quinta-feira, 13 de novembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE NOVEMBRO DE 2025 (Efésios 3:20)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE NOVEMBRO DE 2025
DEUS FAZ ALÉM DAQUILO QUE PEDIMOS OU PENSAMOS

Efésios 3:20 “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera,”

 

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos,”

Pensando no poder disponível aos efésios para tornarem conhecido o propósito de Deus, Paulo redigiu uma doxologia a Deus. O versículo fala do Deus “que é poderoso”, uma expressão encontrada também em Romanos 16:25: “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto”. Poderoso traduz o verbo grego (dunamai) e significa “ser capaz, ter poder, por conta da própria habilidade”. A força de Deus vem dEle mesmo.

O poder de Deus é observado em todo o Livro de Efésios. Em sua primeira oração aos efésios (1:19), Paulo pediu que eles conhecessem “qual a incomparável grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos” (NVI). Entre essa oração e a oração essa doxologia, Paulo mostrou como Deus demonstrou Seu poder ressuscitando e exaltando a Cristo, fazendo o mesmo por crentes que estavam espiritualmente mortos, incluindo gentios em sua obra de salvação, criando, na igreja.

A expressão “fazer infinitamente mais do que” é literalmente “acima de todas as coisas, fazer excessivamente mais”; Deus tem poder para realizar muito mais do que pedimos ou pensamos. Eis o que Paulo afirmou: Deus tem poder para fazer o que podemos deixar de pedir, mas que pensamos; Ele tem poder para fazer tudo o que pedimos ou pensamos; Ele tem poder para fazer abundantemente mais do que pedimos ou pensamos; Ele tem poder para fazer infinitamente muito mais do que pedimos ou pensamos.

Salomão quando teve chance pediu a Deus sabedoria. Deus lhe deu muito mais: “Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens, ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento, para poderes julgar a meu povo, sobre o qual te constituí rei, Sabedoria e conhecimento te são dados; e te darei riquezas, bens e honra, quais não teve nenhum rei antes de ti, e nem depois de ti haverá” (2 Crônicas 1:11,12).

Foi revelado a Simeão que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Simeão não apenas viu, mas o tomou nos braços e louvou: “Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação, A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para iluminar as nações, e para glória de teu povo Israel” (Lucas 2:28-32).

 

 

“... segundo o poder que em nós opera,”

Que poder é esse? Este poder de Deus que está além do que podemos imaginar é o que agora “opera em [dentro de] nós”. Não é poder intelectual ou físico, nem poder moral. É o poder do Espírito Santo que opera a partir da obra de regeneração prometido por Cristo a seus seguidore: “ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).

É o poder que nos coloca acima dos poderes de Satanás, do mundo e do pecado. É o poder para testemunhar de Cristo: ”Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1.8). É o poder que nos torna capazes de alcançar a plenitude de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201306_08.pdf

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999.

 

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

TEXTO ÁUREO Lição 7: Os pensamentos — A arena de batalha na Vida Cristã....

Lição 7 - Lições Bíblicas Adultos - 4º Trimestre de 2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE NOVEMBRO DE 2025 (Filipenses 3.20)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE NOVEMBRO DE 2025
MUITOS SÓ PENSAM EM COISAS TERRENAS

Filipenses 3.20 “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ” 

 

“Mas a nossa cidade está nos céus, “

Qualquer cidadão pertencente a um país para adquirir direito de cidadania em outro país passa por um processo legal de mudança de cidadania para conseguir esse direito. Paulo faz menção da cidadania celestial (v. 20) e declara que para obter esse direito a pessoa precisa corresponder à transformação de vida exigida. Os cidadãos de uma colônia romana deviam sujeição a Roma. A conduta deles era governada pelas leis romanas e a esperança deles se concentrava na glória de Roma. Esperava-se também que eles colonizassem—propagassem o pensamento e a cultura romana.

Somente pela obra de regeneração do Espírito Santo será possível ter direito e acesso à “cidade celestial” onde habita o Senhor. A palavra “cidade” é, também, traduzida por “pátria”. Quando Paulo escrevia essas palavras estava pensando no “status” cívico de Filipos, tão importante como colônia romana. A despeito das benesses materiais da cidade de Filipos e de tudo quanto se oferecia à sociedade, Paulo fala de uma cidade que está nos céus. Trata-se de algo superior e espiritual “de onde também esperamos o Salvador” (3.20).

Ralph Herring escreveu que “a igreja local devia ser como uma colônia do céu. Leis celestiais e modos celestiais deviam distinguir seus membros, diferenciando-os dos demais ao redor”. Nossa esperança aponta para a cidade que está nos céus. Em breve o Senhor Jesus virá sobre as nuvens do céu com poder e glória (Mateus 24.31; Atos 1.9-11; 1 Tessalonicenses 4.16; 2 Tessalonicenses 1.7).

Como cristãos, precisamos reconhecer que, no que tange a este mundo, somos “expatriados” (cidadãos de um país que residem em outro país), somos “estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hebreus 11:13; veja 1 Pedro 2:11). Nossos nomes foram registrados como cidadãos “no livro da vida” nos céus (veja Filipenses 4:3; Hebreus 12:23). Este mundo é só um “endereço provisório” para nós; o céu é o nosso “endereço fixo”. Como os cidadãos das colônias romanas, temos certos privilégios, mas também temos responsabilidades equivalentes. Devemos sujeição ao nosso Pai celestial. Somos governados por Suas leis, e nossa esperança está centrada na Sua glória—Ele espera que propaguemos as verdades cristãs.

 

“... donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ”

Paulo também queria que os filipenses se concentrassem numa Pessoa celestial: “...de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (3:20b). Paulo já havia indicado que ele aguardava o último Dia para finalmente conhecer Cristo plenamente (3:10, 11).

O ato de esperar traduz a esperança dos crentes. O cidadão romano honrava a César como o salvador geral do império, enquanto o cristão honra e serve ao Senhor Jesus Cristo, o Rei da pátria celestial. Se a cidadania romana representava vantagens materiais e sociais para os filipenses, muito mais os crentes em Cristo obtêm vantagens com a cidadania celestial.

Durante as últimas horas de Cristo com Seus discípulos, antes de Sua morte, Ele prometeu voltar (João 14:1–4). Quando Ele subiu ao céu, anjos disseram aos que observavam: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (Atos 1:11). Os primeiros cristãos viviam em estado de expectativa, cientes de que o Senhor poderia voltar a qualquer hora (veja 1 Tessalonicenses 4:13—5:2; Tito 2:13; Hebreus 9:28). A segunda vinda dava sentido às suas vidas. Confiar na volta de Cristo ajudou os cristãos a enfrentarem os problemas diários e sustentou-os durante a perseguição. 

A inclusão da palavra “Salvador” em Filipenses 3:20 é significativa. Paulo não usava esse termo com frequência, mas ele o usou aqui—provavelmente porque ele descrevia com maior precisão o papel do Senhor em relação ao Seu povo quando Ele voltasse. Para os ímpios, Ele apareceria somente como Juiz; mas, para os Seus, Ele viria como Salvador—para libertá-los deste mundo pecaminoso, para recompensá-los e levá-los para estar com Ele por toda a eternidade. 

Assim como os primeiros cristãos, nós precisamos focar nossos corações em Jesus e “esperar ansiosamente” a Sua vinda. Devemos, como eles, reconhecer que Jesus pode voltar a qualquer hora. Devemos, como eles, orar: “Amém. Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20)!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201101_06.pdf

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

 

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Números 20:12

Números 20:12 “E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.”

 

“E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel,”

A Moisés e a Arão foi dada a ordem de eles apenas “falarem” à rocha. A vara de Moisés, todavia, foi usada por ele, para ferir a rocha por “duas vezes”, tendo assim produzido água em abundância (v. 11), tal como havia efetuado maravilhas no Egito.

Após essa insubordinação, no qual Deus não estava sendo glorificado. O Senhor disse a Moisés e a seu irmão Arão:Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel”. Alguns intérpretes acreditam que isso aconteceu porque Moisés e Arão estavam muito indignados com os “rebeldes”. Fosse como fosse, eles claramente desobedeceu à ordem de Yahweh, que tinha dito para ele “falar" à rocha e não “ferir” a rocha.

Golpear a rocha também foi um ato de descrença por parte de Moisés. Aqui, o grande líder hesitou; aqui ele renunciou efetivamente a tudo que ele mesmo representava, e mostrou descrença na Palavra de Deus. Por este motivo, não lhe foi permitido entrar na terra prometida.

O trecho de Deuteronômio 32.50-51 indica que Moisés não interpretou o incidente como um sinal da parte de Yahweh; e isso complicou toda a sua situação: “Porquanto transgredistes contra mim no meio dos filhos de Israel, às águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim; pois não me santificastes no meio dos filhos de Israel”.

 

“... por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.”

Por causa da desobediência diante dos filhos de Israel a Moisés e a Arão foi promulgado que eles não introduziriam a congregação na terra de Canaã. Depois de uma longa jornada pelo deserto, Moisés não teve permissão para entrar na terra prometida. Este episódio é uma mácula no currículo do servo fiel e confiável do Deus da aliança.

Foi no monte Nebo, do pico do Pisga, que Moisés somente avistou a terra prometida. Esse pico oferecia uma visão ampla da terra da Palestina: “Pelo que verás a terra diante de ti, porém não entrarás nela, na terra que darei aos filhos de Israel” (Deuteronômio 32:52). Essa montanha situava-se em Moabe, oposta a Jericó (Números 33.47). Após ver a terra prometida desse monte Moisés expirou: “Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme a palavra do Senhor.  E o sepultou num vale, na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura. Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu; os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor” (Deuteronômio 34:5-7).

No monte Hor, nos confins da terra de Edom, Deus anunciou a morte iminente de Arão. O irmão e porta-voz de Moisés deveria ser recolhido a seu povo e não poderia entrar na Terra Prometida. Ele morreu no cume do Monte com a idade de 123 anos: “Fez, pois, Moisés como o Senhor lhe ordenara; e subiram ao monte Hor perante os olhos de toda a congregação. E Moisés despiu a Arão de suas vestes, e as vestiu em Eleazar, seu filho; e morreu Arão ali sobre o cume do monte; e desceram Moisés e Eleazar do monte” (Números 20:27,28).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

Números 16:15

Números 16:15 “Então Moisés irou-se muito, e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.”

 

“Então Moisés irou-se muito,”

Datã e Abirão, como Coré, também se opuseram à autoridade de Moisés e alegaram que ele procurava assenhorar-se deles. Mandou Moisés chamar a Datã e a Abirão. A ofensa deles era grave; eles receberam ordens para se apresentarem a Moisés e responderem por suas ações. Datã e Abirão desconsideraram a convocação de Moisés, dizendo: “Não subiremos” (v.12). Acusaram Moisés de não cumprir a promessa de levar Israel para uma terra que mana leite e mel e de não lhes dar os campos e vinhas em herança. E recusaram o pedido de Moisés, novamente dizendo: “Pois não subiremos!” (v.14).

Moisés reagiu à sua dupla resposta desdenhosa ficando muito irado, pois ela expressava o desprezo que eles tinham pelo plano de Deus. Era a espécie de incredulidade que condenara a nação a morrer no deserto: “Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! Ou quem dera tivéssemos morrido neste deserto!” (Números 14:2). Roy Gane observou que: “Esse é o único lugar onde o Pentateuco diz que Moisés estava ‘muito irado”.

Moisés era conhecido como o homem mais manso da terra: “E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Números 12:3). Mesmo assim diante da afronta dos seus perseguidores ele se irou. A Bíblia nos orienta a irar e não pecar (Efésios 4.26). Esse versículo não está nos autorizando a irar. Ira é uma obra da carne (Gálatas 5.22). Mas ele admite que quando chegamos ao limite poderemos sim se irar. Mas mesmo diante da ira não devemos reagir por ela: “Pois a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1.20).

 

“... e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.”

Moisés rogou a Yahweh que não aceitasse os sacrifícios deles, por serem, por assim dizer, indivíduos imundos, que não podiam aproximar-se do tabernáculo. Jarchi afirmou que o pedido era de que nenhuma das oferendas deles fosse aceita, supondo que alguns deles tivessem estado envolvidos nas oferendas diárias do culto, no tabernáculo.

Ele orou: Nem um só jumento levei deles e a nenhum deles fiz mal. Essa declaração provavelmente visava asseverar que ele era inocente de qualquer delito nessa questão; ele não tinha provocado a rebelião por mau comportamento.

A semelhança de Neemias, Moisés, embora fosse um líder absoluto, nunca tinha exigido que o povo contribuísse para enriquecê-lo (Neemias 5.17-19). Moisés era o líder absoluto de Israel, o mediador entre Yahweh e o povo de Israel, mas de modo algum foi um tirano. Um tirano teria mandado executar há muito tempo aqueles rebeldes; mas Moisés não lhes fizera mal algum. Yahweh, porém, não haveria demostrar-se tão ameno com eles, conforme a narrativa logo nos haverá de mostrar. Foi com esse argumento que Moisés vindicou a si mesmo: não tinha sido um opressor, conforme costuma suceder à maioria do governantes, nem em um sentido econômico nem no tocante à integridade física de seus adversários.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201708_02.pdf

Gênesis 4:21

Gênesis 4:21“E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão.”

 

“E o nome do seu irmão era Jubal;”

Jubal era o segundo filho de Lameque, descendente de Caim. O nome do seu irmão mais velho era Jabal. Sua mãe chama-se Ada. Seu pai Lameque foi o primeiro polígamo da bíblia. Essa atitude, obviamente, era um distanciamento da vontade de Deus expressa na criação: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (2:24).

Ele também foi o primeiro a cometer um duplo assassinato: “E disse lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou. Sete vezes se tomará vingança de Caim, de lameque, porém, setenta vezes sete” (v.23, 24).

 

“... este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão.”

Jubal, é descrito como o pai de todos os que tocam harpa e flauta. “Harpa” aqui é o instrumento primitivo também denominado “lira”. A “lira” era um instrumento de cordas tocado com as mãos: “Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor” (1 Samuel 16:23). O “órgão” refere-=se a “flauta” provavelmente era um instrumento de sopro, sendo mencionada apenas algumas vezes no Antigo Testamento, geralmente relacionada com a “harpa”, ou seja, “lira”: “Cantam, acompanhando a música do tamborim e da harpa; alegram-se ao som da flauta” (Jó 21:12 NVI).

E possível que ele tenha sido o inventor desses instrumentos musicais. Fica claro, a partir das palavras de Labão, sogro de Jacó a ele: “Por que fugiste ocultamente, e lograste-me, e não me fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria, e com cânticos, e com tamboril e com harpa?” (Genesis 31,27), que instrumentos de vários tipos eram de uso comum, há muito tempo, entre os povos antigos que viviam além do Eufrates e que deram origem à nação hebraica. Com sua música instrumental, esses povos combinavam o canto e as danças.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201507_04.pdf

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

Lucas 10:21

Lucas 10:21 “Naquela mesma hora se alegrou Jesus em espírito, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.”

 

“Naquela mesma hora se alegrou Jesus em espírito,”

Lucas inseriu essa oração no contexto dos setenta discípulos que retornavam de uma comissão limitada (Lucas 10:17, 21, 22). Já em Mateus essa oração de Jesus foi proferida para ser ouvida pela multidão (Mateus 11:25–27). Esta foi uma das ocasiões em que o contentamento encheu o coração do Homem de Dores e Ele se alegrou no Espírito Santo. Naquela hora em que viu Satanás cair, e ouviu do bom sucesso de seus ministros, Ele se alegrou.

Note que nada alegra tanto o coração do Senhor Jesus quanto o progresso do Evangelho, e o fracasso de Satanás, através da conversão das almas: “Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (Atos 20:24).

A alegria de Cristo era uma alegria sólida e substancial, uma alegria interior: Ele se alegrou no espírito; mas a sua alegria, como as águas profundas, não faziam ruído; era uma alegria que um estranho não perceberia. Em sua oração sacerdotal ele intercedeu a Deus para que seus discípulos sentissem sua alegria: “...que tenham a minha alegria completa em si mesmos” (João 17:13).

Antes de se dedicar a render ações de graças a seu Pai, Ele se alegrou; pois, assim como o louvor de gratidão é a linguagem genuína da alegria santa, também a alegria santa é a raiz e a fonte do louvor de gratidão.

 

“... e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.”

Ele louvou a Deus chamando-O de Pai. Jesus estava salientando Seu relacionamento singular com Deus e Sua identidade como um Ser Divino: “...mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5:18).

Em segundo lugar, Ele destacou a soberania de Deus, dirigindo-Se a Ele como Senhor do céu e da terra: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra” (Atos 17:24).

Em terceiro lugar, Ele falou da salvação como provisão de Deus, e não resultado de planos, propósitos ou poder humanos. Deus em sua revelação escolheu se manifestar as criancinhas ao invés dos sábios e inteligentes.

O contraste entre os sábios e instruídos e os pequeninos não se baseia na inteligência, mas na atitude; evidencia-se a diferença entre os que confiam em si mesmos e os que confiam em Deus (Mateus 18:1–4; 21:15, 16; 1 Coríntios 1:18–31). “Os sábios e instruídos” pensam que podem se salvar ou que não precisam de salvação. Os “pequeninos” são os que são espiritualmente dependentes de Deus. São os “humildes de espírito” que se humilham perante Deus (Mateus 5:3).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_08.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE NOVEMBRO DE 2025 (Mateus 9:4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE NOVEMBRO DE 2025
O SENHOR CONHECE OS NOSSOS PENSAMENTOS

Mateus 9:4 “Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações?”

 

“Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos,”

Após Jesus ter perdoado aos pecados do acamado. Alguns escribas que testemunharam disseram entre si: “Ele blasfema” (v.3). Pois, viam o ato de perdoar pecados como uma prerrogativa que pertencia somente a Deus (Salmos 103:12; Isaías 1:18; 43:25; 55:6, 7; Jeremias 31:34; Miqueias 7:18, 19).

Todavia, Jesus tinha poder para ler os pensamentos deles (Mateus 12:25; 22:18; Lucas 9:47; João 1:47, 48; 2:25; 21:17). Jesus "não precisa de ninguém para testemunho do homem porque ele bem sabia o que havia no homem." (João 2:25). Ele mesmo "esquadrinha todos os corações, e entende todas as intenções dos pensamentos" (1 Crônicas 28:9).

Jesus tem o conhecimento perfeito de tudo o que pensamos. Os pensamentos são secretos; porém, de repente, mesmo assim são desnudados e abertos diante de Cristo, a Palavra eterna (Hebreus 4.12,13), e Ele os entende à distância (Salmo 139.2). Ele poderia dizer a eles o que nenhum homem poderia.

 

“... disse: Por que pensais mal em vossos corações?”

Ao dizer essas palavras para os escribas e fariseus Jesus não só pôs a nu o que eles estavam pensando, mas também a perversidade por trás desses pensamentos. “Mal” pode se referir ao “planejamento de feitos malignos, mas é mais provável se restringir ao ato de pensar mal de Jesus”.  Embora os escribas pensassem que faziam o bem por proteger a honra de Deus, na verdade, faziam mal se opondo ao Filho de Deus. Opor-se a Cristo é opor-se a Deus. Jesus disse: “Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou” (João 5:23).

Esta pergunta por si só deveria ter convencido os indagadores da divindade de Jesus. Pois, a idéia comum é que só Deu s pode conhecer os pensamentos: “Porventura não conhecerá Deus isso? pois ele sabe os segredos do coração” (salmo 44.21).  

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_07.pdf

https://search.nepebrasil.org/referencia-espirita?livro=40&chapter=9&verse=4&verse2=4

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

 

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE NOVEMBRO DE 2025 (Salmos 140:2)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE NOVEMBRO DE 2025
MAUS PENSAMENTOS PRODUZEM VIOLÊNCIA

Salmos 140:2 “Que pensa o mal no coração; continuamente se ajuntam para a guerra.”

 

“Que pensa o mal no coração;”

O homem mau e o homem violento pensam sempre o mal no seu coração (v.1). Eles não podem ser felizes, a menos que estejam tramando e planejando, conspirando e idealizando. Eles parecem ter apenas um coração, pois estão de completo acordo em sua maldade; e com todo o seu coração, e toda a sua alma, perseguem a sua vítima. Uma perversidade não é suficiente para eles; eles trabalham no plural, e preparam muitas flechas para seus arcos. Eles são muito sutis, habilidosos em fazer enganos; eles planejaram isso, prepararam o esquema com toda arte e astúcia inimagináveis.

O que eles não podem realizar, ainda assim gostam de repensar, e ensaiar no palco da sua cruel imaginação: “Também os que buscam a minha vida me armam laços e os que procuram o meu mal falam coisas que danificam, e imaginam astúcias todo o dia” (Salmos 38:12). É terrível ter uma doença de coração como esta. Quando a imaginação se deleita em fazer mal aos outros, é sinal de que toda a natureza da pessoa está avançada em iniqüidade.

 

“... continuamente se ajuntam para a guerra.”

Eles são um comitê de oposição, em sessão permanente: eles nunca adiam, mas consideram perpetuamente a questão absorvente de como fazer o máximo mal contra o homem de Deus. Eles são um exército sempre pronto para a briga; não somente vão para a guerra, como habitam nela. Essa é a situação descrita em Sal. 120.7: “Pacífico sou, mas quando eu falo já eles procuram a guerra.

Embora sejam a pior companhia, ainda assim eles se toleram, uns aos outros, e estão continuamente uns na companhia dos outros, unidos na luta contra o homem bom. Herodes e Pilatos unir-se-iam nessa empreitada e, nisso, assemelham-se a Satanás, e este não está dividido contra si mesmo, e todos os demônios concordam com Belzebu.

Os inimigos de Davi eram tão violentos quanto eram maus, tão ardilosos quanto eram violentos, e tão persistentes quanto eram ardilosos. É difícil lidar com pessoas que só estão em seu elemento quando estão com as adagas desembainhadas contra você. Um caso como este requer oração, e a oração invoca a Deus.

John Lorinus diz que o ímpio ataca o justo com três armas - com o coração, por conspiração; com a língua, pela mentira; e com a mão, pela violência.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume III. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.