segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Atos 6.11

    

Atos 6.11 “Então subornaram uns homens, para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.”

 

“Então subornaram uns homens,”

Já que não puderam silenciar Estevão com palavras, alguns estavam determinados a achar alguma outra maneira, qualquer que fosse. Os inimigos de Estevão usaram métodos subversivos. Usaram dinheiro como suborno para comprar falsas testemunhas.

A palavra grega shohad significa um presente, mas no sentido corrupto, um suborno. A lei hebraica condenava dar ou receber presentes ou subornos com a finalidade de perverter a justiça: “Também suborno não tomarás; porque o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos” (Êxodo 23.8). São feitas muitas referências ao seu uso para corromper juízes e governantes (Jó 15.34; 1 Samuel 8.3; Salmo 26.10; Isaías 33.15; Ezequiel 22.12).

Nos julgamentos anteriores de Pedro e dos demais apóstolos, vemos a mesma tática que foi usada para condenar Jesus. Foi assim também com Estevão, antes de ser levado perante o Sinédrio, pois assim como os adversários de Estêvão, os inimigos de Cristo também “procuraram algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte” (Mateus 26:59).

O nono mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20:16), havia sido dado para proteger as pessoas de falsas acusações em juízo: “Não admitirás falso boato, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa. Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito. Nem ao pobre favorecerás na sua demanda” (Êxodo 23:1-3).

Deveria haver pelo menos duas ou três testemunhas; não era possível condenar uma pessoa com base em apenas um testemunho: “Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato” (Deuteronômio 19:15). E foi o que os acusadores de Estevão buscaram, mais de uma testemunha falsa através do dinheiro e com isso perverteram o juízo justo.

 

 “... para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.”

Essas falsas testemunhas compradas deveriam disser que Estevão proferiu palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. “Blasfêmia” é usada no sentido de “falar contra”. Estevão foi acusado pelas testemunhas compradas de falar contra a Lei de Moisés e contra Deus. As acusações contra Estevão, porém eram falsas (Atos 6:13), resultado de terem distorcido suas palavras. Estevão ensinou que não se podia ser salvo por guardar a lei de Moisés, mas ele não blasfemou contra Moisés. E é certo também que ele jamais blasfemara contra Deus!

Até esta altura, os saduceus tinham se empenhado em perseguir os cristãos porque os apóstolos ensinavam a ressurreição, algo em que o saduceus não criam, mas os fariseus criam: “E, estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus, Doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos” (Atos 4:1,20.

Agora, porém, a acusação de que Estevão estava falando contra Moisés, a Lei, e as tradições judaicas fizeram também os fariseus se envolveram na questão! Pois , blasfemar contra Moisés era um crime. Então todo o conselho investiu contra Estevão. Posteriormente o povo também se revoltou. As acusações apesar de falsas, foram suficientes para colocar a opinião pública contra Estevão. “Sublevaram o povo, os anciãos e os escribas” (v. 12a).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_03.pdf

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE AGOSTO DE 2025 (João 16.33)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE AGOSTO DE 2025
A PERSEGUIÇÃO NA ROTA DA FÉ CRISTÃ

João 16.33 “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”

 

“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz;”

Se os ensinos de Jesus no capítulo 16 pudessem ser resumidos num único tema central, seria essa mensagem. Jesus começou a comunicar suas últimas palavras aos doze usando pela última vez a frase: “Tenho-vos dito isto”.  Essa frase poderia se referir somente à declaração anterior sobre a dispersão dos discípulos após a prisão de Jesus. No entanto, é mais provável que essa frase se refira a todo o discurso.

Todas as advertências, todas as predições, todas as promessas foram com o propósito de dar aos discípulos paz no momento mais tumultuoso de suas vidas!  Jesus nunca prometeu a Seus discípulos que suas vidas seriam isentas de dificuldades, mas Ele prometeu a eles a paz de Deus, mesmo em meio às dificuldades.

As palavras “em mim” lembram a alegoria da videira e dos ramos, em que Jesus salientou a importância de permanecermos nele (João 15:5–7). Aqueles que permanecem em Jesus, relacionando-se intimamente com ele, podem ter “paz” (Gr. eirēnē). E podem “continuar tendo paz”. A “paz” que o discípulo tem ao permanecer em Jesus é vivenciada mais internamente do que externamente. É uma paz de espírito e tranqüilidade de alma que só o crente pode desfrutar. É “a paz de Deus, que excede todo entendimento” e que “guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7).

 

“... no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”

A paz que abençoou a vida dos discípulos não os isentou de provações e tribulações; pelo contrário, Jesus disse: No mundo passais por aflições (thlipsis), referindo-se ao inevitável sofrimento que eles viriam a suportar no futuro. Em todo o Novo Testamento, a palavra thlipsis se refere aos sofrimentos dos primeiros cristãos (Atos 14:22; 20:23;1 Tessalonicenses 3:2–4). Mas eles devem ter bom ânimo.

Afinal o mundo que infligiu tribulação a Cristo é o mesmo inimigo dos seus discípulos (João 15.18-25). O mundo, assim como Satanás, é um inimigo derrotado; a cruz que o Senhor em espírito já abraçou marcou seu triunfo e a queda do mundo. Embora a crucificação só viesse a acontecer literalmente no dia seguinte, Jesus expressou aos discípulos a plena certeza de que tudo estava acontecendo conforme o planejado, e que eles seriam abençoados pelos acontecimentos que brevemente ocorreriam.

Seu povo participa do seu triunfo e da sua paz. Em 1 João 5.4s., afirma-se que “a vitória que vence o mundo é a nossa fé” - a fé “que crê ser Jesus o Filho de Deus". É esta fé que une seu povo a ele, de modo que a vitória dele passa a ser também a vitória de seu povo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200408_03.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_03.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 

domingo, 10 de agosto de 2025

LIÇÃO 7: UMA IGREJA QUE NÃO TEME A PERSEGUIÇÃO - 3 TRIMESTRE DE 2025.

TEXTO ÁUREO

“Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” (Atos 5:29)

 

“Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram:”

Os apóstolos haviam desobedecido às autoridades constituídas. As ordens do Sinédrio, pretendiam domesticar a consciência dos apóstolos: “Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem” (Atos 5:28).

Pedro e os outros assumiram a culpa pelas acusações: Eles eram culpados de testemunhar a Jesus, e eram culpados de acusar o Sinédrio pela morte de Jesus. De fato, não hesitaram em dizer ao Sinédrio: “...a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro” (v. 30)! A resposta dos apóstolos assumiu a forma de um pequeno sermão, pois eles ainda não estavam preocupados em se defenderem, mas em exaltar o nome de Cristo e, fazendo isso, criaram o princípio da desobediência civil e eclesiástica.

Durante o julgamento anterior, Pedro e João declararam indiretamente suas prioridades: “Se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus” (4:19). Agora, Pedro e os demais falavam diretamente: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.”

 

“Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.”

Como regra geral, devemos obedecer às leis da terra em que vivemos. Um problema existente em todo o mundo é a falta de respeito pelas autoridades. Nos tempos do Antigo Testamento, quando “cada um fazia o que achava mais reto” (Juízes 21:25), sobrevinha o caos.

Precisamos obedecer ao governo civil, não porque o governo esteja sempre certo ou porque seja sempre bom. Obedecemos às leis da terra não porque concordemos com tudo ou porque façam sentido; mas, sim, porque esta é a vontade de Deus. Paulo disse que o governo civil é “de Deus” e que os funcionários civis estão agindo como “ministros de Deus” (Romanos 13:1, 4). Pedro disse: “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor... Porque assim é  vontade de Deus”(1 Pedro 2:13, 15).

Porém aqui é uma exceção à regra, quando a lei humana entra em conflito diretamente com a lei de Deus. Em Atos 4 e 5, o conflito estava claro. Os homens diziam: “Não preguem no nome de Cristo”; Deus dizia: “Preguem no nome de Cristo”.

Quando o conflito é óbvio, quem está comprometido em fazer a vontade de Deus não tem escolha. Não podemos perguntar: “O que é mais conveniente?”, “O que é mais comum?”, ou: “O que é mais seguro?”. Nossa pergunta deve ser: “O que é certo?” — e devemos agir em conformidade com isto. Se, você estiver convencido com todo o coração de que determinada lei é contrária à vontade de Deus, mantenha sua posição — mas esteja preparado para pagar o preço. Pedro e dos demais apóstolos ameaçados de açoitamento, responderam: “Importa obedecer a Deus”. E ameaçados de morte, não hesitaram: “Importa obedecer a Deus

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_08.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_07.pdf

 

sábado, 9 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 9 DE AGOSTO DE 2025 (Provérbios 23.23)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
9 DE AGOSTO DE 2025
DEVEMOS VALORIZAR A VERDADE E NÃO PRATICAR A MENTIRA

Provérbios  23.23 “Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento. ”

 

“Compra a verdade, e não a vendas;  e também a sabedoria, a instrução e o entendimento. ”

Esse provérbio é um chamado à busca constante pela verdade, sabedoria, instrução e entendimento, destacando a importância de valorizar os bens espirituais acima dos materiais e de nunca comprometê-los por ganhos momentâneos. 

A verdade é algo que devemos valorizar, pois ela nos ajuda a viver uma vida honesta e significativa. Ela refere-se aos princípios morais e espirituais que norteiam a vida. É a base para uma existência significativa e alinhada com a vontade de Deus: “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (2 Coríntios 13:8).

A sabedoria também é fundamental para nós. Ela é a capacidade de aplicar a instrução de forma sábia e prudente, discernindo o certo do errado e tomando decisões acertadas. A sabedoria é vista como um dom divino, mas também requer esforço para ser cultivada. É preciso sabedoria para fazer escolhas sábias, ao invés de escolhas impulsivas; é preciso sabedoria para nos aproximar mais de Deus: "Quão melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro!” (Provérbios 16.16).

A instrução é o processo de aprendizado e educação, seja formal ou informal. Inclui ouvir conselhos, aceitar correções e buscar conhecimento em diversas fontes.  Ela também nos ensina a ter humildade e compaixão por nós mesmos e pelos outros. A instrução nos ajuda a desenvolver nossas habilidades de pensamento crítico e a nos tornarmos mais conscientes: “E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui” (Gálatas 6:6).

O entendimento ou discernimento é a capacidade de compreender profundamente as coisas, ir além da superfície e apreender o significado e a importância de cada aspecto da vida. O entendimento é essencial para a aplicação sábia da verdade e da instrução. O discernimento nos ajuda a julgar as pessoas corretamente e a fazer as melhores escolhas possíveis: “emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento” (Provérbios 4:7).

Estas são qualidades que nos ajudam a viver uma vida honesta, significativa e responsável. Elas nos dão o que precisamos para nos tornarmos pessoas de bem e para nos aproximarmos mais de Deus.

O escritor usa aqui uma metáfora comercial. Devemos comprar essas coisas, isto é, devemos estar dispostos a nos separar de qualquer coisa por elas. E mais, as riquezas devem ser empregadas para obtê-las. Devemos pagar por elas qualquer preço; por mais elevado que seja o custo, não nos arrependeremos da negociação. Derek Bok, ex-presidente da universidade de Havard uma vez disse: “Se você acha que conhecimento custa caro, experimente a ignorância".

 

Essas coisas são uma pérola de tal preço, que devemos estar dispostos a nos separar de tudo, para comprá-la. Podemos perder todas as coisas como, por exemplo, as nossas propriedades, o nosso comércio, e a nossa primazia; porém jamais poderemos perder a fé e a boa consciência.

A verdade lhe custará amigos, pois a maioria prefere mentiras, superstições e tradição (Provérbios 13:20). A sabedoria lhe custará tranqüilidade, pois somente os insensatos acreditam e fazem qualquer coisa que desejam. A instrução lhe custará o orgulho, pois você terá que aceitar a correção de outros. E o entendimento custará a sua paz, pois você conhecerá a insanidade do mundo (Eclesiastes 1:18).

Depois de adquiridas essas coisas não devemos jamais vendê-las nem por prazeres, honras, riquezas, ou quaisquer coisas deste mundo. Salomão diz para você não dar nenhuma delas seja qual for a quantia: “É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm” (Provérbios 3:18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://www.versiculos.com.br/blog/proverbios/explicacao-e-estudo-proverbios-23-23/

https://folhanobre.com.br/2016/11/23/proverbios-2323-compra-a-verdade-e-nao-a-vendas-sim-a-sabedoria-e-a-disciplina-e-a-prudencia/39567/

 

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 8 DE AGOSTO DE 2025 (Apocalipse 22:15)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

8 DE AGOSTO DE 2025
OS MENTIROSOS FICARÃO DE FORA DO CÉU

Apocalipse 22:15 “Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os fornicadores, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete mentira. “

 

“Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, ”

Os que amam a Deus e obedecem aos seus mandamentos terão permissão para entrarem na cidade santa (v.14). Aqui, todavia nos revela o destino dos "que ficarem de fora".  Eles serão lançados no lago de fogo.

Os cães (gr. kunes). Cães, na Bíblia, não eram animais de estimação. Eram animais imundos e desprezados, usados várias vezes para representar pecadores e a sujeira do seu erro (Salmo 22:16; Mateus 7:6). Este termo é metafórico e diz respeito à impureza moral e espiritual (2 Coríntios 7.1). Os judeus usavam o termo para se referir aos gentios, sob a idéia de impureza cerimonial. Entre os gregos, era um epíteto de impudência. O apóstolo Paulo empregou o vocábulo "cães" em relação aos maus obreiros, que pervertiam a sã doutrina, dispersavam e exploravam as ovelhas do Senhor Jesus : “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão” (Filipenses 3.2).

Os feiticeiros (gr. pharmakois). Este termo também é vasto em sua aplicação. Pode envolver o manuseio de drogas e poções, embora o seu sentido primário esteja associado a práticas como feitiços, encantos, necromancia, espiritualismo, uso de rituais mágicos, bruxaria, evocação de espíritos, emprego de diversas formas de adivinhação, uso de amuletos e talismãs, etc. Os “feiticeiros”são dados à magia negra. Essa palavra foi empregada a respeito dos encantadores egípcios Janes e Jambres - que resistiram a Moisés na corte de Faraó (Êxodo 7.11 e 2 Timóteo 3.8).

 

“... e os fornicadores, e os homicidas, e os idólatras, “

Os fornicadores (gr. pornois). O termo possui significação vasta e aplicação abrangente. Pode se referir tanto à venda do corpo quanto a qualquer tipo de relação sexual ilícita. Deus criou o sexo e estabeleceu leis imutáveis. Na Bíblia, temos esses preceitos em vários textos como em Mateus 5:32, 15:19, 19:9 (relações ilícitas); 1 Corintios 5:1 (fornicação); 6:18; 7:2 (impureza); Apocalipse 17:2 (devassidão). Abarca todo tipo de pecado sexual: adultério, sodomia, pedofilia, etc. As Escrituras Sagradas hoje nos advertem: "Que vos abstenhais da prostituição" ( Tessalonicenses 4.3).

Os homicidas (gr. Phoneus). O termo significa "homicida", "assassino". São aqueles que desrespeitam a sacralidade da vida e atentam contra o próximo para tirar-lhe a vida. De acordo com os códigos penais vigentes em cada nação, quem comete um homicídio com a intenção de matar, se julgado e condenado, pode ser condenado a uma prisão longa ou perpétua, ou à pena de morte. Porém a bíblia chama de assassino aquele que odeia a seu irmão (1 João 3.15). Quem permanecer nessa prática estará sujeito à pena capital do sofrimento eterno, constante do Código Divino (Mateus 5.22).

Os idólatras (gr. eidõlolatrais). São aqueles que adoram, veneram e se prostram diante de ídolos e são devotos de santos. O vocábulo "idólatra" traduz um amor excessivo, uma paixão exagerada, a um ídolo (aquilo que é visto). Pode um crente tornar-se idólatra? Ora, a quem Paulo escreveu: "Não vos façais, pois, idólatras"? Aos crentes de Corinto (1 Co 10.7). Aquém João disse: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1 João 5.21)? O amor mal-direcionado é idolatria (Mateus 10.37; 1 Timóteo 6.10; Efésios 5.5).

Esses condenados terão muitas oportunidades de arrependimento durante a Grande Tribulação: "E não se arrependeram de seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces" (Apocalipse 9.21).

 

“... e qualquer que ama e comete mentira. “

A palavra pseudes (gr.) significa "mentiroso", "falso".  Os mentirosos são aqueles que falam e não cumprem o que falam. Falam uma coisa e fazem outra. São aqueles em quem não se pode confiar. A nossa sociedade é a sociedade da mentira, do engano, do engodo, da farsa, da propaganda falsa, da balança enganosa, do comércio pirata, da sonegação fiscal, dos conchavos políticos vergonhosos, dos acordos escusos, dos embustes sórdidos, dos subornos criminosos, da impunidade imoral. A mentira procede do maligno. Os mentirosos são aqueles que encobrem seus erros. A mentira é o último pecado dessa lista condenado na Bíblia, um pecado que alguns chegam a amar. O servo de Deus deve deixar a mentira (Colossenses 3.9), pois a Palavra do Senhor diz: "Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo [...] deixai a mentira, e falai a verdade" (Efésios 4.15,25). Os que amam e praticam a mentira ficarão eternamente do lado de fora.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. Apocalipse – as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

ZIBORDI, Ciro, Sanches. Erros escatológicos que os pregadores devem evitar. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

VINE, W. E.; UNGLER, M. F.; WHITE, W. Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2002

LOPES, Hernandes Dias. Apocalipse / o futuro chegou, as coisas que em breve devem acontecer. São Paulo, SP: Hagnos 2005.