quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Filipenses 2:13

Filipenses 2:13 “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.”

 

“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar,”

A expressão “opera em vós” identifica que essa obra é exclusiva de Deus. É Ele quem opera, quem realiza, quem efetua “tanto o querer como o efetuar”. Essa declaração descreve um propósito de Deus para com os cristãos. Ele efetua nos crentes o querer, a vontade de obedecer e desenvolver a salvação.

O verbo grego traduzido por “efetua” (energein) deu origem à palavra “energia” e “energizar” e ocorre duas vezes no versículo 13. Em ambas as ocorrências esse verbo é traduzido por sinônimos: “efetuar” e “realizar”. Deus nos “energiza”. Para que Ele nos “energiza”? Para trabalharmos para Ele, precisamos de pelo menos duas coisas: o desejo de trabalhar para Ele e a capacidade de trabalhar para Ele. O texto declara que Ele nos ajuda nessas duas coisas: Ele “efetua” em nós “tanto o querer como o realizar”. Uma possível tradução seria: “Deus está operando em vocês para torná-los dispostos e aptos a obedecer-Lhe”.

O “efetuar” ou “o realizar” implica a capacidade que Ele dá para fazer sua obra. Deus não nos dá trabalhos para serem feitos e depois vai embora, nos deixando lutar sozinhos para realizá-los. Ele permanece conosco. Nunca estamos sozinhos enquanto servimos a Ele (Mateus 28:20).

 

“... segundo a sua boa vontade.”

Deus manifesta seu poder divino na vida do crente de acordo com “a sua boa vontade”. A “boa vontade de Deus” diz respeito à “concretização de seus propósitos soberanos e graciosos para com os homens. A boa vontade de Deus não é um capricho arbitrário de um soberano, mas representa aquilo que, na sabedoria e no amor de Deus, mais contribuiria para o bem-estar e a bênção dos santos.

A palavra grega traduzida como boa vontade é eudokia e significa “deleite, boa vontade, favor”; então “bom prazer, propósito, vontade” (Efésios 1: 5; 2 Tessalonicenses 1:11). Aqui significa aquilo que seria agradável para ele; e a idéia é que ele exerça tal influência que leve as pessoas à vontade e faça o que está de acordo com sua vontade.

O objetivo final ou propósito de nossas vidas deve ser cumprir "a Sua boa vontade”. Nossas vidas devem ser vividas para a maior glória de Deus e não para nossos próprios desejos egoístas. Qualquer impulso que nós sentimos qualquer boa vontade para com a obra, isso é Deus operando em nós, tanto para querer quanto para realizar. Conforme nos aproximamos de Deus a sua vontade fica cada vez mais clara para nós. Quando nosso corpo é consagrado e nossa mente é transformada, nosso culto torna-se racional e experimentamos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_09.pdf

BARNES, Albert. Notes on the Old & New Testaments. Baker Book House, 1983.

Efésios 6.7

Efésios 6.7 “Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens.”

 

“Servindo de boa vontade como ao Senhor,”

Aqui Paulo especifica que a motivação para servir a um senhor humano deve ser como servir ao Senhor Jesus: “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). Em outras palavras, o escravo deve servir ao senhor humano como uma espécie de serviço prestado ao próprio Senhor Jesus. Essa é a essência da submissão da esposa ao marido, dos filhos aos pais e dos empregados aos patrões. Eles devem obedecer porque são servos de Cristo. Eles devem ser leais aos patrões por causa do compromisso que têm com o senhorio de Cristo.

Por mais humilde que seja a posição que tenhamos diante dos homens devemos servi-los "de boa vontade", pois estamos servindo ao Senhor! “Boa vontade” traduz (eunoias) e significa servir com “entusiasmo, zelo”. O incentivo para fazer isso se encontra no versículo seguinte, no fato de que qualquer bem que o escravo fizer para o seu senhor humano, se feito como se fosse para Cristo, será recompensado: “Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre” (v.8).

 

“... e não como aos homens.”

Se o objetivo dos empregados é agradar a homens, servirão apenas naquilo que é visto pelos homens. O ideal do cristão para seu trabalho diário, seja ou não visto pelos homens, é que esse trabalho seja aceito como a vontade de Deus, na qual pode se regozijar, e que não seja feito por constrangimento ou descuidadamente, mas porque é Sua vontade: “Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” (v.6).

Os empregados cristãos são servos não meramente de homens, mas de Cristo. Eles devem realizar seus trabalhos lembrando que Deus os observa e que devemos lhe agradar. Por isso o apóstolo reitera que todo serviço deve ser feito como ao Senhor, e não como a homens. Barclay diz que “A convicção do trabalhador cristão é de que cada uma das peças de trabalho que produz deve ser bem executada, como para mostrar a Deus”.

Em todas as coisas o espírito com que é feito o trabalho é o que importa e não simplesmente o produto final tal como o homem o vê tudo o que se faz, deve ser feito de coração e de boa vontade. O problema com que o mundo se deparou sempre e com aquele que hoje em dia se depara agudamente não é fundamentalmente um problema econômico, mas um problema religioso. Não basta melhorar a s condições do trabalho ou ajustar salário. O único segredo para realizar um bom trabalho é fazê-lo para Deus. Só quando o homem toma todo seu trabalho e o mostra a Deus é quando chega a realizá-lo bem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201308_10.pdf

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios, 3a Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

LOPES, Hernandes DiasEfésios: igreja, a noiva gloriosa de Cristo. São Paulo: Hagnos, 2009.

FOULKES, Francis. Efésios: introdução e comentário. Tradução: Márcio Loureiro Redondo. 3 ed. São Paulo: Vida Nova/Mundo Cristão, 1984. (Série Cultura Bíblica, n.10).

BARCLAY, Willian. The Letter to the Ephesians Tradução: Carlos Biagini O NOVO TESTAMENTO.

TEXTO ÁUREO Lição 8: Emoções e sentimentos — A batalha do equilíbrio int...


 TEXTO ÁUREO

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.7). 

Lição 8 - Lições Bíblicas Adultos 4º Trimestre 2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE NOVEMBRO DE 2025 (Números 16:15)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE NOVEMBRO DE 2025
MOISÉS, EMBORA MUITO MANSO, TEVE MOMENTOS DE IRA 

Números 16:15 “Então Moisés irou-se muito, e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.”

 

“Então Moisés irou-se muito,”

Datã e Abirão, como Coré, também se opuseram à autoridade de Moisés e alegaram que ele procurava assenhorar-se deles. Mandou Moisés chamar a Datã e a Abirão. A ofensa deles era grave; eles receberam ordens para se apresentarem a Moisés e responderem por suas ações. Datã e Abirão desconsideraram a convocação de Moisés, dizendo: “Não subiremos” (v.12). Acusaram Moisés de não cumprir a promessa de levar Israel para uma terra que mana leite e mel e de não lhes dar os campos e vinhas em herança. E recusaram o pedido de Moisés, novamente dizendo: “Pois não subiremos!” (v.14).

Moisés reagiu à sua dupla resposta desdenhosa ficando muito irado, pois ela expressava o desprezo que eles tinham pelo plano de Deus. Era a espécie de incredulidade que condenara a nação a morrer no deserto: “Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! Ou quem dera tivéssemos morrido neste deserto!” (Números 14:2). Roy Gane observou que: “Esse é o único lugar onde o Pentateuco diz que Moisés estava ‘muito irado”.

Moisés era conhecido como o homem mais manso da terra: “E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Números 12:3). Mesmo assim diante da afronta dos seus perseguidores ele se irou. A Bíblia nos orienta a irar e não pecar (Efésios 4.26). Esse versículo não está nos autorizando a irar. Ira é uma obra da carne (Gálatas 5.22). Mas ele admite que quando chegamos ao limite poderemos sim se irar. Mas mesmo diante da ira não devemos reagir por ela: “Pois a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1.20).

 

“... e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.”

Moisés rogou a Yahweh que não aceitasse os sacrifícios deles, por serem, por assim dizer, indivíduos imundos, que não podiam aproximar-se do tabernáculo. Jarchi afirmou que o pedido era de que nenhuma das oferendas deles fosse aceita, supondo que alguns deles tivessem estado envolvidos nas oferendas diárias do culto, no tabernáculo.

Ele orou: Nem um só jumento levei deles e a nenhum deles fiz mal. Essa declaração provavelmente visava asseverar que ele era inocente de qualquer delito nessa questão; ele não tinha provocado a rebelião por mau comportamento.

A semelhança de Neemias, Moisés, embora fosse um líder absoluto, nunca tinha exigido que o povo contribuísse para enriquecê-lo (Neemias 5.17-19). Moisés era o líder absoluto de Israel, o mediador entre Yahweh e o povo de Israel, mas de modo algum foi um tirano. Um tirano teria mandado executar há muito tempo aqueles rebeldes; mas Moisés não lhes fizera mal algum. Yahweh, porém, não haveria demostrar-se tão ameno com eles, conforme a narrativa logo nos haverá de mostrar. Foi com esse argumento que Moisés vindicou a si mesmo: não tinha sido um opressor, conforme costuma suceder à maioria do governantes, nem em um sentido econômico nem no tocante à integridade física de seus adversários.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201708_02.pdf

 

terça-feira, 18 de novembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE NOVEMBRO DE 2025 (Gênesis 4:21)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

18 DE NOVEMBRO DE 2025
A MÚSICA É UMA DAS FORMAS DE EXPRESSÃO EMOCIONAL 

Gênesis 4:21“E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão.”

 

“E o nome do seu irmão era Jubal;”

Jubal era o segundo filho de Lameque, descendente de Caim. O nome do seu irmão mais velho era Jabal. Sua mãe chama-se Ada. Seu pai Lameque foi o primeiro polígamo da bíblia. Essa atitude, obviamente, era um distanciamento da vontade de Deus expressa na criação: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (2:24).

Ele também foi o primeiro a cometer um duplo assassinato: “E disse lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou. Sete vezes se tomará vingança de Caim, de lameque, porém, setenta vezes sete” (v.23, 24).

 

“... este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão.”

Jubal, é descrito como o pai de todos os que tocam harpa e flauta. “Harpa” aqui é o instrumento primitivo também denominado “lira”. A “lira” era um instrumento de cordas tocado com as mãos: “Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor” (1 Samuel 16:23). O “órgão” refere-=se a “flauta” provavelmente era um instrumento de sopro, sendo mencionada apenas algumas vezes no Antigo Testamento, geralmente relacionada com a “harpa”, ou seja, “lira”: “Cantam, acompanhando a música do tamborim e da harpa; alegram-se ao som da flauta” (Jó 21:12 NVI).

E possível que ele tenha sido o inventor desses instrumentos musicais. Fica claro, a partir das palavras de Labão, sogro de Jacó a ele: “Por que fugiste ocultamente, e lograste-me, e não me fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria, e com cânticos, e com tamboril e com harpa?” (Genesis 31,27), que instrumentos de vários tipos eram de uso comum, há muito tempo, entre os povos antigos que viviam além do Eufrates e que deram origem à nação hebraica. Com sua música instrumental, esses povos combinavam o canto e as danças.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201507_04.pdf

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

 

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Provérbios 31:13

Provérbios 31:13 “Busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com suas mãos.”

 

“Busca lã e linho,”

A mulher virtuosa vai à feira, compra lã e linho da mão dos mercadores, para depois fiar e tecer esses elementos, e com eles fabricar as roupas de casa. O linho e a lã eram, em geral, de propriedade doméstica; o linho era semeado no campo e depois colhido e, à custa de um processo moroso e muito trabalhoso, posto em condições de ser fiado na roca e no fuso, para então ir ao tecelão também caseiro, para o preparo dos tecidos: Estende as suas mãos ao fuso, e suas mãos pegam na roca” (v.19).  

A lã era oferecida pelas ovelhas e pelos carneiros domésticos, e quase todos os hebreus possuíam as suas granjas, onde criavam esses animais. Ela serve para proteger do frio: “Não teme a neve na sua casa, porque toda a sua família está vestida de escarlata” (v.21).

 

“... e trabalha de boa vontade com suas mãos.”

Apesar de ser responsável pela casa: “Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa, e distribuir a tarefa das servas” (v.15), ela trabalha. Ela não trabalha duro apenas com as mãos, mas com a cabeça também: “examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos” (v.16). Está sempre aprendendo coisas novas, sempre investindo um pouco mais em suas habilidades. E ela não precisa que ninguém lhe mande fazer isso. Ela trabalha duro porque quer. Para ela, não é um fardo aprender uma nova língua, aprender a cozinhar, ou aprender um novo trabalho.

O que é surpreendente sobre essa descrição é o fato de contradizer tão vigorosamente a opinião de alguns cristãos de que uma boa esposa deve ficar em casa, ter bebês e se ocupar do trabalho de casa. Provérbios 31 nos mostra uma mulher do Antigo Testamento que é, na verdade, uma mulher de negócios, que usava ao máximo os seus talentos e as suas capacidades, e realizava o mesmo tipo de tarefas que os homens daquela sociedade realizavam.

“A mulher virtuosa” do Antigo Testamento não é a mulher silenciosa e subserviente que tantos cristãos imaginam, mas uma mulher decidida e realizada, cujo sucesso a revestiu “de força e glória” e que se sabe que fala “com sabedoria”, pois “a lei da beneficência está na sua língua (v.26).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no Livro de Provérbios - princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.

RICHARDS, Lawrence. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

CARDOSO, Cristiane. A mulher V : Moderna, à moda antiga / Cristiane Cardoso. - Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2013.

João 6:38

João 6:38 “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.”

 

“Porque eu desci do céu,”

A idéia de que o Filho, que desce do céu, é um pensamento freqüente neste capitulo, conforme se pode averiguar nas seguintes referências: Vs. 33, 38, 41, 50, 51 e 58. A preexistência de Cristo é aqui ensinada, juntam ente com a autoridade nisso subentendida e a união com o Pai: a autoridade de Jesus é celestial, pois esse foi o seu lar anterior. Ele veio do céu para cuidar dos negócios do seu Pai.

Ele nos trouxe a mensagem celestial, exibindo ante os homens os desígnios do céu que visam a redenção do homem. Tudo isso foi dito por Jesus a fim de autenticar a sua mensagem e missão.

 

“... não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.”

Jesus também enfatiza a sua submissão ao Pai; ele procura fazer unicamente a vontade daquele que o enviou. A execução da vontade do Pai foi à comida e a bebida do Filho durante toda sua vida: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (João 4.34).

Não como se a vontade de Cristo fosse contrária à vontade do Pai, assim como, em nós, a carne é contrária ao espírito, mas Cristo possuía como homem, as emoções naturais e inocentes da natureza humana, os sentimentos de dor e prazer, uma inclinação para a vida, uma aversão à morte.

Ainda assim, Ele satisfazia não a si mesmo, não deliberava com estes, nem os consultava, quando estava para dar continuidade à sua missão, mas se submetia à vontade de seu Pai. Considerando esse fato, Ele realmente não levava em consideração sua própria vontade, mas o Senhor era, nesse sentido, guiado pela vontade de seu Pai: “porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou” (João 5.30).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/05/joao-530.html

1 Coríntios 7:37

1 Coríntios 7:37 “Todavia o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas com poder sobre a sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem.”

 

“Todavia o que está firme em seu coração, não tendo necessidade,”

Paulo lembra aos casados que a crise presente não os habilita a mudar o seu estado civil pelo divórcio, nem os solteiros (os viúvos) devem buscar um cônjuge: “Estás ligado à mulher? Não busques separar-te. Estás livre de mulher? Não busques mulher” (v.27). Ele reafirma a sua preferência de que a virgem não seja dada em casamento: “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu” (v.8).

Paulo não é contra o casamento. É um estado santo: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula” (Hebreus 13.4). Mas ele sabe que sob as atuais circunstâncias o casamento traria “tribulações” (pressões, circunstâncias difíceis causadas provavelmente pela perseguição), por isso queria com este conselho poupá-los de muita dificuldade (v.28). Seria mais fácil suportarem qualquer circunstância que viesse, se ao mesmo tempo não tivessem de cuidar de um marido ou de uma esposa. Cuidadosamente ele aconselha as condições de seguir esse procedimento.

Um homem inclinado para o celibato “que não possui necessidade”, ou seja, impulso sexual ou pressões na sociedade em geral (como a de um contrato matrimonial) poderia mostrar-se “firme em seu coração” acerca do seu voto, formal ou informalmente feito, de permanecer no celibato. Se seu íntimo é que tomou tal decisão, não deve sujeitar-se a pressões de qualquer natureza. Ele não deve pensar que está agindo “sem decoro”.

 

“... mas com poder sobre a sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem.”

Nesse caso, o homem que prefere permanecer celibatário tem o dom do celibato. Se ele é capaz de controlar-se, de dominar os seus desejos e possui domínio sobre a sua própria vontade. Domínio é exousia, “ autoridade” , “ direito” “domínio”, de sorte que domínio sobre o seu próprio arbítrio significa, “ o direito de levar a efeito o seu próprio propósito” o que significa como é óbvio, alguém que controla as suas paixões ou alguém que mantém seu desejo sob controle.

Paulo se referia à própria virgindade dele, isto é, o seu estado virginal, embora o estado virginal de sua noiva também pode estar em pauta. Ambas representam traduções possíveis. Todavia, seria estranho a aprovação de um contrato não cumprido ter louvor, pois o apóstolo afirma que tal homem faria bem e estaria agindo com nobreza em sua firme resolução de permanecer no celibato.

Muitos questionam se Paulo alguma vez foi casado. Porém, visto que ele deu seu voto pelo martírio de Estevão e outros (Atos 26.10), isto significaria que era membro do Sinédrio, o qual exigia que seus membros fossem casados (Livro judaico dos porquês). Muitos acreditam que a esposa de Paulo morreu e ele era viúvo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

HORTON, Stanley. I e II Corintios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

KOLATCH, Alfred J. Livro judaico dos porquês. São Paulo: Sefer, 1996.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 17 DE NOVEMBRO DE 2025 (Lucas 10:21)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
17 DE NOVEMBRO DE 2025
JESUS SE ALEGROU NO ESPÍRITO

Lucas 10:21 “Naquela mesma hora se alegrou Jesus em espírito, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.”

 

“Naquela mesma hora se alegrou Jesus em espírito,”

Lucas inseriu essa oração no contexto dos setenta discípulos que retornavam de uma comissão limitada (Lucas 10:17, 21, 22). Já em Mateus essa oração de Jesus foi proferida para ser ouvida pela multidão (Mateus 11:25–27). Esta foi uma das ocasiões em que o contentamento encheu o coração do Homem de Dores e Ele se alegrou no Espírito Santo. Naquela hora em que viu Satanás cair, e ouviu do bom sucesso de seus ministros, Ele se alegrou.

Note que nada alegra tanto o coração do Senhor Jesus quanto o progresso do Evangelho, e o fracasso de Satanás, através da conversão das almas: “Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (Atos 20:24).

A alegria de Cristo era uma alegria sólida e substancial, uma alegria interior: Ele se alegrou no espírito; mas a sua alegria, como as águas profundas, não faziam ruído; era uma alegria que um estranho não perceberia. Em sua oração sacerdotal ele intercedeu a Deus para que seus discípulos sentissem sua alegria: “...que tenham a minha alegria completa em si mesmos” (João 17:13).

Antes de se dedicar a render ações de graças a seu Pai, Ele se alegrou; pois, assim como o louvor de gratidão é a linguagem genuína da alegria santa, também a alegria santa é a raiz e a fonte do louvor de gratidão.

 

“... e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.”

Ele louvou a Deus chamando-O de Pai. Jesus estava salientando Seu relacionamento singular com Deus e Sua identidade como um Ser Divino: “...mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5:18).

Em segundo lugar, Ele destacou a soberania de Deus, dirigindo-Se a Ele como Senhor do céu e da terra: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra” (Atos 17:24).

Em terceiro lugar, Ele falou da salvação como provisão de Deus, e não resultado de planos, propósitos ou poder humanos. Deus em sua revelação escolheu se manifestar as criancinhas ao invés dos sábios e inteligentes.

O contraste entre os sábios e instruídos e os pequeninos não se baseia na inteligência, mas na atitude; evidencia-se a diferença entre os que confiam em si mesmos e os que confiam em Deus (Mateus 18:1–4; 21:15, 16; 1 Coríntios 1:18–31). “Os sábios e instruídos” pensam que podem se salvar ou que não precisam de salvação. Os “pequeninos” são os que são espiritualmente dependentes de Deus. São os “humildes de espírito” que se humilham perante Deus (Mateus 5:3).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_08.pdf