sábado, 24 de janeiro de 2026

Filipenses 2:9

Filipenses 2:9 “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

 

“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente,”

Nos versículos 6 a 8 temos a descrição do caminho da humilhação do Filho de Deus, quando Ele mesmo desce ao ponto mais baixo de humilhação que um homem poderia descer. Entretanto, nos versículos 9 a 11, Paulo descreve o caminho para cima, quando Jesus é exaltado gloriosamente e ascende ao Pai e é feito Senhor sobre todas as coisas. No pano de fundo está a idéia judaico-rabínica que o sofredor justo será defendido por Deus.

Sua abnegação anterior o fez apto para conquistar o “status” de vencedor e Senhor, porque cumpriu o eterno propósito do Pai de formar um novo povo que serviria a Deus, que é a sua Igreja. A Bíblia diz que Ele foi nomeado “príncipe e Salvador” (Atos 5.31) e o colocou acima de tudo (Efésios 1.20-22). No caminho da exaltação estavam a sua ressurreição e ascensão. Na semana que antecedia seu padecimento no Calvário, Jesus reivindicou do Pai a glória que tinha antes de vir a este mundo (João 17.5).

Cristo foi exaltado para a maior posição possível. O verbo de Paulo pode significar que Deus O exaltou a uma posição superior (comparativamente) àquela que Ele detinha antes (quando era, então, a forma de Deus). Em Sua pré-existência, Ele era Filho de Deus; agora, após Sua exaltação, recebeu a dignidade de Senhor em sua coroação tornou-se herdeiro de tudo (Hebreus 1.3; 2.9; 12.2).

Além de João, em seu Evangelho, outros escritores do Novo Testamento escreveram da realidade da exaltação de Jesus afirmando que Ele foi exaltado à destra do Pai (Atos 2.33; Hebreus 1.3). Paulo usou a mesma expressão “assentado à destra do Pai” (Romanos 8.34; Colossenses 3.1). Essa expressão é derivada de Salmos 110.1 numa alusão ao rei Davi, que metaforicamente é convidado para partilhar o trono de Deus. Jesus foi chamado “filho de Davi” para relacionar o trono de Davi com o seu trono de glória.

 

“... e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;”

“Sobre todo” é tradução do mesmo termo traduzido por “soberanamente” na primeira parte do versículo. Não podemos definir que nome foi dado a Jesus. Alguns sugerem que é um nome que, atualmente, só Deus sabe. Essa é uma possibilidade, porém, considerando que Paulo pretendia claramente exaltar Cristo nas mentes de seus leitores, essa conclusão não parece coerente com o propósito do apóstolo. O versículo seguinte pode nos levar a crer que Paulo se referia ao “nome de Jesus” (v. 10).

Muitos escritores acreditam que a palavra “nome” é usada aqui no sentido de “designação” e preferem a idéia de que o título era “Senhor” (v. 11). No primeiro século da Era Cristã, a idéia de se proclamar um senhor restringia-se ao imperador, que se identificava como Senhor e Deus! Quando os apóstolos começaram a pregar a Cristo, não o apresentaram apenas como Salvador, mas, especialmente, como Senhor. Ora, esse título confrontava a presunção e vaidade do imperador de Roma, porque os cristãos identificavam e reconheciam que a única autoridade para salvar e comandar um novo reino era Jesus.

No grego do Novo Testamento aparece o termo kurios, que é usado de modo especial, porque Jesus representaria o nome pessoal do Deus Todo-Poderoso. O nome “Jesus” ganhou o status de “Senhor” e, por decreto divino, foi elevado acima de todo nome. O próprio Jesus declarou certa feita aos seus discípulos que o Pai faz do Filho juiz universal “para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou” (Jo 5.23).

Ralph Herring escreveu sobre a exaltação de Cristo e declarou que “os dois elementos desta exaltação são a outorga de um nome, conquistado agora que o homem Cristo Jesus juntou o curso de vida da raça humana ao de Deus (v. 9), e o reconhecimento desse nome por parte de todas as inteligências criadas, tanto das que no céu, como das que estão na terra e debaixo da terra (vv. 10,11)”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

MARTIN, Ralph P. Filipenses: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 2005.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_08.pdf

Atos 4.12

Atos 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

 

“E em nenhum outro há salvação,”

Um dia depois de terem curado o coxo da porta formos. Os apóstolos foram questionado pelos principais do templo: “Com que poder ou em nome de quem fizestes isto?” (v.7). O apóstolo Pedro então disse efetivamente: “Se vocês realmente estão interessados em quem o curou, eu vou lhes dizer”. Aquele homem fora curado no nome de Jesus (v. 10).

O grego tem um trocadilho ausente na versão para o português. “Salvação” e “salvos” no versículo 12 são da mesma raiz que a palavra “curado”, no versículo 9. Assim como Jesus foi quem pôde curar fisicamente o mendigo, Ele também é o único que pode salvar espiritualmente a humanidade!

Pedro declara que somente Jesus pode oferecer a salvação no sentido mais pleno, o nome dEle é o único que recebeu poder da parte de Deus para dar a salvação aos homens. Há um apelo implícito aos ouvintes, no sentido de cessarem a sua rejeição de Jesus. A afirmação é restritiva, mas é verdadeira. Jesus disse: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6;). Pedro ecoou esse pensamento.

 

“... porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

Seus ouvintes consideravam-se salvos porque eram da descendência de Abraão e porque tinham a lei de Moisés. Essencialmente, Pedro disse: “Vocês não podem ser salvos por meio de Abraão nem de Moisés; somente através do nome de Jesus!”

Este pensamento não é incomum no Novo Testamento (Jo 14:6, Hb 23; cf. 1 Tm 2:5). Surgiu a partir da convicção de que Deus exaltara Jesus até a Sua destra, posição esta que obviamente não poderia ser compartilhada com outra pessoa; seguia-se que, se Deus declarará que Jesus era o Salvador, não poderia haver outra pessoa ao lado dEle.

Sua morte e ressurreição, a sua exaltação e autoridade fazem dele o único Salvador, já que nenhum outro possui tais qualificações. Para Stott os dois negativos (nenhum outro e nenhum outro nome) proclamam a singularidade positiva do nome de Jesus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_04.pdf

Hebreus 1:1

Hebreus 1:1 “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,”

 

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,”

A carta começa com uma declaração de um fato: “Deus tem falado”. O escritor não vê necessidade alguma de demonstrar este fato. O autor não comprova que Deus fala, ele afirma. O que prende a atenção do escritor é a variedade de maneiras segundo as quais Deus tem falado no passado: “muitas vezes, e de muitas maneiras”. Qualquer pessoa com conhecimento do Antigo Testamento imediatamente consegue preencher os pormenores que incluem: visões, revelações angelicais, palavras e eventos proféticos.

Deus não falou a Israel nem aos patriarcas numa conversa longa e contínua, mas em momentos, lugares e fragmentos diferentes. Houve tempos em que “a palavra do Senhor era mui rara” e “não [havia] visão manifesta” (1 Samuel 3:1). Contudo, quando todos os escritos foram reunidos, formaram um todo harmonioso. Por quê? Porque cada fragmento foi inspirado pelo mesmo “Espírito” que fala do único Deus. Assim o Antigo e o Novo Testamento são uma grande revelação à humanidade, e não há necessidade de “duas revelações”, ainda que haja duas alianças.

As revelações mais iluminadoras vinham através dos profetas. Os profetas eram os arautos de Deus para o povo de Israel. Estes eram homens levantados por Deus para desafiar seus próprios tempos. Eles falavam da parte de Deus. As palavras: “Assim diz o Senhor,” davam às suas palavras uma autoridade sem igual. A Instituição Profética no Antigo Testamento é por demais importante para ser minimizada. Para um judeu, a pior desgraça que poderia existir era o silêncio profético. A trombeta profética servia de alerta quando a vida moral, a espiritual e a social não iam bem.

 

“... a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,”

A expressão hebraica para “últimos dias” é encontrada pela primeira vez em Números 24:14 e possui tonalidade messiânica: “Agora, pois, eis que me vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias”. Já os escritores apostólicos falaram do seu próprio tempo como “os últimos dias” (Atos 2:17; Tiago 5:3), “estes últimos dias” (1 Pedro 1:20), ou “o último tempo” (Judas 1:18). É claro que o tempo em que vivemos é a última era. Estamos nele desde que Jesus voltou ao céu e mandou o Espírito Santo. Estes últimos dias começaram no Dia de Pentecostes após a ressurreição de Jesus e continuarão até Sua segunda vinda.

 

Ele faz alusão a Cristo como a figura central na inspiração e preparação plenária do Novo Testamento. O escritor de Hebreus sabia que era necessário um método melhor de comunicação, e reconhece que este veio em Jesus Cristo. A revelação de Deus através do Seu Filho é vista não somente como superior, mas também como definitiva.

Aquilo que foi falado outrora preparou o caminho para a comunicação mais importante de todas, isto é a revelação pelo Filho. Este é o tema real da carta inteira: o passado cedeu lugar a coisas melhores. Deus falou conosco através de Um que tem com Ele o relacionamento de um filho e completa autoridade como porta-voz.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

GONÇALVES, José. A supremaciade Cristo - Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_05.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE JANEIRO DE 2026 (1 João 4:17-19)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE JANEIRO DE 2026
O AMOR DE DEUS LANÇA FORA O TEMOR E NOS CAPACITA A AMAR 

1 João 4:17-19 “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro”.

 

 “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança;”

Em 1 João 4:16, João novamente declarou: “Deus é amor”. Quando vivemos em amor, Deus vive em nós e nós vivemos nele. “Nisto se aperfeiçoa o amor conosco, para que tenhamos confiança no dia do juízo”. Todos que amam a Deus e estão se esforçando para viver como Jesus no mundo não precisam temer o julgamento. Devem olhar para o futuro com confiança.

Confiança, é uma palavra característica desta epístola. O autor já escreveu sobre a inabalável confiança que teremos por ocasião da vinda de Cristo, se permanecermos nele agora (1 João 2:28), e sobre a nossa presente confiança diante de Deus na oração (1 João 3:21, 22), confiança que, diz ele mais tarde, é uma certeza não só de acesso mas de sermos ouvidos e recebermos resposta. Aqui, porém, ele retorna ao futuro, ao dia do juízo que se seguirá ao retorno, do Senhor. Esse dia será dia de vergonha e terror para os ímpios, não, porém para os remidos de Deus.

 

“...  porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. “

A nossa confiança é sinal de que o nosso amor é aperfeiçoado. Baseia-se no fato de que, segundo ele é (isto é, Cristo), também nós somos neste mundo. Jesus é o amado Filho de Deus, em quem Ele se compraz; nós também somos filhos de Deus (1 João. 3:1) e objetos do Seu favor. Se Cristo chamou e chama Deus de “Pai”, nós também podemos chamá-lo assim. Somos “aceitos no amado” (Efésios 1:6); podemos compartilhar da Sua confiança para com Deus.

Quando sabemos disse e do nosso compromisso de viver para ele e ser como Jesus, qual deve ser a nossa confiança em relação ao juízo final? Devemos esperar ouvir do Senhor: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor” (Mateus 25:23).

 

“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor;

Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4:18). Os dois são incompatíveis, como água e óleo. Podemos amar e reverenciar a Deus simultaneamente (Hebreus 5:7), mas não podemos aproximar-nos dele com amor e esconder-nos dele com temor ao mesmo tempo (Rm 8:14, 15; 2 Tm 1:7).

Quando um marido e sua esposa estão verdadeiramente apaixonados um pelo outro, não há lugar para medo no relacionamento. Um jamais se aproveitará do outro, se ali houver amor verdadeiro. Quando um cônjuge trata mal o outro – física, emocional ou mentalmente – e afirma ter amor pelo outro, está mentindo. O amor não produz medo.

Amar implica confiar um no outro e tratar um ao outro da maneira certa. O perfeito e maduro amor por Deus nos deixa sem medo de comparecer perante ele no juízo final. Pelo contrário, ansiamos pela presença do Senhor em nossas vidas.

 

“...porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. “

A razão pela qual o perfeito amor não pode coexistir com o medo tem em si mesmo tem algo da natureza do castigo o que é completamente alheia aos perdoados filhos de Deus que O amam. Uma vez seguros de que somos “segundo ele é” (v.17), amados filhos de Deus,  deixamos de ter medo dele. É evidente, pois, que, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.

Quando amamos a Deus e sabemos que Deus nos ama, não há lugar para ter medo dele. Há um sentimento de temor e reverência por absoluto respeito a Deus. Nesse mesmo sentido, um filho pode amar os pais e ainda ter temor ou reverência a eles, sabendo que o disciplinarão quando fizer algo errado.

 

“Nós o amamos porque ele nos amou primeiro”

Nosso amor não se origina em nós. Tem origem divina. O autor sagrado já havia demonstrado amplamente que Deus é a origem de todo o verdadeiro amor (1 João 3 :1 ,2 ,16 ,2 4 e 4 :7 ,8 ,16). Ele é a fonte do amor, Ele é amor. Isto significa que Deus é essencialmente amoroso em seu caráter, em suas palavras e em suas obras.

Não somos a fonte do amor, mas apenas seus instrumentos. O amor não brota em nós, ele passa por meio de nós. Somos o canal do amor de Deus. Quando amamos refletimos o amor de Deus. Nosso amor é o refluxo do fluxo do amor de Deus. Nosso amor por Deus é apenas  uma resposta e um reflexo do seu imenso amor por nós.  

Harvey Blaney está correto quando diz que o amor de Deus pelo homem não é uma reação ao nosso amor. A resposta é nossa. Nosso amor depende do seu amor e é o resultado desse amor.

O amor de Deus existiu primeiro; todo verdadeiro amor é uma resposta à Sua iniciativa. João repete a verdade afirmada anteriormente: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós” (1 João 4:10). O amor de Deus é anterior a qualquer tipo de amor do homem. O homem foi amado mesmo quando era inimigo de Deus: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios [...]Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6,8).

Até mesmo amados por Ele antes da fundação do mundo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:3-5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

BLANEY , Harvey. A primeira epístola de João. Em Comentário Bíblico Beacon. Vol. 10. 2005.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_04.pd

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE JANEIRO DE 2026 (1 João 4.15)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE JANEIRO DE 2026
CONFESSAR A CRISTO REVELA A HABITAÇÃO DE DEUS

1 João 4.15 “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus. ”

 

“Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, ”

O ancião na sua epístola invoca várias fórmulas correntes de confissão (1 João 1:9; 1 João 2:23, 1 João 4:2), elas devem ser compreendidas como típicas da igreja cristã desde o princípio, e envolvem discernimentos sem os quais seria impossível a comunhão com o Pai e de uns com os outros.

A confissão é mais do que falar com a boca ela origina-se no coração (alma). O apóstolo Paulo escreveu aos romanos: que diz? “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10.9-10). Assim está alicerçada sobre a lealdade da alma a Cristo, pois deve haver a confissão da vida, rendição e obediência, e não meramente da palavra em apoio a um credo. Tal confissão dá apoio ao evangelho anunciado pelos apóstolos, combatendo as inovações dos hereges.

Jesus, o homem, é igualmente o divino Filho de Deus, o Cristo, o Verbo eterno, o Logos. Essa confissão da deidade de Jesus Cristo concorda com a doutrina dos apóstolos. Em Mateus 16:16, Pedro declara: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo", ao que Jesus responde: "Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque isto não te foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus" (Mateus 16:17, NVI). Aqui, Jesus destaca a revelação divina necessária para tal confissão. É um reconhecimento que vai além do raciocínio humano e está enraizado em uma compreensão espiritual concedida por Deus.

O mesmo João escreveu: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20.31). Essa confissão é prova (quando genuína) de nossa comunhão com Deus (1 João 1:3).

Essa epístola foi escrita para abordar falsos ensinamentos e para tranquilizar os crentes sobre sua fé. Uma das principais heresias que confrontavam a igreja primitiva era o gnosticismo, que negava a verdadeira humanidade e divindade de Jesus. Ao enfatizar a importância de confessar Jesus como o Filho de Deus, João refuta esses falsos ensinamentos e reafirma os princípios fundamentais da doutrina cristã.

 

“Deus está nele, e ele em Deus. ”

Isso já fora dito no décimo terceiro versículo: “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito”. O Espírito Santo, como o Espírito da verdade, capacita os crentes a entender e confessar Jesus como o Filho de Deus e os capacita a viver de acordo com a vontade de Deus e evidencia a habitação mútua.

Este conceito de habitação mútua é um tema recorrente nos escritos de João, particularmente no Evangelho de João e nas epístolas. Em João 15:4, Jesus diz: "Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo; deve permanecer na videira. Nem vocês podem dar fruto, a menos que permaneçam em mim" (NVI). Esta imagem da videira e dos ramos ilustra a união íntima e vital entre Cristo e Seus seguidores.

É impossível separar Deus de Jesus. Negar a Jesus é perder todo conhecimento de Deus, porque só Ele pode nos brindar esse conhecimento. Negar a Jesus é estar separados de Deus, porque nossa comunhão com Deus depende de nossa resposta a Jesus: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:32-33).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Norman. O Novo Testamento Interpretado: Versículo Por Versículo, Volume 1. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://biblechat.ai/pt/arquivo-de-perguntas/novo-testamento/epistolas-gerais/o-que-1-joao-415-ensina-sobre-confessar-reconhecer-jesus/

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE JANEIRO DE 2026 (João 15:26; João 16:7)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE JANEIRO DE 2026
O ESPÍRITO PROCEDE DO PAI E DO FILHO

João 15:26 “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. ”

João 16:7 “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.” 

 

“Mas, quando vier o Consolador, “

O Consolador também denominado ”Espírito da verdade” é a terceira pessoa da Divindade. Ele viria após a partida de Cristo: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16.7). A palavra grega (paraklētos), traduzida por “Consolador” na RA, “originalmente significava no sentido passivo… ‘aquele que é chamado para auxiliar alguém’”.

No grego secular, referia-se a alguém que ajuda outra pessoa no tribunal, sem, contudo, se restringir ao significado técnico do latim advocatus, relativo a um conselheiro jurídico. Johannes Behm observou que “a forma passiva não descarta a idéia de paraklētos como um ser ativo que fala ‘em nome de alguém perante alguém’”. O termo ocorre uma vez fora do Evangelho de João, em 1 João 2:1, onde o sentido jurídico é devidamente aplicado a Jesus como nosso “Advogado” nos tribunais celestiais.

 

“... que eu da parte do Pai vos hei de enviar, ”

João não fez nenhuma distinção significativa sobre como Jesus disse que o Consolador seria enviado, se pelo Pai a pedido do Filho (João 14:16), pelo Pai em nome de Jesus ((João 14:26), ou pelo próprio Jesus da parte do pai ((João 15:26; 16:7). Sempre que repetia um conceito, João o fazia com variações. Isso revela o relacionamento íntimo do Espírito com os outros dois membros da Trindade. Por fazerem parte de uma só substância, assim com Espírito e alma é difícil às vezes dividi-los.

 

“... aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. ”

O Consolador é chamado de “Espírito da verdade", ou seja, aquele que nos ensina a verdade acerca de Cristo. Jesus é a personificação da verdade (João 14.6); a verdade que o Espírito irá revelar não acrescenta nada à “verdade que está em Jesus” (Efésios 4.21); é apenas um desvendamento mais completo dela. O Espírito está pronto a ensinar e convencer a todos.

Todavia ele não terá nada a oferecer ao mundo, ou seja, todo o conjunto de incrédulos, que não são capazes de lhe dar valor ou reconhecê-lo: “que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece" (João 14.17). Homens mundanos, que consideram as coisas visíveis a única realidade, não discernem nem entendem as operações do Espírito (1 Coríntios 2.14).

A constatação de que o Espírito procede do Pai provavelmente não tem sentido metafísico; é outra maneira de dizer que o Espírito é enviado pelo Pai. A ampliação da igreja ocidental da frase: “Que procede do Pai e do Filho (filioque)" pode ser justificada porque tanto o Pai como o Filho enviam o Espírito; a objeção básica a ela é que não foi correto que uma parte da igreja fizesse uma alteração como esta no credo ecumênico sem consultar o restante da igreja, em especial a igreja oriental.

O Espírito testificaria de Cristo. O testemunho que Jesus tinha dado, com suas palavras e ações não cessaria quando ele não estivesse mais no mundo. O Espírito assumiria este ministério de testemunhar e levá-lo-ia adiante, e o faria através dos discípulos.

O Espírito capacita os discípulos perseguidos a darem testemunho com ousadia: “Quando vos entregarem, não cuideis em como, ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer; visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós” (Mateus 10.19.; Marcos 13.11).

Há um exemplo marcante do cumprimento desta promessa em Atos 5.32, onde Pedro e seus companheiros defendem-se diante do sumo sacerdote e do conselho, e proclamam a ressurreição e entronização de Jesus, dizendo: “Nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem”.

 

“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; “

Os discípulos haviam ficado assustados e tristes com a previsão da perseguição que sofreriam com a partida de Jesus: “Antes, porque isto vos tenho dito, o vosso coração se encheu de tristeza” (João 16:6). A ideia da partida de Jesus parecesse catastrófica para os apóstolos. Querendo animá-los Jesus prefacia a sua ressalva com a declaração solene: “Mas eu vos digo a verdade”. Neste contexto, essa frase tem a mesma função que a confirmação dupla muitas vezes registrada por João: “em verdade, em verdade”, essa expressão salientava a importância do que seria dito a seguir.

Jesus lhes garante que seria melhor que ele vá, não apenas para Ele (João 14:28), mas também para os discípulos. Mesmo que sua partida sirva de sinal para o início da futura perseguição aos discípulos. Pois, a vinda do Consolado da parte de Deus (Parâcleto) havia de compensá-los pela perda da sua presença visível e, além disso, iria equipá-los com todos os recursos de que precisarão no novo tipo de vida que terão em breve.

Jesus explicou claramente que “covinha” que ele partisse: se não o Consolador não viria, se ele não fosse embora.  A razão por que o Espírito tinha de ser enviado após a partida de Jesus não é explicada aqui. Mas podemos inferir que essa partida beneficiaria o ministério dos discípulos, quando eles deixassem de depender da presença física de Jesus.

 

“... mas, quando eu for, vo-lo enviarei.”

Depois que Jesus partisse, Jesus enviaria o Espírito aos seus discípulos. Em João 7:39 João explicou em que “o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”. A glorificação de Jesus envolveu seu sofrimento, morte, sepultamento, ressurreição e ascensão à direita de Deus no céu. Era necessário que essa glorificação acontecesse antes de Jesus enviar o Espírito.

O Espírito Santo havia de descer sobre eles com poder. Essa fato só se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo além de capacitar os discípulos a falarem novas línguas, também os revestiu de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49). Isso só ocorre após Jesus subir ao Pai conforme Ele mesmo prometeu.

 

João 15:26
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_02.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/atos-18.html

João 16:7
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/04/joao-1426.html