmo do que seus contemporâneos era o primeiro e o mais proeminente entre os judeus (Filipenses 3.5,6; Gálatas 1.14). Era um judeu da Dispersão, nascido em Tarso da Cilicia, um lugar que não era insignificante (At 21.39), apesar de ser natural de Tarso estudou desde cedo em Jerusalém como ele mesmo diz aos pés de Gamaliel: “...e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois”(Atos 22:3). Após sua célebre conversão no caminho de Damasco procurou conhecer os demais apóstolos em Jerusalém por intermédio de Barnabé, depois de algum tempo em Jerusalém foi enviado para sua terra natal, pois em Jerusalém procuravam matá-lo: “Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesaréia, e o enviaram a Tarso” (Atos 9:30). Após algum tempo em Tarso, foi convidado por Barnabé para ajudá-lo na supervisão daquela da igreja de Antioquia: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia” (Atos 11:25).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/11/2023
FONTES:
GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.
PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
PEARLAM,
Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200201_05.pdf
sábado, 9 de dezembro de 2023
Leitura bíblica diária Cpad - 9 de dezembro de 2023 - 2 Coríntios 11.22-28
sexta-feira, 8 de dezembro de 2023
Leitura bíblica diária - 8 de dezembro de 2023 - Efésios 6.19-20
(Efésios 6:19,20) “E por mim; para que me seja
dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o
mistério do evangelho,pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar
dele livremente, como me convém falar. “
Após instruir apresentar aos efésios a armadura de deus para que eles possam resistir as astutas ciladas do diabo. Paulo apresenta a última parte da estratégia divina para vencermos a guerra contra Satanás e participarmos do ataque contra o inimigo. Essa estratégia é a oração (v.18).
A palavra "orando" está no gerúndio, o que dá a ideia de continuidade da ação. Podemos concluir que a oração faz parte permanente de todo o equipamento de guerra exposto nos versículos precedentes (vv. 14-17).
Orar não é preparar-se para a batalha; orar é justamente onde a batalha começa! Depois de nos vestirmos para a luta, de sabermos quem é o adversário e de conhecer nossos aliados, estamos prontos para prosseguir ao ataque. O exército do Senhor marcha de joelhos no chão!
O diabo não quer que os cristãos orem. Ele não se importa com outras coisas que venhamos a fazer. Ele não se impressiona com a beleza de nossas vozes ao louvar a Deus nem com o poder da nossa pregação. O diabo zomba de nossos planos, mas ele tem medo das nossas orações.
Ele sabe que é aí que o cristão ganha ou perde a guerra. Jamais seremos mais fortes do que nossas orações. Nenhuma igreja jamais será mais poderosa do que a vida de oração de seus membros. Jesus advertiu: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação...” (Mateus 26:41).
A igreja precisa de uma coisa: mais guerreiros de oração! São soldados que clamam pela bênção de Deus, que clamam por Sua força e que clamam por recursos divinos contra o adversário. Paulo ensina a igreja a “orar por todos os santos”
“E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra
com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, ”
Aqui Paulo solicita a intercessão em seu favor. A lição oferecida aqui é que nenhuma pessoa viva pode dispensar a ajuda intercessora dos santos a seu próprio favor. Paulo era exemplo em tudo quanto ensinava. Ele orava incessantemente por todos e carecia da mesma ajuda. Sua batalha era ferrenha contra as forças do mal, e ele sabia que sozinho não podia vencer. Ele precisava de força espiritual e sabia que as intercessões a seu favor muito o ajudariam. A intercessão sincera anula qualquer presunção diante de Deus e nos torna acessíveis às bênçãos que pedimos.
Paulo pede "para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança". Paulo não queria "abrir a boca" para falar de si mesmo ou para falar de vãs filosofias, como os gregos, senão de Jesus Cristo, o Salvador e Senhor. Ele precisava de coragem moral e espiritual para que, ao "abrir a boca", a palavra saísse com segurança e confiança.
Nessa batalha espiritual, a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, precisava movimentar-se com firmeza, e Paulo deseja usá-la "com confiança" e ter golpes certeiros contra o pecado.
Segundo, pede "para fazer notório o mistério do evangelho" Esse mistério já foi revelado aos "santos", mas aos que estão em trevas lhes é desconhecido. Por isso, precisamos notificá-lo a todos os homens. E o mistério do poder transformador (Romanos 1.16) que o Evangelho realiza na vida dos pecadores. Para "fazer notório" esse mistério é preciso poder espiritual.
“Pelo qual sou
embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém
falar. ”
Anteriormente na carta Paulo se designara tanto “prisioneiro... por amor de vós, gentios” quanto “prisioneiro no Senhor” (3:1; 4:1). Consequentemente, ele está dizendo que o evangelho, o Senhor e os gentios são três razões para a sua prisão.Era, então um prisioneiro por causa desses três fatores.
Mas mesmo nessa condição Paulo recebeu graça para resistir. Paulo pensa em si mesmo como sendo o embaixador de Jesus Cristo, devidamente acreditado para representar o seu Senhor na corte imperial em Roma! O embaixador é aquele que representa os interesses de um governo e os do seu dirigente máximo.
Nas ocasiões festivas, os embaixadores usavam correntes a fim de revelarem riqueza, poder e dignidade do governo que representavam. E Paulo, servindo a Cristo crucificado, consideraria as cadeias dolorosas de ferro que o prendiam como as insígnias mais apropriadas para a representação do seu Senhor!
Como poderia ter vergonha do seu falar no nome dele? Pelo contrário, orgulhava-se de ser o embaixador de Cristo, ainda que estivesse passando pela anomalia de ser “embaixador em cadeias”.
O que mais preocupava Paulo não era, no entanto, que os seus pulsos fossem libertos das cadeias, mas, sim, que a sua boca fosse aberta em testemunho. Não que ele fosse libertado, mas, sim, que o evangelho viesse a ser difundido livremente e sem impedimento. É por isto, pois, que ele orou, e que pediu que os efésios orassem também. Contra esta oração, os principados e as potestades não teriam qualquer poder.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
2/12/2023
FONTES:
GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201308_12.pdf
Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1999
Stott, John R. W. A mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus [tradução de Gordon Chown] - 6.a ed. - São Paulo: ABU Editora, 2001.