quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Texto Áureo Lição 2: O Deus Pai. Mateus 11.27

TEXTO ÁUREO

 “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11.27).

Lição 2 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Lição 2 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 7 DE JANEIRO DE 2026 (João 5:26)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
7 DE JANEIRO DE 2026
O PAI É O NOSSO PAI CELESTIAL

João 5:26 “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”

 

“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo,”

Ninguém possui vida inerente em si, além de Deus Pai, que não foi gerado nem criado. Ele é o “Deus vivo” por natureza: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus” (Romanos 14:11).

Os seres humanos, assim como todos os outros seres vivos, não possuem vida em si mesmos; ela provém de Deus, a fonte e sustento de qualquer forma de vida. Dele recebemos a vida: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2:7). Ana em seu cântico confessou essa verdade: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (1 Samuel 2:6).

 

“... assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”

Somente ao Filho, gerado, mas não criado, o Pai deu sua prerrogativa de ter vida em si mesmo: ‘Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (João 1:4).  Na verdade, a investidura do Filho com esta prerrogativa é uma condição necessária para que ele possa exercer as outras prerrogativas de ressuscitar pessoas e executar julgamento, que ele já disse ter: “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer” (João 5.21).

O Pai não transferiu esta vida para o Filho somente quando este iniciou seu ministério na terra, ou quando da encarnação; é um ato eterno, parte integrante do relacionamento especial entre Pai e Filho que já existia “no princípio”. É na ordem eterna que o Pai, como tal, dá ao Filho, por ser Filho, a vida inerente que só o Pai pode possuir e dar; no plano temporal o Filho revela esta vida às pessoas. Por isso, em outras passagens dos escritos de João, o Filho é descrito como a personificação verdadeira da vida eterna a qual estava com o Pai e nos foi manifestada: “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:1,2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE JANEIRO DE 2026 (Deuteronômio 6.4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE JANEIRO DE 2026
O SENHOR É O ÚNICO DEUS VERDADEIRO

Deuteronômio 6.4 “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. ” 

“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. ”  

Esse versículo é conhecido como o “Shemá Israel” que se refere as duas primeiras palavras da seção da Torá que constitui a profissão de fé central do monoteísmo judaico é considerado um credo em sua forma embrionária na Bíblia. Os judeus os escrevem em seus filactérios, e se acham não apenas obrigados a recitá-los pelo menos duas vezes todos os dias, mas muito felizes por serem obrigados a isso, tendo esse provérbio entre si: Abençoados somos nós, que a cada manhã e a cada entardecer dizemos: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Porém mais abençoados seremos se ponderarmos e aproveitarmos devidamente

Deus é um em essência ou natureza, subsistindo por Si mesmo; só o SENHOR é Deus: “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há deus...” (Is 45.5). Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou o monoteísmo como parte do primeiro de todos os mandamentos: “... Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Mc 12.29); “... com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele” (Mc 12.32); “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro...” (Jo 17.3).

O apóstolo Paulo declara: “Todavia para nós há um só Deus” (1 Co 8.6); “Ora o medianeiro não é de um só, mas Deus é um” (Gl 3.20); “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” (Ef 4.6). “Porque há um só Deus” (1 Tm 2.5). Foi o Senhor Jesus quem revelou Deus aos seres humanos por meio da Bíblia: Mt 11.27; Jo 1.18).

O Deus que Jesus revelou é o Deus de Israel e isso ele deixou claro ao pronunciar o primeiro e grande mandamento: “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento” (Mc 12.29, 30). Essa é uma das várias declarações do Novo Testamento que ensina ser o cristianismo monoteísta. A declaração aqui é reveladora porque não deixa dúvida de que o Deus dos cristãos é o mesmo Deus de Israel, pois Jesus citou as palavras diretamente do Antigo Testamento (Dt 6.4-6).

A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos e, mesmo sem conhecer essa terminologia, os cristãos do período apostólico reconheciam essa verdade. Essa doutrina está implícita no Antigo Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus (Gn 1.26; 3.22; 11.6, 7; Is 6.8). Apesar da ênfase da doutrina monoteísta como o shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Dt 6.4) reafirmada pelo Senhor Jesus (Mc 12.29), o Antigo Testamento mostra que a unidade de Deus não é absoluta. O Novo Testamento revela que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (Mt 28.19; 1 Co 12.4-6; 2 Co 13.13; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2).

Há ainda várias passagens tripartidas no Novo Testamento que revelam a Trindade (Lc 24.49; Rm 1.1-4; 5.1-5; 14.17, 18; 15.16, 30; 1 Co 6.11; 2 Co 1.20, 21; Gl 3.11-14; Ef 1.17; 2.18-22; 3.3-7, 14-17; 1 Ts 5.18). Além das declarações bíblicas apresentadas aqui, há outras evidências contundentes que fundamentam essa doutrina. Cada uma dessas Pessoas é chamada individualmente de Deus e Senhor. O Deus do cristianismo é um (Gl 3.20), mas as Escrituras ensinam também que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. A Bíblia aplica o nome “Deus” ao Pai sozinho (Fp 2.11), da mesma forma ao Filho (Jo 1.1) e ao Espírito Santo (At 5.3, 4); e, na maioria das vezes, com referência à Trindade (Dt 6.4). Isso também ocorre com o Tetragrama (as quatro consoantes do nome divino YHWH), que se aplica ao Pai sozinho (Sl 110.1), ao Filho (Is 40.3; Mt 3.3) e ao Espírito Santo (Ez 8.1,3). No entanto, aplica-se também à Trindade (Sl 83.18). Salta à vista de qualquer leitor da Bíblia a divindade plena e absoluta de cada uma dessas Pessoas. Foi assim que o Espírito revelou a unidade na Trindade. A doutrina da Trindade não neutraliza, nem contradiz a doutrina da Unicidade e nem a doutrina da Unicidade anula a Trindade.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

SOARES, Esequias. Manual de apologética cristã: Defendendo os fundamentos da autêntica fé bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE JANEIRO DE 2026 (Mateus 6.9)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
5 DE JANEIRO DE 2026
O PAI É O NOSSO PAI CELESTIAL

Mateus 6.9 “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;”

 

“Portanto, vós orareis assim:”

Em meio ao seu sermão do Monte Jesus ensina seus discípulos a orar. Segundo o evangelista Lucas Jesus estava orando em determinado lugar com os seus discípulos. Quando terminou de orar, seus discípulos pediram-lhe que os ensinasse a orar. Era comum os rabinos judeus ensinarem seus alunos a orar. Os discípulos de Jesus pediram: “Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos” (Lucas 11:1).

Sem dúvida a passagem da Bíblia mais recitada é essa oração. Conhecida entre nós como a oração do “Pai nosso”, também chamada de “Oração Dominical”, ou seja, “Oração do Senhor. E, mais propriamente, a “oração do discípulo”. Esta oração é breve, simples e, ao mesmo tempo, profunda.

Embora seja possível orar em espírito, recitando o Pai-Nosso, palavra por palavra, concluímos que Cristo não queria que os discípulos o repetissem desta maneira. O Senhor disse: ‘Orareis assim’, ou seja, ‘deste modo. Por isso ela é considerada também como a “Oração Modelo”.

 

“Pai nosso, que estás nos céus,”

Jesus ensina a quem devemos dirigir nossas petições. Deus é o Pai Celestial de todos os que seguem o “novo e vivo caminho”: o seu Filho Jesus Cristo (Hebreus 9.20; Joãp 1.12,13; 14.6). O Antigo Testamento registra pouquíssimas ocorrências em que Deus é, de forma inferida ou textual, chamado de Pai (Deuteronômio 32.6; Salmos 68.5; Isaías 64.8; Malaquias 1.6).

A novidade trazida pelo Senhor é a forma íntima como não apenas Ele se dirige ao Pai, mas também sua abertura a cada um de seus discípulos para que possam dirigir-se ao Criador da mesma forma. Ainda que reconhecendo sua grandeza e transcendência “que estás nos céus”, o Mestre demonstra que o Pai não está longe, pois é “nosso”.

 Jesus nos ensina a orar de modo altruísta , e não individualista em toda essa oração: ‘Pai nosso’, e não ‘meu Pai’, ‘venha a nós’ e não a ‘mim’; ‘o pão nosso’ e não ‘meu pão’; ‘nos dá hoje’, e não ‘me dá hoje’; ‘perdoa as nossas dívidas’, e não ‘as minhas dívidas’; ‘não nos deixeis cair’, e não ‘não me deixe cair’. A paternidade de Deus é a única base possível da fraternidade de todos os homens.

 

“.. santificado seja o teu nome;”

Jesus disse que o nome de Deus deve ser santificado. Para Barclay essa petição significa: "Que o nome de Deus seja tratado de maneira diferente de todos os outros nomes, que lhe seja dada uma posição absolutamente única entre todos os nomes." Quando dizemos "Santificado seja o teu nome", queremos significar "faze-nos capazes de dar a Ti o lugar único que Tua natureza e caráter merecem e exigem." A petição que elevamos a Deus é para que Ele nos capacite a lhe dar o lugar único que por sua natureza deve ocupar.

O salmista escreveu: “Santo e tremendo é o seu nome” (Salmos 111:9). A NVI diz: “Santo e temível é o seu nome”. “O nome de Deus deve ser temido, reverenciado, honrado e respeitado (Êxodo 20:7). Deus é santo (Is 6.3). Seu nome é exaltado em cima nos céus e em baixo na terra, acima de qualquer outro nome (Isaías 12.4).

A santificação do nome do Pai, não é de alguma coisa produzida pelo suplicante, ou seja, a santidade é intrínseca ao nome do Criador (v.9). Conforme o entendia a cultura judaica, o nome de Deus era inseparável da sua Pessoa (Êx 3.13,14; 20.7). Sendo santo, o nome do Pai,  cabe a quem se dirige a Ele, respeitá-lo. A santidade de Deus é manifesta através do crente que dá bom testemunho. É dever de todo o crente honrar como santo o nome do Senhor nosso Deus, não só de lábios, mas com sua vida santa. Deus é santo e Seus filhos devem ser santos também (1 Pedro 1:15, 16)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BOYER, Orlando. Espada Cortante. Volume 1. Rio de Janeiro: CPAD. 2009.

LIMA, Elinaldo Renovato de. As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

GEORGE, J. Orações Notáveis da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/leitura-biblica-diaria-cpad-31-de.html

 

domingo, 4 de janeiro de 2026

Mateus 17.5

Mateus 17.5 “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” 

 

“E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu.”

Quando Jesus transfigurou-se diante dos apóstolos: Pedro, Tiago e seu irmão João. Apareceram Moisés e Elias falando com ele. Lucas nos diz que Moisés e Elias falaram com Jesus "de sua partida que ia Jesus a cumprir em Jerusalém" (Lucas 9:31). Os apóstolos ficaram atônitos em ver a cena e ouvi-los conversando. Pedro ficou tão emocionado que quis fazer parte da conversa e se oferece para montar cabanas para os três. Enquanto ele ainda falava  eis que uma nuvem luminosa os cobriu”.

Todos os evangelistas fazem referência à nuvem luminosa que os cobriu. Essa nuvem era parte da história do Israel. Ao longo de toda a história a nuvem luminosa representava o shekinah, que não era outra coisa senão a glória de Deus Todo-poderoso. Vejamos essa nuvem na história de Israel. Em Êxodo lemos sobre a coluna de nuvens que guiaria o povo em seu caminho (Êxodo 13:21-22). Em uma nuvem o Senhor desceu para dar as tábuas da Lei a Moisés (Êxodo 34:5). Voltamo-nos a encontrar com esta nuvem misteriosa e cheia de luz na dedicação do templo do Salomão; “Tendo os sacerdotes saído do santuário, uma nuvem encheu a Casa do SENHOR” (1 Reis 8:10-11; ver também 2 Crônicas 5:13-14; 7;2). Ao longo de todo o Antigo Testamento aparece esta imagem da nuvem na qual estava a glória misteriosa de Deus.

 

“E da nuvem saiu uma voz que dizia:”

A nuvem se iluminou e se converteu em algo misterioso e saiu dela a voz da majestade divina que impôs o selo de aprovação de Deus sobre seu Filho Jesus. Como no Sinai, a voz divina fala desde a nuvem: “E disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando eu contigo, e para que também te creiam eternamente. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor” (Êxodo 19:9).

A voz transmitirá a mesma mensagem já notada cm Mateus 3:17, quando do batismo de Jesus: “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.”

 

“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo;”

A voz saiu de uma nuvem brilhante, símbolo da presença e glória divinas. Essa foi uma das três declarações de Deus sobre a divindade de Seu Filho (Mateus 3.17; João 12:28). Não significa o mais amado (superlativo), nem o único amado, mas amado em sentido especial, particular. Essa linguagem também é semelhante à descrição de Isaque, o filho amado da promessa, a quem Abraão foi chamado a sacrificar: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas” (Gênesis 22:2). Esta voz divina voz também confirma a confissão feita por Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16).

 

Cristo é o amado de Deus por causa do seu relacionamento sem igual com o Pai, da bem disposta obediência, perfeita submissão à morte na cruz e caráter inculpável. No seu ministério terrestre, enfrentava forças contrárias cada vez que firmava a resolução de ir à cruz. No batismo, expressou seu propósito de cumprir tudo quanto fosse necessário como Redentor do pecado (Mateus 3.15). Pouco antes da transfiguração anunciara a sua intenção ir a Jerusalém para enfrentar o sofrimento e a morte (Mateus 16.21-23). E, poucos dias antes de ser crucificado, repeliu a tentação de dizer: “Pai, salva-m e desta hora” (João 12.27,28).

A frase “em que me comprazo” não significa “com o qual eu me agrado” (NAA), e sim, “ em quem o meu prazer está” , ou seja, “aquele no qual o meu plano para a salvação da humanidade está centralizado”. A alusão se refere à profecia messiânica de Isaias 42:1: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios” (Isaías 42:1).

 

“... escutai-o.”

A palavras de Deus declaravam, em primeiro lugar, ser Jesus superior à Lei e aos profetas, porque era Filho de Deus; era, portanto, a autoridade máxima em todas as questões: “Escutai-o”, pois Moisés e Elias não tinham nada de novo para transmitir: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Hebreus 1:1-3).

Transmitia também mensagem especial aos apóstolos, admoestando-os a aceitarem tudo o que o Mestre ensinava, inclusive acerca da sua morte vindoura. Os discipulos bem podem ter pensado que o seu Mestre fosse isento da experiência da morte, como o fora Elias (2 Reis 2.11). Agora tinham de aprender que era só por meio da morte que Jesus poderia entrar em sua glória.

É como se o Pai lhes dissesse: “A Ele ouvi, mesmo quando diz que terá de sofrer e morrer”. A nós, também, cabe ouvi-lo. Lembramos o que Maria disse as serviçais no casamento em Caná “Fazei tudo quanto ele vos disser” (João 2.5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

1 João 4:19

1 João 4:19 “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro”.

 

“Nós o amamos porque ele nos amou primeiro”

Nosso amor não se origina em nós. Tem origem divina. O autor sagrado já havia demonstrado amplamente que Deus é a origem de todo o verdadeiro amor (1 João 3 :1 ,2 ,16 ,2 4 e 4 :7 ,8 ,16). Ele é a fonte do amor, Ele é amor. Isto significa que Deus é essencialmente amoroso em seu caráter, em suas palavras e em suas obras.

Não somos a fonte do amor, mas apenas seus instrumentos. O amor não brota em nós, ele passa por meio de nós. Somos o canal do amor de Deus. Quando amamos refletimos o amor de Deus. Nosso amor é o refluxo do fluxo do amor de Deus. Nosso amor por Deus é apenas  uma resposta e um reflexo do seu imenso amor por nós.  

Harvey Blaney está correto quando diz que o amor de Deus pelo homem não é uma reação ao nosso amor. A resposta é nossa. Nosso amor depende do seu amor e é o resultado desse amor.

O amor de Deus existiu primeiro; todo verdadeiro amor é uma resposta à Sua iniciativa. João repete a verdade afirmada anteriormente: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós” (1 João 4:10). O amor de Deus é anterior a qualquer tipo de amor do homem. O homem foi amado mesmo quando era inimigo de Deus: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios [...]Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6,8).

Até mesmo amados por Ele antes da fundação do mundo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:3-5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

BLANEY , Harvey. A primeira epístola de João. Em Comentário Bíblico Beacon. Vol. 10. 2005.

1 João 4:18

1 João 4:18 “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.”

 

“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor;

Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4:18). Os dois são incompatíveis, como água e óleo. Podemos amar e reverenciar a Deus simultaneamente (Hebreus 5:7), mas não podemos aproximar-nos dele com amor e esconder-nos dele com temor ao mesmo tempo (Rm 8:14, 15; 2 Tm 1:7).

Quando um marido e sua esposa estão verdadeiramente apaixonados um pelo outro, não há lugar para medo no relacionamento. Um jamais se aproveitará do outro, se ali houver amor verdadeiro. Quando um cônjuge trata mal o outro – física, emocional ou mentalmente – e afirma ter amor pelo outro, está mentindo. O amor não produz medo.

Amar implica confiar um no outro e tratar um ao outro da maneira certa. O perfeito e maduro amor por Deus nos deixa sem medo de comparecer perante ele no juízo final. Pelo contrário, ansiamos pela presença do Senhor em nossas vidas.

 

“...porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. “

A razão pela qual o perfeito amor não pode coexistir com o medo tem em si mesmo tem algo da natureza do castigo o que é completamente alheia aos perdoados filhos de Deus que O amam. Uma vez seguros de que somos “segundo ele é” (v.17), amados filhos de Deus,  deixamos de ter medo dele. É evidente, pois, que, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.

Quando amamos a Deus e sabemos que Deus nos ama, não há lugar para ter medo dele. Há um sentimento de temor e reverência por absoluto respeito a Deus. Nesse mesmo sentido, um filho pode amar os pais e ainda ter temor ou reverência a eles, sabendo que o disciplinarão quando fizer algo errado.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_04.pdf

1 João 4:17

1 João 4:17 “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo."

 

 “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança;”

Em 1 João 4:16, João novamente declarou: “Deus é amor”. Quando vivemos em amor, Deus vive em nós e nós vivemos nele. “Nisto se aperfeiçoa o amor conosco, para que tenhamos confiança no dia do juízo”. Todos que amam a Deus e estão se esforçando para viver como Jesus no mundo não precisam temer o julgamento. Devem olhar para o futuro com confiança.

Confiança, é uma palavra característica desta epístola. O autor já escreveu sobre a inabalável confiança que teremos por ocasião da vinda de Cristo, se permanecermos nele agora (1 João 2:28), e sobre a nossa presente confiança diante de Deus na oração (1 João 3:21, 22), confiança que, diz ele mais tarde, é uma certeza não só de acesso mas de sermos ouvidos e recebermos resposta. Aqui, porém, ele retorna ao futuro, ao dia do juízo que se seguirá ao retorno, do Senhor. Esse dia será dia de vergonha e terror para os ímpios, não, porém para os remidos de Deus.

 

“...  porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. “

A nossa confiança é sinal de que o nosso amor é aperfeiçoado. Baseia-se no fato de que, segundo ele é (isto é, Cristo), também nós somos neste mundo. Jesus é o amado Filho de Deus, em quem Ele se compraz; nós também somos filhos de Deus (1 João. 3:1) e objetos do Seu favor. Se Cristo chamou e chama Deus de “Pai”, nós também podemos chamá-lo assim. Somos “aceitos no amado” (Efésios 1:6); podemos compartilhar da Sua confiança para com Deus.

Quando sabemos disse e do nosso compromisso de viver para ele e ser como Jesus, qual deve ser a nossa confiança em relação ao juízo final? Devemos esperar ouvir do Senhor: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor” (Mateus 25:23).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_04.pdf