domingo, 29 de março de 2026

LIÇÃO 1 - Abraão: seu chamado e sua jornada de fé - 2 Trimestre de 2026.


TEXTO ÁUREO

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” (Genesis 12.1)

 

“Ora, o SENHOR disse a Abrão:”

Abrão, cujo nome Deus mais tarde mudou para Abraão, havia nascido em uma das principais cidades do mundo antigo, Ur dos caldeus. Ur era o centro de uma rica cultura, uma cidade localizada na mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, que ostentava uma arquitetura monumental e enorme riqueza. Em sua terra natal Abrão servia “a outros deuses” (Josué 24.2).

O contexto imediato sugere que Deus chamou Abrão quando habitava em Harã, mais tarde Pada-Arã (Genesis 11.31). Todavia o contexto geral da bíblia nos revela que Abrão foi chamado estando na Mesopotâmia (Ur):  O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã” (Atos 7:2). E nos narra posteriormente a mesma história: “E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar” (Atos 7:3).

 

“Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai,

Neste chamado, as instruções divinas sobre a partida de Abrão foram bem abrangentes. O vocabulário do chamado passou de coisas gerais para específicas, indicando uma separação completa das relações familiares. Primeiramente, sua “terra” que se remete a região que outrora habitava e em segundo lugar da sua “parentela” que diz respeito ao grupo étnico mais amplo ao qual ele pertencia. Por fim, “casa do teu pai” indicava a família extensiva de Tera, identificada na genealogia de 11:27–32.

No capítulo anterior nos é revelado que toda a casa de Terá, seu pai, havia saído de Ur dos caldeus com destino a Canaã: “E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali” (Gênesis 11:31). Esse fato é nos confirmado por Estevão no Novo Testamento: “Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora” (Atos 7:4).

A mensagem para se afastar da parentela, parece que foi difícil para Abrão. Pois, após sua chamada em Ur toda a sua parentela o acompanhou e possivelmente Abrão não era o líder da jornada (Terá). Então Terá e seus filhos Abrão e Naor e sua famílias deixaram Ur, após a morte do outro filho de Terá, Harã, e enfim chegaram a cidade de Harã, na Síria. E naquele lugar faleceu Terá.

Em Harã Abrão deixa seu irmão Naor e sua casa, mas leva consigo o filho do seu finado irmão Harã, Ló: “Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã” (Gênesis 12:4). Mais tarde Abrão teve também, de se afastar dele. Disse Abrão ao seu sobrinho Ló: “Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda” (Gênesis 13:9).

 

“... para a terra que eu te mostrarei.”

Apesar de Canaã ser o destino da família de Abrão quando saíram de Ur dos caldeus. O texto bíblico de Hebreus confirma que Abrão não sabia o lugar: “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia” (Hebreus 11:8). Essa ação do patriarca o transformou no “pai da fé”. Essa afirmação "pai da fé" é fundamentada na Bíblia, principalmente através dos ensinamentos de Paulo em Romanos 4:11-16 e Gálatas 3, onde ele é descrito como o pai espiritual de todos os que crêem, tanto judeus quanto gentios, por ter confiado nas promessas de Deus.

Henry comenta que Deus não diz: “E uma terra que eu te darei”, mas apenas: “uma terra que eu te mostrarei”. Tampouco Ele lhe diz qual era esta terra, nem que tipo de terra era. Mas ele devia seguir a Deus com uma fé implícita, e aceitar a palavra de Deus sobre a terra, de maneira geral, embora não tivesse recebido nenhuma garantia especial de que não sairia perdendo ao deixar a sua terra para seguir a Deus.

Observe que aqueles que lidam com Deus, devem lidar com a mesma confiança que Abrão. Nós devemos substituir todas as coisas que são vistas por coisas que não são vistas, e submeter-nos às aflições deste tempo presente esperando uma glória que ainda há de ser revelada (Romanos 8.18). Pois ainda não é manifesto o que havemos de ser (1 João 3.2), não mais do que a Abrão, quando Deus o chamou a uma terra que lhe mostraria, ensinando-o, assim, a viver dependendo constantemente da sua orientação, e com seus olhos voltados para Ele.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2012

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf

sábado, 28 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 28 DE MARÇO DE 2026 (2 Coríntios 13.13)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
28 DE MARÇO DE 2026
A TRINDADE ATUA EM FAVOR DA IGREJA COM GRAÇA, AMOR E COMUNHÃO PERMANENTE 

2 Coríntios 13.13 “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. “

Paulo conclui sua segunda epístola aos coríntios com uma benção trinitária. Essa benção se tornou padrão na maioria das igrejas pentecostais. Embora Paulo expresse em outras passagens a obra da redenção sob uma perspectiva trina (Romanos 5 .1 -8; 1 Coríntios 1 2.4- 6; Efésios 1 .3 -1 4; 4 .3 -6), somente aqui encon­tramos esta perspectiva em uma bênção.

Este versículo concorda notavelmente e condensa o entendimento que Paulo tem da salvação de Deus em Cristo. Gordon Fee o chama de "o momento teológico mais profundo no corpo Paulino”.

 

“A graça do Senhor Jesus Cristo, “

A " graça do Senhor Jesus Cristo " expressa o favor imerecido de Deus por nós e é visto na morte de Cristo, que remove a inimizade entre nós e Deus por causa do pecado, nos reconcilia com Ele, e nos concede o direito de estarmos em sua presença (Romanos 5.9-11; 2 Coríntios 5.16-6.1). Foi através da morte de Cristo que a “graça” alcançou a humanidade.

Em 2 Coríntios 8:9, Paulo escreveu: “ conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tomásseis ricos ”. Esta é a natureza da graça de nosso Senhor Jesus Cristo que Paulo invoca sobre seus leitores, graça totalmente imerecida e, no entanto, maravilhosamente generosa e espantosamente voltada para o bem-estar de seres humanos pecadores.

 

“... e o amor de Deus, ”

O amor de Deus, ou seja, Seu amor pelas pessoas, é a constante da vida. O amor de Deus abre o caminho para todas as bênçãos espirituais. Ele é o tema de maior importância na teologia de Paulo. Esse amor ficou superlativamente demonstrado quando Deus providenciou a grande reconciliação efetuada por Cristo, e nela se envolveu, de tal modo que os seres humanos pudessem viver em paz com Ele (Romanos 5:6-8; 2 Coríntios 5:18-21), para que nós que cremos não pereçamos, mas tenhamos a vida eterna (João 3-16; Romanos 5.1,7,8). Esta é a natureza do amor de Deus, que Paulo invoca sobre os seus leitores.

Convém que a graça seja associada ao nome de Cristo e o amor ao nome de Deus, mas Paulo provavelmente não fazia distinção entre esses dois elementos. Ele não hesitou em falar do amor de Cristo (Romanos 8:35) ou do amor de Deus. Em certo sentido, tanto a graça quanto o amor fluem igualmente de Deus Filho e de Deus Pai.

 

“... e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. “

A “comunhão do Espírito Santo”. A palavra comunhão é tradução de koinõnia, que significa essencialmente “participação”. A expressão comunhão do Espírito Santo pode ser interpretada como sendo nossa participação do Espírito Santo; nesse caso, Espírito Santo é a Pessoa da qual os cristãos participam da comunhão com o Pai e com o Filho.

Pode-se também entender que essa expressão significa comunhão criada pelo Espírito Santo que abrange a comunhão uns com os outros e também todas as bênçãos do Espírito (1 João 1.3,7). É igualmente experienciada pelos dons do Espírito expressados no amor mútuo (1 Coríntios 13).

Paulo queria ver essa comunhão restaurada entre os crentes coríntios. Este relacionamento maravilhoso, ainda é acessível a todos os crentes, um relacionamento com o nosso Deus Trino e entre uns com os outros.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202109_03.pdf

 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Genesis 16.2

Genesis 16.2 “E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.”

 

“E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de gerar;”

Com o aumento da pressão sobre si, afinal Abraão se tornaria pai de uma multidão de descendentes que, um dia, herdariam a Terra Prometida, Sara culpou o Senhor por sua incapacidade de gerar filhos, afirmando que Ele a tinha impedido de dar à luz filhos.

Naturalmente, hoje sabemos que vários motivos fisiológicos e/ou psicológicos impedem que certas mulheres engravidem. Todavia, situações extraordinárias de fato ocorreram nas Escrituras, principalmente em Genesis, em que Deus fechou o ventre de mulheres; daí a concepção tornou-se impossível sem que houvesse uma intervenção divina (Genesis 20:17, 18; 29:31; 30:22).

Quaisquer que sejam os detalhes das circunstâncias vividas por Sara, a infertilidade dela foi uma prova de fé para o casal escolhido.

 

“... entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela.”

A paciência de Sara se esgotou. Como Abraão se tornaria pai de uma multidão de descendente se ele nem tinha filhos? Tendo perdido a esperança de gerar um filho, Sara implorou a Abraão que tomasse a serva [Agar], dizendo: E assim me edificarei com filhos por meio dela. Isto soa muito estranho para nós hoje; porém, dada a importância de um filho homem para perpetuar a linhagem familiar e a vergonha acumulada sobre uma mulher estéril na antiguidade, provavelmente Sara acreditava que não havia outra solução.

No Oriente Próximo antigo, o motivo lógico comum para a poligamia era a esterilidade da esposa ou a sua incapacidade de gerar um herdeiro masculino. Em tais casos, o marido estava livre para tomar uma segunda mulher; mas uma prática mais comum era que o marido tivesse um filho por meio de uma escrava ou serva jovem como Agar.

Os códigos legais na Mesopotâmia antiga onde Abraão e Sara nasceram e viveram antes de chegarem a Canaã uns dez anos antes – previa isso. Por exemplo, um texto das Tábuas de Nuzi, datado do século XV a.C., diz que uma esposa de uma família proeminente que fosse incapaz de gerar filhos tinha a opção de dar uma concubina ao marido oriunda de Lulu (de onde procediam as jovens escravas) para gerar um filho ao marido no lugar dela. A criança gerada dessa união seria reconhecida como sendo da esposa e teria os direitos legais de um filho legítimo do casamento. Devemos ter em mente o fato de que tais filhos das concubinas de Jacó foram incluídos na família e aceitos com plenos direitos e eleitos  chefes de tribos.

 

“E ouviu Abrão a voz de Sarai.”

E Abrão anuiu ao conselho de Sarai. Abrão talvez tenha raciocinado que a promessa poderia cumprir-se daquela maneira, e o fato de que já se haviam passado dez anos em Canaã pode ter aumentado a pressão sobre ele, a fim de que agisse. Por isso tudo, deslizou na fé para deixar-se guiar pela razão e pelo conselho de Sara, e não do Senhor (Mateus 16:23).

A linguagem usada aqui é digna de nota, pois a resposta desorientada do patriarca para a sugestão de sua mulher está emoldurada nos mesmos termos da obediência de Adão à proposta de Eva, no jardim do Éden (Genesis 3:17). O relato afirma que Abraão anuiu ao conselho de Sarai. Num sentido, Abraão reencenou a “queda do homem”. Em vez de confiar em Deus e seguir a Sua palavra, ele deu ouvido à esposa e obedeceu à instrução dela, obtendo resultados desoladores.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_05.pdf

Gálatas 3:7

álatas 3:7 “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.”

 

“Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.”

 

“Sabei, pois, que”

Paulo passa a demonstrar o resultado lógico da declaração bíblica acerca de Abraão: “Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” (v.6). O verbo (saber) e subentende aqui a percepção mental. Os leitores devem saber o que está implícito na fé possuída por Abraão.

O apóstolo procura mostrar que o fato de os cristãos serem considerados filhos de Abraão não é algo novo, afinal as Escrituras já haviam previsto isso. Essa questão está baseada no fato de que todas as nações da terra seriam abençoadas em Abraão. A utilização do nome de Abraão não é um mero incidente, mas parte vital do argumento.

 

“... os que são da fé são filhos de Abraão.”

A expressão “os que são da fé” tem um sentido amplo: são as pessoas que têm na fé o fundamento de sua vida; são as pessoas de fé, às quais se contrapõem as da lei (Romanos 4.16, Gálatas 3.10). Para Paulo é a fé “cristã”, a fé no Deus que se revela em Cristo. Só aqueles que vivem da fé são filhos de Abraão. Isso é totalmente oposto à pretensão daqueles que vivem de acordo com as obras da carne e querem ter Abraão por pai, pois pregam que da mesma forma que ele cumpriu toda a lei, também eles se sujeitam a ela: “Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão” (João 8:39).

Abraão era o pai físico e espiritual dos judeus. Os judeus costumavam depositar uma falsa confiança em sua linhagem abraâmica, como se o fato de descenderem de Abraão os tornasse justos (João 8:33, 39, 53). João Batista confrontou saduceus e fariseus não arrependidos que tinham essa crença errônea. Disse-lhes que, se Deus quisesse, poderia levantar filhos a Abraão até mesmo de pedras (Mateus 3:9). Em vez de “os filhos da carne”, são “os filhos da promessa” que são considerados “descendentes” de Abraão (Romanos 9:8). Ser filho de Abraão não é ter o sangue de Abraão correndo em suas veias, mas ter a fé de Abraão em seu coração: “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa” (Gálatas 3.29).

O judaizantes defendiam que para serem filhos de Abraão era essencial que os gentios fossem circuncidados. Paulo argumentou que a circuncisão exterior ou física não transformava um indivíduo num verdadeiro judeu; isso era realizado pela circuncisão interior do coração. Debaixo da nova aliança, os da fé são os que crêem em Jesus Cristo – quer judeus quer gentios, quer circuncisos quer incircuncisos: “E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que creem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada; E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão” (Romanos 4:11, 12).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. — São Paulo: Hagnos, 2011. 

GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

GUTHRIE, Gálatas: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201805_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 27 DE MARÇO DE 2026 (João 15:4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
27 DE MARÇO DE 2026
A COMUNHÃO CONTÍNUA COM CRISTO É INDISPENSÁVEL PARA UMA VIDA FRUTÍFERA 

João 15:4 “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.”

 

“Estai em mim, e eu em vós;”

Depois de encorajá-los a permanecerem limpos, Jesus disse: “ permanecei em mim, e eu permanecerei em vós ” (ARA). O sentido almejado seria: “ Se vocês permanecerem em mim, eu permanecerei em vocês ”. Jesus estava destacando que a limpeza contínua e a frutificação dependem de se permanecer nele.

Diferentemente dos ramos de uma videira literal, os “ramos” da videira figurativa são responsáveis por permanecer ligados a ela. O ponto que Jesus queria destacar é claro: “permanecer” exige continuar a viver em união com ele, sendo por ele vivificado. Somente desta forma pode um discípulo viver uma vida espiritual frutífera. A exortação de Jesus aos discípulos era que permanecessem nele e no seu amor; e, para isso, eles deveriam obedecer aos seus mandamentos (João 15:9, 10).

 

“... como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.”

Um ramo de videira não tem vida nem utilidade se não continuar ligado à videira. A seiva viva que flui pelo caule capacita-o a produzir uvas; sem isto ele fica infrutífero. A mesma coisa acontece com os discípulos de Jesus; somente à medida que permanecem unidos a ele e têm nele a origem da sua vida é que podem produzir o fruto do Espírito. Paulo não usa os termos joaninos, mas expressa a mesma verdade quando diz: “ Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim " (Gálatas 2.20), e “ tudo posso naquele que me fortalece ” (Filipenses 4.13).

Em outra passagem do A.T., onde Israel é comparado com uma videira é enfatizado que a madeira da videira não serve para nenhuma outra coisa a não ser para a função específica da videira - produzir uvas. A madeira de uma videira morta não pode ser usada para fazer um móvel ou algum outro utensílio; não serve nem de gancho para se pendurar algo. Um galho de videira que não produz uvas serve apenas para combustível (Ezequiel 15.1-8). A moral da parábola deve ter sido evidente nos dias de Ezequiel; ela também fala por si na nova situação e aplicação que Jesus lhe deu.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_05.pdf

 

quinta-feira, 26 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 26 DE MARÇO DE 2026 (2 Tessalonicenses 2:13)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
26 DE MARÇO DE 2026
A OBRA DO ESPÍRITO É ESSENCIAL PARA A SALVAÇÃO E PERSEVERANÇA NA FÉ 

2 Tessalonicenses 2:13 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

 

“Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor,”

A frase: “ devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos ”, é virtualmente idêntica a 1.3: “ Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós ”. A repetição desta frase é bastante natural, tais coisas muitas vezes ocorrem inconscientemente, mas é pode ser deliberada porque Paulo está renovando a confiança dos seus leitores por meio de lembrar-lhes de que não pode refrear-se de dar graças pelo estado cristão deles.

Todos nós com certeza devemos também ser agradecidos por nossos irmãos. Conforme observado em 1 Tessalonicenses 1:4, “irmãos” é um termo afetuoso usado por Paulo com freqüência – mais de vinte vezes nas duas epístolas aos tessalonicenses. Não devemos usá-lo muito mais vezes?

Todos os seres humanos são amados pelo Senhor (João 3:16), mas somente os cristãos, os que aceitaram a oferta de amor, são “ amados do Senhor ” num sentido especial: “ Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna ” (Judas 21). Pois eles foram reconciliados com o Senhor Deus mediante Cristo (2 Coríntios 5:19).

 

“... por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

Desde o princípio parece refletir o ponto de vista paulino de uma eleição antes da criação (Efésios 1:4). Alguns manuscritos traduziram por primícias em vez de desde o princípio. Esta tradução, adotada por alguns editores (Nestle, Moffatt, por exemplo), seria adequada porque os tessalonicenses contavam entre os primeiros convertidos europeus de Paulo.

Deus nos elegeu. Isso faz-nos lembrar da eleição de Israel: “E hoje o Senhor declarou que vocês são o seu povo, o seu tesouro pessoal, conforme ele prometeu, e que vocês terão que guardar todos os seus mandamentos” (Deuteronômio 26:18). Nós crentes fomos acrescentados à Israel na qualidade de povo eleito de Deus: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2:10).

Paulo prosseguiu dizendo que aqueles tessalonicenses estavam salvos “por” duas coisas. Primeiramente, pela santificação do Espírito, do lado divino, e, em segundo lugar, pela fé na verdade, do lado humano.

 De um lado, há santificação do Espírito. A frase tem seu paralelo em 1 Pedro 1.2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”. Paulo se refere à obra que o Espírito Santo faz através da Palavra. Jesus orou: “Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade” (João 17:17) e Paulo nos disse que a “espada do Espírito... é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Fica evidente nessas passagens que o Espírito santifica, ou torna santo, mediante o instrumento da Palavra de Deus. Isto acontece, num sentido inicial, no momento da conversão (1 Coríntios 1:2) e, num sentido contínuo, à medida que o Espírito continua operando em direção à salvação final nas vidas de cristãos (1 João 1:7). Esta operação é o lado divino.

Lado a lado com esta ação divina há uma ação humana de fé na verdade. A verdade é, naturalmente, a revelação divina contida no evangelho, Em vez de crer em mentiras (v. 4) do “homem do pecado”, aqueles tessalonicenses tinham crido na verdade de Deus, segundo a qual Jesus e não o homem do pecado é Senhor. Pela crença nessa verdade, Jesus prometeu que todo indivíduo poderia ser liberto do pecado e salvo: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MARSHALL, Howard. I e II Tessalonicenses - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201505_02.pdf

 

quarta-feira, 25 de março de 2026

Gênesis 15:18

Gênesis 15:18 “Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;”

 

“Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra,”

Depois que o sol se pôs, a escuridão dominou a cena, Abraão viu um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre os pedaços de animais que jaziam ao chão (v.17). Ao fazer isto, Deus fez uma aliança com Abrão naquele mesmo dia, isto é, fez uma promessa a Abrão, dizendo: A tua semente tenho dado esta terra. O bendito Senhor havia dito antes, A tua semente darei esta terra, cap. 12.7; 13.15. Mas aqui Ele diz, Eu tenho dado.

O verbo “dar” aqui está no “pretérito perfeito profético”, usado para exprimir “um acontecimento a ocorrer num futuro distante como se já tivesse ocorrido”.  A possessão é tão garantida, no devido tempo, como se lhes fosse, na verdade, entregue agora. Aquilo que Deus prometeu é tão garantido como se já estivesse feito. Conseqüentemente, está escrito que aquele que crê tem a vida eterna (João 3.36), pois irá para o céu, e isto é tão certo como se já estivesse lá.

 

“... desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;”

O território de Israel estender-se-ia do rio Nilo ao rio Eufrates, ou seja, cerca de mil quilômetros, o que não é uma distância muito grande, embora grande o bastante para as nações da época. Essencialmente, essa é a dimensão sudoeste-nordeste. Mas não nos é dada a dimensão oeste-leste. Sobre essa promessa Moisés e Josué acrescenta detalhes sobre a dimensão: “O Senhor nosso Deus nos falou em Horebe, dizendo: Sobremodo vos haveis demorado neste monte. Voltai-vos, e parti, e ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, à planície, e à montanha, e ao vale, e ao sul, e à margem do mar; à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates. Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua descendência depois deles” (Deuteronômio 1:6-8); “Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés. Desde o deserto e do Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo” (Josué 1:3,4).

Todavia, somente na época de Davi e Salomão, centenas de anos depois, foi que Israel assumiu o controle político e econômico desse território (2 Samuel 8:3–15). Neste caso como império, não como pátria. Em 1 Reis 4.21,24, lemos: "Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até à fronteira do Egito [...] Porque dominava sobre toda região [...] aquém do Eufrates, desde Tifsa até Gaza, e tinha paz por todo o derredor".

O domínio de Israel sobre esse território durou apenas algumas décadas porque populações nativas começaram a se revoltar e se esquivar do jugo israelita. Com a morte de Salomão, o reino se partiu oficialmente, e foi ainda mais enfraquecido pela guerra civil. Assim, os israelitas perderam para sempre o controle de uma parte relativamente grande da terra que Deus prometeu a Abraão.

Israel nunca chegou a possuir como pátria toda essa terra. Visto que essa aliança não foi cumprida literalmente na história de Israel, deve haver cumprimento futuro literal da aliança em virtude do seu caráter incondicional. Possivelmente, no futuro, durante o milênio, Israel apossar-se-á de todo esse território prometido a Abraão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

PENTECOST, J. Dwight. Manual de Escatologia. São Paulo: Editora Vida.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_03.pdf

Texto Áureo Lição 13: A Trindade Santa e a Igreja de Cristo. Mateus 28.19

TEXTO ÁUREO

Mateus 28.19 “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Lição 13 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Gênesis 17:5

Gênesis 17:5 “E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto;”

 

“E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome;”

A relevância desta promessa ficou evidente na mudança do nome do patriarca de Abrão, que significa “pai exaltado”, dando talvez a entender que Abrão descendia de uma linhagem real.  Para Abraão “Pai de uma multidão", dando a entender as muitas nações que procederiam dele (vs. 4). Ainda que a etimologia exata desses termos seja discutida pelos eruditos, afinal a mudança não parece significativa, é perceptível que Deus estava fazendo um jogo de palavras.

Segundo Henry Deus faz essa mudança para honrar seu amigo Abraão. Está escrito que é a glória da igreja que ela seja chamada por um novo nome, que a boca do Senhor nomeará: “E os gentios verão a tua justiça, e todos os reis a tua glória; e chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do Senhor designará” (Isaías 62.2). Desta maneira foi Abraão dignificado por aquele que é, na verdade, a fonte de toda a honra. Um dia todos os crentes receberão um novo nome: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17).

No mundo antigo do Oriente Próximo, uma mudança de nome era muito mais significativa do que é para nós. Hoje, um nome pode ser dado em homenagem a um antepassado genealógico ou a um herói moderno, ou pode ser um mero rótulo que soa agradável aos pais. No Antigo Testamento, os nomes eram mais importantes; geralmente expressavam as esperanças dos pais em relação ao tipo de pessoa que o filho seria e, às vezes, articulavam até o destino da criança: “E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou” (Gênesis 5:28,29). Uma mudança de nome costumava significar uma mudança do caráter do indivíduo ou um papel futuro em acontecimentos mundiais: “Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste” (Gênesis 32:28).

 

“... porque por pai de muitas nações te tenho posto;”

Iavé não só garantiu a Abraão que ele seria o progenitor de “uma grande nação” (Gênesis 12:2) com muitos descendentes (Gênesis 15:5), mas também garantiu que Ele faria dele pai de numerosas nações. Para demonstrar o compromisso de Deus com a aliança, o autor de Gênesis traçou este tema através de vários ramos da genealogia de Abraão.

De Abraão descenderam muitas nações a partir de seu filho Ismael (Genesis 25:12-16). “Nações” se formariam também a partir dos descendentes de sua esposa Quetura (Gênesis 25:1–4), e seu neto Esaú (Gênesis 36:1–43). Mas Israel viria através de Isaque, o filho prometido; e de Israel viria o Cristo, o Pai espiritual de todos os homens de fé, sem importar sua origem racial: “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” (Gálatas 3:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf