quinta-feira, 26 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 26 DE MARÇO DE 2026 (2 Tessalonicenses 2:13)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
26 DE MARÇO DE 2026
A OBRA DO ESPÍRITO É ESSENCIAL PARA A SALVAÇÃO E PERSEVERANÇA NA FÉ 

2 Tessalonicenses 2:13 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

 

“Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor,”

A frase: “ devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos ”, é virtualmente idêntica a 1.3: “ Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós ”. A repetição desta frase é bastante natural, tais coisas muitas vezes ocorrem inconscientemente, mas é pode ser deliberada porque Paulo está renovando a confiança dos seus leitores por meio de lembrar-lhes de que não pode refrear-se de dar graças pelo estado cristão deles.

Todos nós com certeza devemos também ser agradecidos por nossos irmãos. Conforme observado em 1 Tessalonicenses 1:4, “irmãos” é um termo afetuoso usado por Paulo com freqüência – mais de vinte vezes nas duas epístolas aos tessalonicenses. Não devemos usá-lo muito mais vezes?

Todos os seres humanos são amados pelo Senhor (João 3:16), mas somente os cristãos, os que aceitaram a oferta de amor, são “ amados do Senhor ” num sentido especial: “ Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna ” (Judas 21). Pois eles foram reconciliados com o Senhor Deus mediante Cristo (2 Coríntios 5:19).

 

“... por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; “

Desde o princípio parece refletir o ponto de vista paulino de uma eleição antes da criação (Efésios 1:4). Alguns manuscritos traduziram por primícias em vez de desde o princípio. Esta tradução, adotada por alguns editores (Nestle, Moffatt, por exemplo), seria adequada porque os tessalonicenses contavam entre os primeiros convertidos europeus de Paulo.

Deus nos elegeu. Isso faz-nos lembrar da eleição de Israel: “E hoje o Senhor declarou que vocês são o seu povo, o seu tesouro pessoal, conforme ele prometeu, e que vocês terão que guardar todos os seus mandamentos” (Deuteronômio 26:18). Nós crentes fomos acrescentados à Israel na qualidade de povo eleito de Deus: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2:10).

Paulo prosseguiu dizendo que aqueles tessalonicenses estavam salvos “por” duas coisas. Primeiramente, pela santificação do Espírito, do lado divino, e, em segundo lugar, pela fé na verdade, do lado humano.

 De um lado, há santificação do Espírito. A frase tem seu paralelo em 1 Pedro 1.2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”. Paulo se refere à obra que o Espírito Santo faz através da Palavra. Jesus orou: “Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade” (João 17:17) e Paulo nos disse que a “espada do Espírito... é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Fica evidente nessas passagens que o Espírito santifica, ou torna santo, mediante o instrumento da Palavra de Deus. Isto acontece, num sentido inicial, no momento da conversão (1 Coríntios 1:2) e, num sentido contínuo, à medida que o Espírito continua operando em direção à salvação final nas vidas de cristãos (1 João 1:7). Esta operação é o lado divino.

Lado a lado com esta ação divina há uma ação humana de fé na verdade. A verdade é, naturalmente, a revelação divina contida no evangelho, Em vez de crer em mentiras (v. 4) do “homem do pecado”, aqueles tessalonicenses tinham crido na verdade de Deus, segundo a qual Jesus e não o homem do pecado é Senhor. Pela crença nessa verdade, Jesus prometeu que todo indivíduo poderia ser liberto do pecado e salvo: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MARSHALL, Howard. I e II Tessalonicenses - Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201505_02.pdf

 

quarta-feira, 25 de março de 2026

Gênesis 15:18

Gênesis 15:18 “Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;”

 

“Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra,”

Depois que o sol se pôs, a escuridão dominou a cena, Abraão viu um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre os pedaços de animais que jaziam ao chão (v.17). Ao fazer isto, Deus fez uma aliança com Abrão naquele mesmo dia, isto é, fez uma promessa a Abrão, dizendo: A tua semente tenho dado esta terra. O bendito Senhor havia dito antes, A tua semente darei esta terra, cap. 12.7; 13.15. Mas aqui Ele diz, Eu tenho dado.

O verbo “dar” aqui está no “pretérito perfeito profético”, usado para exprimir “um acontecimento a ocorrer num futuro distante como se já tivesse ocorrido”.  A possessão é tão garantida, no devido tempo, como se lhes fosse, na verdade, entregue agora. Aquilo que Deus prometeu é tão garantido como se já estivesse feito. Conseqüentemente, está escrito que aquele que crê tem a vida eterna (João 3.36), pois irá para o céu, e isto é tão certo como se já estivesse lá.

 

“... desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;”

O território de Israel estender-se-ia do rio Nilo ao rio Eufrates, ou seja, cerca de mil quilômetros, o que não é uma distância muito grande, embora grande o bastante para as nações da época. Essencialmente, essa é a dimensão sudoeste-nordeste. Mas não nos é dada a dimensão oeste-leste. Sobre essa promessa Moisés e Josué acrescenta detalhes sobre a dimensão: “O Senhor nosso Deus nos falou em Horebe, dizendo: Sobremodo vos haveis demorado neste monte. Voltai-vos, e parti, e ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, à planície, e à montanha, e ao vale, e ao sul, e à margem do mar; à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates. Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua descendência depois deles” (Deuteronômio 1:6-8); “Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés. Desde o deserto e do Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo” (Josué 1:3,4).

Todavia, somente na época de Davi e Salomão, centenas de anos depois, foi que Israel assumiu o controle político e econômico desse território (2 Samuel 8:3–15). Neste caso como império, não como pátria. Em 1 Reis 4.21,24, lemos: "Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até à fronteira do Egito [...] Porque dominava sobre toda região [...] aquém do Eufrates, desde Tifsa até Gaza, e tinha paz por todo o derredor".

O domínio de Israel sobre esse território durou apenas algumas décadas porque populações nativas começaram a se revoltar e se esquivar do jugo israelita. Com a morte de Salomão, o reino se partiu oficialmente, e foi ainda mais enfraquecido pela guerra civil. Assim, os israelitas perderam para sempre o controle de uma parte relativamente grande da terra que Deus prometeu a Abraão.

Israel nunca chegou a possuir como pátria toda essa terra. Visto que essa aliança não foi cumprida literalmente na história de Israel, deve haver cumprimento futuro literal da aliança em virtude do seu caráter incondicional. Possivelmente, no futuro, durante o milênio, Israel apossar-se-á de todo esse território prometido a Abraão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

PENTECOST, J. Dwight. Manual de Escatologia. São Paulo: Editora Vida.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_03.pdf

Texto Áureo Lição 13: A Trindade Santa e a Igreja de Cristo. Mateus 28.19

TEXTO ÁUREO

Mateus 28.19 “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Lição 13 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Gênesis 17:5

Gênesis 17:5 “E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto;”

 

“E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome;”

A relevância desta promessa ficou evidente na mudança do nome do patriarca de Abrão, que significa “pai exaltado”, dando talvez a entender que Abrão descendia de uma linhagem real.  Para Abraão “Pai de uma multidão", dando a entender as muitas nações que procederiam dele (vs. 4). Ainda que a etimologia exata desses termos seja discutida pelos eruditos, afinal a mudança não parece significativa, é perceptível que Deus estava fazendo um jogo de palavras.

Segundo Henry Deus faz essa mudança para honrar seu amigo Abraão. Está escrito que é a glória da igreja que ela seja chamada por um novo nome, que a boca do Senhor nomeará: “E os gentios verão a tua justiça, e todos os reis a tua glória; e chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do Senhor designará” (Isaías 62.2). Desta maneira foi Abraão dignificado por aquele que é, na verdade, a fonte de toda a honra. Um dia todos os crentes receberão um novo nome: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17).

No mundo antigo do Oriente Próximo, uma mudança de nome era muito mais significativa do que é para nós. Hoje, um nome pode ser dado em homenagem a um antepassado genealógico ou a um herói moderno, ou pode ser um mero rótulo que soa agradável aos pais. No Antigo Testamento, os nomes eram mais importantes; geralmente expressavam as esperanças dos pais em relação ao tipo de pessoa que o filho seria e, às vezes, articulavam até o destino da criança: “E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou” (Gênesis 5:28,29). Uma mudança de nome costumava significar uma mudança do caráter do indivíduo ou um papel futuro em acontecimentos mundiais: “Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste” (Gênesis 32:28).

 

“... porque por pai de muitas nações te tenho posto;”

Iavé não só garantiu a Abraão que ele seria o progenitor de “uma grande nação” (Gênesis 12:2) com muitos descendentes (Gênesis 15:5), mas também garantiu que Ele faria dele pai de numerosas nações. Para demonstrar o compromisso de Deus com a aliança, o autor de Gênesis traçou este tema através de vários ramos da genealogia de Abraão.

De Abraão descenderam muitas nações a partir de seu filho Ismael (Genesis 25:12-16). “Nações” se formariam também a partir dos descendentes de sua esposa Quetura (Gênesis 25:1–4), e seu neto Esaú (Gênesis 36:1–43). Mas Israel viria através de Isaque, o filho prometido; e de Israel viria o Cristo, o Pai espiritual de todos os homens de fé, sem importar sua origem racial: “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” (Gálatas 3:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201510_07.pdf

Tiago 2:23

Tiago 2:23 “E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.”

 

“E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça,”

A Escritura mencionada é a de Gênesis 15:6: “E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça”. Gênesis 15:6 originalmente se referia à fé de Abraão de que ele se tornaria pai de um descendente. Mas também é uma declaração geral da confiança de Abraão exemplificada em toda a sua vida, como tenta comprovar Tiago nos acontecimentos subseqüentes.

O que Tiago quer dizer com se cumpriu? Certamente, Gênesis 15.6 não é uma profecia. Alguns dizem que significa “se confirmou” e que essa declaração só foi confirmada na oferta de Isaque, não que a justificação de fato tenha acontecido ali.

Douglas Moo afirma que o verbo plêróõ “cumprir” significa basicamente “encher” ou “encher completamente”, podendo se aplicar a redes de pesca (Mateus 13.48) e casas (João 12.3). De maneira mais típica no Novo Testamento, ele é usado para designar a “plenitude” ou “apogeu”. Assim, não é preciso pensar que Tiago enxergava Gênesis 15.6 como uma profecia que foi “cumprida” mais tarde na vida de Abraão. Em vez disso, o que ele está declarando é que este verso encontrou seu significado e importância últimos na vida de obediência de Abraão.

O verbo “imputado” significa creditar na conta de outro algo que (por direito) não lhe pertence (Salmos 32:2). Deus levou em conta a fé de Abraão, e não a justiça (que Abraão absolutamente não tinha, sendo um pecador); e assim creditou na conta de Abraão a justiça que antes ele não possuía. Isto equivale a dizer, como Paulo (Romanos 4:2ss.), que ele foi “justificado” ou declarado justo. É praticamente o mesmo que “foi perdoado de seus pecados por causa de sua fé perfeita”.

 

“... e foi chamado o amigo de Deus.”

Tiago apresenta um segundo resultado da fé ativa de Abraão: ele foi chamado amigo de Deus. Ele só foi chamado amigo de Deus (pelo menos nas Escrituras) bem depois: “Porém tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi descendência de Abraão, meu amigo” (Isaías 41:8); “Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo Israel, e não a deste para sempre à descendência de Abraão, teu amigo?” (2 Crônicas 20:7).

Este título de Abraão tornou-se popular na literatura intertestamentária. Tiago o menciona para indicar a posição privilegiada que Abraão recebeu por causa de sua fé profunda e obediência prática.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

MOO, Douglas J. Tiago - Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202207_05.pdf

Hebreus 11:17

Hebreus 11:17 “Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.”

 

“Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado;”

Quando Isaque tinha crescido e se tornara um rapaz formoso, aos olhos de seus pais e também aos olhos de todos, Abraão ouviu a voz de Deus. Esta era a oitava vez que Deus falara com ele. Mas esta mensagem não trazia o mesmo teor daquelas anteriores, conforme escreve o autor sagrado: “E aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi” (Genesis 22.1,2).

Todas as demais provações de Abraão foram insignificantes comparadas a essa provação. Deus havia pedido que ele saísse de sua terra, viajasse para terras desconhecidas,que ele mandasse Ismael e sua mãe embora levando apenas um pouco de pão e água. Todavia, quando lhe pediu para colocar Isaque sobre um altar, o patriarca viu-se diante da maior prova.

A palavra grega usada nesse verso indica que ele já estava no processo de oferecer Isaque, quando o anjo do Senhor o deteve. Ele “estava oferecendo” Isaque. Não há dúvida sobre a força da fé de Abraão. Dessa maneira aprendeu Abraão que Deus não deseja sacrifícios humanos. Houve uma época em que os homens consideravam dever sagrado oferecer a Deus os seus primogênitos antes que aprendessem que Deus nunca quereria tais sacrifícios.

 

“... sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.”

Abraão poderia ter apresentado muitas contestações e argumentos plausíveis contra esta ordem: “Pai, isto parece incoerente com o Teu caráter; parece contradizer as Tuas promessas”. Visto que Isaque era uma parte insubstituível das promessas de Deus, Abraão concluiu que Deus o ressuscitaria dos mortos após o sacrifício (v. 19). Ele sabia que Deus estava no controle tanto da vida quanto da morte.

Ao fazer a sua oferta, Abraão demonstrou de modo prático sua confiança em que a morte não era problema para Deus. A morte não pode ser uma barreira nem impedimento para Deus cumprir a promessa da aliança. Independentemente do que Abraão estava pensando, o texto nos diz que assim que a ordem foi dada, Abraão pôs-se a obedecer prontamente, nenhuma objeção poderia vencer sua fé, por isso Abraão viajou cerca de sessenta quilômetros por dois dias, com muito tempo para pensar. Sem dúvida, ele passou noites sem dormir, porém, mesmo assim, prosseguiu com o sacrifício daquele a quem ele amava como a sua própria alma.

É inexata a referência a Isaque como “unigênito”, pois Abraão aqui já tinha dois filhos: Ismael e Isaque. Em vez disso, Isaque era o “único filho” nascido por causa de uma promessa aos pais que já haviam passado da idade de procriação. Ou seja, o nascimento dele foi miraculoso.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

SILVA, Severino Pedro. Epístola aos Hebreus – as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro CPAD, 2023.http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_05.pdf

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Barclay, William. The Letter to The Hebrews (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 25 DE MARÇO DE 2026 (1 João 1.7)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
25 DE MARÇO DE 2026
A COMUNHÃO COM CRISTO E ENTRE OS CRENTES É SUSTENTADA PELO SANGUE PURIFICADOR DE JESUS 

1 João 1.7 “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

 

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está,”

Após mostrar as conseqüências de andar nas trevas; agora João descreve o que acontecerá se “ ... andarmos na luz ”. Deus está eterna e necessariamente na luz porque Ele mesmo é luz; os homens são chamados para andar na luz. Deus está na luz porque Ele é sempre fiel a Si próprio e Sua atividade é coerente com a Sua natureza. “ De maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo ” (2 Timóteo 2:13). Devemos andar na luz da Sua santa revelação de Si, e na Sua presença, sem dolo ou desonestidade em nossa mente ou pecado tolerado em nossa conduta.

Como no versículo anterior, “andar” significa viver ou conduzir-se, significado este retomado em 2:6, 11 e 2 João 4, 6; 3 João 3, 4. Compare com Efésios 5:8, “ andai como filhos da luz ”; Efésios 4:1; Romanos 6:4; 13:13. Andar na luz significa conduzir-se em santidade ou liberto do pecado. Descreve ainda “sinceridade absoluta. .. ser, por assim dizer, de um só caráter, não ter nada para esconder, e não fazer tentativa nenhuma para esconder nada.”

 

“... temos comunhão uns com os outros,”

São-nos dados dois resultados disto. Primeiro, mantemos comunhão uns com os outros. Visto que no versículo 6 João declarou que andar nas trevas impede a comunhão com Deus, esperar-se-ia que no versículo 7 ele expressasse a verdade oposta de que, se andamos na luz, gozamos comunhão com Deus.

Sem dúvida isto é verdade, mas, caracteristicamente, ele se move um passo adiante e afirma que andar na luz leva àquela comunhão uns com os outros. João já havia indicado a estreita relação entre a nossa comunhão com o Pai e o Filho e a nossa comunhão uns com os outros (v.3). Essa comunhão se efetiva nos dois sentidos e um afeta o outro.

Barclay diz que a comunhão fraternal é resultado da santidade. Nas trevas não há comunhão, mas cumplicidade. Nas trevas não há comunhão, mas parceria no pecado. Porém, se andamos na luz, temos comunhão uns com os outros. Nenhuma crença pode ser autenticamente cristã se separar o homem de sua relação com os demais. Nada que destrua a comunhão fraternal pode ser verdadeiro.

 

“... e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

O segundo resultado de andar na luz é que o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. O fato de andarmos na luz e mantermos comunhão uns com os outros não implica ausência de pecado nem nos torna essencialmente perfeitos e imaculados. Ainda continuamos sujeitos ao pecado, mas temos a promessa da purificação pelo sangue de Jesus.

Seremos iguais a ele somente na glorificação. Agora, porém, nós, que andamos na luz, temos a purificação no sangue de Jesus. Andar na luz, portanto, é confessar pecado; andar nas trevas é ignorar ou negar pecado. Quando andamos na luz temos provisão divina para limpar-nos de todo e qualquer pecado. Essa provisão é o sangue de Jesus, o Filho de Deus.

 O verbo sugere que Deus faz mais que perdoar: Ele apaga a mancha do pecado. E o tempo presente mostra que é um processo continuado. O sacrifício de Cristo foi eficaz não apenas para perdoar os pecados passados, mas também para purificar-nos no presente, dia a dia. Vele acrescentar que o sangue de Jesus purifica não apenas alguns pecados, mas todo pecado. Não há causa perdida para Deus. Não há pecador irrecuperável para Deus. Não há pecado imperdoável para Deus, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo. Jesus nos purifica e nos apresenta a si mesmo como “[...] igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5.27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. Edições Vida Nova. São Paulo, SP. 1982:

LOPES, Hernandes Dias. I João: como ter garantia da salvação. São Paulo: Hagnos 2010.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202212_04.pdf

 

terça-feira, 24 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 24 DE MARÇO DE 2026 (Efésios 1.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
24 DE MARÇO DE 2026
DEUS NOS ESCOLHEU EM CRISTO DESDE A ETERNIDADE COM O PROPÓSITO DE UMA VIDA SANTA 

Efésios 1.4 “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;”

 

“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo,”

O Bendito Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo " ... nos elegeu nele antes da fundação do mundo ". As palavras eleger e escolher têm o mesmo sentido. Deus “nos elegeu nEle...” (v. 4a). A palavra “elegeu” vem de (eklego), que significa “selecionar, escolher. A forma do verbo escolher no grego está no passado, e o significado literal da expressão seria: " escolheu-nos para si mesmo ".

Nesta passagem Deus é quem escolhe; Ele escolhe para Si, ou tem uma preferência, para propósitos divinos. Assim como Deus escolheu Israel para propósitos divinos (Atos 13:17) e Cristo escolheu os apóstolos para propósitos divinos (Lucas 6:13; João 15:16–19), Deus também nos escolheu (ou seja, Paulo e todos os santos que são fiéis em Cristo; v. 1) para propósitos divinos. Assim como o povo de Israel foi escolhido em Abraão, os crentes neotestamentários foram escolhidos em Cristo.

O fato de uma pessoa estar ou não entre os escolhidos é determinado pela própria pessoa somente. Deus decretou que todos que estão em Cristo serão salvos, e Ele nos permite decidir se seremos ou não, como crentes arrependidos, batizados em Cristo (Romanos 6:3). Uma pessoa que obedece ao evangelho está em Cristo e está entre os escolhidos. Pedro falou dos que são “ eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo...” (1 Pedro 1:1, 2). Quando alguém escolhe obedecer a Cristo, esse indivíduo está entre os escolhidos. As Escrituras enfatizam o livre arbítrio do homem. D. L. Moody disse: “Os que disseram sim são os eleitos e os que disseram não são os não-eleitos”.

Ele nos escolheu " ... antes da fundação do mundo ". Quando Paulo usa esse termo ele queria dizer antes do mundo organizado ser criado pelo ato de Deus. Esta expressão aparece pelo menos dez vezes no Novo Testamento grego, e fica evidente nestas ocorrências que “antes da fundação do mundo” significa antes do princípio do mundo e da história da humanidade.

Neste reino que precedeu o tempo, o Filho era amado pelo Pai (João 17:24) e foi pré-ordenado a derramar Seu precioso sangue por nós (1 Pedro 1:18–20). Este plano é eterno, imutável e abrangente. A frase de Paulo aqui certamente pretendia consolar e encorajar seus leitores com o conhecimento de que eles estavam na mente de Deus desde a eternidade.

O ato de escolher-nos antes de todas as coisas revela a presciência de Deus. A questão da presciência divina deu origem à doutrina da predestinação absoluta. Não podemos negar que Deus tem a capacidade de saber quem será salvo e quem se perderá; mas o conceito de Deus determinar arbitrariamente quem estará no céu e quem será lançado no inferno não é bíblico.

O ensino arminiano explica que, “por meio da presciência divina, Deus sabe, desde a eternidade, quais indivíduos creriam e perseverariam na fé, e a essas pessoas Deus elegeu”. Isso, portanto, não implica entender como Calvino, ou seja, que Deus tenha elegido uns para a vida e outros para danação, porque, segundo as Escrituras, Ele não quer “que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3.9). Desse modo, ratifica-se que tanto a expiação ilimitada como a eleição condicional foram estabelecidas pelo próprio Deus.

 

“...para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;”

Deus nos elegeu “para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele” (v. 4b). No versículo 1 Paulo dirigiu-se aos efésios como “os santos” (hagiois) e aqui ele indicou que os cristãos devem ser “santos” (hagious). A primeira referência é à posição perante Deus dos que estão “em Cristo”, e a segunda indica “a condição moral que compete a essa posição”. Deus diz: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:16). “Irrepreensíveis” é uma tradução (amomos) e significa “sem mancha”, ou “livre de imperfeição, como um animal sacrificial sem mancha ou mácula” (Levítico 22:21). O uso paulino dos termos “santo e irrepreensível” evidencia que as palavras mutuamente se correspondem e complementam-se. O ser santo denota um estado de pureza interior que reflete no ser irrepreensível — uma condição de pureza externa.

Portanto, não se pode conceber que os salvos em Cristo ainda possam viver na prática do pecado (1 João 3.6; 5.18). Deus elegeu-nos e predestinou-nos a viver em santidade. Em conseqüência, os cristãos são exortados quanto ao trato passado: a despojar-se do velho homem (Efésios 4.22), a renovar a mentalidade (4.23) e a revestir-se do novo homem, “que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (4.24). Essa orientação aponta para a necessidade de uma radical transformação. Despir-se do “velho homem” exige abandonar a velha natureza com as suas paixões, adotar uma nova perspectiva mental e uma nova forma de vida (Colossenses 3.9-10; Romanos 6.6-9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

BAPTISTA, Douglas. A igreja eleita – Redimida pelo sangue de Cristo e selada com o Espírito Santo da promessa. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201304_04.pdf

 

segunda-feira, 23 de março de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 23 DE MARÇO DE 2026 (1 Pedro 1.2)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
23 DE MARÇO DE 2026
A SALVAÇÃO É FRUTO DO PLANO ETERNO DO PAI POR MEIO DE SUA PRESCIÊNCIA 

1 Pedro 1.2 “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas. “

 

“Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, “

Os propósitos de Deus previstos desde a eternidade foram concretizados quando os Seus “eleitos” passaram a incluir todos que confessam a fé em Jesus, o Cristo. O corpo eleito de que consiste de todo aquele que escolheu considerar os céus como sua residência permanente, e que já virou as costas ao mundo.

Quando os autores inspirados do Novo Testamento escreveram sobre a “presciência” de Deus, o assunto era a Sua “presciência” em relação à salvação revelada no Filho. Trata-se da presciência a respeito do novo Israel, a Sua igreja. Pedro acreditava que era importante os cristãos, fossem pagãos ou judeus de nascença, entenderem que o Deus que Se revelara a Israel era o mesmo Deus que Se revelou em Jesus de Nazaré.

Ou seja, a igreja não era uma ideia de última hora de Deus. Ela sempre esteve na mente de Deus. Deus sabia de antemão e predeterminara que deveria existir uma igreja de Jesus Cristo, um povo escolhido que englobaria não só Israel, mas toda a humanidade.

 

“... em santificação do Espírito, “

A expressão em santificação do Espírito ou “ em santidade de Espírito ”, declara que os “eleitos” de Deus foram transformados em santos pela ação do Espírito. A mesma frase ocorre em 2 Tessalonicenses 2:13, onde certas traduções dizem “ através da santificação pelo Espírito ”.

O Espírito santifica o crente (Atos 2:38) e lhe ajuda a viver piedosamente. O crente é denominado “santo” no sentido de que a sua vida é um reflexo da própria santidade de Deus (1 Pedro 1:15, 16). Ele é santo porque foi separado pelo Espírito para ser um dos eleitos de Deus.

 

“... para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: “

A santificação concedida ao crente pelo Espírito Santo visa a sua obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo. Pedro estava lembrando seus leitores de que a santificação não é um ato passivo realizado no cristão. O próprio crente opta por seguir a vontade de Deus de modo que a vontade de Deus se torne a sua própria vontade.

Por um lado, Cristo santifica (1 Coríntios 1:30). Por outro lado, a santificação é um imperativo moral imposto ao crente. É um ato de obediência que deve ocorrer com perseverança até a vinda do Senhor: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12.14).

Afinal, Pedro está falando de um contínuo derramar que acompanha a perseverante obediência do que é santificado. Eis como João trata desse mesmo assunto: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1.7).

 

“Graça e paz vos sejam multiplicadas. “

O apóstolo começou a segunda carta com estas mesmas palavras em grego (2 Pedro 1:2). Paulo costumava usar as palavras “graça e paz” nos cumprimentos de suas cartas. Pedro acrescentou o desejo de que elas se multiplicassem a seus leitores.

Essas palavras eram muito mais do que uma formalidade. Pedro queria comunicar àqueles cristãos seus mais profundos desejos de que a graça e os dons gratuitos de Deus, juntamente com uma paz divina, fossem característicos em suas vidas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_02.pdf