domingo, 4 de janeiro de 2026

João 1.18

João 1.18 “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”

 

“Deus nunca foi visto por alguém.”

Quando João disse que ninguém jamais viu a Deus, ele não contestou a possibilidade de pessoas terem testemunhada várias revelações de Deus, como suas aparições a Moisés (Números 12:8) e Isaías (Isaías 6:1–13). A palavra “Deus” é usada sem o artigo, dando ênfase à natureza ou essência de Deus e não só à sua pessoa. Segue-se, então, que ninguém jamais viu a essência de Deus. Deus, sendo Espírito puro, é invisível à visão física.

Nem Abraão, o “amigo de Deus” (Tiago 2.23), nem Moisés, “com quem o Senhor tratava face a face” (Deuteronômio 34.10), puderam ver a glória divina em sua plenitude. Quando Moisés pediu para ver a glória de Deus, este lhe disse: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Exodo 33.20). Em vez disto, foi-lhe dito que ficasse em uma fenda da rocha do Sinai enquanto a glória de Deus passava, e ali, Deus disse, “com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (Exodo 33.22).

 

“O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”

A glória, que nem Moisés pôde ver, agora foi apresentada a homens e mulheres através de Jesus: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9). Alguns textos gregos trazem “Filho unigênito”, enquanto outros têm “Deus unigênito”. Conforme indicado na RA, a evidência textual favorece a tradução “Deus unigênito”, isto é, o único que ocupa um relacionamento especial com o Pai.

A afirmação de que o unigénito está no seio do Pai pode nos lembrar de Lázaro no seio de Abraão, em Lucas 16.22, ou do discípulo amado em sua proximidade a Jesus na última ceia, em João 13.23. Nestas duas passagens a expressão denota um lugar de favor especial, ao lado da pessoa mais importante em um banquete: aqui o significado pode ser o mesmo, mas há também uma indicação do amor e compreensão mútuos a Pai e Filho e da dependência do Filho em relação ao Pai.

Somente alguém que conhece completamente o Pai pode torná-lo totalmente conhecido: “ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11:27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202110_02.pdf

Lição 2: O Deus Pai – 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11.27).

 

“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai,”

Este versículo é quase exatamente igual a Lucas 10.22. Cristo, sendo Deus, é igual, em poder e glória, ao Pai; mas como Mediador, Ele recebe o seu poder e a sua glória do Pai; Ele tem todo o julgamento sujeito a si. Ele está autorizado a estabelecer um novo concerto entre Deus e os homens, e a oferecer paz e felicidade ao mundo apóstata, nos termos que Ele julga adequados. Ele foi santificado e selado para ser o único plenipotenciário, para conciliar e estabelecer este grande relacionamento. Para isto, Ele tem “todo o poder no céu e na terra” (cap. 28.18); tem poder sobre toda carne (João 17.2); autoridade para todo o juízo (João 5.22,27).

Isto nos incentiva a ir a Cristo, pois só Ele está designado pelo Pai para nos receber, e nos dar aquilo que precisamos. Aquele que é o Senhor de todas as coisas lhe entregou tudo para que este objetivo seja alcançado. Todos os poderes, todos os tesouros, estão na sua mão. Observe que o Pai entregou todas as suas coisas nas mãos do Senhor Jesus; só temos que entregar as nossas coisas na sua mão, e o trabalho estará feito.

Deus fez de Jesus o grande Juiz, o bendito Arbitro, para estender a sua mão sobre nós; e o que nós devemos fazer é concordar com a referência, é sujeitar-nos à arbitragem do Senhor Jesus, para que esta infeliz controvérsia seja resolvida, e para que possamos receber a sua recompensa.

 

“... e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho,”

Jesus declarou que ninguém conhece o Filho, senão o Pai. Obviamente, Ele não está falando em um sentido relativo como, por exemplo, conhecer a Cristo para a salvação, mas sim em um sentido absoluto. Nenhum ser humano pode compreender plenamente o Cristo divino-humano. A união de duas naturezas em uma única Pessoa está além da nossa compreensão. Há profundidades na existência do Senhor que Seus seguidores não podem sondar.  Mas podemos acreditar nela.

E ninguém conhece o Pai, senão o Filho. Igualmente em um sentido absoluto. O pai só é plenamente conhecido pelo Filho. O Filho tinha estado no seio do Pai desde a eternidade; Ele era um membro do conselho de gabinete (João 1.18). Cristo estava com Ele, durante toda a eternidade passada (João 1.1), de modo que ninguém conhece o Pai, senão Ele.

O Pai conhece o Filho, e o Filho conhece o Pai, e ambos com perfeição (uma consciência mútua, podemos dizer, entre o Pai e o Filho),  Sempre há enganos entre os homens na conclusão de contratos e no rompimento de medidas adotadas, por causa da sua falta de compreensão entre si. Isso não acontece dentro da Trindade Divina.

 

“... e aquele a quem o Filho o quiser revelar”

Jesus afirma que ele é o único que pode revelar Deus aos homens. Pois, Ele é Deus revelado (João 1.18) e nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 2.9). Não podemos conhecer a Deus separadamente de Cristo.  João o expressou isso também de outra maneira quando nos diz que Jesus afirmou: "Quem me vê a mim vê o Pai" (João 14:9). O que diz Jesus é o seguinte: "Se querem ver como é Deus, se querem ver a mente de Deus, o coração de Deus, a natureza de Deus, se querem ver a atitude de Deus para com os homens olhem para Mim".

É através de Jesus, e somente através de Jesus que os homens chegam a conhecer o Pai conforme Ele é. Aqueles que desejarem conhecer a Deus, devem procurar a Jesus Cristo; pois a luz do conhecimento da glória de Deus brilha na face de Cristo (2 Coríntios 4.6). Nós somos impelidos a Cristo por toda a revelação que temos da vontade e do amor de Deus Pai, desde que Adão pecou; não existe uma relação confortável entre um Deus santo e um homem pecador, a não ser por meio de um Mediador (João 14.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

sábado, 3 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE JANEIRO DE 2026 (1 Pedro 1.2)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
3 DE JANEIRO DE 2026
A OBRA REDENTORA TRINITÁRIA: PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO 

1 Pedro 1.2 “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas. “

 

“Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, “

Os propósitos de Deus previstos desde a eternidade foram concretizados quando os Seus “eleitos” passaram a incluir todos que confessam a fé em Jesus, o Cristo. O corpo eleito de que consiste de todo aquele que escolheu considerar os céus como sua residência permanente, e que já virou as costas ao mundo.

Quando os autores inspirados do Novo Testamento escreveram sobre a “presciência” de Deus, o assunto era a Sua “presciência” em relação à salvação revelada no Filho. Trata-se da presciência a respeito do novo Israel, a Sua igreja. Pedro acreditava que era importante os cristãos, fossem pagãos ou judeus de nascença, entenderem que o Deus que Se revelara a Israel era o mesmo Deus que Se revelou em Jesus de Nazaré.

Ou seja, a igreja não era uma ideia de última hora de Deus. Ela sempre esteve na mente de Deus. Deus sabia de antemão e predeterminara que deveria existir uma igreja de Jesus Cristo, um povo escolhido que englobaria não só Israel, mas toda a humanidade.

 

“... em santificação do Espírito, “

A expressão em santificação do Espírito ou “em santidade de Espírito”, declara que os “eleitos” de Deus foram transformados em santos pela ação do Espírito. A mesma frase ocorre em 2 Tessalonicenses 2:13, onde certas traduções dizem “através da santificação pelo Espírito”.

O Espírito santifica o crente (Atos 2:38) e lhe ajuda a viver piedosamente. O crente é denominado “santo” no sentido de que a sua vida é um reflexo da própria santidade de Deus (1 Pedro 1:15, 16). Ele é santo porque foi separado pelo Espírito para ser um dos eleitos de Deus.

 

“... para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: “

A santificação concedida ao crente pelo Espírito Santo visa a sua obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo. Pedro estava lembrando seus leitores de que a santificação não é um ato passivo realizado no cristão. O próprio crente opta por seguir a vontade de Deus de modo que a vontade de Deus se torne a sua própria vontade.

Por um lado, Cristo santifica (1 Coríntios 1:30). Por outro lado, a santificação é um imperativo moral imposto ao crente. É um ato de obediência que deve ocorrer com perseverança até a vinda do Senhor: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12.14).

Afinal, Pedro está falando de um contínuo derramar que acompanha a perseverante obediência do que é santificado. Eis como João trata desse mesmo assunto: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1.7).

 

“Graça e paz vos sejam multiplicadas. “

O apóstolo começou a segunda carta com estas mesmas palavras em grego (2 Pedro 1:2). Paulo costumava usar as palavras “graça e paz” nos cumprimentos de suas cartas. Pedro acrescentou o desejo de que elas se multiplicassem a seus leitores.

Essas palavras eram muito mais do que uma formalidade. Pedro queria comunicar àqueles cristãos seus mais profundos desejos de que a graça e os dons gratuitos de Deus, juntamente com uma paz divina, fossem característicos em suas vidas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_02.pdf

 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Texto Áureo Lição 1: O mistério da Santíssima Trindade. Mateus 3.17

TEXTO ÁUREO 

“E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. (Mateus 3.17)

Lição 1 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

1 João 4.14

1 João 4.14 “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” 

 

“E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.”

Os apóstolos foram chamados para serem testemunhas de Cristo: “... e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1:8). Este versículo afirma a autoridade de uma testemunha ocular para esta epístola. No inicio desta epístola João escreveu: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:1-3).

As palavras de 1 João 1.3: “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros", aplicam-se tanto ao evangelho como à carta a que servem de introdução. De fato, como Dorothy Sayers costumava lembrar, “dos quatro evangelhos, o de João é o único que afirma ser o relato direto de uma testemunha ocular” acrescentando: “E qualquer pessoa acostumada a manusear documentos com criatividade percebe que a evidência interna confirma esta afirmação”.

Pedro também anunciou que ele e outros eram “testemunhas oculares de Sua majestade” (2 Pedro 1.16). A palavra traduzida por “testemunhas oculares” só ocorre neste versículo do Novo Testamento. Ele era uma testemunha ocular e não era a única. João estava também presente nessa experiência de Pedro no monte Santo (2 Pedro 1.18), a transfiguração de Jesus. Neste episódio o Pai corroborou a glória de Jesus, identificando-o como o Filho amado em quem se comprazia (2 Pedro 1.17). A transformação que eles viram e a voz que eles ouviram eram prova suficiente para testificar o fato a todos que o ouvissem: “porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (Atos 4:20).

O testemunho humano é acrescentado ao testemunho do Pai que disse aos dícipulos:Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o” (Mateus 17.5b). Sobre esse mesmo fato o Espírito Santo afirma que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o Salvador: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1 João 4:2). O Espírito de Deus nos leva a confessar que Jesus Cristo veio em carne a este mundo, isto é, é assim que um homem confessa a realidade da encarnação.

Jesus é o salvador de todo o mundo. Isso expressa o desejo de Deus que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Timóteo 2.3). Por isso “a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2.11). Segundo os termos neotestamentários, todos os homens são passiveis de redenção, mas isso através da fé e da confissão: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

1 João 4:10

1 João 4:10 “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”

 

“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós,”

O amor não começou com a nossa iniciativa de amar a Deus, e sim com Deus nos amando e enviando o seu Filho como sacrifício expiatório por nossos pecados. Diferente do amor humano que é condicional, o amor divino é superior, pois se manifesta de forma incondicional: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6-8).

A palavra grega usada para descrever o amor de Deus pelo homem é “ágape”. Esse tipo de amor é absolutamente singular, já que ele não depende da virtude do objeto a ser amado. O amor de Deus não consiste de palavras, mas de ação. O amor verdadeiro é provado pelo auto-sacrifício. Deus nos amou e enviou seu Filho. O Filho é a dádiva do Pai. Não foi a cruz que gerou o amor de Deus, mas foi o amor de Deus que produziu a cruz.

 

“... e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”

Cristo veio ao mundo para morrer em nosso lugar, ou seja, como propiciação pelos nossos pecados. A origem da propiciação está clara, é o amor de Deus. Deus deu o seu Filho para morrer pelos pecadores. Esse dom não foi apenas resultado do amor de Deus (João 3.16), nem somente prova e penhor dele (Romanos 8.32), mas a própria essência desse amor.

O fim principal do homem é glorificar a Deus e ter comunhão com ele. O problema supremo do homem, porém, é o pecado, pois este separa o homem de Deus.  O pecado é transgressão da lei de Deus e rebelião contra Deus. O pecado provoca a ira de Deus e precisa ser propiciado para sermos perdoados e aceitos por Deus.

Porém, mediante o sacrifício de Cristo essa comunhão que foi quebrada pelo pecado é restaurada. Jesus não é apenas o propiciador, ele é a propiciação. E por meio do seu sangue que somos purificados do pecado (1 João 1.7).

 Ele sofreu a morte que era a recompensa justa dos nossos pecados. E a eficácia de sua morte permanece para sempre.  John Stott escreveu: Cristo ainda é a propiciação, não porque em algum sentido ele continue a oferecer o seu sacrifício, mas porque o seu sacrifício único, uma vez oferecido, tem virtude eterna que é eficaz hoje nos que creem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

https://textoaureoebd.blogspot.com/2026/01/1-joao-49.html

1 João 4.9

1 João 4.9 “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” 

 

“Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco:”

O Deus que é amor (v.8) “nos amou” (v.10) e expressou o Seu amor enviando o Seu Filho ao mundo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). O amor de Deus foi manifestado, isto é, tornou-se claro, real e eficaz para conosco.

O amor não começou com a nossa iniciativa de amar a Deus, e sim com Deus nos amando: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós [...]” (1 João  4.10). Diferente do amor humano que é condicional, o amor divino é superior, pois se manifesta de forma incondicional: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

A palavra grega usada para descrever o amor de Deus pelo homem é “ágape”. Esse tipo de amor é absolutamente singular, já que ele não depende da virtude do objeto a ser amado. O amor de Deus não consiste de palavras, mas de ação. O amor verdadeiro é provado pelo auto-sacrifício. Deus nos amou e enviou seu Filho. O Filho é a dádiva do Pai. Não foi a cruz que gerou o amor de Deus, mas foi o amor de Deus que produziu a cruz.

 

“... que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.”

John Stott diz que a vinda de Cristo é uma revelação concreta e histórica do amor de Deus, pois o amor (agapé) é sacrifício próprio, a procura do bem positivo de outrem à custa do seu próprio bem, e maior dádiva de si do que a dádiva que Deus fez do Seu Filho nunca houve, nem poderia haver.

Deus, além de enviar o Seu Filho, enviou o Seu Filho unigênito. Cristo é o único Filho nascido no sentido de que não tem irmãos (Hebreus. 11:17). O termo grego “monogenes” pode indicar “único gerado”, ou seja,  o único Filho da sua espécie, nós somos seus filhos por adoção. Isso demonstra a natureza ímpar de Cristo que foi feito único Salvador e Mediador. Ele é ímpar, como impar é a sua dádiva aos homens, pois eles chegam a participar de sua própria natureza.

Ele foi enviado em favor de todo o mundo (João 3.16). Não somente dos que aceitaram a fé, mas a todos os habitantes desta esfera terrestre.  E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 João 2:2).

O propósito de Deus em nos enviar seu Filho unigênito além de realizar através dele a expiação dos nossos pecados foi também para vivermos por meio dele. A vida humana é reputada não como verdadeira vida, mas como mera existência, até que Cristo seja formado nos nossos corações. Através da fé em Cristo recebemos a vida eterna (João 14:6). Essa vida começa aqui e agora. Quem partilha da comunhão com Cristo além de Cristo viver nele, também vive por Cristo: “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim” (João 6.57).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/01/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 2 DE JANEIRO DE 2026 (Efésios 4:4-6)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
2 DE JANEIRO DE 2026
UM SÓ ESPÍRITO, UM SÓ SENHOR, UM SÓ DEUS

Efésios 4:4-6 “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.”

 

“Há um só corpo e um só Espírito,”

Há um só corpo  significa o corpo de Cristo, a igreja. Deus fez de Cristo a cabeça da igreja, “a qual é o Seu corpo” (1:22, 23). Ele fez de judeus e gentios “um novo homem” e reconciliou ambos em “um só corpo” consigo por intermédio da cruz (2:15, 16). Os convertidos passam a ser “co-herdeiros, membros do mesmo corpo” (3:6) e Paulo ilustrou que o corpo de Cristo é edificado, à medida que cada membro faz a sua parte (4:12, 16). Também lemos que Cristo é o “Salvador do corpo” (5:23).

O “um Espírito” é o Espírito Santo que tornou conhecido, por revelação, o eterno propósito de Deus (1 Coríntios 2:13; Efésios 3:1–10). O Espírito dá vida ao corpo de Cristo (2 Coríntios 3:6). Assim como o corpo humano é dinamizado pelo espírito humano, o corpo de Cristo é dinamizado pelo Espírito de Cristo. Ele também habita na igreja (1 Coríntios 3:16) e vive no cristão (1 Coríntios 6:19).

Este corpo espiritual, que é a Igreja, é constituído por muitos membros que se movem no corpo de Cristo, e esse movimento é a vida operada pelo Espírito Santo na obra da regeneração (2 Coríntios 5.17). Portanto, só farão parte desse corpo, aqueles que foram regenerados, isto é, que receberam uma nova vida: (Romanos 8.9,11; 1 Coríntios 12.13).

 

“... como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;”

A seguir, lemos: “como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação”. Paulo orou para que os efésios tivessem seus olhos iluminados para “saberem qual é a esperança do seu chamamento”(1.18). Em 4:1 ele insistiu para que “andassem de modo digno da vocação a que foram chamados”. Na primeira passagem, a ênfase estava naquele que chamou, ao passo que na segunda referência estava no chamamento em si. Aqui fala dos indivíduos que são chamados. Fomos chamados pelo evangelho; e quando respondemos da forma correta, tornamo-nos “os chamados”.

Antes estávamos separados de Cristo e sem esperança, porém, quando nos tornamos cristãos, ouvimos o chamado e passamos a ter esperança em Cristo (1:12; 2:12). “Esperança” significa o “desejo por algo bom com a expectativa de obtêlo”.

Temos, assim, a esperança que vem de Deus. Nossa esperança repousa nas promessas divinas. Temos esperança na salvação; esperamos pela ressurreição dos mortos; esperamos em Cristo; vivemos na esperança da vida eterna; esperamos pela segunda vinda de Cristo; esperamos ser como Cristo quando Ele voltar e temos a esperança do céu. Todas essas formas de esperança fazem parte da “esperança da vossa vocação”, a “uma só” esperança.

 

“Um só Senhor,”

Quem é o senhor do corpo senão a cabeça que o comanda? Assim, Cristo é o Senhor da Igreja (1 Coríntios 12.3; 8.6; Filipenses 2.11). Na afirmação de que há "um só Senhor" encontramos a segunda Pessoa da Trindade, que é Jesus Cristo. “Senhor” era um dos títulos favoritos de Paulo para Cristo. Apesar de Deus ser chamado Senhor no Antigo Testamento, no novo Testamento ele manifestou o seu Filho e o fez Senhor de todos: “Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (Atos 2:36).

O título “Senhor” exprimia autoridade, como a de um proprietário de terra, o poder de um senhor sobre o escravo ou o governo de um rei sobre um reino. Sendo o único Senhor, Jesus tem toda a autoridade (Mateus 28:18). Em Efésios 1:22, quando Paulo disse que Jesus é “o cabeça sobre todas as coisas” para a igreja, ele estava se referindo à autoridade de Cristo.

Senhor” também exprime propriedade. Jesus nos possui, pois Ele nos redimiu (1:7) e comprou a igreja com Seu sangue (Atos 20:28). Porque fomos comprados com um preço, já não pertencemos a nós mesmos (1 Coríntios 6:19, 20).

Considerando que o crente vive sob a autoridade de Cristo e pertence a Cristo ele tem o compromisso de obedecer a Ele em todas as coisas. Ele é nosso único Senhor. Quando uma igreja local perde o senhorio de Cristo, certamente outro "senhor" usurpou o lugar dEle. Não se pode servir a dois senhores.

 

“... uma só fé,

“Uma só fé” é uma referência a todo o conjunto de verdades adotadas pelo cristão e uma referência ao cristianismo em si. Esse tipo não é a fé denominacional, mas a fé que produz a vida cristã. É “a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas 3), a fé a que muitos obedeceram (Atos 6:7). Esta fé que Paulo pregou é a que alimenta os crentes (Gálatas 1:23; 1 Timóteo 4:6). É a fé da qual alguns caem, a fé que podemos negar e a fé da qual podemos nos desviar (1 Timóteo 4:1; 5:8; 6:10, 21).

A Bíblia apresenta distintamente vários tipos de fé, como seja: fé para salvação (Romanos 10.9,10; Efésios 2.8); fé como fruto do Espírito (Gálatas 5.22); fé como dom do Espírito (1 Coríntios 12.9); e fé como crença ou aquilo que diz respeito ao que cremos (Gálatas 1.23; 1 Timóteo 3.9; 4.1; 2 Timóteo 6.7). Este último tipo de fé (crença) é o tipo a que se refere o apóstolo Paulo. Existe “uma só fé” porque há um só cristianismo, um só conjunto de verdades para a igreja e uma só revelação de Deus aos seres humanos nos dias atuais.

 

“... um só batismo;”

Quando Paulo fala de "um só batismo", não está anulando os outros batismos dos quais a Bíblia fala e ensina. Os antipentecostais usam a expressão "um só batismo" para combater a doutrina do batismo com o Espírito Santo, mas isto fazem sem nenhum apoio das Escrituras, porque o autor da carta aos Hebreus fala da "doutrina dos batismos" (6.2). O batismo com o Espírito Santo é outro batismo;

Entretanto, entendemos sim, que há um só “batismo de arrependimento”. É esse batismo que Paulo apresenta como requisito para se entrar na comunidade cristã. Desse tipo só pode haver  um. O batismo é o símbolo exterior da obra de regeneração operada pelo Espírito Santo no coração do pecador. Batizar significa mergulhar, e quando alguém recebe Jesus, confessa isso publicamente através do batismo. O batismo que é válido hoje – é uma imersão ou sepultamento em água, segundo Romanos 6:4 e Colossenses 2:12.

O propósito quádruplo desse único batismo é ser salvo (Marcos 16:16; 1 Pedro 3:21), obter perdão dos pecados (Atos 2:38), ser acrescentado à igreja de Jesus Cristo (1 Coríntios 12:13) e estar em Cristo (Romanos 6:3; Gálatas 3:27).

 

“Um só Deus e Pai de todos,”

A primeira pessoa da Trindade é apresentada aqui sem a preocupação de colocá-la dentro de uma ordem. Deus Pai revela-se uma unidade composta de Pai, Filho e Espírito Santo. Não são três deuses, mas um só Deus em três Pessoas. Na afirmação de que há "um só Deus", vemos todo o absolutismo divino. Deus é absoluto, isto é, Ele é e não permite que outro seja: “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Isaías 45.22).

Deus é Pai, e isto reveste-se de um significado familiar. Sua paternidade relaciona-se com os crentes em Cristo Jesus, os quais se tornaram "filhos de Deus" por adoção (João 1.12; Efésios 1.5). Por meio de Cristo Ele tornou-se o Pai dos cristãos porque todos que estão em Cristo são Seus filhos (Romanos 8:16, 17; Gálatas 3:26, 27).

 

“...o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.”

"o qual é sobre todos", e indica a transcendência e a soberania ou supremacia de Deus. Ele está acima de tudo e de todos. Esta frase implica também o domínio de Deus. Não importa o que as aparências indiquem, Deus tem o controle. Pode haver dilúvios, mas “o SENHOR preside aos dilúvios” (Salmo 29:10). Não há nada que esteja fora do domínio de Deus.

Deus está por todos e em todos. Nesta frase está implícita a providência de Deus. Deus não criou o mundo para abandoná-lo à sua própria sorte, como o homem que pode dar corda a um brinquedo e deixá-lo que ande sozinho; Deus está com tudo seu mundo, guiando, dirigindo, sustentando, mantendo e amando. Em tudo e através de toda a providência de Deus se mostra ativa, eficaz e poderosa. Ele está em todos; esta frase implica a presença de Deus.

Finalmente, o terceiro aspecto se vê quando diz: "está em todos", expressão que fala da habitação do Espírito Santo dentro dos crentes, dinamizando-os com sua presença contínua. Ele está presente entre o Seu povo e jamais Se ausentará. Deus habita em nós e está conosco: O Senhor dos Exércitos está conosco” (Salmo 46.7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201307_04.pdf

BARCLAY, Willian. The Letter to the Ephesians Tradução: Carlos Biagini O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay.

 

 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 1 DE JANEIRO DE 2026 (2 Coríntios 13.13)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
1 DE JANEIRO DE 2026
A BÊNÇÃO APOSTÓLICA E A COMUNHÃO TRINITÁRIA

2 Coríntios 13.13 “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. “

Paulo conclui sua segunda epístola aos coríntios com uma benção trinitária. Essa benção se tornou padrão na maioria das igrejas pentecostais. Embora Paulo expresse em outras passagens a obra da redenção sob uma perspectiva trina (Romanos 5 .1 -8; 1 Coríntios 1 2.4- 6; Efésios 1 .3 -1 4; 4 .3 -6), somente aqui encon­tramos esta perspectiva em uma bênção.

Este versículo concorda notavelmente e condensa o entendimento que Paulo tem da salvação de Deus em Cristo. Gordon Fee o chama de "o momento teológico mais profundo no corpo Paulino”.

 

“A graça do Senhor Jesus Cristo, “

A "graça do Senhor Jesus Cristo" expressa o favor imerecido de Deus por nós e é visto na morte de Cristo, que remove a inimizade entre nós e Deus por causa do pecado, nos reconcilia com Ele, e nos concede o direito de estarmos em sua presença (Romanos 5.9-11; 2 Coríntios 5.16-6.1). Foi através da morte de Cristo que a “graça” alcançou a humanidade.

Em 2 Coríntios 8:9, Paulo escreveu: “conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tomásseis ricos”. Esta é a natureza da graça de nosso Senhor Jesus Cristo que Paulo invoca sobre seus leitores, graça totalmente imerecida e, no entanto, maravilhosamente generosa e espantosamente voltada para o bem-estar de seres humanos pecadores.

 

“... e o amor de Deus, ”

O amor de Deus, ou seja, Seu amor pelas pessoas, é a constante da vida. O amor de Deus abre o caminho para todas as bênçãos espirituais. Ele é o tema de maior importância na teologia de Paulo. Esse amor ficou superlativamente demonstrado quando Deus providenciou a grande reconciliação efetuada por Cristo, e nela se envolveu, de tal modo que os seres humanos pudessem viver em paz com Ele (Romanos 5:6-8; 2 Coríntios 5:18-21), para que nós que cremos não pereçamos, mas tenhamos a vida eterna (João 3-16; Romanos 5.1,7,8). Esta é a natureza do amor de Deus, que Paulo invoca sobre os seus leitores.

Convém que a graça seja associada ao nome de Cristo e o amor ao nome de Deus, mas Paulo provavelmente não fazia distinção entre esses dois elementos. Ele não hesitou em falar do amor de Cristo (Romanos 8:35) ou do amor de Deus. Em certo sentido, tanto a graça quanto o amor fluem igualmente de Deus Filho e de Deus Pai.

 

“... e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. “

A “comunhão do Espírito Santo”. A palavra comunhão é tradução de koinõnia, que significa essencialmente “participação”. A expressão comunhão do Espírito Santo pode ser interpretada como sendo nossa participação do Espírito Santo; nesse caso, Espírito Santo é a Pessoa da qual os cristãos participam da comunhão com o Pai e com o Filho.

Pode-se também entender que essa expressão significa comunhão criada pelo Espírito Santo que abrange a comunhão uns com os outros e também todas as bênçãos do Espírito (1 João 1.3,7). É igualmente experienciada pelos dons do Espírito expressados no amor mútuo (1 Coríntios 13).

Paulo queria ver essa comunhão restaurada entre os crentes coríntios. Este relacionamento maravilhoso, ainda é acessível a todos os crentes, um relacionamento com o nosso Deus Trino e entre uns com os outros.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202109_03.pdf