domingo, 12 de junho de 2022

Lição 12 - A Bondade de Deus em nos atender - 2 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Se, vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? ” (Mateus 7.11)

A passagem tem implícito um argumento a fortiori. O argumento a fortiori tem a seguinte formulação: “Se isto acontece, então aquilo não acontecerá com muito mais razão? ”. O Novo Testamento tem alguns exemplos bem conhecidos desse tipo de raciocínio. Talvez o mais notável seja a passagem de Romanos 8.32: “Aquele que não poupou o próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, de graça, todas as coisas? ”. Deus já nos deu sua melhor dádiva; com muito mais razão, então, ele nos dará coisas menores! Outro excelente exemplo de argumento a fortiori encontra-se no capítulo 6: “Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? ” (Mateus 6.30).

“Se, vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, “ Nossa condição diante de Deus é exposta: “somos maus”: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. “ (Gênesis 6:5).  Por sermos originalmente pecadores, descendentes da degenerada semente de Adão. Perdemos grande parte da boa natureza que pertencia à humanidade e, entre outros tipos de corrupção, temos dentro de nós mesmos a má disposição e a maldade. Mas, apesar da nossa condição somos capazes de atender com bondade os pedidos justos dos nossos filhos. Deus colocou no coração dos pais uma amorosa inclinação para socorrer e ajudar seus filhos de acordo com suas necessidades. Mesmo aqueles que têm pouca consciência do dever, ainda assim agem como por instinto.

 “..., quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? ” Da mesma maneira como nos encontram os prontos para socorrer nossos filhos, podemos nos sentir estimulados a buscar o nosso socorro em Deus, para obtermos o nosso alívio. Todo amor e ternura que existem nos pais provêm dele. Eles não vêm da natureza, mas do Deus da natureza. Portanto, devem ser infinitamente maiores nele. Ele compara seus cuidados para com o seu povo aos cuidados de um pai para com os seus filhos (SaImo 103.13). E também com aqueles de uma mãe, que são geralmente mais carinhosos (Isaías 49.14,15). Podemos supor que nele, esse amor, ternura e bondade em muito excedam aos de qualquer pai terreno. Portanto, se eles se manifestam com mais intensidade é porque estão baseados nessa indubitável verdade, de que Deus é o melhor Pai. Infinitamente melhor do que qualquer pai terreno, pois seus pensamentos se colocam acima dos pensamentos terrenos. Nossos pais terrenos podem cuidar de nós, assim como cuidamos dos nossos filhos. Mas Deus é capaz de dar muito mais, pois Ele os irá recolher quando estiverem desamparados. É instrutivo observar que a passagem paralela no Evangelho de Lucas contém fraseado ligeiramente diferente: “Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? ” (Lucas 11.13). Lucas interpretou “boas dádivas” em seu material de fonte com referência ao “Espírito Santo”. Não há nada mais importante na vida do cristão do que a abundante presença do Espírito Santo dentro de nós.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

MENZIES, Robert, P. Pentecostes – Essa história é a a nossa história. Rio de Janeiro: Cpad, 2016.

CARSON, D. A. O Sermão do Monte: exposição de Mateus 5—7; tradução de Lucília Marques. - São Paulo: Vida Nova, 2018.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Lição 11 - Sendo cautelosos nas Opiniões - 2 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso (Lucas 6.36)

“Sede, pois, misericordiosos, “ Os misericordiosos não são interpretados como sendo os mais sábios, nem provavelmente serão os mais ricos; ainda assim, Cristo diz que são bem-aventurados. Os misericordiosos são piedosa e bondosamente inclinados à piedade, ajudam e auxiliam as pessoas que estão na miséria. Um homem que não tenha recursos para ser generoso ou abundante pode ser verdadeiramente misericordioso, e assim Deus aceita a mente disposta. Nós devemos não som ente suportar pacientem ente os nossos próprios sofrimentos, como também devem os, pela solidariedade cristã, com partilhar os sofrimentos dos nossos irmãos; o amigo deve mostrar compaixão (Jó 6.14), e revestir-se de entranhas de misericórdia (Colossenses 3.12). E, revestidos, eles devem se apresentar para ajudar em tudo o que puderem àqueles que estão passando por algum tipo de necessidade. Nós devemos ter com paixão das almas dos outros, e ajudá-los; te r com paixão dos ignorantes, e instruí-los; te r pena dos descuidados, e adverti-los; ter com paixão dos que estão em condição de pecado e recolhê-los, como galhos sendo retirados das chamas. Nós devemos ter com paixão daqueles que estão melancólicos e em tristeza, e consolá-los (Jó 16.5); daqueles em relação aos quais temos alguma vantagem, não sendo rigorosos e severos com eles; daqueles que estão passando por necessidades, ajudando-os. Se nos recusarmos a fazer isto, qualquer que seja a nossa desculpa, nós fechamos as entranhas da nossa com paixão (Tiago 2.15,16; 1 João 3.17). Abra a sua alma, repartindo o seu pão com os famintos (Isaías 58.7,10). Um bom homem é misericordioso até mesmo com os seus animais.

“...como também vosso Pai é misericordioso. “ Isso explica Mateus 5.48: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai”. “Imitai vosso Pai nessas coisas que são as suas mais resplandecentes perfeições”. Aqueles que, assim como Deus, são misericordiosos, mesmo com “os ingratos e maus”, são perfeitos como Deus o é. Dessa maneira Ele está generosamente satisfeito em aceitar isso, embora seja infinitamente insuficiente. A caridade é chamada de “o vínculo da perfeição”, Colossenses 3.14. Isso deveria nos comprometer firmemente a ser misericordiosos com os nossos irmãos, até mesmo com aqueles que nos ofendem, não apenas porque Deus é misericordioso com eles, mas, porque Ele é misericordioso conosco, embora fôssemos e sejamos ingratos e maus - “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/06/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

A Origem do Dia do Pastor


Desde meados do século XIX a preocupação das convenções das igrejas protestantes começaram a se destacar quando o assunto era o provimento da igreja a seus líderes, que por algum motivo, principalmente o de saúde, começava aí a se pensar na ajuda social aos líderes que não podiam mais estarem à frente dos trabalhos e isso era em todo o mundo protestante, já que eram grande minoria na maioria dos países e os recursos geralmente eram muito poucos.

Aqui no Brasil tudo começa com a Junta de Beneficência da Convenção Batista Brasileira, que a partir de 1952, por meio de seu secretário executivo, Pr. Antônio Neves de Mesquita, cria o “Dia da Junta de Beneficência” que se reuniam todo 2° domingo do mês de maio para fazerem as prestações do serviços sociais de 1 ano aos líderes aposentados ou que viviam em vulnerabilidade. Essa ajuda era de extrema importância, pois havia pastores que dedicavam uma vida inteira atendendo membros da igreja e muitos não conseguiam renda suficiente para suprir toda a necessidade quando chegava à velhice.

Em 1955, foi sugerido ao Pr. Mesquita que mudasse o nome de “Dia da Junta de Beneficência” para “Dia do Pastor”, visto que tudo girava em torno dos vocacionados para a obra do Ministério da Palavra de Deus. Como o mês de Maio era dedicado às mães, sugeriu-se, que fosse transferido o Dia do Pastor para o 2º Domingo de Junho e este, então seria o Mês do Pastor.


O Pr. Mesquita e toda Junta sentiram que a ideia era muito boa e aceitaram integralmente. Desde então começou a promover o Dia do Pastor no 2º Domingo de Junho com os seguintes objetivos: levantar uma oferta generosa para a Caixa de Socorros, a fim de que a Junta pudesse ajudar mais e melhor os pastores aposentados de poucos recursos; comemorar o Dia do Pastor em cada Igreja Batista, homenageando o pastor local e os pastores que haviam pastoreado a mesma igreja e proporcionar, através de tais comemorações, o despertamento de jovens vocacionados por Jesus para a obra do Ministério. Diante deste fato, que é um marco histórico na denominação Batista Brasileira, o dia passou a ser celebrado em várias outras denominações.

Esperamos e fazemos votos ao Senhor da seara que este dia seja cada vez mais vitorioso em todas as igrejas evangélicas do Brasil do mundo, para o crescimento da gloriosa obra do Ministério da Palavra de Deus.

Na esperança de que o Dia do Pastor seja comemorado em todas as igrejas de nossa querida Pátria, a fim de que muitos outros obreiros se levantem para atender a vocação de Deus para a obra do Ministério, continuamos no firme propósito de servir ao nosso Mestre!


Créditos:
Junta de Beneficência e o Dia do Pastor
Jornalista Othon Ávila Amaral
(Jornal Batista de 14/06/1981)

Fonte:
https://noticias.revivagospel8090.com.br/a-origem-do-dia-do-pastor/

quarta-feira, 8 de junho de 2022

2º Semana da Teologia Pentecostal Inscrição gratuita e certificado para os inscritos!

 

Eventos Faculdade FAECAD - Junho  

 

08 e 09 de Junho - Live  2º Semana da Teologia Pentecostal

Inscrição gratuita e certificado para os inscritos! 


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SEMANA DA TEOLOGIA PENTECOSTAL

CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO GRATUITO

Data: 08,09 de Junho
Palestrantes: Pr. Esequias Soares e Pr. Wagner Gaby
Horário: 20h
Local: Facebook e Youtube

Finalize sua inscrição e garanta sua vaga!

 

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Lição 10 - Nossa Segurança Vem De Deus – 2 Trimestre de 2022


(Texto Áureo) “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. ” (Lucas 12.15)

Um dia, enquanto Jesus ensinava, um homem que estava entre a multidão interrompeu-O dizendo: “Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança” (v. 13). O pensamento daquele homem certamente não estava no sermão que Jesus acabara de proferir. Em vez de refletir nas palavras de Cristo, ele estava preocupado com uma disputa familiar mesquinha. O Senhor ficou entristecido pelo fato de Seu ensino não ter penetrado no coração daquele homem. Disse o Mestre: “Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? ” (v. 14). Olhando para dentro do coração do homem, Jesus localizou o problema e disse-lhe:

“Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, ” A advertência começa com dois verbos: “Acautelai-vos”, ou seja, observai-vos a vós mesmos, mantendo um olho extremamente cuidadoso sobre os vossos próprios corações, para que princípios avarentos não entrem neles furtivamente; e “Guardai-vos”, ou melhor, preservai-vos a vós mesmos, mantende uma atadura severa sobre os vossos próprios corações, para que os princípios avarentos não os dominem, nem estabeleçam sua lei neles. A avareza é um pecado contra o qual precisamos vigiar constantemente. Pela razão de a avareza tornar as coisas materiais um deus, a avareza é idolatria: “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria (Colossenses 3:5). Idolatria é curvar-se diante de algo que não é digno de honra e incapaz de dar à vida o verdadeiro significado. Jesus nos ensina que o nosso tesouro não deve ser nesse mundo: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (Mateus 6:19-21) e Paulo declarou em 1 Timóteo 6:6 o que constitui a verdadeira riqueza. "Grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento." Podemos parafrasear, dizendo: "A piedade com o contentamento é o maior tesouro de um homem", ou "A piedade é riqueza celestial." Paulo também demonstrou que a riqueza material é passageira: "Nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele; tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes" (vv. 7-8). A conhecida frase, não levamos nada deste mundo, tem fundamento bíblico― nada trouxemos ao entrar, e nada levamos ao partir. Quão pouco os Faraós do Egito conheciam deste princípio! No Museu, do Cairo pode-se ver tesouros de valor quase incalculável tirados dos túmulos dos reis. Esta vasta riqueza estava sepultada com os Faraós, pois esperavam levar consigo para uma vida futura aquilo que haviam desfrutado tão ricamente na terra. Mas os Faraós passaram, e deixaram para trás suas riquezas. Nossos museus estão enriquecidos porque aqueles reis procuraram levá-las consigo, e não o puderam. O princípio bíblico é: "Nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.

“...porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. ” Vivemos num mundo que enfatiza o material. Muitos são obcecados pelo sucesso financeiro, pela estabilidade econômica e pelo acúmulo de bens. Cercados por essa ênfase materialista, podemos facilmente perder de vista os verdadeiros valores. Porém, a nossa felicidade e conforto não dependem de termos uma grande quantidade da riqueza deste mundo”. (1) A vida da alma, sem dúvida alguma, não depende dela, e a alma é o homem. As coisas do mundo não se ajustarão à natureza de uma alma, nem suprirão suas necessidades, nem satisfarão seus desejos, nem durarão tanto quanto ela. (2) A vida do corpo e a felicidade deste não consistem na abundância destas coisas. Porque muitos que vivem contentes e tranquilos, e atravessam o mundo muito confortavelmente, possuem apenas um pouco da riqueza dele (um jantar de ervas com amor santo é melhor do que um banquete de coisas gordurosas). Por outro lado, muitos que vivem miseravelmente, possuem uma quantidade muito grande das coisas deste mundo; estes possuem abundância, no entanto não têm nenhum conforto; eles privam a sua alma do bem, Eclesiastes 4.8. Muitos que possuem abundância estão descontentes e desassossegados, como Acabe e Hamã. E que bem a sua abundância lhes proporciona?

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

01/06/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/Po_200709_07.pdf

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Lição 9 - Orando e Jejuando Como Jesus Ensinou – 2 Trimestre de 2022



(Texto Áureo) “[…] Disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram” (Atos 13.2,3)

“[…] Disse o Espírito Santo:” A pessoa do Espírito Santo fala e direciona os líderes da igreja como Cristo havia prometido aos seus discípulos: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar “(João 16: 13,14). Esse mesmo Espírito está disponível hoje a toda a igreja, pois habita dentro dela: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14:17); “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus “ (1 Coríntios 2:12). Quando o ouvimos devemos atentar ao seu mandar e orientação, pois Ele fala com autoridade divina: “Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. ” (Hebreus 4:7); “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:29).

“Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” A pessoa do Espírito Santo convoca para a obra missionária dois entre os seus líderes: “Barnabé e Saulo”. Barnabé era um levita de Chipre. Seu nome era José; o nome Barnabé lhe foi dado pelos apóstolos para indicar o seu caráter (Filho da Consolação, Atos 4.36). Foi o primeiro homem mencionado por sua generosidade, que vendeu uma propriedade e trouxe o dinheiro da venda aos apóstolos para que as necessidades dos membros mais pobres da igreja fossem supridas (Atos 4.36). Ele aparece novamente em Atos 9.27 prestando os seus bons serviços a Saulo de Tarso, quando Saulo retornou a Jerusalém no terceiro ano após a sua conversão, recomendando-o aos apóstolos, afirmando que Saulo era um crente genuíno. Isto sugere que ele já conhecia Saulo. Quando, alguns anos mais tarde, chegou a Jerusalém a notícia de que uma evangelização em larga escala havia ocorrido em Antioquia da Síria, por cristãos helenistas refugiados da perseguição que teve início na Judéia após a morte de Estêvão, Barnabé foi enviado até lá para investigar a situação e agir da forma que julgasse ser mais apropriada. Não podiam ter enviado um homem mais adequado. Longe de sentir-se chocado pelas inovações que ali encontrou, Barnabé sentiu prazer por ver a graça de Deus em ação na conversão dos pagãos em Antioquia, e assim encorajou tanto os evangelistas quanto os novos convertidos com todas as suas forças. Barnabé fortaleceu grandemente os laços de amizade entre a congregação de Antioquia e a igreja-mãe em Jerusalém (At 11.22-30).
Saulo, um israelita circuncidado da tribo de Benjamin, que falava a língua aramaica em sua casa, herdeiro da tradição do farisaísmo, estrito observador das exigências da Torá, e mais avançado no judaísmo do que seus contemporâneos era o primeiro e o mais proeminente entre os judeus (Filipenses 3.5,6; Gálatas 1.14). Era um judeu da Dispersão, nascido em Tarso da Cilicia, um lugar que não era insignificante (At 21.39), apesar de ser natural de Tarso estudou desde cedo em Jerusalém como ele mesmo diz aos pés de Gamaliel: “...e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois”(Atos 22:3). Após sua célebre conversão no caminho de Damasco procurou conhecer os demais apóstolos em Jerusalém por intermédio de Barnabé, depois de algum tempo em Jerusalém foi enviado para sua terra natal, pois em Jerusalém procuravam matá-lo: “Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesaréia, e o enviaram a Tarso” (Atos 9:30). Após algum tempo em Tarso, foi convidado por Barnabé para ajudá-lo na supervisão daquela da igreja de Antioquia: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia” (Atos 11:25).

“Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram” Para obedecer à ordem do Espírito Santo, a igreja de Antioquia fez um culto especial. Realizaram tal culto, “jejuando e orando, e impondo sobre eles as mãos”. Esta é a primeira vez que o jejum (abstinência deliberada de alimento por um período) é mencionado em Atos. No Antigo Testamento, o jejum expressava primeiramente arrependimento; no Novo Testamento, indica prioridades. O alimento não era tudo o que importava para os primeiros cristãos. Às vezes, para cumprir os propósitos de Deus, eles ignoravam a hora das refeições. Quando você está envolvido na obra missionária, você faz parte de uma comunhão que tem suas prioridades definidas, e se relaciona com pessoas dedicadas a servir a Deus e aos homens. Não há comunhão de melhor qualidade! Além de jejuar eles oravam em gratidão pelo que Deus realizara entre os gentios daquela cidade (Antioquia). E também, em favor das multidões não evangelizadas da Ásia Menor e Europa. Aqui é descrito o culto de consagração. A igreja solene e oficialmente reconheceu a vocação missionária dos irmãos. A ordenação de Barnabé e Saulo é correspondente às ordens que o Espirito Santo deu para separá-los: Não foi para o ministério em geral (há muito que Barnabé e Saulo já eram ministros), mas para um serviço em particular no ministério. Era algo peculiar e que exigia novo comissionamento. Deus considerou que o momento era oportuno para transmitir essa ordem por meio das mãos desses profetas e doutores a fim de que a igreja recebesse estas orientações: os doutores devem ordenar doutores (quanto a profetas já não devemos mais esperar que haja), e aqueles a quem foram confiadas as palavras de Cristo devem, para o benefício da posteridade, confiá-las a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros (2 Timóteo 2.2). Terminado o culto, os irmãos de Antioquia “o despediram” (v. 3b). Imagine, por um instante, que você é Barnabé ou Saulo a caminho da saída da cidade, as orações e os votos de sucesso dos irmãos ressoam nos seus ouvidos. Sem dúvida, os dois homens tinham um misto de sentimentos; ambos estavam cientes da emoção e da dificuldade de enfrentar o desconhecido. Porém, sabiam que estavam exatamente no lugar em que Deus queria que estivessem fazendo o que Deus queria que fizessem. Os missionários podem ter a grandiosa sensação de que estão cumprindo o plano de Deus para suas vidas.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/05/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200201_05.pdf

Conferência Acadêmica FAECAD - A Ação Pastoral na Cidade: Evangelização e Teologia


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Conferência Acadêmica FAECAD - A Ação Pasotral na Cidade: Evagelização e Teologia

CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO GRATUITO

Data: 30/05/2022
Palestrante: Pr. José Alves 

Mediador: Dr. Esdras Bentho
Horário: 19h
Local: Facebook e Youtube

domingo, 15 de maio de 2022

Lição 08 - Sendo Verdadeiros - 2 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano” (SaImo 32.2)

Salmo 32: O título do salmo é “Masquil de Davi”. Não é somente esse título que prova que Davi escreveu este salmo gloriosamente evangélico, mas também as palavras do apóstolo Paulo registradas em Romanos 4.6-8: "Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado”. É provável que esse arrependimento profundo do grande pecado que Davi cometeu tenha sido seguido por tamanha paz feliz que ele foi levado a derramar o espírito na música suave dessa canção seleta. Segundo a ordem histórica, este Salmo vem depois do Salmo 51. O termo masquil consta no título de 13 Salmos, essa palavra indica que este é um Salmo instrutivo ou didático. Sendo assim, este é um Salmo didático, no qual Davi ensina os pecadores a arrependerem-se pela doutrina, que os ensinou a pecar pelo exemplo. Essa ciência é universal e diz respeito a todos os homens, a qual necessariamente todos temos de aprender. Hugo Grócio opina que este Salmo foi composto para ser cantado no dia anual da expiação judaica quando os judeus faziam uma confissão geral de pecados.

“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, “ Cronologicamente essa é a segunda bem-aventurança dos perdoados nesse salmo (V.1). No original hebraico, a palavra “bem-aventurado” está no plural: Bem-aventurados indicando bênçãos duplicadas: “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria “ (Isaías 61:7). A não-imputação da maldade (Pecado, transgressão, iniquidade) é da mesma essência do perdão. O crente peca, mas o pecado não lhe é considerado, nem levado em conta. Paulo expressa: "Deus imputa a justiça sem as obras” (Romanos 4.6). É realmente bem-aventurado aquele que tem um substituto para representá-lo em cuja conta todas as suas dívidas são debitadas.

“...e em cujo espírito não há engano” Aquele que foi perdoado é em cada situação ensinado a lidar honestamente consigo mesmo, com o seu pecado e com o seu Deus. Quem não declararia todas as suas dívidas quando tivesse a certeza de que elas seriam pagas por outra pessoa? Quem não diria qual é a sua enfermidade quando estivesse certo da cura? A verdadeira fé não só sabe que este engano é impossível diante de Deus, mas também que é desnecessário. Os crentes não têm nada a esconder. Eles se veem na presença de Deus, despojados, expostos e nus. Se aprenderam a ver-se como são, também aprenderam a ver Deus como Ele se revela. Não há engano no espírito de quem é justificado pela fé, porque, no ato da justificação, a verdade se estabeleceu no mais profundo do coração. Não há engano no espírito daqueles que veem a verdade sob à luz da verdade de Deus. Livre da culpa, livre do engano. Aqueles que são justificados da falta são santificados da falsidade. O mentiroso não é uma alma perdoada. A deslealdade, a falsidade, o engano, a trapaça, a dissimulação são características dos filhos do Diabo. Mas aquele que é lavado do pecado é verdadeiro, honesto, simples e inocente. Não pode haver bem-aventurança para os malandros com os seus esquemas, truques, tramoias e fingimentos. Eles têm muito medo de que alguém descubra que eles estão tranquilos. A sua casa está construída à beira do vulcão, e o seu fim será a destruição eterna.

Apêndice: Certo dia, perguntaram a Lutero quais de todos os Salmos eram os melhores. Esta foi a resposta que ele deu: “Psalmi Paulin”. Quando os amigos insistiram para saber quais seriam estes, ele disse: “O Salmo 32, 51, 130 e 143, porque todos ensinam que o perdão dos pecados vem sem a lei e sem as obras àquele que crê. É por isso que os chamo de Salmos Paulinos. Davi canta: 'Contigo está o perdão, para que sejas temido’, que é o que Paulo diz: Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia’ (Rm 11.32). Dessa forma, nenhum homem pode se vangloriar da própria justiça. Estas palavras: Para que sejas temido’, pulveriza todos os méritos, ensinando-nos a descobrir a cabeça diante de Deus e a confessar gratia est, non meritum: remissio, non satisfactio, que significa ‘é mero perdão, sem nenhum mérito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/05/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Novo Currículo - Lições Bíblicas Adulto 3° trimestre 2022

Novo Currículo CPAD

Lições Bíblicas Adulto - 3° trimestre 2022

Tema: 

Os Ataques contra a Igreja de Cristo - As Sutilezas de Satanás nestes Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo

Lições:

Lição 1: As Sutilezas de Satanás Contra a Igreja de Cristo
Lição 2: A Sutileza da Banalização da Graça
Lição 3: A Sutileza da Imoralidade Sexual
Lição 4: A Sutileza da Normalização do divórcio
Lição 5: A sutileza do Materialismo e do Ateísmo
Lição 6: A Sutileza das Ideologias Contrárias à Família
Lição 7: A sutileza da Relativização da Bíblia
Lição 8: A Sutileza do Enfraquecimento da Identidade Pentecostal
Lição 9: A Sutileza do Movimento dos Desigrejados
Lição 10: A Sutileza Contra a Prática Da Mordomia Cristã
Lição 11: A Sutileza das Mídias Sociais
Lição 12: A sutileza da Espiritualidade Holística
Lição 13: Resistindo ás Sutilezas de Satanás

Comentarista : José Gonçalves 

É pastor da Assembleia de Deus em Água Branca, Piauí, escritor e articulista. É bacharel em Teologia pelo Seminário Batista de Teresina e graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí. Também é pós-graduado em Interpretação Bíblica pela Faculdade Batista do Paraná e mestre em Teologia por essa mesma instituição. Autor de diversos livros, entre eles, Defendendo o Verdadeiro Evangelho, Rastros de Fogo e Por que Caem os Valentes, todos publicados pela CPAD.