sexta-feira, 25 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE JULHO DE 2025 (Romanos 5.5)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE JULHO DE 2025
CAPACIDADE DE AMAR

Romanos  5.5 “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

 

“E a esperança não traz confusão,”

A NVI e a KJA dizem: “não nos decepciona”; a AS21 (Almeida Século 21) também usa termo semelhante: “não causa decepção”. “Decepciona” vem de uma palavra grega que significa “envergonhar” que possui  a mesma raiz que a palavra traduzida por “não me envergonho” em Romanos 1:16: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”.

Nossa esperança jamais nos deixará desconcertados; nunca nos desapontará. É desconcertante quando dizemos aos outros que esperamos e ansiamos conseguir uma coisa e depois não conseguimos, mas a esperança de Romanos 5 não é assim. O que Deus prometeu acontecerá. Nessa esperança descansou Sara, mulher de Abraão: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido” (Hebreus 11:11). Nossa esperança no Senhor não nos decepciona porque o Senhor não nos decepcionará.

 

“... porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

A esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração. Esta é a primeira menção do amor de Deus em Romanos. A carta de Paulo falou sobre tudo que Deus generosamente fez por nós, mas agora ela revela por que Deus fez tudo isso: porque Ele nos ama.

A palavra para “amor” aqui é agape: o amor incondicional, o amor que procura o melhor para o objeto amado. Esse amor foi “derramado em nosso coração”. Quando ele diz que o amor de Deus está  “Derramado”, ele enfatiza que Deus não é mesquinho com o Seu amor. Paulo usou “a metáfora vívida de uma carga d’água sobre um campo ressecado”. Hugo McCord faz um comentário bem-humorado a respeito: “Quando Deus derramou o Seu amor, Ele usou um balde enorme!”.

Esse amor “foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado”. O Espírito Santo foi mencionado antes e rapidamente na carta (1:4; 2:29), mas esta é a primeira referência à obra do Espírito nas vidas dos cristãos. O Espírito entra na vida de uma pessoa quando ela é justificada, quando se converte a Cristo. “O Espírito Santo... é outorgado [dado] a todos os crentes — na hora de sua regeneração”, e confirmado publicamente no ato do batismo: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200812_01.pdf

 

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Efésios 4:25

    

Efésios 4:25 “Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. ”

 

“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo;

O motivo para deixar a mentira é que o novo homem do qual nos revestimos, segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. O verbo "deixar" aqui tem a mesma conotação do verbo "despojar" do verso 22. Quando os presos são soltos da custódia e voltam a ser homens livres (despojando-se de um papel e assumindo outro), trocam as roupas que usam (tirando o uniforme da prisão e vestindo roupas comuns). De modo semelhante, quando o soldado deixa o exército e torna-se um civil, tira o uniforme e veste-se à paisana. Exatamente assim, visto que por uma nova criação tiramos a velha humanidade e vestimos a nova, devemos também deixar de lado os velhos padrões, e adotar os novos.

A mentira não é própria da nova vida. A palavra "mentira" aparece no grego como pseudo, que pode representar qualquer tipo de desonestidade ou falsidade proferida ou vivida. A mentira é a afirmação contrária aos fatos, falada com o propósito de enganar. O diabo é o pai da mentira (João 8.44). Quando falamos a verdade, Deus está trabalhando em nós; quando falamos a mentira, o diabo está agindo por nosso intermédio. Os mentirosos, ou seja, aqueles que são controlados pela mentira, não herdarão o reino de Deus (Apocalipse 22.15).

 

“... porque somos membros uns dos outros. ”

A razão dada não somente é que a outra pessoa é nosso próximo, a quem as Escrituras ordenam que amemos, mas que, na igreja, o nosso relacionamento é ainda mais estreito, porque som os membros uns dos outros. Paulo nos traz de volta à sua doutrina da igreja como o corpo de Cristo, e subentende que “uma mentira é uma facada nas partes vitais do corpo de Cristo”.

A comunhão, pois, é edificada na confiança, e a confiança é edificada na verdade. Logo, a falsidade subverte a comunhão, ao passo que a verdade a fortalece. A mentira destrói a comunhão da igreja. O primeiro pecado condenado na igreja primitiva foi o da mentira (Atos 5.1-11).

Os seguidores de Jesus devem ser conhecidos na sua comunidade como pessoas honestas e fidedignas, em cuja palavra se pode confiar. A comunhão verdadeira é edificada pela confiança.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. Efésios: igreja, a noiva gloriosa de Cristo. São Paulo: Hagnos, 2009.

CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios. 3a Ed. – Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1999.

STOTT, John. A mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus. 6.a ed. São Paulo: ABU Editora, 2001.

Provérbios 12:22

    

Provérbios 12:22 “Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite. ”

 

“Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, ”

O autor volta a explorar um de seus temas principais, o abuso da linguagem. Cerca de cem versículos no livro de Provérbios abordam esse assunto, que é também um dos grandes tem as do livro de Salmos.

Devemos odiar a mentira, e a manter a máxima distância dela, porque ela é uma abominação para o Senhor, e torna abomináveis aos seus olhos os que se permitem mentir, não somente porque isto é uma transgressão à sua lei, mas porque é algo destrutivo à sociedade humana.

Os lábios mentirosos são com o os ídolos e a vil profanação por serem demonstrações da corrupção humana, tal como eram os ídolos, acerca dos quais a mesma palavra — abominação — é usada algumas vezes. A palavra hebraica towebah significa, ocasionalmente, alguma coisa especialmente desgostosa, abominável, especialmente artifícios idólatras, como ídolos e imagens. Essa palavra é usada por vinte vezes no livro de Provérbios.

A boca perversa do ímpio tem por intuito destruir o próximo: “O hipócrita com a boca destrói o seu próximo...” (Provérbios 11.9). O ímpio é um destruidor, e entre as suas armas estão as calúnias, os ludíbrios e as falsidades. Ele é um hipócrita. No hebraico tem os a palavra haneph, cuja idéia básica é “inclinar-se para longe do que é reto”, ou seja, “profano, “impuro”.

 

“...mas os que agem fielmente são o seu deleite. ”

A antítese disso é agir fielmente, ser divulgador da verdade. Devemos então nos empenhar com a verdade, não somente com nossas palavras, mas com os nossos atos, porque aqueles que agem fielmente e sinceramente em todas as suas atitudes são o deleite do Senhor e Ele se alegra com eles.

O Senhor deleita-se no homem que fala e vive a verdade, em cuja vida se evidencia a retidão, e em cuja fala a verdade é sempre exibida: “Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo...” (Salmo 15.2-3).

A veracidade é recomendada porquanto promove a justiça” (Provérbios 12.17,19; 14.5,25). Este versículo tem sido cristianizado para falar da veracidade no evangelho de Cristo, que opera aquele bem universal.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE JULHO DE 2025 (Romanos 8:1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE JULHO DE 2025
PODER SOBRE O PECADO

Romanos 8:11 “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”

 

“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós,”

O destino final de nosso corpo não é a morte, mas a ressurreição. Nossos corpos ainda não foram redimidos, mas o serão, e nós aguardamos com ansiedade este evento. Paulo escreveu que “aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória” (Filipenses 3:20b,21a).

Mas como podemos estar tão certos dele? É por causa da natureza do Espírito que habita em nós. Ele não é apenas "o Espírito de vida", mas é também o Espírito de ressurreição. Pois ele é o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos. Ou seja, sabendo que o Espírito desse Deus habita em nós, esse mesmo Espírito que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal.

 

“... aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”

Conseqüentemente o Deus cujo Espírito ele é, a saber, aquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, também dará vida a nossos corpos mortais, e isso ele fará por meio do seu Espírito que já habita em nós. John R. W. Stott comentou que “ressurreição implica transformação; significa que os nossos corpos se reerguerão e serão transformados em um novo e glorioso veículo de nossa personalidade, libertados de toda fragilidade, doença, dor, decomposição e morte”.

Paulo disse que Deus vivificará nossos corpos mortais, “vivificar” significa mais do que simplesmente ser ressurreto dos mortos. Os corpos tanto dos bons como dos maus sairão dos túmulos na segunda vinda de Cristo (João 5:28, 29). Em Romanos 8:11 “vivificar” refere-se a dar “vida” em sua plenitude: estar na presença de Deus. Os fiéis ganharão corpos que poderão comparecer diante de Deus — corpos que podem e irão, viver na gloriosa presença divina para sempre. Nossos “corpos mortais” serão então “imortalizados”.

Como se pode ver, Paulo alude sem o menor constrangimento às três pessoas da Trindade: o Pai que ressuscita, o Filho ressuscitado e o Espírito da ressurreição. E tem mais: a ressurreição de Cristo é o penhor e o padrão da nossa ressurreição. O mesmo Espírito que o ressuscitou haverá de nos ressuscitar. O mesmo Espírito que dá vida ao nosso espírito também haverá de dar vida a nossos corpos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_08.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/05/romanos-89.html


quarta-feira, 23 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE JULHO DE 2025 (Atos 13:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE JULHO DE 2025
AUTORIDADE ESPIRITUAL

Atos 13:9 “Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele,”

 

“Todavia Saulo, que também se chama Paulo,”

Paulo é o nome romano de Saulo. Saulo significa “desejado”, enquanto Paulo significa pequeno. Segundo Matthew Henry um dos anciões o chama: Homo tricubitalis, pois, Paulo media somente um metro e trinta e sete centímetros de altura. Não é incomum afirmarem que Deus mudou o nome de Saulo para Paulo, porém a afirmativa é equivocada. Esse equívoco, até comum, é induzido por precedentes bíblicos no AT e NT: Abrão para Abraão, Sarai para Sara, Jacó para Israel, Simão para Pedro e Levi para Mateus.

Todavia Saulo também tinha o nome de Paulo, nome que possuía por ser romano de nascimento: “ E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim. E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento ” (Atos 22:27,28).

Paulo apelou para sua cidadania mais de uma vez. Em Filipos após ser açoitado e preso: “ Açoitaram-nos publicamente e, sem sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora. E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e eles temeram, ouvindo que eram romanos ” (Atos 16:37,38) e também em Cesáreia perante Festo apelou para ser julgado por César, imperador Romano: “ Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes ” (Atos 25:10).

 

“... e fixando os olhos nele,”

Saulo fixou os olhos em Barjesus, que significa “filho de Josué”. Mais tarde, ele é chamado Elimas, que, segundo Lucas, significa “mágico” quando pregava em Pafos, a sede do governo da ilha de Chipre. Paulo estava acompanhado de Barnabé e João Marcos. Elimas após observar que o proconsul Sergio Paulo procurava ouvir a palavra de Deus tentou afastá-lo da fé. O mágico formava parte do séquito do governador romano da ilha, que aqui é corretamente chamado procônsul.

O mágico, temeroso de perder a sua posição, fez tudo quanto podia para opor-se àquilo que os pregadores diziam. Sua oposição aberta ao evangelho levou Paulo a adotar uma atuação forte contra ele. Chamou-o, não de “filho de Jesus”, mas de filho do diabo, homem cheio de engano e malícia, que impedia os caminhos de Deus e pronunciou o julgamento divino sobre ele, na forma de uma crise de cegueira.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/1-corintios-11.html

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

terça-feira, 22 de julho de 2025

LIÇÃO 4: UMA IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO. Atos 4.31

TEXTO ÁUREO 

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.” (Atos  4.31).

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE JULHO DE 2025 (Efésios 5.18)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE JULHO DE 2025
ADORANDO NO ESPÍRITO 

Efésios 5.18 "E não vos embriagueis com vinho em que há contenda, mas enchei-vos do espírito. "


"E não vos embriagueis com vinho em que há contenda,"

A Bíblia sagrada nos recomenda a sempre fugir da bebida forte. Apesar de não ser uma proibição para o povo em geral. Aqueles que possuíam votos, os que eram separados para servir no santuário, os príncipes do povo Israel eram proibidos ingerir bebidas alcoólicas, pois elas ingeridas de maneira desenfreada poderiam respectivamente: provocar escândalos, como no caso de Noé, profanar a santidade de Deus, como no caso de Nadabe e Abiú, e por último perverter o juízo daquele que recebia o poder para julgar. 

Sobre essa última afirmação, as palavras da mãe do rei Lemuel vem a calhar: "Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam do estatuto, e pervertam o juízo de todos os aflitos". (Provérbios, 31:4-5). Na igreja de Corinto havia acontecido um fato durante a ceia do senhor que deixou Paulo constrangido a ter que exortar a igreja nessa solenidade tão fundamental. "De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a Ceia do Senhor. Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome, e outro embriaga-se." (1 Coríntios, 11:20-21). Fato extremamente lamentável na região da Acaia. 

As palavras de Salomão esclarecem no sobre o perigo da bebida forte:  "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio." (Provérbios, 20:1) Por esse motivo, a maioria dos cristãos se abstém completamente da bebida alcoólica. Paulo chega a acrescentar que o vinho pode produzir contenda, ou seja, uma obra da carne. Aos Gálatas Paulo escreveu andai no espírito e não cumprireis as concupiscências da carne.


"... mas enchei-vos do espírito. "

Em contrapartida, ao domínio que a bebida forte pode exercer sobre o ser humano, o apóstolo Paulo agora recomenda "enchei-vos do Espírito". Ser cheio do espírito santo pode se referir tanto ao batismo no espírito santo como a vida plena no espírito. Ser cheio do espírito santo para Lucas diz respeito à capacitação do espírito santo com a evidência de falar em outras línguas e normalmente quando o Paulo usa o mesmo termo ele se refere a vida plena do espírito santo na qual se exerce o fruto do espírito.  (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade), "sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus". (Efésios, 5:9,21) 

Sendo assim concluímos que ser cheio do espírito santo para Paulo nesse contexto é viver de uma maneira que agrade ao Senhor e aos nossos semelhantes. "Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus" (Efésios, 5:21).


Deivy Ferreira Paniago Júnior
26/02/2021

segunda-feira, 21 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE JULHO DE 2025 (Mateus 10:19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE JULHO DE 2025
SUPORTANDO AS PROVAÇÕES

Mateus 10:19 “Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.”

 

“Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar,”

Jesus suportava as perseguições, por mais desagradáveis que fossem, ajustando-se a elas. Era realista no trato com seus discípulos, advertindo-os sobre as dificuldades futuras. Mais do que preveni-los, deu-lhes instruções sobre como enfrentar a perseguição. Eles seriam entregues. O motivo seria o mesmo porque entregariam a Cristo. O ódio: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia” (João 15:18,19).

Não vos dê cuidado é o mesmo de “não andeis, pois, inquietos” (Mateus 6.31) ou simplesmente não vos preocupeis. A defesa pessoal diante dos reis judeus e governadores gentios seria uma provação terrível para os galileus humildes. A proibição aplicava-se a casos em que a preparação de um discurso de defesa seria impossível.

Os mais valentes desses pescadores simples poderiam ficar alarmados se lhes dissessem que teriam de responder por suas ações em prol de Cristo na presença dos conselhos judaicos e dos tribunais gentios. Cristo não está aconselhando os pastores a não preparar sermões.

 

“... porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.”

Naquela mesma hora: “O Espírito de vosso Pai é que fala em vós e por vós” (Mateus 10.20). Essa foi a primeira promessa de assistência da parte do Espírito Santo nos relatos do Evangelho (Marcos 13:11; Lucas 21:14, 15; João 14:15–17, 26; 15:26, 27; 16:13–15).

Esses homens seriam inspirados pelo Espírito a responder em defesa própria. Eles  dependeriam do Espírito Santo para responder aos interrogatórios, porque sua prisão seria uma oportunidade para testemunhar. Ilustra-se bem esse fato na vida do apóstolo Paulo, cujas prisões deram -lhe a chance de testificar diante de reis e governadores: “Porque o rei, diante de quem também falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto. Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. E disse Agripa a Paulo: Por pouco me persuades a me fazer cristão! E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias” (Atos 26:26-29).

James Burton Coffman referiu-se a esse texto como “uma das declarações mais fortes do Novo Testamento sobre a inspiração que guiou os apóstolos a toda a verdade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_04.pdf

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.